Ano CLII N
o-141
Brasília - DF, segunda-feira, 27 de julho de 2015
EXEMPLAR DE ASSINANTE DA IMPRENSA NACIONAL
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Sumário
.PÁGINA
Atos do Poder Executivo... 1
Presidência da República ... 1
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento ... 3
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação ... 4
Ministério da Cultura ... 9
Ministério da Defesa ... 14
Ministério da Educação ... 18
Ministério da Fazenda... 29
Ministério da Integração Nacional ... 35
Ministério da Justiça ... 38
Ministério da Pesca e Aquicultura ... 47
Ministério da Previdência Social... 48
Ministério da Saúde ... 48
Ministério das Cidades... 57
Ministério das Comunicações ... 60
Ministério de Minas e Energia... 62
Ministério do Desenvolvimento Agrário... 66
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior ... 68
Ministério do Esporte... 69
Ministério do Meio Ambiente ... 70
Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão... 71
Ministério do Trabalho e Emprego ... 72
Ministério dos Transportes ... 73
Conselho Nacional do Ministério Público ... 78
Ministério Público da União ... 80
Tribunal de Contas da União ... 80
Poder Judiciário... 83
Entidades de Fiscalização do Exercício das Profissões Liberais ... 97
DECRETO No-8.494, DE 24 DE JULHO DE 2015
Torna pública a denúncia, pela República Federativa do Brasil, do Tratado entre a República Federativa do Brasil e a Ucrânia sobre Cooperação de Longo Prazo na Uti-lização do Veículo de Lançamentos Cyclo-ne-4 no Centro de Lançamento de Alcân-tara, firmado em Brasília, em 21 de outubro de 2003.
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso das atribuições
que lhe confere o art. 84, caput, incisos IV e VIII, da Constituição, e Considerando que o Tratado entre a República Federativa do Brasil e a Ucrânia sobre Cooperação de Longo Prazo na Utilização do Veículo de Lançamento Cyclone-4 no Centro de Lançamento de Al-cântara, firmado em Brasília, em 21 de outubro de 2003, foi pro-mulgado pelo Decreto nº 5.436, de 28 de abril de 2005;
Considerando que, ao longo da execução do Tratado, ve-rificou-se a ocorrência de desequilíbrio na equação tecnológico-co-mercial que justificou a constituição da parceria entre a República Federativa do Brasil e a Ucrânia na área do espaço exterior;
Considerando que o Tratado prevê, em seu Artigo 17, a possibilidade de denúncia, produzindo efeitos a partir de um ano, contado da data de notificação por uma das partes,
Considerando que, por meio da Nota SG/1/UCRA/ETEC, de 16 de julho de 2015, do Governo brasileiro ao Governo ucraniano, a parte brasileira indicou à parte ucraniana, nos termos do referido artigo, o desejo de denunciar o Tratado,
D E C R E T A :
Art. 1º Deixa de vigorar para a República Federativa do Brasil, a partir de 16 de julho de 2016, o Tratado entre a República Federativa do Brasil e a Ucrânia sobre Cooperação de Longo Prazo na Utilização do Veículo de Lançamentos Cyclone-4 no Centro de Lançamento de Alcântara, firmado em Brasília, em 21 de outubro de 2003.
Art. 2º Fica revogado o Decreto nº 5.436, de 28 de abril de 2005, a partir de 16 de julho de 2016.
Art. 3º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 24 de julho de 2015; 194º da Independência e 127º da República.
DILMA ROUSSEFF
José Alfredo Graça Lima Joaquim Vieira Ferreira Levy Nelson Barbosa
Aldo Rebelo
No-276, de 24 de julho de 2015. Encaminhamento ao Senado Federal,
para apreciação, do nome da Senhora VIRGINIA BERNARDES DE SOUZA TONIATTI, Ministra de Primeira Classe da Carreira de Di-plomata do Ministério das Relações Exteriores, para exercer o cargo de Embaixadora do Brasil na República da Estônia.
No-277, de 24 de julho de 2015. Encaminhamento ao Senado Federal,
para apreciação, do nome da Senhora ANA MARIA SAMPAIO FER-NANDES, Ministra de Segunda Classe do Quadro Especial da Car-reira de Diplomata do Ministério das Relações Exteriores, para exer-cer o cargo de Embaixadora do Brasil na República da Bulgária e, cumulativamente, na República da Macedônia.
No-278, de 24 de julho de 2015. Encaminhamento ao Senado Federal,
para apreciação, do nome da Senhora ISABEL CRISTINA DE AZE-VEDO HEYVAERT, Ministra de Segunda Classe do Quadro Especial da Carreira de Diplomata do Ministério das Relações Exteriores, para exercer o cargo de Embaixadora do Brasil na República da Sérvia e, cumulativamente, em Montenegro.
No
-279, de 24 de julho de 2015. Encaminhamento ao Senado Federal, para apreciação, do nome da Senhora ELIZABETH-SOPHIE MA-ZZELLA DI BOSCO BALSA, Ministra de Segunda Classe da Carreira de Diplomata do Ministério das Relações Exteriores, para exercer o cargo de Embaixadora do Brasil na República Democrática Socialista do Sri Lanka e, cumulativamente, na República das Maldivas. No-280, de 24 de julho de 2015. Encaminhamento ao Senado Federal,
para apreciação, do nome do Senhor JOSÉ ESTANISLAU DO AMA-RAL SOUZA NETO, Ministro de Segunda Classe da Carreira de Diplomata do Ministério das Relações Exteriores, para exercer o cargo de Embaixador do Brasil na República da Tunísia.
No-281, de 24 de julho de 2015. Encaminhamento ao Senado Federal
da Programação Monetária (2o trimestre de 2015), destinada à Co-missão de Assuntos Econômicos daquela casa.
No-282, de 24 de julho de 2015. Encaminhamento ao Senado Federal
da Programação Monetária (3o trimestre de 2015), destinada à Co-missão de Assuntos Econômicos daquela casa.
CASA CIVIL
INSTITUTO NACIONAL DE TECNOLOGIA
DA INFORMAÇÃO
DESPACHOS DO DIRETOR-PRESIDENTE Em 23 de julho de 2015
Entidade: AR CONNECT, vinculada à AC SOLUTI MÚLTIPLA Processo no: 00100.000098/2015-61
Nos termos do Parecer CGAF/DAFN/ITI - 047/2015 e con-soante Parecer nº 074/2015/APG/PFE-ITI/PGF/AGU, DEFIRO o pe-dido de credenciamento da AR CONNECT, vinculada à AC SOLUTI MÚLTIPLA, com instalação técnica situada no Setor de Indústrias Bernardo Sayão, Quadra 02, Conjunto C, lote 03, Núcleo Bandeirante, Brasília - DF, para as Políticas de Certificados já credenciadas.
Em 24 de julho de 2015
Entidade: AR CONTA SIMPLES, vinculada à AC VALID BARSIL Processos no: 00100.000297/2012-27
Acolhe-se a Nota no512/2015/APG/PFE-ITI/PGF/AGU que opinam pelo deferimento dos pedidos de alteração de endereço da Instalação Técnica da AR CONTA SIMPLES, vinculada à AC VA-LID BARSIL listado abaixo, para as Políticas de Certificados cre-denciadas.
ENDEREÇO
Anterior: Rua Deputado Emilio Carlos, nº 690, Vila Campesina, Osasco/SP
Novo: Rua 5, nº 691, Quadra C, Lote 16 E, Sala 706, Setor Oeste, Goiânia/GO
Entidade: AR VALID CD, vinculada à AC VALID SPB, AC VALID BRASIL e AC VALID PLUS
Processo nos: 00100.000240/2014-90, 00100,000297/2012-27 e 00100,000303/2014-16
Atos do Poder Executivo
.DESPACHOS DA PRESIDENTA DA REPÚBLICA
MENSAGEM
No-270, de 24 de julho de 2015. Encaminhamento ao Senado Federal,
para apreciação, do nome do Senhor EDME TAVARES DE AL-BUQUERQUE FILHO para exercer o cargo de Diretor de Admi-nistração e Finanças do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes - DNIT.
No-271, de 24 de julho de 2015. Encaminhamento ao Senado Federal,
para apreciação, do nome do Senhor VALTER CASIMIRO SILVEI-RA para exercer o cargo de Diretor-Geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes - DNIT.
No-272, de 24 de julho de 2015. Encaminhamento ao Senado Federal,
para apreciação, do nome do Senhor GUSTAVO ADOLFO ANDRA-DE ANDRA-DE SÁ para exercer o cargo de Diretor-Executivo do Depar-tamento Nacional de Infraestrutura de Transportes - DNIT. No-273, de 24 de julho de 2015. Encaminhamento ao Senado Federal,
para apreciação, do nome do Senhor LUIZ ANTONIO EHRET GAR-CIA para exercer o cargo de Diretor-Geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes - DNIT.
No-274, de 24 de julho de 2015. Encaminhamento ao Senado Federal,
para apreciação, do nome do Senhor LUÍS IVALDO VILLAFAÑE GOMES SANTOS, para exercer o cargo de Embaixador do Brasil na República do Benin e, cumulativamente, na República do Níger. No-275, de 24 de julho de 2015. Encaminhamento ao Senado Federal,
para apreciação, do nome do Senhor OCTÁVIO HENRIQUE DIAS GARCIA CÔRTES, Ministro de Segunda Classe da Carreira de Di-plomata do Ministério das Relações Exteriores, para exercer o cargo de Embaixador do Brasil na República Democrática Federal da Etió-pia e cumulativamente, na República do Djibuti e na República do Sudão do Sul.
Presidência da República
.Nº 141, segunda-feira, 27 de julho de 2015
ISSN 1677-7042
Este documento pode ser verificado no endereço eletrônico http://www.in.gov.br/autenticidade.html , Documento assinado digitalmente conforme MP no-2.200-2 de 24/08/2001, que institui a
COMERCIALIZAÇÃO PROIBIDA POR TERCEIROS
1
Acolhe-se as Notas n°s 503, 504, e505/2015/APG/PFE-ITI/PGF/AGU que opinam pelo deferimento do pedido de abertura de nova Instalação Técnica da AR VALID CD, vinculada à AC VALID SPB, AC VALID BRASIL e AC VALID PLUS denominada - IT VA-LID CD, localizada na Avenida Rudge Ramos, nº 1.561, complemento sala 1º andar, São Bernardo do Campo, São Paulo-SP, para as Políticas de Certificados credenciadas. Em vista disso, e consoante com o dis-posto no item 3.2.1.2, do DOC-ICP-03, defere-se o credenciamento.
RENATO DA SILVEIRA MARTINI
SECRETARIA DE PORTOS
PORTARIA No-281, DE 24 DE JULHO DE 2015
O MINISTRO DE ESTADO CHEFE DA SECRETARIA DE PORTOS DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA - SEP/PR, no
uso de suas atribuições legais que lhe confere o art. 24-A da Lei n.º 10.683, de 28 de maio de 2003, tendo em vista o disposto nos arts. 2º e 15 da Lei n.º 12.815, de 05 de junho de 2013, no art. 31 da Lei n.º 9.784, de 29 de janeiro de 1999, nos arts. 16 e 17 do Decreto n.º 8.243, de 23 de maio de 2014, e no art. 6º da Convenção n.º 169 da OIT sobre povos indígenas e tribais, CONVOCA a todos os in-teressados a participar dos procedimentos de audiência e consulta públicas, cujo objeto é a adaptação da área do porto organizado de Paranaguá, no Estado do Paraná.
Art. 1º A metodologia de funcionamento dos trabalhos re-lativos à audiência e à consulta envolve a participação de quaisquer interessados, por meio de apresentação de contribuições à proposta de traçado da poligonal da área do porto organizado divulgada pela Secretaria de Portos da Presidência da República.
Parágrafo Único - A proposta de traçado da poligonal da área do porto organizado de Paranaguá e os elementos que a fundamtaram constam no processo 00045.002115/2015-15, cujas cópias encontramse disponíveis para consulta no sítio w w w. p o r t o s d o b r a
-s i l . g o v. b r , no-s link-s ASSUNTOS-Ge-stão-Poligonai-s.
Art. 2º As contribuições a serem realizadas na fase da con-sulta pública, que deverão ser apresentadas no prazo indicado no inc. I, art. 4º desta Portaria, poderão ser enviadas ao endereço eletrônico
p o l i g o n a i s . p a r a n a g u a @ p o r t o s d o b r a s i l . g o v. b r ou à Secretaria de
Po-líticas Portuárias/SEP/PR, localizada no Ed. Empresarial Varig - SCN Quadra 04, Pétala C - 13º andar - Centro Empresarial VARIG - Asa Norte - Brasília/DF - C.E.P.: 70.714-900.
Art 3º As contribuições da audiência pública serão dirigidas aos representantes da Secretaria de Portos da Presidência da República em local, data e horário especificados no art. 4º, inc. II desta portaria. Art. 4º O cronograma envolvendo os procedimentos de au-diência e consulta públicas relativas à adaptação da área do porto organizado de Paranaguá é o seguinte:
I - 27/07/2015 a 24/09/2015 - prazo para apresentação de contribuições pelos interessados na fase da consulta pública;
II - 28/08/2015 - audiência pública, a ser realizada na cidade de Paranaguá/PR, de 9 horas até 13 horas, no Teatro Municipal Rachel Costa, situado na Rua Quinze de Novembro, n.º 87, Centro Histórico; III - 25/09/2015 a 24/10/2015 - prazo para a Secretaria de Portos da Presidência da República sistematizar as contribuições fei-tas na audiência e consulta públicas;
IV - 26/10/2015 - divulgação das respostas às contribuições e aos questionamentos no sítio w w w. p o r t o s d o b r a s i l . g o v. b r , nos links A S S U N TO S - G e s t ã o - P o l i g o n a i s ;
V - 27/10/2015 a 05/11/2015 - prazo para interposição de recurso contra o exame das contribuições, que deverá ser dirigido à Secretaria Executiva da Secretaria de Portos da Presidência da República, por meio do endereço eletrônico poligonais.paranagua@por
-t o s d o b r a s i l . g o v. b r ou, por correspondência, para o endereço Ed.
presarial Varig - SCN Quadra 04, Pétala C - 14º andar - Centro Em-presarial VARIG - Asa Norte - Brasília/DF - C.E.P.: 70.714-900; e
VI - 06/11/2015 a 05/12/2015 - prazo para avaliação e en-caminhamento da resposta aos recursos, podendo ser prorrogado por mais trinta dias, na forma do art. 59 da Lei n.º 9.784/1999.
Parágrafo Único - Durante o prazo da consulta pública, será realizada reunião com as comunidades indígenas e os representantes da FUNAI (Fundação Nacional do Índio), em data a ser definida pela citada Fundação.
Art. 5º Eventuais alterações nas datas e horários aqui es-tabelecidos poderão ser realizadas por ato do Secretário Executivo, que deverá ser publicado previamente no Diário Oficial da União, e disponibilizado no sítio w w w. p o r t o s d o b r a s i l . g o v. b r , nos links AS-S U N TO AS-S - G e s t ã o - P o l i g o n a i s .
Art. 6º Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação.
EDINHO ARAÚJO
PORTARIA No-282, DE 24 DE JULHO DE 2015
O MINISTRO DE ESTADO CHEFE DA SECRETARIA DE PORTOS DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA - SEP/PR, no
uso de suas atribuições legais que lhe confere o art. 24-A da Lei n.º 10.683, de 28 de maio de 2003, tendo em vista o disposto nos arts. 2º e 15 da Lei n.º 12.815, de 05 de junho de 2013, no art. 31 da Lei n.º 9.784, de 29 de janeiro de 1999, e nos arts. 16 e 17 do Decreto n.º 8.243, de 23 de maio de 2014, CONVOCA a todos os interessados a participar dos procedimentos de audiência e consulta públicas, cujo objeto é a adaptação da área do porto organizado de Antonina, no Estado do Paraná.
Art. 1º A metodologia de funcionamento dos trabalhos re-lativos à audiência e à consulta envolve a participação de quaisquer interessados, por meio de apresentação de contribuições à proposta de traçado da poligonal da área do porto organizado divulgada pela Secretaria de Portos da Presidência da República.
Parágrafo Único - A proposta de traçado da poligonal da área do porto organizado de Antonina e os elementos que a fundamtaram constam no processo 00045.002113/2015-18, cujas cópias encontramse disponíveis para consulta no sítio w w w. p o r t o s d o b r a
-s i l . g o v. b r , no-s link-s ASSUNTOS-Ge-stão-Poligonai-s.
Art. 2º As contribuições a serem realizadas na fase da con-sulta pública, que deverão ser apresentadas no prazo indicado no inc. I, art. 4º desta Portaria, poderão ser enviadas ao endereço eletrônico
p o l i g o n a i s . a n t o n i n a @ p o r t o s d o b r a s i l . g o v. b r ou à Secretaria de
Polí-ticas Portuárias/SEP/PR, localizada no Ed. Empresarial Varig - SCN Quadra 04, Pétala C - 13º andar - Centro Empresarial VARIG - Asa Norte - Brasília/DF - C.E.P.: 70.714-900.
Art 3º As contribuições da audiência pública serão dirigidas aos representantes da Secretaria de Portos da Presidência da República em local, data e horário especificados no art. 4º, inc. II desta Portaria. Art. 4º O cronograma envolvendo os procedimentos de au-diência e consulta públicas relativas à adaptação da área do porto organizado de Antonina é o seguinte:
I - 27/07/2015 a 24/09/2015 - prazo para apresentação de contribuições pelos interessados na fase da consulta pública;
II - 27/08/2015 - audiência pública, a ser realizada na cidade de Antonina/PR, de 9 horas até 13 horas, no Teatro Municipal de Antonina, situado na Rua Dr. Carlos Gomes da Costa - Centro;
III - 25/09/2015 a 24/10/2015 - prazo para a Secretaria de Portos da Presidência da República sistematizar as contribuições fei-tas na audiência e consulta públicas;
IV - 26/10/2015 - divulgação das respostas às contribuições e aos questionamentos no sítio w w w. p o r t o s d o b r a s i l . g o v. b r , nos links A S S U N TO S - G e s t ã o - P o l i g o n a i s ;
V - 27/10/2015 a 05/11/2015 - prazo para interposição de recurso contra o exame das contribuições, que deverá ser dirigido à Secretaria Executiva da Secretaria de Portos da Presidência da República, por meio do endereço eletrônico poligonais.antonina@por
-t o s d o b r a s i l . g o v. b r ou, por correspondência, para o endereço Ed.
presarial Varig - SCN Quadra 04, Pétala C - 14º andar - Centro Em-presarial VARIG - Asa Norte - Brasília/DF - C.E.P.: 70.714-900; e
VI - 06/11/2015 a 05/12/2015 - prazo para avaliação e en-caminhamento da resposta aos recursos, podendo ser prorrogado por mais trinta dias, na forma do art. 59 da Lei n.º 9.784/1999.
Art. 5º Eventuais alterações nas datas e horários aqui es-tabelecidos poderão ser realizadas por ato do Secretário Executivo, que deverá ser publicado previamente no Diário Oficial da União, e disponibilizado no sítio w w w. p o r t o s d o b r a s i l . g o v. b r , nos links AS-S U N TO AS-S - G e s t ã o - P o l i g o n a i s .
Art. 6º Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação.
EDINHO ARAÚJO
SECRETARIA DA MICRO E PEQUENA EMPRESA
SECRETARIA EXECUTIVA
PORTARIA No-25, DE 24 DE JULHO DE 2015
Institui Grupos de Trabalho no âmbito do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), para formulação de propostas que visem ao aprimoramento das políticas para o desen-volvimento do setor artesanal brasileiro.
O SECRETARIO-EXECUTIVO DA SECRETARIA DA MICRO E PEQUENA EMPRESA DA PRESIDÊNCIA DA RE-PÚBLICA, no uso das atribuições que lhe conferem o art. 24-E,
inciso I, alíneas "a" e "c", e inciso III, da Lei nº 10.683, de 28 de maio de 2003, combinado com o art. 2º da Lei nº 12.792, de 28 de março de 2013 regulamentados pelo art. 1º, inciso I, alíneas "a" e "c", e inciso III, do Decreto nº 8.001, de 10 de maio de 2013, e con-siderando o disposto no art. 6º do Decreto n. 8.001, de 2013, no Decreto nº 1.508, de 31 de maio de 1995, bem como no art. 2º da Portaria nº 32, de 30 de março de 2015, resolve:
Art. 1º Ficam instituídos, no âmbito do Programa do Ar-tesanato Brasileiro (PAB), para formulação de propostas que visem ao aprimoramento das políticas voltadas ao desenvolvimento do setor do artesanal brasileiro, os seguintes Grupos de Trabalho, com as res-pectivas competências:
I - GT1 - Legislação: atualização e aperfeiçoamento das Portarias que regulamentam as atividades desenvolvidas pelo PAB;
II - GT2 - Comércio Nacional e Internacional: identificação de oportunidades de comercialização nos mercados interno e externo; e
III - GT3 - Planejamento Estratégico: identificação e for-talecimento de ações conjuntas, ferramentas e canais para o desen-volvimento do setor artesanal.
Parágrafo único. A Coordenação Nacional do PAB acom-panhará os trabalhos desenvolvidos pelos grupos, estabelecendo as seguintes ações, sujeitas a alterações posteriores, desde que devi-damente autorizadas por ela:
I - GT 1:
a) identificar e analisar legislações que versem sobre o setor artesanal brasileiro;
b) promover estudos comparados da legislação nacional com a legislação de outros países, com o objetivo de identificar pro-cedimentos que possam ser aplicados internamente; e
c) propor ajustes às Portarias MDIC/SCS nº 29, de 5 de outubro de 2010, e nº 08, de 15 de março de 2012.
II - GT 2:
a) identificar oportunidades de comercialização nacional e in-ternacional que não estejam contempladas nas ações do PAB Nacional; b) promover estudos comparados de comercialização nacio-nal com a de outros países, com o objetivo de identificar proce-dimentos que possam ser aplicados internamente;
c) elaborar cartilhas que auxiliem as Coordenações Estaduais de Artesanato:
1. na comercialização internacional; e 2. na realização de feiras regionais e locais; e
d) realizar estudos sobre espaços de comercialização per-manente de produtos artesanais.
ISSN 1677-7042
EXEMPLAR DE ASSINANTE DA IMPRENSA NACIONAL
Este documento pode ser verificado no endereço eletrônico http://www.in.gov.br/autenticidade.html , Documento assinado digitalmente conforme MP no-2.200-2 de 24/08/2001, que institui a
1
III - GT 3:a) promover estudos que visem à instituição de um "Selo do Artesanato Brasileiro";
b) identificar oportunidades de parcerias com órgãos e en-tidades de interesse do setor artesanal, visando a:
1. fortalecer o setor artesanal; 2. realizar capacitações;
3. estimular o desenvolvimento de uma consciência sustentável; e 4. criar "lojas conceito"; e
c) identificar melhores práticas para a gestão dos Programas Estaduais de Artesanato.
Art. 2º Os Grupos de Trabalho (GTs) instituídos por esta Portaria serão compostos pelos Coordenadores Estaduais de Arte-sanato, vinculados às respectivas Secretarias de Estado, que se can-didatarem à participação, bem como pelos técnicos indicados por eles, até o limite de 2 (dois).
§ 1º Os integrantes dos GTs criados por esta Portaria serão nomeados por ato do(a) Coordenador(a) Nacional do PAB, consi-derando as indicações feitas nos termos do caput deste artigo.
§ 2º As Coordenações Estaduais do Artesanato poderão par-ticipar de mais de um GT.
§ 3º Os coordenadores dos respectivos GTs, a serem es-colhidos por cada grupo, ficará responsável por gerenciar as dis-cussões e ações desenvolvidas no âmbito deste.
Art. 3º Os Grupos de Trabalho definirão, a partir de sua instituição, seus respectivos Planos de Trabalho, que conterão pro-dutos, metas e prazos.
Parágrafo único. O desenvolvimento das atividades dos GTs far-se-á à distância, com o auxílio de ferramentas disponibilizadas pela internet, e de forma presencial, em reuniões a serem convocadas pela Coordenação Nacional do PAB, sempre que necessário.
Art. 4º A Coordenação Nacional do PAB poderá convidar, a qualquer tempo, para auxiliar no desenvolvimento e/ou implemen-tação das ações desenvolvidas pelos Grupos de Trabalho que re-queiram conhecimentos especializados:
I - outros especialistas com notório saber; e II - representantes de entidades do setor artesanal. Parágrafo único. Quando julgarem conveniente, os Grupos de Trabalho, com a aprovação da Coordenação Nacional do PAB, poderão criar subgrupos para tratar de temas específicos relacionados à temática objeto desta Portaria.
Art. 5º Os Grupos de Trabalho terão o prazo de 120 (cento e vinte) dias, prorrogáveis por igual período, para entregar as propostas oriundas das atividades realizadas.
Art. 6º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
JOSÉ CONSTANTINO DE BASTOS JÚNIOR
SUPERINTENDÊNCIA FEDERAL NO ESTADO
DA BAHIA
PORTARIA No-131, DE 24 DE JULHO DE 2015
O SUPERINTENDENTE FEDERAL SUBSTITUTO DE AGRICULTURA NO ESTADO DA BAHIA, usando das atribuições que lhe confere a Instrução Normativa Nº. 22, de 20 de junho de 2013, no seu Artigo 2º. e Parágrafo Único, resolve:
Art. 1º Habilitar, em conformidade com a Instrução Nor-mativa, Nº. 22, de 20 de junho de 2013, o Médico Veterinário, JOSÉ MONTINI RIBEIRO MARTINS, inscrito no CRMV/BA nº. 1535, para emitir GTA, para o trânsito de AVES nos municípios de: Água Fria, Irará, Coração de Maria, Conceição do Jacuípe, Feira de San-tana, São Gonçalo dos Campos, Conceição da Feira, Santo Amaro da Purificação, Cachoeira, Muritiba, Governador Mangabeira, Cabacei-ras do Paraguaçu, Cruz das Almas, Sapeaçu, Santo Antônio de Jesus, Santo Estevão, Santa Bárbara, Biritinga, Sátiro Dias/BA, em con-formidade com o processo MAPA/SFA-BA nº 21012.001105/2015-10, de 15 de julho de 2015, observando as normas e dispositivos legais e regulamentares.
Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data da sua pu-blicação.
PAULO ROBERTO DE OLIVEIRA REIS E SOUSA
Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento
.Nº 141, segunda-feira, 27 de julho de 2015
ISSN 1677-7042
COMERCIALIZAÇÃO PROIBIDA POR TERCEIROS
Este documento pode ser verificado no endereço eletrônico http://www.in.gov.br/autenticidade.html , Documento assinado digitalmente conforme MP no-2.200-2 de 24/08/2001, que institui a
1
Ministério da Ciência, Tecnologia
e Inovação
.GABINETE DO MINISTRO
PORTARIA No-615, DE 23 DE JULHO DE 2015
O MINISTRO DE ESTADO DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO, no uso das atribuições que lhe confere os arts. 2º e 8º do Decreto nº 98.830, de 15 de janeiro de 1990, c/c o art. 31 da Portaria MCT nº 55, de 14 de março de 1990, resolve:
Art. 1º Fica prorrogada por 1 (um) ano, contado a partir de 8 de agosto de 2015, a autorização concedida pela Portaria MCTI nº 565, de 7 de agosto de 2012, publicada no Diário Oficial da União de 8 de agosto de 2012, e prorrogada pela Portaria MCTI nº 915, de 28 de agosto de 2014, publicada no Diário Oficial da União de 1 de setembro de 2014, a Dra. DENISE PAHL SCHAAN, contraparte brasileira, representante da Universidade Federal do Pará (UFPA), com vistas a dar continuidade ao projeto de pesquisa científica in-titulado: "Unidos na Diversidade: Paisagens Monumentais, Regio-nalidade e Dinâmica Cultural na Amazônia Ocidental Pré-Colom-biana", Processo CNPq nº 01300.000811/2012-31, que vem sendo executado no Estado do Acre, em cooperação com a Universidade de Helsinque e com o Instituto Ibero-Americano da Finlândia, repre-sentados pelo Dr. MARTTI HEIKKI PÄRSSINEN, contraparte es-trangeira.
§ 1º A autorização de que trata este artigo inclui a par-ticipação nos trabalhos de campo da equipe de pesquisadores es-trangeiros abaixo relacionados:
Equipe estrangeira Nacionalidade Instituição Martti Heikki Pärssinen Finlandesa Universidade de Helsinque
Heli Kristiina Pärssi-nem
Finlandesa Instituto Ibero-Americano da Finlândia Sanna-Kaisa
Saunaluo-ma
Finlandesa Universidade de Helsinque José Antonio Iriarte Uruguaio University of Exeter Laver Building
Pirjo Kristiina Vurta-nen
Finlandesa Universidade de Helsinque
§ 2º O prazo previsto neste artigo poderá ser prorrogado, mediante a apresentação, antes de seu término, de pedido específico pela representante da contraparte brasileira, acompanhado de relatório parcial das atividades realizadas.
Art. 2º A coleta de material e seu destino ficam vinculados à estrita observância das normas do Decreto nº 98.830, de 15 de janeiro de 1990, e da Portaria MCT nº 55, de 14 de março de 1990.
Art. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua pu-blicação.
ALDO REBELO
CONSELHO NACIONAL DE CONTROLE DE
EXPERIMENTAÇÃO ANIMAL
RESOLUÇÃO NORMATIVA No
-23, DE 23 DE JULHO DE 2015
Baixa o Capítulo "Introdução Geral" do Guia Brasileiro de Produção, Manutenção ou Utilização de Animais para Atividades de Ensino ou Pesquisa Científica do Con-selho Nacional de Controle e Experimen-tação Animal - CONCEA.
O PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE CON-TROLE DE EXPERIMENTAÇÃO ANIMAL - CONCEA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 5º da Lei nº 11.794, de 8 de outubro de 2008, resolve:
Art. 1º Fica baixado o capítulo "Introdução Geral" do Guia Brasileiro de Produção, Manutenção ou Utilização de Animais para Atividades de Ensino ou Pesquisa Científica do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal - CONCEA, na forma do Anexo a esta Resolução Normativa.
Art. 2º Esta Resolução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.
ALDO REBELO
ANEXO
Guia Brasileiro de Produção, Manutenção ou Utilização de Animais para Atividades de Ensino ou Pesquisa Científica do CON-CEA
Bruno Lourenço Diaz - Universidade Federal do Rio de Janeiro
Luisa Maria Gomes de Macedo Braga - Pontifícia Univer-sidade Católica do Rio Grande do Sul
Adriano da Silva Campos - Fundação Oswaldo Cruz Ekaterina Akimovna Botovchenco Rivera - Universidade Fe-deral de Goiás
Marcel Frajblat - Universidade Federal do Rio de Janeiro Marco Antonio Stephano - Universidade de São Paulo José Mauro Granjeiro - Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia
INTRODUÇÃO GERAL
O Guia Brasileiro de Produção, Manutenção ou Utilização de Animais para Atividades de Ensino ou Pesquisa Científica (GUIA) contempla uma das competências do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (CONCEA).
A Lei Federal nº 11.794/08, que em seu capítulo II, artigo 4°, criou o CONCEA, representa uma mudança de paradigma no que tange ao uso de animais vertebrados para ensino e pesquisa no Brasil, gerando condição para que se estabelecesse uma política nacional para essas atividades. Neste sentido, a pertinência, bem como a aná-lise crítica da real necessidade do uso de animais em situações ex-perimentais, constituem bases imprescindíveis para que a sociedade, compreenda e aceite como justificável a participação de animais em procedimentos didáticos e científicos. Tarefa difícil que não se con-solida sem a introdução de normas, diretrizes e guias que visem orientar a todos que utilizam animais nessas áreas.
A construção deste GUIA resulta de um trabalho do CON-CEA em conjunto com especialistas, constituindo-se em um docu-mento que tem por finalidade nortear pesquisadores quanto ao uso de animais para ensino e pesquisa. Deve-se ressaltar que este GUIA se aplica aos animais do filo Chordata, subfilo Vertebrata utilizados em atividades de ensino e pesquisa, conforme prevê a Lei nº 11 . 7 9 4 / 0 8 .
Este documento, além de considerar as particularidades e necessidades de nossas instituições de ensino, laboratórios e ins-talações animais, usou, a título de orientação, Guidelines interna-cionais com o objetivo de ofertar elementos para que os usuários possam priorizar o bem-estar animal e minimizar a dor e as con-sequências negativas da sua manipulação.
Serão apresentadas também, formas de como identificar e reconhecer evidências de dor e distresse e a potencial relação destes com a manipulação animal. Isso dará aos usuários indicações de como desenvolver estratégias para minimizar situações consideradas distressantes e de como manter e incrementar o bem-estar animal, além de oportunizar uma reflexão sobre a necessidade do seu uso para atingir os objetivos dos projetos de pesquisa.
Adicionalmente, identifica as estruturas mínimas necessárias às edificações em que os animais são criados, mantidos ou sub-metidos aos experimentos, bem como os equipamentos necessários para mantê-los com qualidade sanitária e bem-estar.
O GUIA traz ainda, orientações aos usuários para o es-tabelecimento de uma reflexão crítica ao uso dos animais, de uma percepção da relação custo/benefício e do valor intrínseco dos re-sultados pretendidos em seus projetos de pesquisa e atividades di-dáticas. Preenchidas estas condições, é imperativo que os usuários recebam, previamente, ao início de suas atividades com animais, a aprovação da Comissão de Ética no Uso de Animais, por meio do envio de formulários de proposta de uso animal (Formulário unificado para solicitação de autorização para uso de animais em ensino e/ou pesquisa; em site CONCEA - MCTI).
A percepção de que os animais de experimentação são seres sencientes e que seu uso pode contribuir para a geração de co-nhecimento, deve ser acompanhada da inserção dos pesquisadores aos conceitos dos 3Rs ("reduction, refinement, replacement"), que no Brasil são traduzidos como Redução, Refinamento e Substituição. Vale enfatizar que o não cumprimento das orientações estabelecidas neste GUIA para produção, manutenção ou utilização de animais em atividades de ensino ou pesquisa poderá incorrer em sanções ad-ministrativas, bem como em sanções penais, caso sejam configurados maus-tratos.
BEM-ESTAR ANIMAL
O cuidado com animais em atividades de ensino ou pesquisa era limitado a prover o seu manejo e alojamento adequados, com pessoas capacitadas, objetivando assim, um mínimo de variáveis em resultados de pesquisas. Atualmente, persistem as mesmas exigências, todavia, com especial atenção ao bem-estar dos animais. Neste sen-tido, o status atual da Ciência considera a somatória da excelência de sólidas bases científicas com o bem-estar animal.
A Lei nº 11.794/08 transformou o bem-estar dos animais não só em uma questão ética e humanitária, mas também numa questão legal.
Existem várias definições de bem-estar animal e quase todas o caracterizam como um estado onde há equilíbrio físico e mental do animal com o seu ambiente. Porém, mais do que buscar definições, o objetivo de cada um deve ser o de prover condições aos animais para que suas necessidades possam ser satisfeitas e danos possam ser evitados. É importante saber reconhecer se o animal está em bem-estar ou não, para que se possa tomar providências quando neces-sário. Com esta premissa em mente alguns pontos deverão ser levados em consideração pelo pesquisador ou pelo técnico ao pensar no bem-estar dos animais que serão utilizados.
É importante salientar que uma proposta de utilização de animais deve avaliar, sempre, a relação custo (sofrimento) versus benefício (resultados advindos da pesquisa ou atividade didática). Não se pode deixar de citar que o custo para o bem-estar de animais produzidos, mantidos ou usados em procedimentos científicos possui dois componentes distintos: o primeiro é o custo inerente que com-preende os aspectos negativos da produção e cuidados e o segundo é o custo direto (danos) resultante dos procedimentos experimentais aplicados (Russell & Burch, 1959).
Outro aspecto a ser considerado é o de lembrar que a uti-lização de animais na pesquisa ou ensino sempre impactará nega-tivamente no seu bem-estar; seja porque os animais serão expostos a manipulações diversas e a alterações genéticas; seja somente por mantê-los em ambientes padronizados, que podem não preencher to-talmente suas necessidades e adaptações.
Dessa forma, a elaboração do projeto de pesquisa ou ati-vidade didática deve levar em consideração os seguintes aspectos:
- estar ciente de que a dor e o sofrimento dos animais devem ser minimizados ou evitados. Este item é tão importante quanto al-cançar os objetivos científicos ou didáticos;
- seguir os Princípios Éticos da utilização de animais em atividades de ensino ou pesquisa científica e os conceitos dos 3Rs;
- conhecer a biologia e a etologia da espécie que será uti-lizada, bem como lembrar as diferenças entre espécies e que o bem-estar possui dois componentes: o físico e o comportamental;
- documentar a atividade didática por meio de filmagens, gravações ou fotografias de forma a permitir sua reprodução para ilustrar práticas futuras, evitando-se a repetição desnecessária de pro-cedimentos didáticos com animais;
- prover alojamento, ambiente, alimentação e controle am-biental apropriados para a espécie;
- realizar manejo adequado para a espécie e prever que o mesmo seja executado por pessoas treinadas para esse fim, pois a intensidade de sofrimento causado pelo mau manejo e mau aloja-mento, muitas vezes, supera o sofrimento resultante dos procedi-mentos experimentais;
- possuir equipe técnica devidamente treinada e capacitada; - ter médico veterinário responsável pela saúde e bem-estar dos animais;
- apresentar seu projeto à Comissão de Ética no Uso de Animais pertinente antes de iniciar sua execução.
1.1 Definições: dor, distresse e sofrimento
Dor, distresse e sofrimento são termos que descrevem, ba-sicamente, estados humanos de percepção e experiência. Portanto, é difícil transferir estas definições para animais utilizados em atividades de ensino e pesquisa. De maneira geral, as seguintes definições po-dem ser atribuídas:
- a dor pode ser definida como uma experiência sensorial e emocional desagradável, associada a uma lesão real ou potencial;
- o distresse é a incapacidade de superar uma experiência estressante levando a uma ruptura do bem-estar individual;
- o sofrimento é qualquer experiência cuja emoção, ligada a ele, é negativa. Geralmente, está associado à dor e ao comprome-timento do bem-estar.
O pessoal envolvido na utilização animal deve conhecer os conceitos de dor, distresse e sofrimento e saber como reconhecer, avaliar, controlar e, preferencialmente, prevenir esta experiência em seus animais. Não há um consenso sobre a definição destes termos, mas para o propósito deste GUIA, serão usadas as definições da Diretriz Brasileira para o Cuidado e a Utilização de Animais para fins Científicos e Didáticos - DBCA.
1.2 Efeitos do bem-estar de um animal em resultados cien-tíficos
A elaboração de um bom desenho experimental é essencial para o sucesso de um estudo, além de também ser um desafio quando sistemas biológicos complexos, como os animais, são utilizados. O ideal é usá-los em um estado fisiológico estável e definido, de forma que a resposta à variável pesquisada não seja perturbada por fatores indesejados. Em estudos com animais, a ausência do controle destes fatores pode levar à interpretação incorreta dos dados devido a pos-síveis interferências nos efeitos de um tratamento. Especial atenção deve ser dada à dor e ao distresse, devido a complexidade e amplitude das respostas fisiológicas e comportamentais associadas à presença destes fatores durante a coleta e interpretação de dados. A dor e o distresse devem ser sempre minimizados de acordo com o objetivo do estudo, para que sejam evitadas alterações fisiológicas e compor-tamentais associadas a estes fatores.
Além dos efeitos dos procedimentos da pesquisa no seu bem-estar, os animais podem também ser expostos a uma série de fatores ambientais que causam estresse. Entretanto, quando esses efeitos são incidentais e não fazem parte do protocolo, os fatores que causam tais alterações devem ser eliminados ou controlados, de forma a não interferirem na coleta de dados e interpretação de resultados.
Claramente, no desenho e execução de protocolos, evitar efeitos indesejados ao bem-estar de animais envolve muito mais que a seleção de agentes anestésicos ou analgésicos adequados ou o for-necimento apropriado de água, comida, temperatura, umidade ou luz. A boa prática científica tem total interesse na preservação do bem-estar dos animais utilizados e na identificação, controle e sempre que possível, na eliminação dos fatores que possam causar respostas fi-siológicas ou comportamentais associadas com estresse ou dor. Quan-do o estresse (ou os fatores estressantes) ou a Quan-dor fazem parte de um procedimento de pesquisa, estratégias para minimizar ou controlar esses efeitos são componentes essenciais do desenho experimental.
Se o bem-estar de um animal for comprometido, as con-sequências podem incluir:
- aumento da variabilidade nos dados; - necessidade de um maior número de animais; - dificuldade na reprodutibilidade dos resultados; - ausência de dados;
- credibilidade reduzida dos resultados;
- resultados que não podem ser aplicados a outras situa-ções;
- resultados impublicáveis;
- comprometimento na universalidade experimental; e - uso desnecessário de vidas.
Assim, qualquer resposta a um fator estressor que resulte em alterações nas medidas fisiológicas e comportamentais, por mais bre-ve que seja, pode influenciar na confiabilidade, reprodutibilidade e interpretação dos dados.
ISSN 1677-7042
EXEMPLAR DE ASSINANTE DA IMPRENSA NACIONAL
Este documento pode ser verificado no endereço eletrônico http://www.in.gov.br/autenticidade.html , Documento assinado digitalmente conforme MP no-2.200-2 de 24/08/2001, que institui a
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2 MÉTODOS ALTERNATIVOS AO USO DE ANIMAISO uso de animais nas Ciências da Vida remonta à Grécia antiga e aos primeiros experimentos médicos. Durante séculos, mé-dicos e pesquisadores utilizaram animais para melhorar seus conhe-cimentos sobre a forma como os vários órgãos e sistemas do corpo humano funcionavam, bem como para aprimorar suas habilidades c i r ú rg i c a s .
A ascensão da ciência biomédica moderna, no século XIX, causou um aumento no número de animais utilizados em experiên-cias, bem como na resistência à vivissecção. A publicação do livro "Principles of Human Experimental Technique" pelos pesquisadores William Russel e Rex Burch, em 1959, iniciou o movimento de proteção aos animais usados em pesquisa e representou um marco na discussão sobre a utilização de animais para a avaliação de toxi-cidade. A partir deste movimento, o princípio dos 3Rs (Reduction, Refinement e Replacement) para o uso de animais foi estabelecido: a redução reflete a obtenção de nível equiparável de informação com o uso de menos animais; o refinamento promove o alívio ou a mi-nimização da dor, sofrimento ou estresse do animal; a substituição estabelece que um determinado objetivo seja alcançado sem o uso de animais vertebrados vivos. De fato, métodos alternativos podem ser definidos como qualquer método que possa ser usado para substituir, reduzir ou refinar o uso de animais na pesquisa biomédica, ensaios ou ensino.
Em 1969, a criação, no Reino Unido, do FRAME (Fund for the Replacement of Animals in Medical Experiments), órgão para promover junto à comunidade científica o conceito e o desenvol-vimento de métodos alternativos, foi a primeira ação em favor do princípio dos 3Rs.
Nos anos posteriores, o avanço da ciência evidenciou as diferenças metabólicas e de respostas que controlam a homeostasia tecidual entre animais não humanos e humanos. A necessidade de modelos in vitro mais apropriados tornou-se ainda mais evidente, iniciando-se, então, uma nova fase de abordagem toxicológica, de modo que pesquisadores e defensores do bem-estar animal se uniram em torno de um objetivo comum: encontrar alternativas cientifica-mente validadas para os testes feitos em animais.
A política declarada das Instituições Europeias, desde a im-plantação do "Animal welfare guideline", em 1986, por meio da Diretiva 86/609/EC, é de estimular e desenvolver o uso de métodos alternativos ao uso de animais. Nela fica estabelecido que "uma experiência não poderá ser executada em animal se outro método cientificamente satisfatório, que não implique na utilização de um animal, seja razoável e praticamente possível". Vários esforços foram e têm sido efetuados para a busca de alternativas, com a criação de centros dedicados ao desenvolvimento e validação de métodos al-ternativos.
Em 1989, foi criado, na Alemanha, o ZEBET (Zentrealstelle zur ErfassungBewertung von Ersatz und Erganzungsmethoden zum Tierversuch - National Centre for Documentation and Evaluation of Alternative Methodos to Animal Experiments) e em 1991, o ECVAM (European Centre for the Validation of Alternative Methods), com o objetivo de desenvolver e coordenar a validação de métodos alter-nativos ao uso de animais na Comunidade Europeia.
As agências governamentais dos Estados Unidos formaram, em 1997, o ICCVAM (Interagency Coordinating Center for the Va-lidation of Alternative Methods), o qual é composto por 15 agências regulatórias e de pesquisa, dentre as quais se incluem a Environ-mental Protection Agency (EPA), a Food and Drug Administration (FDA) e a Agency for Toxic Substances and Disease Registry (ATS-DR), sendo que essas fornecem ou utilizam informações dos testes toxicológicos para o processo de avaliação do risco. O Comitê co-ordena, através das agências, a discussão relativa ao desenvolvimento, validação, aceitação e harmonização nacional e internacional dos en-saios toxicológicos, por intermédio do governo federal dos Estados Unidos.
Da mesma forma, outros países estabeleceram centros de validação: em 2005, o governo japonês criou o JaCVAM (Japanese Centre for the Validation of Alternative Methods) e, em 2012, foi estabelecido o BraCVAM (Centro Brasileiro de Validação de Métodos Alternativos), fruto da cooperação entre o Instituto Nacional de Con-trole de Qualidade em Saúde (INCQs), da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) (DOU, Seção 3, n. 13, p. 122, 18/01/212).
Em 2003, a sétima emenda (2003/15/EC) da diretriz de cos-méticos (76/768/EEC) proibiu, nos países membros da União Eu-ropeia, o teste de ingredientes de cosméticos do produto final acabado em animais (testing ban) e a comercialização de produtos cosméticos acabados (ou seus ingredientes) que tenham sido testados em animais (market ban). O testing ban e o market ban estão em vigor desde 2009 e 2013, respectivamente.
De forma similar, a regulamentação de químicos (REACH) da Comissão Europeia, em vigor desde 2007, evita os testes em animais e prefere os testes alternativos in vitro. O propósito do REA-CH é registro, avaliação e autorização de químicos para sistema-ticamente avaliar os riscos para a saúde humana e ambiental de mais de 30.000 (trinta mil) substâncias químicas que são produzidas ou importadas para a Comunidade Europeia num volume de mais de uma tonelada por ano. No sentido de minimizar e racionalizar o uso de animais para estudos de toxicologia, o planejamento deve incluir a busca de informações relacionadas à molécula (pKa, pH, estrutura química, caracterização, etc) que poderá determinar a indicação de vias de administração ou de exposição através de cálculos, elimi-nando a possibilidade de procedimentos desnecessários. Importante e relevante destaque vem sendo dado às análises in silico para iden-tificação preliminar de moléculas não interessantes e evitar testes in vivo desnecessários.
Frente a este panorama regulatório, a União Europeia, com o intuito de aumentar o desenvolvimento de métodos alternativos, ado-tou a Diretiva 2010/63/EU que estabelece o ECVAM como labo-ratório de referência no âmbito da União, sendo este agora deno-minado UERL ECVAM (European Union Reference Laboratory EC-VAM), responsável por coordenar e promover o desenvolvimento de métodos alternativos. A partir também desta Diretiva, os estados membros foram convocados a contribuir para esta atividade crucial identificando e indicando laboratórios nacionais qualificados, garan-tindo a promoção de métodos alternativos no nível Nacional.
Tem-se ainda a Organização para a Cooperação e Desen-volvimento Econômico (OCDE) - organização intergovernamental constituída de 34 (trinta e quatro) países da América do Norte, Eu-ropa e Pacífico - com o objetivo de coordenar e harmonizar suas políticas, debater assuntos de interesses econômicos, sociais e am-bientais, e colaborar para fazer frente aos problemas internacionais. Desempenha um papel fundamental na harmonização dos métodos para classificação de substâncias químicas. As diretrizes de ensaios da OCDE são uma coleção de métodos de ensaio, internacionalmente aceitos, utilizados por laboratórios independentes, governos e indús-trias para determinar a segurança dos produtos químicos e prepa-rações químicas, incluindo agrotóxicos e produtos químicos indus-triais. Eles cobrem os testes para as propriedades físico-químicas de produtos químicos (seção 1), os efeitos ambientais (seção 2), de-gradação e acúmulo no meio ambiente (seção 3), efeitos na saúde humana (seção 4), e outras áreas (seção 5). De especial interesse, é na seção 4 que os métodos alternativos ao uso de animais são publicados ( h t t p : / / w w w. o e c d . o rg / e n v / e h s / t e s t i n g / o e c d g u i d e l i n e s f o r t h e t e s t i n g of-chemicals.htm).
No Brasil, a responsabilidade de monitorar e avaliar a in-trodução de técnicas alternativas que substituam a utilização de ani-mais em atividades de ensino ou pesquisa é do CONCEA. Esta entidade é responsável por credenciar as instituições que utilizem animais em seus trabalhos, além de criar as normas brasileiras de produção e uso de animais. Em 2014, a Resolução Normativa nº 17 do CONCEA estabeleceu o processo de reconhecimento de métodos alternativos no Brasil e determinou o prazo para a substituição do uso de animais por métodos alternativos reconhecidos.
De forma complementar às Leis Nacionais, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) estabeleceu, através da Por-taria nº 491, de 03 de Julho de 2012, a Rede Nacional de Métodos Alternativos (RENAMA, http://renama.org.br/), que tem por obje-tivo:
- estimular a implantação de ensaios alternativos ao uso de animais através do auxílio e do treinamento técnico nas metodologias necessárias;
- monitorar periodicamente o desempenho dos laboratórios associados através de comparações inter-laboratoriais;
- promover a qualidade dos ensaios através do desenvol-vimento de materiais de referência químicos e biológicos certificados, quando aplicável;
- incentivar a implementação do sistema de qualidade la-boratorial e dos princípios das boas práticas de laboratório (BPL); e - contribuir para o desenvolvimento, a validação e a cer-tificação de novos métodos alternativos ao uso de animais.
A RENAMA disponibilizará, através de uma rede de la-boratórios associados, os métodos alternativos ao uso de animais validados e disponíveis na OCDE, observando os princípios de boas práticas de laboratório. Desta forma, contribuirá para a garantia da qualidade dos serviços ofertados ao setor produtivo e o aumento, natural, da sua competitividade internacional, uma vez que os mé-todos alternativos ao uso de animais representam, muitas vezes, bar-reiras técnicas à exportação (legislações Europeias anteriormente co-mentadas).
Há um amplo escopo para a aplicação dos 3Rs (Substituição, Redução e Refinamento) no uso de animais em estudos toxicológicos. Cada vez mais, alternativas validadas à utilização de animais sen-cientes estão presentes em testes de toxicidade e, neste sentido, a validação de um método é definida como um processo pelo qual a confiabilidade e relevância de um procedimento são estabelecidas para um fim específico. Todavia, nas situações em que a finalidade é regulatória, deverão ser usados os delineamentos propostos nos guias internacionalmente aceitos para este fim, uma vez que só estão dis-ponibilizados aqueles que se consideram validados.
3 PLANEJAMENTO DE NOVOS PROJETOS
Esta seção fornece informações para auxiliar pesquisadores e docentes a decidir se experimentos com animais são necessários para atingir os objetivos propostos. Quando o uso dos animais é jus-tificado, existem informações para todas as etapas da condução da pesquisa ou atividade didática que os envolva. Entre elas destacam-se: a escolha correta do animal, sua origem, a forma de seu transporte e o tipo de abrigo, alimentação e ambiente; o planejamento do ex-perimento ou atividade didática; a previsão e minimização da dor e das repercussões negativas para a saúde do animal; o treinamento de pessoal; e a publicação dos dados.
Pesquisadores e docentes são responsáveis, ética e legal-mente, por garantir que os princípios dos 3Rs sejam utilizados em seus projetos de pesquisa ou atividades didáticas. Antes de desen-volver um projeto de pesquisa que empregue animais, o pesquisador deverá considerar:
- se o uso de animais proposto é justificado;
- o "estado da arte" (avaliar se projetos similares já foram realizados);
- se os objetivos do projeto podem ser alcançados por meio de métodos alternativos, tais como cultura de tecidos, modelos ma-temáticos, métodos in silico, etc.
Os pesquisadores e os docentes devem avaliar se os be-nefícios potenciais do conhecimento científico gerado se sobrepõem às consequências negativas decorrentes da manipulação do animal. As informações contidas nesta seção devem ser consideradas pelos
pes-quisadores e pelos docentes antes de submeterem uma proposta de uso de animais à Comissão de Ética no Uso de Animais (CEUA) pertinente. Os projetos devem considerar o menor número possível de animais (ou quantidade de tecido animal) que conduza ao máximo de informações cientificamente válidas e os métodos utilizados na ma-nipulação devem minimizar o impacto negativo sobre os animais.
A colaboração entre pesquisadores (intra e inter-institucio-nal) concorre para reduzir o número de animais ou para a quantidade de tecido animal necessária para conduzir um estudo ou responder uma questão específica do projeto de pesquisa. Os pesquisadores podem também colaborar para o refinamento de metodologias, con-feccionando, por exemplo, procedimentos operacionais padrão que visem ao incremento do bem-estar animal e manutenção dos padrões éticos em pesquisa.
Para projetos a serem conduzidos em mais de uma ins-tituição, a CEUA de cada instituição deverá analisar, aprovar e mo-nitorar o componente do projeto a ser realizado em instalações sob sua responsabilidade.
Atividades científicas envolvendo animais devem resultar de um esforço colaborativo entre pesquisadores, especialistas em cui-dado animal, equipe técnica, professores e alunos. Para este fim, todos os que trabalham com animais em atividades de ensino ou pesquisa devem ter treinamento e suporte adequados, e desta forma cuidar e utilizar animais em obediência ao CONCEA.
Isso garantirá que:
- a dor e o desconforto nos animais serão mínimos; - todo o pessoal envolvido possui o conhecimento e as ha-bilidades necessárias ao uso de animais;
- a segurança pessoal daqueles que realizarão o estudo será mantida durante o manuseio do animal; e
- os melhores resultados científicos serão atingidos. O fornecimento de treinamento apropriado (específico de um determinado procedimento e espécie) antes do início de um projeto é responsabilidade da instituição. O treinamento deverá ser fornecido conforme a necessidade, e deve incluir aspectos técnicos e éticos em relação ao monitoramento dos animais.
3.1 Modelos Animais
Os seres vivos compartilham propriedades e características. A ideia de "estudar características comuns entre as espécies a fim de compreender a sua função" advém, no mínimo, da época da obra Historia Animalium, de Aristóteles e sustenta o valor da medicina comparativa.
Descobertas fundamentais acerca da fisiologia e da fisio-patologia, adviram de estudos comparativos utilizando animais. Nesse contexto, estes organismos constituem-se em modelos ou substitutos para estudos sobre os humanos ou outros animais.
Modelos animais podem ser utilizados para investigar a fi-siologia celular, tecidual de estruturas e órgãos e permitem avaliar a integração de órgãos e sistemas com o organismo ou em uma es-trutura similar. Ofertam a possibilidade de compreender mecanismos subjacentes a doenças.
Na medida em que o conceito de modelo animal se aplica a toda utilização de animais para fins científicos, então, de forma geral, os mesmos critérios devem ser aplicados para a seleção e validação de um modelo animal específico. Inicialmente os pesquisadores de-vem definir os objetivos do projeto e determinar qual o nível do sistema biológico que é relevante para a sua condução. Por exemplo, seus estudos envolverão um tipo específico de célula, tecido, órgão ou a interação de órgãos? Tendo a percepção de qual é o sistema bio-lógico envolvido, o pesquisador poderá então, decidir a melhor es-pécie ou linhagem animal que representa mais adequadamente o sis-tema biológico a ser investigado. A opção por um determinado mo-delo animal deve ter consistência científica e não ser influenciada por conveniência ou orçamento.
3.1.1 Escolhendo o animal adequado
A correta escolha do modelo animal é fundamental para o sucesso de um projeto de pesquisa. Além disso, há de se considerar a variabilidade biológica que pode interferir na qualidade dos resultados ou no rigor do procedimento experimental em detectar efeitos de tratamentos. Com isso, a geração de dados cientificamente não vá-lidos pode acarretar no aumento do número de animais necessários para manter um nível adequado de precisão. Por outro lado a própria variabilidade biológica pode ser relevante para a pesquisa. Por causa disso, as razões para a escolha de uma determinada espécie devem estar claramente justificadas na proposta. (Ver Seção 4.4.1da DBCA para informações sobre a seleção de animais apropriados).
Questões que devem ser consideradas na decisão do animal adequado:
- Espécie: garantir que a espécie seja a mais apropriada para o protocolo de pesquisa proposto.
- Raça, linhagem e variabilidade genética: existe variação biológica entre as raças das espécies animais. A variabilidade pode ser reduzida escolhendo apropriadamente o modelo animal.
- A variabilidade genética pode reduzir a precisão dos re-sultados e desta forma levar ao aumento no número de animais necessários. Outros aspectos importantes são a definição genética de espécies híbridas que é de difícil controle e a dificuldade na de-terminação da equivalência de colônias distintas de animais.
- Linhagens isogênicas possuem um fenótipo mais uniforme do que heterogênicas, permitindo a melhor detecção de respostas ao tratamento, reduzindo o número de animais necessários.
- Estado sanitário: ter controle e conhecimento sobre o es-tado de saúde dos animais permite melhor compreensão dos efeitos e consequências específicas da manipulação. O fornecedor deve en-tregar atestados sanitários, que esclareçam ao pesquisador quanto ao estado sanitário dos animais com os quais ele estará trabalhando.
- Comportamento: garantir que o animal escolhido tenha comportamento adequado ao ambiente onde o estudo será desen-volvido. Os pesquisadores devem, sempre que possível, selecionar espécies domesticadas e animais habituados ou acostumados a hu-manos e ambientes antropizados.