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Redescobrir a 10ª Ilha Açoreana

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Academic year: 2021

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(1)Projeto Final de Mestrado em Design de Comunicação. ORIENTADOR. Doutor. Gonçalo André Moço Falcão Professor Auxiliar - Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa. CO-ORIENTADORA. Doutora. Rita Assoreira Almendra Professora Auxiliar - Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa. PRESIDENTE DO JÚRI. Doutor. Fernando Moreira da Silva Professor Catedrático - Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa. ARGUENTE. Doutor. Daniel Raposo Professor Adjunto - Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco. DOCUMENTO DEFINITIVO Elaborado para obtenção do Grau de Mestre Lisboa, abril de 2017.

(2) A presente investigação contribuiu com o plantio de uma árvore (criptoméria) nas instalações da Faculdade de Arquitectura..

(3) Projeto Final de Mestrado em Design de Comunicação. ORIENTADOR. Doutor. Gonçalo André Moço Falcão Professor Auxiliar - Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa. CO-ORIENTADORA. Doutora. Rita Assoreira Almendra Professora Auxiliar - Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa. PRESIDENTE DO JÚRI. Doutor. Fernando Moreira da Silva Professor Catedrático - Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa. ARGUENTE. Doutor. Daniel Raposo Professor Adjunto - Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco. DOCUMENTO DEFINITIVO Elaborado para obtenção do Grau de Mestre Lisboa, abril de 2017.

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(5) . DEDICATÓRIA. Aos meus avós, pelos ensinamentos e valores que me passaram, pela sua presença e proteção no meu dia-a-dia, Ao meu pai, mãe e irmã por me ensinarem o que é ser família!. III.

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(7) . AGRADECIMENTOS. Ao professor doutor Gonçalo Falcão e à professora doutora Rita Almendra pelo apoio incansável, pela motivação e sobretudo pela importância que tiveram na construção do meu percurso académico. Ao professor catedrático Fernando Moreira da Silva pelo apoio prestado sempre que solicitado, pela sua personalidade, pela exemplo que é enquanto pessoa, professor e designer. À Câmara Municipal de Nordeste, sobretudo ao presidente da Câmara Municipal de Nordeste Carlos Mendonça por acreditar no potencial do projeto e nas minhas capacidades enquanto investigador, designer e pessoa. À Ana Rita Aragão pela sua disponibilidade e apoio prestado durante a investigação. Aos presidentes das diversas juntas de freguesia que com a sua opinião colaboraram para a construção de um retrato da sua freguesia, disponibilizando diferentes meios que contribuíssem para o desenvolvimento da investigação. À professora Nélia Miranda pelo incentivo junto da população jovem nordestense à participação nos questionários. Aos nordestenses pela sua participação e contributo no projeto com os quais tive a oportunidade de partilhar ideias, histórias e conhecimento. À Associação para o Desenvolvimento Local de Nordeste pela impressão dos questionários de apoio à investigação. Aos meus amigos de infância que durante o desenvolvimento da investigação conseguiram criar momentos de relaxe e descontração.. V.

(8) VI. Redescobrir a 10ª Ilha Açoriana Conceção da Identidade Visual do Concelho de Nordeste. Ao Sr. Luis Aguiar e ao Sr. Martins pelo apoio na construção dos variados protótipos de suporte à investigação. Aos meus colegas e amigos de estudo com os quais tive a oportunidade de partilhar conhecimentos. Ao colega, parceiro e amigo Tomás Marques, pelos conhecimentos partilhados e sobretudo pelo apoio durante o meu percurso académico. À música e ao Nordeste que me deram forças e inspiração quando mais precisei. Ao bem-estar e ao sossego das paisagens verdejantes do concelho que inspiraram confiança e conforto. À Faculdade de Arquitetura pelas experiências proporcionadas. Ao associativismo universitário que contribuiu para o meu crescimento enquanto pessoa e profissional, realçando a importância do conhecimento. À minha irmã e amiga pelo apoio incondicional, pela transmissão de confiança e sobretudo, por acreditar que um dia poderia ser designer. Aos meus pais pelo esforço incansável que me ajudou a alcançar um dos primeiros grandes objetivos de vida. Ao amor e carinho por eles transmitidos diariamente. À minha avó pelo exemplo que é para mim..

(9) . “Satisfaction lies in the effort, not in the attainment, full effort is full victory.” (Gandhi, 1980, p.154). 0.  T.L. “A satisfação está no esforço e não apenas na realização final.”. VII.

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(11) Resumo - Palavras-Chave. RESUMO. O arquipélago dos Açores é uma região portuguesa formada por nove ilhas e fortemente apreciada pelas suas paisagens naturais. O turismo, ao longo dos últimos tempos, tornou-se numa das principais atratividades do arquipélago, sendo assim, também, uma das principais fontes de enriquecimento da região. O pequeno concelho situado na costa nordeste da ilha de São Miguel, durante anos, ficou conhecido como a décima ilha da região e, face às crises económicas e à falta de investimento, escondeu-se em si próprio não fazendo valer as suas riquezas naturais e culturais. O presente projeto de investigação procura revitalizar o concelho através da renovação da sua imagem, aproximando os seus habitantes e visitantes daquilo que tem para oferecer, reforçando a influência que o design de comunicação pode ter em termos de dinamização económica de uma região. O desenvolvimento desta investigação surgiu atendendo às necessidades de uma comunidade fechada com conhecimento e sabedorias para partilhar, uma oportunidade de se dar a conhecer a quem por ela passar, um fio condutor que procura potenciar um concelho esquecido no tempo. Mais que apostar no turismo é necessário “lavar a cara” de um concelho com 500 anos de vida e histórias, que pela sua longa idade, tem ainda muito para oferecer. O processo investigativo baseou-se numa metodologia mista de base qualitativa. Os métodos utilizados possibilitaram a elaboração de uma investigação bem estruturada e consistente em termos de ideias, objetivos e resultados. Na componente teórica foram abordados temas de sustentação à temática de investigação recorrendo também a casos de estudo e estudos de caso que permitiram analisar os processos de design aplicados na vertente turística. A análise pormenorizada do turismo no concelho de Nordeste foi obtida através da realização de inquéritos aos turistas/visitantes e comunidade local tendo havido também entrevistas a entidades camarárias e especialistas na área sobre a realidade do turismo no concelho numa perspetiva diferente. A observação e o contacto direto durante a investigação permitiram uma experimentação do investigador numa. IX.

(12) X. Redescobrir a 10ª Ilha Açoriana Conceção da Identidade Visual do Concelho de Nordeste. __. aproximação com a realidade do concelho. A investigação materializou-se num plano estratégico de comunicação para o concelho de Nordeste culminando, deste modo, todo o processo investigativo. Pretende-se ainda, que este projeto de investigação traga conhecimento para futuras investigações, sendo um ponto de partida na dinamização de projetos semelhantes que visem a criação de uma identidade visual para promoção turística, económica e cultural de pequenas regiões.. Palavras-Chave. Turismo Design de Comunicação Revitalização Identidade Estratégia de Comunicação.

(13) Abstract - Keywords. ABSTRACT. The Archipelago of the Azores is a Portuguese region consisting of nine islands, very well known for its natural landscape and scenery. Tourism, over recent years, became one of the main attractiveness of the archipelago, making it also one of the main sources of enrichment of the region. The small municipality of Nordeste, located on the northeast coast of the island of São Miguel, was known as the tenth Island of the Azores, during many years, and due to the economic crisis and the lack of investment, the county hid within itself, not making worth of its natural and cultural richness. The present research project seeks to revitalize the county through the renewing of its image, approaching its inhabitants and visitors to what the county has to offer, thus strengthening the influence that communication design can have on the economic panorama of the county. The development of this research project aims to make the county of Nordeste known, thus serving as a conducting wire that seeks to boost a county forgotten in time. It surged in response to the necessity, of a closed community, to share its knowledge and wisdom with those who visit it. More than to invest in tourism, it is necessary to renew the image of a county with 500 years of existence and stories that, despite the many years, still has a lot to offer. The investigative process was based on a mixed qualitative methodology. The methods used allowed the elaboration of a well structured and consistent research in terms of ideas, objectives and results. In the theoretical component, the themes of support to the thematic research were address also using study cases and case studies, that allowed to analyze the design processes applied in the tourist field. The detailed analysis of tourism in the municipality of Nordeste, was obtained through surveys filled out by tourists / visitors and local community. There were also interviews with local authorities and experts on the field of tourism, about the reality of tourism in the county, based on specialized opinions. The observation and direct contact during the investigation, allowed the researcher to experiment with the reality of the municipality. The investigation was materialized in a strategic communication plan for the county of Nordeste, concluding in this way, the entire investigative process.. XI.

(14) XII. Redescobrir a 10ª Ilha Açoriana Conceção da Identidade Visual do Concelho de Nordeste. __. It is also intended that this research project contributes to future researches, being a starting point in the stimulation of similar projects aimed at creating a visual identity for tourist, economic and cultural promotion of small regions.. Keywords. Tourism Communication Design Revitalization Identity Communication Strategy.

(15) Acrónimos e Abreviaturas. ACRÓNIMOS E ABREVIATURAS. RAA TAP SATA PEMTA DRT OMT UNWTO LET PIB I&D EREI PSD CDS-PP PS BE PCP PEV PAN RevPAR INE B2B B2C ATA POTRAA RIS3 ART PEM AMA SIIAL IEN. Região Autónoma dos Açores Transportes Aéreos Portugueses Serviço Açoriano de Transportes Aéreos Plano Estratégico e de Marketing do Turismo dos Açores Direção Regional do Turismo Organização Mundial do Turismo World Tourism Organization Laboratórios Estratégicos para o Turismo Produto Interno Bruto Investigação e Desenvolvimento Estratégias Regionais de Especialização Inteligente Partido Social Democrata Centro Democrático Social - Partido Social Partido Socialista Bloco de Esquerda Partido Comunista Português Partido Ecologista Os Verdes Pessoas-Animais-Natureza Revenue per Available Room (Receita por Quarto Disponível) Instituto Nacional de Estatística Business-to-Business (de empresa para empresa) Business-to-Consumer (de empresa para o consumidor) Associação de Turismo dos Açores Plano de Ordenamento Turístico da Região Autónoma dos Açores Research and Innovation Strategies for Smart Specialisation Estratégia de Investigação e Inovação para Especialização Inteligente Associação Regional de Turismo Plano Estratégico e de Marketing American Marketing Association Sistema Integrado de Informação da Administração Local Incubadora de Empresas do Nordeste. XIII.

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(17) Índice Geral. ÍNDICE GERAL. Resumo Palavras-Chave. Abstract Keywords. IX X. XI XII. Acrónimos e Abreviaturas. XIII. Índice Geral. XV. Índice de Figuras. XXI. Índice de Tabelas. XXIV. INTRODUÇÃO Contextualização da Investigação Definição do tema Pertinência do tema. Objetivos. 02 03 04 04. 06. 1. Objetivos Gerais 2. Objetivos Específicos. 06 07. Desenho da Investigação . 08. Questões de Investigação. 11. TURISMO. 15. capítulo 1 1. O que é?. 15. 2. Destino turístico. 18. 3. Turismo de Massas vs Turismo Alternativo. 20. 4. Comportamento do Consumidor. 22. 5. Promotor de experiências. 25. XV.

(18) XVI. Redescobrir a 10ª Ilha Açoriana Conceção da Identidade Visual do Concelho de Nordeste. TURISMO DE PORTUGAL. 29. capítulo 2 1.  Análise Estatística. 29. 2.  Programas do Governo de Portugal. 32. 3.  Turismo 2020. 34. 4.  Estrátégia Turismo de Portugal 2027. 36. 5.  Plano Estratégico e de Marketing - Açores. 39. 6.  Programa de Governo - Açores. 43. 7.  RIS3 - Açores. 49. ESTRATÉGIA DE COMUNICAÇÃO. 53. capítulo 3 1.  Plano Estratégico 1.1.  Análise Estratégica 1.2.  Decisões Estratégicas 1.3.  A Missão 1.4.  Mercados Alvo 1.5.  Objetivos, estratégia e planeamento. 53 54 55 55 56 56. 2.  Definição de Marca. 57. 3.  Estratégia e Posicionamento da Marca. 60. Posicionamento Estratégico. 4.  Relação da Marca com o Consumidor Processo de Gestão da Marca. 63. 64 65. 5.  Competitividade e Mercados Concorrentes. 66. 6.  Marca Forte. 67. 7.  Promoção Turística. 69. 8.  Nation Branding. 71. 9.  Identidade e Identidade Visual. 73. CASOS DE ESTUDO. 77. capítulo 4 Branding e Estratégias 1.  I Love New York 2. Tenerife 3.  Cidade de Boone e Estado de Wyoming . 77 79 81 83.

(19) Índice Geral. 4.  Belfast 5.  Polk County - Iowa 6.  I Amsterdam 7.  Queen Victoria Market 8.  Rota Europeia do Âmbar 9. Liubliana 10. WalkNYC 11. Montana Tabela Síntese. Websites. 86 89 90 92 94 95 96 98 100. 103. 12.  New Zealand 106 13. Copenhagen 108 14.  Washington DC 110 15. Norway 112 16. Finland 114 17. Stockholm 116 18. Azores 118 19. Ireland 120 20.  Cameron Highlands 122 21. Gatlinburg 124 Síntese 126. CONTEXTUALIZAÇÃO. 131. capítulo 5 1.  História do Nordeste. 131. 2. População. 134. 3.  Recolha de Notícias. 136. 3.1. Açores 3.2. Nordeste. 136 138. ANÁLISE DO TURISMO NO CONCELHO. 143. capítulo 6 1.  Questionários Piloto. 143. 1.1. Introdução. 143. 1.2.  Questionário 1 1.3.  Questionário 2. 144 150. 2. Relatório 2.1.  Questionário 1 2.2.  Questionário 2. 3.  Dados do Posto de Turismo. 152 152 156. 164. XVII.

(20) XVIII. Redescobrir a 10ª Ilha Açoriana Conceção da Identidade Visual do Concelho de Nordeste. 4. Entrevistas. 168. 5. Comunicação. 169. 6. Pontos de distinção do Nordeste. 170. 7. Nome. 172. 8. Slogan. 173. PLANO ESTRATÉGICO. 177. capítulo 7 1. Missão. 177. 2. Análise Situacional. 179. 2.1.  Análise PEST. 179. Fatores Políticos. 179. Fatores Económicos. 179. Fatores Socioculturais. 181. Fatores Tecnológicos. 183. 2.2.  Análise da Oferta Turística. 184. Recolha de alojamento turísticos na região. 184. Restauração. 184. Infraestruturas turísticas. 184. Redes de transportes. 184. Sazonalidade. 185. 2.3.  Análise da Procura Perfil de consumidor . 185 185. 2.4.  Análise da Concorrência. 186. Concorrência Regional. 186. Outros Mercados Concorrentes. 187. 2.5.  Atratividade do destino. 187. Áreas com potencial desenvolvimento no concelho. 187. Perspetiva de Oferta. 188. Avaliação dos Serviços. 188. Níveis de Satisfação e Recomendação. 189. Forças e Fraquezas. 190. Oportunidades e Ameaças. 192. Análise SWOT. 193. 2.6.  Comunicação do destino. 195. Análise da Promoção e Divulgação. 195. Formato digital. 195. Formato em papel. 197.

(21) Índice Geral. 2.7.  Posicionamento do turismo Açores Concelho de Nordeste. 197 197 198. 3.  Estratégias de Comunicação. 198. 4.  Marca Turismo do Nordeste (1ª Fase). 200. ATIVAÇÃO DA MARCA. 207. capítulo 8 1. Introdução. 207. 2.  Guia Turístico, Website e Jornal (2ª Fase). 209. Guia Turístico Website Análise do Website Jornal. 209 216 218 224. 3.  Promoção da Região (3ª Fase). 226. 4.  Sinalética (4ª Fase). 228. 5.  Pontos de Intervenção. 230. CONCLUSÕES. 235. capítulo 9 Conclusões. 235. Recomendações. 240. Referências Bibliográficas. 243. Bibliografia. 251. Apêndices 261. XIX.

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(23) Índice de Figuras. ÍNDICE DE FIGURAS. Figura 1.  Localização Geográfica do Concelho de Nordeste. 03 Figura 2.  Organograma do processo investigativo. 10 Figura 3.  Diagrama das áreas de investigação. 12 Figura 4.  Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos. 17 Figura 5.  Na Nova Zelândia os cenários utilizados nos filmes Senhor dos Anéis e Hobbit . foram transformados em produtos turísticos, criados a partir de recursos naturais. 20. Figura 6.  As três fases relativas ao estudo do comportamento do consumidor. 22 Figura 7.  Modelo do comportamento. 24 Figura 8.  Balanço económico do Turismo em Portugal (dados da BP, PORDATA e INE). 29 Figura 9.  Turistas Residentes, destino da viagem (dados da PORDATA e INE). 30 Figura 10.  Triângulo Chave. 35 Figura 11.  Quatro grandes objetivos para a Estratégia de Turismo 2027. 37. Figura 12.  Pirâmide de referencial estratégico para o Turismo na próxima entre. 2020 e 2027. 39. Figura 13.  Canais de Comunicação e Promoção de um produto consoante o seu mercado. 42 Figura 14.  Marca Açores.. 45. Figura 15.  Imagem da campanha “Meus Açores - Meus Amores”.. 47. Figura 16.  O processo de posicionamento da marca. 63 Figura 17.  O icebergue da gestão da marca. 65 Figura 18.  Alguns fatores internos e externos que deverão ser analisados quando se projeta . um plano estratégico para uma cidade/região. 67. Figura 19.  Princípios orientadores para uma marca de sucesso. 68 Figura 20.  Simbolo icónico desenhado por Milton Glaser que marca um período de transição . do estado de Nova Iorque. . 79. Figura 21.  Marca turística de Tenerife. 81 Figura 22.  Antiga marca turística de Tenerife. 81 Figura 23.  Campanha publicitária da oferta turística de Wyoming. “Alguns visitantes . permanecem por aqui por uma semana, outros mais de 100 milhões de anos”. 83. Figura 24.  Campanha publicitária da oferta turística de Wyoming. “Aqui, todas as estradas . levam-no à aventura e stickers”. 83. Figura 25.  Campanha publicitária da oferta turística de Wyoming. “Aproximadamente seis . habitantes por milha quadrada”. 83. Figura 26.  Campanha publicitária da Boone promovendo a troca da bicicleta de ginásio por . uma aventura de bicicleta na natureza. 84. XXI.

(24) XXII. Redescobrir a 10ª Ilha Açoriana Conceção da Identidade Visual do Concelho de Nordeste. Figura 27.  Campanha publicitária da Boone - slogan “Afaste-se da sua zona de conforto e saia . de si mesmo”. 85 Figura 28.  Marca turística de Belfast utilizada no website oficial. 86 Figura 29.  Padrões decorativos utilizados na campanha de promoção da cidade. 87 Figura 30.  Mercado de troca de produtos agrícolas organizado em Des Moines - Polk County. 88 Figura 31.  Marca desenvolvida para a cidade de Amesterdão. 90 Figura 32.  O logótipo I Amsterdam é hoje uma referência internacional, tendo sido reconhecido . o potencial da marca em 2015. 91 Figura 33.  Plano estratégico de marketing desenvolvido para a cidade de Amesterdão. 91 Figura 34.  Exemplo de um produto em exposição no mercado. 92 Figura 35.  Pontos estratégicos para o mercado Queen Victoria.. 93. Figura 36.  Exemplo de um guia turístico que acompanha os seus visitantes numa visita . guiada ao mercado. 93 Figura 37.  Totens com mapas de orientação utilizados na cidade de Nova Iorque. 97 Figura 38.  Campanha de promoção turística da região de Montana. 99 Figura 39.  Website do Turismo da Nova Zelândia. 107 Figura 40.  Website do Turismo de Copenhaga. 109 Figura 41.  Website do Turismo de Washington DC. 111 Figura 42.  Website do Turismo da Noruega. 113 Figura 43.  Website do Turismo da Finlândia. 115 Figura 44.  Website do Turismo de Estocolmo. 117 Figura 45.  Website do Turismo dos Açores. 119 Figura 46.  Website do Turismo da Irlanda.. 121. Figura 47.  Website do Turismo de Cameron Highlands.. 123. Figura 48.  Website do Turismo de Gatlinburg.. 125. Figura 49.  Período de estadia dos turistas no concelho de Nordeste. 154 Figura 50.  Faixa etária dos participantes no questionário 2. 159 Figura 51.  Opinião da população relativamente à criação de uma nova imagem promocional . do concelho. 199 Figura 52.  Mapa conceptual. 201 Figura 53.  Brasão da Câmara Muncipal de Nordeste e simbolo utilizado para o Turismo. do Nordeste. 201 Figura 54.  Propostas gráficas para a marca do turismo do Nordeste. 203 Figura 55.  Composição gráfica com proposta de marca do turismo do Nordeste mais . elementos identificadores de cada freguesia. 203.

(25) Índice de Figuras. Figura 56.  Processo de construção da marca e elementos de caraterização. . 205. Figura 57.  Marca que representa a relação do nordestense com a Natureza. Proposta. de símbolo para o turismo do Nordeste. 206 Figura 58.  Proposta 1 do guia turístico com exemplo da freguesia da Achada. 212 Figura 59.  Proposta 2 do guia turístico com exemplo da freguesia da Achadinha. 213 Figura 60.  Proposta 2 do guia turístico com exemplo da freguesia da Achada. 213 Figura 61.  Proposta 2 do guia turístico com exemplo da freguesia da Achada. Nova organização . do conteúdo. 213 Figura 62.  Diagrama de experiência do utilizador - guia turístico.. 215. Figura 63.  Seção de Turismo do website da Câmara Municipal de Nordeste. 216 Figura 64.  Barra de menus no topo da página. 218 Figura 65.  Pormenor da caixa de pesquisa de atividades. 219 Figura 66.  Proposta para a página inicial do website para o turismo do Nordeste. 219 Figura 67.  Página generalista com a diversa oferta turística referente aos trilhos pedestres. 221 Figura 68.  Página descritiva com detalhes informativos sobre um trilho pedestre. . 221. Figura 69.  Diagrama da experiência do utilizador - website.. 223. Figura 70.  Spread interior da proposta de reedição do jornal “O Nordestense”. 225 Figura 71.  Proposta de capa do Jornal “O Nordestense”. 225 Figura 72.  Exemplo de um expositor a utilizar na promoção e divulgação do Turismo. do Nordeste. 227. Figura 73.  Proposta de sinalética para os locais de interesse assinalados nos mapas do. guia turístico.. 228. Figura 74.  Proposta de sinalética para identificação de cada freguesia do concelho com . respetiva explicação. 229 Figura 75.  Totens de cada uma das noves freguesias do concelho. 229. XXIII.

(26) XXIV. Redescobrir a 10ª Ilha Açoriana Conceção da Identidade Visual do Concelho de Nordeste. ÍNDICE DE TABELAS. Tabela 1.  Diferenças entre Turismo de Massa e Turismo Alternativo segundo Weaver. 22 Tabela 2.  Diferenças de processos de compra. 23 Tabela 3.  Sistema de decisão do consumidor em turismo. 25 Tabela 4.  Palavras-chave utilizadas nos programas do XIX e do XXI Governo.. 33. Tabela 5.  Desafios globais para uma estratégia a 10 anos aplicada no plano estratégico . para o turismo de Portugal para 2027. 38 Tabela 6.  Plano financeiro proposto pelo XI Governo Regional dos Açores para o . turismo em 2013. 44 Tabela 7.  Plano financeiro proposto pelo XI Governo Regional dos Açores para o . turismo em 2014, 2015 e 2016. 46 Tabela 8.  Prioridades Estratégicas para o Turismo dos Açores, segundo o RIS3.. 49. Tabela 9.  O processo de planeamento estratégico de marketing. 54 Tabela 10.  As sete etapas para construção de uma marca para um destino turístico. 61 Tabela 11.  Tabela síntese dos casos de estudo abordados.. 100. Tabela 12.  Fatores de escolha dos casos de estudo de websites. 104. Tabela 13.  Tabela de análise do website do turismo da Nova Zelândia. 107 Tabela 14.  Tabela de análise do website do turismo de Copenhaga. 109 Tabela 15.  Tabela de análise do website do turismo de Washington DC. 111 Tabela 16.  Tabela de análise do website do turismo da Noruega. 113 Tabela 17.  Tabela de análise do website do turismo da Finlândia. 115 Tabela 18.  Tabela de análise do website do turismo de Estocolmo. 117 Tabela 19.  Tabela de análise do website do turismo dos Açores. 119 Tabela 20.  Tabela de análise do website do turismo da Irlanda.. 121. Tabela 21.  Tabela de análise do website do turismo de Cameron Highlands.. 123. Tabela 22.  Tabela de análise do website do turismo de Gatlinburg.. 125. Tabela 23.  Tabela síntese dos casos de estudo de websites abordados. . 126. Tabela 24.  Recolha de Notícias do Turismo da Região Autónoma dos Açores. 137 Tabela 25.  Recolha de Notícias e Eventos que decorreram no Concelho de Nordeste. 140 Tabela 26.  Tabela 1 de análise com os dados a recolher no questionário sobre as . movitações do visitante. 145 Tabela 27.  Tabela 2 de análise com os dados a recolher no questionário sobre o turismo . dos Açores. 146 Tabela 28.  Tabela 3 de análise com os dados a recolher no questionário sobre o turismo . dos Açores. 148.

(27) Índice de Tabelas. Tabela 29.  Tabela 4 de análise com os dados a recolher no questionário numa avaliação . geral do concelho de Nordeste. 149 Tabela 30.  Tabela introdutória dos resultados obtidos no questionário 1. 153 Tabela 31.  Opiniões e sugestões dos visitantes sobre o turismo do concelho e suas potencialidades. 155 Tabela 32.  Tabela introdutória dos resultados obtidos no questionário 2. 156 Tabela 33.  Percentagem de população participante no projeto. 158 Tabela 34.  Percentagem por sexo da população participante no projeto. 158 Tabela 35.  Análise da situação profissional e grau académico dos participantes. 159 Tabela 36.  Opinião da população do concelho relativamente ao posicionamento do . turismo no concelho, segundo o local de residência 160 Tabela 37.  Opinião da população do concelho relativamente ao posicionamento do . turismo no concelho, segundo a sua faixa etária. 160 Tabela 38.  Identificação de pontos fortes do concelho bem como dos pontos negativos. 161 Tabela 39.  Sugestões de melhorias que deveriam ser tidas em conta para o . desenvolvimento do turismo do Nordeste. 162 Tabela 40.  Reoclha dos pontos de interesse de cada freguesia do concelho. 163 Tabela 41.  Número de turistas que visitaram as instalações do Posto de Turismo do . Nordeste entre janeiro e abril de 2015 e 2016. 164 Tabela 42.  Número de turistas que visitaram as instalações do Posto de Turismo do . Nordeste entre maio e agosto de 2015 e 2016. 164 Tabela 43.  Número total de visitantes ao Posto de Turismo entre janeiro e agosto de . 2015 e 2016. 165 Tabela 44.  Número de visitantes ao Posto de Turismo entre janeiro e agosto de 2015 e . 2016, segundo a sua faixa etária. 165 Tabela 45.  Informação/produtos mais porcurados no Posto de Turismo. 166 Tabela 46.  Solicitações de produtos de Natureza. 167 Tabela 47.  Países dos turistas que mais visitam o concelho de Nordeste. 168 Tabela 48.  Pontos de distinção do concelho de Nordeste. 170 Tabela 49.  Opinião da população sobre investimento, participação da população, destino . turístico e comunicação. 182 Tabela 50.  Perfil de consumidor. 186 Tabela 51.  Concorrência Regional. 186 Tabela 52.  Áreas com potencial desenvolvimento no concelho. 187 Tabela 53.  Qualidade dos serviços oferecidos no concelho. 188. XXV.

(28) XXVI. Redescobrir a 10ª Ilha Açoriana Conceção da Identidade Visual do Concelho de Nordeste. Tabela 54.  Níveis de satisfação e recomendação dos destinos Açores e Nordeste. 189 Tabela 55.  Listagem das forças, fraquezas, oportunidades e ameaças tendo em conta a . opinião dos nordestenses. 191 Tabela 56.  Listagem das oportunidades e ameaças que afetam o turismo do Nordeste. 192 Tabela 57.  Análise SWOT. 194 Tabela 58.  Classificação Geral dos Municípios do arquipélago dos Açores com respetivas . classificações segundo os 4 critérios avaliados. 196 Tabela 59.  Pontos caraterísticos do concelho e de cada uma das suas freguesias. 202 Tabela 60.  Identificação de problemas, definição de objetivos e soluções. 210. Tabela 61.  Soluções encontradas para combater 10 pontos-chave de intervenção no turismo 230.

(29) Parte 1 - Introdução. “Começa a compridão d’esta ilha da ponta do porto da vila do Nordeste, assim chamada por ter o rosto a este vento, de modo que o seu contrario vento, d’esta ponta, é o nordeste, junto do môrro alto que, de vinte a trinta léguas ao mar, primeiro se vê dos navegantes que vêm do oriente (...)”. (Gaspar Frutuoso, n.d. apud Carreiro, 1989).

(30) 02. Redescobrir a 10ª Ilha Açoriana Conceção da Identidade Visual do Concelho de Nordeste. INTRODUÇÃO. A escolha deste tema está intimamente relacionada com a infância do investigador, natural do concelho de Nordeste da ilha de São Miguel – Açores. Através deste projeto de investigação procura-se relançar o concelho no mapa turístico do arquipélago, criando uma identidade de promoção da região. Conhecido durante anos como a décima ilha açoriana, o Nordeste é um 1.  2011 foi o ano de inauguração da via-rápida de ligação do Nordeste aos grandes centros urbanos da ilha de São Miguel.. concelho fechado em si próprio sendo, até 20111 um local de difícil acesso. O seu isolamento esconde traços de riqueza paisagística e cultural, desconhecidos por grande parte das pessoas que já visitaram o concelho. Pretendeu-se assim, dar a conhecer a identidade deste concelho, promovendo e impulsionando a região, atraindo novas pessoas e fixando as que lá vivem. Esta investigação assume-se como um estudo que visa a criação de uma nova identidade visual para o turismo da região, procurando dar a conhecer aos visitantes novas experiências através da riqueza natural e cultural local. Não se pretende que o design seja estudado como uma ciência exata, e para tal, recorreu-se a métodos de recolha crítica, análise, reflexão, pensamento e avaliação de propostas, questões e situações que surgiram ao longo da investigação. Ken Friedman (2000, pp. 19-20) define no artigo “Creating Design Knowledge: from research into practice” as razões da investigação afirmando que as mesmas incluem a “curiosidade, o desejo de saber alguma coisa, o desejo de saber porque algo é assim, o desejo de saber porque algo funciona, a necessidade de resolver um problema, o desejo de servir um cliente. (...) O design é paralelamente uma disciplina do fazer e uma estrutura de reflexão e pensamento”. Será importante compreender o turismo, e o seu enquadramento em Portugal e nos Açores, entender a realidade local, e (re)descobrir o Nordeste para depois dá-lo a conhecer, através do design, aos outros. Unir a comunidade local procurando de seguida estabelecer um elo de ligação entre habitantes locais e os visitantes, promover a economia, e sobretudo,.

(31) Parte 1 - Introdução.  Introdução. N. SÃO MIGUEL. AÇORES. CORVO FLORES. GRACIOSA FAIAL. TERCEIRA PICO. SÃO JORGE SÃO MIGUEL. SANTA MARIA. dar visibilidade ao concelho. A proposta visa a construção de uma identidade para a região respondendo à carência e quase inexistência de aproveitamento dos seus recursos, relançando o Nordeste nas rotas turísticas do arquipélago. A nova identidade apoiou-se em modelos e estratégias existentes aplicados noutras regiões, culminando na concretização de uma proposta de futuro.. Contextualização da Investigação A presente investigação insere-se no âmbito do Design de Comunicação e sua aplicabilidade no desenvolvimento turístico de uma região. Apesar do foco principal ser o concelho de Nordeste, a investigação envolve diferentes personagens com diferentes experiências e opiniões sobre o turismo, num caminho direcionado à projeção de uma identidade visual. Através de uma visão crítica evidenciou-se um crescimento na afluência turística à região autónoma dos Açores suscitando a curiosidade em abordar o desenvolvimento do turismo no concelho de Nordeste. A investigação desenvolveu-se em volta do processo de design de uma identidade construída com aqueles que vivem e usufruem da região, procurando obter um resultado final transparente nos saberes, na cultura e nas tradições dos nordestenses. Um projeto que envolveu diferentes entidades, saberes e opiniões.. Figura 1.  Localização Geográfica do Concelho de Nordeste (Investigador, 2016). 03.

(32) 04. Redescobrir a 10ª Ilha Açoriana Conceção da Identidade Visual do Concelho de Nordeste. DEFINIÇÃO DO TEMA. A escolha do tema surge do interesse do investigador em aplicar os seus conhecimentos no concelho onde nasceu, conhecimentos adquiridos no mestrado em Design de Comunicação na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa. Apoiado nos conhecimentos adquiridos, procurou-se demonstrar, através da presente investigação, ao concelho e seus habitantes, a importância que o design pode ter no desenvolvimento turístico, económico e social de uma região, através da aproximação da comunidade com os seus visitantes. A escolha do tema está também associada à necessidade do concelho se promover de forma sustentada numa imagem que reflita os fatores distintivos do Nordeste acompanhando também a projeção da marca Açores. A dimensão deste projeto e o grande potencial de aplicabilidade motivaram a sua realização. Envolver diversas áreas desde o turismo, à cultura e sociedade, enfrentar dados estatísticos e contatar especialistas na área. Encarar o conhecimento e os saberes locais, e sobretudo descobrir um pouco mais sobre o concelho. A grande motivação surge então de poder contribuir com conhecimento adquirido num local próximo do investigador, gerando informação para futuras investigações e relançando o nome do concelho no mercado turístico.. Pertinência do tema O Nordeste é um concelho que apresenta um património natural e cultural repleto de histórias que contam cada pormenor dos seus 500 anos de vida. Em outubro de 2014, e segundo um estudo com dados relativos a 31 de dezembro de 2013, a revista Visão apresentou uma lista dos municípios mais devedores do país, estando o concelho de Nordeste posicionado em segundo lugar na tabela dos 20 municípios mais endividados. Estes dados foram apresentados com base no SIIAL (Sistema Integrado de Informação da Administração Local), correspondendo a dívida a um valor aproximado de 4.250 € por habitante. Porém, os dados revelados pela Direção.

(33) Parte 1 - Introdução. Geral das Autarquias Locais demonstram uma redução nos prazos médios de pagamento, de 1.139 dias para 31 dias entre setembro de 2013 e outubro de 2014. Um caminho inverso começa-se a traçar, e poderá ser este o momento ideal para projetar um novo rumo para o turismo no Nordeste. O turismo é uma área que tem vindo a ser abordada com grande frequência em Portugal, e as oportunidades de investimento e desenvolvimento económico são duas vertentes muitos discutidas. Neste sentido, e uma vez que os Açores são uma região com grande potencial no turismo de natureza (e não só), originou-se a oportunidade de aprofundar conhecimentos e saberes na área, com o objetivo de criar experiência na disciplina do design aplicado ao turismo. Aliada a isto está a necessidade de se criar uma identidade para um “pequeno” concelho que procura dinamizar a sua economia bem como promover os seus recursos através do turismo. O concelho de Nordeste representa a perfeita relação entre o homem e a terra, verificada na harmonia entre a natureza e o património edificado. Afastado dos centros urbanos da ilha de São Miguel, caracteriza-se por ser o ponto mais elevado da ilha “verde”, encontrando-se ao mesmo tempo tão perto e tão longe do mar que circunda a costa norte da ilha. Vários são os pontos turísticos de interesse que o concelho tem para apresentar, desde as pessoas até aos seus costumes e vivências. Face à pertinência do assunto, a autarquia local demonstrou-se disponível para apoiar o projeto, considerando ser uma mais-valia para o desenvolvimento do concelho no setor turístico.. Definição do Tema. 05.

(34) 06. Redescobrir a 10ª Ilha Açoriana Conceção da Identidade Visual do Concelho de Nordeste. OBJETIVOS. 1.  Objetivos Gerais • Sensibilizar e divulgar o Design enquanto ferramenta de apoio ao município no desenvolvimento do turismo local, bem como na exposição da sua cultura e saberes. • Estabelecer uma relação harmoniosa e de proximidade entre visitantes e o concelho de Nordeste, desenvolvendo um plano estratégico de comunicação que visa a revitalização do turismo local. • Relacionar, identificar e promover aspetos relevantes da essência e raízes locais, alargando o turismo do Nordeste para além do turismo de natureza. • Potenciar a ação do Design numa comunidade afetando um maior número de pessoas de outras culturas e nacionalidades. • Desenvolver processos de investigação que possam ser adotados em projetos futuros. • Contribuir socialmente para um concelho que viu crescer o investigador, através da partilha de conhecimentos adquiridos academicamente, procurando colocá-los em prática no concelho. • Adquirir e aperfeiçoar conhecimentos teóricos e práticos obtidos durante a investigação e percurso académico..

(35) Parte 1 - Introdução. 2.  Objetivos Específicos • Descodificar o turismo do Nordeste. • Identificar e sugerir os erros que invalidam o progresso do setor turístico local. • Delinear uma estratégia futura de comunicação eficaz para o desenvolvimento do setor turístico. • Aplicar conhecimentos de design inclusivo, tendo preocupações especiais com as necessidades de utilizadores idosos, analfabetos, daltónicos e que façam uso de outros dialetos que não o português, para além de pessoas portadoras de doenças motoras e cognitivas. • Explorar os meios e ferramentas oferecidos pela região local. • Aprofundar conhecimentos e saberes dos habitantes locais. • Conhecer o Nordeste e selecionar o que o distingue dos restantes concelhos. • Preparar trabalho para futura implementação do projeto com recurso a apoios do Governo Regional, da Secretaria Regional do Turismo e Transportes, da Câmara Municipal de Nordeste, Serviços Florestais, da Associação de Turismo dos Açores, bem como todas as restantes entidades que possam influenciar positivamente a aplicação do projeto..  Objetivos. 07.

(36) 08. Redescobrir a 10ª Ilha Açoriana Conceção da Identidade Visual do Concelho de Nordeste. DESENHO DA INVESTIGAÇÃO. O desenvolvimento da investigação recorreu a uma metodologia de natureza mista de base qualitativa, envolvendo métodos intervencionistas e não intervencionistas. Procedeu-se ao desenvolvimento da crítica da literatura, abrangendo várias áreas de conhecimento, do turismo à comunicação. Sendo assim, foram investigados tópicos mais relevantes para o tema da investigação, sem descurar temas menos significativos mas com similar importância, apesar de todos eles serem submetidos às etapas de relevância para o tema, seleção e análise, e síntese crítica. Os temas abordados envolveram temáticas como o Design Gráfico, de Comunicação, de Interação, Inclusivo, Marketing e Publicidade, Turismo, Identidade Visual. Deste modo, todos estes tópicos foram mencionados e estudados como áreas disciplinares fulcrais para a sustentação e desenvolvimento do projeto. Foram adotados métodos não intervencionistas que resultaram da observação direta, no campo, recorrendo a meios mecânicos como fotografia e vídeo. Assim, foi possível percecionar e analisar posteriormente, a realidade atual do espaço em investigação/estudo. No estudo de casos houve uma preocupação de analisar projetos relacionados com as palavras-chave desta investigação que, tendo em conta o seu sucesso, foram adotados como exemplos. Os pontos fracos também foram avaliados de modo a fazer-se um cruzamento de informação que permitiu obter resultados/respostas, e consequentemente soluções. Recorreu-se a entrevistas exploratórias que foram realizadas a diferentes pessoas relevantes para o estudo, entre eles membros do executivo camarário do Nordeste. Estas entrevistas permitiram compreender a realidade contextualizada no seu habitat, facto que é fundamental para a criação de soluções no desenvolvimento do modelo proposto para a investigação..

(37) Parte 1 - Introdução. Foram ainda desenvolvidos inquéritos que permitiram compreender a situação atual e interpretar o porquê dos atuais visitantes irem ao Nordeste, quais os pontos de interesse de uma perspetiva externa. Junto das entidades ligadas ao turismo e ao município, estabeleceu-se um contato direto que visou a criação da estratégia de comunicação para concelho, mediante a opinião de especialistas na área. A par disso, procedeu-se a uma investigação ativa no local, através de uma redescoberta do concelho, com atenção aos pormenores e tradições que identificam a região.. Figura 2.  Organograma do processo investigativo (página seguinte) (Investigador, 2016). Desenho da Investigação. 09.

(38) 10 ÁREA DE INVESTIGAÇÃO Campo de Investigação. Área de Investigação. Design de Comunicação, Turismo e Marketing. Identidade Visual, Marca Estratégias de Comunicação. Temática Definição da Identidade do Concelho de Nordeste como promotora do turismo e da economia da região. REDESCOBRIR A 10ª ILHA AÇORIANA Conceção da identidade visual do Concelho de Nordeste. Questões de Investigação Com base no design de comunicação, que procedimentos podemos seguir para o desenvolvimento e dinamização do turismo local da região de estudo? Como pode o design de comunicação contribuir para a dinamização e desenvolvimento do turismo local da região do Nordeste?. Crítica Literária Recolha > Seleção > Análise > Síntese. Formulação do Argumento Estratégia de comunicação da identidade local assente em valores de memória e explorando os recursos naturais e culturais do Nordeste contribuindo para a dinamização e requalificação do turismo nesta região.. Metodologia Mista Análise e Tratamento de Informação Síntese e tratamento da informação literária. Análise e interpretação dos dados obtidos nos questionários, entrevistas, observação directa e outra informação sobre a região.. Observação Direta Inquéritos por Entrevista Inquéritos por Questionário Casos de Estudo Recolha de informação sobre a região. Estratégia de Comunicação Definição de uma estratégia de comunicação para dinamização e promoção do turismo do concelho.. Disseminação Propostas e Resultados Desenvolvimento de propostas gráficas e respetivos protótipos. reformulações. Conclusões Preliminares. Conclusões e Recomendações.

(39) Parte 1 - Introdução. QUESTÕES DE INVESTIGAÇÃO. O objetivo deste projeto foi o de aliar o exercício projetual com a investigação, destacando a importância do design no desenvolvimento do turismo local. Sendo assim, surgiu uma primeira questão de investigação. • Com base no design de comunicação, que procedimentos podemos seguir para o desenvolvimento e dinamização do turismo local da região de estudo? • Como pode o design de comunicação contribuir para a dinamização e desenvolvimento do turismo local da região do Nordeste? A comunicação visual estabelece uma ligação entre o meio e o utilizador e deve ter em consideração alguns critérios como a cultura, a língua e a religião de quem usufrui dessa comunicação. • No contexto cultural e económico atual, faz sentido desenvolver um projeto desta dimensão para um concelho com cerca de 5.000 habitantes? • Que estratégias definir para permitir o desenvolvimento do turismo local? • Qual a linguagem a utilizar entre o universal e local? • Quais os elementos de design de comunicação a desenvolver para efetivar a atração turística? O desenvolvimento do desenho projetual do trabalho de investigação levou ao aparecimento de novas questões de investigação que, ajudaram no desenvolvimento de um pensamento lógico e concreto, ajudando também a alcançar os objetivos gerais e específicos com os resultados desejados. • Até que ponto se justifica definir uma nova marca para a região?. Questões de Investigação. 11.

(40) 12. TURISMO Estratégia de Comunicação Concelho de Nordeste. DESENHO DE COMUNICAÇÃO. PL A N O. Nacional. TRATÉGI ES. ão laç po. pu. ia tór. his. MA. A RC. visitantes. CO. ntidade Visua l Ide. Regional. MARKETING.

(41) Parte 2 - Enquadramento Teórico. PARTE 2. ENQUADRAMENTO TEÓRICO Para a elaboração de um plano estratégico de comunicação para o concelho de Nordeste efetuou-se uma revisão literária sobre temas relacionados com o turismo, a marca e a comunicação. Deste modo, procedeu-se à pesquisa e análise de material escrito que abordasse as diferentes temáticas referidas, possibilitando o cruzamento de informação entre as diferentes áreas de investigação. Após este processo de pesquisa e análise colocou-se em prática os conhecimentos absorvidos no concelho de Nordeste, possibilitanto a estruturação de estratégias para o desenvolvimento turístico da região.. Figura 3.  Figura 3.  Diagrama das áreas de investigação (Investigador, 2016). Parte 2 · ENQUADRAMENTO. 13.

(42) 14. Redescobrir a 10ª Ilha Açoriana Conceção da Identidade Visual do Concelho de Nordeste.

(43) Parte 2 - Enquadramento Teórico. Capítulo 1 · Turismo. TURISMO capítulo 1. 1.  O que é? Segundo o INE (Instituto Nacional de Estatística), tendo como base a definição de turismo da OMT (Organização Mundial do Turismo ou UNWTO World Tourism Organization), o turismo define-se como “atividades realizadas pelos visitantes durante as suas viagens e estadas em lugares distintos do seu ambiente habitual, por um período de tempo consecutivo inferior a 12 meses, com fins de lazer, negócios ou outros motivos não relacionados com o exercício de uma atividade remunerada no local visitado.” (ine.pt, 21 de junho 2016). Deste modo, o turismo exige sempre uma deslocação, com recurso a meios de transporte ou mesmo a pé. Porém, nem todas a viagens são turismo. Acrescenta ainda o INE que as viagens com carácter de prestação de serviços, envolvendo remunerações, excluem-se da definição de turismo. A atividade turística, apesar de temporária, apresenta uma complexidade de relações que envolve o turista e as suas necessidades, como disseram os professores Walter Hunziker e Kurt Krapf em 1942, em que consideram o turismo um “conjunto das relações e fenómenos originados pela deslocação e permanência de pessoas fora do seu local habitual de residência” (Hunziker e Krapf, 1942 apud Cunha, 2010, p.11) ocorrendo assim “quando os indivíduos mudam fisicamente e psicologicamente de lugar” (Gartner, 1996, p.7 apud da Silva, 2013, p.19). Assim sendo, o turista é a figura principal. 15.

(44) 16. Redescobrir a 10ª Ilha Açoriana Conceção da Identidade Visual do Concelho de Nordeste. desta actividade, pois é nele que se foca todo o processo e relacionamento. Cohen (1974 apud Mittelberg, 1988, p.29) definiu o turista como: 2.  “a voluntary, temporary, traveller, travelling in the expectation of pleasure from the novelty and change experienced on a relatively long and non recurrent round-trip”. “voluntário, temporário, viajante na expectativa de adquirir prazer na novidade e na mudança, num espaço de tempo relativamente longo e não de recorrente ida e volta” 2 (Cohen, 1974 apud Mittelberg, 1988, p.29). Em 1963, numa conferência das Nações Unidas em Roma sobre o Turismo e as Viagens Internacionais, abordaram-se definições para “visitante” e “turista”. Visitante é qualquer indivíduo que se desloca do seu local de residência por qualquer razão, sem que obtenha qualquer remuneração no país/local que visita. Por sua vez, os visitantes dividem-se em dois conceitos: o turista, que visita um local por mais do que 24 horas com um propósito estabelecido aquando da sua viagem e, por outro lado, o excursionista que visita o local menos de 24 horas, como é o caso dos viajantes de cruzeiros, por exemplo. Assim, tornou-se mais objetiva a definição e respetiva diferenciação dos dois conceitos. Todavia, em ambos os casos é comum uma deslocação, as atividades antes e durante a estadia envolvendo produtos e serviços, sendo apenas o tempo um fator diferenciador entre eles (Nations, 2010). Em 1991 em Ottawa, na International Conference of Travel and Tourism Statistics, desenhou-se o caderno Recommendations on Tourism Statistics onde, essencialmente, se pretendia unir os países através da internacionalização de conceitos e classificações do turismo. Independentemente das definições apresentadas, todas elas referem que o turismo envolve uma deslocação para além das áreas habituais de residência por períodos superiores a vinte e quatro horas sem carácter lucrativo da visita. Segundo Recommendations on Tourism Statistics (1994) o turismo divide-se em três formas distintas: Turismo interno, envolvendo os moradores de determinado país que viajam unicamente no interior desse país; (Internal tourism); Turismo receptivo, envolvendo não-residentes viajando no país em questão (National tourism); e o turismo emissor, envolvendo residentes que viajam noutro país. (International tourism). Esta forma de divisão pode ser aplicada a regiões e nações em vez de países, não havendo assim distinção das categorias base. Associadas ao turismo existem a viagem, a estadia e motivação, três pontos fulcrais na definição do termo. A atividade turística surge dos propósitos e motivações definidos pelos visitantes e, em 2008 através do documento intitulado Recomendações Internacionais para as Estatísticas de Turismo 2008, segmentou-se o turismo em oito grandes áreas:.

(45) Parte 2 - Enquadramento Teórico. Capítulo 1 · Turismo. “1. Pessoal. 1.1. Lazer, recreio e férias. 1.2. Visitas a familiares e amigos. 1.3. Educação e formação. 1.4. Saúde e cuidados médicos. 1.5. Religião e peregrinação. 1.6. Compras. 1.7. Trânsito. 1.8. Outros. 2. Negócios e Profissional” (Nations, 2010, p.24). O turismo envolve uma relação com o turista e para tal são desenvolvidos serviços no sentido de aproveitar recursos turísticos locais. Por exemplo no caso do vulcão dos Capelinhos nos Açores figura 4, em função de um acontecimento natural, as entidades locais desenvolveram um serviço que procura oferecer aos seus visitantes e turistas informação sobre o local. Outro caso, é o exemplo das Cataratas de Iguaçu, onde ao longo do século passado se criaram as comodidades necessárias para visitar este recurso natural sem colocar em risco o conforto e segurança do turista (Barretto, 2008). O turismo transformou-se numa indústria comercial tornando-se na principal atividade económica dos países desenvolvidos. Como qualquer outra atividade económica é influenciada pelas condições económicas locais, competitividade do mercado, movimentações políticas e sociais, entre outras. Pelo que, para a dinamização do turismo é necessário defi-. Figura 4.  Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos.. nir estratégias que promovam a região através das oportunidades, ten-. (Investigador, 2010). dências e fatores de sucesso locais, abrangendo o maior número de pessoas relacionadas com o projeto. Para além de gerar receitas e estimular economias, o turismo envolve espaço e potencia qualidade de vida, contribuindo também para a valorização de culturas e geografias (da Silva, 2013). A atividade turística surge da associação do tempo livre com o lazer, da necessidade que o ser humano criou de conhecer novos espaços, novas culturas e novos saberes. A crescente mobilidade promoveu a concorrência e a criação de novos destinos (Butler, 1997 apud da Silva, 2013) e, consequentemente, a necessidade e importância de definir estratégias de promoção turística. Numa perspetiva mais global, Mário Baptista (1998 apud Madeira, 2010, p.9) considera que o turismo passa pela decisão de um indivíduo em viajar “com base em percepções, interpretações, motivações, restrições e incentivos e representa manifestações, atitudes e actividades, tudo relacionado com factores psicológicos, educacionais, culturais, étnicos, económicos, sociais e políticos”. (Mário Baptista, 1998 apud Madeira, 2010, p.9). 17.

(46) 18. Redescobrir a 10ª Ilha Açoriana Conceção da Identidade Visual do Concelho de Nordeste. Considera ainda que a viagem “envolve uma multiplicidade de agentes institucionais e empresariais desde que o viajante parte até que volta” situação que estende esta atividade económica a uma atividade com “significados, implicações, relações e incidências sociais, culturais e ambientais” (Baptista, 1998 apud Madeira, 2010, p.9). Neste sentido, o turismo baseia-se num conjunto de relações e fenómenos que nascem da interação entre regiões e o turista. A dimensão do destino turístico foca-se na valorização do seu posicionamento no mercado turístico, devendo este certificar a atratividade e competitividade do local. A variedade de recursos turísticos, naturais ou criados, constituem uma vantagem enquanto destino turístico, todavia, a sua exploração eficaz é que determinará o seu valor económico para a região. A competitividade de um destino turístico é fundamental para o seu desenvolvimento económico, e Scott e Lodge (1985, p.3 apud Ritchie e Crouch, 2003, p.12) consideram que “a capacidade do país para criar, produzir distribuir e/ou oferecer produtos no comércio internacional resultará no ganho de crescentes retornos prove3.  Scott and Lodge (1985), move the focus of competitiveness to the country level proposing that competitiveness is a “country’s ability to create, produce, distribute and/or service products in international trade while earning rising returns on its resources.”. nientes dos seus recursos” 3, confirmando assim a importância do desenvol-. (Scott & Lodge, 1985, p.3 apud Ritchie e Crouch, 2003, p.12). e ambiental que decorre da interação do turista com os produtos e servi-. vimento de estratégias (imd.org, 25 de junho 2016). Apesar da posição do turismo enquanto importante atividade económica de uma região é também um fenómeno com impacto sociocultural ços oferecidos por uma região. A abrangência do turismo e os impactos que tem numa região requer uma investigação pormenorizada das áreas afetas ao turismo, como a história, geografia, sociologia, política, educação e muitas outras (Valle, n.d.). Apesar das inúmeras discussões existentes sobre esta área, o turismo está sujeito a questões de subjetividade aliadas ao desenvolvimento de outras áreas que provocam impactos no seu desenvolvimento, como a mudança de comportamentos da sociedade, o avanço tecnológico, entre outros (Robinson, 2012). A definição de turismo apresenta uma variedade de conceitos influenciados e dependentes das variantes geográficas do local, da sociedade e respetiva época, e inúmeros outros fatores que influenciam a área turística de uma região.. 2.  Destino turístico Nas últimas décadas, o turismo tem registado uma contínua expansão tornando-se numa das atividades económicas com maior e mais rápido crescimento tendo resultado, consequentemente, no aumento dos destinos turísticos mundiais (World Tourism Organisation, 2016)..

(47) Parte 2 - Enquadramento Teórico. Capítulo 1 · Turismo. Segundo o INE, um destino turístico é um “local visitado durante uma deslocação ou uma viagem turística” (ine.pt, 22 de julho 2016) porém deve ser compreendido também como um espaço geográfico que alberga serviços, organizações e indivíduos que colaboram na prestação de serviços ao turista. Neste sentido, o turista procura os locais pelas atratividades que oferece. Mathieson e Wall (2006, p.17) referem que um destino turístico “é um lugar que tem características reconhecidas por um número razoável de potenciais visitantes justificando uma identidade, atraindo os visitantes até ele, independentemente das atrações de outros locais”. (Mathieson e Wall, 2006, p.17). Os viajantes ao definirem um destino turístico anseiam experienciar o que o local tem para oferecer, deslocando-se do seu local de residência até este novo espaço. Em sequência da deslocação, os destinos turísticos procuram promover os recursos disponíveis, valorizando-os de modo a satisfazer os seus clientes, recorrendo à criação de uma identidade que os represente (Valls, 2006, p.16). A OMT considera que um “destino turístico é um espaço físico no qual o visitante pelo menos pernoita. Envolve gastos em produtos turísticos como serviços de apoio e atrações, bem como recursos turísticos ao alcance de uma viagem com regresso no mesmo dia. Tem limites físicos e administrativos que definem a sua gestão, imagens e perceções definidoras da sua competitividade no mercado. Os destinos turísticos incorporam várias partes interessadas (stakeholders) muitas vezes envolvendo a comunidade local, podendo criar ninhos e redes formadores de destinos maiores.” 4 (OMT, 2007 apud Robinson et al., 2013, p.297). Porém, com a criação de um destino turístico, esse espaço territorial fica sujeito a transformações que originam novas relações, modificam características e fazem nascer novas atividades, surgindo assim uma nova estruturação espacial (Licínio Cunha, 2006, apud Madeira, 2010, p.10). Apesar de assentes na identidade, os destinos turísticos têm um ciclo de vida, defendido por Butler (1980) citado por Madeira (2010), constituído por seis fases: Exploração, Envolvimento, Desenvolvimento, Consolidação, Estagnação e Pós-Estagnação. O planeamento estratégico desempenha assim um papel fundamental no desenvolvimento do destino turístico, pois definirá os pontos diferenciadores dos restantes destinos, sendo. 4.  “A local tourism destination is a physical space in which a visitor spends at least one overnight. It includes tourism products such as support services and attractions, and tourism resources within one day´s return travel time. It has physical and administrative boundaries defining its management, images and perceptions defining its market competitiveness. Local tourism destinations incorporate various stakeholders often including a host community, and can nest and network to form larger destinations.” (OMT, 2007 apud Robinson et al., 2013, p.297). 19.

(48) 20. Redescobrir a 10ª Ilha Açoriana Conceção da Identidade Visual do Concelho de Nordeste. também responsável pelo seu sucesso e/ou declínio. Deste modo, através de uma atuação direta e proactiva poder-se-á manter um destino em progresso sem perder a essência enquanto destino turístico (Perdigao, 2014). A variedade de recursos, naturais ou criados, constituem uma vantagem enquanto destino turístico sendo que a sua exploração eficaz é que determinará o seu valor económico figura 5. Neste sentido, o objetivo de um local deverá centrar-se na valorização do seu posicionamento no mercado, certificando-se da sua atratividade e competitividade em comparação com os mercadores concorrentes (Valls, 2006). O destino turístico é assim um produto, “um bem físico, um serviço, uma ideia ou uma experiência” (Kolb, 2006, p.10) rica de outros bens físicos, e que se pode alargar a diferentes escalas geográficas desde que pratique uma atividade económica focada em servir os seus visitantes Figura 5.  Na Nova Zelândia os cenários utilizados nos filmes Senhor dos Anéis e Hobbit foram transformados em produtos turísticos, criados a partir de recursos naturais. Disponível em <http://www.newzealand.com/ int/plan/business/hobbiton-movie-set-tours/ > acedido 29 de dezembro de 2016. (Lohmann et al., 2013). Deste modo, a experiência resulta da oferta do local sendo influenciada pelo ambiente da região moldado pelas suas próprias experiências (Hayllar, 2011).. 3.  Turismo de Massas vs Turismo Alternativo A segunda metade do século XX proporcionou uma expansão do turismo, possibilitando a sua abrangência às diferentes classes sociais. Nas mais variadas valências, o turismo passou a incluir as viagens de carácter religioso e de saúde, para além das viagens com intuito recreativo. O turismo de massas assemelha-se aos processos de produção industriais de larga escala, caracterizando-se pela oferta de serviços e produtos homogeneizados. O desenvolvimento dos transportes ajudou no processo de crescimento da procura de destinos turísticos e, numa fase inicial, primou-se pela procura de locais próximos. Novos destinos turísticos surgiram entre eles as regiões balneares e ilhas tropicais. No turismo de massas há uma crescente degradação do produto resultando em danos físicos e sociais para a região, porém as contrapartidas económicas podem resultar em lucro rápido e fácil (da Silva, 2013; Joaquim, 2012). A par do desenvolvimento do turismo de massas, surgia o turismo alternativo como reação aos excessos do turismo de massas tendo como principal preocupação a sustentabilidade (Joaquim, 2012, p.39). A expansão da oferta turística de pequena escala identifica-se com a aproximação da comunidade envolvendo uma grande participação da população local. O desenvolvimento desta área surge como reação ao turismo de massas realçado pelo envolvimento entre anfitriões e visitantes (Pearce, 2004, p.172)..

(49) Parte 2 - Enquadramento Teórico. Capítulo 1 · Turismo. Pearce (1995) considera: “como um dos principais marcos na afirmação do turismo alternativo, a expansão da oferta de serviços turísticos de pequena escala, caracterizados por baixos investimentos, integração na natureza e envolvimento das comunidades locais” (Pearce, 1995 apud da Silva, 2013, p.94). Assim, estabelece-se uma maior envolvência entre a população local possibilitando a criação de novas experiências tanto para o visitante como para o visitado (da Silva, 2013). O turismo alternativo pressupõe um turista típico com interesses específicos que vai à procura de informações e experiências novas ao invés de destinos de sol e praia, proporcionando a valorização do local e da sua comunidade ao mesmo tempo que se preservam a cultura e os valores de origem. Na visão de Butler (n.d. apud Pearce, 2004) existem um conjunto de regras que deverão ser cumpridas quando se projeta um turismo alternativo para uma região. O turismo alternativo deverá complementar o turismo de massas, aumentando as atrações e a autenticidade, respondendo às necessidades de grupos específicos, tendo em conta os habitantes locais e o desenvolvimento turístico em áreas com capacidade limitada (Pearce, 2004). Todavia, apesar de serem dois conceitos diferentes, não se pode considerar que um turismo seja bom e o outro mau. Definiremos assim o turismo de massas como concentrado e destinado a públicos alargados, enquanto, por oposição existe um turismo diferente em escala direcionado para públicos específicos. Assim sendo, os principais fatores diferenciadores serão ao nível de escala (quantidade e concentração), sustentabilidade e qualidade oferecida aos visitantes. Apesar do turismo alternativo ter surgido “como oposição à massificação turística e como solução para o problema dos impactes, configura atualmente uma indústria onde a principal diferença do turismo de massas é provavelmente o preço, já que a lógica do pacote turístico é total”. (Joaquim, 2012, p.95). Em suma, a diferença entre o turismo de massa e o turismo alternativo pode-se resumir a uma tabela comparativa segundo a opinião de Weaver tabela 1. Nela podem-se verificar os fatores diferenciadores entre as duas vertentes turísticas, não podendo contudo definir os mercados predominantes nem a economia resultante.. 21.

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Tabela 1.    Diferenças entre Turismo de Massa e Turismo Alternativo segundo Weaver. 22
Figura 4.  Centro de Interpretação   do Vulcão dos Capelinhos.
Tabela 1.  Diferenças entre Turismo de  Massa e Turismo Alternativo segundo Weaver.
Tabela 4.  Palavras-chave utilizadas nos  programas do XIX e do XXI Governo.
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Referências

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