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XVII Congresso Nacional de Administração e Contabilidade - AdCont e 29 de outubro de Rio de Janeiro, RJ

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Academic year: 2021

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1 Gerenciamento Da Despesa Dos Tributos Sobre O Lucro E As Expectativas Dos

Analistas Financeiros No Mercado De Capitais Brasileiro

Luisa Tomi Yanaguibashi Leal

Programa de Pós-Graduação em Ciências Contábeis – UFPB tomileal@hotmail.com

Sandriele Leite Mota

Programa de Pós-Graduação em Ciências Contábeis – UFPB sandriele.leite@hotmail.com

Edilson Paulo

Programa de Pós-Graduação em Ciências Contábeis – UFPB e.paulo@uol.com.br

RESUMO

Este estudo teve por objetivo verificar se as empresas brasileiras negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa) utilizam as despesas com tributos para gerenciar resultados visando superar ou atingir o consenso dos analistas. Segundo Brown e Caylor (2003), a partir dos anos 90, o foco dos gestores passou a ser o de atingir ou ultrapassar as expectativas dos analistas. Os analistas de mercado são importantes agentes informacionais, podendo influenciar nas expectativas do mercado acerca das performances das empresas. Diante disso, os gestores se atentam a superar ou atingir suas previsões, muitas vezes se utilizando de ferramentas como o gerenciamento de resultados contábeis. A literatura tem apontado o gerenciamento da despesa de tributos sobre o lucro como a última oportunidade para o gestor, haja vista é uma das últimas contas a serem encerradas antes do anúncio dos lucros do período. Com base em Dhaliwal, Gleason e Mills (2004), procedeu-se a análise de dados em painel, composto por 50 empresas, no período de 2008 a 2014, perfazendo 350 observações. Os resultados da pesquisa corroboraram a hipótese esperada, podendo-se inferir que as empresas negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa), acompanhadas por analistas no período analisado, se utilizam de despesas com tributos no último trimestre nos exercícios, como forma de gerenciar seus resultados visando se alinhar a previsão dos analistas.

PALAVRAS-CHAVE: Previsão dos analistas; Gerenciamento de resultados; Despesas de

tributos sobre o lucro.

1 INTRODUÇÃO

O mercado de capitais aloca recursos e julga performances (Parfet, 2000), o que se configura um incentivo para que os gestores ajam de maneira a apresentarem o melhor desempenho possível da firma ao mercado. Nesse contexto, os gestores devem estar atentos à tomada de decisões, se adaptando às diversas situações em que é possível manejar informações contábeis buscando atender os melhores resultados para a entidade (Mota et al, 2015). De acordo com Martinez (2001), os gestores podem utilizar práticas de gerenciamento de resultados contábeis (earnings management), objetivando atender as metas de lucratividade impostas pelas partes relacionadas (stakeholders) decorrentes de incentivos. Nesse sentido, tem-se que, a partir dos anos 90, o foco dos gestores mudou de evitar perdas ou quedas nos lucros, para atingir ou ultrapassar as expectativas dos analistas de mercado (BROWN; CAYLOR, 2003)

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Os analistas de mercado são considerados importantes agentes informacionais, que se destacam no papel de consolidar as expectativas do mercado. De acordo com Degeorge, Patel e Zeckhauser (1999) e Bartov, Givoly e Hayn (2000), dentre as motivações que levam os gestores a buscarem se alinhar aos analistas, estão a possibilidade de haverem benefícios incrementais para aqueles que ultrapassam as expectativas, ao invés de apenas alcançarem as previsões dos analistas, ou seja, o alinhamento pode associar-se a maximização dos preços das ações no mercado; devido aos lucros possuírem uma certa parcela de incerteza quanto ao seu valor final, as firmas devem estabelecer um valor alvo para pequena surpresa positiva, ao invés de lucro zero para reduzir o risco de divulgar uma surpresa negativa; fomentar a credibilidade da administração em atingir as expectativas de seus provedores de capital (acionistas e credores), e a busca de evitar custos de litígios que podem surgir mediante surpresas negativas nos lucros.

Dhaliwal, Gleason e Mills (2004) sugerem que a despesa com impostos sobre lucros encontra-se um contexto interessante para se explorar a questão do earnings management, por ser uma conta comum a praticamente todas as empresas, mesmo de diferentes setores, e por conter um nível suficiente de discricionariedade dos gestores que gera assimetria informacional entre o gestor e o acionista, que segundo Schipper (1989), são características imprescindíveis no que tange à oportunidade para gerenciamento de resultados.

Internacionalmente, destacam-se os estudos de Dhaliwal, Gleason e Mills (2004) e Gleason e Mills (2008). Dhaliwal et al(2004) utilizaram a pressuposição de que a despesa tributária figura como a “última oportunidade” de gerenciamento do resultado, por ser uma das últimas contas a serem encerradas antes da conclusão das demonstrações contábeis e do anúncio dos resultados do período. Já em Gleason e Mills (2008), o background considerou de antemão a existência do gerenciamento de resultados para fins de atingimento de previsões de analistas, e buscou testar a hipótese de que as variações na despesa com tributos necessárias para alcance da previsão de analistas seriam tão persistentes quanto as variações de quaisquer outras despesas, foi rejeitada, e constatado com análises adicionais que o impacto no lucro dessa redução de persistência da variação de despesa gerenciada seria percebida e penalizada pelo mercado.

Dentre os estudos brasileiros que buscaram relações entre a previsão dos analistas e o gerenciamento de resultados destacam-se os trabalhos de Martinez (2004) e Mota et al. (2015). Martinez (2004) buscou analisar o conteúdo informativo do anúncio de resultados contábeis às expectativas dos analistas no mercado de capitais brasileiro, no período de 1996 a 2003, e pôde constatar que o mercado nacional reage de modo significativo a surpresa nos resultados das empresas, observando ainda que o mercado parece antecipar as surpresas negativas. E mais recentemente, Mota et al(2015) realizaram um estudo objetivando analisar se há gerenciamento de resultados entre empresas que atingiram ou não o lucro previsto por esses analistas, com dados dos trimestres de 2011 ao terceiro trimestre de 2014, cujo principal achado foram evidências de que as empresas brasileiras utilizam de gerenciamento de resultados para atingir o lucro previsto por analistas de mercado.

Diante do exposto e ressaltada a importância da previsão dos analistas no mercado de capitais surge o seguinte problema da pesquisa: As empresas brasileiras utilizam as despesas

de impostos sobre o lucro para gerenciar seus resultados contábeis com o intuito de superar e/ou atingir as expectativas dos analistas? Assim sendo, este estudo objetivou verificar se as

empresas brasileiras negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa) se utilizam das despesas com impostos para gerenciar resultados visando superar ou atingir o consenso dos analistas.

Os estudos brasileiros que investigaram a relação entre o gerenciamento de resultados e as expectativas dos analistas, destacando-se os citados anteriormente, se utilizaram dos accruals discricionários como proxy para o gerenciamento de resultados. Isto posto, este estudo visa contribuir com essa literatura abordando especificamente a manipulação dos tributos sobre o lucro, sob a ótica de que essa conta configuraria uma “última oportunidade” de gerenciamento

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do resultado, por ser uma das últimas contas a serem encerradas antes do anúncio (DHALIWAL et al, 2004). Ou seja, seria uma ferramenta de gerenciamento passível de ser utilizada ainda posteriormente ao gerenciamento por accruals discricionários – não sendo captada pela estimação desses elementos. E considerando a representatividade do ônus dos tributos sobre o lucro nos resultados das empresas brasileiras, pode-se supor o fortalecimento do incentivo ao gestor de gerenciar esse elemento como maneira de atingir os resultados desejados.

2. REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 Previsão dos analistas

Os analistas de mercado são profissionais qualificados que utilizam e produzem informações com o objetivo de avaliar empresas ou setores para identificar bons investimentos (Martinez, 2004a), e assim, auxiliar investidores na seleção e no gerenciamento de seus investimentos (BOFF et al, 2006).

Os analistas financeiros atuam no mercado de ações de forma influente considerando sua capacidade de previsão quanto às variações das ações, sendo considerados importantes agentes informacionais. Na prática, estes profissionais avaliam o desempenho e as prospecções para o futuro das empresas cotadas na bolsa de valores quando coletam e processam as informações das empresas e seus gestores e divulgam junto aos investidores; ou seja, as informações são o fator de produção e a análise e interpretação dos dados é o produto final (MARTINEZ, 2004).

Adicionalmente, pode-se afirmar que os analistas possuem o papel de consolidar as expectativas de mercado sobre os resultados futuros da empresa. Consequentemente, suas previsões afetam o ambiente de informação e influenciam o nível e a variabilidade de preços dos títulos (KOTHARI, 2001; MARTINEZ, 2004).

De acordo com Degeorge, Patel e Zeckhauser (1999) e Bartov, Givoly e Hayn (2000), dentre as motivações que levam os gestores a buscarem se alinhar aos analistas, estão a possibilidade de haverem benefícios incrementais para aqueles que ultrapassam ao invés de apenas alcançarem as previsões dos analistas, ou seja, o alinhamento pode associar-se a maximização dos preços das ações no mercado; devido aos lucros possuírem uma certa parcela de incerteza quanto ao seu valor final, as firmas devem estabelecer um valor alvo para pequena surpresa positiva, ao invés de lucro zero para reduzir o risco de divulgar uma surpresa negativa; fomentar a credibilidade da administração em atingir as expectativas de seus provedores de capital (acionistas e credores), e a busca de evitar custos de litígios que podem surgir mediante surpresas negativas nos lucros.

Isto posto, tem-se que meeting (surpresa zero) or beating (surpresa positiva) as previsões dos analistas é um fator bastante consolidado na cultura corporativa atualmente, e tem tido sua importância em contribuir com a relevância da informação dos lucros para avaliação de empresas (BARTOV; GIVOLY; HAYN, 2000), onde as empresas são levadas a atender as previsões dos analistas evitando surpresas negativas após a divulgação dos resultados, de modo a construir uma boa reputação no mercado; a partir da qual, segundo Shapiro (1983), possam obter maior valorização de seus ativos. Kasznik e Mcnichols (2002) e Dalmácio (2009) afirmaram que empresas que conseguem alcançar às expectativas dos analistas obtêm melhores retornos em comparação a empresas que não alcançam os resultados estimados pelos analistas; onde as empresas que alcançam, com precisão, as estimativas dos analistas de mercado são premiadas com um excesso de retorno. Quando o resultado anunciado é diferente das expectativas do mercado, o preço da ação reage à divulgação.

Internacionalmente, algumas pesquisas como Skinner e Sloan (2001) e Kinney e Burgstahler e Martin (2002) demonstraram perdas significantes nas cotações associadas até mesmo com pequenas surpresas negativas dos lucros em relação as previsões dos analistas; outras como Bartov, Givoly e Hayn (2002), DeFond e Park (2000), Kasznik e McNichols (2000) e Lopez e Rees (2000) apresentam evidências de reações positivas do mercado a atingimento ou superação de previsões de analistas.

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Já no contexto brasileiro, Martinez (2004) buscou analisar o conteúdo informativo do anúncio de resultados contábeis às expectativas dos analistas no mercado de capitais brasileiro, no período de 1996 a 2003, e pôde constatar que o mercado nacional reage de modo significativo a surpresa nos resultados das empresas, observando ainda que o mercado parece antecipar as surpresas negativas.

E mais recentemente, Mota et al (2015) realizaram um estudo objetivando analisar se há gerenciamento de resultados entre empresas que atingiram ou não o lucro previsto por esses analistas, com dados dos trimestres de 2011 ao terceiro trimestre de 2014, cujo principal achado foram evidências de que as empresas brasileiras utilizam de gerenciamento de resultados para atingir o lucro previsto por analistas de mercado.

2.2 Gerenciamento de resultados e a despesa de impostos sobre o lucro

Dechow e Skinner (2000) afirmam que gestores possuem fortes incentivos para atingir

benchmarks. A literatura contábil tem documentado que as empresas empregam diversas

estratégias para atingir ou superar essas expectativas, dentre elas o gerenciamento de resultados contábeis (DECHOW et al, 1999), onde o gestor atuará com discricionariedade, dentro do limite das normas contábeis, optando por práticas que venham a produzir o nível desejado de resultados a serem divulgados (SCHIPPER, 1989; PAULO; MARTINS; CORRAR, 2007).

Bartov e Cohen (2007) resgatam que essas estratégias podem ser alocadas em três grupos principais: o gerenciamento por meio de accruals, o “real” ou por transações, e o que gerencia as expectativas dos analistas.

Dentre as pesquisas nesse sentido, pode-se destacar a de Burgstahler e Eames (2006), cujo estudo corroborou com achados prévios de que gestores evitam surpresas negativas de lucros, ou seja, que seus resultados divulgados estejam abaixo da previsão dos analistas; mais especificamente, foram encontradas evidências empíricas em duas vertentes: i) gerenciamento para cima dos lucros reportados e (ii) gerenciamento para baixo das previsões dos analistas para computar lucro zero ou pequenas surpresas positivas. Análises adicionais dos componentes do gerenciamento de lucros sugerem que tanto os fluxos de caixa operacionais quando os accruals discricionários são gerenciamentos.

O conceito de gerenciamento de resultados foi bastante discutido por diversos autores na literatura levando em consideração as informações encontradas nos demonstrativos contábeis, destacando-se a abordagem teórica de Schipper (1989) que afirma que gestores têm informações privilegiadas que podem ser usadas nas escolhas contábeis; e Healy e Wahlen (1999), que estabelecem que o gerenciamento de resultados ocorre quando gestores utilizam suas opiniões acerca dos relatórios financeiros para alterar o retorno das informações com o objetivo de induzir ao erro as partes interessadas no negócio buscando influenciar resultados contratuais, sob determinadas motivações. Martinez (2001), resume a ideia dos autores supracitados, sugerindo que o earnings management caracteriza-se pela alteração de maneira intencional buscando atender motivações particulares.

Como comentado anteriormente, o oportunismo dos gestores e a assimetria informacional entre gestores e investidores são os “vetores” do gerenciamento de resultados, sendo este podendo ser veiculado dentro das mais diversas motivações (NAKAO; REZENDE, 2012). Essas motivações agrupam-se em três grupos principais, conforme apontam Healy e Wahlen (1999): i) Motivações envolvendo o mercado de capitais; ii) Motivações contratuais, e; iii) Motivações regulatórias.

Em suma, os incentivos para gerenciamento de resultados surgem do mercado para que executivos decidam sobre a contabilidade, de modo que mantenham as expetativas em alta do valor de mercado sobre o valor contábil das firmas (ALMEIDA; LOPES; CORRAR, 2011). Dentre essas motivações, DeGeorge, Patel e Zeckhauser (1999, p.8) consideram que os três principais incentivos para que os executivos gerenciem seus resultados são: i) Reportar lucros próximos das previsões dos analistas sobre o lucro por ação; ii) Sustentar um desempenho recente ou suavizar resultados; iii) Divulgar lucros positivos.

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A literatura contábil sobre o tema considera que os accruals discricionários seriam uma proxy para gerenciamento de resultados, podendo ser estudados basicamente de duas maneiras: agregada ou específica. Este último busca identificar quais os itens poderiam estar sendo utilizados com fins de gerenciamento, categoria na qual se encaixa o presente estudo.

Segundo Shipper (1989), a despesa com impostos atende a condição necessária para gerenciamento de resultados, que é haver assimetria informacional entre as partes, no caso, gestor e acionista. Posto isto, tem-se que o gerenciamento de tributos pode ser entendido como uma redução da carga tributária sobre o lucro líquido das empresas, por meios legais, obtida pela exploração das fragilidades da própria norma tributária (FORMIGONI; ANTUNES; PAULO, 2009; FORMIGONI et al, 2012). Scholes et al(2004) classificam as práticas de planejamento tributário em três categorias: i) convertendo os tipos de resultados, em termos de natureza, como natureza de receita, dos custos ou a maneira pela qual os lucros foram distribuídos; ii) alternando o resultado de um “bolso” para outro (“shifting income from one

pocket to another”), que ocorre no processo de reconhecimento desse resultado, que para fins

de planejamento, pode ser alternado por meio de criação de novas empresas no grupo, ou de jurisdição do empreendimento, e; iii) mudando o resultado de um período para outro, em que se utiliza a questão do diferimento ou da antecipação de débitos e créditos, respectivamente, ou ainda, alterando o regime entre caixa e competência.

Estudos como os de Dhaliwal, Gleason e Mills (2004) e Gleason e Mills (2008) forneceram evidências de que a manipulação praticada pelos gestores através dos demonstrativos contábeis pode ser direcionada à despesa de impostos, sendo utilizada como meio para alcançar ou superar as expectativas dos analistas.

Dhaliwal et al (2004) utilizaram a pressuposição de que a despesa tributária figura como a “última oportunidade” de gerenciamento do resultado, por ser uma das últimas contas a serem encerradas antes do anúncio dos lucros. Já em Gleason e Mills (2008), o background considerou de antemão a existência do gerenciamento de resultados para fins de atingimento de previsões de analistas, e buscou testar a hipótese de que as variações na despesa de tributos necessárias para alcance da previsão de analistas seriam tão persistentes quanto as variações de quaisquer outras despesas, que foi rejeitada, e constatado com análises adicionais que o impacto no lucro dessa redução de persistência da variação de despesa gerenciada seria percebida e penalizada pelo mercado.

Discute-se que a despesa com impostos é relevante no que tange a estudos de gerenciamento de resultados por ser uma conta comum a praticamente todas as empresas, mesmo de diferentes setores, e por conter um nível suficiente de discricionariedade dos gestores. Apesar das mudanças na taxa efetiva de impostos serem perceptíveis a partir da demonstração de resultados, a despesa de tributos ainda se configura complexa para os analistas entenderem e preverem, tendo em vista a discricionariedade oriunda da intepretação das leis tributárias e das escolhas dos gestores (PLUMLEE, 2003).

Com base em Schipper (1989), essa complexidade é oriunda do conjunto complexo de informações que compõe essa despesa, em que citam tributos estrangeiros, créditos tributários, obrigações locais e estaduais, incentivos tributários de exportação, capitalização de goodwill e subsequente amortização, além de contingências tributários e reinvestimento constante de lucros gerados no exterior (DHALIWAL et al, 2004).

Consequentemente, gera-se a dificuldade de estimação precisa da taxa efetiva de tributos em grandes empresas, considerando usuários externos. Além disso, os dados dos tributos não podem ser totalmente divulgados sem custos pois a autoridade tributária poderia requerer maiores exigências (SCHIPPER, 1989), no sentido de que reduziria ou mitigaria totalmente as oportunidades de planejamento tributários das empresas.

No Brasil, o sistema tributário é regulamentado através do decreto nº 3.000 de 26/03/1999 que trata da tributação das pessoas jurídicas dispondo que o imposto de renda pode ser apurado pelos regimes de lucro presumido, lucro real e lucro arbitrado e Sistema Integrado

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de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte – SIMPLES.

Mais especificamente as companhias abertas baseiam-se no regime de lucro real em virtude do valor da receita bruta anual. Pelo método do lucro real, o imposto de renda da pessoa jurídica e a contribuição social sobre o lucro líquido são calculados a partir do lucro contábil, sobre o qual são feitas adições e exclusões determinadas pela legislação específica, apurando-se, dessa forma, o lucro real ou lucro tributável e a base de cálculo da contribuição social.

Cabe ressaltar uma das atualizações mais recentes na legislação brasileira através da Lei nº 12.973/14 que trouxe diversas mudanças a tributação como a extinção do Regime Tributário de Transição (RTT), além de estabelecer uma nova realidade quanto aos tributos corporativos onde a legislação societária, convergida às normas e padrões internacionais pela Lei 11.638/2007, torna-se a base para a apuração do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), ambos os impostos incidentes sobre os lucros.

A partir desse contexto e considerando-se as atualizações mais recentes quanto a legislação tributária brasileira o presente estudo considerou somente as empresas que apuram o imposto de renda com base no lucro real, pois essa forma de tributação propicia eventual manipulação dos números contábeis, baseado na hipótese levantada por Dhaliwal, Gleason e Mills (2004).

3 METODOLOGIA 3.1 População e amostra

A amostra da pesquisa é constituída de empresas de capital aberto listadas na BM&FBovespa e que possuíam cobertura dos analistas durante os anos de 2008 a 2014. O ano de 2008 foi escolhido por ser o marco em que se iniciou o alinhamento do Brasil às normas de contabilidade internacional.

Os dados necessários para o desenvolvimento desta pesquisa foram coletados da base dados da Thomson Reuters®.

3.2 Metodologia

O tratamento dos dados foi procedido em duas fases: na primeira (3.2.1), buscou-se evidências da relação entre uso da despesa tributária para gerenciamento de resultados e as previsões dos analistas, a partir do modelo utilizado por Dhaliwal et al (2004); e na segunda (3.2.2), como análise adicional, testou-se a persistência da variação da despesa tributária, com base em Gleason e Mills (2008).

3.2.1 Gerenciamento da Despesa de Tributos e Previsão dos Analistas

Constituindo a primeira fase, o modelo utilizado possui por base o estudo de Dhaliwal, Gleason e Mills (2004), que incorpora as proxies para o gerenciamento da despesa de tributos (ΔEtr4) e a diferença (Miss_Amount) entre o lucro alvo (consenso dos analistas) e a ausência do gerenciamento da despesa tributária (lucros antes dos tributos ajustados pela EtrQ3), e possui a seguinte estrutura:

ΔEtr4i,t = α0 + α1Missi,t + α2Miss_Amounti,t + α3Missi,t*Miss_Amounti,t + α6EtrQ3i,t + α7-

α10Accruals + εi,t (1)

Em que:

ΔEtr4i,t é a variação entre a ETR do terceiro e quarto trimestre do ano t da empresa i, , onde a

ETR é definido como a despesa tributária acumulada do trimestre divido pelo lucro acumulado antes dos tributos. É a proxy para o gerenciamento da despesa tributária;

Missi,t é uma variável dummy que assume 1 quando Miss_Amount >0, e 0 nas demais situações.

Com base em Dhaliwal, Gleason e Mills (2004), diferenças de até cinco centavos não serão consideradas significantes;

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Miss_Amounti,t é o consenso dos analistas menos o lucro sem gerenciamento por meio da

despesa tributária (lucro antes dos impostos x (1-EtrQ3/número de ações) para cálculo do EPS (lucro por ação);

Missi,t*Miss_Amounti,t é a variável interação entre a dummy Miss e o montante do

Miss_Amount;

EtrQ3i,t é a ETR do terceiro trimestre;

Accruals representa os accruals das empresas ponderados pelo lucro antes dos impostos. Os

accruals foram calculados com base em Sloan (1996);

εi,t é o erro da regressão.

O gerenciamento a partir da despesa com impostos foi medido através da diferença entre a taxa de impostos anual do fim do exercício e a taxa anual estimada apresentada no terceiro trimestre. De acordo com Dhaliwal, Gleason e Mills (2004), essa metodologia é válida haja vista a taxa do terceiro trimestre é uma estimativa anual que engloba a planificação da taxa que efetivamente será cobrada ao fim do exercício; caracterizando, portanto, um substituto apropriado para a taxa efetiva de impostos não gerenciado.

Como proxy para lucro alvo, utilizou-se o último consenso dos analistas, anterior ao anúncio dos lucros anuais. Por essa medida, se supôs a ausência do gerenciamento dos tributos, sendo equivalente ao resultado que seria apresentado pela empresa caso se utilizasse apenas de seus benefícios tributários reais, e que a taxa de impostos não houvesse sido sujeita a gerenciamentos; ou seja, correspondesse àquela apresentada no terceiro trimestre.

A variável accruals foi inserida como variável de controle, pois não houve separação das empresas por setores.

Espera-se que o ΔEtr4 seja negativamente relacionado com o Miss_Amount; que a variável interação Miss*Miss_Amount possua o coeficiente negativo, pois as empresas possuem incentivo para atingir o lucro alvo.

3.2.2 Análise da Persistência da Variação da Despesa com Tributos

Num segundo momento, adicionalmente, analisou-se a persistência da variação da despesa tributária do terceiro trimestre para o quarto trimestre, com base na metodologia utilizada por Gleason e Mills (2008).

Considerando que essa despesa foi utilizada para fins de gerenciamento de resultados visando alinhá-lo a previsão dos analistas, espera-se que o efeito da mudança da ETR do quarto trimestre do lucro seja menos persistente do que o lucro antes dos impostos e a despesa com tributos baseados na taxa do terceiro trimestre (GLEASON; MILLS, 2008). Para tanto, os autores adaptaram o método de Schmidt (2006), que estima a persistência das variações do componente tributário dos lucros (TCC – Tax Component of Earnings) do período t em relação a t+1, resultando no modelo expresso pela equação (2), que estima a relação entre o lucro líquido do período subsequente e o lucro do período corrente, particionado entre lucros sem mudanças nos tributos e a variação do componente tributário a partir da seguinte equação:

EARN_TAi,t+1 = β0 + β1Earnings_ETRq4_TAi,t + β2 TCC_TAi,t + εi, t+1 (2)

Em que:

EARN_TAi,t+1 é o lucro anual [EARN_TAi,t+1 = PTE i,t+1 (1-ETRi, t+1)]; onde PTE é o lucro

antes dos tributos e ETR é a taxa efetiva anual;

Earnings_ETRq4_TAi,t é o lucro antes das variações da taxa de tributos do quarto trimestre,

calculado por [PTEi,t (1-ETRQ4i,t)];

TCC_TA é o montante de lucros do período que mudou devido a variação de taxas entre o terceiro e quarto período, sendo calculado por [PTEi,t (ETRQ3i,t - ETRQ4i,t)]. O parâmetro

sendo igual, menor ou maior que zero, será interpretado como um TCC_TA permanente, transitório ou em crescimento, respectivamente.

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Diante disso, o resultado esperado é que as variações na despesa tributária cujo objetivo foi atingir a previsão dos analistas sejam menos persistentes que quaisquer outras variações em componentes não tributários.

4 ANÁLISE DOS RESULTADOS

Para a estimação da primeira fase da metodologia, a amostra final foi de 50 empresas, no período de 2008 a 2014, perfazendo um total de 350 observações. A Tabela 1 traz as informações da estatística descritiva das variáveis da pesquisa:

Tabela 1: Estatística Descritiva

ΔEtr4 Miss Miss_Amount Miss*Miss_Amount Etrq3 Accruals Média -864181,4 0,6800 1,48E+09 1,46 e+09 1641733 -1,20E+09 Mediana -50,6176 1,0000 264,8790 26,5294 1611713

-1,15E+07 Máximo 8,50E+07 1,0000 9,87E+09 9,87 e+09 4,87 e+07 8,23E+09 Mínimo -4,87E+07 0,0000 -8,54E+09 0,0000 -8,12E+07

-9,90E+09 Desvio

Padrão 6752844 0,4671 2,71E+09 2,42 e+09 7847168 2,84E+09 Assimetria 3,9450 -0,7717 0,9630 1,6914 -5,3298 -1,3826 Curtose 86,5411 1,5956 4,7818 4,8453 79,6936 5,2148 Fonte: Dados da pesquisa

A partir da Tabela 1, é possível observar que a média da variável ΔEtr4, que se calcula subtraindo a ETR do quarto trimestre pela do terceiro, apresenta sinal negativo. Ou seja, na média, a taxa efetiva de tributos é reduzido do terceiro para o quarto trimestre. Além disso, a distanciamento entre a média e a mediana, bem como o desvio padrão, sugere que há bastante variabilidade dos dados dessa amostra.

A variável Miss_Amount apresentou média bem acima de zero, ao contrário do esperado, haja vista ela representa o montante com o qual o lucro por ação da empresa se distanciou daquele previsto pelos analistas, então, esperava-se que fossem números pequenos, próximos a zero. Nenhuma das variáveis apresentou normalidade.

As correlações observadas na Tabela 2, podem indicar o sentido ou direção em que as variáveis se apresentam conjuntamente.

Tabela 2: Correlações

ΔEtr4 Miss Miss_Amount Miss*Miss_Amount Etrq3 Accruals

ΔEtr4 1

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9 Miss_Amount -0,1313 0,4707 1

Miss*Miss_Amount -0,0819 0,4146 0,7713 1

Etrq3 -0,6332 0,0782 0,0650 0,0220 1

Accruals -0,0208 0,0091 -0,0864 -0,0575 0,0795 1

Fonte: Dados da pesquisa

As correlações apontam de antemão que a relação entre as variáveis Miss_Amount e Miss*Miss_Amount e a variável dependente ΔEtr4 apresenta sinal negativo, como a teoria pressupõe.

Por se tratar de dados em painel, foram realizados testes de verificação prévios para a escolha do método de estimação mais adequado para os dados, se seria efeitos fixos, efeitos aleatórios ou pooled. Primeiramente, procedeu-se com o teste de Chow, cuja hipótese é que o modelo restrito (pooled) é melhor do que o irrestrito (efeitos fixos). O p-valor observado foi de 0.0035, rejeitando a hipótese nula, portanto, conclui-se que o modelo de efeitos fixos é mais adequado. O segundo teste de verificação foi o teste de Hausman, cuja hipótese nula é que o modelo de efeitos aleatórios é melhor que o de efeitos fixos. O p-valor observado foi de 0.0473, rejeitando a hipótese nula, corroborando que o modelo de efeitos fixos seria mais adequado para a estimação do modelo 1.

Após a estimação por modelo de efeitos fixos, foram realizados testes para verificação de autocorrelação, a partir do teste de Wooldrigde, e de heterocedasticidade, pelo teste de Wald para painel fixo. Foi observado a presença de heterocedasticidade, que foi corrigida por

bootstrap. As saídas das estimações do modelo 1, com e sem correção, e os testes de verificação

estão apresentadas na tabela 3.

Tabela 3: Estimações do modelo 1

ΔEtr4 Coef p-valor ΔEtr4 Bootstrap Coef p-valor Miss -1154908 0,2970 Miss -1154908 0,2580 Miss_Amount -0,0030 0,0830 Miss_Amount -0,0030 0,0630 Miss*Miss_Amount -0,0001 0,6960 Miss*Miss_Amount -0,0001 0,6800 Etrq3 -0,5223 0,0000 Etrq3 -0,5223 0,0400 Accruals -0,0001 0,3070 Accruals -0,0001 0,1930 Constante 1165198 0,1400 Constante 1165198 0,1520 Within 0,4360 Between 0,2002 Overall 0,3860

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10 Wald Modificado 0,000

Wooldridge 0,2713 Fonte: Dados da Pesquisa

Esperava-se, conforme a teoria pertinente, que o ΔEtr4 fosse negativamente relacionado com o Miss_Amount e que a variável interação Miss*Miss_Amount possuisse o coeficiente negativo. A variável Miss_Amount correspondeu com o resultado esperado, porém com significância estatística à nível de 10%, e um coeficiente pequeno. Por outro lado, a variável interação Miss*Miss_Amount, apesar de ter apontado o sinal esperado, não apresentou significância estatística.

Adicionalmente, analisou-se a variável Etrq3. A pesquisa utilizou-se dessa medida como proxy para lucro não gerenciado; portanto, esperava-se que também fosse obtido um coeficiente de sinal negativo, haja vista a variável dependente ΔEtr4 é proxy para lucros gerenciados. Sob essa perspectiva, a teoria foi confirmada pois o coeficiente obtido do modelo foi negativo e com significância estatística a nível de 5%.

Quanto a segunda análise da pesquisa, foi examinar a persistência da variação da despesa de tributos do terceiro trimestre para o quarto trimestre. A amostra total correspondeu a 119 empresas, totalizando 833 observações. A estimação se deu por regressão quantílica na mediana, por ser mais robusta para outliers, dado que os dados não foram padronizados, e, portanto, mantiveram sua heterogeneidade.

Tabela 4 – Resultado Modelo 2

EARN_TA coef p-valor

Earnings_ETRQ3 2,4536 0,0000

TCC_TA -0,0046 0,0000

Constante -7,68E+09 0,0000 Fonte: Dados da Pesquisa

No que tange a análise do modelo de persistência da variação do componente tributário, conforme observado no estudo de Gleason e Mills (2008), o resultado esperado é que as variações na despesa tributária cujo objetivo foi atingir a previsão dos analistas sejam menos persistentes que quaisquer outras variações em componentes não tributários. Ou seja, espera-se que a variável Earnings_ETRQ3 apresentasse um coeficiente maior do que o da variável TCC_TA. E num segundo momento, analisou-se a variável TCC_TA isoladamente, cuja interpretação foi: o coeficiente sendo igual, menor ou maior que zero, será interpretado como um TCC_TA permanente, transitório ou em crescimento, respectivamente.

Ambas as variáveis foram estatisticamente significantes à nível de 1%. Quanto a análise comparativa, observou-se que Earnings_ETRQ3 apresentou uma persistência maior do que o da variável TCC_TA, com um coeficiente de 2,4536, inclusive maior do que o apresentado por Gleason e Mills (2008), corroborando com o resultado esperado.

E quanto a análise específica da variável TCC_TA, observou-se um coeficiente -0,0046, menor que 0, o que sugere que a variação do componente tributário dos lucros do terceiro para

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o quarto trimestre possui característica transitória. Essas evidências corroboram os achados de Gleason e Mills (2008), que observaram que a persistência das variações na despesa tributária cujo objetivo foi atingir a previsão dos analistas é menos persistente que quaisquer outras variações em componentes não tributários.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A presente pesquisa teve por objetivo verificar se as empresas brasileiras negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa) se utilizam das despesas com impostos para gerenciar resultados visando atingir o consenso dos analistas.

Os principais resultados forneceram evidências de que há gerenciamento de despesa de tributos nas empresas da amostra, a partir de variações transitórias das taxas efetivas de tributos do terceiro para o quarto período, conforme metodologia de Dhaliwal et al (2004) e Gleason e Mills (2008). Entretanto, a relação desse gerenciamento com o objetivo de atingir a expectativa de analistas foi inconclusivo, pois na estimação do primeiro modelo proposto, por Dhaliwal et

al(2004), apesar de os coeficientes da variável Miss_Amount terem corroborado o resultado

esperado, apresentou significância estatística apenas à nível de 10%, e um coeficiente pequeno, e, adicionalmente, a variável interação Miss*Miss_Amount, apesar de ter apontado o sinal esperado, não apresentou significância estatística; já no segundo modelo, o resultado esperado também foi alcançado com a constatação da persistência reduzida do componente tributário, entretanto, o modelo tem por premissa de que há de fato gerenciamento, o que não pode ser confirmado com robustez a partir do primeiro modelo utilizado neste estudo.

A principal limitação do estudo é que os resultados se restringem à amostra analisada de 50 empresas que negociam ações na BMeFBovespa durante o período delimitado, não permitindo que os resultados se estendam a totalidade das empresas de capital aberto.

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