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RELATÓRIO ANUAL DE GESTÃO DE 2010

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RELATÓRIO ANUAL

DE GESTÃO DE

2010

DA SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE

DA PREFEITURA DE DIADEMA/SP

ELABORADO COM OBJETIVO DE AVALIAR AS AÇÕES DESENVOLVIDAS PELAS ÁREAS DA SMS/DIADEMA E SISTEMATIZAR AS INFORMAÇÕES REFERENTES ÀS RECEITAS E DESPESAS DA SAÚDE.

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RELATÓRIO ANUAL DE GESTÃO DE 2010 DA SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE DIADEMA Secretaria Municipal de Saúde

Endereço: Avenida Antônio Piranga, 655 CEP: 09911- 160, Centro, Diadema Telefone: 4057-7000

Email: [email protected] PREFEITO DE DIADEMA

Mario Reali

SECRETÁRIA MUNICIPAL DE SAÚDE Aparecida Linhares Pimenta

EQUIPE DE ELABORAÇÃO DO RELATÓRIO ANUAL DE GESTÃO DE 2010:  Aparecida Linhares Pimenta - Secretária Municipal de Saúde

 Cibele de Toledo Câmara Neder – Coordenadora Municipal de Saúde Mental  Cristina Ataíde - Coordenadora da Escola de Saúde

 Douglas Augusto Schneider Filho – Coordenador Municipal da Atenção Básica  Ester Dainovskas – Coordenadora Municipal da Vigilância em Saúde

 Emerson Sampaio Santos – Diretor do Pronto Socorro do Hospital Municipal de Diadema (HM) e do Pronto Socorro Central (PSC)

 Fátima Livorato – Coordenadora Municipal da Atenção Básica

 Flavius Augusto Olivetti Albieri – Diretor Geral da Divisão, Regulação, Auditoria, Avaliação e Controle  Karina Santos Rocha – Coordenadora Municipal da Assistência Farmacêutica

 Lídia Tobias Silveira – Assistente da Secretaria  Maria Claudia Vilela - Assistente da Secretaria

 Marilda Aparecida Moreira Silva - Assistente da Secretaria e Coordenadora da Gestão de Pessoas  Paulo de Tarso Puccini - Assistente de Direção do Hospital Municipal de Diadema

 Reinaldo Del Pozzo - Coordenador Municipal dos Serviços de Urgência e Emergência da SMS e do SAMU  Regina Athié – Diretora Geral do Quarteirão da Saúde

 Rosana Pereira Madeira Grasso – Assistente da Secretaria

 Tatiana Smalkoff – Diretora Geral do Hospital Municipal de Diadema (HM) e do Pronto Socorro Central (PSC)

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SUMÁRIO

I. APRESENTAÇÃO___________________________________________________________________03 II. REDE DE ATENÇÃO À SAÚDE DE DIADEMA______________________________________________04 III. CONTROLE SOCIAL E PARTICIPAÇÃO POPULAR___________________________________________05 IV. GESTÃO DO SISTEMA MUNICIPAL DE SAÚDE____________________________________________06 V. GESTÃO DO CUIDADO ______________________________________________________________09 VI. EDUCAÇÃO PERMANENTE___________________________________________________________10 VII. BALANÇO DA PROGRAMAÇÃO ANUAL DE 2010__________________________________________11 VIII. PERFIL EPIDEMIOLÓGICO1___________________________________________________________13

A. DADOS DEMOGRÁFICOS E SOCIOECONÔMICOS B. DADOS DE NATALIDADE

C. DADOS DE MORBIDADE o HOSPITALAR

o DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA D. DADOS DE MORTALIDADE

o INFANTIL o GERAL

IX. ANÁLISE DE PRIORIDADES__________________________________________________________18

o PRIORIDADES DO PACTO PELA VIDA____________________________________________________________18 o PRIORIDADES DO PACTO PELA GESTÃO_________________________________________________________41 o PRIORIDADES DO MUNICÍPIO_________________________________________________________________43

X. DADOS DE AVALIAÇÃO E CONTROLE (PRODUÇÃO) DA REDE DE ATENÇÃO A SAÚDE DA SMS DE DIADEMA2______________________________________________________________________65 XI. FINANCIAMENTO DO SISTEMA MUNICIPAL____________________________________________73 XII. ANEXOS ________________________________________________________________________79

Anexo 1: Painel de Indicadores da SMS de Diadema de 2010__________________________________________79 Anexo 2: Quadro de Pessoal da SMS Diadema por categoria e por área__________________________________86 Anexo 3: Quadro Assistência Farmacêutica – Despesas com FPBI e FPBII, 2010____________________________87 Anexo 4: Transferências federais por componente de financiamento (fundo a fundo) em 2010_______________88 Anexo 5: Convênios___________________________________________________________________________89

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Elaborado pela equipe técnica da Vigilância em Saúde da SMS Diadema

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I.

APRESENTAÇÃO

Para garantir a atenção integral aos usuários do SUS, a equipe dirigente da Secretaria Municipal de Saúde – SMS /Diadema tem como responsabilidades planejar, implantar, implementar e avaliar as ações realizadas nos serviços municipais de saúde.

Os instrumentos de Planejamento e Gestão estabelecidos no SUS são vários, mas os principais são o Plano de Saúde, a Programação Anual e o Relatório Anual de Gestão.

O presente Relatório Anual de Gestão de 2010 foi elaborado com o objetivo de avaliar as ações desenvolvidas pelas diferentes áreas da Secretaria Municipal de Saúde – SMS /Diadema, bem como sistematizar as informações referentes às receitas e despesas da Saúde, em conformidade com as prestações de contas apresentadas, discutidas e aprovadas mensalmente no Conselho Municipal de Saúde durante o exercício de 2010.

É importante frisar que o Plano Municipal de Saúde de Diadema 2009 a 2012 e a Programação Anual de 2010 constituíram as referências principais para a elaboração do presente Relatório.

Este Relatório foi organizado a partir das prioridades do Pacto pela Saúde e de prioridades locais, avaliadas por meio de objetivos, metas e indicadores. As prioridades estabelecidas no Pacto pela Saúde são as seguintes:

 Redução da Mortalidade infantil e materna;  Controle do Câncer de Colo de Útero e de Mama;

 Fortalecimento da capacidade de respostas à doenças emergentes e endemias, com ênfase na Dengue, Hanseníase, Tuberculose, Malária, Influenza, Hepatite, Aids;

 Fortalecimento da Atenção Básica;  Saúde do Trabalhador;

 Saúde Mental;  Saúde do Homem;

 Responsabilidades Gerais da Gestão do SUS;  Regulação, Avaliação e Auditoria;

 Participação e Controle Social;  Promoção da Saúde.

No caso da Atenção Básica, da Vigilância à Saúde, da Saúde Mental e da Regulação foram acrescentados outros indicadores, considerados importantes para a realidade de Diadema.

As prioridades locais, definidas a partir do Plano Municipal de Saúde (2009 a 2012), em função da realidade epidemiológica do município e dos compromissos assumidos com as mudanças do modelo (de gestão e de atenção), estão apresentadas por área:

 Média Complexidade;  Urgência e Emergência;  Atenção Hospitalar;  Assistência Farmacêutica.

As prioridades do Pacto pela Saúde, assim como as prioridades locais são apresentadas por objetivo, indicador, meta, e ações desenvolvidas pelas áreas e serviços para atingir a meta de cada objetivo.

O perfil epidemiológico de 2010 faz parte do Relatório de Gestão Anual, tendo em vista que os objetivos principais das ações de saúde são cuidar das pessoas nos seus processos de adoecimento e melhorar as condições de saúde, expressa na situação epidemiológica do município.

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II.

REDE DE ATENÇÃO À SAÚDE DE DIADEMA

O municípo de Diadema vem organizando nas últimas décadas, em sintonia com a construção nacional do SUS, ampla rede de atenção a saúde, com unidades básicas de saúde; serviços de urgência e emergência; serviços especializados e de apoio diagnóstico; centros de atenção psicossocial; hospital municipal, entre outros. O Sistema Municipal de Saúde de Diadema está estruturado da seguinte maneira:  20 Unidades Básicas de Súde – UBS com 61 equipes de Saúde da Família com médico generalista, 35

equipes de Saúde da Família com médico das especialidades básicas (pediatra, Cclínico geral e ginecologista), 53 equipes de saúde bucal, e 6 Núcleos de Apoio em Saúde da Família – NASF;

 03 Unidades de Pronto Atendimento - UPA;

 01 Pronto Socorro Central (PSC), que funciona ao lado do prédio do Quarteirão da Saúde;  01 Hospital Municipal (HM) de 206 leitos, com Pronto Socorro;

 Serviço de Atendimento Móvel de Urgencia- SAMU;

 Quarteirão da Saúde, onde funcionam o Centro Médico de Especialidades (CEMED), o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), o Laboratório Municipal de Análises Clínicas, Serviço de Fisioterapia e Reabilitação; Serviços de Apoio Diagnóstico, Centro Cirúrgico;

 03 Centros de Atenção Psicossocial – CAPS tipo III;

 01 Centro de Atenção Psicossocial de Alcool e Drogas - CAPS tipo II;  01 Centro de Atenção Psicossocial Infantil – CAPS tipo II;

 01 Centro de Referência em DST/AIDS e Hepatites;  01 Centro de Referência em Saúde do Trabalhador;

 Vigilância à Saúde: Vigilância Sanitária e Vigilância Epidemiológica;  01 Centro de Controle de Zoonoses;

 Setor de Transporte de Pacientes;

 Divisão de Regulação, Auditoria, Avaliação, Controle - DRAAC.

O Município vem investindo valores significativos de seu orçamento próprio em Saúde para manter em funcionamento esta ampla e complexa rede de serviços, e em 2010 investiu 30,87% de recursos do Tesouro Municipal em saúde, o que representa mais que o dobro do percentual definido na Emenda Constitucional 29.

Os serviços e ações oferecidas nesta rede de atenção à saúde são desenvolvidas por cerca de 3.809 profissionais, incluindo 537 médicos, 294 enfermeiros, 91 dentistas, 175 profissionais de nível universitário de outras categorias; 1.008 auxiliares e técnicos de enfermagem, 490 agentes comunitários de saúde, 508 administrativos, entre outros. Cerca de 2.800 são servidores públicos municipais estatutários e CLT – 73,5%; 824 são contratados por uma OS – 22,3%; e os demais estão incluídos em temporários, frente de trabalho, estagiários e municipalizados/SES SP.

III.

CONTROLE SOCIAL E PARTICIPAÇÃO POPULAR

Uma das prinicipais diretrizes do SUS é o controle social e as Conferências de Saúde têm papel fundamental no sentido de ampliar e organizar a participação popular na saúde.

Neste sentido, a SMS/Diadema realizou em 2010 a 7ª Conferência Municipal de Saúde, com o seguinte tema: Integração dos serviços e cuidado integral: desafios atuais do SUS de Diadema.

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A preparação da Conferência ficou sob a responsabilidade de uma Comissão Organizadora, composta por dois representantes dos usuários, um representante dos trabalhadores da saúde e um representante do governo. Para ampliar a participação popular a 7ª Conferência Municipal de Saúde foi precedida por dezenove pré-conferências regionais nos territórios das UBS, por pré-conferências no CRTAIDS, no CEREST, uma pré-conferência conjunta dos CAPS e uma pré-conferência com lideranças do movimento sindical da região.

Nos equipamentos de maior porte foram realizadas assembléias de trabalhadores: Hospital Municipal; Quarteirão da Saúde; Departamento de Vigilância em Saúde; Centro de Controle de Zoonoses; SAMU e Pronto Socorro Central, e com os funcionários da área de Gestão (Sede, Regulação, Almoxarifado, Transportes e Escola de Saúde)

Além disso, foram realizadas três plenárias temáticas: a) Reorganização da Rede de Atenção à saúde de Diadema: atenção básica, serviços de urgências e emergências, serviços especializados e serviços hospitalares; b) Promoção da saúde e cidade saudável: políticas intersetoriais em Diadema; c) Saúde Mental em Diadema: construindo a rede substitutiva e a reabilitação psicossocial.

Em todas as pré-conferências e assembléias de trabalhadores da saúde foi apresentado para discussão o Documento Guia, que durante esta fase foi sendo enriquecido com novas propostas pelos participantes nas diversas reuniões. Mais de 2500 pessoas estiveram presentes nas reuniões preparatórias, com mais de 200 propostas apresentadas para apreciação e aprovação durante a Conferência. Na fase preparatória foram também indicados os delegados, em número de 356, sendo 179 delegados representantes do segmento usuários; 89 delegados representantes do segmento trabalhadores da saúde e 89 delegados representantes do segmento governo/prestadores.

A 7ª CMS realizou-se conforme o programado, com participação expressiva de delegados. A abertura da Conferência contou com a presença do Prefeito e autoridades, as Mesas foram bastante ricas, e os conferencistas trouxeram importantes contribuições aos debates. Os grupos discutiram as propostas levantadas nas pré conferencias (200 propostas), e acrescentaram outras. A Plenária Final aprovou o Relatório Final, com 305 deliberações, que passaram a constituir as diretrizes da SMS de Diadema para os próximos 4 anos de trabalho.

Além da realização da Conferência, a SMS apresentou, discutiu e submeteu à deliberação do Conselho Municipal de Saúde, todas as propostas de projetos e programas importantes para a população, sendo abordados nas reuniões temas relevantes como: Programaçaõ Anual de 2010; Organograma Funcional da Secretaria; Quadro de Pessoal da SMS e Lotação por Unidade e Categoria Profissional; Plano de Ações e Metas de DST/Aids/Hepatites; Projeto Conviva; Orçamento de 2011, entre outros.

Em 2010 os membros da SMS que fazem parte do Conselho Municipal de Saúde trabalharam no sentido de transformar as reuniões ordinárias em espaço de formação de conselheiros, além de seu papel deliberativo, aprofundando as discussões sobre os grandes desafios do SUS na atualidade, tanto no país como em Diadema. Também foi criada a Comissão de Acompanhamento e Fiscalização da Contas da SMS, que tem trabalhado no sentido de aumentar o conhecimento dos conselheiros sobre o funcionamento das receitas e despesas da Saúde. Durante a discussão da 7ª CMS, além das reivindicações dos delegados, foram tratados temas polêmicos do SUS, como a organização da Rede de Atenção a Saúde, a Promoção da Saúde, a Atenção Básica, entre outros. Embora a SMS não tenha oferecido nenhum curso de formação aos conselheiros, a avaliação da Secretaria é que está havendo maior compreensão dos conselheiros em relação ao SUS.

O Relatório de Gestão de 2009 foi aprovado na Reunião Ordinária do Conselho de 18/05/2010 e foram apresentadas as prestações de contas trimestrais em Audiências Públicas na Câmara de Vereadores,

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referentes aos serviços realizados e à utilização dos recursos financeiros do Tesouro Municipal aplicados na Saúde e dos repasses vinculados aos blocos de financiamentos do SUS.

A Programação Anual de 2010 foi aprovada na Reunião Ordinária do Conselho Municipal de Saúde de maio de 2010. Ocorreram onze reuniões ordinárias do Conselho Municipal de Saúde para debater e deliberar sobre temas do SUS Municipal.

IV.

GESTÃO DO SISTEMA MUNICIPAL DE SAÚDE

Do ponto de vista da gestão, os principais desafios em 2010 foram implementar uma nova forma de fazer a gestão do Sistema Municipal de Saúde e consolidar o Colegiado Gestor da SMS, como espaço coletivo para tomada de decisão entre os dirigentes da Secretaria.

O Colegiado Gestor tem a seguinte composição: coordenadores da Atenção Básica, do Quarteirão da Saúde, da Escola de Saúde, da Vigilância em Saúde, da Central de Regulação, da Saúde Mental, da Assistência Farmacêutica, do Hospital Municipal, do Pronto Socorro Central, do SAMU; quatro assistentes do Gabinete e a Secretária de Saúde.

O Colegiado Gestor tem a responsabilidade pelo planejamento, pelo acompanhamento da gestão das áreas e do Sistema de Saúde Municipal, e pela avaliação dos serviços e ações de saúde. De janeiro a dezembro de 2010 foram realizadas 40 reuniões, sempre às segundas feiras, das 14 às 18 horas.

A construção deste espaço coletivo de gestão exigiu muito investimento em termos de tempo, energia, estudos, desejos, enfrentamento de conflitos, pactuação entre as áreas e os atores políticos, avanços e recuos, próprios das experiências de gestão compartilhada.

Os temas principais do planejamento e gestão do Colegiado Gestor em 2010 foram: Relatório de Gestão de 2009, Programação Anual de 2010, avaliação dos Planos de Ação das várias áreas, a 7ª Conferência Municipal de Saúde, a Linha de Cuidado da HAS e DM, o quadro financeiro e orçamentário da SMS, e os problemas do cotidiano dos serviços, sendo os principais as dificuldades do Pronto Socorro Central, e dificuldades na fixação de médicos, tanto na Atenção Básica como nos Serviços 24 horas.

Além do Colegiado Gestor, os sete Colegiados já existentes – da Atenção Básica, dos Gerentes das Unidades Básicas de Saúde, do Quarteirão da Saúde, da Vigilância em Saúde, da Saúde Mental, das Urgências e Emergências e SAMU, e do Hospital Municipal - reuniram -se durante o ano de 2010 para planejar, tomar decisões relacionadas à gestão das várias áreas e avaliar as ações da Saúde.

O Colegiado das Urgências e Emergências e SAMU reuniu-se com periodicidade mensal, e discutiu coletivamente problemas sérios como o fechamento do PA Nações nos finais de semana, a falta de plantonistas no PA Eldorado por alguns meses, as enormes dificuldades com a falta de plantonistas no PSC, o excesso de pacientes em macas no PS do HM, por dificuldades de internação nos hospitais de referência regional.

Teve continuidade o esforço para planejar e organizar ações transversais voltadas para a qualificação do cuidado em saúde mental na Atenção Básica, com mudanças importantes no desenho de integração e capacitação dos profissionais que trabalham com o matriciamento nas equipe: psicólogos e assistentes sociais das UBS e profissionais dos CAPS que fazem o matriciamento na AB.

A rede de urgência e emergência, formada pelo SAMU, pelas três Unidades de Pronto Atendimento, pelo Pronto Socorro Central e Pronto Socorro do Hospital Municipal trabalhou de forma mais articulada, e enfrenta o desafio permanente da integração e solidariedade entre os vários serviços que precisam funcionar de maneira articulada.

O Hospital Municipal conseguiu, pela primeira vez na sua história, elaborar e discutir o seu Plano de Ação para 2010, e está monitorando as ações do Plano. Houve avanços na reorganização dos processos de

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trabalho voltados para uma maior integração com a Atenção Básica, tanto na saúde da mulher referente ao controle do câncer cérvico uterino, como na linha de cuidado de portadores de HAS e DM.

Desde 2009, a SMS vem enfrentando dificuldades em conseguir e manter um profissional na direção do PSC, e em setembro de 2010 este PS ficaria sem diretor. Diante desta situação, os diretores do HM e do PS do HM assumiram a direção do PSC. Esta mudança tem facilitado a integração dos dois equipamentos (PSC e HM), mas pelas exigências dos dois equipamentos essa é uma solução emergencial que deverá ser enfrentada em 2011.

Avançou a integração da Atenção Básica com a Regulação, com a definição e pactuação de fluxos e protocolos, voltados para a construção das linhas de cuidados e da integralidade.

Em 2010 o diretor administrativo do HM demitiu-se, e foi necessário encontrar uma solução interna e provisória. Esta saída fragilizou a gestão do Hospital a partir do segundo semestre de 2010.

Em 2010 o CR AIDS/Hepatite ficou sem diretor por quatro meses e o PAM da AIDS ficou sem coordenador por igual período, o que trouxe problemas para a gestão deste equipamento e do Programa, que foram enfrentados a partir de agosto com a indicação de uma nova diretora para o CR e de um novo coordenador para o PAM.

Houve problemas na saúde mental, em decorrência da necessidade de adequação do número de profissionais de enfermagem na rede de CAPS, como também com a gerência de um dos CAPS, com mudança de diretor e enfrentamento de sérios problemas na relação de alguns membros da equipe com a coordenação da SM e com a SMS.

Um dos principais avanços na gestão da SMS em 2010 foi na área administrativa e financeira, com a reorganização interna dos setores, maior articulação com a Secretaria de Finanças, criação do Colegiado de Gestão da área Administrativa Financeira, sob a coordenação de uma das assistentes do Gabinete da SMS. Esta reorganização aumentou a capacidade de monitoramento da execução orçamentária e financeira, agilizou os processos de compra e contratação de serviços, integrou o setor de compras da Saúde com o setor de suprimentos, e criou as condições objetivas para, em 2011, a SMS assumir a gestão orçamentária e financeira do Fundo Municipal de Saúde.

Em 2010 a SMS decidiu implantar o SISREG: sistema web disponibilizado de forma gratuita e com suporte ao usuário, oferecido pelo DATASUS, com objetivo de conseguir um controle mais efetivo do fluxo de pacientes na rede de atenção à saúde. Este processo foi possível em função da otimização das informações da produção a partir da integração com outras bases oficiais de informação do SUS, pelo trabalho da DRAAC – Divisão de Regulação, Auditoria, Avaliação e Controle, em parceria com a Diretoria do Quarteirão da Saúde, a coordenação de Tecnologia da Informação da SMS e com apoio do Ministério da Saúde.

Em novembro de 2010 foi iniciada a implantação do SISREG3, em substituição ao atual SIGASAUDE, no Quarteirão da Saúde, com sucesso. A implantação da ferramenta SISREG vai possibilitar que cada unidade de saúde da Rede de Atenção faça o agendamento de consultas de especialidades e/ou exames para diagnóstico, para o seu usuário. Esse processo de trabalho vai garantir mais autonomia das equipes na utilização dos recursos tecnológicos ofertados pelo município.

Em 2010 o Departamento de Gestão de Pessoas da SMS, além da rotina própria de gestão dos 3.809 funcionários, elaborou um conjunto de instrumentos para facilitar o monitoramento mensal do quadro de pessoal da Saúde, o que tem subsidiado a gestão na tomada de decisão. Um destes instrumentos é um conjunto de três planilhas, sendo uma com o quadro de pessoal, discriminado nas 13 categorias profissionais mais numerosas da Saúde, e as formas de contratação; outra planilha contém o quadro de admitidos com o mesmo formato, e numa terceira consta os demitidos. Este conjunto de planilhas permite visualizar facilmente a movimentação de pessoal no mês. Outros instrumentos importantes de

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monitoramento da Gestão de Pessoas foram elaborados e são apresentados e discutidos nas Reuniões do Colegiado Gestor, tais como: planilha de PCM (plantão de convocação municipal), por mês e por serviços; planilhas de Horas Extras, por mês e por serviço: quadro de pessoal, por categoria e por área (em Anexo), entre outras.

Em 2010 foi realizada novamente a avaliação conjunta do HM a partir do instrumento do PNASS, com a participação da equipe de Regulação, Vigilância Sanitária e da equipe de Hospital. Também foram objetos de avaliação da Regulação, o SAMU, a demanda reprimida do Quarteirão da Saúde, entre outros.

Uma dos maiores problemas enfrentados em 2010 pelos gestores da SMS foi a dificuldade para a contratação e fixação de médicos nos serviços, tanto nas UBS como nos PAs e PSC. A insuficiência de médicos para o SUS é um problema nacional e a situação de Diadema vem se agravando com a migração de médicos de Diadema para municípios vizinhos, em decorrência da política salarial de algumas prefeituras em aumentar de forma significativa o salário dos médicos.

A SMS de Diadema realizou dois processos seletivos e dois concursos públicos para médicos, mas o número de inscritos/aprovados foi muito menor do que as necessidades do Município.

A insuficiência de recursos financeiros e orçamentários, aliada ao problema da falta de médicos, constituiram-se nas maiores dificuldades da Saúde em Diadema em 2010.

O fato do Município contar com uma extensa rede de serviços de saúde, com custeio elevadíssimo para o tesouro municipal, aliado a ausência de recursos do Governo do Estado para co financiar estes serviços, bem como a insuficiência de recursos repassados pelo Ministério da Saúde para o SUS de Diadema, fez com que o equilíbrio entre receitas e despesas tenha sido, sem sombra de dúvida, outra grande dificuldade enfrentada pelos gestores da Saúde em Diadema em 2010. Apesar disso, o Sistema Municipal de Saúde continuou funcionando e garantindo atenção e assistência para os moradores do município.

Em 2010 teve continuidade o esforço da SMS no sentido de implementar os princípios e diretrizes do SUS de universalidade, integralidade, eqüidade e controle social, com participação tripartite no financiamento, buscando atingir os objetivos do Pacto pela Saúde, nas suas dimensões de Pacto pela Vida, Pacto de Gestão e Pacto em Defesa do SUS.

Um dos principais eixos do Pacto pela Saúde, aprovado na Comissão Intergestores de Saúde (CIT) no 1º semestre de 2006, é a construção das regiões de saúde. Estas regiões devem ser efetivadas pelo conjunto de secretários municipais de saúde da região e pela representação da Secretaria Estadual de Saúde - SES, reunidos no Colegiado de Gestão Regional – CGR.

Na Região de Saúde do Grande ABC, a SMS de Diadema participou efetivamente do CGR, sendo que a secretária municipal de Diadema é a representante do CGR do ABC no Conselho de Representantes Regionais do Conselho de Secretários Municipais de Saúde – COSEMS. Diadema participa da Câmara Técnica do CGR; do Núcleo de Educação Permanente/NEP, além de ser membro do Grupo Técnico (GT) de Regulação da Saúde do CGR. O GT de Regulação se reuniu mensalmente com o objetivo de debater os problemas e soluções referentes à regulação do acesso, com a finalidade de subsidiar o processo de tomada de decisões do CGR.

A principal referência regional para o município é o Hospital Estadual de Diadema (HED), tanto para internações como para algumas especialidades ambulatoriais e exames de apoio diagnóstico. Um dos principais problemas do HED refere-se ao fato do Hospital não contar com Pronto Socorro e funcionar de “porta fechada”, ou seja, funciona recebendo apenas pacientes referenciados dos Prontos Socorros e Hospitais da Região.

Outro problema é que regulação do acesso ao HED não é realizada nem pelo município de Diadema nem pela Regional da SES SP, e sim pelo próprio Hospital, o que está em contradição com todas as normas do Pacto pela Saúde.

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Em relação aos serviços de média e alta complexidade ambulatorial, o município de Diadema tem bastante autonomia, pois cerca de 73% dos usuários encaminhados são atendidos nos serviços municipais de saúde, principalmente no Quarteirão da Saúde, e 27% nos serviços do SUS na Região de Saúde e no município de São Paulo.

É importante registrar o município celebrou o Termo de Ajuste Sanitário (TAS) com o MS, em 16/06/2010, no valor de R$ 158.680,32, para executar o Plano de Trabalho aprovado pelo MS, cujo produto é a aquisição de 8 autoclaves para as UBS Promissão, Serraria, Centro, Inamar, Nações, Paineiras, Eldorado e HM.

V.

GESTÃO DO CUIDADO

Em 2010 a Secretaria de Saúde deu continuidade às atividades voltadas para a a melhoria da qualidade da atenção oferecida à população, aperfeiçoando o acolhimento dos usuários, implementando dispositivos para aumentar a resolutividade em toda a rede de serviços, incentivando a responsabilização dos profissionais e equipes de saúde pelo cuidado dos pacientes, integrando os serviços por meio de linhas de cuidado e buscando maior articulação entre os vários níveis do sistema local de saúde.

A construção da Linha de Cuidado de Hipertensos (HAS) e Diabèticos (DM) em 2010 buscou contribuir para a integralidade da atenção à saúde dos portadores destas doenças crônicas, incentivando o trabalho interdisciplinar das equipes, tanto da Atenção Básica como nos demais serviços de saúde que atendem portadores de Hipertensão Arterial Sistêmica/HAS e Diabetes Melitus/DM.

Esta foi uma das iniciativas mais importantes de 2010, envolveu vários serviços e profissionais, e culminou com a realização da 1ª Mostra de Saúde de Diadema em setembro com a participação de centenas de funcionários.

O Grupo de Trabalho da Assistência Farmacêutica trabalhou a revisão da REMUME, a revisão dos medicamentso para HAS e DM, e na informatização do Almoxarifado e Farmácia Central com o sistema Hórus, em parceria com o Ministério da Saúde, informatização essa que será expandida para toda a rede de atenção à saúde, em 2011.

Em 2010 a Secretaria investiu no fortalecimento da Atenção Básica, entendendo-a como estruturante de todo sistema local de saúde e responsável pela gestão do cuidado, e várias iniciativas foram tomadas, tais como a expansão da cobertura da estratégia de Saúde da Família (ESF), através da ampliação do número de Equipes de Saúde da Família com médico generalista, como também pela implantação de ESF com médicos das especialidades básicas; várias atividades de EPS, construção de uma nova Unidade Básica de Saúde/UBS, entre outras.

Os serviços especializados do Quarteirão da Saúde deram retaguarda à rede básica, de maneira mais integrada, mas persiste o desafio de uma articulação maior entre estes pontos da rede municipal. Com a instalação em 2008 do Quarteirão da Saúde houve expansão significativa da oferta de exames de apoio diagnóstico, de consultas especializadas e atendimento na área de fisioterapia, porém persistem problemas no atendimento de oftalmologia.

VI.

EDUCAÇÃO PERMANENTE

A produção do cuidado no cotidiano dos serviços de saúde depende da maneira como os trabalhadores colocam seus conhecimentos, desejos e subjetividade a favor da defesa da vida e das necessidades de

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saúde dos usuários e a tarefa principal da gestão tem sido contribuir para que a relação equipe – usuário produza qualidade de vida e autonomia.

Neste sentido, a educação permanente em saúde – EPS é um dispositivo fundamental para a formação e capacitação de gestores e equipes.

Várias atividades de EPS foram desenvolvidas em 2010, sempre com o objetivo de formar e capacitar gestores e profissionais para melhorar a qualidade da gestão e do cuidado, em conformidade com as prioridades da SMS, por meio de oficinas de trabalho, discussão de protocolos clínicos, cursos, seminários, e rodas de conversa.

Podemos citar as capacitações para a Linha de Cuidado de HAS e DM, o Treinamento Básico de Vigilância Epidemiológica/TBVE, o Seminário de Promoção do Envelhecimento Saudável; as Oficinas da Regulação e Quarteirão da Saúde para profissionais da Atenção Básica, dos CAPS, CEREST, CEMED e CR; as Oficinas sobre Matriciamento, Curso Introdutório para os profissionais da SF, entre outros.

Outra iniciativa importante que avançou em 2010 foi a integração com a UNIFESP, por meio da das Faculdades de Medicina, Enfermagem, Fonoaudiologia e Farmácia. Em 2009 várias iniciativas foram tomadas, e em 2010 foi assinado o Convênio de Cooperação entre a UNIFESP e a Prefeitura de Diadema para implantação do Programa de Integração Docente Assistencial – PIDA UNIFESP/PMD. Em 2009 alunos da Disciplina de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina, e da Saúde Coletiva das Faculdades de Enfermagem e Fonoaudiologia começaram a fazer estágio em algumas UBS de Diadema. Em 2010 avançou a integração e oito UBS passaram a receber alunos de 1º, 2º, 4º e 5º anos dos Cursos acima referidos. Em novembro de 2010 foi realizada avaliação conjunta pelos docentes da UNIFESP e gestores e gerentes da SMS, e de uma maneira geral a avaliação foi considerada postiva para ambos os lados, e a proposta é aperfeiçoar o PIDA em 2011.

VII. BALANÇO DA PROGRAMAÇÃO ANUAL DE 2010

Na Programação Anual de 2010 foram colocados 24 Objetivos Estratégicos para a reorganização da rede de atenção à saúde e 13 Objetivos Estratégicos relacionados com a forma de gestão da SMS. Estes objetivos devem ser avaliados neste momento de elaboração do Relatório de Gestão. Como são estratégicos, a maioria deles é processual e faz parte da construção tecnico-política e permanente do SUS no território loco regional.

Em relação aos Objetivos para a reorganização da rede de atenção à saúde, é possível considerar que 12 dos 24 objetivos estão em processo, tiveram desmpenho favoravél e continuam sendo norteadores da gestão municipal. São eles:

1. Implementar processos de gestão dos serviços e do sistema, e gestão do cuidado com vistas à integralidade: EM PROCESSO COM DESEMPENHO FAVORÁVEL.

2. Investir no processo de construção da centralidade da Atenção Básica no Sistema Municipal de Saúde, e no seu papel de ordenadora do sistema e de gestora do cuidado: EM PROCESSO COM DESEMPENHO FAVORÁVEL;

3. Implementar a integração e trabalho interdisciplinar das equipes, utilizando conhecimentos dos vários núcleos profissionais para construção compartilhada de projetos voltados para as necessidades individuais e coletivas da população, utilizando dispositivos que favoreçam a resolutividade, o acolhimento, o vínculo, a responsabilização, a autonomia das equipes e dos usuários: EM PROCESSO COM DESEMPENHO FAVORÁVEL;

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4. Implementar ações voltadas para transformar as Unidades Básicas de Saúde – UBS na principal porta de entrada do Sistema de Saúde e espaço efetivo de resolução de problemas de saúde, para que os serviços de urgência e emergência possam cumprir seu papel e atender prioritariamente os casos de maior gravidade: EM PROCESSO COM DESEMPENHO FAVORÁVEL;

5. Qualificar a atenção às urgências e emergências por meio da integração dos Pronto Socorros (Central e do HM) e SAMU, bem como as unidades de Pronto Atendimento: EM PROCESSO COM DESEMPENHO FAVORÁVEL;

6. Incorporar a avaliação como rotina da gestão, por meio da analise dos indicadores de saúde, da produção dos serviços e a produtividade dos profissionais, bem como avaliações qualitativas baseadas no trabalho cotidiano dos gestores, gerentes e trabalhadores: EM PROCESSO COM DESEMPENHO FAVORÁVEL;

7. Aperfeiçoar a produção e análise de informações epidemiológicas e da área de avaliação e controle, para qualificar a gestão e a produção do cuidado. Será necessário avançar na informatização da rede e no cadastro dos usuários, com vistas à utilização do Cartão SUS, voltado para garantir o acesso e facilitar o sistema de referência e contra referência. A informatização irá contribuir para melhorar a eficácia da gestão e do cuidado: EM PROCESSO COM DESEMPENHO FAVORÁVEL

8. Incentivar os usuários das UBS a participarem de atividades já estruturadas, como Mulheres em Movimento, dança circular, grupos de caminhadas, academia da cidade, entre outras: EM PROCESSO COM DESEMPENHO FAVORÁVEL;

9. Implementar o Pacto pela Saúde no município e participar de sua implementação na Região do ABC por meio da participação efetiva no CGR e no COSEMS SP: EM PROCESSO COM DESEMPENHO FAVORÁVEL.

10. Participar da mobilização nacional pela regulamentação da EC 29 e aumento de recursos federais para a Saúde Pública e o SUS: EM PROCESSO COM DESEMPENHO FAVORÁVEL.

11. Colocar na agenda política de discussão com os usuários, conselheiros, atores políticos em geral, a necessidade de alterações profundas na cultura do povo de Diadema no que diz respeito à forma de compreender e utilizar os serviços de saúde e enfrentar o desafio de debater e mudar a forma com que se dá hoje o consumo dos serviços de saúde e a necessidade de repensar esta dependência, buscando construir cidadãos que tenham mais autonomia para enfrentar seus processos de adoecimento, por meio de maior consciência sanitária e do auto cuidado: EM PROCESSO COM DESEMPENHO FAVORÁVEL.

12. Utilizar todos os espaços de participação popular para debater este processo de mudança no campo das idéias e das práticas, utilizando a ferramenta da educação permanente: EM PROCESSO COM DESEMPENHO FAVORÁVEL.

Outros 07 objetivos foram alcançados parcialmente, e em 2011 a SMS deverá desenvolver ações para que possam ser atingidos de maneira mais ampla. São eles:

1. Aperfeiçoar a integração do Hospital Municipal com outras áreas, tais como a Regulação, a Vigilância Sanitária e Epidemiológica e o Quarteirão da Saúde: implantado as Linhas de Cuidados de HA e DM, e atendimento e prevenção de câncer de colo do útero. AVANÇOU PARCIALMENTE;.

2. Implantar ações da Política Nacional de Promoção da Saúde - PNPS do SUS, definida na Portaria nº 687, de março de 2006, que estabelece como objetivo geral: promover a qualidade de vida e reduzir vulnerabilidade e riscos à saúde, relacionados aos seus determinantes e condicionantes - modos de viver, condições de trabalho, habitação, ambiente, educação, lazer, cultura, acesso a bens e serviços essenciais: AVANÇOU PARCIALMENTE

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3. Fortalecer o trabalho intersetorial voltado para a construção de uma cidade potencialmente saudável por meio da implantação de ações de promoção da saúde: AVANÇOU PARCIALMENTE.

4. Formalizar a relação entre a gestão municipal e estadual, por meio da assinatura do Protocolo de Cooperação entre Entes Públicos – PCEP, tendo em vista que o Hospital Estadual de Diadema -HED está localizado em Diadema e continua sob gestão e gerência da SES/SP: AVANÇOU PARCIALMENTE. 5. Fortalecer a rede de CAPS, aperfeiçoando as ações das equipes de Saúde Mental , mediante a

integração das equipes e dos serviços para atenção integral às pessoas com trantornos mentais: AVANÇOU PARCIALMENTE.

6. Ampliar e fortalecer as ações desenvolvidas pela equipe do CAPS Infantil: AVANÇOU PARCIALMENTE 7. Implementar o Grupo Intersetorial de Promoção do Envelhecimento Saudável: AVANÇOU

PARCIALMENTE.

Outros 03 objetivos não foram alcançados, sendo dois deles da responsabilidade da SES/SP com a construção de serviços de referência regional para atender as necessidades dos municípios e daparticipação do Governo Estadual no co financiamento do custeio do SUS de Diadema:

1. Buscar soluções regionais, solicitando apoio técnico e financeiro da SES/SP, para referências aos casos de traumatologia e neurotrauma de Diadema e demais municípios da região, conforme prioridade definida no CGR: NÃO AVANÇOU;

2. Participar da discussão e mobilizar atores políticos pelo aumento de recursos da SES/ SP para custeio das ações e serviços de saúde nos municípios, inclusive Diadema: NÃO AVANÇOU;

3. Implementar as ações voltadas para redução da morbimortalidade por álcool e outras drogas, por meio de atuação conjunta da Coordenação da Saúde Mental, Núcleo de Prevenção da Violência da Vigilância à Saúde e pela AB, com ampliação do CAPS AD, para que ele seja de fato a unidade ordenadora das ações de saúde voltadas para a redução da morbimortalidade por álcool e drogas.Estas ações devem ser articuladas com Secretarias Municipais da Educação, Assistência Social e Cidadania, Defesa Social, Esporte e Cultura: NÃO AVANÇOU.

Dois objetivos foram alcançados plenamente:

1. Aperfeiçoar as ações de incentivo e estímulo á atividades físicas, através da capacitação dos profissionais da Atenção Básica para implantação de atividades de Lian Cong em todas as UBS, como parte de projetos terapêuticos para os usuários: IMPLANTADO;

2. Expandir a Estratégia de Saúde da Família até o final de 2010: ATUALMENTE SÃO 61 EQUIPES DE SF COM MÉDICO GENERALISTA E 35 EQUIPES COM PEDIATRAS, CLÍNICOS E GINECOLOGISTAS

Os 13 objetivos estratégicos relacionados com a forma de gestão foram considerados também, na maioria, objetivos processuais e devem fazer parte, de maneira permanente, da agenda política dos gestores. Neste sentido, é possível considerar que 06 dos 13 objetivos estão em processo e continuam sendo norteadores da gestão municipal. São eles:

1. Utilizar a educação permanente como ferramenta estratégica para reorganizar os processos de trabalho, no sentido de possibilitar e favorecer a construção de relações mais solidárias entre as equipes e os usuários, que produzam qualidade de vida, autonomia e sentido para os ambos: EM PROCESSO COM DESEMPENHO FAVORÁVEL;

2. Criar dispositivo para qualificar o cuidado e abordagem do sofrimento mental, articulando representantes dos Colegiados da Atenção Básica, da Escola de Saúde, da Vigilância em Saúde e da

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Saúde Mental, e os trabalhadores da Atenção Básica, prioritariamente psicólogos e assistentes sociais EM PROCESSO COM DESEMPENHO FAVORÁVEL;

3. Dar continuidade ao Grupo de Trabalho – GT para planejar a articulação e implantar ações transversais que facilitem a integração da AB e do Quarteirão da Saúde, com a participação da Regulação EM PROCESSO COM DESEMPENHO FAVORÁVEL;

4. Criar Grupo de Gestão da Informação e Informática; Grupo para Promoção do Uso Racional de Medicamentos: EM PROCESSO COM DESEMPENHO FAVORÁVEL;

5. Implementar as reuniões de equipe, enquanto espaço para discussão dos processos de trabalho em todos os locais de produção do cuidado EM PROCESSO COM DESEMPENHO FAVORÁVEL;

6. Realizar e aperfeiçoar as Reuniões Ordinárias do Conselho Municipal de Saúde EM PROCESSO COM DESEMPENHO FAVORÁVEL.

É importante registrar que um dos objetivos não avançou e outro avançou parcialmente: 1. Criar o Colegiado de Educação Permanente/ Escola de Saúde: NÃO AVANÇOU.

2. Aperfeiçoar a participação efetiva da população no planejamento e acompanhamento da execução das ações de saúde, incluindo o controle da utilização dos recursos financeiros do SUS, o que é realizado através das prestações de contas mensais do Fundo Municipal de Saúde aos conselheiros e Audiências Públicas na Câmara de Vereadores: AVANÇOU PARCIALMENTE;

E cinco objetivos foram atingidos integralmente, e são eles:

1. Criar e fortalecer espaços permanentes de discussão e reflexão sobre o trabalho e a gestão, priorizando a organização de Colegiados de Gestão, como dispositivo para a democratização da gestão: SEIS COLEGIADOS IMPLANTADOS;

2. Fortalecer o Colegiado Gestor como ator político responsável pelo planejamento, gestão e avaliação do Sistema Municipal de Saúde de Diadema: IMPLANTADO;

3. Aprimorar o funcioamento dos coletivos já existentes - Colegiado Gestor, Colegiado de Coordenação da Atenção Básica; de Gerentes das Unidades Básicas de Saúde – UBS; do Quarteirão da Saúde; da Vigilância em Saúde; de Saúde Mental; Colegiado Gestor das Urgências e Emergências: IMPLANTADO; 4. Realizar a 7ªConferência Municipal de Saúde, com ampliação da participação popular e dos

trabalhadores da Saúde, através da realização de 19 pré-conferências em todas as regiões do município, 05 pré-conferências nos maiores equipamentos de saúde municipais e em conferências temáticas: REALIZADA;

5. Implementar o Colegiado de Gestão do HM: IMPLANTADO.

VIII. PERFIL EPIDEMIOLÓGICO

A. DADOS DEMOGRÁFICOS E SOCIOECONÔMICOS Diadema pertence à Região Metropolitana de São Paulo, mais especificamente à Região do Grande ABC Paulista, que também abrange os Municípios de Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. Diadema apresenta uma densidade demográfica de 13.090.27 habitantes por Km2, (dados de 2011), considerada uma das maiores do país. A Região

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Metropolitana de São Paulo apresenta, aproximadamente, 2.507,31 habitantes por Km2, e o Estado de São Paulo 167,9 habitantes por Km2.

Quadro 1: Dados demográficos e socioeconômicos do município de Diadema

POPULAÇÃO – 20103 385.696

DENSIDADE DEMOGRÁFICA (HABITANTES/KM2)- 2011 13.090,27

TAXA GEOMÉTRICA DE CRESCIMENTO ANUAL DA POPULAÇÃO - 2000/2010 (% A.A.) - 2010 0,79

GRAU DE URBANIZAÇÃO (%) – 2010 100,00

ÍNDICE DE ENVELHECIMENTO (%) – 2010 30,29

POPULAÇÃO COM MENOS DE 15 ANOS (%) – 2010 26,24

POPULAÇÃO COM 60 ANOS E MAIS (%) – 2010 7,95

RAZÃO DE SEXOS – 2010 93,46

Fonte: SEADE 2011

B. DADOS DE NATALIDADE

De acordo com dados do SEADE, a taxa de natalidade do município, em 2009, foi de 17,33%º, correspondendo a 6.599 nascidos vivos, sendo ainda maior que a do Estado de São Paulo, que foi de 14,69% para o mesmo ano.

Na tabela abaixo, apresentamos o número de nascidos vivos de mães residentes em Diadema, de 2005 a 2010, mostrando uma tendência de queda, cumprindo, porém, lembrar que o dado de 2010 ainda sofrerá alteração.

Tabela 1 – Nascidos vivos de mães residentes no município de Diadema no período de 2005 a 2009

Ano 2005 2006 2007 2008 2009 2010

Nascidos vivos 6.885 6.853 6.700 6.769 6.599 5.688*

Fonte SEADE 2005-2009 ; *dados preliminares SINASC Regional de 08/02/2011 C. DADOS DE MORBIDADE

 Morbidade hospitalar

Analisando a tabela abaixo, observa-se que as três primeiras causas que levam os residentes em Diadema à internação estão ligadas às doenças da gravidez, do parto e puerpério; doenças do aparelho respiratório e doenças do aparelho circulatório, respectivamente.

Tabela 2 - Morbidade hospitalar dos residentes no município de Diadema, segundo capítulo do CID, ano de 2010.

Capitulo CID %

Gravidez, parto e puerpério. 4.474 16,95

Doenças do aparelho respiratório 3.610 13,67

Doenças do aparelho circulatório 2.746 10,4

3

Em função da realização do Censo em 2010, os dados de população das fontes oficiais não estão ainda concordantes, assim, para o SEADE a população de Diadema, em 2010, foi estimada em 385.696 hab. e, para o IBGE, a população de Diadema no CENSO foi calculada em 370.184 hab., enquanto, o DATASUS ainda está trabalhando com a população de 2009, estimada em 395.333 habitantes.

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Doenças do aparelho digestivo 2.450 9,28

Lesões enven. e alg. out conseq. causas externas 2.301 8,72

Doenças do aparelho geniturinário 1.711 6,48

Neoplasias (tumores) 1.494 5,66

Algumas doenças infecciosas e parasitárias 1.184 4,48

Doenças da pele e do tecido subcutâneo 1.079 4,09

Contatos com serviços de saúde 1.027 3,89

Algumas afec. originadas no período perinatal 950 3,6

Doenças do sistema nervoso 745 2,82

Transtornos mentais e comportamentais 729 2,76

Doenças sist. osteomuscular e tec. conjuntivo 484 1,83

Outros 1416 5,37

Total 26.400 100,00

Fonte: DATASUS (23/02/2011)

Na tabela abaixo, chama a atenção o peso das lesões acidentais (49,07%), dos acidentes de trânsito (18,45%) e dos eventos com intenção indeterminada (13,98%0) no quadro de morbidade hospitalar por causa externas. Com relação às lesões acidentais, cabe destacar a elevada porcentagem das quedas neste grupo (%). Analisando estes três grupos de causas de internação hospitalar, a participação do sexo masculino é predominante, com exceção das lesões acidentais, em que as mulheres superam os homens. Tabela 3 - Morbidade hospitalar por causas externas dos residentes no município de Diadema, segundo grande grupo de causas (CID-10) e sexo, ano de 2010.

Grande Grupo de Causas Masculino Feminino Total

% % %

Acidentes de transporte 341 20,78 84 12,69 425 18,45

Outras causas externas de lesões acidentais 767 46,74 363 54,83 1.130 49,07

Lesões autoprovocadas voluntariamente 22 1,34 27 4,08 49 2,13

Agressões 103 6,28 20 3,02 123 5,34

Eventos cuja intenção é indeterminada 256 15,60 66 9,97 322 13,98 Intervenções legais e operações de guerra 1 0,06 1 0,15 2 0,09 Complic. assistência médica e cirúrgica 116 7,07 66 9,97 182 7,90

Sequelas de causas externas 34 2,07 35 5,29 69 3,00

Fatores suplemente. relac. outras causas 1 0,06 0 0,00 1 0,04

TOTAL 1.641 100% 662 100% 2.303 100%

Fonte: DATASUS (23/01/2011)

 Morbidade por doenças de notificação compulsória

Na tabela abaixo, estão apresentados os principais eventos, cuja notificação é obrigatória, no período de 2000 a 2010, chamando atenção para o que segue: o aumento abrupto do número de casos de leptospirose em 2010, embora sem a ocorrência de óbitos; o aumento de casos da dengue nos dois últimos anos; a tendência de queda do número de casos de Aids em adultos; a forte presença da sífilis em gestantes nos três últimos anos, o que leva a indagar se este dado não está relacionado a um possível aumento em notificações, considerando a presença constante da sífilis congênita em todo o período apresentado; a

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participação das hepatites no perfil de morbidade das doenças de notificação compulsória a partir de 2006, em Diadema.

Tabela 4 – Série histórica dos agravos registrados de doença de notificação compulsória em residentes no município de Diadema, no período de 2000 a 2010.

AGRAVOS 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010

Acidente por an. peçonhentos 4 4 1 1 1 0 4 0 3 6 2

Leptospirose 8 4 6 3 3 6 3 7 7 5 15 Dengue 8 30 63 82 1 9 22 118 14 109 241 Rubéola 81 36 8 2 1 0 0 36 18 0 0 AIDS Adulto 103 83 67 54 83 54 68 65 44 47 28 AIDS Criança 4 2 4 2 1 1 0 0 1 1 1 Hanseníase 2 11 12 19 18 18 16 16 12 8 11 Febre Maculosa 0 0 0 2 1 2 3 0 2 0 0 Sífilis Gestante 0 0 1 0 0 0 1 17 38 37 42 Sífilis Congênita 12 32 27 26 20 15 24 22 31 21 30 Meningite 114 70 87 68 57 43 51 169 60 72 85 Hepatites 2 2 6 13 41 66 102 213 188 307 300 Tuberculose 167 160 158 153 169 122 138 135 146 134 145

Fonte: SINNW/ SINSNNET/EPITB/TBWEB e ECD

D.

MORTALIDADE

 Mortalidade Infantil

O Coeficiente de Mortalidade Infantil no município de Diadema, de 2009, foi atualizado pela Fundação SEADE em 12,58 por mil nascidos vivos, conforme tabela abaixo. A mortalidade infantil de 2010 está analisada no capítulo que trata das prioridades do Pacto pela Saúde.

Quadro 2 - Mortalidade Infantil em residentes de Diadema, por faixa etária, ano de 2009

Faixa etária <7 dias 7 a 27 dias 28 dias a 1 ano Total

Óbitos infantis 46 14 22 82

Taxa de Mortalidade Infantil 7,43 1,82 3,33 12,58

Fonte: Fundação SEADE

Na tabela 5 é apresentada uma série histórica do Coeficiente de Natimortalidade, referente ao período de 2005 a 2009, em que se observa uma queda discreta no ano 2009. É importante apontar que, em 2009, o Coeficiente de Mortalidade Perinatal apresentou um acréscimo importante com relação ao ano anterior, passando de 13,81 para 15,46 por mil nascidos vivos.

Tabela 5 – Coeficiente de natimortalidade em residentes de Diadema, período de 2005 a 2009.

Ano 2005 2006 2007 2008 2009

Coeficiente 9,07 7,96 7,85 8.64 8,03

Fonte: Fundação SEADE

Na série histórica da mortalidade infantil no município, desde 2000 até 2009, o que chama a atenção o seu declínio gradativo, cabendo lembrar que no começo da década de 90 a mortalidade infantil, em

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Diadema, era de 36,79/1000 NV. Com relação ao ano de 2009 houve um aumento da mortalidade neonatal precoce e diminuição da pós-neonatal.

Tabela 6 – Série histórica da Mortalidade Infantil de Diadema, período de 2000 a 2009. ANO Fetal Neonatal

Precoce Perinatal Neonatal Tardia Neonatal Total Pós Neonatal Infantil 2000 9,79 7,5 17,29 1,91 9,41 4,76 14,17 2001 9,02 8,58 17,6 3,51 12,09 5,07 17,16 2002 10,01 7,85 17,86 3,19 11,04 5,85 16,89 2003 8,84 6,72 15,56 4,39 11,11 5,62 16,73 2004 7,85 7,22 15,07 3,61 10,83 4,16 14,99 2005 9,07 6,68 15,75 3,2 9,88 6,1 15,98 2006 7,96 5,69 13,65 2,33 8,02 4,23 12,25 2007 7,85 6,57 14,42 3,13 9,7 5,07 14,77 2008 8,64 5,17 13,81 1,48 6,65 5,17 11,82 2009 8,03 7,43 15,46 1,82 9,25 3,33 12,58

Fonte: Fundação SEADE  Mortalidade Geral

A partir da tabela abaixo, pode-se dizer que, em todo o período apresentado, as doenças do aparelho circulatório ocupam o primeiro lugar como causa de óbito no município. Em segundo lugar, vinham as mortes ocasionadas por doenças neoplásicas (2006, 2007 e 2009), superadas em 2008 e 2010 pelos óbitos ligados às causas externas.

Tabela 7 – Causas de óbitos em residentes de Diadema, segundo grupo de causas do CID 10, 2006 a 2010.

Causa (CID10 CAP) 2006 2007 2008 2009 2010

Doenças do aparelho circulatório 607 702 635 586 581

Neoplasias (tumores) 320 302 301 309 202

Causas externas de morbidade e mortalidade 283 271 314 253 244

Doenças do aparelho respiratório 220 197 212 253 196

Doenças do aparelho digestivo 124 125 112 117 85

Algumas doenças infecciosas e parasitárias 83 80 93 73 62

Sint sinais e achad anorm ex clín e laborat 57 54 43 60 63

Doenças endócrinas nutricionais e metabólicas 63 58 58 66 53

Algumas afec originadas no período perinatal 44 54 37 46 38

Doenças do aparelho geniturinário 37 36 24 34 35

Doenças do sistema nervoso 33 45 33 39 25

Malf cong deformid e anomalias cromossômicas 22 32 25 22 5

Doenças sist osteomuscular e tec conjuntivo 10 8 8 15 4

Transtornos mentais e comportamentais 8 10 10 16 13

Doenças sangue órgãos hemat e transt imunitár 7 9 7 6 6

Doenças da pele e do tecido subcutâneo 3 7 4 3 7

Gravidez parto e puerpério 0 2 1 3 2

Total 1921 1992 1917 1901 1621

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Com relação às causas externas, estas foram responsáveis por 253 óbitos em 2009, com taxa de 74,74/100.000 habitantes, sendo mais frequentes os homicídios, com taxa de 26,65 /100.000 hab., principalmente em jovens do sexo masculino e acidentes de transporte com 15,94/100.000 hab. De 2008 para 2009 também ocorreu aumento em casos de suicídios, de 15 para 22 (5,75/100.000 hab).

Dos 244 óbitos decorrentes de causa externas, registrados em 2010 (dados preliminares), 115 foram ocasionados por homicídios, 87 por acidentes, 18 por suicídios e 22 por causa ignorada. Das 115 mortes decorrentes de homicídios, 67,8% (78 óbitos) ocorreram em jovens na faixa etária de 15 a 34 anos.

IX.

ANÁLISE DAS PRIORIDADES

Neste capítulo são apresentadas as prioridades pactuadas nacionalmente, assim como daquelas definidas localmente a partir do Plano Municipal de Saúde (2009 a 2012), em função da realidade epidemiológica do município e dos compromissos assumidos com as mudanças do modelo de gestão e do modelo de atenção.

As prioridades nacionais definidas nos Pactos (Pacto pela Vida, Pacto de Gestão e Pacto em Defesa do SUS) são analisadas conforme os objetivos, metas e indicadores pactuados, destacando-se o cumprimento das metas e as ações que contribuíram para o resultado alcançado.

As prioridades locais são apresentadas por área (média complexidade, urgência e emergência, hospitalar, regulação e assistência farmacêutica), destacando-se na análise as ações programadas para o ano de 2010, fruto do planejamento de cada área. Estas prioridades também são apresentadas por objetivo, com os respectivos indicadores.

PRIORIDADES DO PACTO PELA VIDA (PV)

PRIORIDADE (PV): REDUÇÃO DA MORTALIDADE INFANTIL E MATERNA

OBJETIVO: Reduzir a mortalidade infantil

INDICADOR: Coeficiente de Mortalidade Infantil (CMI) o Meta pactuada CMI: 11,57 por 1000 NV

o Resultado 2010: 9,32/1.000 NV (dados preliminares)

o Meta pactuada do Componente Neonatal: 6,44 por 1000 NV o Resultado 2010: 6,32/1.000 NV (dados preliminares)

o Meta pactuada do Componente Pós-neonatal: 5,13 por 1000 NV o Resultado 2010: 2,98/1.000 NV (dados preliminares)

Conforme a série histórica apresentada no gráfico abaixo, o CMI em Diadema vem se apresentando em curva descendente desde 1998, com ligeiras inflexões no decorrer dos anos. Em 2009, o coeficiente de mortalidade infantil foi de 12,58 /1000 NV, ligeiramente acima do alcançado em 2008. Com relação ao ano de 2010, os dados apresentados são preliminares, uma vez que os bancos de nascimentos e óbitos ainda não foram encerrados. Até o momento (08/02/2011), usando os dados do banco regional do SIM e do SINASC, estima-se o CMI em 9,32/1000 NV, sendo 6,32/1000 NV referentes à mortalidade neonatal e 2,98/1000 NV à mortalidade pós-neonatal.

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Gráfico 1: Série Histórica da Mortalidade Infantil de residentes de Diadema

Fonte: Fundação Seade

A redução da mortalidade infantil é compromisso da gestão municipal, que vem desenvolvendo uma série de ações (vigilância e assistência) nesta direção, desde a assistência ao pré-natal, ao parto e ao recém-nascido, o acompanhamento do grupo menor de 01 ano, assim como as investigações de óbitos em menores de 01 ano pelo Comitê de Mortalidade Infantil e Materna.

Em Diadema, o pré-natal é realizado nas UBS, mediante a utilização de protocolo (MS), sob a responsabilidade das equipes de saúde da família. As gestantes avaliadas como médio risco são acompanhadas também pelos médicos ginecologistas lotados nas UBS e aquelas avaliadas como alto risco são encaminhadas para o ambulatório de especialidades do Quarteirão da Saúde. Analisando esta atividade com profissionais da Atenção Básica, do Quarteirão da Saúde e do Hospital Municipal (HM), detectou-se a necessidade de aperfeiçoar os processos de apoio matricial existentes na rede básica, com a participação das especialidades do Quarteirão e do Hospital Municipal, para melhorar a integração entre os serviços e a qualidade da assistência prestada na rede municipal. Problemas levantados: encaminhamentos de gestantes inadequados para o Quarteirão e para o HM, carteira do pré-natal não preenchida, rotatividade de médicos nas UBS, etc. Pontos positivos levantados: oferta sem restrições de teste de gravidez nas UBS, busca ativa de faltosas e convocação para consulta de puerpério funcionando bem nas unidades básicas, assim como as atividades de grupo para orientação do ambulatório de pré-natal de alto risco do Quarteirão. Foi bastante enfatizada a integração atual entre o ambulatório do Quarteirão e a maternidade do HM.

Dos 5688 partos (dado preliminar SINASC regional) de mulheres residentes em Diadema, em 2010, 3634 (63,8%) ocorreram em serviços localizados no município - 1700 (46,8%) no Hospital Municipal; 1665 (45,8%) no Hospital Estadual de Diadema (Serraria) e 269 (7,4%) em outros hospitais de Diadema. É importante registrar que embora o Hospital Municipal seja credenciado para a realização de partos de baixo e médio risco, vem cada vez mais realizando partos de alto risco das munícipes de Diadema, por falta de respostas do Hospital Serraria (referência para o alto risco) às solicitações da maternidade municipal. No HM algumas melhorias vêm sendo efetuadas para melhorar a assistência e a humanização no momento do parto e a atenção ao recém nascido, tais como: garantia da presença de neonatologista na sala de parto, a presença de um acompanhante da gestante no momento do parto, o alojamento conjunto, a reativação de ações para incentivar o aleitamento materno, o trabalho da fonoaudióloga para estimular a sucção nos recém-nascidos. Problemas existentes: falta de alguns materiais e equipamentos (ecocardiógrafo, renovação de ventiladores mecânicos) e a falta da avaliação otoacústica nos recém nascidos.

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Os recém-nascidos são visitados pelas equipes de saúde da família, sendo que, em geral, este atendimento é feito pelas enfermeiras, durante a primeira semana de vida e os recém nascidos de risco já saem do HM com a consulta agendada na UBS e no ambulatório de prematuros do Quarteirão. É importante destacar que as bronquiolites e as broncopneumonias foram as duas principais causas de internação de crianças menores de 01 ano na enfermaria de pediatria do HM (dados de junho a dezembro de 2010)

OBJETIVO: Reduzir a mortalidade infantil

INDICADOR: Proporção de óbitos de menores de 01 ano investigados

o

Resultado 2010: 94,3% dos óbitos em menores de 01 ano investigados

Dos 53 óbitos confirmados no SIM da região, 94,3% foram investigados pelo Comitê Municipal de Mortalidade Infantil e Materna. Em 2010, os dois comitês responsáveis pela investigação de óbitos (em menores de 01 ano e de óbitos em mulheres em idade fértil) foram unificados, permanecendo, porém, a mesma metodologia de investigação, ou seja, visitas domiciliares e hospitalares, sob a coordenação da câmara técnica do Comitê, que se reúne semanalmente para analisar as causas dos óbitos e elaborar os relatórios que serão por sua vez discutidos nas reuniões do Comitê, para conclusão da análise e demais encaminhamentos. Não se pode deixar de referir, como fragilidade do Comitê, a ausência de discussão dos relatórios produzidos com a atenção básica para compartilhamento de informações e adoção de medidas visando a redução da mortalidade infantil.

OBJETIVO: Reduzir a mortalidade materna

INDICADOR: Proporção de óbitos investigados de mulheres em idade fértil o Meta pactuada: 55%

o Resultado 2010: 64,6% de óbitos investigados INDICADOR: nº de casos de sífilis congênita

o Meta pactuada: 21 casos (3,69/1000 NV) o Resultado 2010: 30 casos (5,45/100 NV)

Além das ações já mencionadas relacionadas ao pré-natal, ao parto e ao puerpério, a SMS vem investindo na investigação de óbitos em mulheres em idade fértil. Em 2010, até 08/02/2011, foram investigados 96 óbitos em mulheres em idade fértil, o que corresponde a 64,6% do total de óbitos desta faixa etária. Da mesma forma que nos óbitos infantis, as investigações foram feitas por meio de visitas domiciliares e hospitalares para identificação das causas e dos fatores determinantes, faltando, no entanto, como já foi apontado antes, a indicação de medidas de prevenção e intervenções para a diminuição da mortalidade materna, em conjunto com a atenção básica e demais serviços envolvidos com a prioridade, em questão.

Com relação à sífilis congênita, houve um aumento no número de casos se comparado aos anos anteriores – 29 (2008), 22 (2009), 30 (2010), significando, assim que a meta pactuada não foi alcançada. Analisando as fichas de notificação de 2010, dos 30 casos confirmados, observamos: 11 crianças nasceram de mães que não fizeram o pré-natal; 11 mães começaram o pré-natal após o 2º trimestre de gravidez e todas fizeram o tratamento de forma inadequada - 22 parceiros não fizeram o tratamento (por recusa, dois eram detentos e três eram desconhecidos) e 09 mulheres não completaram o tratamento. Dos 30 casos, tiveram como resultado 04 abortamentos e 01 natimorto.

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Desde o ano passado, o HM está participando do Projeto Sentinela para Avaliação da Prevalência do HIV e da Sífilis, no Brasil. Deverá, assim, colher 200 amostras de soro de mulheres no pré-parto, para realização de teste rápido para as duas patologias.

Em 2009 ocorreu aumento da mortalidade materna (45,24 óbitos por mil nascidos vivos) com relação a 2008 (44,32 óbitos por mil nascidos vivos), apesar do número de óbitos maternos ter sido o mesmo (03 óbitos). Com relação a 2010, ocorreram 96 óbitos de mulheres em idade fértil – MIF, com 02 óbitos maternos declarados no Banco SIM Regional até o momento.

PRIORIDADE (PV): CONTROLE DO CÂNCER DE COLO DE ÚTERO E DE MAMA.

OBJETIVO: Ampliar a oferta do exame preventivo do câncer do colo de útero visando alcançar uma cobertura de 80% da população alvo.

INDICADOR: Razão de exames citopatológicos cérvicos vaginais na faixa etária de 25 a 59 anos em relação à população-alvo.

o Meta pactuada: 0,18 o Resultado 2010: 0,17

Em 2009 houve uma diminuição importante no resultado deste indicador: 0,22 (2008) para 0,16 (2009). Em função disto, várias ações foram desencadeadas em 2010 para explicar o resultado obtido, como também, para tomar medidas no sentido de obter melhores resultados com a realização de exames citopatólogicos de mulheres colhidos na rede de saúde de Diadema. Assim, a Coordenação da Atenção Básica em discussão com o Hospital Mario Covas (referência regional para exames citopatológicos) concluiu que os resultados dos exames coletados em Diadema estavam sendo digitados no banco (SISCOLO), como realizados em Santo André. Por isto, a partir de agosto de 2010, a Coordenação da Atenção Básica desencadeou as seguintes ações: monitoramento mensal das coletas realizadas nas unidades básicas, discussão com os gerentes das unidades para ampliar o número de coletas e reforço na capacitação em coleta de citologia oncótica para enfermeiros e técnicos de enfermagem. É importante destacar que as conversas com o Hospital Mário Covas também trouxeram melhoria no tempo de entrega do resultado dos exames; hoje, os resultados estão chegando entre 15 a 20 dias após o envio da lâmina.

Com relação ao indicador, devido ao problema apontado na digitação dos dados, o seu cálculo foi feito por meio do registro das coletas das unidades básicas, e não pelo SISCOLO, que seria o procedimento padronizado.

Importante ressaltar que no final de 2010, na maioria das UBS (51%) não existe mais horário predeterminado para a coleta de citologia oncótica.

OBJETIVO: Tratar/seguir as lesões precursoras do câncer do colo do útero no nível ambulatorial.

INDICADOR: Percentual de tratamento/seguimento no nível ambulatorial das lesões precursoras do câncer de colo do útero.

o Meta pactuada: 48% o Resultado 2010: 81,3%

Em 2010 devido ao problema já mencionado, sobre a digitação dos resultados das citologias do município, não foi possível acompanhar os dados pelo SISCOLO. Em decorrência disto, o acompanhamento foi realizado por meio do registro dos casos no CR DST/AIDS, sendo esta a fonte de informação utilizada para o cálculo do indicador. Das 43 mulheres com lesões precursoras de câncer de colo de útero

Referências

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