• Nenhum resultado encontrado

PANORAMA DOS TERRITÓRIOS AMAZONAS

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "PANORAMA DOS TERRITÓRIOS AMAZONAS"

Copied!
77
0
0

Texto

(1)

DOS TERRITÓRIOS

AMAZONAS

(2)

PANORAMA

DOS TERRITÓRIOS

AMAZONAS

(3)

REALIZAÇÃO

Instituto Unibanco

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Presidência

Pedro Moreira Salles

Vice-presidência

Pedro Sampaio Malan

Conselheiros

Antonio Matias

Cláudio de Moura Castro Cláudio Luiz da Silva Haddad Marcos de Barros Lisboa Ricardo Paes de Barros Rodolfo Villela Marino Thomaz Souto Corrêa Netto Tomas Tomislav Antonin Zinner DIRETORIA EXECUTIVA

Claudio José C. Arromatte Cristina Cestari

Fernando Marsella Chacon Ruiz Gabriel Amado de Moura Jânio Gomes

Leila Cristiane B. B. de Melo Marcelo Luis Orticelli

SUPERINTENDÊNCIA EXECUTIVA Ricardo Henriques

IMPLEMENTAÇÃO DE PROJETOS Maria Julia Azevedo Gouveia DESENVOLVIMENTO E CONTEÚDOS Alexsandro Nascimento Santo GESTÃO DO CONHECIMENTO Mirela de Carvalho

PLANEJAMENTO, ARTICULAÇÃO INSTITUCIONAL E COMUNICAÇÃO Tiago Borba

ADMINISTRAÇÃO E TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO Fábio Santiago

(4)

Apresentação 5

Conhecendo o território 6

Estrutura Administrativa do estado 20

A situação da educação 25

Políticas educacionais do estado 43

Considerações Finais 74

(5)

Este Panorama do Território busca reunir um conjunto de in-formações sobre os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal com o objetivo de produzir um raio-x do Ensino Médio em cada unidade da federação. O leitor encontrará aqui uma sín-tese com informações históricas e geográficas, dados socioe-conômicos e demográficos, informações sobre a estrutura ad-ministrativa do estado e de sua Secretaria de Educação. Além disso, buscou-se traçar um panorama da rede de ensino e das principais políticas educacionais vigentes no estado.

Por trás do trabalho de pesquisa realizado para a elaboração deste documento está a certeza de que conhecer a realidade da educação é passo fundamental para implementar as mu-danças que todos desejamos. É nesse sentido que o Panorama busca lançar luz sobre as especificidades de cada território e de sua história, pretendendo-se um instrumento para pesqui-sadores, formadores de opinião, analistas, estudantes, par-ceiros e todos aqueles preocupados com os rumos do Ensino Médio no Brasil.

Este é um diagnóstico em construção. Muitas das informa-ções aqui reunidas são dinâmicas e por isso ele será atuali-zado periodicamente. Este é um lembrete importante porque reforça para o leitor um dos principais objetivos do Obser-vatório da Educação: captar e sistematizar informações re-levantes no campo da gestão para o ensino médio. Por isso, a leitura do Panorama pode ser ampliada e complementada com outros materiais que você encontra nas seções Em Debate e Cedoc deste Observatório. Não deixe de visitar e participar! Boa leitura!

(6)

CONHECENDO

O TERRITÓRIO

(7)

O estado do Amazonas é o maior em área territorial do Brasil, mas detém um dos mais baixos índices de densidade demo-gráfica do país, com 2,23 habitantes por quilômetro quadrado. A população do estado, de acordo com o Censo 2010, era de

aproximadamente 3,5 milhões de habitantes1 . O Amazonas

detém uma especificidade entre os outros estados brasileiros, a presença de grande população indígena. São mais de 168 mil indivíduos, a maior concentração do país, distribuídos

em 65 grupos, com 43 línguas diferentes faladas2.

O estado possui, ainda, 98% de sua cobertura florestal preser-vada e o clima é equatorial úmido, com temperatura média de 26,7°. Possui a maior rede hidrográfica do planeta e a maioria dos rios amazonenses é navegável durante todo o ano.

1 Disponível em: http://www.ibge.gov.br/estadosat/perfil.php?sigla=am. Acesso

em 26 out 2016.

2 Disponível em: http://fne.mec.gov.br/images/PEE/AMPEE.pdf. Acesso em 26 out

2016.

maior

estado

do Brasil

(8)

O descobrimento da região hoje formada pelos estados do Amazonas e Pará, no século XVI, foi de responsabilidade do espanhol Francisco de Orellana. Por volta de 1546, ingleses e holandeses ocupam a foz do grande rio (atuais estados do Amapá e do Pará), onde instalaram feitorias nas margens dos maiores rios da região para extrair madeira e especiarias, como o cravo, o urucum, o guaraná, resinas e outros. Assim, desde cedo a economia da região amazônica se baseou no extrativismo e não na agromanufatura açucareira, como em outras regiões coloniais.

O arraial foi fundado em 1669, passando a chamar-se Lugar da Barra e tornando-se sede da capitania de São José do Rio Negro no fim do século XVIII. No princípio do século XIX foi elevado à categoria de vila com o nome de Manaós, em homenagem à tribo de mesma denominação que se recusava a ser dominada pelos portugueses e negava ser mão-de-obra escrava para militares e religiosos. Quando recebeu o título de cidade em 1848, caracterizava-se por ser um pequeno aglo-merado urbano, com cerca de três mil habitantes.

Aliando seu potencial ecológico a uma política de negócios ba-seada na sustentabilidade, a capital do Amazonas tornou-se a 6ª cidade mais rica do país. Parte deste sucesso se deve ao Polo Industrial de Manaus (PIM), um modelo de desenvol-vimento regional que abriga inúmeras empresas nacionais e internacionais, gerando mais de 100 mil empregos diretos e um faturamento de 35 bilhões de dólares em 2010.

No interior do estado é crescente a abertura de novas opor-tunidades de emprego e renda, com investimentos em áreas como a piscicultura, agroindústria e produção rural.

MANAUS

cidade mais rica do país

MAIOR

população indígena do Brasil

83%

da população vive em área urbana

AMAZONAS

(9)

82,9%

dos jovens de

15 a 17 anos

estão na escola

41,4 mil

jovens entre

15 e 17 anos

fora da escola

5.210

escolas

públicas

720

escolas

estaduais

351

escolas com

ensino médio

regular

62

municípios

(10)

TABELA 1 | População segundo sexo

SEXO AMAZONAS REGIÃO NORTE BRASIL NÚMERO DE PESSOAS % % %

Homens 1.953.968 50,2% 49,9 51,6

Mulheres 1.934.600 49,8% 50,1 48,4

TOTAL 3.888.568 100% 100 100

FONTE: PNAD 2014

Elaboração Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento

49,8

%

AMAZONAS

50,2

%

Dados demográficos

No Amazonas as mulheres representam maioria em relação aos homens, entretanto a diferença é bastante pequena: as mulheres somam 50,2% e os homens 49,8%, cenário que é bem diferente da região norte, onde os homens são maioria na população. Ao comparar com os dados referentes à média do país, o Amazonas possui uma situação mais semelhante, já que ambos têm as mulheres como maior parcela da popula-ção, como mostra a Tabela 1. Nela, é possível ver a população do estado segundo sexo, comparada com os dados da região Norte e com a média nacional.

A população amazonense possui composição bem próxima à região norte quanto à faixa etária, mas é ligeiramente mais jovem, com maior concentração de pessoas de 0 a 24 anos. A partir dos 40 anos a população do estado é inferior à média do país e da região norte. Na comparação com o país, o perfil da população do estado é mais destoante do que na comparação com a região norte, sendo a população amazonense signifi-cativamente mais nova que a população brasileira. Mais da metade da população do Amazonas é composta por crianças e jovens até 29 anos, que representam 56,5%. Já os adultos (acima de 30 anos) são 43,5% da população.

(11)

TABELA 2 | População segundo faixa etária

FAIXA ETÁRIA AMAZONAS REGIÃO NORTE BRASIL NÚMERO DE PESSOAS % % % 0 – 05 anos 427.627 11,0 10,2 7,9 6 – 14 anos 697.195 17,9 17,7 13,7 15 – 17 anos 242.636 6,2 6,1 5,2 18 – 20 anos 239.200 6,2 5,7 5,1 21 – 24 anos 258.630 6,7 6,6 6,1 25 – 29 anos 333.257 8,6 8,4 7,7 30 – 39 anos 610.946 15,7 15,7 15,6 40 anos ou mais 1.079.077 27,7 29,7 38,7 TOTAL 3.888.568 100 100 100 FONTE: PNAD 2014

Elaboração Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento

TABELA 3 | População segundo cor/raça

COR/RAÇA AMAZONAS REGIÃO NORTE BRASIL NÚMERO DE PESSOAS % % %

Brancos 845.488 21,7 27,0 45,5

Negros 2.946.835 75,8 72,5 53,6

Outros (amarelo, indígena

e não declarado) 96.245 2,5 0,5 0,9

TOTAL 3.888.568 100 100 100

FONTE: PNAD 2014

Elaboração Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento

Quanto à cor, a população amazonense possui perfil bem dife-rente do país, com a grande maioria sendo composta por negros, que somam 75,8%, e uma minoria de brancos, que representam 21,7%. Tendo em vista que o Amazonas é uma região tradicio-nalmente habitada por povos indígenas, a porcentagem da po-pulação classificada em “outros” — que abrange a popo-pulação indígena — é maior que a do país e da região norte, onde está lo-calizado. No comparativo com a região, o Amazonas possui uma parcela menor de brancos: na região Norte eles são 27%; e um número maior de negros: 75,8% no Amazonas e 72,5% na região.

(12)

TABELA 4 | População vivendo em áreas urbana e rural

ÁREA AMAZONAS REGIÃO NORTE BRASIL NÚMERO DE PESSOAS % % %

Urbana 3.253.115 83,7 73,7 85,1

Rural 635.453 16,3 26,3 14,9

TOTAL 3.888.568 100 100 100

FONTE: PNAD 2014

Elaboração Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento

O Amazonas tem um total de 3.888.568 habitantes, divididos entre as áreas urbana e rural. A maior parte, 83,7% situa-se em área urbana, índice significativamente superior à região norte, que conta com 73,7% dos domicílios em área urbana, mas próximo ao índice do país, que é de 85,1%.

Em termos de indicadores sociais,

o Amazonas apresenta uma situação

pior que a média brasileira.

A tabela a seguir apresenta o percentual de pessoas conside-radas extremamente pobres e aquelas consideconside-radas como po-bres, tanto no Amazonas como no Brasil. O critério assumido para a classificação de pobreza é a proporção de indivíduos de uma dada região que possui renda per capita igual ou in-ferior a R$ 140 por mês (R$ 4,60 por dia). Já o critério para definir os indivíduos extremamente pobres é a proporção da população cuja renda familiar per capita não ultrapasse R$ 70 mensais (R$ 2,30 por dia). Assim, observa-se que no Ama-zonas a situação de pobreza da população é grave se compa-rada com a média do país. 16,4% da sua população vivem na extrema pobreza e 30,7% são consideradas pobres, situando quase metade dos amazonenses abaixo da linha de pobreza.

(13)

TABELA 5 | Indicador social: pobreza

POBREZA AMAZONAS BRASIL

% %

Extremamente pobres 16,40 6,60

Pobres 30,78 15,20

FONTE: IDHM-PNUD 2010

Elaboração Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento

TABELA 6 | Indicador social: esperança de vida e anos de estudo

INDICADORES AMAZONAS BRASIL

Esperança de vida* 73,3 73,9

Expectativa de anos de

estudo** 8,5 9,5

FONTE: IDHM-PNUD 2010

Elaboração Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento

Como o Amazonas é um estado com uma parcela tão grande da população em situação de pobreza, é de se esperar que essa realidade se reflita em outros indicadores. No entanto, a média de esperança de vida do estado não é tão diferente da média nacional. Para o Brasil esta taxa é de é de 73,9 anos, e no estado do Amazonas é de 73,3 anos. Já no índice que indica a expectativa de anos de estudo, o estado fica mais distante da média nacional: 8,5 anos no estado e 9,5 anos no Brasil.

(14)

TABELA 7 | População jovem segundo faixa etária – 2010

FAIXA ETÁRIA NÚMERO DE PESSOAS POPULAÇÃO JOVEMPERCENTUAL DA POPULAÇÃO TOTALPERCENTUAL DA

15 a 17 227.553 22,14% 6,53% 18 a 24 476.648 46,38% 13,68% 25 a 29 323.526 31,48% 9,29% População Jovem (15 a 29 anos) 1.027.727 100% 29,50% POPULAÇÃO TOTAL 3.483.985 - 100% FONTE: Censo 2010

Elaboração Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento

População jovem

O Amazonas possui 1 milhão de jovens entre seus habitantes, o que corresponde a 29,5% da população. Dentre os jovens, os de 15 a 17 anos (idade na qual deveriam estar cursando o en-sino médio) representam 22,14% (ou 6,53% da população do estado); os de 18 a 24 são quase metade dos jovens e 13,68% da população total; e os de 25 a 29 anos representam 31,48% dos jovens.

Como mostra a tabela 8, a população jovem amazonense pos-sui composição etária bem próxima à do estado, com 50,02% de homens e 49,98% de mulheres, enquanto na população total este dado é de 50,32% e 49,68%, respectivamente. Ape-sar dos homens responderem pela maior parte da população total e jovem, ressalta-se que na faixa entre 25 e 29 anos as mulheres são maioria, representando 50,15% dos jovens.

(15)

TABELA 8 | População jovem segundo sexo – 2010

SEXO

15 A 17 ANOS 18 A 24 ANOS 25 A 29 ANOS POPULAÇÃO JOVEM (15 A 29 ANOS)

POPULAÇÃO TOTAL Nº DE

PESSOAS % PESSOASNº DE % PESSOASNº DE % PESSOASNº DE % PESSOASNº DE %

Homem 113.331 49,80% 238.082 49,95% 162.253 50,15% 513.665 49,98% 1.730.806 49,68%

Mulher 114.222 50,20% 238.566 50,05% 161.273 49,85% 514.061 50,02% 1.753.179 50,32%

TOTAL 227.553 100% 476.648 100% 323.526 100% 1.027.727 100% 3.483.985 100%

FONTE: Censo 2010

Elaboração Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento

TABELA 9 | População jovem segundo cor/raça – 2010

COR/ RAÇA

15 A 17 ANOS 18 A 24 ANOS 25 A 29 ANOS POPULAÇÃO JOVEM (15 A 29 ANOS)

POPULAÇÃO TOTAL Nº DE

PESSOAS % PESSOASNº DE % PESSOASNº DE % PESSOASNº DE % PESSOASNº DE %

Brancos 46.634 20,49% 99.872 20,95% 69.982 21,63% 216.488 21,06% 739.114 21,21% Negros 167.618 73,66% 350.103 73,45% 237.406 73,38% 755.127 73,48% 2.545.857 73,07% Outros (amarelo, indígena e não declarado) 13.300 5,84% 26.673 5,60% 16.138 4,99% 56.111 5,46% 199.014 5,71% TOTAL 227.553 100% 476.648 100% 323.526 100% 1.027.727 100% 3.483.985 100% FONTE: Censo 2010

Elaboração Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento

ENTRE OS

JOVENS

21

%

são negros

Assim como a população total do Amazonas, os jovens são majoritariamente negros (73,48%), sendo este número ligeira-mente superior ao da população total, como é possível ver na tabela 9. A faixa onde o percentual de negros é ligeiramente menor entre os jovens está entre 25 e 29 anos, com 73,38% da população negra nessa faixa.

73,8%

(16)

TABELA 10 | Mulheres jovens que possuem filhos – 2010

MULHERES COM FILHOS

15 A 17 ANOS 18 A 24 ANOS 25 A 29 ANOS POPULAÇÃO JOVEM (15 A 29 ANOS) Nº DE

PESSOAS % PESSOASNº DE % PESSOASNº DE % PESSOASNº DE %

Sem Filho 99.531 87,82% 130.110 54,65% 48.132 29,67% 277.773 54,08%

Com Filho 13.800 12,18% 107.972 45,35% 114.120 70,33% 235.892 45,92%

TOTAL 113.331 100% 238.082 100% 162.253 100% 513.665 100%

FONTE: Censo 2010

Elaboração Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento

TABELA 11 | População jovem segundo responsabilidade pelo domicílio – 2010

JOVENS RESPONSÁVEIS PELO DOMICÍLIO

15 A 17 ANOS 18 A 24 ANOS 25 A 29 ANOS POPULAÇÃO JOVEM (15 A 29 ANOS) Nº DE

PESSOAS % PESSOASNº DE % PESSOASNº DE % PESSOASNº DE %

222.178 97,64% 417.176 87,52% 231.973 71,70% 871.328 84,78%

Não responsável pelo domicílio

Responsável pelo domicílio 5.374 2,36% 59.472 12,48% 91.553 28,30% 156.399 15,22%

TOTAL 227.553 100% 476.648 100% 323.526 100% 1.027.727 100%

FONTE: Censo 2010

Elaboração Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento

A maternidade é uma realidade para 45,92% das mulheres jo-vens do Amazonas. Entre aquelas que têm entre 15 e 17 anos, idade correspondente ao Ensino Médio, mais de 13 mil já têm filhos, ou 12,18% dentre as meninas desta idade. Como era de se esperar, esta proporção aumenta com a faixa etária, che-gando a 45,35% entre as que têm de 18 a 24 anos, e a 70,33% entre aquelas que têm de 25 a 29 anos.

A tabela 11 mostra que no Amazonas a responsabilidade pelo domicílio chega cedo para muitos jovens. Mais de cinco mil adolescentes entre 15 e 17 anos são os responsáveis pelo do-micílio em que vivem (2,36%). Tal responsabilidade é reali-dade para 12,48% daqueles que têm entre 18 e 24 anos e para 28,30% entre os jovens de 25 a 29 anos.

(17)

Assim como a responsabilidade pela casa, o trabalho está presente desde cedo na vida de muitos jovens amazonenses. Alguns acumulam a dupla jornada de estudos e trabalho e outros deixam de estudar para apenas trabalhar. Na tabela 12, vê-se que entre os adolescentes de 15 a 17 anos — idade em que o estudo é obrigatório — 19,61% estão fora da escola, 14,20% não trabalham e nem estudam, aproximadamente 19,7% trabalham (14,29% conciliam o trabalho com os estu-dos, mas 5,41% se dedicam exclusivamente ao trabalho) e 66,11% conseguem se dedicar exclusivamente aos estudos.

TABELA 12 | População jovem segundo ocupação – 2010

OCUPAÇÃO

15 A 17 ANOS 18 A 24 ANOS 25 A 29 ANOS POPULAÇÃO JOVEM (15 A 29 ANOS) Nº DE

PESSOAS % PESSOASNº DE % PESSOASNº DE % PESSOASNº DE %

Estuda 150.427 66,11% 102.208 21,44% 23.333 7,21% 275.969 26,85%

Estuda e Trabalha 32.508 14,29% 69.489 14,58% 35.726 11,04% 137.723 13,40%

Trabalha 12.309 5,41% 154.528 32,42% 165.186 51,06% 332.023 32,31%

Não Estuda e Não Trabalha 32.309 14,20% 150.423 31,56% 99.280 30,69% 282.012 27,44%

TOTAL 227.553 100% 476.648 100% 323.526 100% 1.027.727 100%

FONTE: Censo 2010

Elaboração Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento

Na faixa etária dos 18 aos 24 anos (idade que equivale ao estudo universitário) apenas 36,02% dos amazonenses se-guiram estudando, dos quais 21,44% se dedicam exclusi-vamente. Quase metade dos jovens desta faixa etária já se dedica ao trabalho: 14,58% estudam e trabalham e 32,42% apenas trabalham. Os que não estudam e não trabalham so-mam 31,56% nesta faixa etária. Entre os jovens de 25 a 29 anos

(idade que equivaleria a uma pós graduação)3, apenas 7,21%

conseguem continuar seus estudos com dedicação exclusiva, outros 11,04% conciliam os estudos com o trabalho —

totali-3 Apesar da idade ser equivalente ao estudo de pós-graduação, é possível que haja

(18)

TABELA 13 | População jovem segundo ocupação e sexo – 2010

OCUPAÇÃO SEGUNDO SEXO

15 A 17 ANOS 18 A 24 ANOS 25 A 29 ANOS POPULAÇÃO JOVEM(15 A 29 ANOS) HOMENS

% MULHERES% HOMENS% MULHERES% HOMENS% MULHERES% HOMENS% MULHERES%

Estuda 65,07% 67,15% 18,70% 24,19% 4,86% 9,55% 24,66% 29,04% Estuda e Trabalha 16,64% 11,91% 16,27% 12,88% 11,22% 10,86% 14,77% 12,03% Trabalha 6,30% 4,51% 40,56% 24,26% 63,13% 39,06% 40,03% 24,58% Não Estuda e Não Trabalha 11,98% 16,43% 24,47% 38,66% 20,79% 40,53% 20,54% 34,35% TOTAL 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100,00% 100% FONTE: Censo 2010

Elaboração Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento

24,6

%

estuda

40

%

trabalha

ENTRE OS

HOMENS

JOVENS

zando 62,1% aqueles que trabalham — e 30,69% não estudam e nem trabalham.

Os dados sobre ocupação ainda revelam que, para todas as faixas etárias, o grupo de pessoas que não estuda e nem tra-balha é consideravelmente maior entre as mulheres, como indica a tabela 13. No Amazonas, entre os homens jovens de 15 a 17 anos, 11,98% não trabalham e não estudam, enquanto esta é a realidade para 16,43% das mulheres jovens nesta idade. No grupo de 18 a 24 anos, 24,47% dos homens e 38,66% das mulheres não estudam e nem trabalham.

Entre os que têm entre 25 e 29 anos, os que não estudam nem trabalham são 20,79% dos homens. Por outro lado, nesta faixa as mulheres representam uma parcela bem alta da população que não estuda nem trabalha, com 40,53%, e este dado faz a média dos jovens que não estudam nem trabalham subir. Uma hipótese possível para explicar tamanha diferença entre a proporção de homens e mulheres que não trabalham nem estudam é a maternidade, que muitas vezes afasta a mulher do mercado de trabalho pela necessidade de priorizar o cui-dado com os filhos e o lar.

(19)

TABELA 14 | População jovem segundo acesso à internet no domicílio – 2010

ACESSO À INTERNET NO DOMICÍLIO SEGUNDO SEXO

15 A 17 ANOS 18 A 24 ANOS 25 A 29 ANOS POPULAÇÃO JOVEM(15 A 29 ANOS) HOMENS

% MULHERES% HOMENS% MULHERES% HOMENS% MULHERES% HOMENS% MULHERES%

Sem Internet no Domicílio 61,77% 59,64% 58,72% 56,77% 55,30% 52,67% 58,33% 56,11% Com Internet no Domicílio 36,81% 38,97% 39,94% 41,95% 43,56% 46,20% 40,38% 42,63% Não informado 1,42% 1,40% 1,34% 1,28% 1,14% 1,13% 1,30% 1,26% TOTAL 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 100% FONTE: Censo 2010

Elaboração Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento

Entre aqueles que trabalham, os homens são maioria, e isso pode indicar que eles continuam concentrando papel de provedor na família, enquanto o trabalho doméstico e de cuidado familiar prevalece entre as mulheres. Chama aten-ção ainda a parcela significativa de homens jovens de 15 a 17 anos que já trabalham (6,3% trabalham e não estudam e 16,64% conciliam as duas atividades). Entre as mulheres jo-vens da mesma idade, 16,42% trabalham, e 4,51% o fazem exclusivamente.

No que se refere ao acesso à internet, a tabela 14 mostra que em cada cem jovens amazonenses pouco menos de sessenta não possuem internet. É possível perceber ainda que as di-ferenças por faixa etária e entre os sexos são pequenas: para homens e mulheres, o índice de jovens com internet em casa é menor na faixa mais jovem, e na média da população jovem as mulheres estão ligeiramente à frente dos homens, 42,63% e 40,38% respectivamente.

(20)

A ESTRUTURA

ADMINISTRATIVA

DO ESTADO

(21)

O governador do Amazonas, José Melo de Oliveira (PROS), foi eleito vice-governador em 2010, mas assumiu o cargo após a desincompatibilização do governador Omar Aziz em 2014. Nas eleições de 2014 foi eleito, em segundo turno, para o go-verno do estado do Amazonas, completando o segundo ano de mandato em 2016. Formado em Economia pela Universi-dade Federal do Amazonas, iniciou sua vida pública em 1967 trabalhando na área da educação onde exerceu diversas fun-ções, tais como: secretário municipal de Educação de Manaus; delegado do Ministério da Educação e Cultura, gestão que foi marcada pela implantação do modelo de escolas rurais em to-dos os municípios amazonenses; e secretário de Educação e Cultura do estado do Amazonas por duas vezes, trabalhando na consolidação da política de distribuição de fardamento e merenda escolar para os alunos da rede pública. Ao longo deste tempo ainda atuou em outras áreas como a Secretaria de Estado de Coordenação do Interior (Seint), o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário do Amazonas (Idam) e como consultor em diversas empresas privadas. Também trabalhou no legislativo como deputado federal por duas vezes, como deputado estadual e, na Assembleia Legislativa do Amazonas,

presidiu as Comissões de Orçamento, Finanças e Tributação4.

O organograma administrativo do estado5 conta com órgãos

e entidades assim divididos: dez autarquias, dez fundações e oito empresas públicas, além do Conselho Estadual de Desen-volvimento do Amazonas, vinculado ao gabinete do governa-dor e com atribuição de assessorá-lo no planejamento e execu-ção da política fiscal estadual. Ainda se estrutura em torno de 25 secretarias: Secretaria de Estado de Relações Institucionais e Representação; Comitê Organizador do Torneio de Futebol Olímpico Manaus 2016 (Comitê Manaus 2016); Fundo de Pro-moção Social; Secretaria de Estado de Justiça, Direitos

Huma-4 Disponível em: http://www.amazonas.am.gov.br/autoridades/governador/.

Acesso em 17 out 2016.

5 O site institucional do governo do Amazonas não disponibiliza o organograma da

(22)

nos e Cidadania; Secretaria de Estado do Meio Ambiente; Se-cretaria da Educação e da Qualidade do Ensino; SeSe-cretaria de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnolo-gia e Inovação; Secretaria de Estado de Comunicação Social; Secretaria de Estado de Administração Penitenciária; Comis-são Geral de Licitação do Poder Executivo; Ouvidoria Geral do Estado do Amazonas; Secretaria de Estado de Desenvol-vimento da Região Metropolitana de Manaus; Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência; Controladoria Geral do Estado; Secretaria de Estado da Saúde; Secretaria de Estado de Secretaria de Estado de Segurança Pública; Secre-taria de Política Fundiária; SecreSecre-taria de Estado do Trabalho; Secretaria de Estado de Produção Rural; Secretaria de Estado da Juventude e Lazer; Secretaria de Estado de Infraestrutura; Secretaria de Estado da Fazenda; Secretaria de Estado da Cul-tura; Secretaria de Estado da Assistência Social; Secretaria de Estado de Administração e Gestão.

(23)

A Secretaria Estadual de Educação

e a rede estadual de ensino

A Secretaria Estadual de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc) tem como atribuição a formulação, a coordenação, o controle, a avaliação e a execução das políticas educacionais do estado do Amazonas, e para tanto, compete a ela propor projetos, programas e ações que garantam o cumprimento da política educacional do governo. Tem a função ainda de pro-ver recursos humanos e materiais, bem como apoiar o sistema estadual de ensino em todas as suas necessidades.

Estrutura-se em torno do secretário de Educação, um secre-tário executivo e quatro secresecre-tários sxecutivos adjuntos. Seu

organograma é assim definido6:

1 | OUVIDORIA

2 | ÓRGÃOS COLEGIADOS

a. Conselho Estadual de Educação;

b. Conselho Estadual de Educação Indígena; c. Conselho de Alimentação Escolar;

d. Conselho Estadual de Acompanhamento e Controle Social do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação; e. Comissão Interna de Ética;

f. Comissão de Regime Disciplinar do Magistério; g. Comissão de Tomada de Contas Especial.

3 | ÓRGÃOS DE ASSISTÊNCIA E ASSESSORAMENTO

a. Gabinete

i. Assessoria Jurídica;

ii. Assessoria de Comunicação iii. Assessoria Administrativa

b. Secretaria Executiva

c. Secretaria Executiva Adjunta da Capital

i. Coordenadorias Distritais de Educação ii. Centro Cultural Thiago de Mello

(24)

d. Secretaria Executiva Adjunta do Interior

i. Coordenadorias Regionais de Educação

e. Assessoria Estratégica

4 | ÓRGÃOS DE ATIVIDADES-MEIO

a. Secretaria Executiva Adjunta de Gestão

i. Departamento de Logística (Delog) ii. Departamento de Administração de

Infraestrutura (Deinfra)

iii. Departamento de Gestão Escolar (Degesc) iv. Departamento de Planejamento e Gestão

Financeira (DPGF)

v. Departamento de Gestão de Pessoas (DGP) 5 | ÓRGÃOS DE ATIVIDADES-FIM

a. Secretaria Executiva Adjunta Pedagógica

i. Departamento de Políticas e Programas Educacionais (Deppe)

ii. Centro de Formação de Profissional “Padre José Anchieta” (Cepan)

iii. Centro de Mídias de Educação do Amazonas (Cemeam)

Além destas, também está vinculado à Seduc amazonense o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas, uma autar-quia estadual que tem a função de ofertar cursos técnicos de nível médio, de qualificação profissional e de inclusão digital. Outras instituições voltadas à educação e à pesquisa, mas não vinculadas à Seduc, são as fundações públicas: Universidade do Estado do Amazonas e a FAPEAM (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas).

O atual secretário, Algemiro Ferreira Lima Filho, do PTN, estava à frente da Secretaria Executiva Adjunta do Interior quando foi convidado a assumir o cargo em maio de 2016, substituindo a ex-secretária Rossieli Soares da Silva, que foi chefiar a Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação. Graduado em Filosofia pela Universidade Fe-deral do Amazonas (Ufam), pós-graduado em Administração pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e mestrando em Gestão e Avaliação da Educação Pública, Algemiro vem se dedicando à área da educação desde 1993.

(25)
(26)

De acordo com o Censo Escolar de 2014, a rede pública de edu-cação no Amazonas é composta por 5.210 escolas públicas das quais 720 são escolas estaduais. Destas, 563 unidades (78%) es-tão localizadas em área urbana e 157 (22%) em área rural. As matrículas das escolas estaduais — reunindo todas as etapas e modalidades de ensino — somam 467.031, sendo 422.560 ma-trículas em área urbana e 44.471 na área rural.

Do total de escolas do estado, 351 compõem a rede de Ensino Médio Regular estadual, estando 215 delas localizadas na área urbana e 136 escolas na área rural. O Ensino Médio tem um total de 175.546 matrículas, sendo distribuídas da seguinte forma: 148.770 matrículas em escolas urbanas e 26.776 matrí-culas em escolas situadas em área rural.

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do es-tado do Amazonas possui algumas variações ao longo de sua série histórica, sem ultrapassar o Ideb nacional em nenhum dos anos. Como é possível notar no gráfico 1, o Ideb do Ama-zonas parte de uma nota bem abaixo da nota do país, melhora seu desempenho até 2011, atingindo 3,4 pontos, nota equiva-lente à média nacional. Em 2013 sofre uma queda de 0,4, mas se recupera novamente em 2015 atingindo a maior nota em sua série histórica, 3,5 pontos, encostando mais uma vez na média brasileira.

5.210

escolas

públicas

720

escolas

estaduais

REDE

ESTADUAL

DE

EDUCAÇÃO

78%

em área

urbana

22%

em área

rural

(27)

O gráfico 2 mostra que no Amazonas o comportamento da série histórica é mais similar à região Norte, embora com al-gumas diferenças. Na região Norte o Ideb partiu de 2,7 e se manteve neste patamar no exame seguinte. Em 2009 regis-trou um aumento passando para 3,1 pontos, que se repetiu em 2011, mas em 2013 registra nova queda de 0,1. Recupe-ra-se em 2015, com 3,2 pontos. O Amazonas teve uma nota de partida inferior à média da região Norte, mas já no exame seguinte, em 2007 se recuperou e ultrapassou o índice da re-gião, embora tenha registrado queda em 2013.

GRÁFICO 1 | Ideb Amazonas x Brasil

FONTE: INEP

Elaboração: Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento

GRÁFICO 2 | Ideb Amazonas x Região Norte

FONTE: INEP

Elaboração: Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento

47,0 45,5 45,2 46,0 AMAZONAS BRASIL AMAZONAS REGIÃO NORTE AMAZONAS BRASIL AMAZONAS BRASIL AMAZONAS REGIÃO NORTE AMAZONAS REGIÃO NORTE 2º ANO 1º ANO 3º ANO TOTAL AMAZONAS BRASIL REGIÃO NORTE AMAZONAS 2,3 2,8 3,2 3,4 3,0 3,5 3,0 3,2 3,4 3,4 3,4 3,5 2005 2007 2009 2011 2013 2015 2,3 2,8 3,2 3,4 3,0 3,5 2,7 2,7 3,1 3,1 2,9 3,2 2005 2007 2009 2011 2013 2015 226,9 235,5 250,6 254,8 242,4 261,6 248,7 253,5 261,9 261,1 256,3 260,6 2005 2007 2009 2011 2013 2015 226,9 235,5 250,6 254,8 242,4 261,6 236,1 239,4 256,5 250,8 243,5 255,2 2005 2007 2009 2011 2013 2015 236,8 244,7 251,4 253,3 243,6 256,5 260,0 262,9 265,5 264,9 260,7 259,7 2005 2007 2009 2011 2013 2015 236,8 244,7 251,4 253,3 243,6 256,5 243,6 247,3 256,8 249,9 245,5 253,2 2005 2007 2009 2011 2013 2015 53,1 51,8 49,3 48,0 46,0 36,5 34,8 33,0 31,6 30,6 2011 2012 2013 2014 2015 53,1 51,8 49,3 48,0 46,0 51,8 50,6 48,7 47,6 46,1 2011 2012 2013 2014 2015 82,22% FACEBOOK 11,11% BLOG 6,67% SITE INSTITUCIONAL 2,22% YOUTUBE 2,22% TWITTER 47,0 45,5 45,2 46,0 AMAZONAS BRASIL AMAZONAS REGIÃO NORTE AMAZONAS BRASIL AMAZONAS BRASIL AMAZONAS REGIÃO NORTE AMAZONAS REGIÃO NORTE 2º ANO 1º ANO 3º ANO TOTAL AMAZONAS BRASIL REGIÃO NORTE AMAZONAS 2,3 2,8 3,2 3,4 3,0 3,5 3,0 3,2 3,4 3,4 3,4 3,5 2005 2007 2009 2011 2013 2015 2,3 2,8 3,2 3,4 3,0 3,5 2,7 2,7 3,1 3,1 2,9 3,2 2005 2007 2009 2011 2013 2015 226,9 235,5 250,6 254,8 242,4 261,6 248,7 253,5 261,9 261,1 256,3 260,6 2005 2007 2009 2011 2013 2015 226,9 235,5 250,6 254,8 242,4 261,6 236,1 239,4 256,5 250,8 243,5 255,2 2005 2007 2009 2011 2013 2015 236,8 244,7 251,4 253,3 243,6 256,5 260,0 262,9 265,5 264,9 260,7 259,7 2005 2007 2009 2011 2013 2015 236,8 244,7 251,4 253,3 243,6 256,5 243,6 247,3 256,8 249,9 245,5 253,2 2005 2007 2009 2011 2013 2015 53,1 51,8 49,3 48,0 46,0 36,5 34,8 33,0 31,6 30,6 2011 2012 2013 2014 2015 53,1 51,8 49,3 48,0 46,0 51,8 50,6 48,7 47,6 46,1 2011 2012 2013 2014 2015 82,22% FACEBOOK 11,11% BLOG 6,67% SITE INSTITUCIONAL 2,22% YOUTUBE 2,22% TWITTER

(28)

Além do Ideb, dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB) revelam um pouco mais sobre a situação da educação no estado.

O SAEB produz informações a respeito da realidade educacional brasileira por meio de avaliações bienais de proficiência em Matemática e em Língua Portuguesa. Trata-se de uma avaliação por amostra e seus resultados, em conjunto com as taxas de aprovação escolar, são a base de cálculo para o Ideb de cada estado e do índice nacional.

ESCALA LÍNGUA PORTUGUESA

225 250 275 300 325 350 375 400 425

NÍVEL

1 NÍVEL2 NÍVEL3 NÍVEL4 NÍVEL5 NÍVEL6 NÍVEL7 NÍVEL8

ESCALA MATEMÁTICA

225 250 275 300 325 350 375 400 425 450 475

NÍVEL

1 NÍVEL2 NÍVEL3 NÍVEL4 NÍVEL5 NÍVEL6 NÍVEL7 NÍVEL8 NÍVEL9 NÍVEL10

A escala de Língua Portuguesa no Ensino Médio varia de 225 a 425, dividida em oito níveis, onde quanto mais alto o ní-vel, melhor o desempenho. O desempenho do Amazonas no SAEB de língua portuguesa passou do nível 1 para o 2 desde o início do acompanhamento, como é possível notar no grá-fico 3. Em 2005 o estado parte da nota 226,9 e sobe até alcançar 261,1 em 2011. Em 2013 registra uma queda, mas se recupera no exame seguinte finalizando com 260,6 pontos em 2015, e chegando ao nível 2 da escala.

A média do país, por outro lado, não registra tantas variações: após partir de 248,7 em 2005 e alcançando 261,9 pontos em 2009, a nota do país decresce ligeiramente e registra 256,3 em 2013, mostrando recuperação em seguida e encerrando a sé-rie histórica com 260,6 pontos, passando do nível 1 para o 2.

(29)

Ressalta-se, portanto, que algumas semelhanças são encon-tradas na comparação do estado com a média do país: am-bos melhoram o desempenho até 2009, registram quedas em 2013, embora a queda do estado seja mais significativa que a do país, e melhoram novamente no exame em 2015.

No gráfico 4, é possível avaliar o desempenho do Amazonas em Língua Portuguesa em relação à região Norte. Nota-se que as oscilações são quase semelhantes entre estado e re-gião, com a região Norte na vantagem até 2009, para em se-guida decair se recuperando apenas em 2015. O Amazonas possui nota de partida inferior à média da região, distando dez pontos em 2005, mas após seu crescimento, ainda que inconstante, chegou em 2015 com nota superior à da região, evidenciando a melhora no seu desempenho.

GRÁFICO 3 | SAEB Língua Portuguesa Amazonas x Brasil

FONTE: INEP

Elaboração: Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento

47,0 45,5 45,2 46,0 AMAZONAS REGIÃO NORTE AMAZONAS BRASIL AMAZONAS BRASIL AMAZONAS REGIÃO NORTE AMAZONAS REGIÃO NORTE 2º ANO 1º ANO 3º ANO TOTAL AMAZONAS BRASIL REGIÃO NORTE AMAZONAS 2,3 2,8 2005 2007 2009 2011 2013 2015 2,3 2,8 3,2 3,4 3,0 3,5 2,7 2,7 3,1 3,1 2,9 3,2 2005 2007 2009 2011 2013 2015 226,9 235,5 250,6 254,8 242,4 261,6 248,7 253,5 261,9 261,1 256,3 260,6 2005 2007 2009 2011 2013 2015 226,9 235,5 250,6 254,8 242,4 261,6 236,1 239,4 256,5 250,8 243,5 255,2 2005 2007 2009 2011 2013 2015 236,8 244,7 251,4 253,3 243,6 256,5 260,0 262,9 265,5 264,9 260,7 259,7 2005 2007 2009 2011 2013 2015 236,8 244,7 251,4 253,3 243,6 256,5 243,6 247,3 256,8 249,9 245,5 253,2 2005 2007 2009 2011 2013 2015 53,1 51,8 49,3 48,0 46,0 36,5 34,8 33,0 31,6 30,6 2011 2012 2013 2014 2015 53,1 51,8 49,3 48,0 46,0 51,8 50,6 48,7 47,6 46,1 2011 2012 2013 2014 2015 82,22% FACEBOOK 11,11% BLOG 6,67% SITE INSTITUCIONAL 2,22% YOUTUBE 2,22% TWITTER

(30)

GRÁFICO 4 | SAEB Língua Portuguesa Amazonas x Região Norte

FONTE: INEP

Elaboração: Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento

47,0 45,5 45,2 46,0 AMAZONAS BRASIL AMAZONAS REGIÃO NORTE AMAZONAS BRASIL AMAZONAS BRASIL AMAZONAS REGIÃO NORTE AMAZONAS REGIÃO NORTE 2º ANO 1º ANO 3º ANO TOTAL AMAZONAS BRASIL REGIÃO NORTE AMAZONAS 2,3 2,8 3,2 3,4 3,0 3,5 3,0 3,2 3,4 3,4 3,4 3,5 2005 2007 2009 2011 2013 2015 2,3 2,8 3,2 3,4 3,0 3,5 2,7 2,7 3,1 3,1 2,9 3,2 2005 2007 2009 2011 2013 2015 226,9 235,5 250,6 254,8 242,4 261,6 248,7 253,5 261,9 261,1 256,3 260,6 2005 2007 2009 2011 2013 2015 226,9 235,5 250,6 254,8 242,4 261,6 236,1 239,4 256,5 250,8 243,5 255,2 2005 2007 2009 2011 2013 2015 236,8 244,7 251,4 253,3 243,6 256,5 260,0 262,9 265,5 264,9 260,7 259,7 2005 2007 2009 2011 2013 2015 236,8 244,7 251,4 253,3 243,6 256,5 243,6 247,3 256,8 249,9 245,5 253,2 2005 2007 2009 2011 2013 2015 53,1 51,8 49,3 48,0 46,0 36,5 34,8 33,0 31,6 30,6 2011 2012 2013 2014 2015 53,1 51,8 49,3 48,0 46,0 51,8 50,6 48,7 47,6 46,1 2011 2012 2013 2014 2015 82,22% FACEBOOK 11,11% BLOG 6,67% SITE INSTITUCIONAL 2,22% YOUTUBE 2,22% TWITTER

A escala SAEB para a prova de Matemática do Ensino Médio varia entre 225 e 475 pontos (distribuídos em intervalos que correspondem a dez níveis). O Amazonas possui índices me-nores que o país em todos os anos, com uma diferença con-siderável, como se pode notar no gráfico 5. A média do país em 2005 era 260 pontos e a do Amazonas 236,8 pontos, dei-xando-os em níveis diferentes da escala — Amazonas no nível 1 e a média do país no nível 2. Esta média nacional aumenta até 2009, quando começa a decair gradualmente, registrando 259,7 pontos em 2015. Por outro lado, o Amazonas vê sua mé-dia crescer até 2011, reduz em 2013, mas se recupera em 2015, ultrapassando a nota de partida com 256,5 pontos, passando para o nível 2 da escala.

Na comparação com a região Norte, como mostra o gráfico 6, os dados do Amazonas são menos destoantes. O Amazonas parte de uma nota inferior à da região, mas tem uma melhora constante no seu desempenho até atingir 253,3 pontos em 2011, conseguindo ultrapassar a média da região, o que tam-bém se deve à queda verificada na média regional deste ano. Em 2013 ambos registram mais uma redução da nota, mas se recuperam em 2015 com o Amazonas registrando nota supe-rior à da região Norte.

(31)

GRÁFICO 6 | SAEB Matemática Amazonas x Região Norte

FONTE: INEP

Elaboração: Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento

47,0 45,5 45,2 46,0 AMAZONAS BRASIL AMAZONAS REGIÃO NORTE AMAZONAS BRASIL AMAZONAS BRASIL AMAZONAS REGIÃO NORTE AMAZONAS REGIÃO NORTE 2º ANO 1º ANO 3º ANO TOTAL AMAZONAS BRASIL REGIÃO NORTE AMAZONAS 2,3 2,8 3,2 3,4 3,0 3,5 3,0 3,2 3,4 3,4 3,4 3,5 2005 2007 2009 2011 2013 2015 2,3 2,8 3,2 3,4 3,0 3,5 2,7 2,7 3,1 3,1 2,9 3,2 2005 2007 2009 2011 2013 2015 226,9 235,5 250,6 254,8 242,4 261,6 248,7 253,5 261,9 261,1 256,3 260,6 2005 2007 2009 2011 2013 2015 226,9 235,5 250,6 254,8 242,4 261,6 236,1 239,4 256,5 250,8 243,5 255,2 2005 2007 2009 2011 2013 2015 236,8 244,7 251,4 253,3 243,6 256,5 260,0 262,9 265,5 264,9 260,7 259,7 2005 2007 2009 2011 2013 2015 236,8 244,7 251,4 253,3 243,6 256,5 243,6 247,3 256,8 249,9 245,5 253,2 2005 2007 2009 2011 2013 2015 53,1 51,8 49,3 48,0 46,0 36,5 34,8 33,0 31,6 30,6 2011 2012 2013 2014 2015 53,1 51,8 49,3 48,0 46,0 51,8 50,6 48,7 47,6 46,1 2011 2012 2013 2014 2015 82,22% FACEBOOK 11,11% BLOG 6,67% SITE INSTITUCIONAL 2,22% YOUTUBE 2,22% TWITTER

GRÁFICO 5 | SAEB Matemática Amazonas x Brasil

FONTE: INEP

Elaboração: Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento47,0 45,5 45,2 46,0

AMAZONAS REGIÃO NORTE AMAZONAS BRASIL AMAZONAS BRASIL AMAZONAS REGIÃO NORTE AMAZONAS REGIÃO NORTE 2º ANO 1º ANO 3º ANO TOTAL AMAZONAS BRASIL REGIÃO NORTE AMAZONAS 2,3 2,8 2005 2007 2009 2011 2013 2015 2,3 2,8 3,2 3,4 3,0 3,5 2,7 2,7 3,1 3,1 2,9 3,2 2005 2007 2009 2011 2013 2015 226,9 235,5 250,6 254,8 242,4 261,6 248,7 253,5 261,9 261,1 256,3 260,6 2005 2007 2009 2011 2013 2015 226,9 235,5 250,6 254,8 242,4 261,6 236,1 239,4 256,5 250,8 243,5 255,2 2005 2007 2009 2011 2013 2015 236,8 244,7 251,4 253,3 243,6 256,5 260,0 262,9 265,5 264,9 260,7 259,7 2005 2007 2009 2011 2013 2015 236,8 244,7 251,4 253,3 243,6 256,5 243,6 247,3 256,8 249,9 245,5 253,2 2005 2007 2009 2011 2013 2015 53,1 51,8 49,3 48,0 46,0 36,5 34,8 33,0 31,6 30,6 2011 2012 2013 2014 2015 53,1 51,8 49,3 48,0 46,0 51,8 50,6 48,7 47,6 46,1 2011 2012 2013 2014 2015 82,22% FACEBOOK 11,11% BLOG 6,67% SITE INSTITUCIONAL 2,22% YOUTUBE 2,22% TWITTER

(32)

O Censo Escolar é um levantamento nacional de dados esta-tísticos educacionais a partir de informações fornecidas pelas próprias escolas. Entre os dados disponibilizados através do Censo estão as somas dos alunos aprovados, reprovados e que abandonaram a escola ao final de cada ano letivo. A tabela 15 apresenta esses dados para o Amazonas e a média nacional. Como é possível observar, o ano mais crítico, com as maiores taxas de reprovação e de abandono, é o primeiro ano do En-sino Médio. Esta não é uma realidade exclusiva do estado e é possível observar a mesma tendência na média brasileira. No comparativo com o país, as taxas de reprovação no Amazonas são inferiores nos três anos do Ensino Médio. Em contrapar-tida, a taxa de abandono no Amazonas é bastante superior à taxa média do país: no ano de ingresso no Ensino Médio, 15 alunos em cada cem abandonam a escola no Amazonas. Já na média do país esta taxa é de 10 em cada cem alunos. Nas séries mais avançadas a taxa cai, mas o Amazonas permanece com índices de abandono superiores à média brasileira.

TABELA 15 | Taxa de reprovação, aprovação e abandono

ENSINO MÉDIO

AMAZONAS BRASIL

REPROVAÇÃO ABANDONO APROVAÇÃO REPROVAÇÃO ABANDONO APROVAÇÃO

1º ano EM 6,90 14,90 78,20 17,70 10,00 72,30

2º ano EM 5,80 11,70 82,50 11,00 7,20 81,80

3º ano EM 3,40 8,60 88,00 6,60 5,40 88,00

FONTE: INEP 2015

Elaboração Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento

(33)

Já os gráficos 8 e 9 demonstram que o Amazonas possui taxa de distorção um pouco superior à região Norte, mas bastante superior à média do país. Em 2011 o Amazonas parte de 53,1 e consegue reduzir este índice ao longo dos anos com certa constância, chegando em 2015 com 46. Já os dados observados para o país revelam que a média brasileira também decaiu no período examinado, mas como partiu de patamar muito infe-rior à do Amazonas, com 36,5, a distância ainda marca uma diferença significativa entre eles, embora tenha reduzido na comparação com o início da série histórica.

GRÁFICO 7 | Taxa de distorção idade-série Amazonas

FONTE: INEP 2015

Elaboração: Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento

47,0 45,5 45,2 46,0 AMAZONAS REGIÃO NORTE AMAZONAS BRASIL AMAZONAS BRASIL AMAZONAS REGIÃO NORTE AMAZONAS REGIÃO NORTE 2º ANO 1º ANO 3º ANO TOTAL AMAZONAS BRASIL REGIÃO NORTE AMAZONAS 2,3 2,8 2005 2007 2009 2011 2013 2015 2,3 2,8 3,2 3,4 3,0 3,5 2,7 2,7 3,1 3,1 2,9 3,2 2005 2007 2009 2011 2013 2015 226,9 235,5 250,6 254,8 242,4 261,6 248,7 253,5 261,9 261,1 256,3 260,6 2005 2007 2009 2011 2013 2015 226,9 235,5 250,6 254,8 242,4 261,6 236,1 239,4 256,5 250,8 243,5 255,2 2005 2007 2009 2011 2013 2015 236,8 244,7 251,4 253,3 243,6 256,5 260,0 262,9 265,5 264,9 260,7 259,7 2005 2007 2009 2011 2013 2015 236,8 244,7 251,4 253,3 243,6 256,5 243,6 247,3 256,8 249,9 245,5 253,2 2005 2007 2009 2011 2013 2015 53,1 51,8 49,3 48,0 46,0 36,5 34,8 33,0 31,6 30,6 2011 2012 2013 2014 2015 53,1 51,8 49,3 48,0 46,0 51,8 50,6 48,7 47,6 46,1 2011 2012 2013 2014 2015 82,22% FACEBOOK 11,11% BLOG 6,67% SITE INSTITUCIONAL 2,22% YOUTUBE 2,22% TWITTER

No que se refere à taxa de distorção idade-série, indicador que permite avaliar o percentual de alunos, em cada série, com idade superior à recomendada, o gráfico 7 mostra que no Ama-zonas, de cada cem alunos do Ensino Médio, 46 estavam com atraso de dois ou mais anos. A variação entre as séries é bem pequena, sendo a distorção maior no primeiro ano do Ensino Médio, com taxa de 47%, quase metade dos estudantes com atraso de dois ou mais anos em relação à série em que deve-riam estar matriculados.

(34)

GRÁFICO 8 | Taxa de distorção idade-série Amazonas x Brasil

FONTE: INEP 2015

Elaboração: Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento

GRÁFICO 9 | Taxa de distorção idade-série Amazonas x Região Norte

FONTE: INEP 2015

Elaboração: Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento

47,0 45,5 45,2 46,0 AMAZONAS BRASIL AMAZONAS REGIÃO NORTE AMAZONAS BRASIL AMAZONAS BRASIL AMAZONAS REGIÃO NORTE AMAZONAS REGIÃO NORTE 2º ANO 1º ANO 3º ANO TOTAL AMAZONAS BRASIL REGIÃO NORTE AMAZONAS 2,3 2,8 3,2 3,4 3,0 3,5 3,0 3,2 3,4 3,4 3,4 3,5 2005 2007 2009 2011 2013 2015 2,3 2,8 3,2 3,4 3,0 3,5 2,7 2,7 3,1 3,1 2,9 3,2 2005 2007 2009 2011 2013 2015 226,9 235,5 250,6 254,8 242,4 261,6 248,7 253,5 261,9 261,1 256,3 260,6 2005 2007 2009 2011 2013 2015 226,9 235,5 250,6 254,8 242,4 261,6 236,1 239,4 256,5 250,8 243,5 255,2 2005 2007 2009 2011 2013 2015 236,8 244,7 251,4 253,3 243,6 256,5 260,0 262,9 265,5 264,9 260,7 259,7 2005 2007 2009 2011 2013 2015 236,8 244,7 251,4 253,3 243,6 256,5 243,6 247,3 256,8 249,9 245,5 253,2 2005 2007 2009 2011 2013 2015 53,1 51,8 49,3 48,0 46,0 36,5 34,8 33,0 31,6 30,6 2011 2012 2013 2014 2015 53,1 51,8 49,3 48,0 46,0 51,8 50,6 48,7 47,6 46,1 2011 2012 2013 2014 2015 82,22% FACEBOOK 11,11% BLOG 6,67% SITE INSTITUCIONAL 2,22% YOUTUBE 2,22% TWITTER 47,0 45,5 45,2 46,0 AMAZONAS BRASIL AMAZONAS REGIÃO NORTE AMAZONAS BRASIL AMAZONAS BRASIL AMAZONAS REGIÃO NORTE AMAZONAS REGIÃO NORTE 2º ANO 1º ANO 3º ANO TOTAL AMAZONAS BRASIL REGIÃO NORTE AMAZONAS 2,3 2,8 3,2 3,4 3,0 3,5 3,0 3,2 3,4 3,4 3,4 3,5 2005 2007 2009 2011 2013 2015 2,3 2,8 3,2 3,4 3,0 3,5 2,7 2,7 3,1 3,1 2,9 3,2 2005 2007 2009 2011 2013 2015 226,9 235,5 250,6 254,8 242,4 261,6 248,7 253,5 261,9 261,1 256,3 260,6 2005 2007 2009 2011 2013 2015 226,9 235,5 250,6 254,8 242,4 261,6 236,1 239,4 256,5 250,8 243,5 255,2 2005 2007 2009 2011 2013 2015 236,8 244,7 251,4 253,3 243,6 256,5 260,0 262,9 265,5 264,9 260,7 259,7 2005 2007 2009 2011 2013 2015 236,8 244,7 251,4 253,3 243,6 256,5 243,6 247,3 256,8 249,9 245,5 253,2 2005 2007 2009 2011 2013 2015 53,1 51,8 49,3 48,0 46,0 36,5 34,8 33,0 31,6 30,6 2011 2012 2013 2014 2015 53,1 51,8 49,3 48,0 46,0 51,8 50,6 48,7 47,6 46,1 2011 2012 2013 2014 2015 82,22% FACEBOOK 11,11% BLOG 6,67% SITE INSTITUCIONAL 2,22% YOUTUBE 2,22% TWITTER

Ao comparar o estado com a região, observa-se que a diferença entre eles é pequena, com leve vantagem para a região Norte no início do acompanhamento. No entanto, o ritmo de redução desta taxa ao longo dos anos foi maior no Amazonas, de modo que distavam entre si 1,3 pontos em 2011 e, em 2015, esta dife-rença passa a ser de apenas 0,1.

(35)

Internet e redes sociais nas escolas

O uso de computador e da internet nas escolas pode ser con-siderado uma ferramenta didática atual e dinâmica que pode despertar maior interesse dos jovens. Apesar de não ser una-nimidade, há estudos que apontam para o uso de Tecnolo-gias de Informação e Comunicação (TICs) nas salas de aula como responsável por elevar a qualidade da educação, bem como por proporcionar uma maior preparação dos jovens para atuar em um mundo global e competitivo. Para além da existência de computadores nas escolas, as pesquisas sinali-zam a importância da preparação dos professores para a uti-lização de tais tecnologias, não sendo, portanto, automático o

impacto na qualidade do ensino7. Além disso, a existência de

computador e internet nas escolas pode ser considerado uma boa forma de inclusão digital, uma vez que diversos jovens não possuem acesso a computadores ou internet em seus do-micílios, como foi visto na tabela 14.

A existência de computador nas escolas públicas do Amazo-nas contempla apeAmazo-nas 41% delas e o acesso à internet existe em apenas 25%. Essa realidade é inferior à média brasileira, onde 75,6% das escolas são equipadas com computador e 58,6% possuem acesso à internet.

7 Sobre impacto do uso de TICs na educação: LENA, Lavinas. Avaliando a Inclusão

Digital pela Escola — o Projeto Uca-Total. Rio de Janeiro: Hucitec, 2015; O Uso dos Computadores e da Internet nas Escolas Públicas de Capitais Brasileiras.

ESCOLAS

PÚBLICAS

DE

AMAZONAS

41

%

possuem

computador

25%

têm acesso

à internet

(36)

Entre as escolas estaduais do Amazonas, 95% possuem com-putador, superando o índice brasileiro, em que o acesso ao computador chega a 94,3%. Porém, o acesso à internet nas es-colas estaduais de Amazonas é de 82,6%, enquanto no Brasil é de 88,5%, como mostra a tabela 17.

TABELA 17 | Existência de computador e acesso à internet nas escolas estaduais

AMAZONAS BRASIL NÚMERO DE ESCOLAS ESTADUAIS POSSUI COMPUTADOR (%) COMPUTADOR COM ACESSO À INTERNET (%) POSSUI COMPUTADOR (%) COMPUTADOR COM ACESSO À INTERNET (%) 720 95,8 82,6 94,3 88,5

FONTE: Censo Escolar 2015

Elaboração Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento

Entre as escolas estaduais com Ensino Médio Regular, o Ama-zonas possui um índice menor de computador e internet do que a média brasileira: 95,4% possuem computador e 85,5% acesso à internet no Amazonas, mas no país esses índices são de 97,8% e 93,3%, respectivamente.

TABELA 16 | Existência de computador e acesso à internet nas escolas públicas

AMAZONAS BRASIL NÚMERO DE ESCOLAS PÚBLICAS POSSUI COMPUTADOR (%) COMPUTADOR COM ACESSO À INTERNET (%) POSSUI COMPUTADOR (%) COMPUTADOR COM ACESSO À INTERNET (%) 5.210 41 25 75,6 58,6

FONTE: Censo Escolar 2015

Elaboração Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento

(37)

É possível esmiuçar esses dados de acesso por município e identificar em quais regiões estão as escolas que ainda não estão equipadas com computador e internet, analisando se trata-se de uma questão localizada ou generalizada.

Como foi possível observar, no Amazonas ainda há um nú-mero significativo de escolas estaduais sem computador nem acesso à internet. Entre os 62 municípios amazonenses, 35 possuem acesso à internet em 100% das escolas, dois muni-cípios possuem menos de 30% das escolas com internet e 19 possuem entre 50% e 75% das escolas equipadas com internet.

TABELA 18 | Existência de computador e acesso à internet nas escolas estaduais

com Ensino Médio regular

AMAZONAS BRASIL NÚMERO DE ESCOLAS ESTADUAIS COM ENSINO MÉDIO POSSUI COMPUTADOR (%) COMPUTADOR COM ACESSO À INTERNET (%) POSSUI COMPUTADOR (%) COMPUTADOR COM ACESSO À INTERNET (%) 351 95,4 85,5 97,8 93,3

FONTE: Censo Escolar 2015

Elaboração Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento

MUNICÍPIO

NÚMERO DE ESCOLAS POSSUI

COMPUT

ADOR (%)

COMPUT

ADOR

COM ACESSO À INTERNET (%)

Alvarães 2 100,0 100,0 Amaturá 3 100,0 100,0 Anamã 4 100,0 75,0 Anori 2 100,0 100,0 Apuí 2 100,0 100,0 Atalaia do Norte 3 66,7 66,7 MUNICÍPIO

NÚMERO DE ESCOLAS POSSUI

COMPUT

ADOR (%)

COMPUT

ADOR

COM ACESSO À INTERNET (%)

Autazes 3 100,0 66,7

Barcelos 3 100,0 100,0

Barreirinha 8 100,0 100,0

Benjamin Constant 3 100,0 100,0

Beruri 3 66,7 66,7

(38)

MUNICÍPIO

NÚMERO DE ESCOLAS POSSUI

COMPUT

ADOR (%)

COMPUT

ADOR

COM ACESSO À INTERNET (%)

Boca do Acre 6 100,0 100,0 Borba 7 71,4 28,6 Caapiranga 2 100,0 100,0 Canutama 2 100,0 100,0 Carauari 4 75,0 75,0 Careiro 4 100,0 100,0 Careiro da Várzea 7 100,0 71,4 Coari 6 100,0 83,3 Codajás 3 100,0 100,0 Eirunepé 2 100,0 100,0 Envira 1 100,0 100,0 Fonte Boa 2 100,0 100,0 Guajará 2 100,0 100,0 Humaitá 6 66,7 50,0 Ipixuna 3 100,0 66,7 Iranduba 5 100,0 100,0 Itacoatiara 8 87,5 87,5 Itamarati 1 100,0 100,0 Itapiranga 3 100,0 66,7 Japurá 5 60,0 60,0 Juruá 3 66,7 66,7 Jutaí 3 100,0 100,0 Lábrea 2 100,0 100,0 Manacapuru 9 100,0 88,9 Manaquiri 2 100,0 100,0 Manaus 105 100,0 95,2 MUNICÍPIO

NÚMERO DE ESCOLAS POSSUI

COMPUT

ADOR (%)

COMPUT

ADOR

COM ACESSO À INTERNET (%)

Manicoré 5 100,0 100,0

Maraã 2 100,0 100,0

Maués 4 100,0 100,0

Nhamundá 5 80,0 20,0

Nova Olinda do Norte 3 100,0 100,0

Novo Airão 2 100,0 100,0

Novo Aripuanã 4 100,0 100,0

Parintins 13 92,3 92,3

Pauini 3 100,0 100,0

Presidente Figueiredo 4 100,0 75,0

Rio Preto da Eva 2 100,0 100,0

Santa Isabel

do Rio Negro 3 100,0 100,0

Santo Antônio do Içá 4 100,0 75,0

São Gabriel da

Cachoeira 13 84,6 53,8

São Paulo de Olivença 6 100,0 50,0

São Sebastião do Uatumã 3 100,0 66,7 Silves 3 100,0 100,0 Tabatinga 7 100,0 85,7 Tapauá 4 75,0 50,0 Tefé 8 100,0 75,0 Tonantins 3 100,0 66,7 Uarini 3 100,0 100,0 Urucará 2 100,0 100,0 Urucurituba 4 100,0 100,0

FONTE: Censo Escolar 2015

Elaboração Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento

(39)

Com o objetivo de identificar a presença das escolas públicas de Ensino Médio do Amazonas nas mídias sociais, foi realizada uma pesquisa — a partir do código INEP das escolas de toda rede estadual — nos seguintes canais: Facebook, Twitter,

Blogspot e Youtube. Na sequência, cada perfil identificado na busca Google foi analisado, com o objetivo de verificar quais escolas do estado mantinham páginas atualizadas ao menos uma vez desde o início de 2015. Entre as 333 escolas estaduais mapeadas foram localizados 45 perfis ativos (13,5%) em redes sociais. Os resultados apontam a maior utilização do Facebook pelas escolas, como indica o gráfico 10.

É possível observar a distribuição geográfica das escolas por

uso das mídias sociais no mapa disponível neste link https://

goo.gl/t41pka.

GRÁFICO 10 | Perfis escolares por rede social

FONTE: Instituto Unibanco 2016

47,0 45,5 45,2 46,0 AMAZONAS REGIÃO NORTE AMAZONAS BRASIL AMAZONAS BRASIL AMAZONAS REGIÃO NORTE AMAZONAS REGIÃO NORTE 2º ANO 1º ANO 3º ANO TOTAL AMAZONAS BRASIL REGIÃO NORTE AMAZONAS 2,3 2,8 2005 2007 2009 2011 2013 2015 2,3 2,8 3,2 3,4 3,0 3,5 2,7 2,7 3,1 3,1 2,9 3,2 2005 2007 2009 2011 2013 2015 226,9 235,5 250,6 254,8 242,4 261,6 248,7 253,5 261,9 261,1 256,3 260,6 2005 2007 2009 2011 2013 2015 226,9 235,5 250,6 254,8 242,4 261,6 236,1 239,4 256,5 250,8 243,5 255,2 2005 2007 2009 2011 2013 2015 236,8 244,7 251,4 253,3 243,6 256,5 260,0 262,9 265,5 264,9 260,7 259,7 2005 2007 2009 2011 2013 2015 236,8 244,7 251,4 253,3 243,6 256,5 243,6 247,3 256,8 249,9 245,5 253,2 2005 2007 2009 2011 2013 2015 53,1 51,8 49,3 48,0 46,0 36,5 34,8 33,0 31,6 30,6 2011 2012 2013 2014 2015 53,1 51,8 49,3 48,0 46,0 51,8 50,6 48,7 47,6 46,1 2011 2012 2013 2014 2015 82,22% FACEBOOK 11,11% BLOG 6,67% SITE INSTITUCIONAL 2,22% YOUTUBE 2,22% TWITTER

(40)

Situação das Escolas

Nessa seção iremos analisar a situação das escolas de Ensino Médio Regular do estado do Amazonas no que diz respeito ao local de funcionamento, à infraestrutura e aos serviços pú-blicos, a partir de dados do Censo Escolar 2015.

As escolas de Ensino Médio Regular do estado do Amazonas funcionam majoritariamente (81,8%) em prédios escolares, sendo que 32,8% funcionam em prédios compartilhados com outra escola (veja Tabela 19). Outros espaços ocupados pelas escolas são galpões (1,5%), templos e igrejas (0,9%), casa de professores (0,6%) e salas de empresa (0,3%). No estado não há registro de escolas que funcionem em unidades prisionais ou unidades de internação socioeducativas.

TABELA 19 | Local de Funcionamento das Escolas de Ensino Médio Regular

LOCAL (%)

Funciona em templo ou igreja 0,9

Funciona em galpão 1,5

Funciona em salas de empresa 0,3

Funciona em unidade de internação socioeducativa 0,0

Funciona em unidade prisional 0,0

Funciona na casa do professor 0,6

Funciona em prédio compartilhado com outra escola 32,8

Funciona em prédio escolar 81,8

FONTE: Censo Escolar 2015

Elaboração Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento

ESCOLAS

DE ENSINO

MÉDIO DO

AMAZONAS

81,8

%

funcionam

em prédios

escolares

(41)

Como pode ser observado na Tabela 20, os aspectos de infraes-trutura das escolas estaduais amazonenses são deficitários. Apenas 80,9% das escolas possuem banheiro ou sanitário e so-mente 31,9% são adequados a pessoas com deficiência. A sala dos professores está presente em 78,7% das escolas estaduais com Ensino Médio Regular, os laboratórios de informática em 76,3% e biblioteca em 74,2% das escolas. A situação mais des-favorável quanto à infraestrutura dessas escolas estaduais é a o laboratório de ciências que só existe em 43,5% das escolas, e a quadra de esportes, presente em apenas 59,3% delas.

TABELA 20 | Infraestrutura das Escolas Ensino Médio Regular

INFRAESTRUTURA (%)

Possui biblioteca 74,2

Possui laboratório de informática 76,3

Possui banheiro ou sanitário 80,9

Banheiro adequado a alunos com deficiência 31,9

Possui laboratório de ciências 43,5

Possui quadra de esportes 59,3

Possui sala de professores 78,7

FONTE: Censo Escolar 2015

Elaboração Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento

O acesso das escolas estaduais no Amazonas a serviços públi-cos básipúbli-cos pode ser observado na Tabela 21, na qual é pos-sível perceber que o abastecimento de energia elétrica ainda não é realidade em 4,9% das escolas, o abastecimento de água pela rede pública, serviço igualmente essencial ao bom fun-cionamento de uma unidade escolar, ocorre em menos da metade das escolas estaduais de Ensino Médio Regular, e a coleta de lixo periódica ocorre em apenas 67,5% das escolas. Destaca-se que somente 12,8% das escolas possuem esgota-mento sanitário ligado à rede pública.

(42)

No estado do Amazonas grande parte das escolas estaduais com Ensino Médio Regular (87,8%) possuem turno noturno, o que demonstra haver demanda oriunda de um público que é heterogêneo e formado por estudantes que trabalham e estudam, mães que retornam aos estudos depois que os fi-lhos atingem determinada idade, pessoas desempregadas em busca de trabalho e estudantes com distorção idade-série mais elevada do que a encontrada nos turnos manhã e tarde. Vale destacar que apenas 0,2% das escolas estaduais oferecem Ensino Profissionalizante.

TABELA 21 | Serviços Públicos nas Escolas de Ensino Médio Regular

SERVIÇOS PÚLICOS (%)

Possui abastecimento de água pela rede pública 42,9

Possui esgotamento sanitário ligado a rede pública 12,8

Possui lixo coletado periodicamente 67,5

Possui abastecimento de energia elétrica pela rede público 95,1

FONTE: Censo Escolar 2015

Elaboração Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento

ESCOLAS QUE OFERECEM MATRÍCULA NO NOTURNO OFERECEM ENSINO PROFISSIONALIZANTE

87,8% 0,2%

FONTE: Censo Escolar 2015

Elaboração Instituto Unibanco – Gerência de Gestão do Conhecimento

(43)

EDUCACIONAIS

DO ESTADO

(44)

Nos documentos e sites institucionais da Secretaria Estadual de Educação do Amazonas, em 2016, foram localizados os seguin-tes programas e projetos de competência federal, desenvolvi-dos pelo MEC ou em parceria com o referido Ministério: Olim-píada Nacional da Língua Portuguesa (em parceria com Itaú Social), Programa Ensino Médio Inovador, Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), ProJovem Urbano e ProJovem Campo, Pro-grama Nacional de Educação Fiscal, PDE Interativo, ProPro-grama Dinheiro Direto na Escola, Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares, Programa Mais Edu-cação, Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa e Pro-grama Brasil Alfabetizado.

Além destes programas, foram identificadas as seguintes ini-ciativas de competência estadual, desenvolvidos pela Seduc

(ou com sua parceria):8

9

8 Estas iniciativas foram identificadas em pesquisas nas páginas institucionais no

segundo semestre de 2016 e sua descrição foi extraída da página da Seduc.

1 | Amazonas Bilíngue

ÓRGÃO RESPONSÁVEL RESUMO

Desenvolvido exclusivamente pela Secretaria de Educação do estado

Oferece a centenas de jovens matriculados na rede pública estadual de ensino o aprendizado da língua inglesa, por meio de um curso gratuito sob a assessoria de professores especializados. O programa consiste em um curso de dois anos, com aulas desenvolvidas aos sábados, abrangendo 200 horas de atividades formativas e contando com material didático específico. Os jovens também têm acesso à alimentação e uniforme (camisa do programa).

FOCO DE ATUAÇÃO

Currículo e Trabalho Pedagógico

(45)

2 | 1ª Olimpíada Amazonense de Matemática (OAM)9

ÓRGÃO RESPONSÁVEL RESUMO

Desenvolvido exclusivamente pela Secretaria de Educação do estado

A OAM destina-se aos alunos matriculados em estabelecimentos de Ensino Fundamental, Ensino Médio e Modalidade de Educação de Jovens e Adultos das Escolas Estaduais do estado do Amazonas. A participação das escolas da rede estadual do interior do estado está condicionada à adesão do município. Tem como objetivo estimular e promover o estudo da matemática entre alunos da Rede Estadual de Ensino do estado; colaborar para a melhoria do ensino de matemática na Educação Básica; despertar nos alunos do ensino básico a curiosidade e interesse na resolução de problemas matemáticos; promover a inclusão social através da difusão do conhecimento matemático; identificar jovens talentos com habilidades matemáticas.

FOCO DE ATUAÇÃO

Prêmios e Concursos

9 Esta iniciativa está sendo realizada pela primeira vez este ano, não sendo possível saber se será continuada nos

próxi-mos anos. Ainda assim, optou-se por incluir neste quadro, uma vez que ele se propõe a identificar políticas de educa-ção atuais implementadas pelo estado.

3 | Centros Educacionais de Tempo Integral (Ceti)

ÓRGÃO RESPONSÁVEL RESUMO

Desenvolvido exclusivamente pela

Secretaria de Educação do estado Cada Ceti é construído e equipado com 24 salas de aulas climatizadas, laboratórios de informática, laboratório de ciências, biblioteca, piscina semiolímpica, campo de futebol, quadra poliesportiva, refeitório e demais recursos para atender, na modalidade de Tempo Integral, a uma média de mil alunos em cada unidade. O aluno frequenta as aulas diárias no período matutino e vespertino (contínuo) e tem acesso a inúmeros programas e recursos pedagógicos que contribuirão com sua formação humana e cidadã. Em 2015, estavam em funcionamento 12 Cetis, sendo 9 na capital e 3 no interior.

FOCO DE ATUAÇÃO

Currículo e Trabalho Pedagógico

4 | Centro de Mídias de Educação do Amazonas/Ensino Presencial com

Mediação Tecnológica

ÓRGÃO RESPONSÁVEL RESUMO

Desenvolvido exclusivamente pela Secretaria de Educação do estado

O Centro de Mídias de Educação do Amazonas é um prédio anexo à Secretaria de Educação equipado com estúdio de TV de onde uma equipe de professores (especialistas, mestres e doutores) ministra as aulas que são transmitidas via satélite, à noite, e acompanhadas pelas comunidades rurais amazonenses. Nas comunidades rurais atendidas, cada uma das salas de aula está equipada com um kit tecnológico composto por Antena VSAT bidirecional, roteador-receptor de satélite, cabeamento estruturado (LAN), microcomputador, webcam com microfone embutido, TV LCD 37 polegadas, impressora a laser e nobreak. O projeto atende cerca de 45 mil pessoas nos Ensinos Fundamental, Médio e EJA.

FOCO DE ATUAÇÃO

(46)

5 | Tecnologias educacionais

ÓRGÃO RESPONSÁVEL RESUMO

Desenvolvido exclusivamente pela Secretaria de Educação do estado

A iniciativa visa garantir acesso a tecnologias da informação para alunos e professores da rede pública de ensino com a distribuição de tablets e notebooks e a instalação de um datacenter para garantir o acesso à internet. A Seduc realizou o repasse de 17.650 tablets para professores e aproximadamente 55 mil tabletes foram repassados aos alunos do 3º ano do ensino médio para uso pedagógico no espaço escolar. Todos os professores da rede estadual (e também das redes municipais do interior do Amazonas) já receberam notebooks para auxiliar suas atividades pedagógicas.

FOCO DE ATUAÇÃO

Recursos Didáticos e Tecnologia

6 | Educação Escolar Indígena Pirayawara

ÓRGÃO RESPONSÁVEL RESUMO

Desenvolvido exclusivamente pela

Secretaria de Educação do estado O projeto é executado pela Gerência de Educação Escolar Indígena da Seduc, cujo foco é a formação e capacitação de professores indígenas para atuar no Ensino Fundamental (1º ao 5º ano) e Ensino Médio. Além de garantir aos povos indígenas uma educação diferenciada, específica, intercultural, bilíngue, de qualidade e que responda aos anseios desses povos, também atua na produção, editoração, publicação e distribuição de material didático específico e diferenciado, distribuição de material escolar e didático pedagógico, assessoria técnico-pedagógica e administrativa às secretarias municipais, além de apoiar e divulgar a cultura indígena no Amazonas. Hoje, aproximadamente 45 mil alunos indígenas da Educação Básica são beneficiados diretamente pelo programa.

FOCO DE ATUAÇÃO

Formação

7 | Programa de Aceleração do Desenvolvimento da Educação do Amazonas

(Padeam)

ÓRGÃO RESPONSÁVEL RESUMO

Desenvolvido pela Secretaria de Educação do estado em parceria com entidades privadas

O Padeam tem como objetivo: ampliar em pelo menos 33 mil novas vagas a capacidade de atendimento da rede pública estadual de educação do Amazonas; favorecer a aceleração da aprendizagem por meio da expansão de programas como Reforço Escolar e projeto

Avançar; promover a qualificação profissional da rede de ensino e

de assistência técnica pedagógica a professores e escolas.

FOCO DE ATUAÇÃO

Infraestrutura e Acesso

(47)

8 | Projeto Avançar – Programa de Correção do Fluxo Escolar

ÓRGÃO RESPONSÁVEL RESUMO

Desenvolvido exclusivamente pela Secretaria de Educação do estado

O projeto tem a finalidade de regularizar o fluxo escolar dos alunos com defasagem escolar no ensino fundamental da rede pública estadual. Por meio de um processo de ensino e aprendizagem que estimula a autoestima, o projeto Avançar busca garantir o sucesso e promoção escolar dos alunos matriculados no referido programa.

FOCO DE ATUAÇÃO

Currículo e Trabalho Pedagógico

9 | Projeto Criando Oportunidades – Reforço Escolar

ÓRGÃO RESPONSÁVEL RESUMO

Desenvolvido exclusivamente pela Secretaria de Educação do estado

Este projeto tem como objetivo proporcionar aos alunos da rede pública estadual com dificuldades de aprendizagem, aulas complementares em Língua Portuguesa, Matemática, Ciências Naturais e Biológicas, no contra turno das aulas regulares.

FOCO DE ATUAÇÃO

Currículo e Trabalho Pedagógico

10 | Projeto Eureka

ÓRGÃO RESPONSÁVEL RESUMO

Desenvolvido exclusivamente pela Secretaria de Educação do estado

Projeto integrado para a educação em Ciências no ensino fundamental do 1º ao 6º ano. Reúne diversos componentes que, em conjunto, criam um ambiente estimulante e investigativo na sala de aula, promovendo mudanças significativas na forma de ensinar e na aprendizagem dos alunos. O objetivo geral do projeto é contribuir com os avanços no ensino e na aprendizagem na área do conhecimento de Ciências.

FOCO DE ATUAÇÃO

Referências

Documentos relacionados

Isto é, agrupa uma série de informações e procedimentos de trabalho que envolvem desde os processos de aquisição dos head-sets, como o treinamento, exames e a

O objetivo deste trabalho foi conhecer a prevalência dos sinais e sintomas relacionados à Disfunção Temporomandibular em um grupo de alunos do curso de fisioterapia, verificando

A partir dos fatores citados como predisponentes e determinantes criam-se perturbações hemodinâmicas locais que podem desencadear os fatores condicionantes,

[r]

O romance Usina, diferentemente dos demais do conjunto da obra pertencente ao ciclo-da-cana-de-açúcar, talvez em função do contexto histórico em que se insere, não

Nessa situação temos claramente a relação de tecnovívio apresentado por Dubatti (2012) operando, visto que nessa experiência ambos os atores tra- çam um diálogo que não se dá

45 Figure 18 - Study of the extract concentration in the phycobiliproteins extraction and purification using the mixture point composed of 10 wt% Tergitol 15-S-7 + 0.3

A abordagem nesta dissertação passa pelo estudo do perfil de estudantes do ensino universitário e da sua atividade diária, compreender as rotinas de utilização da habitação, com