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Academic year: 2021

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UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA

NOVA MEDICAL SCHOOL | FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS

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elatório

F

inal

ESTÁGIO PROFISSIONALIZANTE

6º ANO MESTRADO INTEGRADO EM MEDICINA

2012/2018

Ana Catarina Oliveira Caldeiras

2012122

(2)

1

Indíce

Introdução e Objetivos………2

Descrição das Atividades Desenvolvidas………3

Estágio Parcelar de Medicina Interna………..3

Estágio Parcelar de Cirurgia Geral………...4

Estágio Parcelar de Pediatria Médica………..4

Estágio Parcelar de Ginecologia e Obstetrícia………...5

Estágio Parcelar de Saúde Mental………...6

Estágio Parcelar de Medicina Geral e Familiar………..6

Estágio Clínico Opcional – Neurologia………7

Reflexão Crítica Final……….8

(3)

2

1. Introdução & Objetivos

O estágio profissionalizante constitui o principal momento formativo para os alunos do sexto ano

do Mestrado Integrado em Medicina na Nova Medical School – dele fazem parte seis estágios parcelares em especialidades médicas e cirúrgicas, que no seu conjunto visam capacitar o aluno

para o futuro que se aproxima enquanto recém-formado, fornecendo-lhe ferramentas para lidar com

os desafios profissionais que enfrentará como interno do comum. Assim, durante este estágio

profissionalizante o aluno contacta com a realidade da medicina interna e cirurgia geral, revisitando

conteúdos essenciais à prática de medicina, com a particularidade da saúde da mulher e da criança,

com a transversalidade da saúde mental e com os cuidados de saúde primários, base da medicina

e protótipo da relação médico doente.

Findo este ano, chega a altura de lhe prestar um balanço e como tal surge a necessidade de

redigir o presente relatório, que além desta introdução conta com uma breve descrição das

atividades desenvolvidas em cada estágio, incluindo o estágio clínico opcional, unidade curricular

que não consta do estágio profissionalizante mas que funciona como complemento ao mesmo,

permitindo ao aluno aprofundar o seu contacto com uma área da medicina à sua escolha; com uma

reflexão crítica onde procuro olhar para trás construindo uma apreciação do meu desempenho

neste ano letivo e por com um conjunto de anexos onde se incluem elementos que enriqueceram

a minha experiência enquanto aluna a frequentar o estágio profissionalizante.

Ora, para poder mais à frente proceder à construção da reflexão crítica, importa neste momento

explicitar quais os objetivos que delineei para este estágio profissionalizante, objetivos esses que,

quando reunidos, culminam no desenvolvimento de competências necessárias ao exercício da

medicina. Assim, enumero como objetivos particulares: (1) consolidar conhecimentos teóricos

através da prática, (2) aperfeiçoar as minhas aptidões no contacto e avaliação dos doentes; (3)

aprender a gerir a requisição de exames complementares de diagnóstico face à situação clínica e

hipóteses diagnósticas de cada doente, (4) familiarizar-me em relação ao tratamento das patologias

mais prevalentes na realidade portuguesa, (5) integrar-me de modo completo no trabalho de

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3

necessidades dos doentes mas também dos seus familiares e (7) identificar a necessidade de me

manter constantemente atualizada face ao conhecimento médico, de modo a poder proporcionar

sempre o melhor tipo de cuidados disponíveis durante a minha prática clínica futura.

2. Descrição das Atividades Desenvolvidas

2.1. Estágio Parcelar de Medicina Interna

O estágio de Medicina Interna, coordenado pelo Professor Doutor Fernando Nolasco foi

aquele com que iniciei o percurso que é o 6º ano do MIM. Realizei este estágio no serviço de

Medicina 7.2 do Hospital Curry Cabral, CHLC, sob orientação da Dra. Margarida Antunes, na sua

equipa e da Dra. Heidi Gruner e Dra. Filipa Lourenço, desde 11 de Setembro e 3 de Novembro de

2017. Estabeleci como objetivos específicos para este estágio: (1) melhorar o raciocínio clínico

de modo a estabelecer hipóteses diagnósticas face ao exame objetivo e anamnese de cada doente;

(2) reconhecer o tratamento das situações mais prevalentes; (3) integrar-me no trabalho de equipa;

(4) estabelecer uma relação profissional com enfermeiros, administrativos e outros trabalhadores

hospitalares, (5) estabelecer relações médico-doente baseadas na empatia e confiança e (6)

melhorar o meu contacto com a interface informática de trabalho. O trabalho de enfermaria ocupou

grande parte do estágio. Aí pude acompanhar doentes durante o seu internamento, prestando

cuidados médicos com o pronto auxílio de toda a equipa na qual estive integrada. Destaco ainda a

constante comunicação com a equipa de enfermagem e outros profissionais hospitalares – uma necessidade constante na prática da medicina e que aqui comecei a pôr em prática de forma

rotineira. Acompanhei ainda assistentes hospitalares, no serviço de urgência e em ambiente de

consulta externa de doenças auto-imunes. Frequentei a componente teórica deste estágio que

decorreu no edifício da faculdade e, no caso do Hospital Curry Cabral, também no próprio hospital.

No decorrer deste estágio apresentei, em conjunto com dois colegas, um caso que segui na

enfermaria de um doente com presumível hipertensão arterial secundária, tema acerca do qual

fizemos uma breve revisão teórica. Destaco ainda o envolvimento em projetos de investigação a

serem à data realizados pela equipa da Dra. Heidi Gruner: um estudo retrospetivo acerca da

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Nacional de Medicina Interna (CNMI) (anexos), um estudo transversal acerca de doentes

internados na enfermaria de medicina interna e QT longo (apenas em colheita de dados) e colheita

de dados para um estudo multicêntrico prospetivo EUROSAF acerca de fibrilhação auricular.

Identifico este estágio como aquele que mais positivamente me surpreendeu e mais me desafiou.

2.2. Estágio Parcelar de Cirurgia Geral

O estágio de Cirugia Geral, coordenado pelo Professor Doutor Rui Maio seguiu-se ao

estágio de Medicina Interna. Realizei este estágio no serviço de Cirurgia Geral do Hospital Beatriz

Ângelo, sob tutoria do Dr. Luís Féria de 6 de Novembro de 2017 a 12 de Janeiro de 2018. Identifico

como objetivos específicos: (1) reconhecer as situações mais prevalentes e o seu manejo; (2)

acompanhar de forma integradora o doente, desde a consulta externa, passando pelo

pré-operatório até ao pós pré-operatório; (3) participar em atos cirúrgicos efetuando gestos simples. Neste

estágio acompanhei o meu tutor no seu trabalho de enfermaria, consulta externa e bloco operatório,

tendo-me sido possível participar em cirurgias, o que identifico como ponto positivo e que facilita a

integração de conhecimento. Frequentei o serviço de Urgência deste hospital, que funciona de

maneira distinta do CHLC, onde grande parte da minha formação decorreu nestes 6 anos. Aí

acompanhei não só casos de Cirurgia Geral mas também de Medicina Interna, o que me permitiu

confirmar de novo o meu gosto por esta última especialidade. Como estágio opcional integrante

optei pelo estágio de gastroenterologia, por ser uma área que me interessava e que não me

desapontou. Aí passei pelo bloco de exames de gastroenterologia, consulta externa e serviço de

apoio a outras especialidades. No final deste estágio apresentei um caso clínico a que assisti acerca

de feocromocitoma, o que foi interessante na sequência da minha apresentação acerca de

hipertensão arterial secundária em Medicina Interna.

2.3. Estágio Parcelar de Pediatria Médica

Frequentei o estágio de Pediatria Médica no Hospital Dona Estefânia, sob coordenação do

Professor Doutor Luís Varandas de 22 de Janeiro de 2018 a 16 de Fevereiro de 2018. Como

objetivos específicos defini: (1) aprender a suspeitar, diagnosticar e tratar as situações clínicas

mais prevalentes na população pediátrica; (2) comunicar e interagir de forma eficiente com as

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5

Respiratórios e Nutricionais (UCERN), (3) inteirar-me da realidade dos doentes e famílias com o

tipo de patologia que necessita de cuidados específicos e muitas vezes prolongados ou de paliação.

Este estágio foi tutelado pela Dra. Sara Nóbrega, médica na UCERN, local onde passei grande

parte do estágio. Além de acompanhar os doentes de menor complexidade que eram já residentes

nesta unidade, redigindo o seu diário clínico e apresentando-os em reunião de equipa, assisti

também ao manejo dos doentes mais complexos internados agudamente, acompanhei a Dra. Sara

Nóbrega no apoio a outras especialidades por parte da gastroenterologia, assisti à consulta externa

desta mesma área e também à realização de exames endoscópicos em crianças e adultos

(acompanhando a minha tutora na sua formação no Hospital de Santo António dos Capuchos), e

sem dúvida que o serviço de urgência foi o local onde observei patologias mais diversas e de maior

prevalência. Assim, penso que o estágio numa unidade hospitalar como o Hospital Dona Estefânia

me permitiu tirar partido daquilo que é a globalidade da pediatria: desde a doença mais rara à mais

prevalente. No final deste estágio, procedi a uma apresentação acerca de tumores hepáticos em

idade pediátrica a propósito de um caso de Hamartoma.

2.4. Estágio Parcelar de Ginecologia e Obstetrícia

Realizado na Maternidade Doutor Alfredo da Costa, sob coordenação da Professora

Doutora Teresa Ventura, de 25 de Fevereiro de 2018 a 16 de Março de 2018, este estágio

compreendia uma componente direcionada para a obstetrícia onde acompanhei a Dra. Inês

Antunes e uma outra vertente direcionada para a ginecologia onde estive sob tutoria da Dra. Patrícia

Amaral. Estabeleci como objetivos: (1)aquisição de conhecimentos, práticos e teóricos, para no

futuro ser capaz de suspeitar, diagnosticar e tratar as patologias que dizem específico respeito à

saúde reprodutora feminina e (2) contactar com várias áreas da especialidade de modo a obter

uma visão integradora dos cuidados prestados.Na componente de obstetrícia assisti a diversas

consultas (Alto Risco, Diabetes Gestacional, Hipertensão Arterial e Pré-Concepcional); acompanhei

vários assistentes hospitalares e internos do complementar no trabalho de enfermaria, no bloco

operatório e sala de parto. Na vertente de ginecologia assisti à consulta de uroginecologia e a

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6

doentes. Assisti ainda a consultas e procedimentos na área da procriação medicamente assistida,

exames de diagnóstico e à reunião multidisciplinar de oncologia na área da senologia. Destaco

ainda a frequência semanal do serviço de urgência onde pude contactar com vários problemas

prevalentes no que concerne a saúde reprodutora feminina. Terminei o estágio com a apresentação

do tema “Prolactinoma – Abordagem na Gravidez e Pós-Parto”.

2.5.

Estágio Parcelar de Saúde Mental

De 22 de Janeiro de 2018 a 16 de Fevereiro de 2018 frequentei o estágio de Saúde Mental,

sob coordenação do Professor Doutor Miguel Talina, no Hospital Júlio de Matos tendo ficado

alocada ao serviço de Psicogeriatria sob tutoria do Dr. João Reis. Como objetivos para este estágio

destaco: (1) contactar com a maior diversidade de patologias psiquiátricas, reconhecendo o seu

diagnóstico e tratamento; (2) aperfeiçoar a técnica de entrevista clínica e (3) consciencializar-me

em relação ao estigma que é dirigido a estes doentes, trabalhando para o minimizar da minha parte.

Sendo a nossa população naturalmente envelhecida, durante grande parte do estágio contactei

com diagnósticos muito prevalentes – refiro-me sobretudo à demência. Neste estágio acompanhei o trabalho de enfermaria com o qual colaborei através da realização de MMSE semanais de modo

a monitorizar a evolução dos doentes internados, realizei uma história clínica de uma doente com

Esquizofrenia de início tardio, assisti a consultas de psicogeriatria e a reuniões de apoio a

cuidadores de idosos com demência. Por ser uma área que me interessa e por o meu tutor se

mostrar disponível procurei contactar com outras vertentes da psiquiatria e assim estive 3 dias no

serviço de psiquiatria de transição onde contactei com o outro extremo etário, complementando

assim a formação na área de psiquiatria no 5º ano onde contactei com doentes maioritariamente

entre a 3ª e 6ª décadas de vida. Assisti ainda a sessões de electroconvulsivoterapia; acompanhei

o meu tutor no serviço de urgência e assisti às consultas de Dependências Comportamentais e

também de Sexologia.

2.6.

Estágio Parcelar de Medicina Geral e Familiar

Realizei o estágio de Medicina Geral e Familiar, sob coordenação da Professora Doutora

Maria Isabel Santos, entre 23 de Abril de 2018 e 18 de Maio de 2018 sob tutoria da Dra. Maria José

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7

cuidados de saúde primários em contexto de doença e saúde; (2) conhecer as medidas

custo-efetivas que permitem gerir as condições mais prevalentes e (3) aplicar o método clínico centrado

na pessoa, trabalhando as minhas capacidades de relação interpessoal com o utente. Neste

estágio assisti à intervenção dos cuidados de saúde primários acompanhando não apenas a equipa

médica mas também por vezes a de enfermagem. Assisti às diversas consultas realizadas nesta

USF nomeadamente: Consulta Aberta, Consulta de Saúde Materna, Consulta de Saúde Infantil e

Juvenil, Consulta de Planeamento Familiar e Consulta de Hipertensão Arterial/Diabetes. Nestas

quatro semanas de estágio contactei com grande parte das condições mais prevalentes na nossa

sociedade, de acordo com a sua distribuição por faixa etária. Uma proporção considerável dos

indivíduos que observei encontravam-se em estado de saúde e procuravam medidas de prevenção

da doença e manutenção da saúde. Neste estágio, bem como nos outros, realizei o exercício de

estabelecimento mental de diagnósticos provisórios e possíveis medidas de diagnóstico e

terapêutica que confrontei com os efetuados. Estudei, observei e apliquei o melhor que pude o

método clínico centrado na pessoa e procurei dar ênfase ao contexto biopsicossocial do individuo,

algo que considero inerente à prática da medicina e que na medicina geral e familiar encontra o

melhor terreno para aplicação e treino. Ainda neste estágio, aproveitando o facto de se encontrar

inserido na Semana Europeia da Vacinação, realizei um folheto que pretende elucidar os utentes

acerca das complicações e sequelas provocadas pelas várias doenças que o Programa Nacional

de Vacinação visa erradicar e controlar e pretende ainda demonstrar qual o impacto da vacinação

em termos de morbimortalidade e incidência relacionada com cada doença.

2.7.

Estágio Clínico Opcional - Neurologia

Apesar de não fazer parte do estágio profissionalizante opto por apresentar uma breve

descrição do estágio realizado no âmbito da Unidade Curricular Estágios Clínicos Opcionais em

que optei pela área de Neurologia no Hospital de Santo António dos Capuchos. Fiz esta escolha

dado ser uma área que sempre considerei teoricamente interessante e intelectualmente desafiante

mas que se mostrou, aquando do seu ensino prático no 4º ano do Mestrado Integrado em Medicina,

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8

completamente excluída para o meu futuro profissional. No entanto neste 6º ano decidi dar uma

nova oportunidade à Neurologia e não podia estar mais satisfeita por o ter feito – penso que em nenhuma outra especialidade senti tanto entusiasmo pela medicina, à exceção talvez de Medicina

Interna. Com isto compreendi o impacto das experiências nas nossas escolhas, muitas vezes

precipitadas, e a importância de que se reveste um ensino de qualidade e que proporcione

experiências holísticas ao formando.

3. Reflexão Crítica Final

Chegou então o ponto de, tal como me tinha proposto no início do presente relatório, construir

uma apreciação crítica daquele que foi o meu desempenho. Assim, considero que me esforcei por

atingir os objetivos a que me propus, progredindo de forma positiva nas competências que

pretendia aprimorar - penso que me encontro com o nível desejável de conhecimentos e aptidões

necessários a uma aluna que finaliza o sexto ano de medicina e em breve entrará na carreira

médica, no entanto reconheço que estas competências estão longe de estar completamente

otimizadas, o que me motiva a prosseguir procurando sempre colmatar as falhas que encontro.

Faço-o porque acredito que é assim que a medicina deve ser feita: com consciência de que se é

humano e não o detentor de todo o conhecimento e mestria, trabalhando para o ser, para poder

prestar o melhor de nós ao próximo, mas sabendo que esse patamar jamais será atingido. Mas

ainda assim, ir tentando.

Analisando agora criticamente cada estágio, começo pelo de medicina interna destacando a

autonomia tutelada na medida certa que é aquilo que o estudante de medicina e futuro jovem

médico procura e precisa. Foi neste estágio que mais senti que progredi, trabalhando nos objetivos

citados no início deste relatório, sem dúvida pelos desafios do dia-a-dia na enfermaria que pela

primeira vez enfrentei com um pouco mais de autonomia. Foi, além disso, mais um estágio que me

surpreendeu pela positiva face às experiências de outros anos e imagino agora a medicina interna

como uma futura carreira possível. Quanto ao estágio de cirurgia geral ressalvo que as

intervenções práticas se deveriam ter dirigido a ações mais generalistas – refiro-me por exemplo ao treino da sutura, que ficou um pouco limitado pelo facto de se passar apenas um dia na pequena

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9

cirurgia. Em relação ao estágio de pediatria, apesar de ter contactado com uma área bastante

especifica (a gastrenterologia) considero que lidei com problemas bastante frequentes nesta

população, como são exemplo a obstipação, a dispepsia e os vómitos; além disso através do

serviço de urgência pude contactar com situações de elevada prevalência, pude ainda, tal como

esperava, contactar com a realidade de crianças e famílias sob necessidade de cuidados de longa

duração o que constituiu uma experiência enriquecedora e que complementou a unidade curricular

opcional que realizei no 5º ano do MIM “Cuidados Paliativos Pediátricos”. No estágio de

ginecologia e obstetrícia fiquei mais uma vez sob a tutoria de assistentes hospitalares

especializadas em áreas de elevada prevalência no contexto da grávida e da mulher idosa; mas

destaco a disponibilidade das tutoras e a sua vontade para me mostrar o mais possível da área, o

que me permitiu contactar com muitas mais valências da especialidade como era meu objetivo. Em

saúde mental, contactei com um vasto leque de patologias e constatei mais uma vez a dificuldade

de dirigir uma entrevista clínica, no entanto treinei para polir esta técnica, aprendendo com os

conselhos do Dr. João Reis. Na psicogeriatria, deparei-me com uma situação que em medicina

interna era comum mas que aqui era gritante: a demora dos doentes em internamento apesar da

alta clínica (tão alta como 236 dias à data de fim do estágio), por falta de apoio social. Penso que

é importante durante a nossa prática clínica depararmo-nos com este tipo de situações para nos

consciencializarmos da falta de recursos e da precária articulação entre o serviço nacional de saúde

e a comunidade. Por fim, o estágio de medicina geral e familiar permitiu-me ter uma visão

integradora daquilo que é a prática médica nos cuidados de saúde primários, atuando na promoção

da saúde e prevenção da doença e no manejo do doente complexo. Ressalvo que qualquer opinião

e resumo que preste em papel é redutora face à complexidade de cada especialidade com que

contactei.

Termino este relatório, e o sexto ano, com a certeza de que fiz a escolha certa ao optar pela

medicina há seis anos atrás e por isso muito agradeço aos meus colegas cujo apoio mútuo foi

essencial nesta jornada, e aos professores e tutores, pelo conhecimento transmitido e pelo

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4. Anexos

4.1 – e-POSTER “Hiperuricémia Assintomática nos Grandes Idosos da Enfermaria de Medicina” para o 24ºCNMI ………11 4.2 – Certificado de Formação Profissional em Suporte Básico de Vida………12 4.3 – Certificado de Participação no Congresso “Encontros com a Endocrinologia”……….13 4.4 – Certificado de Participação no “Congresso Nacional de Estudantes de Medicina”……….14 4.5 – Certificado de Participação em Mesa Redonda “Rastreios Oncológicos – Orientações Actuais………15 4.6 – Certificado de Participação no curso “TEAM”………16 4.7 – Certificado de Participação em CEMEF em Cuidados Intensivos no CHTMAD………….17 4.8 - Certificado de Colaboração no Curso A.T.L.S………18

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4.1.

e-POSTER para o 24ºCNMI

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4.4. Certificado de Participação no “Congresso Nacional de Estudantes de

Medicina”

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4.5.

Certificado de Participação na Mesa Redonda “Rastreios oncológicos:

Orientações Atuais”

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4.7.

Certificado de Participação em CEMEF em Cuidados Intensivos e Intermédios

no CHTMAD

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