• Nenhum resultado encontrado

U N IV E R S ID A D E FE D E R A L DO PARANÁ

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2022

Share "U N IV E R S ID A D E FE D E R A L DO PARANÁ"

Copied!
43
0
0

Texto

(1)

U N IV E R S ID A D E F E D E R A L D O P A R A N Á S E T O R D E C IÊ N C IA S B IO L Ó G IC A S D E P A R T A M E N T O DE E D U C A Ç Ã O F ÍS IC A

F O R M A Ç Ã O A C A D Ê M IC A E P E R S P E C T IV A DE A T U A Ç Ã O P R O F IS S IO N A L N A

E D U C A Ç Ã O F ÍS IC A —

O C A M IN H O P E R C O R R ID O P E L O A C A D Ê M IC O

L U C IA N E C O E L H O

Trabalho monográfico apresentado à disciplina de Seminário de Monografia, para obtenção da aprovação no Curso de Lincenciatura em E ducação Física.

C U R IT IB A

199 2

(2)

M IN IS T É R IO DA E D U C A Ç Ã O

U N IV E R S ID A D E F E D E R A L D O P A R A N Á R E IT O R : C A R L O S A L B E R T O F A R A C C O

S E T O R DE C IÊ N C IA S B IO L Ó G IC A S

D IR E T O R : W A L D E M IR O G R E M S K I

D E P A R T A M E N T O D E E D U C A Ç Ã O F ÍS IC A

C H E F E : R IC A R D O W E IG E R T C O E L H O

C O O R D E N A Ç Ã O D O C U R S O D E L IC E N C IA T U R A

P R O F E S S O R : C L Á U D IO P O R T IL H O M A R Q U E S

O R IE N T A D O R :

P R O F E S S O R C L Á U D IO H. M IY A G IM A

(3)

"A escola é um m ecanism o de transform ação social, é ela quem deverá em prim eiro pla no estruturar m u d a n ça s."

(FREITAS, Solange, 1991) Á meus pais que com paciência e amor souberam compreender os momentos de minha ausência.

Ao meu noivo e grande am igo que durante todos os momentos esteve a m eu lado.

i

(4)

Agradecim entos

AoprofessorCIáudioH.Miyagimameuprofundoagradecimento p o r dispensar suas horas na orientação deste trabalho, da mesma forma agradeço aos professores Vera Lúcia Domakoski, Sonhilde Else von d e r H e id e e C láudio Portilho M arques p elo apoio e incentivo.

A gradeço tam bém aos colegas, am igos e professores do Curso de Licenciatura de Educação Física.

ii

(5)

S U M Á R IO

DEDICATÓRIA... i

AGRADECIMENTO...ii

SU M Á R IO ... iii

R E S U M O ... iv

1 INTRODUÇÃO...01

1.1 PROBLEMA...01

1.2 DELIMITAÇÃO... 02

1.2.1 LOCAL... 02

1.2.2 UNIVERSO...02

1.3 JUSTIFICATIVA... 02

1.4 O B JE T IV O S ... 03

2 REVISÃO DE LITERATURA... 04

EVOLUÇÃO E TENDÊNCIAS CURRICULARES NA EDUCAÇÃO FÍSICA... 04

3 METODOLOGIA... 21

3.1 MÉTODO DE ABORDAGEM ... 21

3 .2 T É C N IC A S ...21

3.3 ESTUDO PILOTO... 21

3 .4 AMOSTRAGEM DEFINITIVA... 22

4 RESULTADO E ANÁLISE DOS D A D O S ...23

CO N CLU SÃO ... 30

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ... 32

A N EX O ... 34 iii

(6)

R E S U M O

O p r e s e n te e s tu d o teve como objetivo d e t e c t a r a s p e rc e p ç õ e s e c o n d iç õ e s q u e e n c o n tr a m - s e os a c a d ê m ic o s f o r m a n d o s com re la ç ã o a s u a f u t u r a a t u a ç ã o no m e rc a d o de t r a b a lh o .

A b o rd o u -se a evolução e te n d ê n c i a s c u r r i c u l a r e s n a E d u c a ç ã o Física, c ita n d o m u d a n ç a s que o c o rre ra m a nível de c o n c e ito s, objetivos e m odelos de C u rríc u lo de E d u c a ç ã o Física.

C o n s id e ra n d o o to ta l de 44 a c a d ê m ic o s d e n t r e 6 0 fo rm a n d o s, le v a n to u - s e fa to re s p ositivos e n eg a tiv o s q u a n t o a fo rm a ç ã o p ro fis sio n a l e a s condições de a tu a ç ã o de profissional n e s t a á r e a e n q u a n to a c a d ê m ic o .

O b s e rv o u -s e fa to re s como: r e fo rm u la ç ã o c u r r ic u la r , a tu a liz a ç ã o dos p ro fe s s o re s , m e lh o r s it u a ç ã o de e s tá g io s , c o n s c ie n tiz a ç ã o p o r p a r te dos p ro fe s s o re s .

Um p o n to im p o r ta n te é a co n c e p ç ã o q u e os a c a d ê m ic o s d a E d u c a ç ã o F ísic a e que p e r c e b e u - s e u m a t e n d ê n c i a p a r a u m a E d u c a ç ã o F ísic a M o d e rn iz a d o ra q u e é m a is lig a d a ao biológico e té c n ic o d e s ta á re a , e s te fato p o d e te r ocorrido p or in te rf e r ê n c ia de o u tr o s fa to re s, j á que os objetivos do curso tem u m a visão de E ducação Física Revolucionária.

S u g e re -s e p a r a m e lh o r in d ic a r os f a to r e s in te r f e r e n t e s e a p o n t a r a l te r n a ti v a s p a r a c a p a c ita r os a c a d ê m ic o s c a d a vez m e lh o r, se faça m e s tu d o s c o n t ín u o s a fim de in tr o d u z ir p ro fis s io n a is no m e rc a d o m a is c o n s c ie n te s de s e u p a p e l como e d u c a d o r.

iv

(7)

1 IN T R O D U Ç Ã O

1.1 PROBLEMA

Em 1989 a U n iv e rsid a d e F e d e ra l do P a r a n á (U.F.Pr) im p la n to u o novo c u rr íc u lo no C u rso de E d u c a ç ã o F ísica, te n d o com o p rio rid a d e a L ic e n c ia tu r a (1Q e 2- g ra u s) com en fo q u e g eral n a á r e a n ã o -fo rm a l ( a c a d e m ia s, c lu b e s , etc...). Neste c u rr íc u lo , t r a ç o u - s e o perfil d esejável do p ro fis s io n a l, o n d e deve: “p o s s u i r u m a visã o a m p la d a realidade social político, cultural e económica do país, consciente d a s reais necessidades e p o s s ib ilid a d e s do c id a d ã o e d a s características a p r e s e n ta d a s p e la so c ied a d e , n u m s e n t i d o inovador, c ria d o re dem ocrático". (R esolução 5 0 / 88 — CEP — U .F.Pr.).

C o n s id e ra n d o e s t a in d ic a ç ã o , in d a g a - s e com o os a c a d ê m ic o s de E d u ca ção F ísica vêem s u a p re p a ra ç ã o profissional, te n d o como referên cia s u a fo rm a çã o a c a d ê m ic a d e n tro do objetivo citad o , E n te n d e n d o q u e a p r o p o s t a c u r r i c u l a r de u m a fo rm a çã o a c a d ê m ic a , se f u n d a m e n ta l, n ão exerce fu n ç ã o e x c lu siv a n e s t a p r e p a r a ç ã o , p o r ta n to , o u t r a s v ariá v eis p o d e rã o in te r f e r ir n e s t a tr a j e t ó r i a como: in d e fin iç ã o em re la ç ã o a p ro fis sã o , a t u a ç ã o do corpo d o c e n te n a fo rm a ç ã o p ro fis s io n a l, p r o p o s ta c u rric u la r n a relação te o ria -p rática , m a tu ra ç ã o do acadêm ico no e n fre n ta r s u a fo rm a çã o , fa to re s s a la r ia is , “s t a t u s ” p ro fis s io n a l, e q u e d ev e rã o se r c o n s id e r a d a s no c a m in h o p e rc o rrid o pelo a c a d ê m ic o .

D e s ta form a, p r e t e n d e -s e d e t e c t a r as p e r c e p ç õ e s e c o n d iç õ e s

(8)

que e n c o n t r a m -s e o s a c a d ê m ic o s fo r m a n d o s c o m r e la ç ã o a sua fu tu ra a tu a ç ã o n o m e r c a d o de trab alho.

1.2 DELIMITAÇÃO

1.2.1 Local

U n iv e rsid a d e F e d e ra l do P a r a n á .

1.2.2 Universo

A ca d êm ic o s fo rm a n d o s de E d u c a ç ã o F ísica.

1.3 JUSTIFICATIVA

Após a R e so lu ç ã o 3 / 8 7 p r o p o s t a pelo C o n s e lh o F e d e ra l de E d u c a ç ã o , é q u e p o s s ib ilito u a u t o n o m ia à s U n iv e r s id a d e s p r o je ta r o s e u p ró p rio c u r r íc u lo conform e s u a s n e c e s s i d a d e s em s i n t o n i a com o co n te x to social, c o n c ilia n d o p a s s a d o , p r e s e n t e e f u tu r o , p o s s ib ilita n d o o desejo de a f ir m a r a m o d e r n id a d e d e n tr o do c o n te x to e d u c a c io n a l.

S a b e -se que p r o p o s ta s c u r r ic u la re s sofrem c o n s ta n te s m u d a n ç a s e, g e ra lm e n te , evoluem conform e a s n e c e s s id a d e s d a s o c ie d a d e . Os objetivos tr a ç a d o s n o s c u r r íc u lo s a n t e r io r e s do C u r s o de E d u c a ç ã o F ísic a t i n h a m em s u a e s s ê n c ia u m a p o s t u r a te c n ic is ta , te m -s e como exemplo dos currículos antigos a formação geral form ada pelo conhecim ento do s e r h u m a n o - Biológico e c o n h e c im e n to técn ic o .

Hoje p o d e -se dizer q u e os objetivos s ã o a m p lia d o s , a p a r t i r do corpo de c o n h e c im e n to filosófico, d a so c ie d a d e , do s e r h u m a n o - Biológico e técnico.

Após 4 a n o s de im p la n ta ç ã o c u r r i c u l a r n o C u r s o de E d u c a ç ã o F ísic a d a U .F.P r., to r n a - s e o p o r tu n o a re a liz a ç ã o d e s te no q u e ta n g e a s u a in te r f e r ê n c ia j u n t o ao a c ad ê m ico .

(9)

O q u e p e n s a m os a c a d ê m ic o s q u e te r ã o de l u t a r p a r a c o n q u i s ta r s e u e s p a ç o ? A b a s e q u e o s is te m a u n iv e r s itá r io fo rn e c e u , foi s ó lid a p a r a q ue e s te e s te ja p le n o e c o n fia n te de s u a a t u a ç ã o p e r a n t e a so c ie d a d e que e n c o n tra -se em c o n s ta n te m u ta ç ã o ? Q u a n to o p rocesso de consciência em to rn o d a p ro fis sã o e s u a s in d e fin içõ es e s t a r i a in te rf e rin d o n e s t a fo rm a çã o ?

A p a r t i r d e s te s p o n to s de q u e s tio n a m e n to d e s d e o m o m e n to d a s u a fo rm u la ç ã o a té o final d a s u a im p la n ta ç ã o e fo rm a ç ã o dos p rim e iro s a l u n o s n e s te c u r ríc u lo , p ro p õ e -se a p e s q u i s a r e o b te r r e s u l t a d o s , que p o s s a m c o n t r ib u i r com u m a m e lh o r fo rm a ç ã o a c a d ê m ic a .

1.4 OBJETIVO

IDENTIFICAR e a n a l i s a r os f a to r e s i n te r f e r e n t e s n a fo rm ação p ro fis sio n a l, a p a r t i r d a visão do a c ad ê m ico .

(10)

2 R E V IS Ã O D E L IT E R A T U R A

EVOLUÇÃO E T E N D ÊNC IA S CURRICULARES NA EDUCAÇÃO FÍSICA

D u ra n te as d écadas p a s s a d a s vários a u to re s fo rm u laram definições de c u rr íc u lo , a lg u n s tiv e ra m u m a t e n d ê n c i a m a is té c n ic a , o u tr o s v is a r a m u m c u rr íc u lo p r o g r e s s is ta .

A lguns c o n c e ito s são a b o r d a d o s , no a t e n d im e n to de c u rríc u lo té cn ic o e c u r r íc u lo p r o g re s s is ta .

Q u a lq u e r fo rm u laçã o sobre u m a definição de c u r ríc u lo é b a s e a d a em a lg u m a te o ria e d u c a c io n a l.

TYLER c ita d o p o r PEDRA (1988), fo rm u lo u u m a definição de c u rr íc u lo o n d e ele co lo ca o c u r r íc u lo como:

Conjunto de elementos que em uma ou outra forma ou m edida, podem ter influência sobre o aluno no processo educativo. Assim, os planos, programas, atividades, material didático, edifício imobiliário, escolar, am biente, relações professor-alunos, etc., constituem elementos significativos

deste conjunto.

A in d a s e g u n d o BEAUCHAMP, c ita d o p o r PEDRA (1988), ao definir c u r r íc u lo a b o r d a 3 m a n e i r a s em q u e o te rm o é u s a d o m a is le g itim a m e n te :

1 - Um currículo é um docum ento escrito que p o d e conter muitos elementos (objetivos, atividades, recursos institucionais, especificação de tempo, etc.), mas basicam ente é um plano para a educação de alunos durante sua passagem p o r uma das escolas. É o plano que tencionam os professores,

(11)

usar com o ponto de partida para o desenvolvim ento de estratégias de ensino a serem utilizadas com gru po s de alunos em determ inadas classes.

2 - Um segundo uso legítim o refere-se a um sistema curricular, com o um sub-sistem a de escolarização. Um sistema dentro do qual será o currículo e com o será implantado.

3 - 0 terceiro uso enfoca o currículo com o determ inado cam po de estudo, (p .64).

E n te n d e - s e q u e TYLER e BEAUCHAMP v is a m em s u a definição a s p e c to s m etodológicos, sendo isto d e te r m in a n te n a form ação acadêm ica, c o n tu d o d e s p r e o c u p a d o com a fo rm a ç ã o c rític a e tr a n s f o r m a d o r a .

P a r a u m m e lh o r e n te n d im e n to s o b re o p a p e l do c u r r íc u lo em n o s s a s o c ie d a d e é p re c iso r e c o n h e c e r e s s a s o c ie d a d e q u e vivem os, onde ex iste m 2 fo rç a s a n ta g ô n ic a s : a e x p lo ra d a e o e x p lo ra d o r, que tem co n d iç õ e s de v id a b e m d ife re n c ia d a . D e n tro d e s te c o n te x to e n c o n tr a - s e n o s s a e d u c a ç ã o e p o r ta n to o c u r r íc u lo q u e te m sido d e t e r m in a d o pelo h o m e m , s u a c u l t u r a e p e la s t r a n s f o r m a ç õ e s so c ia is a d v i n d a s d a m a io r o u m e n o r p a r tic ip a ç ã o do s e r h u m a n o no p ró p rio c o n te x to social. O p la n e ja m e n to é u m a fo rm a h is tó r ic a de co n tro le social a fim de in tr o d u z ir v a lo re s d o m in a n te s p a r a s u a re p r o d u ç ã o , e n t e n d e - s e e n tã o a rela ção en tre cu rríc u lo e re p ro d u ç ã o d a s forças e c o n ô m ic as e c u l tu r a is . (Wiggers,

1988, p. 45-47).

S egundo HORTA, o currículo e n q u a n to p la n e ja m e n to educacional, se re la c io n a com o u t r a s fo rm a s de in te rv e n ç ã o (econôm ica, política) e ob je tiv a a im p l a n ta ç ã o de u m a p o lític a e d u c a c io n a l c o e re n te com as in te n ç õ e s de q u e m p la n e ja , (id. ibid. p. 47).

As d efin içõ es fe ita s p o r v á rio s a u t o r e s s o b re o c u r r íc u lo am p lia - se progressivam ente to rn a n d o -se u m cam po de p e s q u is a m uito im portante.

E s te s e s tu d io s o s s e n te m o c u r r íc u lo com o u m fa to r q u e e x tr a p o la as e x p e riê n c ia s e d u c a c io n a is , c ita n d o com m u i t a f r e q u ê n c ia o te rm o

“c u rricu lo invisível” que significa que fatos que ocorrem se m p la n e ja m e n to

(12)

prévio te m s u a c o n trib u iç ã o . P a r a CASWELL c ita d o porTRALDI (1989), c u rr íc u lo é tu d o que a c o n te c e u n a v id a de u m a c r ia n ç a , n a v id a de s e u s p a is e de s e u s p ro fe s s o r e s . T u d o o q u e c e rc a o a lu n o em to d a s a s h o r a s do dia, c o n s titu i m a t é r i a p a r a o c u rríc u lo . (MEDALHA, 1989, p. 47-48).

O e n te n d im e n to de c u rríc u lo p e la p r o p o s ta do c u r s o de E d u c a ç ã o F ísic a d a U .F.P r., se faz d ife re n te em d u a s definições:

Currículo, como processo complexo que exige posicionamento sobre concepções de sociedade e educação, seu conhecimento a respeito da realidade sócio-econôm ica e cultural e sobre sua com preensão em torno de educando, com o ser e agente de m udanças, fugindo de sua dim ensão técnica (grade curricular), mas, sobre tudo contextualizá-lo em uma dimensão filosófica, sociológica, histórica e pedagógica;

e currículo com o um p rocesso de relações hum anas e sociais, assim sendo, torna-se im prescindível a participação dos com ponentes envolvidos neste processo: alunos, professores, comunidade (egressos, associações, instituições, etc.), no sentido de estabelecer corresponsabilidade em torno do que se pretende formar, com o form ar e para que formar. (Reformulação curricular do Curso de Licenciatura em educação Física - U.F.Pr. 1988).

E s t a s d u a s definições de c u r ríc u lo v is a m u m a c o n c e p ç ã o m a is c rític a e tr a n s f o r m a d o r a .

Percebe-se m a is p ro fu n d a m e n te como desenvolveu-se e progrediu o c u rrícu lo em n o s s a sociedade a tra v é s d a h is tó ria do s is te m a ed u c ac io n al de n o s s o p a ís.

R e la ta a h is t ó r ia q u e a E d u c a ç ã o F ísic a E s c o la r b r a s i l e i r a teve s e u início n a é p o c a Im perial. S en d o que no sé c u lo XIX p o d e -s e e n c o n tr a r 2 (dois) tip o s de p r á tic a , são elas: a g in á s tic a q u e n ã o v isa v a a h ip e rtr o f ia m u s c u l a r e e r a feita d e n tr o d a s s a la s de a u l a s p o r um p r o fe s s o r de E d u c a ç ã o F ísic a v estid o de te rn o e g r a v a ta , e a g in á s tic a a le m ã q u e foi r e s u m i d a a m o v im e n to s a c ro b á tic o s .

As g ra n d e s m u d a n ç a s com eçaram a s u rg ir n a á r e a d a E ducação Física no início do século XX, onde as escolas de E d ucação Física com eçaram

(13)

a s u rg ir com u m currículo mínimo, m a s o bedecendo a e s t r u t u r a m ilitar da época onde ocorreu a im p lan ta çã o d a g in á stic a su e ca, do método francês n a s e g u n d a d é c a d a do século XX, no final d a q u a r ta d é c a d a a ca lislen ia teve g rande divulgação n a s escolas. A p a rtir d a d é c a d a de 50 houve u m avanço considerável d a E d ucação Física E scolar com LISTELLO divulgando a E d u cação Física D esportiva G eneralizada, FROELICH com a g in ástica m o d e rn a e SCHMIDT com a g in á stic a a u s tría c a .

M as a té c h e g a r a e s te p o n to d a h i s t ó r i a o c u r r íc u lo t i n h a u m a v isão v o lta d a a p e n a s p a r a o exercício físico, m a is p a r t i c u l a r m e n t e o d e s p o rto te n d o u m a co n c e p ç ã o biológica do s e r h u m a n o .

Em 1934 c rio u -s e a p r im e ir a e s c o la civil de E d u c a ç ã o F ísic a que e n c o n tr a - s e no e s ta d o de São P aulo. M esm o com a fo rm a ç ã o de c u r s o civil e s te n ã o d e s v in c u lo u -s e dos m é to d o s e fo rm a ç ã o m ilita r m e sm o te n d o se v oltado p a r a o d e s p o rto . (MEZZADRI, 1989, p. 3).

Após e s t a fase, in ic ia -s e o u tro p erío d o de d i t a d u r a m ilita r no p a ís , a de u m a E d u c a ç ã o F ís ic a com o m eio de a l ie n a ç ã o d a s o c ie d a d e a tr a v é s do d e s p o rto . N e sta é p o c a a p r á t i c a de a tiv id a d e físic a to r n o u - se o b rig a tó ria em to d o s os níveis de e n s in o pelo D ec re to Lei 70 5 de J u l h o de 1969, e s t a p r á t i c a t i n h a u m en fo q u e p a r a a p r á t i c a d e s p o rtiv a e a o rg a n iz a ç ã o m ilita r.

Com a a p ro v a ç ã o do D ecreto, o b r ig a n d o a E d u c a ç ã o F ísic a em to d o s os níveis de e n s in o e j u n t a m e n t e com a s p riv a tiz a ç õ e s d a s in s titu iç õ e s su p e rio re s o n ú m e ro de esco las a u m e n to u e s p o n ta n e a m e n te , c h e g a n d o ao n ú m e r o de 104 esco la s.

Com a a b e r t u r a d e m o c r á tic a em 1979 a re f o rm u la ç ã o de 1969 foi r e p e n s a d a e e s t a a u t o n o m ia c o n c e d id a a s U n iv e r s id a d e s p a r a r e f o r m u la r o c u r r íc u lo o c o rre u p elo s e n c o n tr o s p a r a d is c u s s ã o do c u r ríc u lo q u e in ic io u -s e no Rio de J a n e i r o em 1979 com o Prim eiro

(14)

E n c o n tro so b re C u rríc u lo , p o s te r io rm e n te fo ra m r e a liz a d o s e n c o n tr o s em v á r ia s c a p ita is do p a ís.

A p a r t i r do d ia 16 de j u n h o de 1987 a a u t o n o m i a e s ta v a c o n c e d id a a s U n iv e rs id a d e s p e la R e so lu ç ão 3 / 8 7 , o n d e fixava-se os m ín im o s de c o n te ú d o s e d u r a ç ã o a s e re m o b s e rv a d o s n o s c u r s o s de g r a d u ç ã o em E d u c a ç ã o F ísica. D e s ta fo rm a a s i n s t itu iç õ e s p u d e r a m fo rm u la r novos c u r r íc u lo s conform e s u a s n e c e s s i d a d e s e re a lid a d e de s u a so c ied a d e.

A E d u c a ç ã o F ísic a e n tã o to m o u novo ru m o , de fo rm a que n ão a v a lia m a is o d e s e m p e n h o atlético, m a s a g o r a v is a a in te g ra ç ã o do corpo e d a m e n te d e n tr o de u m a visão d a r e a lid a d e p o lítica , social, c u l tu r a l e e c o n ô m ic a do p aís, p r o c u r a n d o d e s t a fo rm a d e s e n v o lv e r e d u c a d o r e s m a is c rítico s e in fo rm a d o s de s e u p a p e l p e r a n t e a s o c ie d a d e a q u a l e s p e r a n ã o a p e n a s u m a cópia dos a n tig o s m o d e lo s de p r o f e s s o r e s e sim e d u c a d o r e s q u e p ro v o q u em t r a n s f o r m a ç õ e s a fim de a c o m p a n h a r as m u d a n ç a s o c o rr id a s n a so c ie d a d e , como coloca MEDINA (1987):

Educação Física Revolucionária é a arte e a ciência do m ovimento humano que, através de atividades específicas, auxiliam no desenvolvim ento integral dos seres humanos, renovando-os e transform ando-os no sentido de sua auto- realização de uma sociedade mais justa e livre. (p .81).

Nos ú ltim o s a n o s o c u rr íc u lo tem sido a m p la m e n te d e b a tid o e e s tu d a d o , onde e s p e c ia lis ta s re c o n h e c e m a lg u n s tip o s de c u rríc u lo :

■ E d u c a ç ã o F ísic a D e se n v o lv im e n tis ta ;

■ E d u c a ç ã o F ísic a H u m a n is ta :

■ E d u c a ç ã o do Movimento:

■ Modelo de A ptidão;

■ Modelo Cinesiológico;

8

(15)

■ E d u c a ç ã o pelo jogo; e

■ Modelo de S ignificado P esso a l.

(MEDALHA, 1989, p. 18).

Todos os m odelos a c im a c ita d o s s e rã o d e t a l h a d o s de form a a f a c ilita r a c o m p re e n s ã o do que t r a t a c a d a u m .

A Educação Física Desenvolvimentista foi idealizadaporTHOMPSOM

& MANN (1981), e m u ito d if u n d id a p o r GALLAHUE (1989), e foi e lab o rad o p a r a a e s c o la de l 9 g ra u . E ste m odelo d a ê n fa s e p a r a a s d ife re n ç a s in d iv id u a is , p e rm itin d o d e s t a fo rm a e x p lo ra r todo p o te n c ia lid a d e , in d iv id u a lid a d e , c a p a c id a d e de so c iab iliza çã o e de in te g ra ç ã o d a s p r ó p ria s e x p e riê n c ia s do a lu n o . (MEDALHA, 1989, P .48).

O êxito d e s te m odelo d e p e n d e d a c a p a c ita ç ã o p r o fis s io n a l do professor o qual deve ap re se n ta r domínio das várias fases do desenvolvimento qu e PIAGET defende.

A E d u c a ç ã o F ísic a H u m a n i s t a te m s u a v isã o m a is v o lta d a ao au to-desenvolvim ento do aluno, d e s ta form a r e s p e ita s u a individualidade, in t e r e s s e s e n e c e s s id a d e s , p o d e m o s o b s e r v a r q u e o e d u c a n d o é q u em d e t e r m in a “o q u e ” e “c o m o ” a p r e n d e r.

O aluno só irá expandir s u a capacidade de a s su m ir responsabilidades e de se a u to a p e rfe iç o a r como s e r h u m a n o a p a r t i r d a a t u a liz a ç ã o d a s a tiv id a d e s físicas. (MEDALHA, 1989, p. 49).

A Educação do movimento assim como o primeiro modelo apresentado tem s u a visão voltada p a r a os prim eiros a n o s n a escola, o principal fator a atingir é o desenvolvim ento h o lista a p a rtir do m ovim ento d a s atividades.

E s te m odelo teve g r a n d e a c e ita ç ã o n a E u r o p a e E s ta d o s U nidos d a A m é ric a p o r c a r a c te r i z a r o c o n te ú d o d a E d u c a ç ã o F ísic a como m o v im en to h u m a n o . (MEDALHA, 1989, P. 49).

O m odelo de A ptidão é definido p o r CORBIN & LINDSEY (1983)

(16)

e WEBBER (1968) p a r a a s c la s s e s de g r a u m a is a v a n ç a d o em E d u c a ç ã o F ísic a E s c o la r a s s im como p a r a a v id a a d u l t a . E s te m odelo s u r g iu a p a r t i r d a s c r ític a s a re s p e ito d a a p tid ã o físic a d a p o p u la ç ã o n o rte a m e r ic a n a e e s t á d ire c io n a d o p a r a a á r e a de s a ú d e do a lu n o , que d ev erá te r c o n s c iê n c ia dos efeitos do exercício em se u próprio corpo. (MEDALIIA,

1989, P .49).

LAWSON & PLACEK (1981), d e fe n d e m o m odelo Cinesiológico, q u e v is a a a tiv id a d e física in te g r a d a com os c o n c e ito s no q u a l se b a s e o u te o ric a m e n te , p r in c ip a lm e n te a fisiologia do exercício e a b io m e c â n ic a , de fo rm a q u e p o d e m o s o b se rv a r q u e e s te m odelo focaliza o c o n h e c im e n to e dom ínio do m o v im en to h u m a n o .

“A E d u c a ç ã o F ísic a é a á r e a q u e d e p e n d e d a p a r tic ip a ç ã o v o l u n t á r i a do s e r h u m a n o , p r o c u r a n d o d e se n v o lv e r a s u a h a b ilid a d e de jo g a r e de c o m p e tir a tr a v é s de a tiv id a d e s m o to r a s e x p r e s s iv a ”, é c a r a c te r i z a d a d e s t a fo rm a p o r SIEDENTOP (1980) id e a liz a d o r do modelo de E d u c a ç ã o pelo jogo. E ste a u t o r d á g r a n d e i m p o r tâ n c ia ao jogo, como te n d o f u n d a m e n t a l v alo r in tr ín s e c o p a r a o in d iv íd u o , n ã o como u m a p r á t i c a p a r a p r e e n c h e r o ócio.

O m odelo de S ignificado P e sso a l é re c o n h e c id o com o o m a is sólido, c o n s ta ta d o isto a tr a v é s de p e s q u i s a s e e s tu d o s , s e n d o a s s im obteve o aval d a AAHPERD (a lia n ç a a m e r i c a n a de s a ú d e , e d u c a ç ã o íísica, r e c re a ç ã o e d a n ç a ), “O s e u c o n te ú d o a p o n t a o a p r o v e ita m e n to dos m eios e x is te n te s n o s m o v im e n to s esp ecífic o s p a r a , a tra v é s de p r o c e s s o s de a q u is iç ã o de h a b ilid a d e s se p o s s a a tin g ir p r o p ó s ito s in d iv id u a is do a l u n o ”. (MEDALHA, 1989, p . 50).

Após o b s e rv a r s u c i n t a m e n t e c a d a m odelo de c u rr íc u lo ,p o d e m o s dizer que e x iste m in d iv íd u o s p r e o c u p a d o s com o r u m o d a á r e a de E ducação Física, é lógico que críticas su rg iram com respeito a aplicabilidade d e s te s m odelos, m a s é n a t u r a l , pois é a p a r t i r d a p r e o c u p a ç ã o m ú t u a

10

(17)

dos que e s tã o envolvidos n a á r e a é que o c o rre m a s tr a n s f o r m a ç õ e s p a r a e n r iq u e c e r e m o d e rn iz a r n o s s a e d u c a ç ã o .

C o n tu d o , r e c o n h e c e -s e p r o p o s ta s c u r r i c u l a r e s n u m co n tex to d a s te o ria s n ã o - c rític a s .

ESCOBAR (1988), coloca que:

Na busca de soluções, p o d e ser identificada uma corrente renovadora que pretende sair da fragmentação do mecanismo para uma m anifesta ''totalidade", inspirada nos princípios e técnicas especificas da Psicom otricidade. Entendendo que esta nova concepção, cujo p rin cípio p e d a g ó g ic o é

"Educação através ou pelo m ovim ento”, embora oferecendo uma metodologia menos mecanicista e autoritária, apresenta na realidade, uma diferença mais adjetiva do que substantiva em relação a da "Educação do Movimento", (p .64).

É im p re s c in d ív e l q u e a visão d a to ta lid a d e q u e p e rm ite a c o m p re e n s ã o d a re a lid a d e so c ia l com plexa, n ã o s e ja a t in g id a por c o n h e c im e n to f ra g m e n ta d o s (p.65).

P e rc e b e -s e a t e n t a t i v a d a fo rm u la ç ã o m a is c rític a do c o n te ú d o de u m cu rrícu lo , cedendo d e s ta form a condições p a r a u m a tr a n s fo rm a ç ã o d a c o n c e p ç ã o de E d u c a ç ã o Física.

O m e sm o vem o c o rren d o com os objetivos d a E d u c a ç ã o Física, q u e d u r a n t e o t r a n s c o r r e r dos a n o s vem b u s c a n d o m e lh o r a r os objetivos do C u rso , de fo rm a a p r o p o rc io n a r u m a fo rm a ç ã o m a is c rític a e c o n s c ie n te do p a p e l do p ro fis s io n a l d e s t a á re a .

A im p o r tâ n c ia de c ita r e s te s a c o n te c im e n to s , t o r n a - s e f u n d a ­ m e n ta l, p a r a c o m p re e n d e r a e x te n s ã o d a s m u d a n ç a s o c o rrid a s.

OLIVEIRA (1986. b p . 7), c ita em s u a p e s q u i s a fe ita com a lu n o s do C u rso de L ic e n c ia tu ra em E d u c a ç ã o F ísica d a U.S.P., que in g re s s a r a m no a n o de 1981, 82, 83 e 1984, so b re o objetivo d e s te s com re la ç ã o a fo rm a çã o p ro fis sio n a l, s e n d o que a U.S.P. t i n h a como objetivo m a io r

(18)

fo rm a r p r o fe s s o re s p a r a a t u a r em e sc o la s de l 9 e 2 9 g r a u s . Os r e s u lt a d o s foram os s e g u in te s :

12

■ I n g r e s s a n t e s em 1981

■ I n g r e s s a n t e s em 1982

■ I n g r e s s a n t e s erri 1983

■ I n g r e s s a n t e s erri 1984

SIM 4 6 ,5 1 % NAO 53,48%

SIM 3 4 ,3 8 % NÃO 6 2 ,5 0 %

SIM 2 2 ,5 0 % NÃO 70,00%

SIM 2 9 ,0 7 % NÃO 6 9 ,7 7 %

P o d e-se o b s e rv a r que a m a io ria q u e r a t u a r em u m a á r e a n ão form al, ou se ja, c lu b e s, a c a d e m ia s , e s c o la s e s p e c ia liz a d a s em e s p o rte s , etc.

E s ta s á r e a s s e ria m d e s t i n a d a s a o s f o rm a n d o s q u e tiv e sse m o títu lo de B a c h a re l, pois o que leva a e n t e n d e r d e s t a f o rm a foi a colocação feita pelo r e la to r C o n s e lh e iro M au ro C o s ta R o d rig u e s no P a r e c e r 2 1 5 / 87, onde d eixa claro que:

Bacharel (graduado em nível superior, para o exercício profissional na área de seus estudos) e O Licenciado (graduado em nível superior, cuja form ação é direcionada para o m agistério de 1a e 2° graus... (p. 26). (CARMO,

1988, p. 73).

D e s ta fo rm a e n te n d e - s e q u e os a c a d ê m ic o s de E d u c a ç ã o F ísic a d a U.S.P. d e v e ria m c u r s a r o B a c h a re la d o , pois a m a io ria dos in g re ss o s o p to u p o r n ã o t r a b a l h a r em esco la s.

No m esm o d o cu m en to citado acim a, p o ssib ilita que as Instituições de E n sin o S u p e rio r esco lh a m e definam o perfil p ro fissio n al do Licenciado ou B a c h a re l.

Mas, e s t a p r o p o s ta de B a c h a re la d o n ão s e r i a m a is u m a d a s p se u d o -so lu ç õ e s e n c o n tr a d a s p a r a ca m u flar o fra c a s so d a s lic e n c ia tu ra s?

Por que ao in v és de p r o p o re m a d ic o to m ia L ic e n c ia tu r a X

(19)

B a c h a re la d o , n ã o in v e stem esforços n a e lab o raçã o de u m p la n o c onjunto, c a p a z de u n i r e s te s u n iv e rs o s ? (CARMO, 1988, p. 74-75).

A in d a s e g u n d o CARMO,

O Bacharel em Química ou em Física é "preparado" para trabalharem laboratórios de pesquisa e na área de Educação Física, que trabalha com o hom em em movimento, e não com "vidros, tubos de ensaio,pipetas, ou verrificações eminentemente teóricas, comuns aos bacharéis em Química, Física e Biologia, esta diferença torna-se ainda mais evidente.

Quantos e quais são os centros de pesquisa existentes no Brasil que contratam "Bacharéis" em E ducação Física somente como pesquisadores? O que, em termos de conhecim ento, deveria estudar o Bacharel em Educação Física nas disciplinas de conteúdo — Basquete, voleibol, recreação, etc — que seria diferente para os Licenciados?

Em 1982, o objetivo do C u r s o de L ic e n c ia tu r a em E d u c a ç ã o F ísic a d a U .F .P r., era:

■ F o rm a r p r o fe s s o re s h a b ilita d o s em E d u c a ç ã o F ísic a p a r a o e n s in o p ré - e s c o la r e e n s in o de l 9 g ra u .

■ O L icenciado ta m b é m t e r á h a b ilita ç ã o p a r a c u r s o s de pós- g r a d u a ç ã o a nível de aperfeiçoam ento, especialização, técnica- d e s p o rtiv a e m e s tr a d o .

E n t e n d e u - s e pelo ú ltim o objetivo com o o L icenciado a p to a c u r s a r u m a p ó s - g r a d u a ç ã o , u m a e s p e c ia liz a ç ã o e f u t u r a m e n t e u m m e s tr a d o ou d o u to ra d o , c o n tu d o , n ã o h a b ilita d o a a t u a r com o d o ce n te em u m cu rso de p ó s-g ra d u a ç ã o ou até m esm o o u tro s níveis aperfeiçoados.

Em c o n t r a p a r t i d a os f o rm a n d o s de J u l h o de 1985 c o lo c a ra m à C o o rd e n a ç ã o u m a p r o p o s ta do que s e r ia m os objetivos do c u r s o de E d u c a ç ã o F ísica, são eles:

(20)

14

■ A te n d e r p r o fis s io n a is d e s tin a d o s a á r e a do 1- e 2 S g r a u s .

■ A te n d e r a s n e c e s s id a d e s do m e rc a d o de tr a b a l h o (clubes, a c a d e m ia s , etc.).

■ D u ra çã o de 8 períodos (4 anos), sendo oferecido em u m turno.

■ C o n h e c im e n to d a p a r te fo rm a tiv a do C u rs o p o r p a r te dos a l u n o s v e s tib u la n d o s .

C o m p a r a n d o os objetivos p r o p o s to s pelo C u r s o em 1982 e os objetivos p r o p o s to s pelos a c a d ê m ic o s em 1985, verifica -se q u e em 3 a n o s o c o rre u u m p r o c e s s o de m u d a n ç a . O b s e rv a -s e n a p r o p o s t a de 1982 q u e o p ro fe s s o r h a b ilita d o em E d u c a ç ã o F ís ic a p o d e ria a t u a r em p r é - e s c o la s e no e n s in o de l 9 g ra u , e o e n s in o de 2 9 g r a u n ã o a p a re c e como u m dos objetivos, m a s q u a n d o os a c a d ê m ic o s fizeram s u a s p r o p o s ta s , e s ta v a esp ecific ad o a h a b ilita ç ã o p a r a a t u a r no 2 9 g ra u .

O u tro fa to r a c ita r é a q u e s tã o de c o n s ta r a p e n a s o c o n h e c im e n to do s e r h u m a n o e técn ico no c u r ríc u lo de 1982.

E ste e n tã o v is a v a a p e n a s u m a c o n c e p ç ã o v o lta d a p a r a o a s p e c to biológico e de h a b ilid a d e s té c n ic a s do s e r h u m a n o s e m im p o r ta r- s e m u ito com o a s p e c to social e filosófico d a E d u c a ç ã o Física.

As m o d ific açõ e s foram o co rre n d o em u m e s p a ç o c u r to de tem po, s e n d o q u e em 1987 com a co n firm a ç ã o d a R e so lu ç ã o 3 / 8 7 - C .F.E., o processo d a formulação de u m novo currículo agora contendo o conhecimento d a so c ie d a d e e c o n h e c im e n to filosófico tem com o objetivo do cu rso :

Possibilitar a aquisição integrante de conhecim entos e técnicos que perm itam prioritariam ente uma atuação na área formal (pré-escolar, 1Q, 2a e 3Q graus).

O portunizar a aquisição de conhecim entos genéricos da área não-form al (academias, condomínios, etc.).

Desenvolver atitudes éticas reflexivas, críticas, inoxadoras e dem ocráticas.

(21)

Proporcionar a auto-realização do estudante, como pessoa e como profssional.

(R eform ulação do c u r r íc u lo Pleno do C u rs o de L ic e n c ia tu r a em E d u c a ç ã o Física).

Leva-se em c o n t a ta m b é m o Perfil do L icen ciad o q u e se ria m objetivos a s e re m a tin g id o s p o r e s t a lic e n c ia t u r a .

S e ria m eles:

Possuir uma visão am pla da realidade social, política, cultural e econômica do país, consciente das reais necessidades epossibilidades do cidadão e das características apresentadas pela sociedade, num sentido inovador, criador e democrático.

Ser profissional com visão pedagógica e científica, dominando instrumentos, métodos e técnicas que perm item desenvolver sua profissão, respondendo a situações concretas e gerais.

Ter condições de liderança e com portam ento ético que se ajuste à dinâm ica do processo de uma sociedade em perm anente transformação.

Ser um profissional eficiente no uso de seus conhecimentos, sendo capaz de id e ntifica r as necessidades regionais, refletindo de forma autônoma, p ro po n do m udanças.

(R efo rm u lação do c u rr íc u lo Pleno do C u r s o de L ic e n c ia tu r a em E d u c a ç ã o Física).

A p a r t i r d e s te c o n te x to e n t e n d e - s e a im p o r t â n c i a de e s tu d o s n e s t a á re a , p a r a q u e c a d a vez m a is h a j a u m d e s e n v o lv im e n to m a is c o n s c ie n te d a fo rm a ç ã o p ro fis s io n a l in d o de e n c o n tr o a s e x p e c ta tiv a s dos a c a d ê m ic o s e d a so c ie d a d e .

P a r a c o m e n ta r so b re a fo rm a ç ã o p r o fis s io n a l, h á q u e se fazer a lg u m a s colocações sobre a lg u n s fatores, que m a is afligem os acad êm ico s de E d u c a ç ã o Física.

Com a p ro x im id a d e do final do c u rs o , os a c a d ê m ic o s sofrem com u m a a n g ú s t i a p r o f u n d a , como o local de tr a b a lh o , p o s s ib ilid a d e s d a p ro fis sã o q u e com u m m e rc a d o com petitivo d im in u i a s o p o r tu n id a d e s de em prego, os b aix o s sa lá rio s, os c o n c u rs o s m a u e la b o ra d o s, m a tu ra ç ã o

(22)

p a r a a t u a ç ã o , m o tivação, se e s t á p r e p a r a d o de fo rm a c o n s c ie n te p a r a re a liz a r o p a p e l de e d u c a d o r, etc. E s te s sã o a lg u n s fa to re s q u e d u r a n t e e p r in c ip a lm e n te ao final do c u rs o os a c a d ê m ic o s se q u e s tio n a m .

PELLEGRINI (1988), coloca:

16

O problem a da form ação p rofissional é, portanto, bastante complexo, envolvendo o p ró p rio conceito de Educação Física, a questão do generalista-especialista, o corpo de conhecim ento que o profissional (ou profissionais) da atividade física deve possuir, as habilidades que deve dominar, etc. (p. 250).

Pode-se através d a visão de o u tro s a u to re s que o p ro b lem a d a form ação profissional de educação Física vai além d e s ta colocação feita acima:

A form ação dos profissionais de E ducação Física, a nível de graduação, até recentemente deteve-se exclusivamente ao curso de licenciatura, voltado para as escolas de 13 e 2a graus, porém em com pleta desarticulação com estes segmentos, privilegiando a formação esportiva mecanicista, abstrata, desvinvulada da realidade social concreta, identificada com os valores de esporte institucionalizados, levando, m uitas vezes, o aluno a graduar-se com um profissional tecnicam ente com petente sem estar, no entanto, com suas com petências política e social sequer despertadas.

(VIEIRA a pu d COSTA, 1988 p. 216).

S e g u n d o BETTI:

Valoriza-se (na form ação dada p elos cursos superiores aos professores de E ducação Física), excessivam ente a

técnica e tática esportivas, voltadas para a obtenção do m áxim o rendim ento, do mais alto, m ais rápido, mais forte, direcionando a capacitação do profissional para o esporte de alto nível. Todavia, pelo incipiente desenvolvim ento deste tipo de esporte no país, este profissional vê-se envolvido, no mais das vezes, na escola, p o r uma clientela que absolutam ente não está p re pa ra d a para re ce be r esta técnica e dela não precisa. (BETTI a p u d OLIVEIRA, 1988, p. 4).

(23)

E a colocação de OBERTEUFFER & ULRICH (1977) diz que:

A Educação Física tem sido p re jud ica d a pela avalancha de práticas, pou co ou nenhuma atenção tem sido dada á teoria e ao raciocínio. A história da E ducação Física está eivada de erros com etidos p o r aqueles que voltaram as costas ao desenvolvimento e ao progresso e se contentaram em fazer sem pre a mesma coisa, ano após ano, m eramente porque funcionava e era fácil. Idéias novas, alterações, raciocínios dinâm ico são a espinha dorsal de qualquer esfo rço e du ca cio na l. O q ue fo i b om ontem não é, necessariamente, bom hoje. Q ualquer disciplina deve m udar com os tempos, e à m edida que esta m utação ocorre, a forma de a g ir do educando será alterada.

“A través d e s ta s colocações o b se rv a m o s a d e c a d ê n c ia d a form ação p ro fis s io n a l d u r a n t e a n o s a fio . As c o n d iç õ e s d a d a s a o s a c a d ê m ic o s são m ín im a s , de fo rm a q u e n e m t r a b a l h a r no l 9 e 2 9 g r a u s serve, pois n ã o foi o rie n ta d o p a r a a fo rm a çã o de u m “p ro fis s io n a l c o m p e te n te , em te rm o s políticos, d id á tic o s, de p e s q u is a ..., com u m a visão e c o m p re e n sã o do h o m e m que se m o v im e n ta ao longo d a h i s t ó r i a e s u a s re la ç õ e s s o c ia is .” (MOREIRA, 1988, P. 272).

PELLEGRINI (1988) coloca,

A justificativa de que quanto mais am pla sua formação, m aior a p ro b a b ilid a d e de o bte r um em prego, q ualquer que seja, não é válida, pois leva à form ação de um profissional inseguro, incapaz e despreparado para s e r bom p ro fe s­

sor, ou um bom técnico a nível escolar ou de s e r um bom adm inistrador de um clube ou academia, (p. 253-254).

Na v e r d a d e os c u r s o s de fo rm a çã o te m q u e fo rn e c e r co n d içõ es ao p ro fis sio n a l, pois o m e rc a d o de tr a b a lh o e s t á em e x p a n s ã o e n ão p o d e m o s a p e n a s n o s d e te r n a á r e a e sco la r, m a s a s s i m como o m e rc a d o e x p a n d ir p a r a u m a á r e a n ão -fo rin a l (clubes, a c a d e m ia s , etc), p orém n u n c a d e ix a n d o de lado a á r e a form al, pois é e s s e o s e to r de objetivo d a L ic e n c ia tu r a em E d u c a ç ã o Física. (PELLEGRINI, 1988).

(24)

Mas o que não pode ocorrer é um currículo que fom eça conhecimentos n a á r e a form al e n ã o -fo rm a l e te rm o s u m p ro fis s io n a l q u e r e p r o d u z a o c o n h e c im e n to a d q u irid o se m p r o p o rc io n a r m eios p a r a q u e h a j a u m tr a n s f o r m a ç ã o dos c o n c e ito s d a E d u c a ç ã o F ísic a feitos p e la so c ied a d e.

CARMO diz que:

A formação depende muito das condições dos professores universitários e xercerem seu p a p e l, deve h aver um comprometimento em sua ação pedagógica com o conteúdo, m etodologia, relação entre professor-aluno, teoria-prática, ocorrendo desta forma uma integração da consciência e responsabilidade das pessoas envolvidas no processo da formação. (CARMO a p u d FREITAS, 1991).

No e n t a n t o se a fo rm a ç ã o o c o rre r de fo rm a a p o lític a , a c rític a , servilmente s u b m is s a e basicam ente técnica desportiva então a universidade fo rm o u m a is u m p ro fis s io n a l que n ã o te m e n e m p r e o c u p a - s e em ter, u m a c o n s c iê n c ia d a re a lid a d e em q u e a t u a , d a s c a r a c t e r í s t i c a s e n e c e s s id a d e s de s e u povo e de s u a fu n ç ã o e d u c a tiv a e social. (CARMO a p u d RUBINI, 1986, p. 26).

M u d a n ças concretas tam b ém não ocorrem a p e n a s com a elaboração de n ovos c u r r íc u lo s p a r a os c u r s o s de E d u c a ç ã o F ísica, n ã o é a p e n a s com o r e t i r a r ou colocar d is c ip lin a s que t r a n s f o r m a r ã o o a c a d ê m ic o em u m indivíduo, que te n h a atu a ç ã o in telectual p ro g re ssista e tran sfo rm ad o ra.

O corpo d o c e n te ta m b é m deve e s t a r in te g ra d o e c o n s c ie n te de s u a r e s p o n s a b ilid a d e no p a p e l d a fo rm a çã o do f u tu r o p ro fis sio n a l, p a r a q u e n ã o a c a r r e te a m á fo rm a çã o p ro fis sio n a l.

FREITAS (1991) diz:

Os acadêm icos ouvem sobre criticida d e e não têm chance de ser. Ouvem sobre autonomia e continuam sendo objetos de ação. Ouvem sobre criatividade e a aprendizagem consiste em ser de fora para dentro. Ouvem sobre consciência corporal e nada sabem sobre sua existência, (p. 11).

18

(25)

A in d a s e g u n d o FREITAS (1991):

0 acadêm ico absorve o discurso critico de forma superfi­

cial e não com preende sua apiicábiiidade, p ois ele não a vivenciou, continuando a adm inistrar seus conhecim entos mofados peio tempo, onde seus alunos se mostram distantes e inconform ados, diante de conhecim entos insignificantes.

Isto coloca estes acadêm icos, futuros profissionais, numa p osição de incoerência frente aos conservadores, e o seu discurso crítico passa a perder a ressonância e a credibilidade.

(p. 10).

A q u a lid a d e d a fo rm a çã o do p ro fis s io n a l de E d u c a ç ã o F ísic a n ão o c o r r e r á a p e n a s com u m novo c u r r íc u lo , m a s t a m b é m com p ro fis s io n a is com c o m p e tê n c ia a nível político, pedagógico e científico q u e lh es p e r m it a s e le c io n a r c o n te ú d o s r e a lm e n te r e le v a n te s p a r a a so c ied a d e, p o r q u e o que se b u s c a é a fo rm a çã o p ro fis s io n a l e n ã o a fo rm a ç ã o de a t le t a s .

Diz em PELLEGRINI (1988):

A educação física, com o profissão, deve se a poiar em profissionais que não possuem apenas a h abilidade de executar, mas a ca pa cid a de de p a s s a r essas habilidades a outras pessoas com o objetivo de levá-las ao pleno desenvolvim ento de suas ca pa cid a de s motoras, (p. 254).

S e g u n d o OLIVEIRA, citad o p o r RUBINI (1986), a n o s s a a tiv id a d e é e m in e n t e m e n te in te le c tu a l e n ã o física. O q u e d ev e m o s p r o c u r a r é a v e r d a d e ir a n a t u r e z a d a E d u c a ç ã o F ísica, a s u a e s s ê n c ia , (p. 34).

O p ro fis s io n a l de E d u c a ç ã o F ísic a p e r a n t e a s o c ie d a d e tem u m a lid e r a n ç a n a t u r a l e p o r isso deve se m p re e s t a r a t e n t o ao s e u p a p e l de a g e n te re n o v a d o r e t r a n s f o r m a d o r d a c o m u n id a d e , é d e s t a fo rm a que ele vai la p id a n d o u m a E d u c a ç ã o F ísic a c o m p ro m e tid a com a n e c e s s id a d e e a n s e io s d e s t a so c ie d a d e .

Em 1987, u m novo ru m o foi d ad o a fo rm a ç ã o p ro fis sio n a l, a

(26)

p a r t i r d a R e so lu ç ã o 0 0 3 / 8 7 os c u r r íc u lo s de E d u c a ç ã o F ísic a p o d e ria m se r modificados (reformulados) dando a chance d a formação de profissionais m a is c o m p e te n te s e c o n s c ie n te s de s e u p a p e l p e r a n t e a so c ie d a d e .

O q u e e s t á erri jogo n ã o é a titu la ç ã o do p ro fis s io n a l e sim s u a com petência profissional em função do com prom etim ento social. (MOREIRA,

1988, p. 263).

20

(27)

3 M E T O D O L O G IA

3.1 M É TO DO DE ABORDAGEM

U tilizo u -se o m é to d o in d u tiv o , o n d e a a n á lis e dos fe n ô m e n o s c a m in h a p a r a p la n o s m a is a b r a n g e n te s .

3.2 TÉCNICAS

A té c n ic a u tiliz a d a foi de o b s e rv a ç ã o d i r e t a e x te n s iv a , a tra v é s d a a p lic a ç ã o de u m q u e s tio n á r io c o n s titu íd o p o r p e r g u n t a s r e s p o n d id a s de fo rm a d e s c ritiv a , com a o r ie n ta ç ã o d a p e s q u is a d o r a .

O in s tru m e n to c o n tin h a in s tru ç õ e s prévias p a r a m e lh o r exclarecer o s e u p r e e n c h im e n to .

As r e s p o s t a s fo ra m s u b m e t i d a s ao p r o c e s s o de lis ta g e m p a r a u m a m e lh o r a n á lis e dos d a d o s .

3.3 ESTUDO PILOTO

P a r a c h e g a r ao in s t r u m e n t o final, h o u v e u m a a p lic a ç ã o n u m a a m o s tr a g e m in te n c io n a l s im ila r j u n t o aos a c a d ê m ic o s f o r m a n d o s d a U n iv e rsid a d e C a tó lic a do P a r a n á (P.U.C.).

E s t a a p lic a ç ã o foi re a liz a d a com 35 f o r m a n d o s d a P.U.C. com o intuito de validar o in s tru m e n to , nos asp e c to s objetividade e fidedignidade.

Após a n a l i s a r a s r e s p o s t a s , o q u e s tio n á r io foi s u b m e tid o a u m a a p re c ia ç ã o p o r p a r te dos p ro fe s s o r e s S o n h ild e E lse von d e r Ileide e C láu d io P o rtilh o M a rq u e s, no s e n tid o de v a lid a r o i n s t r u m e n t o .

(28)

3.4 A M O STRAG EM DEFINITIVA

A a p lic a ç ã o do i n s t r u m e n t o final foi r e a liz a d a com a c a d ê m ic o s fo rm a n d o s do C u rso de L ic e n c ia tu ra em E d u c a ç ã o F ísica d a U niversidade F ed eral do P a r a n á no ano de 1992.

C o n s id e r o u -s e o to ta l de 44 a c a d ê m ic o s d e n t r e 60 fo rm a n d o s lis ta d o s p e la C o o rd e n a ç ã o do C u rso de E d u c a ç ã o Física.

T o d a s a s r e s p o s t a s foram s u b m e t i d a s ao p r o c e s s o de listag e m p a r a u m a m e lh o r a n á lis e dos d a d o s .

22

(29)

4 R E S U L T A D O S E A N Á L IS E S D O S D A D O S

C o n s id e r a n d o - s e a s p e r g u n t a s , t e n t o u - s e a g r u p a r a s r e s p o s t a s s im ila re s , t r a n s f o r m a n d o - a s erri p e r c e n t u a i s q u e fo ra m r e f e re n c ia is de a n á lis e .

TABELA 1

PERGUNTA N9 1: A formação profissional recebida durante os 4 anos é suficiente para capacitá-lo à uma atuação no mercado de trabalho, ou você é de opinião que a prática profissional somada a um estudo de aperfeiçoamento vai capacitá-lo para um melhor desempenho?

Justifique.

RESPOSTAS N2 %

- Apenas a formação profissional não é suficiente, necessita-se da prática

profissional mais um estudo de aperfeiçoamento que irão capacitar. 35 79.5%

- Quanto a Educação Física Escolar sinto-me suficientemente capaz para

atuar. 01 2.3%

- Não responderam o que a questão pedia. 05 11.4%

- Não responderam 03 6.8%

TABELA 2

PERGUNTA NB 2: Como foi sua atuação acadêmica? Limitou-se a cumprir ofertadas, ou procurou ampliar seus estudos através de cursos, projetos, etc.

as disciplinas

RESPOSTAS N9 %

- Procuraram ampliar os estudos através de cursos, livros, projetos, etc... 35 79.5%

- Limitaram-se a cumprir as disciplinas. 05 11.4%

- Não responderam o que a questão pedia. 04 9.1%

O b s e rv a -s e n a T a b e la n 9 1 que 79 ,5 % r e s p o n d e r a m q u e a fo rm a ç ã o p r o fis s io n a l n ão é s u fic ie n te p a r a u m a a t u a ç ã o s e g u ra , ela

(30)

n e c e s s i t a de p r á t i c a e u m e s tu d o c o n tín u o d u r a n t e e a p ó s o c u r s o de E d u c a ç ã o F ísica, p a r a q u e d e s t a fo rm a h a j a u m a m e lh o r c a p a c ita ç ã o .

Na T a b e la n 9 2 te m -s e u m a g r a n d e c o in c id ê n c ia , o n d e o m e sm o p e r c e n t u a l de 79,5% r e s p o n d e u q u e p r o c u r a a m p lia r os e s t u d o s a tra v é s de c u r s o s , livros, p ro je to s , etc... Não se d e s e ja a f ir m a r q u e a s m e s m a s p e s s o a s q u e t e n h a m r e s p o n d id o a q u e s tã o n 9 1 s e ja m a s m e s m a s que r e s p o n d e r a m a q u e s tã o n 9 2, m a s é possív el in fe rir u m a re la ç ã o in d ir e ta de in te n ç õ e s e p r á tic a s .

24

T A B E L A 3

P E R G U N TA N2 3: Quando ingressou na faculdade, qual sua visão inicial (A) e final (B) quanto a:

A) N ÍV E L DE C O N S C IÊ N C IA (INICIAL):

R E S P O S T A S N2 %

- Estava consciente das responsabilidades. 30 68.2%

- Não tinha consciência, pois eram imaturos. 12 27.3%

- Não responderam o que a questão pedia. 02 4.5%

B) N ÍV E L DE C O N S C IÊ N C IA (FINAL):

R E S P O S T A S N2 %

- Estão consicentes do papel do professor de Educação Física na sociedade. 39 88.6%

- Não responderam o que a questão pedia. 04 9.1%

- Não responderam. 01 2.3%

A) E S C O LH A DO C U R S O (INICIAL):

R E S P O S T A S N2 %

- A escolha foi certa. 35 79.5%

- Não tinham certeza sobre a escolha. 05 11.4%

- Não responderam. 04 9.1%

B) E S C O LH A DO C U R S O (FINAL):

R E S P O S T A S N2 %

- A escolha foi certa. 39 88.6%

- Ainda sentem-se inseguros. 05 11.4%

A) M O TIV A Ç Ã O (INICIAL):

R E S P O S T A S N2 %

- Bastante motivados. 36 81.8%

- Não estava muito motivada. 01 2.3%

- Não responderam o que a questão pedia. 05 11.4%

- Não responderam. 02 4.5%

B) M O TIV A Ç Ã O (FINAL):

R E S P O S T A S N2 %

- Baixa motivação 29 65.9%

- Grande motivação. 04 9.1%

- Não responderam o que a questão pedia. 09 20.5%

- Não responderam. 02 4.5%

(31)

C onform e e s te s d a d o s (TABELA 3) o b s e rv o u -s e q u e ao in g r e s s a r n a U n iv e rsid a d e 6 8 ,0 % j á t i n h a m c o n s c iê n c ia d a s r e s p o n s a b i l i d a d e s do p ro fis s io n a l d a á r e a de E d u c a ç ã o Física, e 2 7 ,2 % n ã o p e n s a v a m que o p a p e l d e n t r o d a e sco la , a c a d e m ia , c lu b e s , etc, fo sse tã o im p o r ta n te . N o to u -se que ao final de 4 (quatro) a n o s , q u e o n ú m e r o de p e s s o a s que t o m a r a m c o n h e c im e n to d a im p o r tâ n c ia do p r o fis s io n a l d e s t a á r e a c r e s c e u p a r a 88,0% .

Levando em c o n t a o fa to r d a e s c o lh a do c u rs o , ao in ic ia r o c u rs o 7 9 ,5 % c o n c o rd a v a m q u e a e s c o lh a foi c o r r e ta e ao té rm in o 88,0%

p a s s a r a m a c o n c o r d a r que r e a lm e n te a e s c o lh a t i n h a sido c o rr e ta , c e rc a de 11,4% a i n d a e s tã o in s e g u r o s com re la ç ã o a e s te fato r.

N um e s tu d o m a is a m p lia d o so b re a q u e s tã o , os in d iv íd u o s que t r a n c a r a m o c u r s o , tr a n s f e r id o s , d e s is tir a m , fize ra m re o p ç ã o de c u rs o ta m b é m d ev e rã o s e r m otivo de a n á lis e .

Q u a n to ao a s p e c to m o tiv a ç ã o u m to ta l de 8 1 ,8 % r e s p o n d e u e s t a r b a s t a n t e m o tiv ad o ao in ic ia r o c u rs o , m a s n o final do c u r s o 65,9%

re s p o n d e u que e s tá b a s t a n t e desm otivado. A cred ita-se que e s ta te n d ê n c ia s e ja n a t u r a l , n a m e d id a que os a c a d ê m ic o s vão to m a n d o c o n h e c im e n to d a re a lid a d e i n t e r n a e e x te r n a d a U n iv e rsid a d e .

TABELA 4

PERGUNTA N9 4: Caso tenha atuado ou esteja atuando no mercado de trabalho, este acontecimento colabora em sua formação profissional ou, esta formação colabora para sua atuação no mercado de trabalho? Justifique.

RESPOSTAS N2 %

- 0 trabalho colabora na formação. 21 47.7%

- A formação colabora com a atuação no mercado de trabalho. 05 11.4%

- Colabora nos 2 sentidos. 09 20.5%

- Não responderam o que a questão pedia. 05 11.4%

- Não responderam. 04 9.1%

(32)

Na T a b e la 4, 47 .7 % r e s p o n d e u q u e o tr a b a lh o c o la b o ra n a fo rm a ç ã o p ro fis sio n a l, pois a p r á t i c a é u m a e x p e riê n c ia im p o r ta n te p a r a c o m p r e e n d e r e a p lic a r m e lh o r o que foi p a s s a d o em c o n h e c im e n to n a U n iv e rsid a d e . C o n tu d o , ao c o n s id e r a r de fo rm a in v e r s a e ta m b é m n o s dois s e n tid o s , o b s e rv a -s e -á u m r e c o n h e c im e n to d a n e c e s s id a d e d e s t a re la ç ã o te o ria -p r á tic a .

26

TABELA 5

PERGUNTA N8 5: No atual currículo, detalhe os fatores positivos que contribuíram para sua formação.

RESPOSTAS N9 %

- Matérias optativas. 08 18.1%

- Matérias que influenciarão na minha profissão.

(anatomia, cinesiologia, psicologia, didática, seminário de monografia). 04 9.0%

- As amizades 04 9.0%

- Professores que estimularam para o conhecimento. 07 15.9%

- As matérias da área biológica e da educação. 04 9.0%

- Cursos de extensão. 03 6.8%

- Tudo colaborou. 02 4.5%

- Desmembramento de algumas disciplinas. 02 4.5%

- Carga horária e disciplinas teóricas. 03 6.8%

- Visão mais ampla da Educação Física. 03 6.8%

- A abrangência das disciplinas. 02 4.5%

- A força de querer aprender. 02 4.5%

V ário s foram os f a to re s de c o n trib u iç ã o c ita d o s p a r a a fo rm ação p ro fis sio n a l, m a s os q u e d e s t a c a r a m - s e fo ra m a s m a t é r i a s o p ta tiv a s com 18.1% e os p r o fe s s o re s q u e e s tim u l a r a m p a r a o c o n h e c im e n to , com

15.9%.

(33)

TABELA 6

PERGUNTA N9 6: Detalhe os fatores que não contribuíram para sua formação.

RESPOSTAS %

- Professores descompromissados, desinteressados e incompetentes. 27 61.3%

- Carga horária elevada. 03 6.8%

- Disciplinas que servem apenas para encher o currículo, e não são

importantes para a formação. 15 34.0%

- Muitos conteúdos repetidos em disciplinas diferentes. 05 11.3%

- As optativas são mal distribuídas. 02 4.5%

- Tempo insuficiente para abordar alguns conteúdos. 02 4.5%

- Outros. 03 6.8%

NaTabela, 61.3% resp o n d e ra m que a incom petência dos professores e a f a lta de c o m p ro m isso e in te r e s s e p a r a com a fo rm a ç ã o do p ro fis sio n a l foi o fa to r q u e n ã o c o n tr ib u iu . C h e g o u -s e a n o m i n a r p ro f e s s o r e s que n ão te m r e s p o n s a b ilid a d e , t r a t a n t o os a c a d ê m ic o s com o m e ro s a l u n o s de 2- g r a u .

TABELA 7

PERGUNTA N9 7: A partir da resposta anterior, indique alguma alternativa para uma melhor formação profissional.

RESPOSTAS %

- Reformulação do currículo. 17 38.6%

- Professores mais atualizados e conscientes, principalmente os responsáveis

pelas optativas. 11 25.0%

- Um período só, aumentar um ano e promover uma especialização nos 2 últimos anos na área de interesse de cada um. (Licenciatura e/ou

Bacharelado). 08 18.8%

- Melhor situação de estágios com escola piloto na U.F.Pr. 06 13.6%

- Proporcionar 2 anos de fisiologia e anatomia, disciplinas de condicionamento

físico e fisioterapia. 04 9.0%

- Menos teoria e mais prática. 03 6.8%

- Unir algumas disciplinas como diagnose, teoria e filosofia com o propósito de

diminuir as cargas horárias destas disciplinas. 03 6.8%

- Melhor divisão do quadro de horários. 02 4.5%

- Trocar diagnose por sociologia aplicada a Educação Física. 01 2.2%

Ao in d ic a re m a lte rn a tiv a s (TABELA 7), in c lu ira m -s e a n e c e ss id a d e d a r e fo rm u la ç ã o c u r r i c u l a r e m e lh o r p o s t u r a p r o fis s io n a l d o s d o c e n te s .

Referências

Documentos relacionados

Não se encontrou associação entre o menor número de consultas ou início tardio do pré-natal e esses partos (resultado não mostrado) tal como foi encontrado por alguns estudos como o

broncoespasmo (contração dos brônquios que pode ocasionar chiado no peito), reações anafiláticas (reação alérgica), choque anafilático (reação alérgica grave) (vide item

Como são feitas as distribuições de tarefas no setor (inclusive processos administrativos), quais os critérios para equalizar o trabalho entre os

a data base e aos que vierem a ser admitidos durante a vigência da presente convenção, fica assegurado um salário de ingresso de R$ 390,00 (trezentos e noventa

Uma nação pode ser considerada grande, quando defende a liberdade, como fez Lincoln; quando promove uma cultura que permita às pessoas «sonhar» com plenos direitos para todos os

Devemos considerar o parâmetro desvalorização do remanescente, ou seja, o índice de desvalorização que o restante da área sofre (desconsiderando a área composta

Trox do Brasil - Difusão de Ar, Acústica, Filtragem, Ventilação Ltda Veco do Brasil Indústria e Comércio de Equipamentos Sociedade Ltda. Vetor Consultoria e Projetos de

Desde de 2009 que tem desenvolvido a sua carreira profissional como conservadora-restauradora de património imóvel, tendo desempenhado diversas funções dentro da área, tais como: