FORUM CMVM/PME
Março de 2012
• Definição de PME (Pequenas e Médias Empresas) segundo a Recomendação 2003/361, da Comissão Europeia
Empresas com menos de 250 empregados e que apresentam volume de negócios
inferior a 50 milhões de euros ou balanço total anual inferior ou igual a 43 milhões de euros.
Conceito de PMEs
• Proposta de definição de PME (Pequenas e Médias Emitentes - Small and Medium-sized Issuers Listed in Europe aka SMILEs) no Relatório Demarigny (“An EU-Listing Small Business ACT”):
• Valor da empresa no momento do lançamento da OPI: € 75 milhões
• E, se admitida à cotação, capitalização bolsista inferior a 35% da média da capitalização bolsista total do mercado regulamentado
• Definição de PME (Pequenas e Médias Emitentes - Small Capitalization) para a EFAMA - European Fund and Asset Management Association (in European Fund Categorization)
• € 3 biliões (para uma exposição máxima de 80% em European Small Cap Equity)
• Este critério abrangeria hoje (dados: fim de 2011), potencialmente, a esmagadora maioria das empresas cotadas no mercado regulamentado nacional: apenas 6 empresas não seriam abrangidas.
• Análise do primeiro critério da proposta Demarigny
• Este critério abrangeria hoje (dados: fim de 2011), potencialmente, 25 empresas cotadas (em 49 empresas) no mercado regulamentado nacional.
Conceito de PMEs
• Análise do segundo critério da proposta Demarigny
• Este critério abrangeria hoje (dados: fim de 2011), potencialmente, 32 empresas cotadas no mercado regulamentado nacional.
Conceito de PMEs
IPOs na Europa em 2011
Fonte: Quadro - PWC IPO Watch Europe 2011
“Clearly, initial and ongoing requirements for issuers have impacted the decision-making process to float a company as well as the way exchanges have structured their listing and trading facilities. Furthermore, statistics show a constant decrease in the number of listed companies on EU regulated markets. This can be explained by the decreasing number of new entrants but, more significantly, by the fact that listed companies decide to de-list and go private.”
IPOs na Europa em 2011
• Simulação da aplicação dos diferentes modelos de preçário à situação do mercado italiano
• Custos de entrada nos mercados dedicados a PMEs
Outros Custos e Simulações
Fonte: Quadros – Relatório Zanotti, January 2011
Recurso ao financiamento através do mercado de capitais
Recurso ao financiamento através do mercado de capitais
Fonte: Quadro – CMVM Relatório Anual 2010
• Estrutura de Financiamento da Variação do Activo das Empresas Cotadas
• Activos Financeiros dos Particulares
Fonte: Quadro – Banco de Portugal – Relatório
• Mercado português já abrange um número significativo de capitalizações de pequena e média dimensão
• Ecossistema do mercado de capitais não está suficientemente adaptado às diferenças de
dimensão dos diferentes universos de empresas cotadas
• Preocupação do Forum não deve ser apenas a admissão de novas empresas emitentes
mas também a criação de condições para a permanência e manutenção das empresas já cotadas
• Mercado de capitais europeu tem um problema geral de reduzida entrada de novas empresas cotadas e perda acelerada de empresas actualmente cotadas mas, apesar disso, existe um mercado de IPOs a funcionar na maior parte dos países
• Estruturas alternativas existentes noutros Estados devem ser cuidadosamente analisadas
• A tipologia de produtos a cotar deve igualmente ser objecto de cuidada ponderação
• Tema dos custos associados à presença no mercado é incontornável, em particular, numa situação de monopólio
• Dogmas, como seja o caso da obrigatória “harmonização” de custos nas diversas
localizações, devem ser evitados
• No limite, as empresas emitentes não deveriam ter de pagar para estar presentes no
mercado
• O Mercado de capitais tem um papel na diversificação, e equilíbrio, das fontes de financiamento da economia e das empresas
• Mercado de capitais tem espaço para se afirmar como fonte alternativa de financiamento
• Reduzida participação das famílias portuguesas no mercado e reduzida percentagem da
capitalização accionista de empresas nacionais detida pelas famílias portuguesas é exemplo do potencial de crescimento do mercado
• Uma iniciativa oportuna
• Num momento em que o financiamento das empresas e da economia se apresenta como o maior desafio de curto prazo a que Portugal deve fazer frente
• Uma coincidência feliz
• AEM identificou o tema como prioridade essencial no início de 2011
• Na sequência, Grupo de Trabalho constituído pela AEM, PwC, Vieira de Almeida & Associados, e Companhia Portuguesa de Rating, iniciou reflexão que deverá estar concluída em Junho de 2012
• Uma oportunidade única
• Para uma reflexão completa sobre
• Adequação das estruturas de mercado existentes
• Adequação das estruturas regulatórias vigentes
• Custos da admissão e manutenção das empresas emitentes
• Adequação do papel de cada um dos intervenientes
• Identificação do perfil adequado das futuras empresas emitentes
• Uma responsabilidade assumida
• No que respeita às expectativas criadas quanto aos resultados a alcançar
• No que respeita à indispensável mensuração dos objectivos a concretizar
Na perspectiva das empresas emitentes a cotar,
mas também, indispensavelmente, das emitentes já cotadas
• Adequação das estruturas de mercado às necessidades da economia e das empresas
• Enfoque das estruturas de mercado nos segmentos/produtos que, de facto, traduzem financiamento para as empresas e para a economia
• Auscultação e promoção dos interesses dos investidores
• Melhoria da eficiência dos vários estádios do mercado (e.g., mercado primário e mercado secundário, mercados regulamentados e mercados não regulamentados)
• Diminuição dos custos associados à admissão e manutenção em Bolsa (incluindo os custos directos praticados pelas infraestruturas de mercado, e os custos indirectos, cobrados pelos restantes intervenientes no processo)
• Adequação da carga regulatória total (Recomendações, Regulamentos e Lei), em função da dimensão das empresas cotadas (com a consagração e efectivação do princípio One Size Does Not Fit All ao nível da elaboração, interpretação e aplicação das normas)
• Adequação do papel de todos os intervenientes no processo de admissão (e.g., legislador, regulador, empresas emitentes, investidores, auditores, analistas, listing sponsors, broker-dealers, bancos de investimento, advogados, consultores, intermediários financeiros), tendo em vista a maior eficiência do mesmo
• Identificação do perfil adequado de empresa emitente de acordo com critérios objectivos
Fase 1 – Benchmarking e Inquéritos Fase 2 – Conclusões
Fase 3 – Implementação e Mensuração de Resultados
Benchmarking – alguns pontos de partida:
• Europa: o Relatório Demarigny, 2010 - 6 grandes temas
- 20 recomendações
• Europa: o Relatório FESE, 2012 - 3 grandes temas
- 6 recomendações
• Brasil: a iniciativa “Acção civica pelo fortalecimento do mercado de capitais” (46 entidades), 2011
- Plano Director do Mercado de Capitais
- Comité para o Desenvolvimento do Mercado de Capitais
• França: o Relatório Rameix/Giami, 2012
- criação de um mercado específico para PMEs
- abertura das estruturas de mercado à concorrência
Referências essenciais
• AN EU-LISTING SMALL BUSINESS ACT - Establishing a proportionate regulatory and financial environment for Small and Medium-sized Issuers Listed in Europe (SMILEs), Report by Fabrice DEMARIGNY, Global Head of Capital Markets Activities of MAZARS Group, March 2010
• Rapport sur le financement des pme-eti par le marché financier, adressé à François Baroin, Ministre de l’économie, des finances et de l’industrie, par Gérard Rameix et Thierry Giami
• SME Access to Capital Markets Funding, FESE. 2012
• PricewaterhouseCoopers’ IPO Watch Europe – 2011
• Prices and Quality of Listing Services V. Lazzari, M. Geranio and G. Zanotti, in Trends in the European Securities Industry Emittenti Titoli Conference, January 2011
• Evaluation of the economic impacts of the Financial Services Action Plan, by CRA International, 2009