• Nenhum resultado encontrado

MAT 2110 : C´alculo para Qu´ımica

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2022

Share "MAT 2110 : C´alculo para Qu´ımica"

Copied!
33
0
0

Texto

(1)

MAT 2110 : C´ alculo para Qu´ımica

Sylvain Bonnot (IME-USP)

2014

1

(2)

Informa¸c˜ oes gerais

Prof.:Sylvain Bonnot Email:[email protected]

Minha sala:IME-USP, 151-A (Bloco A) Site:ver o link para MAT 2110 na pagina

http://www.ime.usp.br/~sylvain/courses.html

Nessa p´agina: as notas de aulas, informac¸ ˜oes gerais, listas de exerc´ıcios (com soluc¸ ˜oes...), etc...

Monitor:aguardando para ver se tem um...

Avalia¸c˜ao:mais detalhes depois, sobre as provas (local e hor´ario, etc...)

Objetivo

Uma apresenta¸c˜ao global do c´alculo diferencial e integral de fun¸c˜oes de uma vari´avel real e suas aplica¸c˜oes a Qu´ımica.

(3)

Programa resumido

Func¸ ˜oes elementares de uma vari´avel real; func¸˜ao exponencial e func¸˜ao logar´ıtmica; func¸ ˜oes trigonom´etricas. Noc¸ ˜oes de limite e continuidade.

Derivada e diferencial; regras de derivac¸˜ao; taxa de variac¸˜ao;

aplicac¸ ˜oes ´as ciˆencias biol ´ogicas.

Integral indefinida e integral definida. T´ecnicas de integrac¸˜ao.

Teorema Fundamental do C´alculo e Aplicac¸ ˜oes.

Noc¸ ˜oes de equac¸ ˜oes diferenciais e aplicac¸ ˜oes

Observa¸c˜ao 1:≤1850 do ponto de vista da matem´atica... mas as aplicac¸ ˜oes s˜ao bem mais recentes...

3

(4)

Bibliografia

J. Stewart. C ´ALCULO, volume I, Editora Pioneira - Thomson Learning, S˜ao Paulo 2001.

Guidorizzi, C´alculo.

Qualquer livro que parece ajudar, Notas do web,

Aulas do youtube, artigos da wikipedia, Minhas notas de aulas, no meu site...

(5)

Motiva¸c˜ ao e exemplos: porque estudar c´ alculo?

Modelos:descrever uma situac¸˜ao complexa com uma func¸˜ao matem´atica (util para fazer previs ˜oes por exemplo).

1 Tsunami:depois de um terremoto, a velocidade de um tsunami ´e dada porv=11.24√

p(em quil ˆometros por hora), ondep´e a profundidade do mar. No Pacifico, onde a profundidade media ´e de 4500 metros, qual ´e a velocidade de um tsunami? (754 km/h)

Pergunta: quanto tempo antes da chegada do tsunami?

Resposta:t=

Z x

0

1 v(u)du

5

(6)

Motiva¸c˜ ao e exemplos: mais modelos

1 Um ano na vida de um c˜ao equivale a 7 anos na vida de um homem: bom, parece que a situac¸˜ao ´e mais complicada:

2 Tamanho dos animais em rela¸c˜ao com o tamanho de uma ilha:

para os animais de sangue frio (ectot´ermicos):

pesoy=0.249x0.47,

ondex ´e o tamanho da ilha (ou continente, emkm2). Mas para os mam´ıferos, a formula ´e diferente:

y=0.469x0.52

Exerc´ıcio: buscar o tamanho da ilha de Hawaii, do continente africano e ver se ´e verdade...

(7)

Mais modelos:

Lei de Poiseuille :para o fluxo de um l´ıquido viscoso atrav´es de um tubo de cil´ındrico de raioR(examplo: fluxo do sangue numa veia).

Velocidade:r ´a a distˆancia at´e o centro da veia,R ´e o raio da veia,Va velocidade, ep,L,vs˜ao constantes aqui:

V= p

4Lv(R2−r2)

Utiliza¸c˜ao de uma integral para calcular o fluxo total: (isto, ´e, qual ´e a quantidade de sangue que vai atraversar a veia, por segunda):

Fluxo total =

Z R

0 2π p

4Lv(R2−r2)r dr

7

(8)

Modelos e equa¸c˜ oes diferenciais: movimento de uma mola, amortecimento

Equa¸c˜ao diferencial :por exemplo, sex(t)´e a posic¸˜ao de um objeto, v(t) = dxdt a velocidade, ea(t) = d2x

dt2 a acelerac¸˜ao, um exemplo de equac¸˜ao diferencial seria:

d2x

dt2 +2ζω0dx

dt +ω20x=0

(9)

Ultimo exemplo: equa¸c˜ oes diferenciais e popula¸c˜ ao

Equa¸c˜ao de Lotka-Volterra : vamos estudar duas populac¸ ˜oes de animais: uma populac¸˜ao de coelhosx(t), e uma populac¸˜ao de

predatores dos coelhos (os ”linces”),y(t). Para saber qual ´e o predator:

Agora, a gente pude observar um fen ˆomeno bizarro: uma periodicidade das populac¸ ˜oes. Como explicar isso?

9

(10)

Equa¸c˜ ao de Lotka-Volterra

Modelo para a situa¸c˜ao:

dx

dt =ax−bxy dy

dt =−cy+dxy

(11)

Equa¸c˜ ao de Lotka-Volterra II

Para simplificar, vamos fazera =b=c=d=1.

Periodicidade:vem do fato que a curvat7→ (xy((tt)))´e uma curva fechada. A gente pode mostrar que essa curva ´e dada pela equac¸˜ao seguinte:

ln(y)−y= −ln(x) +x

11

(12)

N´ umeros

N ´umeros naturais:N={0, 1, 2, 3, . . .}. Podemos definir a adic¸˜ao a+bdos n ´umeros naturais, mas n˜ao podemos definir a subtrac¸˜ao, porque 2−5 n˜ao ´e umnatural.

N ´umeros inteiros:Z={. . . ,−3,−2,−1, 0, 1, 2, 3, . . .}(vem da palavra alem˜ao ”Zahlen”). Temos as operac¸ ˜oes de soma, subtrac¸˜ao e multiplicac¸˜ao (o resultado ´e um inteiro). Problema:

n˜ao existe um inteiroxtal que 3x=5. Ento temos que considerar um conjunto de numeros maior:

N ´umeros racionais:Q=ba |a∈Z,b∈Zcomb6=0 , onde a∈Zsignifica ”a´e elemento deZ”.

Agora podemos finalmente definir as 4 operac¸ ˜oes. Na verdade os gregos como Pit´agoras aceitavam somente os n ´umeros racionais.

Problema: Hipasus mostrou que tem n ´umeros que n˜ao s˜ao racionais. Os outros estudantes de Pit´agoras expulsaramHipasus da Escola e o afogaram no mar...

(13)

Necessidade dos n´ umeros reais

Teorema

√2n˜ao ´e um n ´umero racional.

Figure : Pit´agoras e o teorema de Pit´agoras

Demonstra¸c˜ao

Vamos supor a existˆencia de um racional pq tal que

p q

2

=2,

13

(14)

Necessidade dos n´ umeros reais II

Demonstra¸c˜ao

e tal que a fra¸c˜ao pq ´ereduzida(significando: que n˜ao tem um inteiro que pode dividir p e q ).

Podemos ver que p2=2q2, ent˜ao p tem que ser um n ´umero par (porque o quadrado de um n ´umero ´ımpar ´e ´ımpar). Isso significa que eu posso escrever p=2r (isto ´e exatamente a defini¸c˜ao de um n ´umero par), mas ent˜ao

p2= (2r)2=4r2, e eu obtenho:

4r2 =2q2⇒2r2 =q2(essa flecha significa ”implica”),

OK, mas agora eu sei que q ´e um n ´umero par tamb´em, isto ´e, existe um inteiro s tal que q=2s (impossivel! porque eu poderia reduzir a fra¸c˜aopq = 2r2s = rs).

(15)

N´ umeros reais

Defini¸c˜ao:um n ´umero real ´e dado por um inteiro com sinal mais ou menos, mais uma virgula, mais um n ´umero finito ou infinito de casas decimais depois. Os n ´umeros reais s˜ao os n ´umeros da calculadora, mas com possibilidade de ter um n ´umero infinito de decimais.

Examplos-351,121112211122211122 . . . ´e um n ´umero real,π,√ 21 tamb´em . . .

Conven¸c˜ao:vocˆes j´a sabem que 23, 99999999=24. Na verdade, ´e facil mostrar isso:

Demonstra¸c˜ao

Vamos escrever x=23, 99999 . . .. Ent˜ao10x=239, 9999 . . .. Depois de uma subtra¸c˜ao, temos que9x=239, mas isso significa que x=24.

Cuidado!O n ´umero 23, 88888888 n˜ao ´e igual a 23, 9!

Nota¸c˜ao:o conjunto de todos os reais ´eR.

Rela¸c˜ao com os outros n ´umeros:

NZQRonde ⊂ significa ”est´a contido” 15

(16)

√ 2 ´ e um n´ umero real ou n˜ ao?

Teorema

Existe um n ´umero real, escrito√

2, cujo quadrado ´e igual a2.

Demonstra¸c˜ao (id´eia principal)

Vamos simplesmente construir o n ´umero real√

2, com todas as decimais dele:

”Parte inteira”:´e claro que12=1<2, mas22 =4>2, ent˜ao√ 2 tem que ter uma parte inteira igual a1.

Primeira decimal depois da virgula:

(1, 3)2 =1, 69<(1, 4)2 =1, 96<2<(1, 5)2=2, 25 ent˜ao√

2tem que come¸car com1, 4.

Segunda decimal:

2tem que come¸car com1, 41porque:

(1, 41)2 =1, 9881<2< (1, 42)2=2, 0164

(17)

Conclus˜ ao:

Conclus˜ao:dessa maneira, a gente pode construir uma sequˆencia infinita de decimais, isto ´e, um n ´umero real que vai ser

exatamente√ 2.

Bem melhor: m´etodo de Newton para calcular

2: queremos resolverx2−2=0:

17

(18)

Reconhecer Q dentro de R

Teorema

Os n ´umeros racionais tem uma expans˜ao decimal periodica.

Demonstra¸c˜ao

Vamos ver isso com um exemplo: fra¸c˜oes do tipo n/7(por exemplo3/7).So tem um n ´umero finito de restos possiv´eis, ent˜ao a sequˆencia de decimais vai se repetir depois de um tempo.

Exerc´ıcio

Dar exemplos de n ´umeros reais que n˜ao s˜ao racionais (e que n˜ao s˜ao raizes).

(19)

Depois de R ?N˜ ao ´ e o fim da historia...

Defini¸c˜ao

O conjuntoCdos n ´umeroscomplexos´e

C={a+bi|a∈R,b∈R}, onde i satisfaz i2=−1.

Adi¸c˜ao:simplesmente

(a+bi) + (c+di) = (a+c) + (b+d)i

Produto:

(a+bi).(c+di) =ac+adi+bi.c+ (bi)(di)

=ac+ (ad+bc)i+ (bd)(−1)

= (ac−bd) + (ad+bc)i

19

(20)

Um pouco mais sobre C

Figure : o plano complexo

(21)

Um pouco mais sobre C : adi¸c˜ ao e produto em C

21

(22)

N´ umeros e fun¸c˜ oes

Vamos considerar dois conjuntos: o conjuntoXcom elementosxe o conjuntoYcom elementosy.

Defini¸c˜ao

Umafun¸c˜aof :X→Y (leia:”f de X em Y”) ´e uma regra que associa a cada elemento x de X um ´unico elemento y de Y.

Dom´ınio: o conjuntoX´e odom´ıniodef, tamb´em escritoDf. Contradom´ınio: o conjuntoY´e ocontradom´ıniodef.

Valor, imagem: o ´unicoydeYassociado ao elementoxdeX´e indicado porf(x)(leia:f dex), ´e o valor def emx.

Imagem def:o conjunto de todos os valores possiv´eis def(x)´e chamado aimagem def.

(23)

Fun¸c˜ oes

Visualiza¸c˜ao de uma fun¸c˜ao:

Figure : Func¸˜ao como uma maquina

Figure : Diagrama de flechas 23

(24)

Gr´ afico de uma fun¸c˜ ao

Defini¸c˜ao

Ogr´aficode f consiste em todos os pontos do plano com coordenadas (x,f(x))onde x est´a no dom´ınio de f .

Examplos:f :x7→x2,g:u7→ u3...

Figure : Exemplo de gr´afico

(25)

Examplos

Examplo 1:Dominio e imagem def(x) =x2

Examplo 2:Encontre o dom´ınio e a imagem def(x) = 2xx1, de g(x) =√

x−7.

Examplo 3: fun¸c˜ao afimE simplesmente uma func¸˜ao cujo gr´afico ´e uma reta.

y=f(x) =mx+b,

ondem´e ocoeficiente angularouinclina¸c˜aoeb´e ointercepto.

25

(26)

Mais exemplos / Intervalos

Defini¸c˜ao (Intervalo aberto)

O intervalo aberto de a at´e b, denotado pelo s´ımbolo(a,b)´e definido por:

(a,b) ={x|a<x<b} Examplos:dom´ınio de x2x3

Defini¸c˜ao (Intervalo fechado)

O intervalo fechado de a at´e b, denotado pelo s´ımbolo[a,b]´e definido por:

[a,b] ={x|a≤x≤b}

Exerc´ıcio

Escrever a equa¸c˜ao de uma fun¸c˜ao afim, dados dois pontos na reta. Equa¸c˜ao de uma reta paralela a uma outra.

(27)

Desigualdades

Regras para as desigualdades:

Sea<bent˜aoa+c<b+c

Sea<bec<dent˜aoa+c<b+d Sea<bec>0 ent˜aoac<bc Sea<bec<0 ent˜aoac>bc Se 0<a<bent˜ao 1/a>1/b Exerc´ıcio

Resolva as desigualdades seguintes e ilustre o conjunto solu¸c˜ao sobre o eixo real:

1 3x+9>4

2 5x<2x+1≤3x+4

3 2x2+x≤1

4 x2+2x+3<1.

27

(28)

Praticar com desigualdades

Exerc´ıcio

Resolva x3+3x2>4x.

Demonstra¸c˜ao

Temos que escrever tudo de um lado

x3+3x2−4x>0 e depois re-escrever como um produto de fatores simples:

x(x−1)(x+4)>0.

Finalmente, podemos determinar as solu¸c˜oes da equa¸c˜ao x(x−1)(x+4) =0 e cortar o eixo real em 4 intervalos:

(29)

Praticar com desigualdades II

Ent˜ao o conjunto soluc¸˜ao ´e :

29

(30)

Valor absoluto

Defini¸c˜ao

O valor absoluto (tamb´em chamado m´odulo) de um n ´umero a, denotado por

|a|, ´e a distˆancia de a at´e0sobre o eixo real.

Propriedade 1:para todo n ´umeroa,|a| ≥0.

Propriedade 2: |a|=asea≥0, e|a|= −asea<0.

Propriedade 3: |a||b|= |ab|.

Propriedade 4:”Desigualdade triangular”

|a+b| ≤ |a|+|b|. Propriedade 5:vamos supora>0, ent˜ao:

|x|=ase e somente sex=±a

|x|<ase e somente se −a<x<a

|x|>ase e somente sex>aoux<−a.

(31)

Valor absoluto II: como resolver problemas

Resolva:

31

(32)

Exercicios com o valor absoluto

Exerc´ıcio

Elimine o valor absoluto:

|2x−1|+|x−2|

|x−2| − |x+1|

Exerc´ıcio

Demostrar: √

x2=|x|

(33)

Exercicios sobre gr´ aficos

Exerc´ıcio

O conjunto{(x,y)|3x+4y=5}´e o grafico de uma fun¸c˜ao?

Exerc´ıcio

Grafico de f(x) =|x|, de|x−6|, de2|x|, de|x|+2?

33

Referências

Documentos relacionados

Em 4 de novembro de 1996, por ocasião dos 100 anos do nascimento de Antonin Artaud, a Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona realizou uma “leitura dramática”, no Museu de Arte

Observa-se que, mesmo aqueles lactentes que nasceram prematuros mais tardios e não sofreram muitas morbidades, encontram-se mais vulneráveis a apresentar dificuldades no

1.8 O candidato que estiver convocado para mais de um dos cargos, ao optar por realizar sua matrícula no curso de formação profissional em um deles, conforme dispõe o item anterior,

Não havendo, pelo menos, 03 (três) ofertas nas condições definidas no subitem anterior, poderão as autoras das melhores propostas, até o máximo de 03 (três), oferecer novos

Atividade Econômica Principal: Cooperativas de crédito livre admissão. 54- SICOOB OUROCREDI - COOPERATIVA DE CRÉDITO DE LIVRE ADMISSÃO DA REGIÃO CENTRAL DE RONDÔNIA.. Endereço

O autor ainda afirma que a “competência para ver” não se adquire apenas vendo filmes, pois está ligada a questões culturais, isto é, dependendo do ambiente no qual o individuo

Fundação OAR: A Fundação OAR é um fundo econômico que tem como finalidade ser vínculo de comunicação religiosa de bens entre os membros da família agostiniana recoleta e, de um

Era também uma deusa guerreira, líder das val- quírias, e hoje você pode usar sua espada em um ritual para ela, apontando-a para cima e pedindo-lhe que guie você em seu quírias, e