EXPEDIENTE
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^Publica o expediente do Governo Director — Dr J. Thiago da Fonseca Otrenle—J. Ferreira da Cunha
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RED4CÇÃ0, ADMINISTRAÇÃO E OfFICINAS
RUA JOÃO PINTO n. 16 Qig âaão
ASS1GNATUR.A9 CAPITAL
Anno . . .... 22JOOCJ
Semestre 12*000
INTERIOR E ESTADOS
Anno 24$0H0
Scmesite 13 $000
ESTRANGEIRO
Anno 355000
As asslgnaturaa e annuncioa são pagosadiantadamento Todos os negócios rei ativQ#
financeira d'0 DIA deveppr^ur tratado cora o Gerente.
Talaphona 28.—Calxi
ANNO XVII FLORI ANOPO LIS SABBADO, i(3 DE JUNHO DE 1917 SANTA CATHARINA r/
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O CASO DO «PASANÁi
O commandaníe Feixe
falia «A Tribuna»
S. S. não viu o submarino e não afirma a nacionalidade
do mesmo
«Eis como nos fallou o coinman*
dante Peixe, ao ser interpellado hoje por um dos nossos redactoies.
— Devo começar pedindo ao se- nhor para ser echo de rebatimento de algumas accusações que me têm sido feitas e que julgo injustas.
Nasci, é verdade, em Portugal.
Vim, porém, muito cedo para o Bra- zil, onde vivo ha mais de 20 annos.
Naturalisei-me brasileiro e o docu- mento de minha naturalisaçao está registrado em varias repartições pu- blicas, entre ellas a — apitania do Porto. Entrei muito moço no I ara, onde servi às firmas Armindo R.
da Fonseca e Secheiro Motta. No Para 'casei-me em 1903 com uma brasileira. Do Pará vim para o Rio.
onde me empreguei ha nove annos na Companhia Commercio e Nave- '
gacãó. , .
Nunca naufraguei. Ao contrario do que se disse e se escreveu, nun- ca naufraguei.
No Pará só «trabalhei nas casas acima citadas e na Companhia Com- j mercio e Navegação. A primeira
vez que naufraguei foi com o «Pa-'
ráná». ,
Entre a colonia allema nunca coii' toi inimigo algum, pelo contrario.
O melhor patrão que tive foi um al- lemão, o sr. Jí. Hintz, do Pará. para quem, como commandante de um navio da firma Armindo Pt. da Fon- seca viajei varias vezes e de quem, até hoje. sou amigo. Aqui no Rio mesmo., morei tros annos em uma pensão allemã, onde sempre fui bem tratado e onde só tenho amigos.
Não é, pois, como se disse — o com- mandante Peixe, inimigo inveterado j
dos allemães.
Feitas estas necessarias rectihca- çõés, cuja publicaçao muito agrade- ço, estou às suas ordens.
Que conta o commandante so- bre o desastre e que pensa V
Viajava ha quatro dias sob um temporal horrível. A's 20 horas do dia 3, julgava-me acobertado de qual quer perigo, pois sempre pensei que a entrada da Mancha fosse o único obstáculo para a navegaçao dos neutros.. Estava em frente de Cher- burgo, onde esperava o signal dos torpedeiros patrulhas para franque- ar me a entrada.
Não vi torpedeiro algum, lemen- do não haver logar para entrar, se- gui meu caminho para o I.lavre.com pequena força e muita cautela, quan- do tinha o pharol de Barfleur pelo travez saltei o rumo directo para o Havre e entreguei o quarto ao im- mediato. indo descançar um pouco.
Pelas 23 horas e meia fomos des- pertados pelo torpedo que alcançara o «Paraná». Não vi o submarino que nos torpediou. Vi apenas as lu*
zes branca e encarnada, signaes es- ses usados pelos submarinos alie- mães. Parte da tripulação, porém,
¦'s viu a silhueta do submarino, To- mamos os botes e no dia seguinte o paquete inglez «Rattey-Haed» re- colhia os tripulantes do bote 4, onde viajava o immediato e telegraphava para os torpedeiros, dando-lhes as cordenadas do local do torpedea-
mento. .
Depois das pesquisas dos torpe- deiros francezes é que fomos salvos e levados para a França.
—Não viu, então o submarino ?
—Não. Vi as cores das luzes, ape- nas. Nada posso dizer da sua nacio- nalidade, como não disse no inqüe- rito. Acredito que tenha sido um submarino allemão, não só por isso como porque factos como esse se repetem alli, quatro e cinco vezes por dia. No hotel, onde estavamos, todos os dias chegavam os tripu- lantes de quatro e cinco navios de todas as nacionalidades, alli torpe- deados. Até, num dia, só se salvou o artilheiro de um navio, de 27 tri- puiantes.
Factos como esse aqui se desço- nhecem e isso porque a censura nao de xa passar. Mas nunca pensei que o bloqueio allemão fosse tao eflici- ente, ao ponto de serem torpedea- dos navios neutros, nos portos da França e da Inglaterra-
O resto, o senhor já sabe.
Em Pariz, a imprensa local me offereceu um banquete. Nesse ban- quete, o ministro Olyntho de Maga- lhães fez-me uma saudação, que agradeci sem fallar na Allemanha.
Por toda a parte fui tratado com carinho. Na própria Hespanha, onde ha grande quantidade de allemaes, fui carinhosamente' recebido.
Sessão do Jury
Realisou-se hontem a primeira sessão do Jary «lesta Capitai, sendo submetti- do a julgamento o riu Manoel Fraucis- co Ferreira, accusacio de crime de mor- te na pessoa de José Ciur.
Este facto que se deu no anno pas- sado, só agora foi trazido á Jary, por | não ter tido o réu defensor em outras j sessões.
A sessão foi presidida pelo dr. Gomes |' »"» 1 i to da .omarc:
O COMMANDANTN PEIXE ESTA' DOENTE
No decorrer da conversa, aborda- rnos ao assumpto da sua nova vida.
—Este facto, disse o commarulan- te Peixe, transtornou toda a 'minha vida. de fôrma tal, que nao sei o que farei amanhã.-Por agora aguar- (ko e cumpro ordens da Companhia Com:
Ramagem, Juiz de Dirs
funccionando o promotor dr. Augusto | Lastosa Teixeira de Freitas.
O conselho de sentença foi constituído pelos seguintes jurado;: Joaquim ltr- tuliano Vieira. Eduardo Vieira, João Mo- ritz, Vi dal Dutra, Manoel Victorino dos I Santos, João Pedro ae Alcantarà e Firmi-1 no João RaíT.
A sessão foi aberta a i hora da-tarde. ! Procedida a leitura do processo pelo escrivão sr. coronel Campos Júnior, foi d,<da a palavra ao dr. Promotor Pa- blico que durante mais de uma hora promoveu a accusaçâo ao iéu..
depois n palavra o advogado Ivo d'Aquino, que deseu-
Operação de credito 0 rhesoufo do Estado tomou hon- tem rio Banco do Commercio de Porto Alegre, duas cam.biaes a 90 dias de vista, de £ 5.19Õ—18—4- e de .€ 3-.5S0 —3—-3, ein favor, respec- tivainente. de Eriangers. successo"
res de Emil Erlangers & Cia., e Dunn, Fischer ^Cia. banqueiros do Estado na praça de Londres.
Essas cambia.es, que importam em 156:000$Õ00, destinam-se ao pa- gamento de coupons da nossa divi- da externa.
0 Thesouro do Estado está egual- mente apparelh ido para fazer face ao pagamento dos juros da nossa divida interna. Sinão surgir algum imprevisto se realisarão nos primei- ròs dias do mez proximo dois sor- teios de apólices ao portador, do empréstimo ultimamente tomado, e outro, em determinada proporção, das apólices nominativas-
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uma ana- I üA baç.sd o
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v.ercio e Navegação. Estou do- i prisa0 ente, bem doente. Não sei si o Llovd |'
Teve do réo, dr
volveu a sua oração, fazendo
lvse minuciosa do processo e terminando | por pedir a absolvição do réo
na legitima defesa.
Houve replica e tréplica, extraordina- riamente animadas de parte a parte.
Reunido depois o conselho de senten- ça para o julgamento, só ás 6 horas da tarde foi dado o resultado.
O Jury negou a justificativa da legiti- ma defesa apresentada, ccndemnando o réo na pena mini ma dal 2' do
do Codigo
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Invento brasileiro
are 294 Perr.il. i -':o"é.¥se s annos de
.. n-e.- io com- o
art. 409 do mesmo Codigo foi conver- CíJii U1 a í
utilisará meus serviços 110 comman- i tida em sete annos de prisão simples, do de algum navio. Si for convida- i
do, agradecerei q, pretendo descan- j sar um pouco e me tratar. Minha
"familia
está agora em Portugal. Pre- tendia trazel-a para o Kio, mas, em vista disso, é possível que não a traga para cá.
No decorrer da conversa, o sr.
commandante Peixe, sem fallar po- sitivamente, demonstrou desejos de voltar para portugal.»
"írmo
8>K IiA€tES
Declarações que devem ser meditadas
A Tribuna do Rio, orgão sob a dire- cção do deputado paranaense dr. Luiz Bartholomeu escreveu estas palavrinhas de ouro :
"Ninguém ignora que não é só em Santa Catharina que o mal do anal- phabetismo ou da desnacionalisação se apresenta com aspectos alarmantes.
Outros Estados encontram-se em identi- ca situação. E' conhecida, por exem- pio, a opinião do dr. Enéas Marques dos Santos, diustre secretario do interior do Estado do Paraná, no sentido do Congresso legislar sobre esse assumpto e tomar as deliberações que os iuteres- ses naciouaes exigem
O dr. Enéas Marques dos Santos, observa, com razão que nem só o governo allemão subvenciona escolas no sul do Bra- sil. Oulros governos estrangeiros fazem o mesmo, o que aggrava o perigo que ago- ra se procura remover."
Vale a pena meditar sobre estas affir- mações.
O «record» do arroz
Segundo dados estatísticos, co- lhidos oílicialmente, o "record" do maior plantador de arroz no Rio Grande do Sul cabe ainda este anno ao sr. coronel Pedro Osorio, que só em uma das suas lavouras, 110 Re- tiro, colherá mais de 45 mil saccos
Ou sejam, a 7$000, o sacco 315 contos de reis de lucro !
O que já é uma bella fortuno.
Lages, a encantadora cidade serrana vem de dar, como as suas irmãs catha- rinenses, uma prova de seu patriotis mo, fundando uma sociedade de Tiro._
Já a 27 de Maio-teve logar o primei- ro exercício, ao qual compareceram 60 atiradores, cuja instrucção foi confiada aos srs. tenente Ferreira, da Força Pu- blica do Estado, Osny Lima, reservista do exercito e Luiz Arruda Carvalho, do Tiro 40 desta Capital, sob o commando do sr. tenente Diomedes de Souza.
Depois dos exercícios, a que assisti- ram o sr. coronel superintendente mu- nicipal, a directoria da sociedade egran- de massa popular, os jovens atiradores lageanos desfilaram em passeata pelas ruas da cidade ao toque de cometas e rufos de tímbores, despertando grande enthusiasmo pelo garbo com que mar- chavam os moços soldados.
Os exercicios continuarão regularmen- te aos domingos e quinta-feiras, até que seja nomeado pelo governo federal o novo ivntructor.
O «Dia» satisfaz-se em registrar essa prova do patriotismo da mocidade ser- rana,desejando ao Tiro de Lages as maio- res prosperidades.
INSTITUTO POLYTECHNICO Aulas de hoje :
Curso de Pharmacia: physica e chi- mica;
Curso de Odontologia: anatomia e histologia;
Curso de Commercio : geographia commercial e dactylographia;
Curso de Agrimensura: physica e chi- mica e desenho linear e de aquarella.
O sr. Antonio Tavares do Ama- ral, vice-consul da Republica de Poitu- gal, offereceu ao Curso de Commercio um mappa d'esse paiz.
FRITZ SORGE PHOTOGRAPHO
Execução perfeita e" moderna , 2Uà DEOÜORO N. 6
0 nosso serviço telegraphico já se occupou do processo de esterili- sação dó? cereaes que estava sendo empregado 110 Rio de Janeiro.
A' proposito, encontrámos num jornal carioca o seguinte:
•<B^stá sendo montado em São Pau- lo um apparelh o para a estèrilisação do milho, do arroz e do feijão, em grand'? escala, e que constitue um proveitosíssimo invento'. A invenção é do nosso patrício Sr. Manoel I^o pes de Oliveira Filho, chimico indus- trial, associado á Companhia Indus¦
trial Martins Barres. O apparelho é completamente- differente dos que até agora têm sido construídos e já íunccionou, a titulo de experiencia, cora optimos resultados. O conjun- cto ideado e construído sob a dire- eção do inventor, além de esterili- sar o genero em qualquer estado de deterioração ou quando ainda não atacado pelos insectos, separa,.por engenhosas combinações de venti- lação, as sementes estragadas, eli- mina o pó (escremento dos gorgu- lhos) do interior dos furos roidos pelos insectos e larvas, as pellicu- Ias e os insectos vivos e mortos, anniquilando as larvas e os ovos.
O principio empregado é o das alternativas de temperatura. E' a pri- meira vez jSque é .empregado e foi descoberto depois de longa serie de experiencias, durante cinco annos, applicãdos a culturas de todas as especies de insectos nocivos do nos- so paiz e da Europa, que destroem as leguminosas, os cereaes e os fa- rellos.
Tivemos occasião de ver os vários insectos, os camuchos (bruclus), os gorgulhos (calhandra), as borboletas (alucitae), e vários besouros (tene- brio), bem como um parasita des- ses insectos, uma pequena mosca (pteromaio), em todos os seus esta dos de desenvolvimento, desde o ovo até o de insecto perfeito.
O apparelho imaginado para a es- terelisação é muito simples, solido e occupa um espaço relativamente pequeno. Todo o cunjuncto é de madeira (peroba), sem cylindros ou caixas fechadas, com movimento mecânico para o aquecimento a alta temperatura. O genero move-se no interior pelo seu proprio peso. Este processo não altera as sementes em nada, mão destroe o seu poder ger- minativo, não sendo empregado ne- nhum ingrediente chimico. O feijão, por exemplo, que depois de esteri- Usado é separado pelo peso, cozi nha no tempo exigido pelos regula mentos dos generos alimentícios da .França, Inglaterra e Suissa.
O milho, já muito estragado e só aproveitável para a distillação, de- pois de passado por esse processo é bem acceito pelos animaes e dà um optimofubá, que não azeda, vis- to não conter detrictos de gorgu- lho e de lavras, prèstando-áe per- feitamente á fabricação do pão mix- to- . . , . .
Esterilisaeior Impírial, systema Lopes de Oliveira, resolveu o problema de conservação dos cereaes e das le- guminosas, vindo proporcionar ao commercio a vantagem de "poder garantir a entrega, no estrangeiro, de genero egual ao embarcado aqui, e á lavoura, principalmente; o novo apparelho vem prestar inestimável serviço.
Poucos conhecem a evolução dos insectos nocivos: um genero com bella apparencia tem no interior as larvas, que se desenvolvem rapida- mente, tornando-o imprestável, du- rante a curta estadia nos porões ou amontoados em armazéns.
A A Companhia Industrial Martin Barros está construindo typos do Esierilisador Imperial para diversas capacidades, desde 10 saccos por dia até 5 mil saccos, de 00 kilos, por dia.
O feijão brasileiro está ficando des- acreditado devido ao facto de che- gar á Europa e aos Eatados Uni- dos em péssimas condições, tanto pelo estrago dos insectos, como pe- io tratamento que dão a certas par--, tidas: torração, banho de vapor ou agua quente, alta temperatura em cylindros, processos esses que al- terarn a composição intima das se- mentes e causam a morte das lar- vas, no seu interior, onde apodre*
cem, contaminando as sementes sãs visto não serem separadas. O mi- lho, logo que os fretes marítimos baixarem, o que não tardará, devi' do á necessidade desse cereal na Euiopa, só poderá ser exportado depois de tratado pelo processo, que é baratissimo para grande es- cata, do Esierilisador Imperial.
O sr. Lopes de Oliveira Filho, que se acha actualmente nesta"capital, solicitou do presidente da Socieda- de Nacional de Agricultura a per- missão para fazer uma conferencia ná âéde dessa associação, sobre o palpitante assumpto.
Ahi o sr. Lopes exporá, com mi- nucia, o seu processo e apresenta- rà photographias e mostrará o re- sultado rie suas longas observa-
ções. ~ /
JOE COLLAÇO
Para a cidade de Tubarão, onde vae visitar seu pae sr. coronel João Collaço, que se acha ha dias grave- mente enfermo, seguio hontem á noite, no paquete "Anna",
o nosso presado collega Joé" Collaço, ofíi- ciai de gabinete do exmo. sr. dr. go- vernador do Estado.
O PLANALTO
Independente e noticioso, acaba de apparecer na futurosa cidade de Lages, um novo collega, que com o nome de
«Planalto», promette, «animado das me- lhores intenções, se bater por tudo quan- to possa interessar ao engrandecimento do paiz em geral e de Lages em parti- cular.»
Sem peias partidarias, portanto, em politica, em religião, a sua independen- cia será absoluta, mas seria e honesta, procurando, pela parte noticiosa, trazer os seus leitores ao corrente de todos os acontecimentos, quer tenham por scena- rio as partes mas afastadas do mundo, quer tenham caracter puramente local.
E' este, em resumo, o programma d'«0 Planalto», cujo apparecimento com prazer registramos e a cuja orientação desde já hypothecamos a nossasolidarie-' dade, desejando-lhe vida longa e pros- peta.
7
1
12) O DIA—Florianopolis, SaVbado, 16 'de Junho cie 1917
Farte Official
*"®Ch|BS
$HS»
SOVERNO DO ESTADO
Àctcs do Poder Executivo Especíiente do exmo. tr dr, Gover-
mador do Estado MEZ DE JUNHO
Dia 2
Decreto n. 1022 r
0 Coronel Felippe SchmiJt, Governador do Es- tado do Santa Catharma, no ueo de Euas attri- byições e considerando que foi d<»Dnnciado pelo Estado do Paraná, o convênio celebrado em 15 do Abril de 1916, entre este e aqnelle Estado, pa- ra a cobrança em ouro do imposto sobre a expor- ta«,'ão de herva matte canchtada, denuncia essa íeita corn antpoedenoia de trinta dias, de accordo
«oiü a clausula VI do dito convênio, DECRETA :
Art. 1" De 1' de Julho proximo futuro ero dian- te, o :«iposto sobre a exportação de herva matte são beneficiada (cancbeada), passará a ser cobra- na em papel e de accordo com a tabeüa n. 1, an- nexa ;í loi orçamentaria em vigor.
Art. 2" Da referida data em diante, fica sem eífeito o convênio assignado em 15 do Abril de 191G pelos Estados do Santa Catharina e Paraná,
¦e revogado o decreto n. 933, também de 15 de Abni do mesmo anno.
Pí.!acio do
Junho do 1917.Governo, em Florianopolis, 2 de Felippe Schmidt Fulvio C. Aàucci Dia 4
Resolução r. 846.
O Governador do Estado de Santa Caiharira, no xiso das suas attiibuições, resolve nomear Isaura Daurade VargaF, que se mostrou habilitada perante a Directoria da Instiucção Publica, para o earço de professora provisoiia da escola mixta do legar Bom Retiro, no rminicipio de Lages, com os vencimentos annuaes de novecentos e ses- senta mil réis (96o$ooe).
Palacio do Governo em Florianopolis, 4 de Junho de 1917.
Felippe Schmidt Fulvio C. Aducci Dia 5
Resoluc&o n. &47
O Coronel Felippe Schmidt, Governador do Es- fado de Santa Catbarina, no uso das Euas attii- iraiçõeB, resolve coij;ií}erar sem íf/çito a notüea-
^ão de Abílio Avelino Frederico Gomea para os
<;ar>.'0B de proiessor provir-orio do Grupo Escolar 'Jeronymo
Coelho e Escola Çompl&roííEÍar ãúnexâ.
por não ter assumido o exercício dentro do prazo legal, bem como nomear professor de 2" classe do xejferido grupo o noimalista Hercilio Zirnmer- mann. com os vencimentos annuaes do um con- to e oitocentos mil réis (1.8oo$ooo), marcados era Lei.
Palacio do Governo, em Florianopolis, 5 de Junho de 1917.
Felippe Schmidt Fulvio C. Aducci Ao sK capitão de coiveta e do Porto, Octacilio
Sosa. \
N. 6S. Agradecendo a eommunicação de haver omesmo. de ordem do Sr. Ministro da Marinha
•tomado posse do vapor allemilo «Pontos», sendo
¦jo mesmo entregue á Empreza Lloyd Brazileiro, depois de ser-lhe hasteado o Pavilhão Nacional.
<9 —
Expediente do sr. dr Secretario Geral dos Negocios do Es-
tado MEZ DE JUNHO
despachados
Ao meRmo :
N. 2973. Mandando pagar ao gerente do jornal
*0 Dia», a quantia de 3c$ooo de impressão feita para esta -ecretaria.
Ao mesmo
N. 2976. Mandando pagar a Yictorio Bressanel li. a quantia de 2:959$251, pelo fornecimento feito aos presos pobres da cadeia publica da Capital, du
rante Maio findo.
Ao mesmo.
N. 2977. Providenciando sobre a cobrança pela Collectcria de Tubarão, do diversas dividas por venda ce terras.
Ao mesmo :
N.2981, Mandando pagar a Paschoal Simono k Filhos, a quantia de 114$2oo, de fornecimento de objectos cie expediente a Chefatura de Policia Gabinete de Identificação.
Ao mesmo :
N\ 2982. Mandando pagar ao Superintendente Municipal de Tijucas a quantia de 3ol$o5o, pro- veniente da folha dos trabalhadores empregados nos concertos da estrada de Tijucas a NovaTren- to e relativa a Maio findo.
Ao dr. Chefe de Policia do Estado.
N.^2966. Communicando oacto coutido na Re- solução n. S34, de 2 do corrente.
Ao commandante da Força Publica do Eátndo.
N. 2975. Remettendo o resultado do concurso realizado peranío o òr. Chefe de Policia para of- ficiaes desfa Fcrça.
Requerimentos despachados Dia 5
Irancisco Adão "Weber.
Informe a Directoria de Terras, Viação e Obras Publicas.
João Cfjrj-sostcmo Paiva, porteiro da Bibliothe- ca Publica. Ao sr. Bibliothecario da Biblicthann I ubhca para iirformar.
Barão Fernando von Drufus. Informe o The- SOUTO.
Jotó Gocçalves dos Santos Silva, promotor pu- bl;co de Tijucas. Informe a Directoria do Interior
O mesmo. Idem.
Jorge Carmin. Informe n Thesouro.
Franz Nicodemns, A' vista da informação,
deferido. ín-
OFFICIOS Ao Thesouro:
N. 2984, Remettendo as bases dum contracto a ser celebrado com Henrique Felippe para cons- trucção de uma estrada de cargueiros entre o Rio S. Bento e o Riacho.
Ao mesmo :
Requerimentos Dia 4
Cornelio Evangelista de Queiroz, juiz de di- rreito de Biguassú. Deferido de accordo com a in- íormação do Thesouro.
Ildefenso Juvenal da Silva. A' vista das infor- mações,indeferido.
Orestes Galdino do Araújo, adjuneto do Pro- motor Publico de Araranguá informe a Direetoria de Terras, Viação e Obras Publicas.
Ludovina Maria Savedra. Informe o engenheiro encarregado das Obras dos Exgottos.
Juvencio Martins Laux, professor publico. In- forme a Directoria da Instrucção.
OFFICIOS Ao Thesouro :
Ni 2965. Mandando esfregar ao sr. Antonio Gonçalves dos Santos Silva, zelador da Estrada de Biguassíi, a quantia de 202$6oo, para pagamento aos trabalhadores empregados no serviço da mes- sna estrada.
Ao mesmo :
N. 2971. Mandando pagar ao respectivo carce- jeito, a quantia de 2o7$7oo, pela alimentação for- tecida aos presos pobres da cadeia publica de São .José, durante Maio findo. '
Ao mesmo :
2972. Mandando pagar a Carl Hoepcke & Comp.
a quantia de 123$5co, pelo fornecimento feito jpara o Palacio do Governo.
r. N' 2!oi?831!111d0' W a Carl Hoepcke &
Lomp.. _39f9oo, de fornecimentos feitos para o Quartel da Força Publica e ao automovel do Esta- do.
Ao mesmo :
N, 2983. Mandando pagar ao Superintendente Municipal de S. José, a quantia de 75o$coo, cela conservação da estrada do Estreito a Lages, e'rO' lativa acs mezes de Janeiro a Maio do corrente nino, .
Ao mesmo :
N. 2987. Mandando pagar ao dr. Cornelio Ev.m gelista de Queiroz, juiz do direito da comarca de Biguaesú. a gnactia de 131$o5o, como sjuda de custo per ter funccionado no Superior Tribunal de Juc-tiça.
Ao mesmo :
N. 2991 Mandando entregar ao Inspecter Geral do Ensino, a quantia de 184$ooo, para as despe- zas autorisadas com melhoramentos feitos no pa- teo do edifício das Escolas Reunidas de Brusque.
Ao mesmo :
N. 299o. Mandando papan por intermedio do Lar.co do Ccimmercio de Porto Alegre, a Carlos í Renaux. de Brusque, a quantia de 451$loo, pelo I panno kaki adquirido para a Força Publíoâ do .bstado,
N. 2985. Deu-se sciencia ao inferes- sado.
Ao mesmo:
N. 2992. Fazendo um additamento ao officio n. 2olõ.
Ao mesmo :
N. 2993. Remettendo copia do Decreto n. lo22, de á do corrente.
Ao mesmo :
N. 2994. Mandando^pagar a Cunha k Wendhau- sen, a quantia de loo$7oo, de passagens concedi- das por conta tio Estado, durante os mezos de Marco a Maio do corrente anno,
Ao sr. Director do Instrucção Publica.
N. 2989. Mandando autorisar o director da Es- cola Complementar da Laguna, a contractar o sr. Heitor Ulysséa. para leccionar na mesma bb- cola, de accordo com as bases juntas.
Requerimentos despachados
DESTERRO
[Nas Para Laercio Caldeira
Desterro 6 o poema de pedra da tranquiliidade...
Nos lentos crepusculos de Ago- nias cinzentas, parece um lavôr an tigo num retábulo de opálal...
E, sobre a sombra do céu, a sua sombra nas aguas, recorda um írês- co flamengo num muro de porcela- na...
Ao longo do seu cães onde os saveiros, inquietos, supplicando bo- nança, erguem para Deus os braços vincados pelos driças, a tristeza da Penumbra e da Humidade estira-se
—como um grande gemido de Me- lancholia...
Desterro tem a expressão de San- ta Thereza de Jesus !...
Pelas manhãs engessadas do In- verno, quando as brumas encanés- cem as Horas e fazem pensar na doçura sem orlas da Renuncia, ella ensimesma-se num Sonho de vitral e íica absorta,;de joelhos, enevoa- damente a relembrar...
Então, para alegral-a, as marêtas ondulam em versos de guipura, ao rvthmo do vento, as Canções que vieram rimando do mar alto!...
E as muzicas dos sinos evadem- se dos cárceres de bronze, e palpi- tam entre as neblinas, e elargem-se vibrantes, sobre os telhados e so- bre a payzagem, em grandes ency- clias brancas e sonoras...
No entanto é vã essa alegria das aguas e das torres...
Desterro, £ a Tristeza que parou a beira do mar !...
Do Mar sempre ennamorado da sua Sombra... vaga... contemplati- ya,.. feita das sete côres da Saúda- de...'
(Do Cin%a c Bruma)
Othon d'Eça TIRO 40
A esforçada Directoria do pátrio- tico 'erreno Tiro 40 pretende adquirir um para nelle installar a sua inha de tiro.
Pelo sr. dr. Secretario Geral fo- os seguintes re-
José Ruhiand
PHOTO GRAPH O Os melhores retratos só neste
ATELIER
Rua Conselheiro Mafra 120-Tel. 138
DIVERSAS Acompanhado de sna exma. familia, seguio homem, uo paqupte «Anna», o sr.
dr. Joaquim David Ferre i.a Lima, digno inspector de tfygiene do Estado, que se dest:na ao Tubarão.
Para Tubarão, onde reside, seguio homem, á noite,pelo «Anna»,o sr. major José Monteiro Cabral, que ha dias se acha nesta capital, de visita a seus pa- rentes.
A Directoria Gorai dos Telegraphos communi- oou ao dr. chefe do Disfricto destü Estado <iue fo- rum encaminhados ao M.nsterioda Viação e Obras Publicas, para os respectivos pagamentos pela Thesouro Naciona ,so processos de gratificações ad- dicioiiaos, em exorcicios íindos, dos seguintes fuuc- cionanos com exeroioio neste Districto: Inspector do ;> classe, Alexandre Josó Gonçalves, tolegra*
phistas do 2" João Gualborto da Silva o Manoel Amaucio de Souza, telegraphisUs de 3* classe João da Matta Pires Gomei e Ataliba Goulart Kolin. e do guarda fio diarista Leoncio Machado. * *
£ Para nttonder ao pagamento da gratificação relativa ao periodo de 1" de Fovereiru a 3ljde Dezembro do corrente anno. que compete ao che- fede culturacontractado Joso Caruso Macdonal- di, foi concedido o credito do 2-.7õOíOOO á Dele-1 gacia Fiscal neste Estado. | A oollectoria Federal de Curitybanos, romettou a Delegacia Fiscal a quantia de 425.44G proveni- ente do saldo do mez de Maio tiudo,
A collectoria Lederal da cidade de Lage?, roraet- teu á Delegacia Fiscal a quantia de G5G$õ58 do suldo do mcz do Maio lindo.
ram despachados querimentos:
Amélia Anna C. da Costa. Infor- me o encarregado das Obras de Es- gotos.
souronCÍSC°
Zimdar£'In,orme 0Thc" illustre'magtstrado!
Aprigio Gomes. Informe a Dire- ctoria do Interior.
André Wendhausen & Cia. Infor- me o engenheiro encarregado das obras de esgotos.
Jorge Knoll. Informe a Directoria do Interior.
Adherbal Alegria. Informe o The- souro.
FOLHETO
2$000 o exemplar
Continuação dos subscriptores para a publicação, em folheto, dos discursos pronunciados no Asvlo Irmão Joaquim, por occasião do Na- ta1. dos Pobres, ali realisado, em 1915 e 1916 :
Edmundo Ramos, 1 exemplar:
José Monteiro Cabral, 10;"Otto Ebeh 1; Leopoldo Carvalho, 1; Frederico Rctguse, 1; alíeres Antonio Francis- co Coelho, 1.
Está nesta capital o sr. dr. Pedro Silva, integro juiz de direito da co- marca de Blumenau.
"O Dia" apresenta saudações ao
Lemos no nosso collega «Planalto», de Lages, que já foi iniciada pelos agri- cultores d'aquelle adeantado municipiô a colheita do milho, que pelas informa- ções colhidas, será enorme.
Com a insignificante idade de 105 an- nos, falleceu a 23 de Maio ultimo, em um dos suburbios da cidade de Lages, d. Maria Medeira, natural deste Estado, nascida sob o clima da região serrana Por conta da verba 17' Munições deboccci — Pessoal— Ilações, do orçamento do corrente anno, do Ministério da Marinha, foi concedido o credito de 600$000 á Delegacia Fiscal, para atten- der ao pagamento de agua potável para o destroyer
«Alagoas* e embarcações da Capitania do Porto.
Fistulas, feridas de mau caracter, enra rapida com o poderoso depurativo *Elixir de Noguoira».
Vende-se em todas as pharmacias.
0 capitão tenente honorário Carlos Moreira de Abreu, foi nomeado para exercer o cargo de dole- gado dc capitão do porto jdeste Estado, em Ita- jáhy.
Por ter praticado desordens, foi preso e reco- Ihido au xadrez da Chefatura de Policia c indivi- duo João Gustavo.
Vindo do Estado do Rio Grande do Sul chegou a 10 do corrente ao Contestado o 23 batalhão de Caçadores,
A estação telegraphica desta Capital recolheu hontem aos cofres da Delegacia Fiscal a quantia de 15:714$8dO.
A Repartição tio Povoamento do Solo, recolheu .10utom aos cofros da Delegacia Fiscal a ouantia de 3:247.-5604.
Pela Directoria Geral dos Talegraphos, foi com- municado ao Districto desto Estado que, em vir- tude das circumstancias actuaes, o governo resol- veu fazer itzo da faculdade quo lhe confero o ar- tltío ia do Regulamento da Repartição Geral dos Tolographos, estabelecendo as restricçues seguintes para o serviço do interior: telegrammas em lin- guagom clara, só p oderão ser redigidos em portu- guez, francez, iuglez. hespanhol o italiano; tolo- grammas cifrados sò serão aceitos si forem ema- uados de representantes dos poderes públicos fe- deras e estadoaes: e telegrammas em eodigos, sò serão acceitos si forem omanados daquelles po- deres ou de estabelecimentos o emprezas commer- ciaes e industriaea, mediante apresentação de codi- go. Oa codjgos autoiisadns são os seguintes: A. B.
C. 5" edição; Seott, 10 edição; Liober ou Western Union Cod; Bentiey «S. Complete» phase Code (não iiicluindo os supprimentos referentes a minas oIeos( Broomhalh Imporial Combination Code;
Meyer Atlantic Conton Cod Az. Ribeiro, Rivcrsi- de, 5" edição.
No requerimento em que o tolegraphista de 5"
classe João Cândido Goss, auxiliar da Estação de Lages, pedia ao Director Geral dos Telegraphos, augmeuto do sua diaria, aquella autoridade deu o seguinte despacho: «Aguarde oppoitunidade».
Esteve bastante concorrida a missa celebrada hentem, ás 8 hora?, na Cathedral, por alma do nosso saudoso- conterrâneo lc tenente Rodolpho Schmidt.
 convite do sr. coronol Benjamin Vioira, esforçado Superintendente de Camboriú, onde vae montar um gabinete typographico, segue amanhã para aquella villa o sr. Iziduro de Oliveira, hábil conhecedor das artes graphicas.
0 sr. Izidóro de Oliveira encarrcgar-se-á da publicação do nosso apreciado collega «O Intran- sigente*, orgão do partido ropublicauo local.
Tomem o « Vinho Creosotado» do Pharmaceu- tico-Chimico Silveira-Os tuberculosos uzando-o encontrarão allivio.
Notag Religiosas
O MEZ DE JUNHO O Sagrado Coração de Jesus mez de Junho é dedicado ao Sagrado Cora-
ção de Jesus. v
E' tão sublimo esta devoção, fala tão exponta- neamente ao coração de todos os catholicos, ó íãc patente a sua conveniência e necessidade na li- turgia da Egreja, que rocouimendal-a seria des- necessário. Tal o amor inato uo coração de todos os fieis para com o Amor que por nós se immo - lou ate o sacrilicio.
Aproveitemos, pois, os dias de Junho, para tri- butarmos ao Coração divino de Jesus um cultc
Í8 ?êÇo.0 ds ***<>
A Egreja Catholica para ostimular os seus fi- lhos a pratica piõdosa da devoção ao Coração de Jesus no mez de Junho, tem-n'a cumulado de in.
diligencias extraordinarias.
Pie IX concedeu a todos os fiéis, que no mez de Junho, publica ou privadamente, com o Co- raçao contricto, façam alguma oração ou actos T^°L0S T ?m au Sagra'io CoraV'~io - inclui, ffencia, de sete annos uma vez ao dia; indul- gencia plenana em um uia á escolher, do dito mez, quando verjadeiramonte contrictoa, confes- sados e confortados pela Eucharistia, visitarem qualquer egreja ou oratorio publico, orando se- gando a intenção do Papa.
io X concedeu a todas as pessoas que premo- vem o exercício do mez de Junho 500 dia-, dt>
indulgência por cada obra boa com o lim de pro- pagar ou fazer melhor tal exercício e indulgência plenana, para taes pessoas, por cada commuulião feita em dias desto mez.
Todas ostas indulgências são applicaveis ás a!- mas do I urgatorio.
A Consagração ao Divino Coração de Jesus
Approvada e prescripta por Leão XIII, oonfor- me desejo doi^. Padre Pio X. de S. M., devo ser renovada cada anuo no dia da festa do Sagrado Coração, com o Santíssimo exposto e apús as la*
dainhas do Coração do Jesus.
Os fiéis quo assistirem a esto acto com as de • vidas disposições o orarem segundo a intenção dc Summo Pontiiice, ganham a indulgência de sete aimc3 e sete quarentenas c indulgência plenaria se se tiverem confessado o se appro- ximarom da'Eucharistia.
Asylo de Orphãos
Amanhã será exposto solemnemeute o Santis-»
simo Sacramento, das 8 ás 18 horas> para adora-»
ção dos lióis, veriíicando-se o encerramento de- pois do3 aotos-consagrado8 ao Sagrado Coração de Jesus.
Todos os actos serão abrilhantados pelo còrc da Capella -'Santa Cecília».
Dr. Ivo d'4quino Advogado RUA BOCAYUVA 14
Nas doenças pulmonares a «Emulsão de Scott»
ó muito recommendaJa. contos do attestados o provam. Attebto que tenho ompregado em minha clinica com giande proveito nas affecçries pulmo- naros, o na convalescença das moléstias graves a Emulsão do Scott>, o que affirmo o juro na fo do meu grau.
DR. JDLIO PEREIRA LEITE.
Cachoeira do Itapimirim.
Os fardamentos para as !i~
nhas de tiro
O marechal ministro da Guerra lavrou o se- guinte aviso:
«Sr. director da Administração da Guerra- De- claro-vos que fica a Intendencia da Guerra auto- risada a fornecer ás sociedades de tiro, mediante prévio pagamento, os uniformes do brim kaki da seus associados. Sando e fraternidade. Josó Cae- tano de Faria-'.
Damos a seguir a tabella dos preços dos farda- mentos acima:
Túnica de brim kaki 7.669 rs.
Calça * « 5.977 re.
Tunico de llanella kaki 12.900 rs.
Calça « « 8.600 rs.
INFERIORES Calça do brim kaki 6.327 rs.
Túnica de « «_ 11.457 rs.
Calça de llanella «" 14,910 rs.
Túnicas do « 20.170 ís 1"" SARGENTOS Calça do llanella kaki 9.232 rs.
Túnica « « « 14.328 rs.
Divisas do panno com fundo kaki para lo?,.
sargentos 748 « Para 2ob. •< 698 «
« 3 os. 648 -<
« cabos 455 «
« Anspeçadas 40-1 «
Com os actuaes preços do Exercito os socios ds linhas de tiro são uniformisaias pela 3° parte do preço de antigamente, que os sirgueiros elevavam a 35.080 rs. quando hoje custam apenas 13.646 rs.
Duas aguias
Manteiga pura de crême de leite, A meíbar manteiga
r As tão mortificantes enxaquecas, também nos manteem sempre de muito mau humor.
Taes incommodos teern geralmente por causa a má digestãó. Tomem re- gularmente as y
Pílulas de
Reuter e ferminar-se-bão as enxaquecas recuperando-se o bom humor.
O DIA—Florlanopolis, Sabbailo, 16 cie Junho cie 1917 13)
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ii tosh ill!
Um prédio em construcção desaba
sepultando meia centena
de operários
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AS PROVIDENCIAS OU POLICIA. BOMBEIROS, L1GHT E LIMPEZA PUBLICA
O Prefeito, em pessoa, dirige o serviço (Da Tribuna, de 7 do corrente)
A's 7 s/a horas da manhã, de hoje, quem estava na praça Tiradentes ouviu um grande estalo, seguindo-se a elle um grande íragcr surdo, e uma nuvem formidável de pó caracolando pelo ar.
Gritos lancinantes, ataques, povo a correr vertiginosamente pela rua. Era o prédio em construcção á rua da Ca- xioca, effquina da rua Silva Jardim, que xuia, sepultando soo o peso dos seus cinco andares, meia centena de homens que alli trabalhavam.
O local apresentava um aspecto deso- lador. Sob o peso das grossas vigas, os feridos soltavam gritos lancinantes. Os fios da rêde aérea da Light, arrebenta- dos, caracobram, soltandochammas.
O povo avança para os escombros, at- frontando os perigos e começa a remo- ver o entulho.
Emquanto isso, o fiscal Carneiro, da Guarda Civil, sahe á procura de um te- lephons proximo e faz as communica*
•ções.
O PRÉDIO
O prédio que desabou estava em con- ítrucção sob a direcção tecbriica dos con- structores Januzzi & Filhos. Media cer- ca de 2o metros de testada pela rua da Carioca e estendia-se pela rua Silva Jar- dim até o becco da Carioca. Elevava-se já a cinco andares. Era de construcção de pedra e cal, intercalada de vigas de aço de 50, e de propriedade dos srs. Ma- galhães Machado & C., estabelecidos com casa de moveis á rua dos Andra- das.
Os operários, ao que ouvimos no 10- cal, trabalhavam na construcção dia e noite, ininterruptamente.
tras obras que avançam para a padiola abraçando o corpo assim mesmo cheio de sangue, todo esmagado.
PROCURANDO OS SEUS No momento em que se executava a remoção dos mortos, era grande já o numero de curiosos que alli se achavam e que chegavam a cada instante. Entre esses havia pessoas das iamilias das vi- ctimas de tão lamentavel desastre, veri
Tolüol Soei
TOSSES, BRONCHITES, INFLUENZA EM 48 HORAS
Deposito: CARL HOi£PCK.E. ^5» C» FLORIANÓPOLIS
A CAUSA
A construcção do prédio estava sendo ffeita criminosamente, sem a menor ob- servancia dos picccitos dn tcchoica dc
•construcções.
O proprio traço da argamassa dos ali- cerces não contém a minima quantida-
•de de cimento. Alem disso, a maior par- te do material empregado na constru- cção é usado e, portanto, depreciado em seus coefficientes de resistencia. Os ope- xaxios trabalhavam dia e noite nessa obra, sem luz, pob a direcção de Nico- 3a Tambour.
Hoje, pela manhã, operários da obra içnvam uma viga de 50 kilos para o 5?
andar quando ao chegar em cima quasi, o estropo partiu-se, a viga comprimiu .sobre a parede lateral direita.
Esta não estando em condições de se gurança, ao soffrer o recalcameuto da aresta extrema, desamarrou. Houve desiquüibrio do systema de forças que punham o conjuncto em equilíbrio rudo ruiu quasi a um tempo.
Ao que sabemos ainda, o projecto de construcção desse prédio foi impugna- ido pelo dt. Miranda Ribeiro, engenhei- ro de obras da Prefeitura daquelle dis- tricto, por não offerecer segurança.
O dr. Cupertino Durão, porém, que, como director de obras tem levado a sua teimosia ao extremo, pulando por rima do seu auxiliar, autorisou a con- stiucção, assim mesmo defeituosa e fa- lha.
A POLICIA
Immediatamente compareceu ao local o. commissario Mario* do 4? districto, que estabeleceu um cordão de isolamen- S°Com
o sommissario Mario chegou também a f0 turma de Bombeiros. Os valentes soldados, empunhando picare-
tas e pás, entraram logc-a trabalhar.
O PRIMEIRO CADAVER O primeiro cadaver retirado pelos Bombeiros foi o de um menino^ caixei- Tia de uma casa commercial.
E se menino passava pela rua da Ca- rioca com um tnboleiro de compras na cabeça, quando foi apanhado pelo entu- lho, ficando logo sepultado.
O seu cadaver foi removido para o necroterio da policia.
A ASSISTÊNCIA
Da Assistência Municipal chcgaram logo quatro ambulancias, com todo o material. Os médicos, incansaveis, como sempre, entraram a cuidar dos feridos que iam sendo retirados pelos Bombei- ros e pelo povo.
O TRAFEGO E' SUSPENSO O dr. Osorio de Almeida, logo que chegou ao local determino^ que se fi- zesse o trafego dos bons pela rua 7 de setembro, afim de facilitar o trabalho dos bombeiros.
Em seguida, s. s. determinou fos- sem intimados os constrnctores Jan- nuzzi <fc Filhos, o proprietário do prédio em construcção e testemunhas de vista.
Essas pessoas deverão depor no inque- rito aberto na delegacia do 4? districto.
.OS BOMBEIROS
Ao local compareceu o resto do pes- soai de folga no Corpo de Bombeiros, com todo o material e chefiados pelo proprio commandante Affonso Monteiro, que assumiu a direcção-techuica dos tra balhos de remoção do entulho e dos
mortos e feridos.
UM FERIDO E OUTRO MORTO Apparece o primeiro ferido que é re- tirado de sob os escombros pelo capitão Ferrsira, do Corpo de Bombeiros e um morto, um velho operário.
Estava todo ensangüentado e tinha|o craneo esmagdo.
O DELEGADO
A's xo horas, appareceu no local o dr: Pereira Guimarães, delegado do 4?
districto que approvou todas as provi- dencias tomadas pelo commissario Ma-
A LIMPEZA PUBLICA
Fesse instante comparece ao local o dr. Souza e Silva, seguido por 120 ho- mens armados de picaretas, pás, gadru- chas, sorrotes e atacam violentamente c serviço.
O PREFEITO NO LOCAL Nervoso, desolado mesmo, compare ceu ao local o dr. Amaro Cavalcanti,
prefeito do Districto Federal. S. exa correu ao entulho, pegou- um pedaço de massa e teve essas expressões:
—Isto é um crime !
Isto não é obra. E' uma porcoria Este coustructor é um criminoso. A elle tão somente a elle se deve esse lamen tavel desastre.
Em seguida, mandou chamar o sr.
Souza e Silva a quem disse:
ços entrou pelas suas portas lateraes, _ inutihsando os portaes e muitas mesas ficando-se, entre estas, scenas realmente | com louças e outros objectos.
commovedoras.
OUTRO MORTO
Apparece o cadaver de um operário que estava sepultado. E' menino ainda.
Tem apenas ií> annos. Tem o abdômen raspado pelo lado direito e os olhos fóra das orbitas e o craneo partido em qua- tro partes.
O CHEFE DE POLICIA NO LOCAL Ao local compareceu o dr. Aurelino Leal, chefe de policia. S. ex. cumpri- mentou o dr. Amaro Cavalcanti, o com- mandante do Corpo de Bombeiros, con
NA ASSISTÊNCIA
Até a ultima hora, a Assistência já havia soccorrido 30 feridos.
Todos esses casos foram reputados mortaes.
DUAS MOCINHAS ?
Testemunhas de'vista do desastre af- firmam que duas senhoritas que espe- ravam o bonde no local do desastre, fi- caram soterradas nos escombros, não havendo até agora noticia alguma a seu respeito.
NO NECROTERIO
À guerra no mar
Rio, i) Noticiam de Londres, official- mente, que navios inglezes fize- ram explodir, no mar do Norte, o zepellin L 4.3, não conseguia*
do salvar-se nenhum dos tripu- lantes.
Na Rússia
ferenciou com o dr. Pereira Sarmento e| coU'" para i10ra em qUe a u05Sa folha entrou o prélo, já estivam internados 110 necroterio da policia nove cadaveres de sahiu.
O MAJOR BANDEIRA DE MELLO Chega ao local o major Bandeira de Mello. S. s. providenciou logo sobre o cordão de isolamento, facilitando o mo- vimento de vehiculos e de transeuntes e o trabalho dos Bombeiros e demais ope- rarios empregados no serviço de ro- moção.
UM FELIZARDO
No 5? andar do prédio trabalhavam Anthero dos Santos, Alfredo Leal e Abi- io Allab. Quando o prédio ruiu esses lomens conseguiram cahir no sólo so- )re o entulho que se eleva a dez me- tros. Nada softreram e entraram a tra- calhar na pesquiza dos companheiros.
O primeiro destes operários, um pre- to alto, chora amargamente.
O COMMANDANTE DO CORPO
DE BOMBEIROS PREVIA O DESASTRE
Em conversa com o dr. Osorio de Almeida, o coronel Affonso Monteiro usou destas expressões textuaes:
—Eu previa esse facto. Ainda hontem ao passar por aqui detive-me a olhar essa construcção péssima. Até os leigos deviam prever esse desastre.
POR UM TRIZ
No becco da Carioca reside, no pri- meiro andar do prédio n. 2, o sr. Sea- bra com sua familia, guarda-livros da Casa Cahen.
Quando se deu o desastre, uma viga de ferro entrou pelo telhado da casa do sr. Lessa, arrebentou-o, furóu o forro e cahiu no quarto onde dormiam Mlles.
Paula e Berta, esmagando os pés da ca- ma.
As senhoritas não escaparam do for- midavel susto,
O prédio ficou bem damnificado.
UM COM VIDA E TRES MORTOS Os bombeiros retiraram um operário ainda com signaes de vida, que foi re- movido para a Assistência, e mais tres operários mortos, que foram enviados para o necroterio da policia, com guia do commissario Mario, do 4? districto policial.
OS OPERÁRIOS
Na obra trabalhavam 90 operários.
Responderam a chamada 63. Escaparam ia
De onde se presume que tenham pe- recido pelo menos 50 pessoas, iucluin- do transeuntes que, testemunhas de vis- ta, aifirmam ter notado que hajam fica do sepultados.
Eis os nomes de alguns dos operários que trabalham na obra:
Nicola Tamburi, Salvador Lucas, An
infelizes operários.
III
nama, com gem, chegou aguardará
Serviço especial pare
"O
DIA"
—o—
Esquadra Americana
Rio, 16 Procedente de Christobal, Pa-
dezeseis dias de via- hoje á Bahia, onde ordens, a esquadra americana, composta de dois couraçados e duis destroyers, com uma equipagem de 3.930 homens.
CO) —
O problema do pão
NA ARGENTINA Rio, 15 Está confirmada a noticia de que o governo argentino vae en- carregar a penitenciaria, o Hos- pitai Alvear, a Prisão Nacional e alguns outros estabelecimentos policiaes que possuam grandes fornos, da fabricação dó pão que será vendido á população por preços baratiesimos.
— o—
Na
De que o o
Petrogrado general o
Rio, 15 commünicarn Lowkine aesumió- commando das forças na frente oriental e que o general Denken, ex-chefe do Estado Maior russo substituirá o general Gurko na frente-russo allemã.
Rio, 16 Dizem de Prtrogrado que ene- o ou ali a missão norte americana, chefiada pelo ex secretario Elihu Root.
«)) Is lllm 111! E
Communicam que o Senado
Grécia
Rio, 15 de Washington o senatto norte-americano approvon o projecto do orçamento de guerra de 3.2S1 milhões de dollars, faltando somente agora, a saneção presidenciai'
«))
Loteria Federal Rio, iy Foram estes os íiumeros hoje pre miados: -
26513 10571 25666 5^595 7089 16539 22308 29022 35006 46723 58190
—Asorte grande loi vendida em Pou sc Alegre.
19011 3411 S106 20 131.
52262 6.983 13224 18946 26573 27619 57451 58262
168 403 1502 3243
7253 9173 10395
18700 19466 19474 -°3}5 2 2492 23647 25092 25.827 31158 32522 32857 34356 35715 36951 45897 46163
49734 53^8 54453 54^3°
— Para os mortos não ha remedio.1. tou'° Amello, João Vialo, Nicoláo Lu- Urge salvar os vivos. Agarre todos os . cas> Francisco S^erpa,José Martins, Au- carroceiros que ouder, traga para cá, jjusto da Silva, joào Santiago, José Scar- faça que trabalhem e depois quevãore
ceber. Mande avisar a Light que me mande já para aqui todo o pessoal dis- ponivel com vagões de terra.
A LIGHT
Dahi a pouco, com um presteza elo- giavel comparecia ao local os srs. Syl- vestrer e Barton com 80 homens em^va- gons especiaes para remoção.
Todo esse pessoal atacou o serviço.
OUTROS FERIDOS
A proporção que o entulo era remo- vido para os vagões da Light os bom- beiros iam descobrindo feridos que eram logo soccorridos pelos médicos da As- sistencia e do Corpo de Bombeiros.
UM FERIDO RECONHECIDO Apparece Paschoal Trati, pedreiro, com 40 annos, archejante ainda. E' re- conhecido pelos companheiros de ou-
lattij Luiz Gragodini, Paschoal Troti, André Logruto, Severo Virgilio, José Guerreiro e Francisco Azevedo.
PRÉDIOS DAMNIFICADOS Como consequencia do uesastre, sof- freram o prédio visinho, n. 87, fabri- ca de roupas brancas, Confiança do Bra- sil, e o conhecido restaurant StadtMun- chen, da firma A. Moita & Bastos.
O edifício visinho soffreu bastante pois grande parte do vigamento de fer- ro entrou pela cumieira, avariando con- sideravel quantidade do "stock", e ava- riando também a coustrucção interna da casa.
Esta fabrica está segura nas seguintes companhias:
Alliança, Loucart Chile, Previdente, Norton Megaw & C", e Eduardo Aço.
O restaurant sofTreu também grandes avarias, pois enorme parte dos destro-
Rio, 15 Telegrammas de Athenas di- zem que o rei Constantino com a rainha e todo o pessoal de pa- lacio partiram em um navio de guerra inglez com rumo desço nhecido.
Rio, 15 0 senador Jounaert, alto com- missario da «Entente», providen- cia para que sigam também para a Suissa todos os germanophi- los existentes na administração politica e exercitos da Grécia.
«---))
Situação eoropéa Rio, 15 Dizem de Londres que o mi- nistro Bonar Law communicou á Camara que houve uma expio- são na fabrica de munições de Estaniwdesoline. morrendo cin- coenta pessoas.
EXPEDIÇÃO D'0 DIA Foram expedidos jornaes hontem pelas malas marítimas para os se- guintes logares:
Garopaba, Laguna, Imaruhy, Ara^
ranguã, Jagnaruna, Tubarão, Braço do Norte, Urussanga, Cresciuma;, Orlean-s, Gravata, São Joaquim, Azambuja e Lauro Miiller.
Foram expedidos jornaes também hontem, pelas malas terrestres para os seguintes logares :
Estreito, São José, Palhoça, San- to Amaro, Lages, Painel, Bom Re- tiro, Rancho Queimado, Santa The- reza, Curitybanos, Theresopolis}
Campos Novos, Annitapolis, Biguas»
sú, Tijucas, São João Baptista, Cam»
boriu, Porto Bello, Esteves júnior, Nova Trento, Itajahy, Brusque, In- dayal, Gaspar, Luiz Alves, Pome-, rode e Blumenau.
COTJPONS
A distineta patrícia, exma. sra.
d. Othilia Piracuruca Blum, oífereceu ao Asylo Irmão Toaquim 4-800 cou- pono da Companhia Carris Urba- nos desta capital, em homenagem ao Ia- anniversario do fallecimento do seu estimado genitor, sr. major Joaquim Piracuruca, occorrido hon- tem.
ANEMIA,
Kola Soei
FRAQUEZA, NEURASTHENIA,
DO ESTOMAGO.
MOLÉSTIAS
Deposites CARL- POEPCEE & C» FLORIANOPOLIS