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CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO VICENTE

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Academic year: 2021

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(MANDATO 2017-2021)

ATA DA DÉCIMA TERCEIRA REUNIÃO DE 2018

Aos vinte e um dias do mês de junho do ano dois mil e dezoito, pelas dez horas, em cumprimento de convocatória emanada nos termos do disposto n.º 3 do artigo 40.º em conjugação com o n.º 3 do artigo 49.º ambos da Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro, na sua redação atual, reuniu a Câmara Municipal de São Vicente, nas instalações da Junta de Freguesia de Ponta Delgada, em reunião ordinária, de carácter público. --- --- ORDEM DE TRABALHOS --- A ordem de trabalhos, estabelecida e distribuída pelo Senhor Presidente Câmara Municipal, ao abrigo do disposto na alínea o) do n.º 1 do art.º 35º, em cumprimento do n.º 2 do art.º 53.º daquele diploma legal, consta do edital convocatório n.º 105/2018, de 18 de junho, em anexo, o qual se tem aqui por integralmente reproduzido, para os devidos efeitos legais. --- --- MEMBROS DO ORGÃO – PRESENÇAS --- Estiveram presentes na reunião, o Senhor Presidente da Câmara Municipal, José António Gonçalves Garcês, e os Senhores Vereadores Fernando Simão de Góis, Rosa Maria Rodrigues Castanho dos Santos, César Gregório Nóbrega Pereira e Joana Rita Caldeira Martinho dos Santos. --- --- MEMBROS DO ORGÃO – FALTAS --- Não se registaram ausências. --- --- APOIO AO ORGÃO – PRESENÇAS --- Em conformidade com disposto no n.º 2 do art.º 57.º da lei supra referida, esteve presente, para prestar apoio ao órgão, o Técnico Superior, Jerónimo Filipe de Sousa Pereira, da Divisão Administrativa e Financeira, que secretariou a reunião. --- -- VERIFICAÇÃO DE QUÓRUM CONSTITUTIVO E DELIBERATIVO ---O Senhor Presidente da Câmara Municipal verificou, em cumprimento do disposto no art.º 54.º da Lei supra citada, estar assegurado o quórum constitutivo e deliberativo, pelo que

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achando conforme os requisitos para o início da reunião, declarou em voz alta, abertos os trabalhos, cuja decorrência se processou como infra se regista. --- --- PERÍODO ANTES DA ORDEM DO DIA --- Entrados neste período, o Senhor Presidente da Câmara Municipal perguntou aos Senhores Vereadores se pretendiam usar da palavra. --- Solicitou a palavra a Senhora Vereadora Rosa Castanho para dar conhecimento que no próximo dia 29 de junho, pelas 19 horas, no Centro de Promoção Cultural de São Vicente, decorrerá a abertura de uma exposição dos alunos de artes plásticas da Escola Secundária D. Lucinda Andrade. --- Ao fazer uso da palavra o Senhor Presidente da Câmara deu conta de alguns eventos e inaugurações que aconteceram na última quinzena, agradecendo o empenho de todos os que contribuíram para o sucesso da XVI edição da Feira das Sopas do Campo, que decorreu na freguesia de Boaventura, da V edição da Expo-Pecuária, que decorreu na freguesia de Ponta Delgada, do XXVI encontro do Ensino Básico Recorrente, que decorreu na freguesia de São Vicente, da inauguração do Solar do Aposento, na freguesia de Ponta Delgada, destacando que o mesmo será uma mais valia cultural e turística para o concelho. Por fim informou que o Governo Regional ofereceu ao Centro Paroquial do Bom Jesus, uma carrinha adaptada a pessoas com mobilidade reduzida. --- Nada mais havendo a tratar, o Senhor Presidente da Câmara Municipal deu por encerrado este período e determinou a passagem ao período da ordem do dia. --- --- PERÍODO DA ORDEM DO DIA --- Ponto 1 – Análise, discussão e votação da Proposta n.º 54/PCM/2018, referente ao Plano de Prevenção de Riscos de Corrupção e Infrações Conexas e Conflitos de Interesses (PPRCIC); --- Entrados neste ponto, o Senhor Presidente apresentou a seguinte proposta: ---

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O Conselho de Prevenção da Corrupção (CPC), criado pela Lei nº 54/2008, de 4 de setembro, é uma entidade administrativa independente, que funciona junto do Tribunal de Contas, e desenvolve a sua atividade no domínio da prevenção da corrupção e infrações conexas de âmbito nacional; --- Na sequência, da Recomendação, de 1 de julho de 2009, do CPC, o Município de São Vicente teve de elaborar o seu plano de gestão de riscos de corrupção e infrações conexas, enquanto entidade enquadrada nos “órgãos máximos das entidades gestoras de dinheiros, valores ou patrimónios públicos”; --- A referida recomendação, enumera um conjunto mínimo de elementos, que os planos devem conter: --- a) Identificação relativamente a cada área ou departamento, dos riscos de corrupção e infrações conexas; --- b) Identificação de medidas/mecanismos de prevenção das situações de risco

identificadas; --- c) Definição e identificação dos vários responsáveis na gestão do plano, sob a direção

do órgão dirigente máximo; --- d) Elaboração anual de um relatório sobre a execução do plano. --- A Câmara Municipal de São Vicente, aprovou o seu Plano de Prevenção de Riscos de Corrupção e Infrações Conexas (PPRCIC), a 12 de março de 2010 com a deliberação nº 72/03, e remetido ao Conselho de Prevenção da Corrupção e rececionado a 18 de março de 2010, conforme consta da carta da resposta do CPC de 25 de março de 2010; --- Após a referida data, foram introduzidas alterações legislativas substanciais no Código Penal Português – Lei nº 32/2010 de 2 de setembro, com o agravamento das penas, em matérias associadas à prática de atos de corrupção no exercício de funções públicas; --- E, o CPC, a 7 de novembro de 2012, aprovou uma Recomendação no sentido de que “nas entidades de natureza pública, ainda que constituídas ou regidas pelo direito privado, devem

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dispor de mecanismos de acompanhamento e de gestão de conflito de interesses, devidamente publicitados, que incluam também o período que sucede ao exercício de funções públicas, com indicação das consequências legais”. --- Recomendando assim, o Conselho da Prevenção da Corrupção, que se criem e apliquem medidas que previnam a ocorrência de conflito de interesses, enumerando as seguintes: --- a) Elaboração de manuais de boas práticas e códigos de conduta; --- b) Identificação de potenciais situações de conflitos de interesses relativamente a cada

área funcional de estrutura organizativa; --- c) Identificação de situações que possam dar origem a conflito real, aparente ou potencial que envolvam trabalhadores que deixaram o cargo público para exercerem funções privadas; --- d) Promoção de medidas adequadas a prevenir e gerir conflitos de interesses relativamente a situações que envolvam trabalhadores que aceitem cargos em entidades privadas; --- e) Identificação e caracterização de áreas de risco; --- f) Identificação das situações concretas de conflitos de interesses e respetiva sanção

aplicável aos infratores; --- g) Promoção de uma cultura organizacional na qual impere forte intolerância relativamente a situações de conflitos de interesses; --- h) Promoção da responsabilidade individual de todos os trabalhadores, destacando e promovendo as boas práticas, os bons exemplos de serviço público e as atitudes ativas de recusa de intervenção em procedimentos que possam suscitar impedimentos ou suspeições; --- i) Desenvolvimento de ações de formação, de reflexão e sensibilização; ---

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j) Subscrição, por todos os trabalhadores e dirigentes que se encontrem em regime de acumulação de funções, de declaração de não colisão das funções ou existência, mesmo que potencial, de perigo para a isenção e o rigor da ação; --- k) Declarações relativas a ofertas no exercício das funções; --- l) Promoção de mecanismos de monitorização da aplicação das medidas, bem como o

respetivo sancionamento. --- Por fim, é ainda necessário considerar a Recomendação do CPC, de 7 de janeiro de 2015, sobre a Prevenção de riscos de corrupção na contratação pública, publicada no Diário da

República, 2.ªsérie, n.º 8 de 13 de janeiro de 2015; ---

Em suma, com o escopo de dar cumprimento às recomendações do CPC, aproveita o Município de São Vicente, para promover a transparência das suas ações, identificando situações de rico de corrupção ou de conflito de interesses para que possa adotar as medidas de prevenção e dissuasão adequadas àquele propósito; --- Neste sentido, e na senda das medidas implementadas pelo próprio Tribunal de Contas (TdC) e pela Agência de Modernização Administrativa (AMA), considerou-se que o PPRCIC existente do Município de São Vicente, deveria modernizar-se no sentido de se tornar um instrumento de gestão global que permita identificar, medir, acompanhar e controlar os riscos-chave que o Município enfrenta na prossecução das suas competências e atribuições; Pretende-se que o Plano de Prevenção de Riscos de Gestão, Corrupção, Infrações Conexas e Conflitos de Interesses, que agora se apresenta, seja um instrumento dinâmico, que reforce o sistema de controlo interno, como plano complementar à Norma de Controlo Interno existente, potenciando não só a implementação de políticas anticorrupção, como também a procura contínua de oportunidades de melhoria, com o objetivo de valorizar e diferenciar o Município de São Vicente, como um polo de excelência no âmbito do serviço público; ---

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Impõe-se assim que a Administração atue de forma clara e transparente, abrindo-se à participação dos administrados para que estes possam acompanhar e colaborar na atividade de gestão pública, expressando os seus objetivos e intervindo na tomada das grandes opções políticas. ---Pelo exposto propõe-se à Câmara Municipal a aprovação do Plano de Prevenção de Riscos de Corrupção e Infrações Conexas e Conflitos de Interesses (PPRCIC) que se encontra em anexo a esta ata e é parte integrante da mesma. --- Solicitou a palavra o Senhor Vereador Fernando Simão de Góis para frisar que o plano é muito importante, que após a aprovação deve ser de imediato comunicado integralmente a todos os colaboradores do Município, com especial enfase para os dirigentes, coordenadores, chefias de divisão e cargos análogos, que devem cumprir e fazer cumprir os procedimentos resultantes da entrada em vigor do presente normativo, fazendo os devidos reportes ao Senhor Presidente da Câmara sempre que necessário. Por fim disse que este é um tema em que todos são responsáveis, pelo que a correta implementação do mesmo depende do conhecimento integral e compreensão quanto à aplicabilidade às funções de cada colaborador do Município de São Vicente. --- Após análise e discussão, a proposta foi colocada à votação, tendo sido aprovada por unanimidade. --- Esta deliberação ficou registada com o n.º 44/2018 --- Ponto 2 – Análise, discussão e votação da Proposta n.º 55/PCM/2018, referente à Norma de Controlo Interno (NCI) do Município de São Vicente (MSV);

Entrados neste ponto, o Senhor Presidente da Câmara informou ao executivo que iria retirar o mesmo da ordem do dia, para aperfeiçoamento. --- Ponto 3 – Análise, discussão e votação da Proposta n.º 56/PCM/2018, referente à atribuição em 2018 do subsídio de insularidade dos trabalhadores em funções públicas; ---

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Entrados neste ponto, o Senhor Presidente apresentou a seguinte proposta: --- O artigo 59.º do Decreto Legislativo Regional n.º 42-A/2016/M, de 30 de dezembro, diploma que aprova o Orçamento da Região Autónoma da Madeira para 2017, com a epígrafe «Subsídio de insularidade para os trabalhadores em funções públicas da administração

pública da Região Autónoma da Madeira a exercer funções na ilha da Madeira», determina o

seguinte:

---«1 - Ao abrigo do disposto na alínea a) do n.º 1 do artigo 227.º da Constituição e na alínea c) do n.º 1 do artigo 37.º do Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma da Madeira, aprovado pela Lei n.º 13/91, de 5 de junho, revisto e alterado pelas Leis n.os 130/99, de 21 de agosto, e 12/2000, de 21 de junho, é reposto o subsídio de insularidade para os trabalhadores em funções públicas da administração pública da Região Autónoma da Madeira a exercer funções na ilha da Madeira, nos termos do regime previsto nos números seguintes. ---2 - Têm direito ao subsídio de insularidade previsto no número anterior os trabalhadores em funções públicas em efetividade de serviço, incluindo os titulares de cargos de direção intermédia ou equiparados da administração pública regional e local, neste último caso após deliberação expressa do órgão municipal competente. --- 3 - Excluem-se do disposto no número anterior: --- a) Os membros do Governo Regional, titulares de cargos autárquicos eleitos, deputados, titulares de cargos de direção superior ou equiparados e ainda aqueles cuja nomeação, assente no princípio da livre designação, se fundamente em razões de especial confiança ou responsabilidade e, como tal, sejam declarados por lei; --- b) Os trabalhadores em funções públicas da administração pública regional e local que exerçam funções na ilha do Porto Santo. --- 4 - O montante do subsídio de insularidade é determinado, em cada ano, no diploma que aprova o Orçamento da Região Autónoma da Madeira. ---

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5 - O subsídio de insularidade é pago de uma só vez no mês de agosto de cada ano, sem prejuízo do disposto no número seguinte. --- 6 - Nos casos de cessação definitiva de funções antes do mês de agosto, o subsídio é pago com o último vencimento recebido pelo funcionário ou agente. --- 7 - O subsídio de insularidade é calculado em função da remuneração base anual a que os trabalhadores a que se refere o n.º 2 tenham direito no ano anterior àquele em que o subsídio deve ser efetivamente pago, abrangendo os subsídios de férias e de Natal. --- 8 - No primeiro ano civil em que é prestado serviço que confira direito à atribuição do subsídio de insularidade, este será de valor correspondente a tantos duodécimos quantos os meses de serviço completos que vierem a perfazer-se até 31 de dezembro, e é pago no mês de agosto do ano seguinte. --- 9 - Em 2018, nos termos do artigo 52º do Decreto – Legislativo Regional nº2/2018/M, de 09 de janeiro, que aprovou o Orçamento da Região Autónoma da Madeira para 2018, o subsídio de insularidade é fixado, com referência à remuneração que releva para a sua atribuição, nos seguintes termos: --- a) 2 % para os trabalhadores com remuneração igual ou inferior a (euro) 750;

b) 1,5 % para os trabalhadores com remuneração superior a (euro) 750 e igual ou inferior a (euro) 920;

c) 1 % para os trabalhadores com remuneração superior a (euro) 920 e igual ou inferior a (euro) 1 400; --- d) 0,75 % para os trabalhadores com remuneração superior a (euro) 1 400 e igual ou inferior a (euro) 1 900; --- e) 0,5 % para os trabalhadores com remuneração superior a (euro) 1 900 e igual ou inferior a (euro) 2 800; --- f) 0,25 % para os trabalhadores com remuneração superior a (euro) 2 800. ---

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10 - Para as situações referidas nas alíneas a) a c) do número anterior, é assegurado um valor mínimo de (euro) 140.» ---

Nestes termos, e para os efeitos previstos no n.º 2 da referida norma legal, proponho à Câmara Municipal deliberar atribuir em 2018 o direito ao subsídio de insularidade aos trabalhadores em funções públicas em efetividade de serviço do Município de São Vicente.

Após análise e discussão, a proposta foi colocada à votação, tendo sido aprovada por unanimidade. ---Esta deliberação ficou registada com o n.º 45/2018 --- Ponto 4 – Análise, discussão e votação da Proposta n.º 57/PCM/2018, referente à comparticipação financeira à Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de São Vicente e Porto Moniz, para implementação do Plano Operacional de Combate aos Incêndios Florestais (POCIF), no período de 15 junho a 15 de outubro de 2018; --- Entrados neste ponto, o Senhor Presidente apresentou a seguinte proposta: --- A Associação dos Bombeiros Voluntários de São Vicente e Porto Moniz, através de ofício, com entrada registada em 18 de a junho de 2018, sob o n.º 2600/18 IDOK, dos serviços da Divisão de Gestão Financeira, solicita uma comparticipação financeira para cobrir despesas com implementação do Plano Operacional de Combate aos Incêndios Florestais (POCIF), no período de 15 junho a 15 de outubro de 2018, neste concelho; --- Atendendo que a Região Autónoma da Madeira tem enfrentado um conjunto de adversidades que, dias após dia testam as capacidades técnicas e operacionais da sua estrutura de proteção civil e dos agentes que a integram; --- Considerando que este apoio financeiro visa constituir um dispositivo em prontidão na Corporação de Bombeiros locais durante o período POCIF 2018, materializado por Equipas de Combate a Incêndios Florestais (ECIF), com objetivo de assegurar o patrulhamento, vigilância e detecção de focos florestais, bem como a imediata resposta de ataque inicial. ----

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Assim nos termos da alínea u) do n.º 1 do artigo 33.º da Lei n.º 75/2013 de 12 de setembro, na sua redação atual, propõe se à Câmara Municipal a atribuição de comparticipação financeira no valor de €7.200,00 (sete mil e duzentos euros), à Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de São Vicente e Porto Moniz, para cobrir despesas com implementação do Plano Operacional de Combate aos Incêndios Florestais (POCIF), no período de 15 junho a 15 de outubro de 2018, sendo que a despesa se encontra cabimentada pela proposta de cabimento n.º 725/2018 de 18/06/2018, com dotação económica 0103-040701, do projeto 2004/A/12 do Plano de Atividades, com fundos disponíveis previstos para o efeito. --- Após análise e discussão, a proposta foi colocada à votação, tendo sido aprovada por unanimidade. --- Esta deliberação ficou registada com o n.º 46/2018 --- Ponto 5 – Análise, discussão e votação da Proposta n.º 58/PCM/2018, referente à decisão de contratação – concurso de empreitada para a construção de cinco caminhos agrícolas no Concelho de São Vicente. --- Entrados neste ponto, o Senhor Presidente apresentou a seguinte proposta: --- A fundamentação da decisão de contratar - Tendo em vista a concretização da política de desenvolvimento de ações que visem apoiar o crescimento do sector agrícola do Município de São Vicente, designadamente no que concerne ao melhoramento das acessibilidades às quais se revestem de grande importância para a diminuição de custos de produção e para a melhoria da rentabilidade dos agricultores do concelho de São Vicente, torna-se necessário e imprescindível proceder à contratação da empreitada para a construção dos seguintes caminhos agrícolas: --- - Caminho Agrícola entre a Bica e o Aviceiro – São Vicente; --- - Caminho Agrícola entre o Sítio do Pomar, Achada do Castanheiro e Laranjeiras – Boaventura; ---

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- Caminho Agrícola do Lombo – São Vicente; --- - Caminho Agrícola do Lanço – São Vicente; --- - Caminho Agrícola do Miradouro – São Vicente; --- Acresce mencionar que os investimentos a efetuar foram objeto de candidaturas ao PRODERAM 2020, as quais mereceram aprovação. --- A decisão de contratar decorre, também, da inexistência de recursos e meio próprios para a execução das prestações objeto dos contratos a celebrar. --- A fundamentação do valor estimado do contrato - Nos termos do disposto no n.º 7, do artigo 17.º do CCP, o valor global estimado do contrato, tendo por base os orçamentos decorrentes de consulta ao mercado, é de € 3. 249. 484, 01 (três milhões, duzentos e quarenta e nove mil, quatrocentos e oitenta e quatro euros e um cêntimo), valor ao qual acrescerá o IVA à taxa legal aplicável, assim discriminado: --- Lote 1 – Caminho Agrícola entre a Bica e o Aviceiro – São Vicente: € 1.463.599,59; --- Lote 2 – Caminho Agrícola entre o Sítio do Pomar, Achada do Castanheiro e Laranjeiras – Boaventura: € 611.527,22; --- Lote 3 – Caminho Agrícola do Lombo – São Vicente: € 601.446,10; --- Lote 4 – Caminho Agrícola do Lanço – São Vicente: € 451.614,70; --- Lote 5 – Caminho Agrícola do Miradouro – São Vicente: € 121.296,40. --- As adjudicação por lotes - A adjudicação será efetuada por lotes, conforme decorre das peças do procedimento, ao abrigo do disposto no n.º 1, do artigo 46.º-A, do CCP. --- A fundamentação do preço base - Nos termos do disposto no n.º 3, do artigo 47.º do Código dos Contratos Públicos, na redação atual, o preço base global e o preço base de cada um dos lotes supra mencionados corresponde aos preços estimados dos contratos mencionados no ponto anterior, os quais decorrem dos preços de mercado, obtidos através de consulta efetuada pelos autores dos projetos. ---O preço anormalmente baixo - Nos termos do disposto no artigo 71.º do CCP é considerado

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preço anormalmente baixo o desvio percentual igual ou superior a 30% em relação à média dos preços das propostas a admitir apresentados para cada um dos cinco lotes. --- A necessidade de fixação do preço anormalmente baixo decorre do interesse e necessidade do Município de São Vicente, na qualidade de entidade adjudicante, em acautelar o bom e pontual cumprimento da empreitada, evitando a adjudicação a entidades contratantes por preços que comprometam a boa e regular execução do contrato. Esta necessidade sem reforçada pelo critério de adjudicação definido (proposta economicamente mais vantajosa para a entidade adjudicante determinada segundo a avaliação do preço ou custo enquanto único aspeto da execução dos contratos a celebrar), bem como pelo facto de estar em causa um concurso público sem prévia qualificação de candidatos. --- O critério utilizado assentou num desvio percentual em relação à média dos preços das propostas a admitir para cada um dos lotes, tendo, por sua vez, o preço base sido fixado após consulta ao mercado efetuada pelos autores dos projetos de execução que integram cada um dos cinco lotes. --- O órgão competente para a decisão de contratar corresponde ao órgão competente para autorizar a respetiva despesa, conforme decorre do previsto no n.º 1, do artigo 36.º do CCP. Nos termos do disposto da alínea f), do n.º 1, do artigo 33.º da Lei n.º 75/2013 de 12 de setembro, na sua atual redação, conjugado com a alínea f), do n.º 1, do artigo 14.º do Decreto-Lei 18/2008, de 29 de janeiro a qual manteve em vigor os artigos 16.º, 22.º e 29.º do Decreto-Lei n.º 197/99, de 8 de junho, os quais foram repristinados pela Resolução da Assembleia da República n.º 86/2011 de 11 de abril, conclui-se, ao abrigo da alínea b) do n.º 1, do artigo 18.º do referido Decreto-Lei 197/99, de 8 de junho, que a competência para autorizar a despesa é da Câmara Municipal, sem limite de valores. --- A fundamentação da decisão de escolha do procedimento - Considerando a regra geral da escolha do procedimento (prevista no artigo 18.º do CCP) e o valor máximo dos contratos a celebrar, verifica-se que para valores inferiores ao limiar referido na alínea a) do n.º 3, do

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artigo 474.º do Código dos Contratos Públicos, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 18/2008, de 29 de janeiro, alterado pelo Decreto-lei n.º 111-B/2017, de 31 de agosto e retificado pela Declaração n.º 42/2017, de 14 de fevereiro, o concurso público sem publicidade internacional é o procedimento exigido para formar os contratos, nos termos da alínea b) do n.º 1, do artigo 19.º do Código dos Contratos Públicos, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 18/2008, de 29 de janeiro, alterado pelo Decreto-lei n.º 111-B/2017, de 31 de agosto e retificado pela Declaração n.º 42/2017, de 14 de fevereiro. --- A aprovação das peças do procedimento - Ao abrigo do disposto na alínea c) do n.º 1, do artigo 40.º do CCP, no concurso público as peças do procedimento são as seguintes: --- - Anúncio; --- - Programa do Procedimento; e Caderno de Encargos. --- A aprovação das peças do procedimento, conforme decorre do n.º 2, do artigo 40.º do CCP, compete ao órgão competente para a decisão de contratar. --- Nesta conformidade, a Câmara Municipal delibera aprovar as peças do procedimento que se encontram em anexo e que fazem parte integrante da presente deliberação para todos os efeitos legais. --- A designação do júri - Nos termos do n.º1 do artigo 67.º do CCP, o júri deve ser constituído em número ímpar, por um mínimo de três membros efetivos, um dos quais preside, e dois suplentes, a designar pelo órgão competente para a decisão de contratar; --- Assim, tendo em conta o objeto contratual e os serviços municipais envolvidos, o júri pode ser constituído pelos seguintes elementos: ---

Função Nome Carreira / cargo

Presidente Inácio Caldeira Técnico Superior

Membros Efetivos

Helena Gouveia Técnico Superior

Carlos Gonçalves Técnico Superior

Membros Suplentes

Sílvio Barros Técnico Superior

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O critério de adjudicação é o critério da proposta economicamente mais vantajosa para a entidade adjudicante determinada segundo a avaliação do preço ou custo enquanto único aspeto da execução dos contratos a celebrar, nos termos do disposto na alínea b), do n.º 1, do artigo 74.º do CCP. --- A projeção plurianual de encargos - Os contratos referentes aos lotes 1 a 4 terão a duração de 12 meses, e o contrato referente ao lote 5 terá a duração de 6 meses, com a seguinte projeção plurianual de encargos estimados: ---

LOTE 1

REPARTIÇÃO PLURIANUAL (C/ IVA)

Rubrica Orçamental 2018 2019 2020 2021 TOTAL

0408/0701040801 €1.500,00 €17.715,00 €60.000.00 €100.000,00 €179.215,00 0408/0701040804 €682.284,00 €682.285,00 €0,00 €0,00 €1.364,569,00 Total €683.784,00 €700.000,00 €60.000,00 €100.000,00 €1.543,784,00

LOTE 2

REPARTIÇÃO PLURIANUAL (C/ IVA)

Rubrica Orçamental 2018 2019 2020 2021 TOTAL

0408/0701040801 €1.500,00 €25.000,00 €75.000.00 €0,00 €101.500,00

0408/0701040804 €272.894,00 €272.894,00 €0,00 €0,00 €545.788,00

Total €274.394,00 €297.894,00 €75.00,00 €0,00 €647,288,00

LOTE 3

REPARTIÇÃO PLURIANUAL (C/ IVA)

Rubrica Orçamental 2018 2019 2020 2021 TOTAL

0408/0701040801 €1.500,00 €56.745,00 €85.000.00 €5,00 €143.250,00

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Total €265.880,00 €321.124,00 €85.000,00 €5,00 €672,009,00

LOTE 4

REPARTIÇÃO PLURIANUAL (C/ IVA)

Rubrica Orçamental 2018 2019 2020 2021 TOTAL

0408/0701040801 €1.500,00 €127.679.00 €25.000,00 €0.00 €154.179,00

0408/0701040804 €212.322,00 €212.321,00 €0,00 €0,00 €424.643,00

Total €213.822,00 €340.000,00 €25.000,00 €0,00 €578.822,00

LOTE 5

REPARTIÇÃO PLURIANUAL (C/ IVA)

Rubrica Orçamental 2018 2019 2020 2021 TOTAL

0408/0701040801 €1.500,00 €11.302.00 €13.440,00 €0,00 €26.242,00

0408/0701040804 €58.700,00 €58.698,00 €0,00 €0,00 €117.398,00

Total €60.200,00 €70.000,00 €13.440,00 €0,00 €143.640,00

Nos termos do art.º 6.º n.º 1 alínea c) da Lei n.º 8/2012, de 21.02, na redação atual, que aprovou as regras para a assunção de compromissos e aos pagamentos em atraso das entidades públicas, a assunção de compromissos plurianuais está sujeita a autorização prévia da Assembleia Municipal (AM). --- A projeção plurianual da despesa pode ser autorizada pelo órgão deliberativo, aquando da aprovação das grandes opções do plano, de acordo com a previsão do artigo 12.º do DL n.º 127/2012, de 21.06, na redação atual. --- A 28 de dezembro de 2012 foi submetida e aprovada pela Assembleia Municipal proposta para que este órgão, para os efeitos previstos na alínea c), do n.º 1, do artigo 6.º da Lei n.º 8/12, de 21 de fevereiro, e do artigo 12.º do Decreto-Lei n.º 127/12, de 21 de junho, emitisse

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autorização prévia genérica favorável à assunção de compromissos plurianuais pela Câmara Municipal, nos casos seguintes: --- a) Resultem de planos ou programas plurianuais legalmente aprovados; --- b) Os seus encargos não excedam o limite de € 100.000,00 (cem mil euros) em cada um dos anos económicos seguintes ao da sua contratação e o prazo de execução de três anos. O plano plurianual de investimentos para os anos de 2018-2021 foi aprovado pela Câmara Municipal a 7 de dezembro de 2017, e pela Assembleia Municipal a 19 de dezembro de 2017, o qual contempla a construção dos caminhos agrícolas a que corresponde o lote 1 a 5, supra identificados conforme extrato em anexo do Plano, com repartição plurianual da despesa nos anos de 2018 a 2021, nos termos previstos nas tabelas supra, a suportar pelas seguintes rubricas orçamentais: --- - Lote 1, Caminho Agrícola entre a Bica e o Aviceiro – São Vicente, classificação da despesa orgânica 0408; económicas: 0701040801 e 0701040804, inscrito no PPI com o n.º 2016/I/9. - Lote 2, Caminho Agrícola entre o Sítio do Pomar, Achada do Castanheiro e Laranjeiras – Boaventura, classificação da despesa orgânica 0408; económicas: 0701040801 e 0701040804, inscrito no PPI com o n.º 2016/I/16. --- - Lote 3, Caminho Agrícola do Lombo - São Vicente, classificação da despesa orgânica 0408; económicas: 0701040801 e 0701040804, inscrito no PPI com o n.º 2016/I/5. --- - Lote 4, Caminho Agrícola do Lanço – São Vicente, classificação da despesa orgânica 0408; económicas: 0701040801 e 0701040804, inscrito no PPI com o n.º 2016/I/8. --- - Lote 5, Caminho Agrícola do Miradouro – São Vicente, classificação da despesa orgânica 0408; económicas: 0701040801 e 0701040804, inscrito no PPI com o n.º 2016/I/5. --- Relativamente ao cabimento orçamental a despesa prevista para o ano corrente tem cabimento nas rubricas 0408/0701040801 e 0408/0701040804, conforme informações de cabimento anexas. ---No que concerne à indicação do gestor dos contratos - Ao abrigo do disposto no artigo

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290.º-A do CCP indica-se como pessoa a ser designada gestor dos contratos Carlos José Gonçalves, Arquiteto, Técnico Superior. --- Da fixação do prazo de vigência dos contratos superior a 3 anos - Não aplicável. --- Na sequência da aprovação das presentes decisões, propõe-se que a Câmara Municipal proceda à revogação do ponto 4 da deliberação da Câmara Municipal consignada na ata da terceira reunião de 1 de fevereiro de 2018, mandato 2017-2021, bem como: --- - A decisão de contratar nos termos do artigo 36.º do CCP; --- - A escolha do procedimento no termos, da alínea b), do n.º 1 do artigo 19.º do CCP; --- - A adjudicação por lotes, nos termos do n.º 1 do artigo 46.º-A do CCP; --- - A aprovação das peças do procedimento, nos termos do n.º 2 do artigo 40.º do CCP; --- - A designação do júri, nos termos do n.º 1 do artigo 67.º do CCP; --- - A fixação do critério de adjudicação, nos termos da alínea b), do n.º 1 do artigo 74.º do CCP; --- - A fixação do preço anormalmente baixo quando as propostas apresentarem um desvio percentual igual ou superior a 30% em relação à média dos preços das propostas a admitir apresentados para cada um dos cinco lotes. --- Em anexo a esta ata e fazendo parte integrante da mesma encontram -se os seguintes anexos: --- I. Informação de Cabimento; --- II. Minuta de Anúncio; --- III. Programa do Procedimento; --- IV. Caderno de Encargos; --- V. Ata da Assembleia Municipal, datada de 28 de dezembro de 2012, com autorização prévia genérica favorável à assunção de compromissos plurianuais pela Câmara Municipal (e respetivo Edital); ---VI. Ata da Câmara Municipal de 7 de dezembro de 2017, e ata da Assembleia Municipal,

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datada de 19 de dezembro de 2017, que aprovou o Plano Plurianual de Investimentos para 2018. --- Após análise e discussão, a proposta foi colocada à votação, tendo sido aprovada por unanimidade. --- Esta deliberação ficou registada com o n.º 47/2018 --- Nada mais havendo a tratar, o Senhor Presidente da Câmara Municipal deu por encerrado este período e determinou a passagem ao período reservado ao público. --- --- PERÍODO RESERVADO AO PÚBLICO --- Entrados neste período e não se verificando publico presente deu-se por encerrado o mesmo. --- --- ENCERRAMENTO DOS TRABALHOS ---Terminados os trabalhos, por volta doze horas e trinta minutos e para constar, foi elaborada a presente ata, nela se contendo o resumo essencial do que de relevante ocorreu e foi deliberado nesta sessão, a qual, após ter sido lida em voz alta e achada conforme, foi aprovada por unanimidade. --- O Presidente da Câmara Municipal de São Vicente

-(José António Gonçalves Garcês)

O Vereador da Câmara Municipal de São Vicente

(Fernando Simão de Góis)

A Vereadora da Câmara Municipal de São Vicente

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O Vereador da Câmara Municipal de São Vicente -

(César Gregório Nóbrega Pereira)

A Vereadora da Câmara Municipal de São Vicente

-(Joana Rita Caldeira Martinho dos Santos)

O Técnico Superior da Divisão Administrativa e Financeira -

Referências

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