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PROJECTO EDUCATIVO 2008 / 2011

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Academic year: 2021

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ÍNDICE

Introdução 2

Princípios do PEE 3

1. Caracterização da freguesia 4

2. Identificação da escola 13

2.1. Nota histórica 13

2.2. Caracterização física sumária 13

2.3. Caracterização da Comunidade Escolar 14

2.3.1. Alunos 14

2.3.2. Professores 16

2.3.3. Funcionários 17

3. Estrutura organizacional 18

3.1. Organigrama Funcional 18

3.2. Oferta Curricular 19

3.3. Oferta extra curricular 19

3.4. Serviços 20

3.5. Parcerias 20

4. Acção estratégica 21

4.1. Detecção/Identificação de aspectos positivos 21

4.1.1. Relações humanas 21

4.1.2. Clima social caracterizado pelo bem-estar e pela segurança 21 4.1.3. Estabilidade e qualificação do corpo docente 22

4.1.4. Cursos em funcionamento 22

4.1.5. Critérios de avaliação 22

5. Detecção/Identificação de problemas e de necessidades educativas 23 5.1. Actividade lectiva - sucesso/insucesso 23 5.2. Dificuldades na organização curricular e prática pedagógica 24 5.3. Falta de condições físicas e materiais 25

5.4. Qualidade dos serviços 25

5.5. Divulgação do funcionamento dos órgãos de gestão 25 6. Linhas orientadoras da acção educativa 26 6.1. Dimensões de intervenção, objectivos e práticas educativas 26

7. Metas 32

8. Disposições finais 33

8.1. Avaliação 33

8.2. Divulgação 33

8.3. Revisão 33

ANEXOS 34

Anexo 2 – Resultados do inquérito aos alunos dos Cursos profissionais Anexo 3 – Resultados do inquérito aos alunos do Ensino Nocturno Anexo 4 – Resultados do inquérito aos Encarregados de Educação Anexo 5 – Resultados do inquérito ao Pessoal Docente

Anexo 6 – Resultados do inquérito ao Pessoal Não Docente

Anexo 7 – Metas educativas no âmbito do Programa Educação 2015 Anexo 8 – Fundamento para a prorrogação da vigência do PEE

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_________________________________________________________________________________ 2 INTRODUÇÃO

O Decreto-Lei n° 75-2008 de 22 de Abril, consagra no seu artigo 9.º o direito e a responsabilidade da Escola elaborar o seu Projecto Educativo, «no qual se explicitam os princípios, os valores, as metas e as estratégias segundo os quais a escola se propõe cumprir a sua função educativa». É no âmbito desta autonomia e nesse sentido que a escola deverá conceber um Projecto de Educação que apresente a toda a comunidade educativa um conjunto de linhas de orientação e de actuação, tendo como base os valores de liberdade, tolerância, solidariedade e de cidadania, valores que lhe conferem uma identidade própria.

O Projecto Educativo, que agora é apresentado, pretende actualizar, de acordo com a lei, o projecto anterior e, por isso, deseja apenas renovar os princípios e valores subjacentes ao que esteve anteriormente em vigor.

Assim, em tempo de mudanças, urge “recolher as vontades” e construir um projecto viável, que forneça as bases dessas mudanças, favorecendo também uma atitude global interventiva, que sustente as decisões e as relações que se estabelecem nesta comunidade.

Com efeito, partindo do diagnóstico e da identificação das áreas problemáticas que formam a nossa realidade escolar e, através do estabelecimento de um conjunto de princípios, valores e atitudes que devem estar presentes em todo o trabalho desenvolvido pelos diversos actores desta comunidade, este documento pretende definir as linhas mestras que nortearão os planos de acção da comunidade educativa que integra a ESJAL, de forma a assegurar a sua coesão e dar coerência à actividade educativa, tendo em vista a promoção da qualidade do ensino/aprendizagem e do sucesso escolar.

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PRINCÍPIOS DO PROJECTO EDUCATIVO DE ESCOLA

(...) Documento que consagra a orientação educativa da escola, elaborado e aprovado pelos seus órgãos (...) para um horizonte de três anos, no qual se explicitam os princípios, os valores, as metas e as estratégias segundo as quais a escola se propõe cumprir a sua função educativa.

DL nº 75-2008, de 22 de Abril

“Ao Estado regulador caberá definir os grandes objectivos; às escolas encontrar as melhores soluções para os atingir”.

O PROJECTO EDUCATIVO DE ESCOLA pretende a criação de uma escola autónoma, que esteja ao serviço da comunidade, visando:

· A promoção de uma educação de qualidade que prepare os seus discentes para uma plena integração na vida activa

· A criação de um espírito de pertença a uma comunidade, através do desenvolvimento do sentido de inclusão, de cidadania e da participação democrática

· A concepção da educação como um processo global de formação do indivíduo

· A orientação da nossa actuação com base no humanismo científico e no respeito pela diversidade

· O privilegiar das metodologias de ensino assentes no desenvolvimento da autonomia e do espírito crítico, fazendo da escola um espaço de cultura

· A garantia da igualdade de oportunidades

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_________________________________________________________________________________ 4

· A promoção de um espaço dinâmico, gerador de inovação e de autonomia

· Um processo em construção

1. CARACTERIZAÇÃO DA FREGUESIA DE LOURES Constante do Projecto Educativo da ESJAL 2005/08

Figura 11

Figura 22 A Freguesia de Loures está geograficamente localizada, relativamente ao conjunto concelhio, numa zona central e intermédia, separando, a norte, um grupo de Freguesias com características rurais de um outro, a sul, com maior expressão

1 Brasão da Freguesia de Loures

2 Mapa do concelho de Loures

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económica no sector terciário, particularmente na área dos serviços, pequena indústria e comércio a retalho. Este facto, associado ao forte crescimento demográfico e económico registado na ainda jovem cidade de Loures, vem determinar uma fisionomia de transição que aglomera traços de uma actividade tradicional agrícola com os indícios, mais recentes, de uma acelerada tercialização, de que não se poderá dissociar o facto de nesta freguesia estar localizada a sede administrativo-jurídica do concelho.

DEMOGRAFIA

(estudo realizado no âmbito da disciplina de Matemática Aplicada às Ciências Sociais)

A análise ao índice de envelhecimento da população residente no concelho de Loures, que passou de 41,3% em 1991 para 77,8% em 2001, permite afirmar que, não obstante se ter atingido um valor percentual elevado, este é ainda um dos mais baixos valores da Grande Lisboa que já em 1991 apresentava um índice de 72,5%. Loures apresenta-se como o terceiro mais jovem concelho da Grande Lisboa com a idade média de 29,6 anos.

Tabela 13 A Freguesia de Loures, com uma área de 32,84 Km2, conheceu um significativo crescimento populacional a partir da década de 60. A população desta freguesia é, actualmente, de 24 237 habitantes, distribuídos pelas localidades acima identificadas.

Importante será referir ainda, nesta resumida caracterização, as óptimas condições geológicas e climáticas que, de forma comprovada, muito favorecem as práticas agrícolas. É de acordo com essas condições (que aliadas à tradição do cultivo

3 Dados comparativos da população residente no Concelho entre 1991 e 2001 in INE (Censos 1991 e Censos 2001)

Concelho de Loures

Variação entre 1991 e 2001 (%)

Variação total

Grupos Etários

Até 14 anos 15 a 24 25 a 64 65 ou mais

3,6% -18,5% -8,2% 7,8% 52,6%

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_________________________________________________________________________________ 6 vieram a identificar popularmente estas terras como as hortas de Lisboa) que se estima a continuação do melhor aproveitamento das terras agrícolas da Várzea de Loures e áreas conexas.

Perseguindo o interesse lúdico dos tradicionais passeios à região saloia, a criação de uma zona turística de recreio e lazer, que abrange grande parte da freguesia de Loures, aproveitando os belos enquadramentos paisagísticos, vem trazer o realce e a valorização dos centros históricos de interesse patrimonial e cultural, nomeadamente, Quinta do Conventinho e Parque da Cidade e do eventual reaproveitamento turístico de edifícios de grande beleza como é o caso do Palácio do Correio-Mor.

Actualmente a freguesia de Loures faz fronteira com as freguesias de Sto.

António dos Cavaleiros, Frielas, Santo Antão do Tojal e Lousa (todas do concelho de Loures) e com os concelhos de Odivelas, Sintra e Mafra.

A história da povoação de Loures regista, sumariamente, três grandes momentos: a passagem a sede de freguesia durante o século XIII, a eleição a sede concelhia em 26 de Julho de 1886 e a elevação a cidade no dia 9 de Agosto de 1990.

Sobre a sua origem, alguns estudos, baseados em vestígios arqueológicos, apontam para a existência de uma civilização castreja em vários outeiros da região.

Outros, porém, atribuem o seu aparecimento aos movimentos demográficos provocados pela ocupação romana. No entanto, pelo menos num dado histórico parece não haver dúvidas: a luta travada por D. Sancho I, segundo rei de Portugal, em 1178, contra alguns mouros aqui estabelecidos. Esta campanha fê-la o rei com a ajuda dos Templários e, em forma de agradecimento pelos serviços prestados, veio a entregar-lhes terras que viriam a pertencer mais tarde, e por proposta do Rei D. Dinis, à Ordem de Cristo.

Está exactamente relacionada com o mosteiro da Ordem dos Templários a formação do núcleo urbano de Loures que, constituído, inicialmente, junto àquele, viria, mais tarde a deslocar-se para a encosta das Alvogas. Esta evolução da mancha urbana estará relacionada por um lado com a aproximação à via fluvial, e por outro, com os problemas das cheias que desde sempre assolaram aquela zona baixa onde viria a nascer a actual Igreja Matriz. Do núcleo mais antigo restam ainda algumas

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edificações que, ao abrigo de um regulamento para a defesa do património, já se encontram protegidas de eventuais e irremediáveis transformações arquitectónicas.

A profusão neste local de antigos solares e casas senhoriais, transformadas em modernas quintas ou casas de campo, é testemunha das óptimas condições atmosféricas e aprazíveis paisagens que o tornaram, no século XIX, lugar de eleição para os passeios de charrete e zona de veraneio por excelência.

Nos nossos dias, a população residente na freguesia de Loures tem à sua disposição um conjunto de equipamentos que lhe permitem uma ocupação saudável dos tempos livres quer através das diversas modalidades culturais e filantrópicas desenvolvidas pelas colectividades, quer pelas actividades desportivas, importem elas a prática ou tão simplesmente o prazer da participação como espectador.

ESCOLARIZAÇÃO

A observação do gráfico sobre a escolaridade dos residentes no concelho permite verificar uma alteração significativa no grau de habilitações possuídas por esta população para o que terá contribuído o facto de se encontrar assegurada desde finais dos anos setenta a cobertura integral da população jovem pelo sistema educativo.

Habilitações escolares no concelho em 1991 e 2001.

Figura 34

4 Habilitações escolares no concelho de acordo com o censos 2001

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_________________________________________________________________________________ 8 Assim, não obstante se encontrar ainda, em 2001, um elevado número de pessoas com escolaridade igual ou inferior ao primeiro ciclo do ensino básico a alteração significativa surge nas situações de escolaridade superior ao 3º ciclo do ensino básico, ou seja, a escolaridade considerada hoje obrigatória. Se em 1991 a percentagem de pessoas residentes no concelho com o ensino secundário, ensino médio e ensino superior totalizava 14,1%, esse total é, em 2001, de 34,2%.

São as freguesias da Portela, Santo António dos Cavaleiros, Moscavide e Loures as que apresentam maior percentagem de pessoas com o ensino superior e médio. Com o ensino secundário complementar distinguem-se as freguesias de Santo António dos Cavaleiros, Bobadela, S. João da Talha, Santa Iria de Azóia e Loures.

EQUIPAMENTOS SOCIAIS E COLECTIVOS

Enquanto sede de concelho, Loures dispõe de Câmara Municipal com todo um conjunto de departamentos de apoio aos munícipes onde se destacam o Gabinete de Apoio à Juventude (GAJ), o Gabinete de Turismo e o Centro de Informação dirigido à população de idosos.

A cidade dispõe actualmente de um conjunto significativo de equipamentos de utilização colectiva, dos quais se destacam o Jardim Municipal, o Parque da Cidade, as Piscinas Municipais, o Pavilhão Paz e Amizade, o Museu Municipal Quinta do Conventinho e a Biblioteca José Saramago, para além de outros serviços fundamentais, nas áreas da saúde, ensino, justiça, protecção civil e segurança pública.

Anualmente, no dia 26 de Julho, a cidade é palco de festividades alusivas às Festas do Concelho.

PATRIMÓNIO ARQUEOLÓGICO E ARQUITECTÓNICO

- Estação Arqueológica de Almoinhas (período romano) - Cabeceiras de sepultura (medievais)

- Cruzeiro Manuelino (Monumento Nacional)

- Igreja Matriz de Santa Maria (Monumento Nacional) - Casa do Adro (Séc. XVII)

- Quinta do Conventinho e Capela

- Museu Municipal – Quinta do Conventinho

- Chafariz, Mãe de Àgua e troço de Aqueduto (Séc. XVIII)

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- Palácio dos Marqueses da Praia e de Monforte (Edifício da Assembleia Municipal)

- Edifício do “4 de Outubro” (Paços do Concelho em 1910) - Edifício dos Paços do Concelho (1916)

- Palácio do Correio-Mor (Imóvel de interesse público) - Diversas Quintas (sécs. XVII e XVIII)

- Gruta do Pego do Diabo – Bolores (Estação Arqueológica) - Capela de Nª Srª da Saúde – Montemor

- Capela de Sto Amaro – A-dos-Cãos

- Capela de Nª Srª da Redonda – A-dos-Calvos - Palácio de Valladares – A-dos-Calvos

- Quinta das Terras (Núcleo Museológico) – Pinheiro de Loures

- Cemitério Medieval e Silos – Torre dos Trotes (Estação Arqueológica) - Castro de Ponte de Lousa (Estação Arqueológica)

- Museu de Cerâmica de Sacavém - Casa Museu José Pedro

- Museu do Vinho - Bucelas - Moinho da Apelação

- Estação Arqueológica de Frielas - Núcleo da Republica

- Rota das Linhas de Torres

- Núcleo Museológico da Bemposta

CONSELHOS MUNICIPAIS DE EDUCAÇÃO (Dec-Lei 7/2003 e Lei 41/2003)

O Conselho Municipal de Educação de Loures foi aprovado em 1 de Abril de 2003, na 7ª Reunião Ordinária de Câmara e pela Assembleia Municipal, na sua 2ª Sessão Ordinária de 22 de Abril de 2003.

O CMEL desenvolve a sua acção através da emissão de pareceres, de recomendações e da formulação de propostas, as quais deve encaminhar para as entidades e serviços competentes a nível local, regional e central.

Pretende ser um órgão autónomo de coordenação e consulta, visando a articulação da política educativa com outras políticas sociais a nível municipal, pelo que é de extrema relevância a participação dos diversos agentes educativos e parceiros locais.

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_________________________________________________________________________________ 10 Integram o CMEL as seguintes estruturas, representadas pelos respectivos conselheiros:

Presidente da Câmara Municipal de Loures que preside

Presidente da Assembleia Municipal

Vereador da Área da Educação, o qual preside na ausência do presidente

Presidente da Junta de Freguesia de Camarate, eleito pela Assembleia Municipal, em representação das Juntas de Freguesias do Concelho

Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo

Pessoal Docente do Ensino Secundário público

Pessoal Docente do Ensino Básico público

Pessoal Docente da Educação Pré-escolar pública

Estabelecimentos de Educação e de Ensino Básico e Secundário privados

Associações de Pais e Encarregados de Educação

Instituições Particulares de Solidariedade Social da Área de Educação

Serviços Públicos de Saúde

Instituto do Desporto de Portugal

Forças de Segurança

Serviços de Emprego e Formação Profissional

Serviços da Segurança Social

Associações de Estudantes

BIBLIOTECA MUNICIPAL

A Biblioteca Municipal José Saramago é um equipamento de Leitura Pública que visa criar as condições tendentes a proporcionar o desenvolvimento de competências, atitudes e níveis de literacia, contribuindo assim para a formação de cidadãos mais informados. Esta Biblioteca trabalha em colaboração directa com a Rede de Bibliotecas Escolares e com cada uma das Bibliotecas Escolares do concelho.

Existem ainda no concelho dois outros centros de documentação a funcionar na Quinta do Conventinho – Centro de Documentação Anselmo Braancamp Freire – e no Museu da Fábrica de Cerâmica da Louça de Sacavém.

Além destes recursos, o concelho dispõe também de um Arquivo Municipal que passará a funcionar em novas instalações, junto da Biblioteca José Saramago.

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EQUIPAMENTOS EDUCATIVOS

O parque escolar de Loures tem evoluído positivamente, acompanhando as crescentes necessidades da população. A nível da educação está o concelho dotado de diversos estabelecimentos de ensino adequados às diversas faixas etárias da população, conforme os dados apresentados na tabela número 2.

Agrupamentos de Escolas (incluindo jardins de Infância e escolas do ensino básico até ao 3º Ciclo)

13

Escolas Secundárias (não agrupadas) 7

Escolas Profissionais 1

Instituições Particulares de Solidariedade Social (vertente infância) 14 Instituições não lucrativas com actividades de carácter regular para a infância 3

Tabela 25

ASSOCIAÇÕES E CLUBES

Com o desenvolvimento espacial e demográfico do concelho foram surgindo colectividades com o objectivo de dar ocupação aos tempos livres dos moradores e desenvolver determinadas práticas desportivas.

Há também no concelho:

ƒ Associações Desportivas, Recreativas e Culturais – 20

ƒ Equipamentos Sociais de Apoio a Idosos – 6

ƒ Academia dos Saberes (Universidade Sénior) – 1

COMÉRCIO E INDÚSTRIA

Os últimos anos, em Loures, têm sido marcados por um grande crescimento económico, traduzido por um aumento de empresas que aqui se instalaram, devido à melhoria significativa das acessibilidades (CREL e CRIL), de entre as quais se

5 Instituições de ensino do concelho

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_________________________________________________________________________________ 12 destacam: Parque Empresarial da Quinta da Portela em Guerreiros Hovione e Gelpeixe.

Economicamente, nesta freguesia predomina o sector terciário, sendo manifesta a importância das unidades comerciais – Pingo Doce, Continente, LouresShopping – e a dos serviços, dos quais se destacam o comércio a retalho e a restauração. Da mesma forma, a agricultura e a construção civil têm, também, algum peso na economia da freguesia.

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2. IDENTIFICAÇÃO DA ESCOLA

2.1. Nota histórica

A Escola Secundária nº 1 de Loures foi criada no dia 26 de Maio de 1975 através do Dec.-Lei nº 260-B / 75 e começou a funcionar a 17 de Outubro desse ano, data da nomeação da Comissão Instaladora, tornando-se a primeira escola secundária do Concelho de Loures.

O edifício começou a ser construído em 1949 e foi inaugurado em 1952. Antes de pertencer ao Estado chamava-se Colégio Secundário de Loures, sendo frequentado por 70 alunos, alguns em regime de internato, até 1975.

Inicialmente só havia ensino diurno até ao 5º ano (actual 9º ano). Em 1978/79 iniciaram-se os cursos gerais nocturnos, em 1981/82 os cursos complementares nocturnos e, em 1985, os cursos complementares diurnos.

Em 1988 foi construído um novo edifício onde se encontra a Sala de Convívio, e que substituiu os pavilhões pré-fabricados de madeira, anteriormente existentes.

Em 19 de Novembro de 1996, foi publicado em Diário da República (Desp.

88SEAE/96), o Programa Especial de Execução de Escolas dos ensinos básico e secundário que prevê a substituição do edifício escolar da Escola Secundária de Loures.

No ano lectivo 1997/98 a escola deixou de leccionar o Ensino Básico Diurno.

Em 1999 pelo despacho 1545/99 do gabinete do Senhor Secretário de Estado da Administração Educativa a escola passou a ter a designação de Escola Secundária de José Afonso, Loures.

2.2. Caracterização física sumária

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_________________________________________________________________________________ 14 A Escola situa-se na Rua da República em Loures, no prolongamento do eixo central da cidade, tendo por isso óptima acessibilidade pedonal e viária, assim como de transportes públicos.

A localização e o acesso explicam o facto de a população escolar ser proveniente das mais diversas zonas assim como facilitam a frequência do ensino nocturno.

A Escola é constituída por dois edifícios tipo monobloco, num total de 5 pisos, com 14 salas normais, sendo a área de terreno de 4500 m2 e a área de implantação de 1366 m2.

No exterior existem pequenas áreas ajardinadas e um pátio para convívio.

A nível dos equipamentos e para além das salas normais e salas disponíveis para os diversos serviços, existem laboratórios de Física, Química, Biologia e Geologia, Matemática e Geografia. As áreas de Informática, Secretariado e Artes têm salas específicas próprias. Os Clubes possuem igualmente espaços próprios. A Biblioteca/Centro de Recursos dispõe de espaços de leitura, pólos de script, audiovisual e informática. Os alunos possuem uma ampla sala de convívio anexa a um bar e a uma sala polivalente. A escola não possui qualquer tipo de instalação própria para a Educação Física e Desporto Escolar socorrendo-se para o efeito de instalações alugadas, situadas nas imediações do edifício escolar.

2.3. Caracterização da Comunidade Escolar

2.3.1. Alunos

No ano lectivo 2008/2009, frequentam a escola cerca de 1440 alunos, distribuídos pelos ensinos diurno e nocturno. Destes, 868 alunos, correspondendo a 60% da população, estão inscritos no regime diurno e 572 alunos no ensino nocturno, correspondendo a 40% da população escolar.

Nos cursos diurnos estão matriculados um total de 734 alunos nos Cursos Científico – Humanísticos e nos Cursos Profissionais 134 alunos.

No ensino nocturno estão matriculados no Ensino Secundário de Módulos Capitalizáveis 383 alunos, no curso de Educação e Formação de Adultos 117 alunos,

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no curso de Educação Formação 5 alunos, no de Educação Formação de Adultos do Ensino Básico 41 alunos e no de Português Língua Estrangeira 67 alunos.

Os cursos profissionais e de Educação e Formação de Adultos integram as Novas Oportunidades.

Os alunos da escola distribuem-se pelos cursos ministrados da seguinte forma:

16%

51%

33%

Novas Oportunidades Ensino Regular Diurno Ensino Nocturno

Gráfico 16

6 Oferta Global da Escola

Regime Diurno

Oferta Global de Escola

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_________________________________________________________________________________ 16

38%

24% 11%

9%

4%

7% 5%2%

Curso Cientifico-Humanístico de Ciências e Tecnologias

Curso Cientifico-Humanístico de Ciências Sócio-Económicas

Curso Cientifico-Humanístico de Línguas e Humanidades

Curso Cientifico-Humanístico de Artes Visuais

Curso Profissional de Técnico de Artes Gráficas

Curso Profissional de Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos Curso Profissional de Técnico de Secretariado

Curso Cientifico-Humanístico de Línguas e Literaturas (em extinção)

Gráfico 27

67%

8%

7%

5%

12% 1%

Curso Secundário de Módulos Capitalizáveis

Curso de Educação e Formação de Adultos (Secundário)

Cursos de Educação e Formação de Adultos (Básico)

Básico por Unidades Capitalizáveis Português Língua Estrangeira Curso de Educação Formação

Gráfico 38

Os alunos são maioritariamente de nacionalidade portuguesa, embora alguns tenham proveniências diversas, nomeadamente dos PALOP.

7 Frequência do regime diurno

8 Frequência do regime nocturno

Regime Nocturno

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2.3.2. Professores

Integram o corpo docente um total de 155 professores, sendo cerca 85%

Professores do Quadro de Nomeação Definitiva. Destes, 30 % são Professores Titulares e 70% Professores. O restante corpo docente é composto por professores de Quadro de Zona Pedagógica, Professores Contratados e Técnicos Especializados.

Existe ainda um professor de apoio educativo que exerce funções no Serviço de Psicologia e Orientação.

Os elementos do Quadro de Nomeação Definitiva são maioritariamente do sexo feminino, com idades compreendidas entre os 46 e 55 anos e com mais de 15 anos de permanência na escola. Trata-se, portanto, de um quadro de docentes bastante estável.

2.3.3. Funcionários

O pessoal não docente divide-se nas seguintes categorias:

Técnicos superiores:

– Psicóloga que exerce funções no Serviço de Psicologia e Orientação

Assistentes Técnicos:

– 11 Funcionários (uma Coordenadora Técnica e dez elementos assistentes técnicos)

Assistentes Operacionais:

– 33 Elementos, entre os quais se conta uma Encarregada Operacional, pertencendo a maioria ao quadro da escola

O pessoal não docente é predominantemente do sexo feminino, com idades compreendidas entre os 25 e os 65 anos, sendo que a maioria exerce funções há mais de 15 anos nesta escola.

(19)

_________________________________________________________________________________ 18 3. ESTRUTURA ORGANIZACIONAL

3.1. Organigrama Funcional

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Figura 49

3.2. Oferta Curricular

A Escola é um estabelecimento oficial do Ensino Secundário, que funciona nos períodos diurno e nocturno oferecendo os seguintes cursos:

9 Organigrama da Escola

(21)

_________________________________________________________________________________ 20 Regime Diurno

Cursos Científico-Humanísticos Cursos Profissionais Ciências e Tecnologias Técnico de Artes Gráficas

Ciências Sócio- Económicas Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos

Línguas e Humanidades Técnico de Secretariado Artes Visuais

Regime Nocturno Curso Secundário de Módulos Capitalizáveis

Educação e Formação de Adultos (Secundário) Educação e Formação de Adultos (Básico) Cursos de Educação Formação

Português Língua Estrangeira

Tabela 310 3.3. Oferta extra curricular

Na nossa escola funcionam alguns clubes e desenvolvem-se projectos, envolvendo diferentes áreas disciplinares, que vão ao encontro da consecução dos objectivos do PEE. Embora cada um possua uma especificidade própria, os seus objectivos gerais podem ser agrupados porque pretendem, na generalidade, contribuir para:

ƒ a organização de diferentes actividades na escola

ƒ o apoio aos alunos em actividades/projectos curriculares

ƒ o apoio/a motivação para a aprendizagem das matérias curriculares

ƒ a motivação para a aprendizagem autónoma

ƒ o desenvolvimento pessoal e social dos alunos

ƒ a dinamização de espaços

ƒ a criação de formas alternativas de trabalho/convívio na escola

Sem prejuízo da criação de novos Clubes e Projectos, existem actualmente na Escola em funcionamento:

10 Oferta curricular Clubes:

• Artes

• Ciência e Ambiente

Europeu

• da Língua Materna

• de Inglês e Alemão

• das Máscaras Contemporâneas

• da Matemática

Projectos:

• Anuário Escolar

• Núcleo do Património

• Comenius

• Ser Online

• Educação para a Saúde

• Desporto Escolar

• CRIE

(22)

3.4. Serviços

3.4. Serviços

Na escola existem variados serviços que prestam apoio à comunidade escolar nomeadamente os Serviços de Assistência Técnica, nos quais se incluem os Serviços de Acção Social Escolar (SASE), o Bar, os Serviços de Psicologia e Orientação, o Centro de Recursos (constituído pela Mediateca e Biblioteca), a Sala de Estudo, a Reprografia e os Serviços de Assistência Operacional.

3.5. Parcerias

A escola estabelece regularmente parcerias com a Câmara Municipal, com empresas e instituições do concelho, essencialmente no âmbito dos estágios dos cursos profissionais e da saúde e com instituições do ensino superior, no âmbito da formação de professores.

4. ACÇÃO ESTRATÉGICA

4.1. Detecção/Identificação de aspectos positivos

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_________________________________________________________________________________ 22 A escola não pode esquecer os aspectos positivos/pontos fortes, que se evidenciam quer através dos dados recolhidos nos inquéritos aplicados à comunidade escolar (vide Anexos), quer através de conversas informais tidas com alguns dos seus utentes. Assim, deverá continuar a cultivar as suas qualidades, dedicando-se, simultaneamente, à resolução dos problemas detectados.

4.1.1. Relações humanas

A escola tem na sua matriz como característica as boas relações entre os membros da comunidade, como se depreende da leitura dos inquéritos realizados:

Aproximadamente 51% dos professores é de opinião que, entre si, existe uma relação boa e 49% classificam-na como razoável.

A relação professor/aluno é caracterizada pelo reduzido número de conflitos.

Com efeito, nos inquéritos feitos aos professores sobressai a ideia de uma relação boa (66%) e muito boa (26%).

Grande parte do pessoal não docente considera a relação entre colegas como boa (68%) e muito boa (4%).

A relação alunos/pessoal não docente é vista por aproximadamente 60% do pessoal não docente como boa e por 8% como muito boa.

Cerca de 72% do pessoal não docente é de opinião que a relação com os professores é boa e 20% muito boa.

4.1.2. Clima social caracterizado pelo bem-estar e pela segurança

Há um sentimento de segurança na escola e nas suas imediações, atestado pela pouca incidência de problemas de ordem disciplinar e pelo facto de cerca 87%

dos Encarregados de Educação dos alunos estarem satisfeitos com grau de integração dos seus educandos na escola.

4.1.3. Estabilidade e qualificação do corpo docente

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O corpo docente da escola caracteriza-se pela experiência e estabilidade, como pode verificar-se pela caracterização do corpo docente supramencionada.

4.1.4. Cursos em funcionamento

A escola tem tido a preocupação de diversificar a sua oferta educativa. De momento esta encontra-se consolidada nas áreas supra mencionadas (vide gráficos 1, 2 e 3).

4.1.5. Critérios de avaliação

A escola tem-se preocupado com a definição de critérios gerais de avaliação, como prevê a legislação, aos quais se associam os critérios de avaliação específicos de cada disciplina. Estes critérios estão disponíveis para consulta.

5. DETECÇÃO/IDENTIFICAÇÃO DE PROBLEMAS E DE NECESSIDADES EDUCATIVAS

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_________________________________________________________________________________ 24 Para a identificação dos problemas e necessidades da escola foram considerados a análise dos resultados escolares do último ano e os inquéritos aplicados a toda a comunidade educativa, também com o propósito de institucionalizar uma prática de auto-avaliação.

Os dados relativos aos resultados escolares foram recolhidos com base na leitura das actas dos conselhos de turma do último período do ano lectivo 2007-2008.

Verificou-se que, de um modo geral, as classificações são positivas na maior parte das disciplinas, havendo contudo algumas, relativamente às quais a percentagem de classificações negativas, ainda que seja elevada, não configura uma situação demasiado problemática. Este facto justifica-se, por nesta análise, não terem sido contempladas as médias aritméticas das Classificações Finais das Disciplinas bienais e trienais, que determinam o sucesso nas mesmas e consequente admissão dos alunos a exame. Contudo, o Projecto Educativo deve, em nosso entender, traduzir todas as nossas aspirações e ambições, e, por isso, cumpre-nos continuar a trabalhar no sentido promover um maior sucesso educativo.

Feita a integração de todos os dados, e tendo em conta as considerações do parágrafo anterior, foram identificados os seguintes problemas e necessidades, em diferentes dimensões.

5.1. Actividade lectiva – Sucesso/insucesso escolar

Para a análise dos resultados do ensino secundário consideraram-se as classificações obtidas no final do 3º período (Classificação de Frequência), referentes ao ano lectivo 2007-2008, em todas as disciplinas do currículo dos Cursos Científico - Humanísticos definidos pelo Decreto-Lei nº 74/2004.

Foram considerados como relevantes as percentagens de classificação negativa iguais ou maiores que vinte por cento, independentemente do número de alunos inscritos nas disciplinas. É, contudo, de referir que estes resultados não são, só por si, sinónimo de insucesso, visto que não foram analisadas as médias finais nestas disciplinas (Classificação Final da Disciplina). Apenas foram tidos em conta os totais de classificação de frequência inferior a nove valores, o que nem sempre corresponde a insucesso, visto que os alunos transitam desde que não obtenham classificação inferior a oito valores nessas disciplinas.

10º Ano

Relativamente ao 10º Ano verificaram-se taxas de insucesso acima dos 20% às

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seguintes disciplinas:

Filosofia (32%), Literatura Portuguesa (31%), Matemática A (24%), Física e Química A (22%).

11º Ano

Quanto ao 11º ano verificaram-se taxas de insucesso acima dos 20% às seguintes disciplinas:

Matemática A (49%), Matemática Aplicada às Ciências Sociais (49%)*, Filosofia (37%), Literatura Portuguesa (36%), Física e Química A* (27%), História da Cultura e das Artes (24%), Português (22%).

12º Ano

No que diz respeito ao 12ºano verificaram-se taxas de insucesso acima dos 20% à disciplina de Matemática A* (27%).

Contudo, fazendo uma análise dos resultados das duas fases de candidatura ao Ensino Superior, verifica-se que, na primeira fase, dos 125 candidatos 86%

obtiveram colocação e, na segunda fase, dos 57 candidatos 54% ficaram colocados.

5.2. Dificuldades na organização curricular e prática pedagógica

A comunicação e a partilha de informação entre docentes nem sempre se estabelecem com a frequência desejada. Sente-se uma insuficiente dinâmica de trabalho, quer no seio dos grupos disciplinares, quer inter grupos, no âmbito da articulação curricular entre disciplinas, no trabalho em equipa e nos Conselhos de Turma.

Os Departamentos Curriculares deverão definir com mais rigor as necessidades de formação dos professores.

Para além disso, há que promover o recurso a metodologias activas e o reforço dos hábitos de trabalho em equipa, facilitando a interdisciplinaridade e a transversalidade.

Disciplinas cuja aprovação depende dos resultados obtidos em exame nacional

(27)

_________________________________________________________________________________ 26 Deve também considerar-se a desvalorização do papel do professor na sociedade e a falta de um empenho real e efectivo dos Encarregados de Educação no processo educativo.

Os professores, na sua prática lectiva, debatem-se ainda com problemas como a dimensão das turmas, a extensão dos programas ou a falta de empenho dos alunos.

5.3. Falta de condições físicas e materiais

As condições físicas, apesar dos esforços dos sucessivos órgãos de gestão, revelam algumas deficiências, de entre as quais se destacam as condições térmicas, acústicas e de higiene e iluminação.

Outro aspecto relevante prende-se com a quantidade de equipamento disponível, nomeadamente no que diz respeito aos computadores, projectores de vídeo e quadros interactivos.

Continua a salientar-se a inexistência de refeitório e de instalações próprias para a prática da Educação Física/Desporto Escolar, bem como a insuficiência de salas para reuniões e de espaços de convívio e lazer.

5.4. Qualidade dos serviços

Embora de um modo geral a opinião quanto a esta área seja satisfatória, a Papelaria carece de alguma intervenção.

5.5. Divulgação do funcionamento dos órgãos de gestão

De acordo com os dados recolhidos, podemos afirmar que a opinião sobre os órgãos de gestão é, maioritariamente, positiva. Porém, reconhece-se a necessidade de melhorar a divulgação das actividades desenvolvidas pelo Conselho Pedagógico.

6. LINHAS ORIENTADORAS DA ACÇÃO EDUCATIVA

6.1. Dimensões de intervenção, objectivos e práticas educativas

(28)

Tendo em conta os aspectos positivos e os problemas e necessidades identificados estabelecem-se três dimensões de intervenção prioritária, pedagógico- didáctica, institucional e administrativo-financeira a partir das quais se desenvolverão as práticas educativas tendentes à concretização do projecto educativo.

A. Dimensão Pedagógico – Didáctica

Objectivos gerais

Práticas educativas específicas (centradas no aluno, na continuidade e complementaridade do seu desenvolvimento,

pessoal, social e académico) 1. Promover o sucesso e a

igualdade de oportunidades;

• Reconhecer e acompanhar ritmos de aprendizagem individuais;

• Diversificar estratégias de trabalho;

• Dinamizar o funcionamento da sala de estudo e dos diversos clubes e projectos;

• Fomentar a frequência da sala de estudo e dos clubes e projectos;

• Promover a adaptação de espaços, metodologias e materiais, em particular no que respeita a necessidades educativas especiais.

2. Diversificar os percursos Educativos;

• Promover a informação e a orientação escolar e profissional, integrada na realidade social e cultural da comunidade, em colaboração com as famílias;

• Assegurar a formação necessária ao eventual prosseguimento de estudos e à futura inserção no mundo do trabalho.

3. Fomentar a aquisição e aplicação do saber baseados na observação e

experimentação, estudo e reflexão crítica;

• Propiciar atitudes de reflexão metódica e de abertura de espírito, condições de um pensamento dinâmico e exigente.

4. Fomentar hábitos de trabalho individual e em grupo que favoreçam a aquisição integrada de conhecimentos;

• Dinamizar a realização de projectos individuais ou colectivos de interesse social e cívico, e a participação em grupos de debate e análise de problemas de interesse geral.

• Incentivar, através da Área de Projecto, a articulação entre os diferentes elementos da comunidade educativa e o meio envolvente.

• Melhorar a cooperação entre professores/ grupos e

(29)

_________________________________________________________________________________ 28 departamentos promovendo a interdisciplinaridade;

5. Desenvolver a capacidade de resolver problemas de forma autónoma;

• Promover o sentido crítico, a capacidade de análise e de descoberta de soluções alternativas para os problemas;

• Estimular a criatividade, a iniciativa e a realização autónoma, para uma melhor adaptação à mudança, numa atitude de abertura à novidade e à vontade transformadora.

6. Desenvolver competências de comunicação e expressão em Língua Portuguesa como língua materna e como segunda língua;

• Promover a compreensão da estrutura e do funcionamento da Língua Portuguesa;

• Favorecer a utilização do Português com correcção e fluência nos diversos modos de comunicação;

7. Promover a leitura e a literacia;

• Fomentar e desenvolver o interesse pela leitura e pela escrita, associados ao prazer da comunicação, da descoberta e da actividade criadora.

8. Incentivar as manifestações culturais, artísticas,

científicas e literárias,

expressões diferenciadas da condição humana e social.

• Promover a educação estética e artística para uma melhor compreensão das manifestações estético- culturais;

• Desenvolver as capacidades de expressão plástica individuais.

9. Promover a consciência individual e colectiva, no acompanhamento da expansão global das novas oportunidades culturais, sociais, científicas e

tecnológicas actualizadas, na perspectiva do humanismo universalista, da

solidariedade internacional e da defesa dos direitos humanos.

• Estimular os contactos culturais e profissionais através de visitas de estudo, conferências, debates e outras actividades, fortalecendo a relação entre a Escola e a Comunidade, numa concepção global e integradora do projecto de vida dos alunos;

• Fomentar a utilização das novas Tecnologias de Informação e Comunicação.

10. Formar cidadãos

empenhados na defesa dos valores permanentes da cultura portuguesa, com base em práticas quotidianas na / da comunidade local, regional, nacional e internacional.

• Favorecer o conhecimento dos valores relacionados com a língua, história e cultura, permitindo uma aproximação crítica à realidade envolvente e à sociedade em geral.

• Promover intercâmbios com Escolas de outras regiões ou países;

• Fomentar trocas de experiências com comunidades educativas inseridas noutros contextos.

11. Promover metodologias de trabalho activas;

• Assumir que todos os conhecimentos, quer os associados às áreas científicas puras, quer às áreas

(30)

humanísticas, sociais e artísticas, deverão desenvolver nos alunos as capacidades de compreensão, expressão, interpretação, raciocínio lógico e hipotético, bem como as de aplicação e solução de problemas, espírito de iniciativa, sentido crítico e gosto pela investigação e experimentação;

• Incentivar o interesse pela descoberta e pela investigação nos diversos campos do saber, com o recurso quotidiano a práticas laboratoriais e à experimentação;

• Basear o processo de ensino -aprendizagem na aquisição de conhecimentos úteis e significativos, valorizando uma perspectiva dinâmica, i.e., assente em estratégias que permitam ao aluno organizar, seleccionar e integrar a informação, no sentido de

"aprender a aprender".

12. Promover a educação para a saúde, proporcionando um desenvolvimento físico, psíquico e social equilibrados.

• Estimular a prática de actividade física, contrariando os hábitos sedentários;

• Promover, nomeadamente através da área de Projecto, actividades que contribuam para a adopção de estilos de vida saudáveis.

13. Valorizar a avaliação como elemento integrante e regulador da prática educativa;

• Integrar a avaliação como prática sistémica do processo de ensino / aprendizagem.

14. Fomentar a cidadania como uma forma de manifestação da dimensão humana.

• Favorecer o desenvolvimento de atitudes de auto- estima, respeito mútuo e regras de convivência que contribuam para a educação de cidadãos tolerantes, justos, solidários, organizados e civicamente responsáveis;

• Garantir o acesso à informação que permita a compreensão adequada dos significados e implicações das relações com outros espaços e culturas, nomeadamente a comunidade europeia, os países de língua oficial portuguesa e outros organismos e instituições internacionais;

• Envolver a comunidade educativa no cumprimento do regulamento interno da escola e na sua actualização.

B. Dimensão Institucional Objectivos gerais

Práticas específicas

1. Fortalecer os mecanismos de aproximação entre os vários

• Promover encontros, reuniões e momentos de convívio entre os diversos elementos da

(31)

_________________________________________________________________________________ 30 elementos da comunidade

educativa;

comunidade educativa;

• Promover uma maior interacção entre a escola e os Encarregados de Educação;

• Implicar os Encarregados de Educação na vida escolar dos seus educandos aumentando a sua confiança para participar na vida da escola;

• Favorecer o desenvolvimento de atitudes de auto-estima, respeito mútuo e regras de convivência que contribuam para o saudável relacionamento entre todos os elementos da comunidade educativa e para a efectiva integração dos novos elementos.

2. Sensibilizar a comunidade escolar para os problemas ambientais, sociais, culturais e cívicos, apoiando actividades relacionadas com estas temáticas;

• Promover, apoiar e divulgar acções e projectos que versem estas temáticas, nomeadamente, entre outras possibilidades, os desenvolvidos no âmbito da área de projecto e de actividades extra curriculares.

3. Promover a formação do pessoal docente, não docente e de Encarregados de

Educação;

• Propor ao Cenfores e eventualmente a outras entidades ou a particulares as acções de formação necessárias e/ou de interesse para os diversos sectores;

• Realizar sessões de informação/esclarecimento sobre o currículo e programas dos cursos que constituem a oferta formativa da escola;

• Colaborar com as instituições de formação na logística e concretização das acções de formação;

• Facilitar a frequência de formação a todos os interessados, no âmbito da legislação em vigor e atendendo às necessidades de funcionamento da escola

4. Propiciar a plena integração do aluno no meio escolar e desenvolver condições facilitadoras do seu

crescimento físico, cognitivo e afectivo;

• Apoiar actividades e projectos de investigação científica e cultural;

• Favorecer o desenvolvimento de atitudes de auto-estima, respeito mútuo e regras de convivência que contribuam para o saudável relacionamento entre alunos e para o estabelecimento de laços afectivos à escola e aos diversos elementos que a constituem.

• Garantir instalações para a prática de Educação Física e Desporto Escolar com o máximo de

(32)

qualidade possível e em quantidade suficiente.

• Alargar o período de intervenção dos Serviços de Psicologia e Orientação.

5. Desenvolver um trabalho cooperativo no âmbito da educação inclusiva;

• Promover, apoiar e divulgar acções e projectos que versem a educação inclusiva;

• Criar condições efectivas de frequência e integração dos alunos de minorias étnicas ou com qualquer tipo de deficiência.

6. Sensibilizar para a

participação em estruturas associativas;

• Dinamizar e apoiar a participação da população escolar em estruturas associativas, em particular as de carácter estudantil, social e desportivo.

7. Zelar pela segurança do espaço e da comunidade escolar.

• Assegurar as condições de segurança do espaço escolar e da comunidade escolar;

• Colaborar com a Escola Segura e/ou outras instituições de segurança que promovam a segurança do recinto escolar e imediações;

• Promover a concretização e divulgação do plano de emergência da escola;

8. Implementar hábitos de avaliação contínua.

• Promover a transparência e exigência dos critérios de avaliação;

• Dinamizar e incentivar hábitos de avaliação contínua junto de toda a população escolar, nomeadamente através da promoção de formação, debate e troca de experiências nesta área.

(33)

_________________________________________________________________________________ 32

C. Dimensão administrativo- financeira

Objectivos gerais

Práticas específicas

1. Proporcionar condições materiais adequadas ao bom desenvolvimento das

actividades;

• Investir na aquisição do material e equipamento necessários ao desenvolvimento das actividades.

2. Preservar o estado de conservação das instalações existentes;

• Investir em obras de preservação e conservação do recinto escolar.

3. Melhorar as condições físicas das instalações;

• Dispender todos os esforços financeiros possíveis e necessários para melhorar as instalações escolares;

Promover os esforços necessários à reestruturação do espaço escolar, nomeadamente a melhoria das condições das salas de aula e a construção de salas de trabalho e de convívio.

• Desenvolver os esforços necessários à existência de espaços adequados à Educação Física e Desporto Escolar.

4. Criar espaços físicos que favoreçam o relacionamento entre os diversos membros da comunidade escolar.

• Renovar em termos de decoração e equipamento a sala de convívio dos alunos e o espaço envolvente aos edifícios escolares.

(34)

7. METAS

1- Para o próximo triénio:

1.1- Melhorar em todos os cursos as médias finais das disciplinas que os integram, relativamente às do triénio anterior.

1.2- Melhorar em todos os cursos a taxa de conclusão das disciplinas/módulos/unidades, relativamente às do triénio anterior.

1.3- Reduzir a taxa de abandono escolar anual, relativamente às do triénio anterior.

2- Realizar, anualmente, um exercício de simulação para aplicação do Plano de Evacuação de Emergência.

3- Promover a criação de uma Associação de Pais e Encarregados de Educação.

4- Criar um Gabinete de Educação para a Saúde.

(35)

_________________________________________________________________________________ 34 8. DISPOSIÇÕES FINAIS

8.1. Avaliação

A avaliação e o acompanhamento da execução do Projecto Educativo constitui uma competência da comunidade escolar através do Conselho Geral da Escola onde se encontra representada, devendo contudo entender-se que cada órgão ou estrutura escolar é particularmente responsável pelo acompanhamento e avaliação das áreas/actividades que digam respeito ao respectivo órgão ou estrutura.

Pretende-se que a avaliação do Projecto Educativo assuma um carácter plural, nas suas dimensões contínua, participada e qualitativa. Particular realce merecerá a dimensão contínua, enquanto factor de correcção sistemática, ao longo do processo, visando uma adequação entre a prática e os objectivos previamente traçados.

Importância fundamental deverá assumir a partilha dos resultados com os diversos intervenientes da comunidade educativa.

No final do seu período de validade, o projecto educativo deverá ser analisado qualitativa e quantitativamente no que concerne aos seus resultados, através da recolha de dados e de opiniões de todos os participantes, utilizando-se, para tal, inquéritos, entrevistas e análise de documentação de cariz diverso.

A avaliação final do Projecto Educativo constituirá elemento diagnóstico de análise e interpretação de todo o processo e servirá, como já vem sendo prática, de suporte à elaboração do projecto seguinte.

8.2. Divulgação

Sendo o Projecto Educativo um documento orientador de toda a actividade escolar, torna-se necessário divulgá-lo junto de toda a comunidade educativa.

8.3. Revisão

Decorridos três anos, este Projecto Educativo, depois de devidamente avaliado, será objecto de revisão. No entanto, os resultados da avaliação deverão ser objecto de apreciação anual.

(36)

ANEXOS

ANEXO 1 – RESULTADOS DO INQUÉRITO AOS ALUNOS DO ENSINO DIURNO REGULAR

(37)

_________________________________________________________________________________ 36

(38)
(39)

_________________________________________________________________________________ 38

(40)
(41)

_________________________________________________________________________________ 40 ANEXO 2 – RESULTADOS DO INQUÉRITO AOS ALUNOS DOS CURSOS PROFISSIONAIS

(42)
(43)

_________________________________________________________________________________ 42

(44)

ANEXO 3 – RESULTADOS DO INQUÉRITO AOS ALUNOS DO ENSINO NOCTURNO

(45)

_________________________________________________________________________________ 44

(46)

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