L’S Rentals
Participações S.A.
Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2018L’S Rentals Participações S.A.
Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2018
Conteúdo
Relatório dos auditores independentes sobre as demonstrações financeiras 3
Balanços patrimoniais 6
Demonstrações dos resultados 7
Demonstrações dos resultados abrangentes 8
Demonstrações das mutações do patrimônio líquido 9
Demonstrações dos fluxos de caixa - Método indireto 10
KPMG Auditores Independentes Avenida Presidente Vargas, 2.121
Salas 1401 a 1405, 1409 e 1410 - Jardim América Edifício Times Square Business
14020-260 - Ribeirão Preto/SP - Brasil
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Relatório dos auditores independentes sobre as
demonstrações financeiras individuais e
consolidadas
Aos Diretores e Acionistas da
L’S Rentals Participações S.A.
Araraquara - SP
Opinião
Examinamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas da L’S Rentals Participações S.A. (Companhia), identificadas como controladora e consolidado,
respectivamente, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2018 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, bem como as correspondentes notas explicativas, compreendendo as políticas contábeis significativas e outras informações elucidativas.
Em nossa opinião, as demonstrações financeiras individuais e consolidadas acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira, individual e consolidada, da L’S Rentals Participações S.A. em 31 de dezembro de 2018, o desempenho individual e consolidado de suas operações e os seus respectivos fluxos de caixa individuais e consolidadas para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil.
Base para opinião
Nossa auditoria foi conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Nossas responsabilidades, em conformidade com tais normas, estão descritas na seção a seguir intitulada “Responsabilidades dos auditores pela auditoria das
demonstrações financeiras individuais e consolidadas”. Somos independentes em relação à Empresa, de acordo com os princípios éticos relevantes previstos no Código de Ética Profissional do Contador e nas normas profissionais emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade, e cumprimos com as demais responsabilidades éticas de acordo com essas normas. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.
Responsabilidades da administração pelas demonstrações financeiras individuais e consolidadas
A administração é responsável pela elaboração e adequada apresentação das
demonstrações financeiras individuais e consolidadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras livres de distorção relevante,
independentemente se causada por fraude ou erro.
Na elaboração das demonstrações financeiras individuais e consolidadas, a administração é responsável pela avaliação da capacidade da Empresa continuar operando, divulgando, quando aplicável, os assuntos relacionados com a sua continuidade operacional e o uso dessa base contábil na elaboração das demonstrações financeiras, a não ser que a administração pretenda liquidar a Empresa ou cessar suas operações, ou não tenha nenhuma alternativa realista para evitar o encerramento das operações.
Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações financeiras individuais e consolidadas
Nossos objetivos são obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras individuais e consolidadas, tomadas em conjunto, estão livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro, e emitir relatório de auditoria contendo nossa opinião. Segurança razoável é um alto nível de segurança, mas não uma garantia de que a auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria sempre detectam as eventuais distorções relevantes existentes. As distorções podem ser decorrentes de fraude ou erro e são consideradas relevantes quando,
individualmente ou em conjunto, possam influenciar, dentro de uma perspectiva razoável, as decisões econômicas dos usuários tomadas com base nas referidas demonstrações financeiras.
Como parte da auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria, exercemos julgamento profissional e mantemos ceticismo profissional ao longo da auditoria. Além disso:
Identificamos e avaliamos os riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras individuais e consolidadas, independentemente se causada por fraude ou erro, planejamos e executamos procedimentos de auditoria em resposta a tais riscos, bem como obtemos evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar nossa opinião. O risco de não detecção de distorção relevante resultante de fraude é maior do que o proveniente de erro, já que a fraude pode envolver o ato de burlar os controles internos, conluio,
falsificação, omissão ou representações falsas intencionais.
Obtemos entendimento dos controles internos relevantes para a auditoria para
planejarmos procedimentos de auditoria apropriados às circunstâncias, mas, não, com o objetivo de expressarmos opinião sobre a eficácia dos controles internos da Companhia.
Avaliamos a adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis e respectivas divulgações feitas pela administração.
consolidadas ou incluir modificação em nossa opinião, se as divulgações forem inadequadas. Nossas conclusões estão fundamentadas nas evidências de auditoria obtidas até a data de nosso relatório. Todavia, eventos ou condições futuras podem levar a Companhia a não mais se manter em continuidade operacional.
Avaliamos a apresentação geral, a estrutura e o conteúdo das demonstrações financeiras individuais e consolidadas, inclusive as divulgações e se as demonstrações financeiras representam as correspondentes transações e os eventos de maneira compatível com o objetivo de apresentação adequada.
Obtemos evidência de auditoria apropriada e suficiente referente às informações
financeiras das entidades ou atividades de negócio do grupo para expressar uma opinião sobre as demonstrações financeiras individuais e consolidadas. Somos responsáveis pela direção, supervisão e desempenho da auditoria do grupo e, consequentemente, pela opinião de auditoria.
Comunicamo-nos com os responsáveis pela administração a respeito, entre outros
aspectos, do alcance planejado, da época da auditoria e das constatações significativas de auditoria, inclusive as eventuais deficiências significativas nos controles internos que identificamos durante nossos trabalhos.
Ribeirão Preto, 12 de fevereiro de 2019
KPMG Auditores Independentes CRC SP-027666/F
Giacomo Walter Luiz de Paula Contador CRC 1SP243045/O-0
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Balanços patrimoniais em 31 de dezembro de 2018 e 2017
(Em milhares de Reais - R$)
Ativo Nota Passivo e patrimônio líquido Nota
31.12.2018 31.12.2017 31.12.2018 31.12.2017 31.12.2018 31.12.2017 31.12.2018 31.12.2017
Circulante Circulante
Caixa e equivalentes de caixa 9 76 2 14.708 17.123 Fornecedores 15 - - 22.950 14.030 Contas a receber de clientes 10 - - 13.403 15.516 Empréstimos e financiamentos 16 - - 38.563 54.715 Impostos a recuperar 2 - 6.655 657 Debêntures a pagar 17 - - - 29.877
Dividendos a receber 887 Salários e encargos a pagar - - 1.917 1.607
Outros ativos 11 - - 2.306 3.736 Impostos e contribuições a recolher 17 - 161 292 Veículos disponíveis para venda 12 - - - 13.560 Adiantamento de clientes - - 101 673 Dividendos a pagar 769 2.383 769 2.383 Total do ativo circulante 965 2 37.072 50.592 Mútuo financeiro 21 - - - 12.422 Outros passivos - 1.200 1.399 1.543
Realizável a longo prazo Total do passivo circulante 786 3.583 65.860 117.542 Aplicações financeiras - - - 1.161
Ativo fiscal diferido 19 - - 2.587 2.165 Não circulante
Outros ativos 11 - - 8 - Fornecedores 15 - - 2.833 6.029 Depósitos judiciais - - 622 451 Empréstimos e financiamentos 16 - - 27.009 59.617 Debêntures a pagar 17 - - - 7.461 Total do realizável a longo prazo - - 3.217 3.777 Outros passivos - 1.200 - 1.200 Provisão para riscos cíveis e trabalhistas 18 - - 167 123
Não circulante Passivo fiscal diferido 19 - - 7.641 5.678 Investimentos 13 163.400 51.275 -
-Imobilizado 14 - - 226.412 189.354 Total do passivo não circulante - 1.200 37.650 80.108 Intangível - - 388 421
Patrimônio líquido 20
Total do ativo não circulante 163.400 51.275 226.800 189.775 Capital social 161.913 34.536 161.913 34.536 Ações em tesouraria - (1.036) - (1.036) Ajuste de avaliação patrimonial - (1.364) - (1.364) Reserva de capital - 6.800 - 6.800 Reserva de lucros 1.666 7.558 1.666 7.558 Total do patrimônio líquido 163.579 46.494 163.579 46.494 Total do ativo 164.365 51.277 267.089 244.144 Total do passivo e patrimônio líquido 164.365 51.277 267.089 244.144
As notas explicativas anexas são parte integrante destas demonstrações financeiras.
Nota 31.12.2018 31.12.2017 31.12.2018 31.12.2017
Receita Operacional Líquida
Receita de prestação de serviços e vendas de veículos 23 - - 185.956 189.891 Custos dos produtos vendidos e serviços prestados 24 - - (137.746) (132.463)
Lucro bruto - - 48.210 57.428
Receitas (despesas) operacionais:
Despesas com vendas 24 - - (888) (1.055) Despesas gerais e administrativas 24 - - (12.275) (11.406) Resultado da equivalência patrimonial 13 3.410 10.030 - Outras receitas (despesas) operacionais, líquidas 24 - - (311) 2.231
3.410
10.030 (13.474) (10.230)
Lucro operacional antes do resultado financeiro 3.410 10.030 34.736 47.198
Resultado financeiro
Receitas financeiras 25 77 - 1.342 2.121 Despesas financeiras 25 (1) - (30.341) (34.150)
76
- (28.999) (32.029) Lucro operacional antes do imposto de renda e da contribuição social 3.486 10.030 5.737 15.169 Imposto de renda e contribuição social:
Corrente 19 (19) - (729) (1.502) Diferido 19 - - (1.541) (3.637)
Lucro líquido do exercício 3.467 10.030 3.467 10.030 Resultado básico e diluído por ação 26 0,021 0,290 0,021 0,290
As notas explicativas anexas são parte integrante destas demonstrações financeiras.
Consolidado Controladora
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Demonstrações dos resultados abrangentes
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2018 e 2017 (Em milhares de Reais - R$)
31.12.2018 31.12.2017
Lucro líquido do exercício 3.467 10.030 Outros resultados abrangentes - -Total do resultado abrangente do exercício 3.467 10.030
As notas explicativas anexas são parte integrante destas demonstrações financeiras.
Capital social Ações em tesouraria Ajuste de avaliação patrimonial Reserva de
capital Reserva legal
Reserva para retenção de lucros Lucros acumulados Total Saldos em 1° de janeiro de 2017 34.536 - - 6.800 - - (89) 41.247 Lucro líquido do exercício - - - - - - 10.030 10.030 Aquisição de emissões própria - (1.036) (1.364) - - - - (2.400) Constituição de reserva legal - - - - 497 - (497) -Dividendo mínimo obrigatório - - - - - - (2.383) (2.383) Reserva de lucros - - - - - 7.061 (7.061)
-Saldo em 31 de dezembro de 2017 34.536 (1.036) (1.364) 6.800 497 7.061 - 46.494
Lucro líquido do exercício - - - - - - 3.467 3.467 Aumento de capital - Nota 20 127.377 - - (6.800) - (8.590) - 111.987 Adiantamento para futuro aumento de capital - - - - - - - -Venda de ações de emissão própria - Nota 20 - 1.036 1.364 - - - - 2.400 Constituição de reserva legal - - - - 162 - (162) -Dividendo mínimo obrigatório - - - - - - (769) (769) Reserva de lucros - - - - - 2.536 (2.536)
-Saldo em 31 de dezembro de 2018 161.913 - - - 659 1.007 - 163.579
As notas explicativas anexas são parte integrante destas demonstrações financeiras.
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Demonstrações dos fluxos de caixa - Método indireto
Para os períodos findos em 31 de dezembro de 2018 e 2017
(Em milhares de Reais - R$)
Nota 31.12.2018 31.12.2017 31.12.2018 31.12.2017
Lucro líquido do exercício 3.409 10.030 3.468 10.030 Ajustes para reconciliar o lucro líquido com o caixa gerado pelas atividades operacionais:
Imposto de renda e contribuição social diferidos 19 - - 1.541 3.637 Juros e variações monetárias de empréstimos financiamentos 16 - - 18.557 26.203 Juros e variações monetárias de debêntures 17 - - 2.411 -Custo financeiro dos consórcios - - 2.281 2.174 Juros sobre contrato de mútuo com partes relacionadas, líquidos - - 2.375 (220)
Depreciação 14 - - 25.196 24.702
Amortização - - 295 -Provisão para créditos de liquidação duvidosa 10 - - 138 932 Reversão da provisão para riscos cíveis e trabalhistas - - - (4.512) Resultado na alienação de imobilizado e intangível - - 6.834 8.034
Equivalência patrimonial 13 (3.409) (10.030)
Variação nos ativos e passivos operacionais:
Contas a receber de clientes - - 1.840 (1.098) Veículos disponíveis para venda - - 68.062 65.440 Impostos a recuperar 2 - (5.998) 756
Outros ativos 2.400 - 1.295 (5.413)
Fornecedores - - 13.513 (1.396)
Impostos e contribuições a recolher (19) - (131) (628) Salários e encargos a pagar - - 310 (655) Adiantamentos de clientes - - (572) (1.380) Outros passivos - - (145) 1.507
Caixa gerado pelas atividades operacionais 2.383 - 141.270 128.113 Pagamento de juros de empréstimos e financiamentos 16 - - (20.778) (17.052) Pagamento de juros de consórcio - - (2.881) (3.839) Pagamento de juros de debêntures 17 - - (2.249) (8.357) Pagamento de juros mútuo - - (2.375) -Aquisição de veículos 14 - - (186.825) (72.774)
Fluxo de caixa líquido proveniente das (utilizados nas) atividades operacionais 2.383 - (73.838) 26.091 Fluxo de caixa das atividades de investimento:
Aquisição de imobilizado e intangível - - (127) (100)
Mútuo com partes relacionadas: - -
-Concessão - - - (35.378)
Recebimento de principal - - - 41.421
Caixa líquido (aplicado nas) gerado pelas atividades de investimento - - (127) 5.943 Fluxo de caixa das atividades de financiamento:
Empréstimos e financiamentos:
Captação - - 22.500 1.970
Pagamento de principal - - (12.993) (9.821) Debêntures:
Pagamento de principal 17 - - (37.500) (30.000) Mútuo com partes relacionadas:
Concessão - - 45.392 11.630 Recebimento de principal - - (56.614) (500) Capital Social Aumento de capital 20 111.987 Dividendos pagos (2.383) - (2.383) Aplicações financeiras - - 1.161 983
Caixa líquido (aplicado nas) gerado pelas atividades de financiamento (2.383) - 71.550 (25.738)
(Redução) aumento líquido de caixa e equivalentes de caixa - - (2.415) 6.296 Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício 9 76 1 17.123 10.827 Caixa e equivalentes de caixa no fim do exercício 9 76 1 14.708 17.123
As notas explicativas anexas são parte integrante destas demonstrações financeiras.
Notas explicativas às demonstrações financeiras
(Em milhares de Reais - R$, exceto quando indicado de outra forma)
1
Contexto operacional
A L’S Rentals Participações S.A. (“Companhia”) é resultado de uma combinação de negócios entre o Let’s Rent a Car e o Grupo Salute, ambos atuante no segmento de locação e
terceirização de frotas comerciais.
A Companhia é controladora direta das seguintes empresas:
(i) Let’s Rent a Car S.A. (“Let’s”)
A Let’s possuia 4.409 veículos, sendo: 4.353 locados e 56 em processo de emplacamento. (ii) Salute Locação e Empreendimentos Ltda. (“Salute”)
A Salute possuia 936 veículos, sendo: 927 locados e 9 em processo de emplacamento.
(iii) Valoriza Locadora de Veículos Ltda. (“Valoriza”)
A Valoriza possui 2 veículos disponibilizados aos clientes em contratos de locação.
Em 31 de dezembro de 2018, a Companhia apresentou capital circulante líquido negativo de R$ 28.788 (R$ 66.950 em 31 de dezembro de 2017), substancialmente representado por passivos bancários no montante de R$ 38.563 (R$ 84.592 em 31 de dezembro de 2017). Este
descasamento do capital de giro é usual no negócio da Companhia, gestão e terceirização de frotas, considerando que os veículos objeto de locação são classificados como ativo imobilizado enquanto que as receitas objeto da locação fluirão para a Companhia à medida que a prestação de serviços ocorra.
Os veículos locados são adquiridos através de operações financeiras com bancos e demais fornecedores parceiros e as obrigações são imediatamente reconhecidas, enquanto as receitas, por sua vez, são apropriadas à medida em que os serviços previstos em contrato são
efetivamente executados. Os contratos com clientes preveem remuneração mensal com prazos entre 12 e 36 meses.
Adicionalmente, a Companhia possui linhas de créditos disponíveis com instituições financeiras e demais parceiros comerciais em valores suficientes para garantir o fluxo de caixa previsto para os próximos doze meses.
Em 09 de novembro de 2018, os acionistas da Companhia, Rodoviário Morada do Sol Ltda., HMA Participações Ltda. e José Francisco Recoder Gonçalves alienaram 100% das ações da Companhia para a Vix Logística S.A.
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Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2018
2
Base de preparação
2.1
Base de mensuração
As demonstrações financeiras foram preparadas com base no custo histórico com exceção dos instrumentos financeiros não derivativos mensurados pelo valor justo por meio do resultado, reconhecidos nos balanços patrimoniais.
2.2
Declaração de conformidade (com relação às normas do CPC)
As demonstrações financeiras foram preparadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil (BR GAAP) que seguem os pronunciamentos emitidos pelo Comitê de
Pronunciamentos Contábeis (CPC).
A emissão das demonstrações financeiras, acompanhada pelo relatório dos auditores
independentes foi autorizada pela Diretoria em 12 de fevereiro de 2019. Após a sua emissão, somente os acionistas têm o poder de alterar as demonstrações financeiras.
Detalhes sobre as principais políticas contábeis da Companhia estão apresentadas na nota explicativa nº 5.
Todas as informações relevantes próprias das demonstrações financeiras, e somente elas, estão sendo evidenciadas, e correspondem àquelas utilizadas pela administração na sua gestão.
3
Moeda funcional e moeda de apresentação
Estas demonstrações financeiras estão apresentadas em Reais, que é a moeda funcional da Companhia. Todos os saldos foram arredondados para o milhar mais próximo, exceto quando indicado de outra forma.
4
Uso de estimativas e julgamentos
Na preparação destas demonstrações financeiras, a Administração utilizou julgamentos, estimativas e premissas que afetam a aplicação das políticas contábeis da Companhia e os valores reportados dos ativos e despesas. Os resultados reais podem divergir dessas estimativas.
Estimativas e premissas são revistas de maneira contínua. Revisões com relação às estimativas contábeis são reconhecidas prospectivamente.
a.
Julgamentos
As informações sobre julgamentos realizados na aplicação das políticas contábeis que têm efeitos significativos sobre os valores reconhecidos nas demonstrações financeiras estão incluídas na seguinte nota explicativa:
Nota explicativa nº 10 - Contas a receber de clientes (perdas esperadas em créditos de liquidação duvidosa).
b.
Incertezas sobre premissas e estimativas
As informações sobre incertezas, premissas e estimativas que possuam um risco significativo de resultar em um ajuste material dentro do próximo exercício financeiro estão incluídas nas seguintes notas explicativas:
Nota explicativa nº 14 - Análise da vida útil econômica para fins de determinação da depreciação do ativo imobilizado.
5
Mudanças nas principais políticas contábeis
A Companhia aplicou inicialmente o CPC 47/IFRS 15 e CPC 48/IFRS 9 a partir de 1º de janeiro de 2018. Uma série de outras novas normas também entraram em vigor a partir de 1º de janeiro de 2018, contudo, nenhuma destas normas não afetaram materialmente as demonstrações financeiras da Companhia.
CPC 47 / IFRS 15 - Receita de contrato com cliente
O Pronunciamento Técnico CPC 47/IFRS 15 substitui todos os requisitos atuais de
reconhecimento de receita de acordo com as normas IFRS’s / CPC’s. A nova norma estabelece um modelo de cincos etapas para contabilização das receitas decorrentes de contratos com clientes. De acordo com este pronunciamento, a receita deve ser reconhecida por um valor que reflete a contrapartida a que uma Companhia espera ter direito em troca de transferência de bens ou serviços para um cliente.
A Administração realizou uma avaliação nas cinco etapas do novo modelo de reconhecimento da receita, por tipo de receita e não identificou nenhum valor anteriormente reconhecidos como receitas auferidas que deveriam ser reclassificados e/ou ajustados.
A Companhia recebe a título de reembolso de seus clientes, valores para cobrir os custos incorridos com multas de trânsito, avarias e demais gastos reembolsáveis pelos clientes e já realiza a contabilização e apresentação em linha redutora dos respectivos custos ou despesas de origem, considerando que não há uma obrigação de desempenho adicional nessa operação.
CPC 48 / IFRS 9 - Instrumentos financeiros
A Companhia adotou a aplicação inicial do Pronunciamento Técnico CPC 48 / IFRS 9 -
Instrumentos financeiros, cujas mudanças nas políticas contábeis decorrentes da adoção iniciam foram realizadas de forma prospectiva (efeitos apresentados no patrimônio líquido). A adoção deste pronunciamento resultou na seguinte mudança de política contábil:
Ativos financeiros: A principal alteração introduzida neste pronunciamento é que o critério de classificação dos ativos financeiros deixou de utilizar o conceito da intenção da Administração individualmente sobre cada ativo financeiro, passando a classificar os instrumentos financeiros com base no modelo de negócio e o gerenciamento do seu portfólio, bem como a análise das características dos fluxos de caixa contratuais. Esses fatores determinam se os ativos financeiros são mensurados ao (i) custo amortizado, (ii) valor justo através do resultado (VJR) ou (iii) valor justo através de outros resultados abrangentes (VJORA). A nova normativa também estabelece outras opções de designar um instrumento a valor justo através do resultado sob certas
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Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2018
Os efeitos da alteração estão apresentados a seguir:
Apresentação original Apresentação ajustada
Mensuração com base no CPC 38 Mensuração com base no CPC 48 31.12.2017
Aplicações financeiras Valor justo por meio do resultado Valor justo por meio do resultado 11.752
Caixa e equivalentes de caixa Empréstimos e recebíveis Custo amortizado 5.371 Contas a receber de clientes Empréstimos e recebíveis Custo amortizado 15.516
Passivos financeiros: A classificação dos passivos financeiros permanece inalterada pois permanecem sendo mensurados ao custo amortizado.
Perdas esperadas (impairment) de contas a receber: Os requerimentos introduzidos no CPC 48 / IFRS 9 referente a redução ao valor recuperável são aplicáveis para ativos financeiros mensurados a custo amortizado, valor justo através de outros resultados abrangentes, recebíveis de arrendamento e alguns itens off-balance, como por exemplo, contratos de garantias
financeiras. A principal alteração do CPC 48 / IFRS 9 é que a redução ao valor recuperável passou a ser mensurado pelo conceito de perda esperada de crédito frente ao modelo de perdas incorridas (CPC 38 / IAS 39) - Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração.
A Companhia considera o contas a receber como inadimplente quando é pouco provável que a contraparte pague integralmente suas obrigações, sem recorrer a ações de cobrança judiciais e execução de garantias ou quando o ativo financeiro está vencido a mais de 90 dias. Nestas premissas a Companhia avaliou os possíveis impactos e não foram identificados valores materiais no balanço de abertura, em 1° de janeiro de 2018.
6
Principais políticas contábeis
As políticas contábeis descritas abaixo têm sido aplicadas de maneira consistente a todos os exercícios apresentados nessas demonstrações financeiras.
a.
Instrumentos financeiros
(i)
Reconhecimento e mensuração inicial
Contas a receber de clientes são reconhecidos inicialmente na data em que foram originados. Todos os outros ativos e passivos financeiros são reconhecidos inicialmente quando a Companhia se tornar parte das disposições contratuais do instrumento.
Um ativo financeiro (a menos que seja contas a receber de clientes sem um componente de financiamento significativo) ou passivo financeiro é inicialmente mensurado ao valor justo, acrescido, para um item não mensurado ao valor justo por meio do resultado (VJR), os custos de transação que são diretamente atribuíveis à sua aquisição ou emissão. Contas a receber de clientes sem um componente significativo de financiamento é mensurado inicialmente ao preço da operação.
(ii)
Classificação e mensuração subsequente
Instrumentos financeiros - Política aplicável a partir de 1º de janeiro de 2018
No reconhecimento inicial, um ativo financeiro é classificado como mensurado: ao custo amortizado; ao valor justo por meio de outros resultados abrangentes (VJORA) - instrumento de dívida; ao valor justo por meio de outros resultados abrangentes (VJORA) - instrumentopatrimonial; ou ao valor justo por meio do resultado (VJR).
Os ativos financeiros não são reclassificados subsequentemente ao reconhecimento inicial, a não ser que a Companhia mude o modelo de negócios para a gestão de ativos financeiros, e neste caso todos os ativos financeiros afetados são reclassificados no primeiro dia do período de apresentação posterior à mudança no modelo de negócios.
Um ativo financeiro é mensurado ao custo amortizado se atender ambas as condições a seguir e não for designado como mensurado ao valor justo por meio do resultado (VJR):
É mantido dentro de um modelo de negócios cujo objetivo seja manter ativos financeiros para receber fluxos de caixa contratuais; e
Seus termos contratuais geram, em datas específicas, fluxos de caixa que são relativos somente ao pagamento de principal e juros sobre o valor principal em aberto.
Um instrumento de dívida é mensurado ao valor justo por meio de outros resultados abrangentes (VJORA) se atender ambas as condições a seguir e não for designado como mensurado ao valor justo por meio do resultado (VJR):
É mantido dentro de um modelo de negócios cujo objetivo é atingido tanto pelo recebimento de fluxos de caixa contratuais quanto pela venda de ativos financeiros; e
Seus termos contratuais geram, em datas específicas, fluxos de caixa que são apenas pagamentos de principal e juros sobre o valor principal em aberto.
Todos os ativos financeiros não classificados como mensurados ao custo amortizado ou ao valor justo por meio de outros resultados abrangentes (VJORA), conforme descrito acima, são
classificados como ao valor justo por meio do resultado (VJR). Isso inclui todos os ativos financeiros derivativos. No reconhecimento inicial, a Companhia pode designar de forma irrevogável um ativo financeiro que de outra forma atenda aos requisitos para ser mensurado ao custo amortizado ou ao valor justo por meio de outros resultados abrangentes (VJORA) como ao valor justo por meio do resultado (VJR) se isso eliminar ou reduzir significativamente um descasamento contábil que de outra forma surgiria.
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Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2018
Instrumentos financeiros - Avaliação do modelo de negócio: política aplicável a partir
de 1º de janeiro de 2018
A Companhia realiza uma avaliação do objetivo do modelo de negócios em que um ativo financeiro é mantido em carteira porque isso reflete melhor a maneira pela qual o negócio é gerido e as informações são fornecidas à Administração. As informações consideradas incluem:
As políticas e objetivos estipulados para a carteira e o funcionamento prático dessas políticas. Eles incluem a questão de saber se a estratégia da Administração tem como foco a obtenção de receitas de juros contratuais, a manutenção de um determinado perfil de taxa de juros, a correspondência entre a duração dos ativos financeiros e a duração de passivos relacionados ou saídas esperadas de caixa, ou a realização de fluxos de caixa por meio da venda de ativos;
Como o desempenho da carteira é avaliado e reportado à Administração da Companhia;
Os riscos que afetam o desempenho do modelo de negócios (e o ativo financeiro mantido naquele modelo de negócios) e a maneira como aqueles riscos são gerenciados;
Como os gerentes do negócio são remunerados - por exemplo, se a remuneração é baseada no valor justo dos ativos geridos ou nos fluxos de caixa contratuais obtidos; e
A frequência, o volume e o momento das vendas de ativos financeiros nos períodos anteriores, os motivos de tais vendas e suas expectativas sobre vendas futuras.
As transferências de ativos financeiros para terceiros em transações que não se qualificam para o desreconhecimento não são consideradas vendas, de maneira consistente com o
reconhecimento contínuo dos ativos da Companhia.
Ativos financeiros - avaliação sobre se os fluxos de caixa contratuais são somente
pagamentos de principal e de juros: Política aplicável a partir de 1º de janeiro de 2018
Para fins dessa avaliação, o “principal” é definido como o valor justo do ativo financeiro no reconhecimento inicial. Os “juros” são definidos como uma contraprestação pelo valor do dinheiro no tempo e pelo risco de crédito associado ao valor principal em aberto durante um determinado período de tempo e pelos outros riscos e custos básicos de empréstimos (por exemplo, risco de liquidez e custos administrativos), assim como uma margem de lucro.A Companhia considera os termos contratuais do instrumento para avaliar se os fluxos de caixa contratuais são somente pagamentos do principal e de juros. Isso inclui a avaliação sobre se o ativo financeiro contém um termo contratual que poderia mudar o momento ou o valor dos fluxos de caixa contratuais de forma que ele não atenderia essa condição. Ao fazer essa avaliação, a Companhia considera:
Eventos contingentes que modifiquem o valor ou o a época dos fluxos de caixa;
Ativos financeiros - Mensuração subsequente e ganhos e perdas: Política aplicável a
partir de 1º de janeiro de 2018
Ativos financeiros a valor justo por meio do resultado (VJR)
Esses ativos são mensurados subsequentemente ao valor justo. O resultado líquido, incluindo juros ou receita de dividendos, é reconhecido no resultado.
Ativos financeiros a custo amortizado
Esses ativos são subsequentemente mensurados ao custo amortizado utilizando o método de juros efetivos. O custo amortizado é reduzido por perdas por impairment. A receita de juros, ganhos e perdas cambiais e o impairment são reconhecidos no resultado. Qualquer ganho ou perda no desreconhecimento é reconhecido no resultado.
Passivos financeiros - classificação, mensuração subsequente dos ganhos e perdas
Os passivos financeiros da Companhia foram classificados como mensurados ao custo amortizado. Outros passivos financeiros são subsequentemente mensurados pelo custoamortizado utilizando o método de juros efetivos. A despesa de juros, ganhos e perdas cambiais são reconhecidos no resultado. Qualquer ganho ou perda no desreconhecimento também é reconhecido no resultado.
(iii)
Desreconhecimento
Ativos financeiros
A Companhia desreconhece um ativo financeiro quando os direitos contratuais aos fluxos de caixa do ativo expiram, ou quando a Companhia transfere os direitos contratuais de recebimento aos fluxos de caixa contratuais sobre um ativo financeiro em uma transação na qual
substancialmente todos os riscos e benefícios da titularidade do ativo financeiro são transferidos ou na qual a Companhia nem transfere nem mantém substancialmente todos os riscos e
benefícios da titularidade do ativo financeiro e também não retém o controle sobre o ativo financeiro.
Passivos financeiros
A Companhia desreconhece um passivo financeiro quando sua obrigação contratual é retirada, cancelada ou expira. A Companhia também desreconhece um passivo financeiro quando os termos são modificados e os fluxos de caixa do passivo modificado são substancialmente diferentes, caso em que um novo passivo financeiro baseado nos termos modificados é reconhecido a valor justo.
No desreconhecimento de um passivo financeiro, a diferença entre o valor contábil extinto e a contraprestação paga (incluindo ativos transferidos que não transitam pelo caixa ou passivos assumidos) é reconhecida no resultado.
b.
Capital social
O capital social da Companhia é formado unicamente por ações ordinárias que são classificadas como patrimônio líquido.
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Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2018
c.
Redução ao valor recuperável (impairment)
(i)
Ativos financeiros não-derivativos
Política aplicável a partir de 1º de janeiro de 2018
Instrumentos financeiros
A Companhia reconhece provisões para perdas esperadas de crédito sobre ativos financeiros mensurados ao custo amortizado. A Companhia mensura a provisão para perda em um montante igual à perda de crédito esperada para a vida inteira.
Ao determinar se o risco de crédito de um ativo financeiro aumentou significativamente desde o reconhecimento inicial e ao estimar as perdas de crédito esperadas, a Companhia considera informações razoáveis e passíveis de suporte que são relevantes e disponíveis sem custo ou esforço excessivo. Isso inclui informações e análises quantitativas e qualitativas, com base na experiência histórica da Companhia, na avaliação de crédito e considerando informações prospectivas.
Ativos financeiros mensurados pelo custo amortizado
A Companhia considera evidência de perda de valor de ativos mensurados pelo custo amortizado tanto no nível individualizado como no nível coletivo. Todos os ativos
individualmente significativos são avaliados quanto à perda por redução ao valor recuperável. Aqueles que não tenham sofrido perda de valor individualmente são então avaliados
coletivamente quanto a qualquer perda de valor que possa ter ocorrido, mas não tenha ainda sido identificada. Ativos que não são individualmente significativos são avaliados coletivamente quanto à perda de valor com base no agrupamento de ativos com características de risco similares.
Ao avaliar a perda de valor recuperável de forma coletiva, a Companhia utiliza tendências históricas da probabilidade de inadimplência, do prazo de recuperação e dos valores de perda incorridos, ajustados para refletir o julgamento da Administração quanto às premissas se as condições econômicas e de crédito atuais são tais que as perdas reais provavelmente serão maiores ou menores que as sugeridas pelas tendências históricas.
Uma redução do valor recuperável com relação a um ativo financeiro medido pelo custo amortizado é calculada como a diferença entre o valor contábil e o valor presente dos futuros fluxos de caixa estimados, descontados à taxa de juros efetiva original do ativo. As perdas são reconhecidas no resultado e refletidas em uma conta de provisão contra recebíveis, quando aplicável. Quando a Companhia considera que não há expectativas razoáveis de recuperação, os valores são baixados. Quando um evento subsequente indica reversão da perda de valor, a diminuição na perda de valor é revertida e registrada no resultado.
(ii)
Ativos não financeiros
Para testes de redução ao valor recuperável, os ativos são agrupados em Unidades Geradoras de Caixa (UGC), ou seja, no menor grupo possível de ativos que gera entradas de caixa pelo seu uso contínuo, entradas essas que são em grande parte independentes das entradas de caixa de outros ativos ou UGCs.
O valor recuperável de um ativo ou UGC é o maior entre o seu valor em uso e o seu valor justo menos custos para vender. O valor em uso é baseado em fluxos de caixa futuros estimados, descontados a valor presente usando uma taxa de desconto antes dos impostos que reflita as avaliações atuais de mercado do valor do dinheiro no tempo e os riscos específicos do ativo ou da UGC.
Uma perda por redução ao valor recuperável é reconhecida se o valor contábil do ativo ou UGC exceder o seu valor recuperável.
Perdas por redução ao valor recuperável são reconhecidas no resultado.
As perdas de valor recuperável dos ativos são revertidas somente na condição em que o valor contábil do ativo não exceda o valor contábil que teria sido apurado, líquido de depreciação ou amortização, caso a perda de valor não tivesse sido estimado.
d.
Veículos disponíveis para venda
São apresentados pelo menor valor entre o valor justo deduzido das despesas estimadas de venda e o seu valor contábil líquido, que contempla o custo de aquisição líquido da depreciação acumulada até a data em que são classificados como “Veículos disponíveis para venda”. Este ativo é representado por carros em desativação para renovação da frota, os carros cujos valores contábeis serão recuperados por meio da venda, em vez do uso contínuo. Essa condição é considerada atendida quando: (i) os carros estão disponíveis para venda imediata em suas condições atuais, sendo sua venda altamente provável; (ii) a Administração está comprometida com a venda dos carros desativados do imobilizado; (iii) os carros são efetivamente colocados à venda por preço razoável em relação ao seu valor justo corrente; e (iv) espera‐se que a venda se qualifique como concluída em até um ano a partir da data da classificação.
e.
Imobilizado
(i)
Reconhecimento e mensuração
Itens do ativo imobilizado são mensurados pelo custo histórico de aquisição, que inclui os custos de empréstimos capitalizados, deduzido de depreciação acumulada e quaisquer perdas acumuladas por redução ao valor recuperável (impairment).
Quaisquer ganhos e perdas na alienação de um item do imobilizado são reconhecidos no resultado.
(ii)
Custos subsequentes
Custos subsequentes são capitalizados apenas quando é provável que benefícios econômicos futuros associados com os gastos serão auferidos pela Companhia.
(iii)
Depreciação
A depreciação é calculada para amortizar o custo de itens do ativo imobilizado, líquido de seus valores residuais estimados, utilizando o método linear baseado na vida útil estimada dos itens.
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Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2018
As taxas médias anuais estimadas do ativo imobilizado são as seguintes:
Anos Máquinas e ferramentas 5 Computadores e periféricos 5 Móveis e utensílios 10 Instalações 5
Veículos para locação 3
Veículos para uso interno 9,5
Benfeitorias 5
Outros 5
f.
Ativos intangíveis
(i)
Programas de computador (softwares)
Os gastos associados ao desenvolvimento ou à manutenção de softwares são reconhecidos como despesas na medida em que são incorridos. Os gastos diretamente associados a softwares identificáveis e únicos, controlados pela Companhia e que,
provavelmente, gerarão
benefícios econômicos maiores que os custos por mais de um ano, são reconhecidos como ativo intangível. Os gastos com o aperfeiçoamento ou a expansão do desempenho dos softwares para além das especificações originais são acrescentados ao custo original do software.g.
Fornecedores
São obrigações a pagar por bens ou serviços que foram adquiridos no curso normal dos negócios, sendo classificadas como passivos circulantes se o pagamento for devido no período de até um ano. Caso contrário, as contas a pagar são apresentadas como passivo não circulante.
h.
Benefícios de curto prazo a empregados
Obrigações de benefícios de curto prazo a empregados são reconhecidas como despesas de pessoal conforme o serviço correspondente seja prestado. O passivo é reconhecido pelo montante do pagamento esperado caso a Companhia tenha uma obrigação presente legal ou construtiva de pagar esse montante em função de serviço passado prestado pelo empregado e a obrigação possa ser estimada de maneira confiável.
i.
Distribuição de dividendos
Aos acionistas é assegurado o dividendo mínimo de 25% sobre o lucro líquido do exercício, após deduzidos os prejuízos acumulados e a constituição da reserva legal, podendo, para efeito do pagamento da remuneração devida, ser computado o valor pago ou creditado a título de juros sobre capital próprio. Qualquer valor acima do mínimo obrigatório somente é provisionado na data em que são aprovados de acordo com o estatuto social.
Nas demonstrações financeiras a distribuição de dividendos e juros sobre o capital próprio para os acionistas da Companhia é reconhecida como um passivo ao final do exercício e/ou no momento em que são apurados.
j.
Receita de contrato com cliente
Prestação de serviços
Reconhecida com base na execução dos serviços previstos nos contratos de prestação de serviços celebrados entre as partes ou na própria conclusão dos serviços.
Quando o resultado do contrato não puder ser medido de forma confiável, a receita será reconhecida apenas na extensão em que as despesas incorridas puderem ser recuperadas.
Venda de ativos utilizados na prestação de serviços
Reconhecida quando os riscos e benefícios significativos da propriedade dos ativos são transferidos ao comprador, o que geralmente ocorre na sua entrega.
k.
Receitas financeiras e despesas financeiras
As receitas financeiras abrangem receitas de juros sobre as aplicações financeiras, ajustes de desconto a valor presente dos ativos financeiros e juros recebidos de clientes. A receita de juros é reconhecida no resultado, através do método dos juros efetivos.
As despesas financeiras abrangem, substancialmente, as despesas com juros e atualização monetária dos financiamentos e debêntures.
Os ganhos e perdas monetárias são apresentados de forma líquida.
l.
Imposto de renda e contribuição social
O imposto de renda e a contribuição social do exercício corrente e diferido são calculados com base nas alíquotas de 15%, acrescidas do adicional de 10% sobre o lucro tributável excedente de R$ 240 para imposto de renda e 9% sobre o lucro tributável para contribuição social sobre o lucro líquido, e consideram a compensação de prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social, limitada a 30% do lucro tributável do exercício.
A despesa com imposto de renda e contribuição social compreende os impostos de renda e contribuição social correntes e diferidos. O imposto corrente e o imposto diferido são
reconhecidos no resultado a menos que estejam relacionados a itens diretamente reconhecidos no patrimônio líquido ou em outros resultados abrangentes.
(i)
Despesas de imposto de renda e contribuição social corrente
A despesa de imposto corrente é o imposto a pagar ou a receber estimado sobre o lucro ou prejuízo tributável do exercício e qualquer ajuste aos impostos a pagar com relação aos
exercícios anteriores. O montante dos impostos correntes a pagar ou a receber é reconhecido no balanço patrimonial como ativo ou passivo fiscal pela melhor estimativa do valor esperado dos impostos a serem pagos ou recebidos que reflete as incertezas relacionadas a sua apuração, se houver. Ele é mensurado com base nas taxas de impostos decretadas na data do balanço.
Os ativos e passivos fiscais correntes são compensados somente se certos critérios forem atendidos.
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Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2018
(ii)
Despesas de imposto de renda e contribuição social - Diferidos
Ativos e passivos fiscais diferidos são reconhecidos com relação às diferenças temporárias entre os valores contábeis de ativos e passivos para fins de demonstrações financeiras e os usados para fins de tributação. As mudanças dos ativos e passivos fiscais diferidos no exercício são reconhecidas como despesa de imposto de renda e contribuição social diferidos. O imposto diferido não é reconhecido para diferenças temporárias sobre o reconhecimento inicial de ativos e passivos em uma transação que não afete nem o lucro ou prejuízo tributável nem o resultado contábil.
Um ativo fiscal diferido é reconhecido em relação aos prejuízos fiscais e diferenças temporárias dedutíveis não utilizadas, na extensão em que seja provável que lucros tributáveis futuros estarão disponíveis, contra os quais serão utilizados. Ativos fiscais diferidos são revisados a cada data de balanço e são reduzidos na extensão em que sua realização não seja mais provável.
Ativos e passivos fiscais diferidos são mensurados com base nas alíquotas que se espera aplicar às diferenças temporárias quando elas forem revertidas, baseando-se nas alíquotas que foram decretadas até a data do balanço.
A mensuração dos ativos e passivos fiscais diferidos reflete as consequências tributárias decorrentes da maneira sob a qual a Companhia espera recuperar ou liquidar seus ativos e passivos.
Ativos e passivos fiscais diferidos são compensados somente se certos critérios forem atendidos
.
7
Determinação do valor justo
Ao mensurar o valor justo de um ativo ou um passivo, a Companhia usa dados observáveis de mercado, tanto quanto possível. Os valores justos são classificados em diferentes níveis em uma hierarquia baseada nas informações (inputs) utilizadas nas técnicas de avaliação da seguinte forma:
Nível 1: preços cotados (não ajustados) em mercados ativos para ativos e passivos e idênticos;
Nível 2: inputs, exceto os preços cotados incluídos no Nível 1, que são observáveis para o ativo ou passivo, diretamente (preços) ou indiretamente (derivado de preços); e
Nível 3: inputs, para o ativo ou passivo, que não são baseados em dados observáveis de mercado (inputs não observáveis).
Quando aplicável, as informações adicionais sobre as premissas utilizadas na apuração dos valores justos são divulgadas nas notas específicas àquele ativo ou passivo.
Em 31 de dezembro de 2018 e 2017 a Companhia não possuía saldo de instrumentos financeiros registrados pelo valor justo.
8
Novas normas e interpretações ainda não efetivas
CPC 06 (R2) /IFRS 16 - Arrendamentos
Arrendamentos em que a Companhia é um arrendatário
A Companhia reconhecerá um ativo e passivo para seu arrendamento operacional de imóveis (sede da Companhia em Araraquara/SP). A natureza das despesas relacionadas aquele arrendamento mudará porque a Companhia reconhecerá um custo de depreciação do ativo de direito de uso e despesa de juros sobre obrigações de arrendamento.
Com base nas informações atualmente disponíveis, a Companhia estima que reconhecerá obrigações adicionais de arrendamento de aproximadamente R$ 1.260 mil em 1º de janeiro de 2019. A Companhia espera que a adoção do CPC 06 (R2) / IFRS 16 não afete sua capacidade de cumprir com os acordos contratuais (covenants) de limite máximo de alavancagem em
empréstimos.
Transição
A Companhia pretende aplicar o CPC 06(R2) / IFRS 16 inicialmente em 1º de janeiro de 2019, utilizando a abordagem modificada o qual consiste no registro do direito de uso igual ao passo do residual de cada contrato.
9
Caixa e equivalentes de caixa
Controladora Consolidado
31.12.2018 31.12.2017 31.12.2018 31.12.2017
Caixa e bancos 76 2 8.201 5.371
Aplicações financeiras (i) - - 6.507 11.752
76 2 14.708 17.123
(i) As aplicações financeiras classificadas como caixa e equivalentes de caixa, no ativo circulante, estão representadas por quotas de fundos de Depósito Interbancário - DI e são resgatáveis em prazo inferior a 90 dias da data das respectivas operações. Essas aplicações foram contratadas com instituições de primeira linha com índice de rendimento equivalente a 100% dos Certificados de Depósitos Interbancários - CDI.
10
Contas a receber de clientes
Consolidado
31.12.2018 31.12.2017
Locação de veículos 15.024 14.793
Venda de veículos 556 2.611
Partes relacionadas (Nota 21) - 16
15.580 17.420
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Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2018
Conforme mencionado na nota explicativa nº 14, as controladas possuem 804 contratos de arrendamento mercantil financeiro de veículos em 31 de dezembro de 2018 (727 em 31 de dezembro de 2017). Os veículos locados são adquiridos através de operações financeiras com bancos e demais fornecedores parceiros e as obrigações são imediatamente reconhecidas, enquanto as receitas, por sua vez, são apropriadas à medida em que os serviços previstos em contrato são efetivamente executados. Os contratos vigentes com clientes possuem remuneração média mensal de R$ 9.556 com prazos entre 12 e 36 meses com previsão de faturamentos à Companhia de aproximadamente R$ 135.000 para o próximo exercício social a encerrar-se em 31 de dezembro de 2019.
Movimentação na provisão para créditos de liquidação duvidosa:
Consolidado
31.12.2018 31.12.2017
Saldo inicial 1.904 972
Complemento da provisão para crédito de liquidação duvidosa 304 1.743 Valores baixados como incobráveis (não provisionados) (31) (811)
Saldo final 2.177 1.904
Para determinar a recuperação das contas a receber de clientes, a Companhia e suas controladas consideram qualquer mudança na qualidade de crédito do cliente da data em que o crédito foi inicialmente concedido até o fim do exercício.
A análise de vencimentos das contas a receber está apresentada a seguir:
Consolidado 31.12.2018 31.12.2017 À vencer 10.386 13.405 Vencidos: Até 30 dias 2.278 3.219 De 31 a 60 dias 115 88 De 61 a 90 dias 61 149 Mais de 90 dias 2.740 559 Total vencidos 5.194 4.015 Total 15.580 17.420
11
Outros ativos
Consolidado
31.12.2018 31.12.2017
Despesas de licenciamento a apropriar 551 984
Prêmios de seguro a apropriar 1.151 1.552
Adiantamentos a fornecedores 448 835
Adiantamento a fornecedores partes relacionadas (Nota 21) - 25
Outros 164 340
2.314 3.736
Circulante 2.306 3.736
Não circulante 8 -
12
Veículos mantidos para venda
As controladas realizam a venda de seus carros seminovos após o fim dos contratos de aluguel de frota, que em sua maioria é de dois anos. Estes veículos são apresentados pelo menor valor entre o valor justo deduzido das despesas estimadas de venda e o seu valor contábil líquido, que contempla o custo de aquisição líquido da depreciação acumulada até a data em que a
reclassificação é realizada. Essa condição é atendida quando: i) os carros estão disponíveis para venda em suas condições atuais, sendo sua venda altamente provável; ii) a Administração está comprometida com a venda dos carros; iii) os carros são efetivamente colocados à venda por preço razoável em relação ao seu valor justo corrente; e iv) espera-se que a venda se qualifique como concluída em até um ano a partir da data de classificação. No período findo em 31 de dezembro de 2018, as controladas não possuíam veículos para revenda (428 veículos em 31 de dezembro de 2017).
13
Investimentos
13.1
Movimentação dos investimentos (Controladora)
31.12.2018
Let's Salute Valoriza Total
Investimentos:
Número de ações/cotas representativas do capital social 103.986.461 34.000.000 720.000 -
Capital social 103.986 34.000 720 -
Patrimônio líquido 117.739 40.435 5.296 -
Lucro líquido (prejuízo) do exercício 3.735 (1.439) 1.113 -
Participação no capital social 100% 100% 100% -
Saldo inicial em 1° de janeiro de 2018 34.178 12.913 4.184 51.275
Aumento de capital 82.986 29.000 - 111.986
Distribuição de dividendos (2.383) - - (2.383)
Dividendos mínimos obrigatórios (887) - - (887)
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Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2018
31.12.2017
Let's Salute Valoriza Total
Investimentos:
Número de ações/cotas representativas do capital social 21.000.000 5.000.000 720.000 -
Capital social 21.000 5.000 720 -
Patrimônio líquido 28.551 11.676 3.688 -
Lucro líquido do exercício 8.206 968 856 -
Participação no capital social 99,99% 99,99% 99,99% -
Saldo inicial em 1° de janeiro de 2017 25.972 11.945 3.328 41.245
Resultado de equivalência patrimonial 8.206 968 856 10.030
Saldo final em 31 de dezembro de 2017 34.178 12.913 4.184 51.275 As informações sobre as controladas estão resumidas a seguir:
31.12.2018
Let's Salute Valoriza
Ativo circulante 26.187 10.518 289
Ativo realizável a longo prazo 830 3.702 5.019
Ativo não circulante 180.827 45.933 40
Total do ativo 207.844 60.153 5.348
Passivo circulante 56.518 9.321 52
Passivo não circulante 33.587 10.397 -
Patrimônio liquido 117.739 40.435 5.296
Total do passivo e patrimônio líquido 207.844 60.153 5.348
Resultado do exercício 3.735 (1.440) 1.113
31.12.2017
Let's Salute Valoriza
Ativo circulante 40.934 41.528 377
Ativo realizável a longo prazo 5.133 2.203 2.113
Ativo não circulante 142.381 11.499 3.648
Total do ativo 188.448 55.230 6.138
Passivo circulante 101.022 13.008 1.887
Passivo não circulante 55.167 29.344 69
14
Imobilizado
Custo 31.12.2017 Adições Baixas
Reclassificação mantidos para venda Transferências 31.12.2018 Máquinas e ferramentas 28 - (15) - - 13 Computadores e periféricos 892 156 - - - 1.048 Móveis e utensílios 202 1 - - - 203 Instalações 101 - (101) - - - Veículos 205.447 4.981 (6.909) (69.413) 101.466 235.572 Veículos para uso interno 601 - - - (601) -
Outros 914 97 (654) - - 357 Benfeitorias 40 - - - - 40 Imobilizado em andamento 9.473 118.355 (2.260) - (100.865) 24.703 217.698 123.590 (9.939) (69.413) - 261.936
Depreciação 31.12.2017 Adições Baixas
Reclassificação mantidos para venda Transferências 31.12.2018 Máquinas e ferramentas (2) - 2 - - - Computadores e periféricos (737) (68) - - - (805) Móveis e utensílios (177) (7) - - - (184) Instalações (101) - 101 - - - Veículos (26.572) (24.987) 2.456 14.911 (154) (34.346) Veículos para uso interno (154) - - - 154 -
Outros (566) (133) 546 - - (153) Benfeitorias (35) (1) - - - (36) (28.344) (25.196) 3.105 14.911 - (35.524) Saldo líquido 31.12.2018 31.12.2017 Máquinas e ferramentas 13 26 Computadores e periféricos 243 155 Móveis e utensílios 19 25 Instalações - - Veículos 201.226 178.875
Veículos para uso interno - 447
Outros 204 348
Benfeitorias 4 5
Imobilizado em andamento 24.703 9.473
L’S Rentals Participações S.A.
Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2018
Custo 31.12.2016 Adições Baixas
Reclassificação mantidos para venda Transferências 31.12.2017 Máquinas e ferramentas 5 23 - - - 28 Computadores e periféricos 827 65 - - - 892 Móveis e utensílios 201 1 - - - 202 Instalações 101 - - - - 101 Veículos 196.078 2.057 (1.711) (103.360) 112.383 205.447 Veículos para uso interno 601 - - - - 601
Outros 652 262 - - - 914
Benfeitorias 40 - - - - 40
Imobilizado em andamento 16.500 110.682 (5.004) (322) (112.383) 9.473
215.005 113.090 (6.715) (103.682) - 217.698
Depreciação 31.12.2016 Adições Baixas
Reclassificação mantidos para venda Transferências 31.12.2017 Máquinas e ferramentas (2) - - - - (2) Computadores e periféricos (662) (75) - - - (737) Móveis e utensílios (171) (6) - - - (177) Instalações (101) - - - - (101) Veículos (35.938) (24.426) 328 33.464 - (26.572) Veículos para uso interno (154) - - - - (154)
Outros (540) (29) 3 - - (566) Benfeitorias (32) (3) - - - (35) (37.600) (24.539) 331 33.464 - (28.344) Saldo líquido 31.12.2017 31.12.2016 Máquinas e ferramentas 26 3 Computadores e periféricos 155 165 Móveis e utensílios 25 30 Instalações - - Veículos 178.875 160.140
Veículos para uso interno 447 447
Outros 348 112
Benfeitorias 5 8
Imobilizado em andamento 9.473 16.500
189.354 177.405
14.1
Movimentação do imobilizado (Consolidado)
(i) Reclassificação para veículos mantidos para venda.
As controladas possuem 804 contratos de arrendamento mercantil financeiro de veículos em 31 de dezembro de 2018 (727 em 31 de dezembro de 2017).
Os empréstimos e financiamentos estão garantidos pelos próprios bens financiados ou por aval dos sócios da Companhia e não possuem cláusulas restritivas.
Os bens e direitos classificados como “Veículos em imobilização” referem-se aos veículos que estão em processo de legalização junto ao órgão de trânsito (DETRAN), para posterior entrega aos clientes, bem como quotas de consórcio às quais serão vinculados veículos em processo de faturamento junto às montadoras ou concessionárias.
A Companhia e suas controladas revisam a cada exercício social, as taxas e os valores residuais dos bens do ativo imobilizado de forma a manter os valores contábeis líquidos compatíveis com os valores realizáveis quando do encerramento dos respectivos contratos de locação.
Na demonstração dos fluxos de caixas, na célula destinada a adição de imobilizado e intangível, estão sendo considerados os bens adquiridos no exercício através de desembolso de recursos no valor de R$ 186.825 e desconsiderados os valores dos bens que foram adquiridos através da contratação de empréstimos e financiamentos que totalizam R$ 86.213 pois não movimentam a conta de caixa e equivalente de caixa, conforme abaixo apresentado.
31.12.2018
Total adição de imobilizado 123.590
Captação de empréstimos para aquisição de imobilizado (86.213) Pagamento empréstimos (principal) para aquisição de imobilizado 142.259
Aquisição de consórcios 7.189
Aquisição de imobilizados via caixa 186.825
15
Fornecedores
O saldo de fornecedores é composto pelas seguintes naturezas de aquisições:
Consolidado
31.12.2018 31.12.2017
Fornecedores de produtos e serviços 16.583 2.384
Quotas de consórcio a pagar 10.245 21.171
(-) Ajuste a valor presente (1.045) (3.556)
Fornecedores partes relacionadas (Nota 21) - 60
Total 25.783 20.059
Circulante 22.950 14.030
Não circulante 2.833 6.029
A Companhia efetua o cálculo do Ajuste a Valor Presente (AVP) sobre a aquisição de veículos por meio de consórcio com prazo de pagamento superior a 90 dias, utilizando a taxa média de 7,5% ao ano, que a administração entende ser o custo financeiro médio das suas operações com fornecedores.
L’S Rentals Participações S.A.
Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2018
16
Empréstimos e financiamentos
16.1
Composição dos empréstimos e financiamentos (Consolidado)
Em moeda nacional Taxa média anual Indexador Vencimento final 31.12.2018 31.12.2017
Arrendamentos mercantis 16,76% CDI 02.10.2021 44.892 98.299
Capital de giro 12,55% CDI 06.05.2021 15.421 6.231
Crédito direto ao consumidor - CDC 13,89% - 18.09.2021 5.259 9.802
Total 65.572 114.332 Circulante 38.563 54.715 Não circulante 27.009 59.617 Tipo de financiamento Saldo inicial 31.12.2017 Captações Juros apropriados Pagamento de principal Pagamento de juros Saldo Final 31.12.2018 Arrendamento mercantil 98.299 46.029 13.671 (96.680) (16.427) 44.892 Capital de giro 6.231 22.500 1.166 (12.993) (1.483) 15.421 Crédito direto ao consumidor - CDC 9.802 40.184 3.720 (45.579) (2.868) 5.259 Total 114.332 108.713 18.557 (155.252) (20.778) 65.572 Os montantes no longo prazo têm a seguinte composição, por ano de vencimento:
31.12.2018 2020 16.282 2021 10.727 27.009
Os empréstimos e financiamentos estão garantidos pelos próprios bens financiados, conforme demonstrado na nota explicativa nº 14 ou por aval dos sócios da Companhia. Os contratos vigentes em 31 de dezembro de 2018 e 2017 não possuíam cláusulas restritivas, “covenants” financeiros a serem atendidas.