• Nenhum resultado encontrado

EstruturaçãodaMonografiaparaaPUCMinas.

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "EstruturaçãodaMonografiaparaaPUCMinas."

Copied!
6
0
0

Texto

(1)

Palestra realizada pela Professora Ronaly Cajueiro de Melo da Mata em 21 Outubro de 2010 na PUC Betim.

Monografia

A formatação de uma monografia é disponibilizada pela PUC, em seu site, através de um padrão que deve ser impresso e seguido.

O Projeto de uma monografia serve para saber se a pesquisa é viável ou não. É nele que destacamos o tema, a relevância.

A Estruturação formal de uma monografia é explicada nas páginas que se seguem:

- A monografia deve ser escrita em português correto. Muitos entregam a monografia sem fazer a correção e ocorrem erros como ”inteção”, “Brazil” . temos de pedir pra alguém que entenda de português para corrigir pois, chega um momento em que já lemos a monografia umas vinte vezes e não conseguimos mais ver os erros e por isso é importante que outra pessoa, outros olhos façam a correção.

Nem sempre a correção é de português. As vezes a própria estrutura do parágrafo fica confusa, repetitiva. A pessoa vai recortando e colando e acaba colando em outro lugar. Temos que atentar à pontuação, ao entendimento.

Quem corrige deve ter experiência pois, as vezes, o parágrafo tem de ser reestruturado. Quando escrevemos, geralmente, transcrevemos os vícios da nossa fala, como colocar o sujeito depois do predicado e não percebemos.

- A Dedicatória (não obrigatória).

Em quase todos os trabalhos de monografia o aluno repete o conteúdo da dedicatória nos agradecimentos. Por exemplo, na dedicatória “dedico esse trabalho à minha sogra que é uma pessoa muito boa” e nos agradecimentos repete...”agradeço à minha sogra que é uma pessoa muito boa e muito me ajudou”.

Dedicatória e agradecimentos são coisas distintas.

A dedicatória pode ser feita a quem quisermos, ao papagaio, ao prefeito, não importa pois é uma homenagem à coisa que desejamos homenagear.

Os agradecimentos são feitos a quem contribuiu de forma direta no nosso trabalho, como exemplo, quem ajudou na revisão, ao orientador.

A dedicatória e os agradecimentos não são obrigatórios pois as vezes a pessoa pode não querer agradecer a ninguém. Portanto, não precisa agradecer e nem dedicar o trabalho a ninguém. - A Epígrafe (não obrigatória).

Podemos colocar trechos de música, de poesia ou de livro que acharmos importantes e tenha a ver com o tema. Ou seja, o que é dito no trecho escolhido deve ir de encontro, corroborar com o tema da monografia. Não cabe colocar um trecho de música do Marcelo D2 se o tema é de direito de família. A epígrafe e o tema devem se comunicar.

(2)

- Resumo e Abstract.

O resumo é o resumo mesmo.

O abstract é a tradução literal do resumo, numa língua internacionalmente conhecida (inglês, espanhol, italiano). Pode ser usado um programa que faça essa tradução ou contratar o serviço de um profissional.

No resumo temos de colocar: objetivo, método, resultado e as conclusões. Não pode passar de uma folha pois, sua finalidade é fazer com as pessoas que fazem pesquisas leiam o resumo e decidam se o trabalho é interessante para sua pesquisa.

O objetivo do resumo é instigar a pesquisa e, portanto, o colocaremos o mais breve possível, ou seja, meia página ou três parágrafos e no final, duas a três palavras chave.

- Lista de Abreviaturas e de Siglas.

A sugestão é que, à medida em que formos escrevendo a monografia já vamos fazendo uma lista, em apartado, das siglas e abreviaturas usadas no texto e também das referências bibliográficas pois, caso contrário, teremos que voltar à biblioteca e procurar o livro do qual extraímos o texto.

Os examinadores conferem as abreviaturas, as siglas e a bibliografia.

- Entrega deve ser em três vias (em espiral), sendo uma para cada examinador. A banca é formada por três dos nossos professores. Um deles é o orientador e os outros dois são os examinadores da área do trabalho que será exposto. A banca é formada de: Civil e Processo Civil, Penal e Processo Penal, Trabalho e Processo do Trabalho, Administrativo e Tributário. Os professores da casa que estão disponíveis naquele dia farão parte da banca.

Uma quarta via da monografia é entregue à Universidade e nada obsta que seja em capa dura pois, tecnicamente, fica um trabalho mais caro, porém muito mais apresentável e para colocar na estante da biblioteca fica mais prático.

- Introdução:

Normalmente, na introdução não se faz citação de livro.

A introdução deve ser encarada como um esclarecimento, para quem vai começar a ler, do motivo que nos direcionou a escrever sobre aquele determinado tema. Nela temos que justificar a relevância da nossa pesquisa para o meio acadêmico.

A monografia é uma pesquisa e como tal temos que trabalhá-la em cima de um problema. Temos que ter um problema. Mesmo que seja um tema muito bem escrito, se não houver um problema não será uma monografia.

Escrever um livro sobre tutela antecipada, por exemplo, em termos genéricos é perfeito, mas se não houver um problema a ser tratado, não serve como monografia.

Já no projeto de monografia é feita uma pergunta, cuja resposta será pesquisada e ao final pode ser que seja respondida, caso seja encontrada a resposta. Ao final, confirmamos ou não a hipótese do projeto de pesquisa; muitas vezes confirmamos a hipótese levantada a priori e as vezes não.

Colocamos então: O tema com o problema.

(3)

A justificativa – que não deve ser pessoal – não devemos dizer que a idéia de escrever sobre aquele tema surgiu enquanto estava tomando banho e lembrou do contrato que tem com a copasa de fornecimento de água. Isso não é justificativa.

Temos de justificar em primeiro lugar, a relevância, ou seja, em que a nossa pesquisa vai acrescentar ao meio acadêmico.

Não é exigido que seja uma pesquisa exclusiva, mas se exige que ela seja relevante, que se a crescente algo ao meio acadêmico.

Cuidado para não adiantar a conclusão da pesquisa. Temos que falar o porquê escrevemos sobre o tema, a relevância do tema, como foi trabalhado o tema (não precisa ser capítulo por capítulo), por exemplo, “primeiramente será trabalhado o conceito de casamento e seus efeitos, depois os impedimentos, depois o regime de bens e assim por diante....”; depois.... será abordado ainda ....”

A introdução serve para justificar o porquê eu quis colocar aquele capítulo. Não podemos escrever um capítulo que não tem nada a ver com a introdução e nem tão pouco com o desenrolar da pesquisa.

No final da introdução temos que enfatizar o “TCHAN – TCHAN – TCHAN – TCHAAAN”, isso mesmo...temos que deixar o leitor realmente interessado no assunto, a ponto de querer ler o que escrevemos. É por isso que não devemos adiantar a conclusão da nossa pesquisa dentro da introdução. Caso contrário, não despertaremos no leitor a vontade de descobrir o final. Pra entender essa regra basta lembrar as chamadas, que os apresentadores de programas de TV fazem para as manchetes ou atrações principais, durante o transcorrer do programa e que só serão mostradas no final do programa. Temos que assistir o programa até o final para ver aquela notícia ou atração tão esperada. Essa é a técnica. Prender a atenção do leitor para o desfecho o final.

- As páginas são contadas, excluindo-se a capa, a partir da folha de rosto. Comumente o aluno erra nesta parte. A partir da folha de rosto inicia-se a contagem das folhas mas essa contagem ainda não parece. A numeração só aparecerá a partir do primeiro texto , ou seja, a partir da introdução. Se a introdução for feita na página 8, essa página receberá o número 8 e daí em diante serão numeradas as outras páginas.

- Desenvolvimento:

Escrevemos sempre para alguém ler. Temos que entender que nem sempre quem lê a nossa monografia é da área do direito; pode ser da área médica, da psicologia, da engenharia, etc. Sendo assim, a monografia tem que ser pensada de forma a preparar um pano de fundo para o leitor. Se vamos falar sobre que o divórcio é um meio de desconstituição do vínculo conjugal, mas, o que é vínculo conjugal? Então precisamos começar explicando o que é casamento, mas não precisa explicar desde o pegar, ficar, namorar e casar...

Esse pano de fundo tem o objetivo de fazer com que o leitor entenda a nossa pesquisa.

Quando começamos a monografia sempre fazemos um esqueleto prévio. Se vamos falar sobre guarda compartilhada, começaremos falando de filiação, como é estabelecida essa filiação, quais são as formas de perda do poder familiar, o que é guarda, até chegar na guarda compartilhada.

(4)

Temos que citar, obrigatoriamente, no trabalho, o nome e trechos de autores que sejam, reconhecidamente, ligados ao tema. Por exemplo, que vai falar sobre direito de família, tem que citar Caio Mário, Silvio Rodrigues, que são autores clássicos, mas também tem de citar autores atuais que têm levantado novas e recentes discussões, como as que Maria Berenice levanta em suas obras e que não são encontradas nas obras de Caio Mário. Para isso temos de saber, antes, quais são os autores que escreveram sobre o tema por mim escolhido.

A PUC recomenda não usar citação de citação (Apud). Só podemos colocar, por exemplo, “fulano, citado por cicrano”, apenas no caso de se tratar de uma obra inacessível de fulano. Não faz sentido escrever: “segundo fulano, citando Rosenvald”, porque as obras do Rosenvald são super acessíveis e basta ir na biblioteca e citar diretamente Rosenvald.

Não é aceita citação de obra em língua estrangeira, quando a obra não é consultada. Por exemplo, um determinado autor cita a obra de Berlingere e o aluno em sua monografia cita Berlingere (autor italiano de direito civil), em italiano, como se houvesse consultado sua obra, baseando-se apenas na citação feita pelo autor, sendo que as obras de Berlingere são traduzidas para o português.

Portanto, citar apenas os autores que realmente foram consultados.

O ideal é que citemos autores que possuem posicionamentos distintos. Citamos um, citamos o outro e mostramos na nossa pesquisa que há uma divergência, uma polêmica sobre o tema escolhido. Depois de mostrar a discussão sobre o problema é hora de colocarmos o nosso posicionamento em relação ao tema. Esse é o espírito de uma monografia.

Na monografia, temos que colocar os autores para dialogar e em seguida temos que nos mostrar, mostrar a nossa opinião sobre o tema, as nossas impressões pessoais. Temos que aparecer na monografia para que o trabalho possa ser atribuído a nós autores da pesquisa. Os examinadores querem constatar qual é o nosso posicionamento diante do problema exposto.

Depois que citarmos a doutrina, temos que trabalhar a legislação e a jurisprudência para efeitos da constitucionalidade do tema.

Se é caso de inconstitucionalidade temos que mostrar porquê é inconstitucional, qual é a carga de inconstitucionalidade, em que situação é alegada tal inconstitucionalidade. Ou seja, não basta apenas dizer que é inconstitucional.

Quando colocarmos a legislação não é necessário transcrever os artigos, a menos que seja uma coisa muito específica.

Na jurisprudência, colocamos as decisões judiciais e delas temos que colocar os acórdãos, mas não devem ser transcritas nos “anexos” da monografia, porque ninguém lê e só desgasta a monografia, além de gastar papel à toa.

O ideal é colocarmos a ementa no corpo do texto e trabalhemos essa ementa, ou justificando a solução por nós proposta ou negando. Temos que colocar posicionamentos distintos pois, o que se busca é discussão. Por exemplo, colocamos o posicionamento de Minas Gerais, que é um tribunal reconhecidamente conservador e colocamos também decisões do Rio Grande do Sul que é, reconhecidamente, de vanguarda. E tento discutir no texto o motivo das discussões serem tão díspares. Mostrar que em tal decisão não houve respaldo jurídico, que em outra não

(5)

houve imparcialidade, enfim, fazer uma análise crítica das decisões. Portanto, não é só jogar a jurisprudência nos anexos, só pra mostrar que existem. É pra discutir mesmo.

Não devemos utilizar sites não confiáveis, tipo jus navigandi. Não podemos colocar nenhum documento que seja do senso comum. De um total de cerca de 30 consultas, contando códigos, jurisprudência e doutrina consultadas, limitar ao máximo de 30% a quantidade de informação eletrônica.

- Citações livres e textuais.

Vamos colocar na monografia a parte histórica mas, não devemos nos preocupar com os créditos pois eles serão do autor citado. Devemos mesclar as citações jurídicas com citações pessoais.

Podemos ler a obra e escrever com as nossas palavras. O crédito será do autor da obra lida. No final colocamos o nome do autor. Isso é uma citação livre. Não é preciso ficar toda hora dizendo “segundo fulano de tal”. Também não se usa mais dizer: “segundo o brilhante ....”, não precisa adjetivar ninguém. Devemos nas citações, ou colocar o nome completo ou o último patronímico, isso tanto no meio do texto quanto nas referências bibliográficas. Por exemplo, devemos colocar “segundo Caio Mário da silva Pereira”, ou “segundo Pereira” e nunca “segundo Caio Mário”.

- Análise de resultado.

Diante de tudo o que foi coletado, da doutrina, da jurisprudência, da legislação será feita uma conclusão própria, ou seja, do aluno mesmo. Não é a conclusão de outro autor, nem do orientador.

- Conclusão.

A partir do trabalho feito devemos colocar as nossas conclusões pessoais. E aqui não se cita mais ninguém, não se coloca mais artigo e nem jurisprudência. Coloca-se o ponto que resolve a questão, no seu ponto de vista, ou se não resolveu, o aluno deve colocar que “embora a pesquisa tenha chegado ao final, o tema não foi resolvido mas a pesquisa vai continuar e espero que a jurisprudência se posicione de forma diversa, ou que o legislador se manifeste sobre esse assunto em breve...”. é o problema de quem escrevia sobre a adoção por casais homoafetivos e ainda não haviam posicionamentos sobre o tema.

- Referências bibliográficas e Bibliografia.

Bibliografia é tudo o que foi usado para formular a pesquisa. Pode ser autores que não apareçam no corpo do texto.

A PUC não recomenda a bibliografia. Ela exige apenas as referências bibliográficas. Referência bibliográfica é tudo o que foi efetivamente citado no trabalho.

O examinador se preocupa com tais referências. Se no corpo do trabalho estiver escrito “segundo fulano de tal”, esse fulano tem de constar nas referências bibliográficas.

Se o aluno quiser colocar as referências bibliográficas e a bibliografia, que o faça em folhas separadas.

Programas jurídicos devem ser citados no corpo da pesquisa e mostrados nas referências bibliográficas.

(6)

- Apêndice e Anexos são opcionais.

Apêndices são os materiais utilizados, como o questionário que foi usado na pesquisa. DEFESA DAMONOGRAFIA

USAR VESTIMENTA ADEQUADA AO EVENTO FORMAL LEVAR UMA CÓPIA DA MONOGRAFIA, CANETA E PAPEL

A APRESENTAÇÃO INICIA-SE COM A ABERTURA DA DEFESA E EXPLICAÇÃO DAS REGRAS AO CANDIDATO.

 O CANDIDATO TERÁ 10 MIN.PARA APRESENTAÇÃO DO TEMA: CUMPRIMENTAR A BANCA EXAMINADORA, COLOCAR O PROBLEMA E BREVEMENTE FALAR DA RELEVÂNCIA, FALAR COMO O TEMA FOI TRABALHADO E O RESULTADO DA PESQUISA.

 APÓS, CADA PROFESSOR EXAMINADOR ARGUIRÁ O CANDIDATO POR 5 MIN. DEVENDO O ALUNO ANOTAR TODAS AS PERGUNTAS E RESPONDÊ-LAS SOMENTE AO FINAL EM NO MÁX. 5 MIN.

 APÓS, OCORRERÁ A ARGUIÇÃO PELO OUTRO PROFESSOR.  O ORIENTADOR NÃO ARGUI O SEU ORIENTANDO.

 SAÍDA DA SALA DO CANDIDATO COM DISCUSSÃO DA NOTA EM SIGILO, SENDO APÓS INFORMADA A NOTA FINAL QUE É A MÉDIA DAS TRÊS NOTAS DADAS.

Referências

Documentos relacionados

Sob esta dominação podem-se incluir condições que no escopo de instituições de fomentos não são manipuláveis (ex. as variáveis macroeconómicas), outras de grande

Les membres individuels participent aux réunions de l’association avec le droit d’expression, le droit d’initiative et le droit de vote.. Les représentants de partis membres

Os resultados obtidos através dos ensaios mostraram que é viável a utilização de misturas solo-resíduos da construção civil para aplicação em fundações

O tema relacionado ao familiar cuidador da criança com neoplasia vem despertando meu interesse desde a graduação, quando tive a oportunidade de participar,

construída de forma a completar o puzzle (n=3), Mostra ao parceiro o lugar correto para uma peça (n=2) e Tenta juntar duas peças que foram construídas por

Vitória-ES, Camacho (2001) constata que as ações socializadoras incidem sobre o aspecto pedagógico em detrimento de ações voltadas para as relações entre

Specular anodized miro 9 hammerd aluminium reflectors with 99,99% purity with total light reflection superior to 94% (Efficiency Class A) and no iridescense.. Luminária

Diante do exposto, este projeto objetivou fortalecer a agricultura familiar junto aos produtores de assentamentos rurais do município de Bananeiras utilizando a