QUEBRANDO A BANCA. Hepatites Virais Prof. Victor Roberto

Texto

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Hepatites Virais

Prof. Victor Roberto

QUEBRANDO A BANCA

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Você Vai Aprender Nesse Módulo

 Hepatite B

 Hepatite C

 Hepatite D

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Hepatite B

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Hepatite B

Agente etiológico - Vírus da Hepatite B (HBV). Um vírus DNA, da família Hepadnaviridae.

Reservatório - O homem. Experimentalmente, chimpanzés, espécies de pato e esquilo.

Modo de transmissão - O HBV é altamente infectivo e facilmente transmitido pela via sexual por:

transfusões de sangue

• procedimentos médicos e odontológicos e hemodiálises sem as adequadas normas de biossegurança

• pela transmissão vertical (mãe-filho)

• por contatos íntimos domiciliares (compartilhamento de escova dental e lâminas de barbear)

• acidentes perfurocortantes,

• compartilhamento de seringas e de material para a realização de tatuagens e piercings.

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Hepatite B

DESCRIÇÃO: Doença viral que cursa de forma assintomática

ou sintomática, até formas fulminantes.

As formas sintomáticas são caracterizadas por mal-estar, cefaleia, febre baixa, anorexia, astenia, fadiga, artralgia, náuseas, vômitos, desconforto no hipocôndrio direito e aversão a

alguns alimentos e ao cigarro.

A icterícia, geralmente, inicia-se quando a febre desaparece, podendo ser precedida por colúria e hipocolia fecal.

Hepatomegalia ou hepatoesplenomegalia também podem estar presentes.

Na forma aguda, os sintomas vão desaparecendo paulatinamente.

Algumas pessoas desenvolvem a forma crônica mantendo um processo infamatório hepático por mais de 6 meses.

Percentual inferior a 1% apresenta quadro agudo grave (fulminante). A infecção em neonatos apresenta uma taxa de cronificação muito superior àquela que encontramos na infecção do

adulto, com cerca de 90% dos neonatos evoluindo para a forma crônica e podendo, no futuro, apresentar cirrose e/ou carcinoma hepatocelular. Entre 1 e 5 anos esse risco varia

entre 20 e 50% e em adultos, entre 5 e 10%.

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Período de incubação - De 30 a 180 dias (em média, de 60 a 90 dias).

Período de transmissibilidade - De 2 a 3 semanas antes dos primeiros sintomas, mantendo-se durante a evolução clínica da doença. O portador crônico pode

transmitir por vários anos.

Complicações – Cronificação da infecção, cirrose hepática e suas complicações (ascite, hemorragias digestivas, peritonite bacteriana espontânea, encefalopatia hepática) e

carcinoma hepatocelular

Hepatite B

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Hepatite Aguda

Período prodrômico ou pré-ictérico – é o período após a fase de incubação do agente etiológico e anterior ao aparecimento da icterícia. Os sintomas são inespecíficos como anorexia, náuseas, vômitos, diarréia (ou raramente constipação), febre baixa,

cefaléia, malestar, astenia e fadiga, aversão ao paladar e/ou olfato, mialgia, fotofobia, desconforto no hipocôndrio direito, urticária, artralgia ou artrite e exantema papular ou maculopapular

Fase ictérica – com o aparecimento da icterícia, em geral há diminuição dos sintomas prodrômicos. Existe hepatomegalia dolorosa, com ocasional esplenomegalia. Ocorre hiperbilirrubinemia intensa e progressiva, com aumento da dosagem de

bilirrubinas totais, principalmente à custa da fração direta.

• A fosfatase alcalina e a gama-glutamil-transferase (GGT) permanecem normais ou discretamente elevadas. Há alteração das aminotransferases, podendo variar de 10 a 100 vezes o limite superior da normalidade. Este nível retorna ao normal no prazo de

algumas semanas, porém se persistirem alterados por um período superior a seis meses, deve-se considerar a possibilidade de cronificação da infecção

Fase de convalescença – período que se segue ao desaparecimento da icterícia, quando retorna progressivamente a sensação de bem-estar. A recuperação completa ocorre após algumas semanas, mas a fraqueza e o cansaço podem persistir por vários meses.

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Hepatite Crônica

Casos nos quais o agente etiológico permanece no hospedeiro após seis meses do início da infecção.

Os vírus A e E não cronificam, embora o HAV possa produzir casos que se arrastam por vários meses. Os vírus B, C e D são aqueles que têm a

possibilidade de cronificar.

Os indivíduos com infecção crônica funcionam como reservatórios do respectivo vírus, tendo importância epidemiológica por serem os principais

responsáveis pela perpetuação da transmissão.

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Hepatite Crônica

Portador assintomático – indivíduos com infecção crônica que não apresentam manifestações clínicas, que têm replicação viral baixa ou ausente e que não apresentam evidências de alterações graves à histologia hepática. Em tais situações, a evolução tende a ser benigna, sem maiores consequências para a saúde. Contudo, estes indivíduos são capazes de transmitir hepatite e têm importância epidemiológica na

perpetuação da endemia.

Hepatite crônica – indivíduos com infecção crônica que apresentam sinais histológicos de atividade da doença (inflamação, com ou sem deposição de fibrose) e que do ponto de vista virológico caracterizam-se

pela presença de marcadores de replicação viral. Podem ou não apresentar sintomas na dependência do grau de dano hepático (deposição de fibrose) já estabelecido. Apresentam maior propensão para uma evolução desfavorável, com desenvolvimento de cirrose e suas complicações. Eventualmente, a infecção crônica só é diagnosticada quando a pessoa já apresenta sinais e sintomas de doença hepática avançada

(cirrose e/ou hepatocarcinoma).

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Suspeita Clínica

Sintomático ictérico

• Individuo que desenvolveu icterícia subitamente (recente ou não), com ou sem sintomas como febre, mal- estar, náuseas, vômitos, mialgia, colúria e hipocolia fecal.

• Individuo que desenvolveu icterícia subitamente e evoluiu para óbito, sem outro diagnostico etiológico confirmado.

Sintomático anictérico

• Individuo sem icterícia, que apresente um ou mais sintomas como febre, mal-estar, náusea, vômitos, mialgia e que, na investigação laboratorial, apresente valor aumentado das aminotransferases.

Assintomático

• Individuo exposto a uma fonte de infecção bem documentada (na hemodiálise, em acidente ocupacional com exposição percutânea ou de mucosas, por transfusão de sangue ou hemoderivados, procedimentos

cirúrgicos/ odontológicos / colocação de piercing/ tatuagem com material contaminado, por uso de drogas endovenosas com compartilhamento de seringa ou agulha.

• Comunicante de caso confirmado de hepatite, independente da forma clinica e evolutiva do caso índice.

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Diagnóstico

Clínico-laboratorial e laboratorial.

Apenas com os aspectos clínicos não é possível identificar o agente etiológico, sendo necessária a realização de exames sorológicos.

Os exames laboratoriais inespecíficos incluem aminotransferases (TGP e TGO)

• as bilirrubinas (valores de vinte e cinco a cem vezes acima do normal)

• tempo de pro trombina pode estar diminuído (TP>17s ou INR>1,5)

Os exames específicos são feitos por meio de métodos sorológicos e de biologia molecular.

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HBsAg (antígeno de superfície do HBV) – pode ser detectado por meio de testes rápidos ou laboratoriais na grande maioria dos indivíduos com hepatite B crônica ou aguda. Juntamente com o HBV-DNA, é um

dos primeiros marcadores da infecção, detectável em torno de 30 a 45 dias após a infecção, e pode permanecer detectável por até 120 dias nos casos de hepatite aguda. Ao persistir além de 6 meses,

caracteriza a infecção crônica.

Anti-HBc IgM (anticorpos da classe IgM contra o antígeno do capsídeo do HBV) – é um marcador de infecção recente, que geralmente surge 30 dias após o aparecimento do HBsAg e é encontrado no soro

por até 32 semanas após a infecção.

Anti-HBc Total – anticorpos contra o vírus da hepatite B das classes IgM e IgG simultaneamente.

Diagnóstico/

Provas especificas

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Anti-HBs (anticorpos contra o antígeno de superfície do HBV) – quando presente nos títulos adequados (pelo menos 10UI/mL), este marcador confere imunidade ao HBV. O seu surgimento, normalmente, está associado ao

desaparecimento do HBsAg, funcionando como um indicador de cura e imunidade. Está presente isoladamente em pessoas que tomaram a vacina contra o HBV. –

HBV-DNA (DNA do HBV) – é o material genético do vírus. Sua quantificação corresponde à carga viral circulante no indivíduo. Por ser um indicador direto da presença do vírus, pode ser usado como teste complementar no diagnóstico da infecção pelo HBV. Também é usado no monitoramento do paciente e no acompanhamento da

terapia antiviral.

HBeAg – antígeno da partícula “e” do vírus da hepatite B, marcador de replicação viral.

Anti-HBe – anticorpo específico contra o antígeno “e” do vírus da hepatite B.

Diagnóstico/

Provas especificas

(14)

Como é feita a interpretação

dos marcadores sorológicos?

(15)

Como é feita a interpretação

dos marcadores sorológicos?

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Hepatite B

Tratamento hepatite aguda: Não existe tratamento específico para as formas agudas, exceto para hepatite C e hepatite B aguda grave. Para as demais hepatites, se necessário,

apenas tratamento sintomático para náuseas, vômitos e prurido. Como norma geral, recomenda-se repouso relativo até a normalização das aminotransferases. A única

restrição dietética está relacionada à ingestão de álcool.

Tratamento hepatite crônica: A decisão de iniciar o tratamento deve considerar o risco de progressão da doença, a probabilidade de resposta terapêutica, os eventos adversos

do tratamento e a presença de comorbidades.

Complicações - Os casos crônicos das hepatites virais B, C e D podem evoluir com o desenvolvimento de fibrose, cirrose hepática e suas complicações. As pessoas com hepatites virais crônicas também tem risco aumentado para o desenvolvimento de

carcinoma hepatocelular

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Complicações

O risco de cronificação pelo HBV depende da idade na qual ocorre a infecção.

Em menores de 1 ano, chega a 90%; entre 1 e 5 anos, o risco varia entre 20 e 50%; e em adultos, é de cerca de

10%.

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MEDIDAS DE PREVENÇÃO

• Educação e divulgação do problema são fundamentais para

prevenir a hepatite B e outras DST. Além destas ações a cadeia de transmissão da doença é interrompida a partir de:

• controle efetivo de bancos de sangue através da triagem sorológica;

• vacinação contra hepatite B, disponível no SUS para as seguintes situações:

Hepatite B

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Faixas etárias específicas:

Menores de um ano de idade, a partir do nascimento, preferencialmente nas primeiras 12 horas após o parto e

crianças e adolescentes entre um a 19 anos de idade.

Para todas as faixas etárias:

Doadores regulares de sangue, populações indígenas, comunicantes domiciliares de portadores do vírus da hepatite B, portadores de hepatite C, usuários de hemodiálise, politransfundidos, hemofílicos,

talassêmicos, portadores de anemia falciforme, portadores de neoplasias, portadores de HIV (sintomáticos e assintomáticos), usuários de drogas injetáveis e inaláveis, pessoas reclusas (presídios,

hospitais psiquiátricos, instituições de menores, forças armadas, etc), carcereiros de delegacias e penitenciárias, homens que fazem

sexo com homens, profissionais do sexo, profissionais de saúde, coletadores de lixo hospitalar e domiciliar, bombeiros, policiais militares, civis e rodoviários envolvidos em atividade de resgate.

Hepatite B

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Uso de

imunoglobulina humana Anti-

Vírus da hepatite B nas

seguintes situações:

Recém-nascidos de mães portadoras do HBsAg

Contatos sexuais com portadores ou com infecção aguda (o mais cedo possível e até 14 dias após a relação sexual)

Vítimas de violência sexual (o mais cedo possível e até 14 dias após o estupro)

Acidentes ocupacionais segundo Manual de Exposição Ocupacional

Uso de equipamentos de proteção individual pelos profissionais da área da saúde

Não compartilhamento de alicates de unha, lâminas de barbear, escovas de dente, equipamentos para uso de drogas.

Medidas de

Prevenção

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Vacina

Indicação

• Para pessoas de todas as faixas etárias. Faz parte da rotina de

vacinação das crianças, devendo ser aplicada, de preferência, nas primeiras 12-24 horas após o nascimento, para prevenir hepatite crônica – forma que acomete 90% dos bebês contaminados ao nascer. Especialmente indicada para gestantes não vacinadas.

Contraindicação

• Ocorrência de reação anafilática após a aplicação de dose anterior.

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Vacina

Esquema de doses

• O esquema habitual para imunocompetentes consiste em três doses, com intervalos de um mês entre a primeira e a segunda dose e seis meses entre a primeira e a

terceira dose (0, 1 e 6 meses).

• O Brasil adota hoje o esquema básico de vacinações de quatro doses, a primeira de hepatite B monovalente ao nascimento, o mais precocemente possível, nas primeiras 24 horas, preferencialmente nas primeiras 12 horas após o nascimento, e as demais na forma de vacina Penta (DTP, Hib, HB) aos 2, 4 e 6 meses.

• Para as demais idades, adota-se o esquema de três doses, aos 0, 1 e 6 meses.

• A vacina contra hepatite B pode ser aplicada simultaneamente, ou com qualquer intervalo, às outras vacinas do PNI.

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Hepatite C

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Características epidemiológicas

Inicialmente denominada “hepatite não A não B”, a hepatite C foi elucidada apenas em 1989, com a identificação de seu agente etiológico

A hepatite C é uma doença que afeta entre 80 e 150 milhões de pessoas no mundo sendo uma das maiores causas de transplantes de fígado.

Estima-se que 3% da população mundial esteja infectada pelo vírus da hepatite C, e que entre 60% e 70% das pessoas infectadas desenvolverão doença hepática crônica, necessitando de assistência à saúde especializada e de alta

complexidade

No Brasil, a hepatite C teve como formas preferenciais de transmissão o uso de drogas injetáveis, hemodiálise, transfusão de sangue e hemoderivados e outros procedimentos médicos invasivos, sobretudo até o início dos anos

90.

De 1999 a 2016, foram detectados no Brasil 319.751 casos de hepatite C que apresentaram um dos marcadores – anti-HCV ou HCV-RNA – reagente. Considerando-se os casos que possuíam ambos os marcadores anti-HCV e HCVRNA

reagentes, foram detectados 155.032 casos

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Descrição

Doença infecciosa viral, contagiosa, causada pelo vírus da hepatite C (HCV), podendo apresentar-se como uma infecção

assintomática ou sintomática. Em média 80% das pessoas que se infectam não conseguem eliminar o vírus, evoluindo para formas crônicas. Os restantes 20% conseguem eliminá-lo dentro de um período de seis meses do início da infecção.

Agente etiológico: vírus da Hepatite C (HCV). E um vírus RNA, família Flaviviridae. Reservatório - O homem. Experimentalmente, o chimpanzé.

Perído de incubação: Varia de 15 a 150 dias (media de 50 dias).

Período de transmissibilidade - Inicia-se 1 semana antes dos sintomas e mantem-se enquanto o paciente apresentar RNA-HCV detectável.

Notificação - Todos os casos devem ser notificados e investigados.

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Diagnóstico

Anti-HCV (anticorpo contra o HCV) – pode ser detectado por meio do teste rápido ou teste sorológico laboratorial. É o marcador que indica contato prévio com o vírus.

É detectado na infecção aguda ou crônica e no paciente curado, não diferenciando, portanto, a fase da doença. Após a infecção, esse marcador demora de 8 a 12 semanas para ser detectado, mantendo-se reagente indefinidamente. - HCV-RNA (RNA do HCV) – é o

material genético viral.

A presença do HCV-RNA é uma evidência da presença do vírus, por isso testes para detecção deste marcador são utilizados para complementar o diagnóstico da infecção.

Pode ser detectado entre uma e duas semanas após a infecção. Quando não detectado, pode indicar a cura natural, clareamento viral ou resposta sustentada ao tratamento

Complicações: Para o vírus C, a taxa de cronificação varia entre 60 e 90%, sendo maior em função de alguns fatores do hospedeiro (sexo masculino, imunodeficiências, idade maior que 40 anos).

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Suscetibilidade, vulnerabilidade e imunidade

Hepatite C – todos os indivíduos são susceptíveis a infecção ou reinfecção pelo HCV. O perfil sorológico anti-HCV reagente não confere imunidade contra o vírus.

O indivíduo infectado pelo vírus C apresenta sorologia anti-HCV reagente por um período indefinido, porém esse padrão isoladamente não distingue se houve resolução da infecção ou se o indivíduo tornou-se portador crônico;

para essa conclusão, é necessário avaliar a presença de material genético viral ou antígeno viral. A

presença do HCV-RNA ou do antígeno viral por um período de seis meses após o diagnóstico inicial da infecção é evidência de cronificação da hepatite C.

Não existe vacina contra a infecção.

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Hepatite C

Prognóstico

• No curso da infecção, a cura espontânea após a infecção aguda pelo HCV pode ocorrer em 25 a 50% dos casos. Habitualmente, a hepatite C é diagnosticada em sua fase crônica. Como os sintomas são, muitas vezes, escassos e inespecíficos, a doença evolui durante décadas sem diagnóstico

Vigilância epidemiológica em caso confirmado de hepatite C

• Indivíduo que apresente um ou mais dos marcadores reagentes ou exame de biologia molecular para hepatite C, conforme listado abaixo: - anti-HCV reagente; - HCV-RNA detectável.

• Indivíduo que evoluiu ao óbito com menção de hepatite C na declaração de óbito.

• Indivíduo que evoluiu ao óbito com menção de hepatite sem etiologia especificada na declaração de óbito, mas que tem confirmação para hepatite C após investigação.

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Hepatite D

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Hepatite D

Descr iç ão

Doença viral aguda que pode evoluir para forma crônica, apresentar-se como infecção assintomática, sintomática ou como formas gravíssimas, inclusive com

óbito

O vírus HDV ou delta é altamente patogênico e infeccioso

Pode ser transmitido junto com o HBV a indivíduos sem contato prévio com o HBV, caracterizando a co-infecção, ou pode ser transmitido a indivíduos já portadores de

HBsAg, caracterizando a superinfecção

Na maioria dos casos de co-infecção, o quadro clínico manifesta-se como Hepatite Aguda benigna, ocorrendo completa recuperação em até 95% dos casos

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Hepatite D

Agente etiológico - Vírus da Hepatite D ou Delta (HDV). Um vírus RNA, único representante da família Deltaviridae.

• É um vírus defectivo (incompleto), que não consegue, por si só,

reproduzir seu próprio antígeno de superfície, o qual seria indispensável para exercer sua ação patogênica e se replicar nas células hepáticas.

Assim sendo, necessita da presença do vírus da Hepatite B

Período de incubação - De 30 a 180 dias, sendo menor na

superinfecção: de 14 a 56 dias.

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Provas

específicas

Hepatite D

• Anti-HDV total – anticorpos contra o vírus da hepatite D das classesIgM e IgG simultaneamente.

• HDV-RNA – é utilizado como marcador de replicação viral tanto na fase aguda como na fase crônica da doença e como controle de tratamento. Pode ser detectado 14 dias após a

infecção

Na infecção pelo vírus da hepatite D, observam-se as formas de ocorrência a seguir:

• Superinfecção – portador crônico do HBV infectado pelo vírus delta.

• Coinfecção – infecção simultânea pelo HBV e delta em indivíduo suscetível.

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Interpretação dos

resultados sorológicos

para hepatite D

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Prognóstico

Hepatite D Na superinfecção, a cronicidade é significativamente maior (70%), em comparação ao que ocorre na coinfecção (5%). Na coinfecção, pode haver uma taxa maior de casos de hepatite fulminante. Já a superinfecção determina, muitas vezes, uma evolução mais rápida para cirrose.

Vigilância epidemiológica

• Caso confirmado de hepatite D

• Caso confirmado de hepatite D, com pelo menos um dos marcadores abaixo: - anti-HDV total reagente; - HDV-RNA detectável.

• Indivíduo que evoluiu ao óbito com menção de hepatite D na declaração de óbito.

• Indivíduo que evoluiu ao óbito com menção de hepatite sem etiologia especificada na declaração de óbito, mas que tem confirmação para hepatite D após investigação.

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QUESTÕES

(36)

1. (FUNDATEC – 2019) As hepatites virais são doenças infecciosas sistêmicas que afetam o fígado. Cinco diferentes vírus são reconhecidos como agentes etiológicos da hepatite viral humana: A, B, C, D e E. Referente às hepatites, analise as seguintes assertivas:

I. As hepatites virais A e D são transmitidas pela via fecal-oral e estão relacionadas às condições de saneamento básico.

II. As hepatites virais crônicas estão relacionadas aos vírus A e E.

III. Nas hepatites virais B e C, pode ocorrer a transmissão por acidentes com exposição a material biológico, transfusão, endoscopia, entre outros, quando as normas de biossegurança não são aplicadas.

IV. Para confirmação de hepatite B, o indivíduo tem que apresentar um ou mais dos marcadores reagentes, ou exame de biologia molecular para hepatite B.

V. As hepatites virais são doenças de notificação compulsória regular (em até 7 dias).

Quais estão corretas?

(A) Apenas I e II.

(B) Apenas II e IV.

(C) Apenas III e V.

(D) Apenas III, IV e V.

(E) I, II, III, IV e V.

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1. (FUNDATEC – 2019) As hepatites virais são doenças infecciosas sistêmicas que afetam o fígado. Cinco diferentes vírus são reconhecidos como agentes etiológicos da hepatite viral humana: A, B, C, D e E. Referente às hepatites, analise as seguintes assertivas:

I. As hepatites virais A e D são transmitidas pela via fecal-oral e estão relacionadas às condições de saneamento básico.

II. As hepatites virais crônicas estão relacionadas aos vírus A e E.

III. Nas hepatites virais B e C, pode ocorrer a transmissão por acidentes com exposição a material biológico, transfusão, endoscopia, entre outros, quando as normas de biossegurança não são aplicadas.

IV. Para confirmação de hepatite B, o indivíduo tem que apresentar um ou mais dos marcadores reagentes, ou exame de biologia molecular para hepatite B.

V. As hepatites virais são doenças de notificação compulsória regular (em até 7 dias).

Quais estão corretas?

(A) Apenas I e II.

(B) Apenas II e IV.

(C) Apenas III e V.

(D) Apenas III, IV e V.

(E) I, II, III, IV e V.

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2. (FUNDATEC – 2018) Em relação às hepatites virais, assinale a alternativa INCORRETA.

(A)Ocorre contágio fecal-oral: condições precárias de saneamento básico e água, de higiene pessoal e dos alimentos (vírus A e D).

(B)Ocorre transmissão sanguínea: se praticou sexo desprotegido ou compartilhou seringas, agulhas, lâminas de barbear, alicates de unha e outros objetos que furam ou cortam (vírus B, C e D).

(C)Ocorre transmissão sanguínea vertical: de mãe para filho durante a gravidez, o parto e a amamentação (vírus B, C e D).

(D)O calendário de vacinação atual da criança contempla: hepatite B (ao nascer e, após, com 2, 4 e 6 meses); e hepatite A (uma dose única aos 15 meses de idade).

(E)Os vírus A e E apresentam apenas formas agudas de hepatite, não possuindo potencial para formas crônicas.

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2. (FUNDATEC – 2018) Em relação às hepatites virais, assinale a alternativa INCORRETA.

(A)Ocorre contágio fecal-oral: condições precárias de saneamento básico e água, de higiene pessoal e dos alimentos (vírus A e D).

(B)Ocorre transmissão sanguínea: se praticou sexo desprotegido ou compartilhou seringas, agulhas, lâminas de barbear, alicates de unha e outros objetos que furam ou cortam (vírus B, C e D).

(C)Ocorre transmissão sanguínea vertical: de mãe para filho durante a gravidez, o parto e a amamentação (vírus B, C e D).

(D)O calendário de vacinação atual da criança contempla: hepatite B (ao nascer e, após, com 2, 4 e 6 meses); e hepatite A (uma dose única aos 15 meses de idade).

(E)Os vírus A e E apresentam apenas formas agudas de hepatite, não possuindo potencial para formas crônicas.

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3. (CESPE – 2018) As hepatites virais constituem importantes problemas de saúde pública no Brasil e no mundo. Seus agentes etiológicos, os vírus hepatotrópicos (vírus A, vírus B, vírus C, vírus D e vírus E), infectam primordialmente as células hepáticas (hepatócitos), mas diferem quanto às formas de transmissão e quanto às consequências clínicas decorrentes da infecção. Acerca das hepatites virais, julgue o item subsecutivo.

O vírus causador da hepatite D, doença que pode apresentar-se como infecção assintomática, sintomática ou na forma grave, tem mecanismos de transmissão diferentes dos mecanismos de transmissão do vírus da hepatite B.

(A)Certo (B)Errado

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3. (CESPE – 2018) As hepatites virais constituem importantes problemas de saúde pública no Brasil e no mundo. Seus agentes etiológicos, os vírus hepatotrópicos (vírus A, vírus B, vírus C, vírus D e vírus E), infectam primordialmente as células hepáticas (hepatócitos), mas diferem quanto às formas de transmissão e quanto às consequências clínicas decorrentes da infecção. Acerca das hepatites virais, julgue o item subsecutivo.

O vírus causador da hepatite D, doença que pode apresentar-se como infecção assintomática, sintomática ou na forma grave, tem mecanismos de transmissão diferentes dos mecanismos de transmissão do vírus da hepatite B.

(A)Certo (B)Errado

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4. (FCM – 2019) Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma sobre as hepatites virais.

( ) Os vírus que causam a doença são dos tipos A, B, C, D e E.

( ) A detecção precoce das hepatites A e B pode evitar a cirrose ou o câncer de fígado.

( ) As doenças são silenciosas e provocam inflamação do fígado e nem sempre apresentam sintomas.

( ) As hepatites B, C e D só podem ser diagnosticadas por meio de exames de sangue específicos para essas hepatites virais.

( ) As pessoas que já tiveram hepatite A apresentam imunidade para a doença, não sendo possível contrair os outros tipos de hepatite.

De acordo com as afirmações, a sequência correta é (A)V, V, F, F, F

(B)F, F, V, V, F.

(C)V, V, F, V, V.

(D)F, F, V, F, V.

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4. (FCM – 2019) Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma sobre as hepatites virais.

( ) Os vírus que causam a doença são dos tipos A, B, C, D e E.

( ) A detecção precoce das hepatites A e B pode evitar a cirrose ou o câncer de fígado.

( ) As doenças são silenciosas e provocam inflamação do fígado e nem sempre apresentam sintomas.

( ) As hepatites B, C e D só podem ser diagnosticadas por meio de exames de sangue específicos para essas hepatites virais.

( ) As pessoas que já tiveram hepatite A apresentam imunidade para a doença, não sendo possível contrair os outros tipos de hepatite.

De acordo com as afirmações, a sequência correta é (A)V, V, F, F, F

(B)F, F, V, V, F.

(C)V, V, F, V, V.

(D)F, F, V, F, V.

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5. (COMPERVE – 2018) A hepatite B é uma infecção de transmissão parenteral, sexual e vertical. Por isso, recomenda-se vacinar toda pessoa susceptível à hepatite B. A pessoa susceptível é aquela que não foi vacinada, ou que foi vacinada, mas apresenta

(A)HBsAg reagente.

(B)títulos de HBsAg inferiores a 10mUI/mL e anti-HBs não reagente.

(C)anti-HBV reagente.

(D)títulos de anti-HBs inferiores a 10mUI/mL e HBsAg não reagente

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5. (COMPERVE – 2018) A hepatite B é uma infecção de transmissão parenteral, sexual e vertical. Por isso, recomenda-se vacinar toda pessoa susceptível à hepatite B. A pessoa susceptível é aquela que não foi vacinada, ou que foi vacinada, mas apresenta

(A)HBsAg reagente.

(B)títulos de HBsAg inferiores a 10mUI/mL e anti-HBs não reagente.

(C)anti-HBV reagente.

(D)títulos de anti-HBs inferiores a 10mUI/mL e HBsAg não reagente

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6. (IDIB – 2020) A exposição a material biológico pode resultar em infecção por patógenos como o vírus da imunodeficiência humana e os vírus das hepatites B e C.

Sobre biossegurança, assinale a alternativa correta.

(A) São fatores de risco para ocorrência de infecção: a patogenicidade do agente infeccioso, o volume e o material biológico envolvido e a carga viral/bacteriana da fonte de infecção.

(B) Após exposição em pele íntegra, lavar o local com clorexidina alcoólica exclusivamente em abundância.

(C) Nas exposições de mucosas, deve-se lavar exaustivamente com água ou solução de água oxigenada.

(D) Se o acidente for percutâneo, lavar imediatamente o local com água e sabão ou solução antisséptica com detergente (PVPI, clorexidina). Fazer espremedura do local ferido, pois favorece a saída do agente infeccioso.

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6. (IDIB – 2020) A exposição a material biológico pode resultar em infecção por patógenos como o vírus da imunodeficiência humana e os vírus das hepatites B e C.

Sobre biossegurança, assinale a alternativa correta.

(A) São fatores de risco para ocorrência de infecção: a patogenicidade do agente infeccioso, o volume e o material biológico envolvido e a carga viral/bacteriana da fonte de infecção.

(B) Após exposição em pele íntegra, lavar o local com clorexidina alcoólica exclusivamente em abundância.

(C) Nas exposições de mucosas, deve-se lavar exaustivamente com água ou solução de água oxigenada.

(D) Se o acidente for percutâneo, lavar imediatamente o local com água e sabão ou solução antisséptica com detergente (PVPI, clorexidina). Fazer espremedura do local ferido, pois favorece a saída do agente infeccioso.

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Referências

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