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QUANDO USAR? COMO USAR?

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Academic year: 2022

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USO DA CRASE NA LÍNGUA PORTUGUESA

QUANDO USAR? COMO USAR?

PREPIF

prepif.com.br

@prep.if

(2)

O QUE É CRASE?

CONCEITO

O temo "crase" tem origem grega e significa: junção, mistura ou fusão.

Na Língua Portuguesa, é a junção de duas vogais idênticas. Para isso, utiliza-se o acento grave ( ` ).

Seu uso ocorre quando há a mistura da preposição a com o artigo feminino a. 

Basicamente:

A + A = À

(3)

SITUAÇÃO GERAL

ao

preposição a

a

exigida pelo verbo

o

artigo que precede o substantivo

Iremos

Verbo Transitivo Indireto (exige a preposição "a")

supermercado

substantivo masculino

Nessa situação, não houve a necessidade de crase porque não houve junção entre duas vogais iguais, mas sim diferentes.

Perceba que na próxima situação, no entanto, houve a cobrança do acento grave devido à junção do verbo (ir a algum

lugar) com o substantivo feminino feira.

à

preposição

a

a exigida pelo verbo

a

artigo que precede o substantivo

Iremos

Verbo Transitivo Indireto (exige a preposição "a" )

feira

substantivo feminino

Por isso que, de maneira geral, analisar a

ocorrência da crase significa verificar a existência de um verbo transitivo indireto e de um

substantivo feminino.

(4)

REGRAS

Sempre ocorrerá crase:

Diante de palavras femininas sempre irá ocorrer crase, desde que haja um verbo para exigir a preposição a:

Conheço a cidade.

Exemplos:

Não há ocorrência da crase pois o verbo conhecer é transitivo direto, isto é, não exige a preposição a.

Refiro-me à reitora.

Há ocorrência da crase pois o verbo "referir" é transitivo indireto, isto é, exige a preposição a que se liga ao artigo a, exigido pelo substantivo feminino "reitora".

Artifício: para saber se a palavra aceita "a" como artigo, basta

colocar "da" antes dele - o que significa que aceita "a" como artigo.

Se apenas "de" se encaixar, significa que o termo não aceita ser precedido de "a".

Como sei se a palavra aceita ou não "a" como artigo?

Vim da Itália (aceita).

Vim de Brasília (não aceita).

Vim de Roma (não aceita).

Artifício 1 (mais utilizado para cidades e outros locais):

Fui à farmácia .

Fui ao teatro (aceita, pois trocado por uma palavra no masculino varia para

"ao").

Artifício 2 (trocar o substantivo feminino por um equivalente masculino):

(5)

REGRAS

Sempre ocorrerá crase:

Fui àquele novo teatro

Preposição "a" + aquele(a), aquilo

O verbo "ir" exige a preposição "a", a qual, junto com o "a"

de "aquele", deve ser marcada pelo acento grave.

Sairei às 14 horas.

Horário definido

Em casos de horários exatos, a ocorrência de crase é

verdadeira. Entretanto, nos casos em que uma preposição anteceder o horário, a crase não ocorrerá.

Estou aqui desde as 14 horas.

O culto será da uma às duas horas (horário delimitado)

Horário é diferente de duração

O culto terá de uma a duas horas (duração)

à medida que às vezes

à noite

à direita/esquerda

Termos em que sempre ocorrerá crase

Quero uma pizza à moda italiana.

Pedi um bife à (moda) milanesa.

à moda

(6)

Comprei a prazo.

Cheguei a tempo.

Antes de palavras masculinas

Pôs-se a meditar.

Antecedendo verbos

"Por "exige a preposição "a", mas o verbo "meditar"

não exige um artigo. Então, não há fusão de a+a.

REGRAS:

nunca ocorrerá crase

Levou o filho a uma clínica.

Antes de artigos indefinidos

O verbo levar exige, nessa situação, a preposição a, no entanto o artigo indefinido uma jamais exigiria o artigo definido a antes dele. Portanto, não há ocorrência de crase.

Entreguei-me a duas pessoas seguidas.

Antes de numerais

(7)

Não devo nada a ninguém.

Antes de pronomes indefinidos

Por "ninguém" não exigir preposição a, não há motivos para a fusão a+a, isto é, crase.

Entreguei as notas a esta mulher.

Antecedendo pronomes demonstrativos Com exceção dos casos de "aquele(a)" e

"aquilo", como visto anteriormente.

Entreguei a comida a ela.

Antes de pronomes pessoais

O verbo entregar exige, nessa ocasião, a preposição a.

No entanto, o pronome pessoal do caso reto ela jamais exigiria o artigo definido a antes dele. Portanto, não há ocorrência de crase.

Prosseguindo dia a dia.

Antes de palavras repetidas

REGRAS:

nunca ocorrerá

crase

(8)

Refiro-me a histórias antigas.

"A" seguido de plural

Se o artigo está no singular, significa que o "a" é mera preposição exigida do verbo referir. Se fosse artigo definido do substantivo "histórias", estaria no plural, concordando com o substantivo.

Perceba

O "a" de "Refiro-me a histórias antigas" se refere a tais histórias de maneira genérica. Contudo, o "às"

de "Refiro-me às histórias antigas" trata de histórias antigas específicas.

Refiro-me às histórias antigas.

Nessa situação, o "a" revela que concorda com substantivo histórias (por estar no plural), sendo, assim, seu artigo definido que entra em "fusão"

com a preposição exigida pelo verbo referir.

O almoço foi marcado para as oito horas.

Outras preposições

Não existe preposição "a", apenas o artigo a no plural.

REGRAS:

nunca ocorrerá

crase

(9)

Volta da: crase há!

Volta de: crase para quê?

Nomes de cidades

Fui à África do Sul (volto da África do Sul - crase há!) Fui a Minas Gerais (volto de Minas Gerais - crase para quê?)

Caso exista uma especificação depois do nome do local, haverá crase.

Entretanto

Fui à Natal de Nísia Floresta.

CASOS ESPECIAIS

A moça à qual me referi está esperando.

À qual

Seria o mesmo que dizer: Referi-me à moça.

Esta rua é paralela à (rua) que passamos.

À que ou a que?

Rua é suprimida na oração, tornando-se reiterada, então, é caso de crase.

(10)

A minha opinião é igual à (opinião) de todos.

À de ou a de?

O opinião também é subentendido, o que gera caso de crase.

CASOS ESPECIAIS

Determinados: sim!

Indeterminados: não!

Terra, casa e distância 

- Os navegantes chegaram à terra de seus familiares (determinação, tem crase).

- Os navegantes chegaram a terra.

(indeterminação, sem crase).

Referências

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