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Academic year: 2021

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TÍTULO: FAVELA: RECONSTRUIR OU REQUALIFICAR

TÍTULO:

CATEGORIA: CONCLUÍDO

CATEGORIA:

ÁREA: ENGENHARIAS E ARQUITETURA

ÁREA:

SUBÁREA: ARQUITETURA E URBANISMO

SUBÁREA:

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI

INSTITUIÇÃO:

AUTOR(ES): SANDRA APARECIDA RUFINO

AUTOR(ES):

ORIENTADOR(ES): ROBERTO ALFREDO POMPEIA

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1 RESUMO

O presente trabalho pretende verificar a eficácia da autoconstrução nas áreas periféricas e da reurbanização de assentamentos precários. O estudo dessas estruturas urbanas e de seus projetos de requalificação, pode ser o caminho para um entendimento da real necessidade de seus moradores e um instrumento para repensar a vida urbana e as políticas de habitação social existentes no Brasil. Pretende-se averiguar se, com mudanças de paradigmas da Arquitetura e do Urbanismo, é possível transformar a realidade dos que residem em favela, promovendo uma produção habitacional de qualidade e a melhor preservação do cenário urbano.

Palavras chaves: Habitação Social; Autogestão; Autoconstrução; Urbanização de Favelas; Requalificação de Assentamentos Precários.

2 INTRODUÇÃO

A autoconstrução e os assentamentos precários estão presentes na estrutura urbana das cidades brasileiras, no entanto, continuam sendo ignoradas por arquitetos e pelo poder público, sendo tratado apenas como um problema quantitativo de déficit de unidades habitacionais. Esse estudo pretende pesquisar o processo de requalificação desses espaços, levando em consideração os vínculos familiares e a identidade coletiva da comunidade sob intervenção. Na primeira parte haverá a contextualização da habitação de interesse social e do crescimento desordenado das cidades contemporâneas. Em seguida, se terá um panorama dos desafios enfrentados em propostas de requalificação de favelas, expondo a discussão sobre se é mais viável remover ou requalificar esses assentamentos.

Sabemos que o problema habitacional está diretamente ligado à falta de políticas públicas mais abrangentes. Quando estudamos a história da questão da habitação social, vemos que essas políticas, em geral, são criadas visando suprir essa ou aquela necessidade. Mesmo o atual programa, Minha Casa Minha Vida, criado pelo Governo Federal em março de 2009, prometendo ser o maior programa habitacional já visto no Brasil, continua ¨apoiando-se na justificativa de enfrentamento do déficit de moradias” (PEABIRU, 2014:2). Entretanto, os dados utilizados para quantificar a deficiência no número de moradias, que provêm do Censo IBGE, somam nesse quesito os diversos tipos de domicílios precários, as moradias com quantidade

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2 excessiva de adensamento e os habitantes em moradias de aluguel, enquanto que a população em situação de rua não está contemplada. “Entretanto, é plausível imaginar que as famílias que constituem esse déficit, a ver pelas categorias que compõe esse dado estatístico, estão morando” (IDEM, IBIDEM:3), o que levanta outras questões, tais como: os domicílios precários necessitam ser realocados, ou poderiam ser requalificados; as moradias com coabitação familiar não poderiam ser ampliadas; a questão do aluguel não estaria ligada diretamente a renda de seus moradores ou, ainda, com uma opção de modo de vida. Ainda que os dados do IBGE possam servir de parâmetro quantitativo para a questão habitacional, eles podem indicar “a necessidade de melhorar em contraponto a necessidade de fazer de novo” (IDEM, IBIDEM:4).

3 OBJETIVOS DA PESQUISA

Abordar a questão da habitação social no Brasil, com olhar especial à cidade de São Paulo, analisando a qualidade de vida, o direito à cidade e o respeito à identidade de seus moradores, levantando questões sanitárias, políticas e sociais, bem como destacando projetos arquitetônicos e sociais relevantes. Analisar a forma como são tratados os direitos dos moradores, durante processos de concessão de habitações sociais ou de requalificação de favelas. Levantar questões como a identidade de cada família, o convívio social, a estética e o conforto.

4 METODOLOGIA

Pesquisa histórica por meio de bibliografia indicada pelo orientador. Pesquisa documental quantitativa de dados coletados junto à Secretaria de Habitação do Município de São Paulo, ao IBGE e a outros órgãos competentes. Pesquisa de campo para mapeamento urbano e desenvolvimento de banco de dados com o perfil dos moradores locais, alimentado através de entrevistas. Consultas técnicas a profissionais que tenham envolvimento com o tema proposto.

Estudo de caso visando apresentar alternativas para a reabilitação da favela estudada, por meio da construção de habitações ou da requalificação das moradias já existentes, tendo como base os perfis coletados na pesquisa de campo.

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5 DESENVOLVIMENTO

Relatar a história da habitação social na cidade de São Paulo, abordando temas ligados à arquitetura, à estruturação urbana, à sustentabilidade e ao conforto ambiental. Fazer o levantamento quantitativo de dados sobre os programas habitacionais e as populações residentes em assentamentos precários do município.

Mapear três favelas da cidade de São Paulo quanto à sua população, à infraestrutura urbana e às políticas públicas já desenvolvidas. Entrevistar moradores do local, abordando questões ligadas à habitação, à mobilidade urbana e à identidade local, visando gerar um banco de dados com o perfil dos moradores. Realizar entrevistas com profissionais envolvidos com o tema proposto.

6 RESULTADOS

6.1 A crescimento horizontal e o déficit habitacional

A partir das duas últimas décadas do século XIX, por conta da expansão da indústria cafeeira, o Brasil tem um aumento populacional significativo ocasionado pela chegada dos trabalhadores imigrantes. Embora estes viessem com o intuito de trabalhar nas plantações, muitos permaneciam nas cidades – especialmente em São Paulo – desencadeando uma expansão demográfica significativa nesse período. Esse crescimento repentino resulta numa série de problemas ao ambiente urbano, tanto em questões sanitárias e de saúde pública, como em carência habitacional, mobilidade e segregação social.

A deterioração das condições de vida na cidade, provocada pelo afluxo de trabalhadores mal remunerados ou desempregados, pela falta de habitações populares e pela expansão descontrolada da malha urbana obrigou o poder público a intervir para tentar controlar a produção e o consumo das habitações (BONDUKI, 1998, p.27).

Essa intervenção era voltada para a população mais abastada que residia na cidade, em detrimento à questão social em si.

Ao longo da história houve uma preocupação exclusiva com a questão do habitar, sem levar em conta a qualidade estética e o conforto ambiental dessas moradias, nem tão pouco com a estrutura urbana do seu entorno. Raros são os casos em que tais preocupações foram abordadas na concepção de habitações sociais, mas

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4 podemos citar como exemplo os IAPs – conjuntos habitacionais construídos entre as décadas de 30 e 50, pelos Institutos de Aposentadorias e Pensões – que buscavam garantir “dignidade e qualidade arquitetônica” (BONDUKI, 1998). Nesses conjuntos além da qualidade estética das unidades habitacionais, havia toda uma preocupação com a construção de equipamentos públicos, tais como escolas e hospitais, em seu entorno.

Entretanto, segundo SCARLATO; PONTIN (1999), ao longo do século XX podemos observar uma série de iniciativas políticas que visam sanar o déficit habitacional nas cidades, mas que acabam criando um Apartheid Urbano. A população de baixa renda é levada a morar cada vez mais distante dos centros, em moradias precárias, autoconstruídas, sem infraestrutura e saneamento. Até hoje enfrentamos problemas ocasionados por conta desse crescimento desordenado e ainda permanece a dificuldade de acesso à moradia digna e à infraestrutura urbana.

Figura 1- Mancha Urbana da Cidade de São Paulo – Fontes: O Desafio Habitacional de São Paulo: SeHab, 2014.

O crescimento horizontal sem qualquer planejamento, deixou marcas indeléveis no desenho da cidade: “enchentes, desmoronamentos, poluição de recursos hídricos, poluição do ar, impermeabilização da superfície do solo, desmatamento, congestionamento habitacional, reincidência de epidemias, violência etc.” (MARICATO, 2001:22). Junto a esse crescimento o problema habitacional persiste, com um déficit de cerca de 800 mil unidades na cidade de São Paulo, conforme estimativas do IBGE, 2016.

A questão vai além. Hoje, a cidade de São Paulo possui uma população superior a 12 milhões de pessoas, sendo que destas, aproximadamente 3,5 milhões vivem em assentamentos precários (IDEM, Ibidem). São quase 30% dos munícipes vivendo sem as condições mínimas de habitabilidade. Parece que não se trata apenas

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5 de fornecer uma nova habitação para os que não a têm, mas, provavelmente, de requalificar a estrutura urbana de ocupações já consolidadas, garantindo saneamento, mobilidade, salubridade e direito a propriedade, além de respeitar a identidade coletiva e individual (MARICATO, 2001).

Figura 2 - Estimativas do IBGE para 2016.

O ser humano valoriza o convívio familiar, o contato com a naturez a, o viver em sociedade e o acesso à cultura e à cidade. Alejandro Aravena in ARQ.FUTURO (2013), define a cidade como um local de concentração de oportunidades e defende o uso misto do solo, visando facilitar o acesso rápido ao trabalho, estudo, compras ou lazer. Nessa mesma entrevista ele aponta a dificuldade de governos, de países menos desenvolvidos como o Brasil, gerirem a questão do crescimento populacional das grandes cidades, gerando um déficit habitacional que acarreta no crescimento de assentamentos irregulares.

O estudo dessas estruturas urbanas e de projetos de requalificação das mesmas, pode ser o caminho para um entendimento da real necessidade de seus moradores e um instrumento para repensar a vida urbana e as políticas de habitação social existentes no Brasil. Vejamos, em seguida, algumas alternativas que apontam para essa hipótese.

6.2 A expansão das favelas e os desafios da requalificação do espaço

Não se trata mais de que os governos promovam a construção de habitações para alguns, mas que ampliem o acesso à cidade para todos (...) E mais, significa reconhecer o esforço dos segmentos de baixa renda na produção de sua moradia, aproveitando e valorizando os investimentos coletivos já dispendidos na construção da cidade, seja na sua infraestrutura urbanística, seja na sua cultura. Permitir, enfim,

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6 que amplie o acesso à cidade legal. Ao invés de excluir, integrar. (MAGALHÃES, 2002:69)

Tendo isso apresentado, esbarramos em outra questão ligada à habitação: reconstruir ou requalificar as favelas? BONDUKI (1996), afirma que as favelas são elementos fixos das cidades e não podem ser negadas, nem na inexistência de produtos e serviços básicos, nem em sua infraestrutura precária em relação à circulação, às habitações e ao lazer. Por décadas, essa realidade foi violentamente refutada, olhando-se a favela como uma estrutura homogênea de promiscuidade, uma mancha no desenho da cidade, era necessário ‘abluí-la’:

Esse modelo de ‘solução’ para a questão foi adotado por muito tempo no Brasil, maquiando uma segregação pautada em interesses imobiliários e políticos, principalmente nas regiões mais centrais das grandes cidades. As moradias construídas nesse processo de remoção geralmente eram localizadas nas áreas periféricas da cidade, sem infraestrutura, com materiais de baixa qualidade e com orçamentos duvidosos (BONDUKI, 2000).

Entretanto, as favelas são estruturas heterogêneas e vivas, que abrigam diversas tipologias habitacionais – “podem se iniciar em um centro de comércio desenvolvido, com caprichadas casas de alvenaria, e terminar, no outro lado do morro, em uma área de risco, de difícil acesso, em que se equilibram humildes barracos de madeira” (ATHAYDE; MEIRELLES, 2014:22) – e que estão em constante crescimento, é nesse fator que esbarra a questão da requalificação dos espaços.

Em artigo publicado pela Peabiru, em 2014, para apresentação no Seminário Nacional de Urbanização de Favelas, fala-se na importância de os governos intervirem na urbanização das favelas, não como opção político-partidária, mas sim, pensando na qualidade de vida dessa população e no âmbito de transformações que esse processo geraria para a cidade. As transformações que essas famílias precisam vão

além das intervenções que costumam ser utilizadas como marketing eleitoreiro – a

implantação de infraestrutura, de equipamentos públicos e áreas de lazer, a regularização fundiária – são tão diversas e particulares, que se tornam insignificantes para os programas de gestão pública, mas que, com custos menores, contemplariam um número maior de famílias em cada assentamento: “eliminar infiltrações e mofos, viabilizar a iluminação e ventilação de ambientes, prover cômodos de acabamento,

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7 reparar trincas, refazer coberturas, promover rearranjos internos e ampliações, entre outras” (PEABIRU, 2014:10).

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A incorporação das favelas à cidade formal talvez seja hoje um dos maiores desafios do município de São Paulo, assim como das maiores cidades do mundo. Impossível barrar o crescimento populacional na cidade que se impõe para o restante do país como um berço de oportunidades. Sabemos que cabe ao poder público criar políticas habitacionais capazes de sanar ou atenuar esses déficits. Porém, como vimos nesse estudo, o problema é muito mais qualitativo do que quantitativo e é nesse âmbito que entra o papel social do arquiteto urbanista, buscando soluções que garantam o bem-estar da população, o direito à cidade e a salubridade das unidades habitacionais, com baixo custo que atenda o orçamento restrito disponibilizado para esse fim.

Embora esteja havendo um aumento significativo nos processos de requalificação de favelas, nossas políticas públicas ainda acabam apontando mais para a opção de construir do que para a de requalificar os espaços e moradias já existentes, desprezando o poder e a energia já dispensado pela população em suas autoconstruções. Urbanizando e produzindo unidades, o Governo parece simplificar o problema habitacional, mas acaba criando situações de segregação urbana e sucateando a identidade coletiva. A própria produção habitacional proposta pelos governos é muito mais para um fim econômico – colocando a indústria da construção em andamento - do que para resolver o problema da moradia.

Divisamos que a maior parte das habitações de nossa cidade são feitas através da autoconstrução, realizada principalmente nas áreas periféricas, pela população de menor renda. Levantamos como os assentamentos precários, embora tão presentes na estrutura da cidade, continuam sendo menosprezados pelo poder público e pela atuação dos arquitetos. Buscamos, com este estudo, questionar se ao invés de remover famílias desses locais e realocá-las em novas unidades habitacionais, não se faz mais apropriado a requalificação desses espaços, preservando os vínculos sociais e afetivos, os esforços já empregados na autoconstrução e a estética espacial existente.

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8 Para este trabalho foram estudadas três formatos diferenciados de intervenções públicas em favelas, que pela limitação de páginas, não puderam aqui serem elencados. No primeiro caso vimos uma comunidade inteira, em Guaianazes, ser dizimada, sob o pretexto da implantação de novos prédios do CDHU. Edifícios estes que, após um ano, não haviam saído do papel.

No caso do Jardim Edith, observamos que menos de 12% da população foram contempladas com o direito de permanecer no local que habitavam, alguns há mais de 40 anos. E que, o projeto habitacional, visou muito mais “garantir a integração do conjunto de habitação social à sua rica vizinhança” (ARCHDAILY; 2013). Saliento que não estamos aqui colocando em ‘xeque’ a qualidade arquitetônica do empreendimento e sim as condições espaciais e sociais no qual o mesmo foi concebido. A parceria público-privada, no caso do Jardim Edith, acabou por se tornar um instrumento de gentrificação, selecionando os que ali poderiam ficar e, priorizando o ‘embelezamento’ do bairro em detrimento dos interesses dos moradores da favela que ali existia. No estudo da requalificação urbana dos assentamentos Capelinha e Cocaia nos deparamos com uma situação em muito divergente das anteriores, as moradias em alvenaria, sem problemas estruturais foram mantidas – preservando a identidade do bairro – e melhorias urbanas foram realizadas visando a qualificação do espaço e a proteção ambiental, enquanto que as famílias removidas foram realocadas dentro do próprio núcleo. Temos aqui o surgimento de um novo bairro, sem a quebra de memórias e vínculos sociais. Ressaltamos como o papel da assessoria técnica foi fundamental para o bom desenvolvimento urbano e para a preservação da identidade coletiva, que ocorreu nesse processo.

Como visto, ainda é mais comum o deslocamento das famílias para áreas periféricas, do que a reestruturação dos assentamentos, com a permanência dos moradores no local. Os desafios da urbanização de favelas vão além, envolvem os interesses políticos e empresariais, que burocratizam os caminhos já previstos nas leis. O problema estende-se no pós-ocupação, com as dificuldades financeiras provenientes do pagamento das prestações, dos impostos, do condomínio etc. As políticas públicas que provêm as unidades habitacionais, não podem garantir que as famílias conseguirão se manter no local. As prestações não ‘cabem no bolso’ de todos e, as incertezas de trabalho e renda, seguem como fantasmas na vida desses

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9 contemplados. Muitos se veem obrigados a deixar suas residências e rumarem para novos assentamentos.

A gestão pública precisa de instrumentos mais eficazes que, mais do que produzir unidades, permitam uma maior articulação dos recursos financeiros e um entendimento mais humanizado dos déficits habitacionais.

8 FONTES BIBLIOGRÁFICAS

Livros

ARQ.FUTURO. São Paulo na Encruzilhada: uma discussão sobre mobilidade e

adensamento. São Paulo: Bei Comunicação, 2013.

ATHAYDE, Celso; MEIRELLES, Renato. Um país chamado favela. São Paulo: Editora Gente, 2014.

BONDUKI, Nabil. Habitat: as práticas bem sucedidas em habitação, meio ambiente e

gestão urbana nas cidades brasileiras. 2ª Edição. São Paulo: Studio Nobel, 1996.

BONDUKI, Nabil. Habitar São Paulo. São Paulo: Estação Liberdade, 2000.

BONDUKI, Nabil. Origens da habitação social no Brasil: Arquitetura Moder, Lei do

inquilinato e difusão da casa própria. 3ª Edição. São Paulo: Estação Liberdade, 1998.

FIX, Mariana. Parceiros da exclusão. São Paulo: Boitempo, 2001.

MAGALHÃES, Sergio Ferraz. Sobre a Cidade. São Paulo: Pro Editores Associados, 2002.

MARICATO, Ermínia. Brasil, cidades: alternativas para a crise urbana. Petrópolis: Vozes, 2001.

POTIN, Joel Arnaldo; SCARLATO, Francisco Capuano. O ambiente urbano. 3ª Edição. São Paulo: Atual, 1999.

ROLNIK, Raquel. O que é cidade. 4ª Edição. São Paulo: Brasiliense, 2012.

VALLADARES, Lícia Prado. Habitação em questão. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1980.

Artigos Científicos, Ensaios e Teses

CAVENAGUI, Airton José; GONZALEZ, Luciana Lagares; CABIANCA, Maria Ângela.

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10

iniciais sobre a hospitalidade no espaço urbano. Porto Alegre: Revista Competência,

v.6, n.2, p. 65-80, 2013.

FRÚGOLI JR., Heitor. Centralidade em São Paulo: trajetórias, conflitos e negociações

na metrópole. São Paulo: EDUSP, 2000.

PAZ, Rosangela Dias Oliveira da; SANTOS, Cleonice Dias dos. A importância das

lideranças e assessorias técnicas nas interações da união dos movimentos de moradia na cidade de São Paulo com o poder público. São Paulo: PUC SP, 2015.

PEABIRU TCA, Pôster: Capelinha e Cocaia. Impresso nos anais do I Seminário Nacional sobre Urbanização de Favelas. São Bernardo, Novembro/2014.

PEABIRU TCA, Entre a necessidade e a gestão: o lugar das melhorias habitacionais

nas políticas de urbanização de favelas. Artigo apresentado nos anais do I Seminário

Nacional sobre Urbanização de Favelas. São Bernardo, Novembro/2014.

PESSOA, Laura C. Ribeiro; BÓGUS, Lúcia M. Machado. Operações Urbanas: Nova

forma de incorporação imobiliária: O caso das Operações Urbanas Consorciadas Faria Lima e Água Espraiada. São Paulo. Cadernos Metrópole, 2008.

OLIVEIRA, Letícia Furlan; Urbanização de favelas: da espontaneidade à cidade

formal. Trabalho Final de Graduação. Bauru: UNESP, 2010.

Entrevistas, Reportagens e Vídeos

AMORE, Caio Santo, arquiteto associado da Peabiru CTA e Docente da FAU-USP, entrevistado pela autora em 11 de novembro de 2015.

GRUNOW, Evelise. Cidade negociada: Ao abrir espaço para o convívio de diferenças,

o projeto dos escritórios MMBB e H+F aposta em um modelo de cidade melhor.

Publicada em Revista Projeto Design, Edição 401, Julho/2013. Disponível em: https://arcoweb.com.br/projetodesign/arquitetura/mmbb-arquitetos-e-hf-arquitetos-habitacao-de-interesse-social-sao-paulo-jardimedite. Acesso em 24/03/2016.

TED Global 2014. ARAVENA, Alejandro. ¿Mi filosofía arquitectónica? Incluir a la

comunidade em el proceso. Filmado em Outubro/2014. Disponível em

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