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Capítulo 15
Integrais Múltiplas
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15.8
Integrais Triplas em
Coordenadas Esféricas
Nesta seção, nós aprenderemos como: Converter coordenadas retângulares em esféricas e
usá-las para calcular integrais triplas. INTEGRAIS MÚLTIPLAS
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SISTEMA DE COORDENADAS ESFÉRICAS
Outro sistema de coordenadas 3 - D útil é o
sistema de coordenadas esféricas.
Ele simplifica o cálculo de integrais triplas em regiões limitadas por esferas ou cones.
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COORDENADAS ESFÉRICAS
As coordenadas esféricas (, , ) de um ponto P no espaço são mostradas.
= |OP|é a distância da origem a P.
é o mesmo ângulo que nas coordenadas cilíndricas. é o ângulo entre o eixo z
positivo e o segmento de reta OP.
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Observe que:
0 0 S
COORDENADAS ESFÉRICAS
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O sistema de coordenadas esféricas é especialmente útil em problemas nos quais exista simetria em torno de um ponto e a origem esteja colocada neste ponto.
SISTEMA DE COORDENADAS ESFÉRICAS
ESFERA
Por exemplo, a esfera com centro na origem e raio c tem a equação simples = c.
Essa é a razão do nome “coordenadas esféricas”..
SEMIPLANO
O gráfico da equação
= c
é um semiplano vertical.© 2010 Cengage Learning. Todos os direitos reservados.
SEMICONE
A equação = crepresenta um semicone com o eixo z como seu eixo.
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A relação entre coordenadas esféricas e retangulares pode ser vista nesta figura.
COORDENADAS ESFÉRICAS & RETANGULARES
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Dos triângulos OPQ e OPP’, temos
z = cos r = sen Mas,
x = r cos y = r sen
COORDENADAS ESFÉRICAS & RETANGULARES
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De modo que, para converter de coordenadas esféricas para retangulares, usamos as equações
x = sen cos y = sen sen
z = cos
COORDENADAS ESFÉRICAS & RETANGULARES Eq.1
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Além disso, a fórmula da distância mostra que
:
2
= x
2+ y
2+ z
2 Usamos essa equação para converter de coordenadas retangulares para coordenadas esféricas.
COORDENADAS ESFÉRICAS & RETANGULARES Eq.2
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O ponto (2, S/4, S/3) é dado em coordenadas esféricas.
Marque o ponto e encontre suas coordenadas retangulares.
COORD. ESFÉRICAS & RETANGULARES EXEMPLO 1
Marcamos o ponto como mostrado
.
COORD. ESFÉRICAS & RETANGULARES EXEMPLO 1
Das Equações 1, temos:
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Logo, o ponto (2, S/4, S/3) é
em coordenadas retangulares
.
3/ 2, 3/ 2,1
COORD. ESFÉRICAS & RETANGULARES EXEMPLO 1
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COORD. ESFÉRICAS & RETANGULARES EXEMPLO 2
O ponto está dado em
coordenadas retangulares.
Encontre coordenadas esféricas para este ponto. Da Equação 2, temos:
0,2 3, 2 2 2 2 0 12 4 4 x y zU
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Assim, as Equações 1 fornecem:
`
Observe que 3S/2 porque y 2 3 0! .
COORD. ESFÉRICAS & RETANGULARES EXEMPLO 2
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Portanto, as coordenadas esféricas do ponto dado são
:
(4, S/2 , 2 S/3)
COORD. ESFÉRICAS & RETANGULARES EXEMPLO 2
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CÁLCULO DE INT. TRIPLAS EM COORD. ESFÉRICAS Nesse sistema de coordenadas, o
correspondente à caixa retangular é uma
cunha esférica
onde a 0, – 2S, d – c S
^
, ,
,
,
`
E
U T I
a
d d
U
b
D T E
d d
c
d d
I
d
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Apesar de termos definido as integrais triplas dividindo sólidos em pequenas caixas, podemos mostrar que, dividindo o sólido em pequenas cunhas esféricas, obtemos sempre o mesmo resultado.
CÁLCULO DE INTEGRAIS TRIPLAS
Assim, dividiremos E em pequenas cunhas esféricas Eijkpor meio de esferas igualmente espaçadas = i, semiplanos = je
semicones = k.
CÁLCULO DE INTEGRAIS TRIPLAS
A figura mostra que Eijké aproximadamente uma caixa retangular com dimensões:
, i (arco de circunferência de raio i, e ângulo ) i senk (arco de circunferência de raio sen , e ângulo )
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Logo, uma aproximação do volume de Eijk é dada por:
CÁLCULO DE INTEGRAIS TRIPLAS
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De fato, pode ser mostrado, com a ajuda do Teorema do Valor Médio (Exercício 45), que o valor exato do volume de Eijké dado por:
onde é algum ponto do interior de
Eijk.
CÁLCULO DE INTEGRAIS TRIPLAS
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Sejam
as coordenadas retangulares desse ponto. Então,
*,
*,
*ijk ijk ijk
x
y
z
CÁLCULO DE INTEGRAIS TRIPLAS
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Mas essa soma é uma soma de Riemann para a função
Consequentemente, chegamos à seguinte fórmula
para a integração tripla em coordenadas esféricas:
CÁLCULO DE INTEGRAIS TRIPLAS
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onde E é uma cunha esférica dada por:
^
, ,
,
,
`
E
U T I
a
d d
U
b
D T E
d d
c
d d
I
d
INTEGRAÇÃO TRIPLA EM COORD. ESFÉRICAS F. 3
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A Fórmula 3 nos diz que, para converter uma integral tripla de coordenadas retangulares para coordenadas esféricas, escrevemos:
x = sen cos y = sen sen
z = cos
INTEGRAÇÃO TRIPLA EM COORD. ESFÉRICAS
O que é feito:
utilizando os limites de integração apropriados; SubstituindodV por
2 sen d d d.
INTEGRAÇÃO TRIPLA EM COORD. ESFÉRICAS
Essa fórmula pode ser estendida para incluir regiões esféricas mais gerais, como:
Nesse caso, a fórmula é a mesma que (3), exceto que os limites de integração para são g1(, ) e
g2(, ).
^
, , , , 1 , 2 ,`
E c d g g U T I D T Ed d d dI T I d dU T I INTEGRAÇÃO TRIPLA EM COORD. ESFÉRICAS© 2010 Cengage Learning. Todos os direitos reservados.
Em geral, as coordenadas esféricas são utilizadas nas integrais triplas quando
superfícies como cones e esferas formam a fronteira da região de integração.
INTEGRAÇÃO TRIPLA EM COORD. ESFÉRICAS
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Calcule
onde B é a bola unitária:
2 2 23 / 2 x y z Be
dV
³³³
^
, ,
2 2 21
`
B
x y z
x
y
d
z
INTEGRAÇÃO TRIPLA EM COORD. ESFÉRICAS EX. 3
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Como a fronteira de B é uma esfera, utilizaremos coordenadas esféricas:
Além disso, as coordenadas esféricas são convenientes, pois:
x2+ y2+ z2= 2
^
, ,
0
1,0
2 ,0
`
B
U T I
d d
U
d d
T
S
d d
I S
INTEGRAÇÃO TRIPLA EM COORD. ESFÉRICAS EX. 3
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Então, de (3) temos:
INTEGRAÇÃO TRIPLA EM COORD. ESFÉRICAS EX. 3
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Seria extremamente complicado calcular a integral do Exemplo 3 sem coordenadas esféricas.
Com coordenadas retangulares, a integral iterada seria
3 / 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 1 1 1 1 1 1 x x y x y z x x ye
dz dy dx
³ ³
³
INTEGRAÇÃO TRIPLA EM COORD. ESFÉRICAS Obs.
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Utilize coordenadas esféricas para determinar o volume do sólido delimitado:
pelo cone
pela esfera
x2+ y2+ z2= z
2 2
z x y
INTEGRAÇÃO TRIPLA EM COORD. ESFÉRICAS EX. 4
Observe que a esfera passa pela origem e tem centro em (0, 0, ½). Escrevemos a equação da esfera em coordenadas esféricas como: 2= cos ou = cos
INTEGRAÇÃO TRIPLA EM COORD. ESFÉRICAS EX. 4
A equação do cone pode ser escrita como:
Isto dá: sen = cos ou = S /4
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Portanto, a descrição do sólido E em coordenadas esféricas é
^
, , 0 2 ,0 / 4,0 cos`
E
U T I
d dT
S
d dI S
d dU
I
INTEGRAÇÃO TRIPLA EM COORD. ESFÉRICAS EX. 4
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A figura mostra como E é varrido se
integramos primeiro em relação a , depois em relação a , e então em relação a . INTEGRAÇÃO TRIPLA EM COORD. ESFÉRICAS EX. 4
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O volume de E é:
INTEGRAÇÃO TRIPLA EM COORD. ESFÉRICAS EX. 4
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Essa figura mostra uma visão (desta vez, utilizando o MAPLE) do sólido do Exemplo 4. INTEGRAÇÃO TRIPLA EM COORD. ESFÉRICAS