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UNIVERSIDADE DE SAG PAULO Reitor Jacques MarcovitchVice-reitor Adolpha Jose Melfi
Diretor Vice-diretor Presidente Vice-presidente Diretor Cientifico Vice-diretor Gerencia Administrativa ede Desenvolvimento Coordena<;ao de P&D Central Tecnica de Informa~oes Coordena~ao de Sementes Presidente Comissao Editorial Diretora Editorial Diretora Comercial Diretor Administrativo Editora-assistente
ESALQ - ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA "LUlZ DE QUEIROZ"
Julio Marcos Filho Walter de Paula Lima
IPEF - INSTITUTO DE PESQUISAS E ESTUDOS FLORESTAIS
Manoel de Freitas Edson Antonio Balloni Jose OUivio Brito Paulo Yoshio Kageyama
Edward Fagundes Branco
Antonio Natal Gon~alves (Melhoramento Biologico) Fabio Poggiani (Gerenciamento da Qualidade Ambiental) Fernando Seixas (Silvicultura e Manejo)
Ivaldo Pontes Jankowsky (Tecnologia de Produtos Florestais)
Marialice Metzker Poggiani Israel Gomes Vieira
EDITORA DA UNIVERSIDADE DE SAG PAULO
Plinio Martins Filho (Pro-tempore)
Plinio Martins Filho (Presidente pro-tempore) Jose Mindlin
Laura de Mello e Souza Oswaldo Paulo Forattini Tupa Gomes Correa Silvana Biral Eliana Urabayashi Renato Calbucci Cristina Fino
A
Floresta e
0
Homem
Pesquisa e Edi<;ao de Texto
Regina Machado
Leao
Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais
em convenio comUniversidade
de Sao Paulo
Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz"
Copyright ©2000 by Ipef
Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais Esalq-USP
Dados Intemacionais de Catalogacao na PubIicacao (CIP) (Camara Brasileira do Livro, Sp' Brasil)
A Floresta e°homem / pesquisa e ediCao de texto
Regina Machado Leao; [apresentacao Jacques Marcovitch]. - Sao Paulo: Editora da Universidade de Sao Paulo: Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais. 2000.
Bibliografia.
ISBN 85-314-0543-2 (EDUSP)
1. Florestas Brasil 2. Florestas Pesquisa 3. Florestas -PreservaCao 4. Florestas - Protecao 5. Instituto de Pesqui-sas e Estudos Florestais - Hist6ria I. Leao. Regina Machado. II. Marcovitch. Jacques
99-5060 LEI DE INCENTIVO ACULTURA
Fd
MINISTERIO OACULTURA CDD-634.90981 indices para cat:l.logo sistematico:1. Brasil: Florestas: Estudos e pesquisas: Ciencias florestais 634. 9098l
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Foi feito a dep6sito legaL
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Apoio Cultural
A publicac;;ao deste livro s6 foi possivel com a colaborac;;ao das seguintes empresas e instituic;;iSes:
Cio'suzono de Popel e Celulose
Empresa Belgo-Mineira
mlII
FUNDA<;.A.OBELGO-MINEIRA
<9
QUcotm(
~ PISA FLORESTAL S.A.
e
SBS ~ Sociedade Brasileira de SilviculturaIndustrias Klabin Papel e Celulose
Champion
Champion Papel e Celulose Ltda
\f#1((g[]J)
~OTO~TlMCELULOSE EPAPEl@ahialiul
~
Apresenta<;ao
10
Prefacio14
Introdu<;ao19
I.Origem e Evolu<;ao das Florestas
27
II.A Floresta atraves dos Tempos
43
III.Usos e Beneficios da Floresta
75
IVAmea<;as ao Equilibrio das Florestas
113
VA Ciencia e a Tecnologia Florestal
137
VI.o
Pais das Florestas163
VII.. A Industria Florestal no Brasil
207
VIII.A Cria<;ao do Ipef
239
IX.Trabalhos Pioneiros
265
x.
Uma Formula de Sucesso: A Universidade-Empresa
XI. 0 Ipef nos Dias de Hoje XII. Pesquisa e Desenvolvimento Xlll. Sementes do Futuro
XIV 0 Intercambio de Informac;6es XV 0 Desafio do Futuro
Bibliografia
Creditos das llustrac;6es Lista de Figuras e Tabelas Entrevistas Realizadas Agradecimentos
Siglas das Instituic;6es Citadas Empresas Associadas
Empresas e Instituic;6es Integradas nos Programas de Pesquisa
309
323
385
403
415
425
429
435
436
437
438
439
447
Apresenta<;ao
Esteeurn livro que surpreende a cada capitulo e pode-se mes-mo dizer a cada pagina. Organizado pelo Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais e abordando tema de grande complexidade, 0 texto e fluente, leve, claro, sem prejuizo das informa<;:6escientificas e do indispensavel rigor historiografico.
Regina Machado Leao foi muito feliz quando projetou uma primeira parte, antes de contar a trajet6ria do Instituto. Desenvolve-se, na abertura, urn texto admiravel, que nos fala da origem e da evolu<;:aodas florestas em to do 0 planeta e no Brasil. Assim, quan-do chegamos as mem6rias do Instituto, ja nos demos conta da importancia do objeto de suas pesquisas. A hist6ria do IPEF, que e a melhor referencia da silvicultura brasileira em mais de 30 anos, constitui uma li<;:aode excel en cia e urn motivo de orgulho para a Universidade que 0 abriga. Precisava ser narrada sem 0 tom buro-cratico dos relat6rios e com urn estilo fortemente motivador.
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livro, na parte inicial, capta muito bem urn elemento do in-consciente coletivo e maneja-o com maestria para cativar 0leitor. Estapalavra,jIoresta, ocupa urn grande espal;;Ono imaginario dos povos. Desde a infancia, ouvindo ou lendo fabulas em que a mata e cenario de enredos fantastic os , habituamo-nos a ve-la no plano da fantasia. Depois, compreendendo 0seu papel na historia da humanidade e da economia, passamos a entende-la de outro modo. Nao epreciso fazer calculos para demonstrar que a nossa maior riqueza e a Amazonia.
Na Universidade de Sao Paulo, a floresta e objeto de progra-mas cada vez mais sistematicos. Alem do Projeto Floram, premia-do intemacionalmente, e de inumeros outros na area de ciencias ambientais, a USP tern no IPEF, orgao conveniado, 0 seu melhor parceiro para 0 desenvolvimento de estudos florestais. 0 IPEF de hoje e uma brilhante demonstral;;aO de quanto 0 nosso pais avan-l;;ouneste campo fundamental de pesquisa. Este livro, "A floresta e o homem", documentando sua historia, retrata os vinculos entre os cientistas e as indus trias de base florestal. A uniao, alem da geral;;ao de rend a e empregos, favoreceu outra meta de largo alcance social, que ea defesa do meio ambiente.
Cabe uma breve reflexao sobre os prim6rdios do ambientalis-mo em nosso pais, que coincidiram com a cria<;;ao do IPEF A militancia voltada para esta nobre finalidade, envolveu-se, desde 0 inicio, com a comunidade cientifica. Juntas, enfrentaram fortissimos obstaculos criados pela conjuntura. Aqueles eram os tempos do chama do "Brasil potencia", na ret6rica triunfalista dos militares. Eram os tempos de sucessivos "projetos de impacto", frequentemente hostis a natureza. Em paralelo aos desmatamentos e megaestradas abertas para fins propagandisticos, refor<;;ava-se0 Estado repressi-vo, que limitava a cidadania ate sua quase total anula<;;ao. Dentro dos limites possiveis, resistiram ambientalistas e pesquisadores. :E
importante que hoje, falando do IPEF,locus de atua<;;aodos cientis-tas, lembremos tambem com reverencia 0 esfor<;;odaqueles outros plOnelros.
o
Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais, percorrendo urn caminho mais realista, porem paralelo, chegou ao mesmo objetivo dos sonhadores, inspirando-se no modelo "land grant college" eatuando em parceria com industrias do setor florestal. 0 livro nos da conta de uma reuniao, em 1967, entre empresarios e academicos, quando se fixou roteiro para a criac;ao de urn programa de melhora-men to florestal no pais. Esse trecho do documelhora-mento antecipa os prin-cipios norteadores do 1PEF: "A reposic;ao das matas sacrificadas durante anos e anos e a conservac;ao daquelas ainda existentes so podera ser feita atraves de amparo ainvestigac;6es cientfficas, visan-do obter produtos tecnologicos capazes de substituir as madeiras de uso tradicional em nosso meio em suas aplicac;6es correntes".
Mas nao desejo, antecipando trechos ou formulando interpre-tac;6es, quebrar 0 encanto da leitura que e, insisto, urn grande me-rito da obra em suas maos. Passe 0 leitor a minha pagina e entre logo nessa floresta de palavras reveladoras, bem articuladas e indis-pensaveis na memoria da silvicultura brasileira.
Jacques Marcovitch
Prefacia
E com grande satisfac;ao que apresentamos esta publicac;ao destinada a relatar as momentos mais significativos da historia do Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais OpeD, que conse-guiu, no decorrer do tempo, consolidar sua identidade, par meio de objetivos bem-definidos e da prestac;ao de servic;os relevantes para a comunidade.
Grac;as a sua adequada infra-estrutura fisica, competente equi-pe de equi-pesquisadores e pessoal tecnico e administrativo, 0 Ipef con-sagrou-se definitivamente no panorama cientifico nacional e inter-nacional do setor florestal.
Acreditamos que este livro represente nao so a simples hist6-ria do instituto, mas tambem uma contribuic;ao para se compreen-der melhor a utilizac;ao das florestas, principalmente em nosso pals.
A visao retrospectiva proporcionada por este trabalho ajuda a definir a propria identidade da instituic;ao e destaca a solidez dos vfnculos que unem a universidade com a industria de base flores-tal, dos quais 0 Ipef e, sem duvida, 0 exemplo mais bem-acabado de atuac;ao conjunta e perfeita integrac;ao.
Manoel de Freitas