PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTA MARIA SECRETARIA DE MUNICÍPIO DA EDUCAÇÃO
ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL SANTA HELENA
PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO
DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DA ESCOLA e ATOS LEGAIS
ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL SANTA HELENA
Endereço: Rua Clemente Pinto s/nº - Vila Santa Helena – Bairro: Camobi CEP: 97110 – 190 Fone: 3226 4155
Email: [email protected] Site: www.escolasantahelena.com
Nº Cadastro no CMESM: 001/019 – 26.03.2000 Nº Cadastro no Educacenso: 43123627
NATUREZA DO ATO LEGAL
RELATIVO AO ESTABELECIMENTO EMISSORÓRGÃO NÚMEROTIPO DATA
Cria a Escola Prefeitura
Municipal
Decreto 15
07.04.1972
Denomina a Escola Câmara de
Vereadores
Lei 1785
10.09.1975
Reorganizada SEC* Portaria
55.564 02.10.1984
Aceita Corpo Docente CMESM** Parecer
012 15.07.1992
Ampliação de Série CMESM Parecer
122
25.11.1992
Regimento Escolar CMESM Parecer
117
09.12.1992
Aceita Corpo Docente CMESM Parecer
008
16.06.1993
Ampliação de Série CMESM Parecer
021
24.11.1993
Base Curricular CMESM Parecer
016
05.01.1994
Ampliação de Série CMESM Parecer
775 .1994
Altera denominação Prefeitura
Municipal Decreto110 12.04.1994
Aceita Corpo Docente CMESM Parecer
036
15.06.1994
Base Curricular CMESM Parecer
016
28.01.2000
Altera designação dos
estabelecimentos de ensino
integrantes do Sistema Municipal de Ensino de Santa Maria, face à Resolução CMESM nº 5, de 05 de janeiro de 2000 Prefeitura Municipal Decreto 016 28.01.2000
Regimento Escolar CMESM Parecer
014
Níveis e Modalidades de ensino:
A escola oferta o Ensino Fundamental do 1º ao 9º ano, com matrícula obrigatória a partir dos 06 (seis) anos de idade.
SUMÁRIO DADOS DE IDENTIFICAÇÃO ... 02 INTRODUÇÃO ... 06 1 DIAGNÓSTICO DA ESCOLA ... 11 1.1 Contexto da escola ... 11 1.2 Caracterização da escola ... 15 1.2.1 Histórico da escola ... 15 1.2.2 Bandeira da Escola ... 16 1.2.3 Canção da Escola ... 16 1.2.4 Mascote da escola ... 17
1.2.5 Situação física da escola ... 18
1.2.6 Acessibilidade ... 18
1.2.7 Recursos Humanos ... 18
1.2.8 Recursos financeiros ... 19
1.2.9 Recursos materiais e pedagógicos ... 20
1.2.10 Organização da escola e do ensino ... 22
1.2.10.1 Níveis, modalidades de educação e ensino ... 22
1.2.11 Atendimento Educacional Especializado ... 22
1.2.12 Sala de Recursos Multifuncionais ... 25
1.2.13 Sala de Informática ... 26
1.2.14 Sala de Leitura ... 28
1.2.15 Relações entre a escola e a comunidade ... 29
1.2.16 Principais indicadores da escola ... 30
1.2.17 Programas e projetos educacionais desenvolvidos pela escola ... 31
1.2.17.1 Programas ... 31
1.2.17.1. 1 Programa Mais Educação ... 31
1.2.17.2 Projetos ... 34
1.2.17.2. 1 Projeto Iniciação Científica ... 34
1.2.17.2. 2 Projeto Xadrez ... 37 1.2.17.2. 3 Apoio Pedagógico ... 38
1.2.17.2.4 Planejamento ou hora atividade... 39
1.2.17.2. 5 Ações Pedagógicas Interdisciplinares ... 39
1.2.17.2.5 Reunião Pedagógica... 40
2 FILOSOFIA DA ESCOLA ... 40 3 PRIORIDADES, OBJETIVOS, METAS E PRINCIPÁIS AÇÕES ... 45
3.1 Prioridades ... 45
3.2 Objetivos ... 46
3.3 Metas ... 47
4 ORGANIZAÇÃO DA GESTÃO DA ESCOLA ... 48
4.1 Concepção de gestão escolar ... 49
4.2 Organograma da escola ... 49
4.2.1 Gestores ... 50
4.2.2 Professores ... 56
4.2.3 Funcionários ... 58
4.2.4.1 Pais/responsáveis ... 58
4.2.4.2 Alunos ... 59
4.2.5 Órgãos colegiados ... 59
4.2.5.1 Conselho escolar ... 59
4.2.5.2 Associação de Pais e mestres ... 60
4.2.5.3 Grêmio estudantil ... 60
4.2.5.4 Conselho de classe ... 60
4.3 Normas de convivência ... 62
4.3.1 Direitos e deveres do professor ... 62
4.3.1.1 Direitos do professor ... 62
4.3.1.2 Deveres do professor ... 63
4.3.2 Direitos e deveres do aluno ... 64
4.3.2.1 Direitos do aluno ... 65
4.3.2.2 Deveres do aluno ... 66
4.3.2.3 Das faltas dos alunos ... 67
4.3.2.4 Medidas disciplinares ... 69
4.3.3 Direitos e deveres dos funcionários ... 71
4.3.3.1 Direitos dos funcionários ... 71
4.3.3.2 Deveres dos funcionários ... 71
4.3.4 Direitos e deveres dos pais ... 71
4.3.4.1 Direitos dos pais ... 71
4.3.4.2 Deveres dos pais ... 72
5 ORGANIZAÇÃO CURRICULAR ... 73
5.1 Concepção de currículo da escola ... 73
5.2 Composição curricular ... 73
5.2.1 Matriz curricular da escola ... 78 5.2.2 Organização dos tempos e espaços de aprendizagem ... 79
5.2.2.1 Tempo ... 80
5.2.2.2 Espaço ... . 80 5.2.3 Concepção e organização do planejamento e da metodologia de ensino 81 5.2.3.1 Planejamento ... 81
5.2.3.2 Metodologia ... 84
5.2.4 Concepções, critérios e formas de avaliação da escola ... 86
5.2.4.1 Mapa de acompanhamento pedagógico ... 89
5.2.4.2 Avaliação da aprendizagem do aluno nos níveis e modalidades ofertadas pela escola ... 89
5.2.4.3 Obtenção da média anual do 5º ao 9º ano ... 89
5.2.4.4 Recuperação contínua e paralela ... 90 5.2.4.5 Relatório Trimestral ou boletim escolar ... 91
5.2.4.6 Promoção, classificação, reclassificação, avanço, aproveitamento de estudos e adaptação curricular ... 91
5.2.4.7 Casos especiais de aprovação ... 93
5.2.4.7.1 Alunos com necessidades especiais... 93
5.2.4.7.2 Garantia de exercícios domiciliares ... 94
5.2.4.8 Avaliação na Educação Especial... 94
6 FORMAÇÃO CONTINUADA NA ESCOLA ... 95
6.2 Metas ... 96 6.3 Temáticas e programação ... 96 7 AVALIAÇÃO DO PPP ... 96 8 BIBLIOGRAFIA ... . 96 9 ANEXOS – PLANOS DE ESTUDOS ... 98
INTRODUÇÃO
Refletindo a respeito da situação da sociedade brasileira, no contexto latino-americano e mundial, atentamos para alguns aspectos que descrevemos a seguir:
a) Os aspectos da situação global do contexto latino-americano e brasileiro que se destacam são: a dependência externa, os limites governamentais, pobreza material e cultural (perda das referências próprias), corrupção, contradição entre a grande produção tecnológica e a distribuição equivalente dos seus benefícios a toda população; além disso, a violência, as drogas, a prostituição de menores, o desemprego, a falta de compromisso da família, o desinteresse, a falta de responsabilidade, a falta de solidariedade, o individualismo, o egocentrismo e a discriminação também podem ser citados.
b) Por outro lado, o avanço das tecnologias em todas as áreas do conhecimento humano pode contribuir para uma melhor qualidade de vida para as pessoas. Também tem aumentado a conscientização das questões ambientais, religiosas e sociais.
c) A difusão tecnológica, embora sem ter sido apropriado por todos ainda, tem concorrido para oportunizar a inclusão digital.
d) Na sociedade atual temos o aumento do consumo promovido por mega empresas para garantir sua dominação, o egoísmo e o individualismo do homem cada vez mais acentuado, a valorização do dinheiro no sentido que o ser humano é
valorizado pelo que tem. Além disso, os valores estéticos se sobrepõem aos éticos. e) No contexto da América Latina, nossos problemas têm origem histórica, gerando desigualdades sócio-econômicas e culturais.
Nesta sociedade o jovem representa uma possibilidade de transformação. No entanto, para transformá-la é preciso ter consciência de que o sistema, através da mídia, apresenta-o como fonte de beleza, sensualidade, consumo e manipulação. É neste contexto que o nosso papel de educadores precisa ser repensado.
Aí formulamos a grande pergunta: Qual o papel do educador e da nossa escola?
O educador é hoje o catalisador das contradições do mundo contemporâneo: recebem indivíduos das mais diferentes origens, tanto em termos culturais e econômicos, como em termos afetivos e psicológicos.
Cabe a nós, educadores, estarmos devidamente instrumentalizados, com um bom referencial teórico, além de uma prática coerente e possível, que oportunize aos educandos uma interação, pelo menos, satisfatória na sociedade.
Sociedade a qual ansiamos com mais possibilidades aos nossos jovens, solidária, mais humana, mais justa, questionadora, pacífica, com direitos e deveres bem delineados para todos e onde as instituições respeitem as diferenças individuais e que a justiça seja mais igualitária, menos morosa e unilateral. Onde o indivíduo perceba que a única forma de ter sua opinião valorizada e a democracia exercida é através de sua participação. Que o homem perceba que ele é um ser total (universal-holístico) e, por isso, responsável por si e pelo mundo em que habita.
Queremos uma sociedade, no respeito, na lealdade, na veracidade e na justiça, onde o homem aceite a crítica e conviva com as divergências para construir um futuro melhor para todos.
Um ser humano que viva em busca de sua identidade e da realização pessoal, capaz de criar e transformar, um ser racional, complexo, estável, em constante aprendizagem. Que tenha caráter, que seja solidário, honesto, responsável, coerente, pacífico, que avalie as situações com clareza e opte por resolvê-las de forma a distribuir justiça. Que seja comprometido com a execução das metas, que seja democrático; que se responsabilize pelos seus atos e assuma seus compromissos com a sociedade; que seja crítico, cooperativo, consciente, com
capacidade de interferir de forma positiva na vida humana e no meio em que vive. O homem torna-se um agente de transformação na consciência da desigualdade, na necessidade de acompanhar os avanços do mundo, na convivência com os outros e na esperança de dias e de um mundo melhor, construindo assim uma sociedade mais justa, cultivando valores como os já citados, onde cada um faça sua parte (individual) e atue no coletivo, aceitando a convivência em grupo e interferindo no sentido de manter o que é aceito por todos e transformando o que precisa ser transformado.
A justiça social é possível quando permitir os mesmos direitos e oportunidades para todos os indivíduos. A solidariedade pode crescer se acreditarmos que é possível um mundo melhor, com ousadia para tentar o diferente.
A escola desempenha um papel fundamental na possibilidade que o indivíduo tem de desenvolver a capacidade de, além de adquirir conhecimento, lutar pela justiça, pelos direitos, pela igualdade de oportunidades e pela solidariedade.
A escola democrática tem como característica principal à pluralidade de idéias nas ações, com objetivos comuns, onde os integrantes da comunidade escolar tenham vez e voz, onde haja comprometimento e participação de todos para o bom andamento do trabalho, permitindo à escola estar aberta a sugestões nas quais as responsabilidades sejam de todos.
A educação deve ser voltada à realidade do aluno fazendo com que este se inclua no contexto global, potencializando e inter-relacionando conhecimentos universais apropriados pelos homens como uma prática de conhecer e reconhecer a realidade concreta e a convivência com as diferenças na busca do conhecimento. O ensino de qualidade possibilita conhecer, reconhecer, aceitar, recusar, debater, opinar e crescer como parte integrante da sociedade onde os profissionais da educação se aprimoram constantemente por perceberem que não são o centro do processo e que a educação é coletiva.
Nesse sentido, as diretrizes que traçamos para que a escola seja um centro do saber sistemático é ter um currículo escolar capaz de formar jovens aptos a se tornarem cidadãos respeitando os limites de cada um.
O tipo de pedagogia que se adapta a uma escola, que pretende uma ação transformadora, deve questionar a realidade oferecendo opções para os alunos construírem seu conhecimento, possibilitando a intervenção no meio social. Uma pedagogia que prime pela criatividade, que seja participativa, onde os segmentos da comunidade escolar possam expressar-se interferindo na escola e na sociedade.
O ideal para a nossa escola, que é pública, é ser reconhecida pela comunidade pela qualidade do seu corpo docente e formação de alunos visando prepará-los para atuar na sociedade. Onde a comunidade escolar tenha responsabilidade e respeite seus direitos e deveres, demonstrando união e buscando um objetivo único. Onde os professores tenham metas e reavaliem constantemente seu trabalho.
Enfim, a escola se relaciona ao processo de transformação da sociedade através de um ambiente intelectual, proporcionando consciência política aos jovens, onde a força aumenta com a vontade de todos e a organização não diminui com a falta de perspectiva.
Os princípios que orientam a nossa prática escolar são: respeito, ética moral e solidariedade. Estes princípios são fundamentais, a base para a convivência e a possibilidade para o “fazer pedagógico”.
Isto esclarecido, e com o objetivo de atender ao pleno desenvolvimento do educando e de potencializar a construção de sua cidadania apresentamos o Projeto Político Pedagógico da EMEF SANTA HELENA. Um documento que detalha objeti-vos, diretrizes e ações do processo educativo a ser desenvolvido na escola, expres-sando as exigências da legislação vigente como a Lei de Diretrizes e Bases da Edu-cação Nacional - LDB 9.394/96, a Constituição Brasileira, o Estatuto da Criança e do Adolescente, o disposto nos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs, as Diretri-zes Curriculares Nacionais e Municipais, as deliberações advindas da Secretaria Municipal de Educação e do Conselho Municipal de Educação, bem como as neces-sidades, propósitos e expectativas da comunidade escolar.
Nisso residem duas características fundamentais do projeto político-pedagó-gico, definidas por Libâneo (2004, p. 152): considerar o que já está instituído (legisla-ção, currículos, métodos, conteúdos, clima organizacional, etc); e, ao mesmo tempo,
instituir, estabelecer e criar objetivos, procedimentos, instrumentos, modos de agir, estruturas, hábitos e valores, ressignificando a própria cultura escolar. Daí o fato de ser considerado como instrumento e processo de organização da escola e, por isso, mesmo, algo que não se constitui simplesmente num produto que cumpre uma exi-gência legal.
Reconstruído pela comunidade escolar, apresentamos o retrato fiel do que estamos fazendo e que vem dando certo. Ou seja, não projetamos uma escola utópi-ca e sim uma escola real, que existe na teoria e na prátiutópi-ca diária de todos os envolvi-dos.
Este Projeto é destinado a toda a comunidade escolar, provocando sua inte-ração por meio de atividades que possibilitem alunos, professores, servidores e pais perceberem de forma crítico-reflexivo e construtiva os desafios a serem enfrentados na construção de uma escola democrática que a viabilize uma escola que assegure a autonomia dos envolvidos através de um trabalho de qualidade.
Não consideramos este Projeto acabado e sim em constante avaliação, revi-são e reconstrução, por isso pode ser comparado, de forma análoga, a uma árvore. Ou seja, plantamos uma semente que brota, cria e fortalece suas raízes, produz sombra, flores e frutos que dão origem a outras árvores, frutos... Mas, para mantê-la viva, não basta regá-la, adubá-la e podá-la apenas uma vez.
1. DIAGNÓSTICO DA ESCOLA 1.1 Contexto e avaliação da escola
Com a finalidade de obter dados pra fazer a contextualização da escola enviamos as famílias de nossos alunos um questionário, com 23 questões. De um total de 207 alunos, o questionário foi entregue para 200, já que alguns são irmãos. Destes, retornaram para a escola 136 questionários, ou seja, tivemos a participação de 68% das famílias. A seguir apresentamos os dados obtidos:
1. Com quem o aluno mora: 68% de nossos alunos moram com pai e mãe, 27% com a mãe, 5% com o pai e 8% com os avós ou outros responsáveis. 2. Quantos filhos tem na escola: 57% tem apenas um filho na escola, 27% tem
dois filhos, 15% tem três filhos e 5% tem de três a quatro filhos.
3. Quantas pessoas moram na residência: 3% disseram que duas pessoas, 30% três pessoas, 24% quatro pessoas, 23% cinco pessoas, 20% seis ou mais pessoas.
4. Os pais ou responsáveis exercem suas atividades profissionais nas seguintes funções: 20% dos pais e das mães trabalham no comércio, 30% dos pais e das mães são prestadores de serviços, 10% das mães e pais são funcionários públicos, 5% das mães trabalham com educação, 17% são militares, e de 30 a 35% exercem outra profissão, como: pedreiro, radialista, enfermeira, pecuarista, motorista, vendedora, manicure, auxiliar administrativo, metalúrgico, massoterapeuta, marceneiro, indústria, artesã, cuidadora. A grande maioria das mães são domésticas, diaristas ou faxineiras.
5. Quem sustenta a família: 45% são sustentados pelo pai e mãe, 30% só pelo pai, 19% só pela mãe, e 10% por outras pessoas.
6. Renda familiar: 15% ganham menos de R$ 500, 00, 29% ganham de R$ 500,00 a R$ 1.000,00, 32% ganham entre R$ 1.000,00 a R$ 2.000,00 e 26$ ganham acima de R$ 2.000,00.
7. Recebimento de algum benefício do governo: 69% não recebem nenhum auxílio e 27% recebem algum auxílio como Bolsa Família.
8. Carga horária de trabalho: Em média oito horas diárias, tanto pais, quanto mães.
9. Quanto ao grau de instrução dos pais: 24% dos pais e 27% das mães tem 1º grau incompleto, 10% dos pais e 9% das mães tem 1º grau completo, 16% dos pais e 11% das mães 2º grau incompleto, 24% dos pais e 26% das mães tem o 2º grau completo, 7% dos pais e 9% das mães tem o superior incompleto, 5% dos pais e 10% das mães tem o superior completo e 0,7% dos pais e 4% das mães tem Pós graduação.
10. Responsável por estabelecer as regras/limites na família: 19% são os pais, 24% são as mães, 52% são os dois e 10% são outros, como os avós.
11. Há interferência de outras pessoas na educação dos filhos: 19% disseram que sim e que essa interferência é positiva e 81% disseram que não há interferência de outras pessoas na educação dos filhos.
12. Consideram importante que a escola imponha limites: 100% dos pais disseram que sim.
13. Lugar apropriado para estudar: 11% disseram que seus filhos não possuem lugar apropriado aos estudos em casa e 89% disseram que sim.
14. Tempo de estudo em casa: 30% disseram que estudam o suficiente e 74% disseram que deveriam estudar mais tempo.
15. Acompanhamento dos estudos dos filhos: 99% disseram que acompanham e que é a mãe a responsável pela função.
16. Hábito de leitura da família: 26% não têm este hábito e 74% lêem jornais, revistas, bíblia, e outros.
Atividade que o filho faz quando não está na escola:
a) 100% assistem televisão, sendo que, destes 35% assistem a Rede Globo. 44% assistem desenhos, 15% filmes, 13% novelas, 5% futebol. b) 68% têm computador com acesso à internet, sendo que este acesso é
controlado por um adulto. Destes, 44% usam para jogar, 44% para as pesquisas escolares e 26% usam para fazer parte das redes sociais como MSN, Facebook e Orkut e também para ouvir ou baixar músicas. 32% não têm computador em casa.
c) 40% estudam algo mais além do que só fazer os temas.
d) A grande maioria estuda mais ou menos uma hora por dia em casa.
e) 80% têm uma atividade física fora da escola como: futebol, dança, passeios, ginástica, balet, capoeira, clube, escoteiros, rodeios, karate, festas, caminhada e outras.
f) Saem com alguém da família e amigos. g) Brincam com alguém da família e amigos
h) Ajudam seus pais arrumando a casa, lavando louça, cuidando do seu quarto, limpando o pátio, juntando o lixo.
17. Quanto ao hábito de conversar: 93% das famílias conversam assuntos diversos como: sexo, namoro, estudos, drogas, futuro, educação, igreja, responsabilidade, ética, perigos da vida, violência e outros. O restante, 7% não tem o hábito de conversar.
18. Permissão para que seu filho saia à noite com amigos: 3% deixam que seus filhos saiam à noite com amigos e 96% não deixam.
19. Religião: 88% das famílias seguem uma religião, sendo que: 48% seguem a religião católica, 28% evangélica e 20% outras religiões. 12% não seguem nenhuma religião.
20. A expectativa de futuro em relação ao seu filho: Os pais pretendem que seus filhos sejam um homem de bem, melhor, feliz, brilhante. Que tenham boas oportunidades, bons objetivos. Que façam uma faculdade, que se formem. Sejam honestos, bem sucedidos. Que tenham uma boa índole. Que realizem seus sonhos, sejam bons cidadãos, grande homem. Seja piloto de avião. Três famílias mostraram-se preocupadas, pois vêem o pouco estudo de seus filhos.
Junto com o questionário, os pais tiveram também a oportunidade de avaliar a escola nos aspectos administrativo e pedagógico, apontando pontos positivos e
negativos, dando sugestões e opiniões.
Pelos dados coletados, observa-se que a grande maioria dos pais ou responsáveis consideram de boa a ótima tanto a gestão administrativa e financeira quanto a parte pedagógica. Os pais apresentaram os seguintes pontos positivos: a escola apresenta uma boa estrutura física, está bem organizada; a escola está sempre aberta para receber os pais e resolver as situações em relação aos seus filhos, possuindo um bom relacionamento e atenção com pais e alunos, pois dá oportunidade e abertura para participarem nas atividades desenvolvidas. Muitos elogiaram como a escola trabalha os limites, valores, respeito, responsabilidades, cumprimento do calendário escolar. Também fazem referência positiva sobre as viagens de estudos, as atividades extraclasses, oficinas e a merenda servida aos alunos. Alguns sugeriram que a escola proporcione aos mesmos: mais reuniões e palestras com pais e alunos abordando vários temas, projetos de música e dança, mais livros para leitura.
Os pontos negativos apresentados pelos pais não dependem apenas da atual gestão da escola, pois eles solicitam a cobertura da quadra, maior espaço para ampliar a estrutura física, como salas para atender alunos com projetos, mais profissionais de apoio como psicólogo, psiquiatra, atendimento odontológico e outros.
Aos professores foi solicitado que fizessem uma avaliação dos aspectos: administrativo, financeiro e pedagógico, sendo que, a totalidade destes, afirmam que a atual gestão administra adequadamente a Escola, procurando sempre manter os professores a par da situação e buscando soluções em conjunto. Os professores dizem que “há uma boa relação entre a equipe diretiva e os professores, o que contribui significativamente para a boa convivência entre todos os envolvidos na dinâmica escolar”. Quanto ao aspecto financeiro, afirmam que há “o atendimento das necessidades principais da escola” e “geralmente a Direção expõe seus objetivos pedindo a opinião do corpo docente e colocando também os entraves burocráticos que acontecem.” Quanto ao aspecto pedagógico afirmam ter o apoio necessário no desempenho de suas atividades e afirmam que “as questões pedagógicas têm ganhado uma atenção maior este ano, o que considero muito importante, principalmente, quanto à discussão sobre os pressupostos
teórico-metodológicos que precisam ser assumidos pelo professor com maior segurança, pois defendo que os professores posicionar-se quanto às suas posturas didático-pedagógicas.” Algumas pedem que este trabalho continue e que é necessário trabalhar “temas relacionados à como ensinar o nosso aluno em tempo de pós-modernidade, de diversidade (...) . Elaborar estratégias de melhor ensino – aprendizagem.”
Um aspecto negativo apontado por alguns professores é quanto à falta de limites dos alunos, falta de estudos, interesse por aprender, falta de objetivos para o futuro e a falta de envolvimento de algumas famílias na educação escolar de seus filhos, contudo, entendem e concordam que a escola busca de todas as formas o maior envolvimento destas famílias, apelando muitas vezes para outros profissionais, entidades e órgãos como o Conselho Tutelar e Secretaria de Município da Educação.
1.2 Caracterização da escola
1.2.1 Histórico da escola
A Escola Municipal de Ensino Fundamental Santa Helena foi criada pelo Decreto Executivo nº 15/72 de 07 de abril de 1972. Teve sua denominação pela Lei Municipal 1785/75 de 10 de setembro de 1975, tendo sido reorganizada pela Portaria da SEC 55.654, de 02 de outubro de 1984.
Com o crescimento da comunidade surgiu a necessidade de uma escola próxima, para que as crianças não precisassem atravessar a faixa.
A comunidade se uniu e conseguiu do Sr. Euclides Machado a autorização para o funcionamento de uma escola nos lotes 19, 20 e 21, de sua propriedade, na Quadra F da Vila Santa Helena.
As aulas iniciaram em 1972, numa escolinha de madeira onde funcionavam turmas de 1ª a 4ª série.
No ano de 1975, através da Lei Municipal n°1785/75, de 10 de setembro de 1975, a escola passa a se denominar Grupo Escolar Municipal Santa Helena.
Em 1976 a Prefeitura realizou a desapropriação do imóvel, pagando uma indenização no valor de CR$ 11.000,00 ao espólio do Sr. Euclides Machado.
A partir de 1994 a escola passou a oferecer o primeiro grau completo, através do Parecer 775/94 do Conselho Estadual de Educação, quando autorizado o funcionamento da 8ª série.
Com o Decreto Executivo n°110/4, de 12 de abril de 1994, a escola passa a se designar Escola Municipal de 1º Grau Santa Helena.
No ano de 2000, a designação da escola foi novamente alterada, conforme decreto Executivo n°016/2000, de 28 de janeiro de 2000, para Escola Municipal de Ensino Fundamental Santa Helena.
A escola possui hoje uma Bandeira, uma Canção e um Mascote, escolhidos através de uma Gincana promovida pela Secretaria de Município da Educação, no ano de 1994.
1.2.2 Bandeira da Escola
A escola possui uma bandeira que foi criada pelo aluno Jonas da Silva de Cristo. A bandeira é formada por um retângulo azul e, sobre ele, um losango branco onde se localiza o desenho de uma escola, um girassol, uma roda gigante e um sol. Contornando a parte inferior do losango branco existe uma faixa de cor laranja.
O nome da escola aparece em letras pretas, na parte inferior do losango branco. É a identificação da escola. Abaixo, consta o ano de sua fundação, também em letras pretas.
Significado das cores e dos símbolos:
♦ retângulo azul: significa a união entre os membros da comunidade escolar;
♦ losango branco: significa a pureza e o respeito com que a escola acolhe os que a ela recorrem;
♦ escola, localizada à esquerda, no losango: simboliza a própria escola;
♦ girassol, centralizado no losango: simboliza os nossos alunos, seguindo as orientações dadas pelos seus mestres como se fossem o girassol acompanhando os movimentos do sol;
♦ sol, localizado no alto do losango: ilumina o desabrochar de cada criança para a vida;
a continuidade da rotina da vida;
1.2.3 Canção da Escola Municipal de Ensino Fundamental Santa Helena
A escola tem uma canção, de autoria (letra e música) do Sr. José Ariate Estrázulas, cuja letra encontra-se a seguir descrita:
Um anseio da comunidade que a Prefeitura acolheu, uniu as forças da cidade e Santa Helena nasceu. Carinho é marca alegre no desejo da lição sabida, que faz o jovem aprender e seguir os caminhos da vida. O dia-a-dia da criança
traz o futuro mais perto. O sonho de ser esperança é que lhe faz mais esperto. Neste grupo escolar
o Rio Grande se vê de verdade. É Deus que vem ensinar
paz, amor, fraternidade.
1.2.4 Mascote da escola
A escola possui um mascote que é a Abelha, a perseverante. Este animal pequeno vive em sociedade altamente organizada e funcional, servindo de referência para vários estudos do comportamento humano.
1.2.5 Situação física da escola
A Escola Municipal de Ensino fundamental Santa Helena é constituída hoje de oito salas de aula, mais uma sala para o 1º ano, com banheiro próprio, uma biblioteca, uma sala de informática, uma sala de professores, uma sala para a coordenação pedagógica com banheiro, uma sala para o Atendimento Educacional Especializado, uma secretaria, uma cozinha/refeitório, uma despensa, um banheiro masculino e um feminino, um vestiário masculino e um feminino e uma quadra poliesportiva (sem cobertura).
1.2.6 Acessibilidade
A escola conta com rampas de acesso no portão da frente e nas salas do andar térreo, assim como, um banheiro de uso exclusivo para cadeirantes e outras necessidades especiais.
1.2.7 Recursos Humanos
a) Anos Iniciais e ano intermediário (5º ano)
Como recursos humanos para os Anos Iniciais a escola conta com professoras unidocentes nas turmas do primeiro ao quinto (1º ao 5º) ano e, também, com professores dos Anos Finais responsáveis pelas horas de planejamento dos Anos Iniciais.
b) Anos Finais
professores para: a Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, História, Geografia, Artes, Ed. Física, Inglês, Espanhol e Ensino Religioso.
A escola conta com um professor coordenador da sala de informática, que auxilia os professores no uso de tecnologias e metodologias adequadas desenvolve um trabalho interdisciplinar, na forma de apoio pedagógico junto aos componentes currculares dos Anos Iniciais e Finais, conforme Decreto Executivo nº 313 de 20 de dezembro de 2007
c) Equipe diretiva
Os recursos humanos que constituem a equipe diretiva da escola são: ♦ direção;
♦ vice-direção;
♦ agentes de apoio pedagógico: • Coordenadora Pedagógica; • Orientadora Educacional;
• Coordenador da Sala de Informática; d) Agente administrativo
A escola conta com os serviços de um agente administrativo, com 40 horas, para desenvolver os trabalhos de secretaria.
e) Biblioteca
A escola conta com os serviços de uma professora, com 20 horas, sem formação de magistério, responsável pela organização e funcionamento da biblioteca escolar.
f) Serviços gerais
A manutenção da limpeza e a merenda da escola encontram-se sob a responsabilidade de 1 funcionária da Prefeitura Municipal de Santa Maria, lotada na escola com 40 horas e uma funcionária terceirizada – PRT.
Os recursos financeiros da escola são provenientes:
♦ do Programa Dinheiro Direto na Escola - PDDE, oriundo do Ministério da Educação;
♦ da verba destinada pela Prefeitura Municipal para manutenção da escola – PRODAE – Programa de Desenvolvimento da Administração Escolar;
♦ da verba destinada a aquisição da merenda escolar - PNAE - Plano Nacional de Alimentação Escolar
♦ da contribuição espontânea de pais, professores e comunidade; ♦ dos recursos arrecadados em eventos promovidos pela escola. 1.2.9 Recursos materiais e pedagógicos
a. Biblioteca
♦ um acervo de 698 livros de literatura infantil; ♦ 1107 livros de literatura infanto-juvenil;
♦ um acervo de livros de literatura diversificada;
♦ um acervo de coleções de enciclopédias e livros, utilizadas na pesquisa escolar; ♦ um acervo de livros pedagógicos, os quais estão disponíveis para a leitura e atualização dos professores;
♦ assinatura de revistas e jornais;
♦ mapas, atlas e jogos pedagógicos utilizados como material de apoio pelos professores;
♦ Banco do Livro, constituído por livros recebidos periodicamente (de 3 em 3 anos) para ser utilizado por alunos de primeiro ao nono ano, os quais são remetidos pelo Ministério da Educação, através do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD); ♦ um televisor;
♦ um videocassete; ♦ um DVD;
♦ um aparelho de som;
♦ uma coleção com 20 fitas cassete de Inglês, juntamente com os livros - Cursos de Idiomas Globo - Inglês;
pauta musical e cifras para acompanhamento - CD-teca Criança Feliz; ♦ 19 lupas.
b) Sala de Informática
♦ 9 gabinetes,18 monitores, roteador, impressora a laser, webcam e acessórios oriundos do PROINFO – PROGRAMA NACIONAL DE TECNOLOGIA EDUCACIONAL; ♦ televisor; ♦ datashow; ♦ ar condicionado; ♦ ADSL; ♦ provedor;
♦instalações e mobiliários adequados; ♦sala com alarme e grades nas aberturas. c) Sala de Coordenação Pedagógica ♦ 1 computador; ♦ impressora; ♦ armários; ♦ mesas; ♦ cadeiras. d) Secretaria ♦ 2 computadores; ♦2 impressoras; ♦ armários; ♦ estantes ♦ mesas; ♦ cadeiras.
♦ computadores; ♦ notebook; ♦ impressora; ♦ televisão; ♦ quadro branco ♦ mesas; ♦ cadeiras; ♦ jogos didáticos; ♦ bandinha de música f) Rádio escolar
♦ 1 mesa de som 8 canais; ♦ 1 computador;
♦ Microfone com e sem fio ♦ 6 caixas de som
1.2.10 Organização da escola e do ensino
1.2.10.1 Níveis, modalidades de educação e ensino
A escola oferece, para crianças e adolescentes, a partir dos 6 anos de idade, o ensino fundamental de 9 anos do 1º ao 9º anos.
1.2.11 Atendimento Educacional Especializado
A Escola Municipal de Ensino Fundamental Santa Helena, seguindo o paradigma educacional da educação inclusiva, busca a efetivação do direito de todos os alunos à educação. Dessa forma, essa instituição tem como objetivo assegurar as condições de acesso, participação e aprendizagem de todos os alunos, em igualdade de condições.
Na perspectiva da educação inclusiva, a educação especial é definida como uma modalidade de ensino transversal a todos os níveis, etapas e modalidades, que
disponibiliza recursos e serviços e realiza o atendimento educacional especializado (AEE). O AEE tem como função complementar ou suplementar a formação do aluno por meio da disponibilização de serviços, recursos de acessibilidade e estratégias que eliminem as barreiras para sua plena participação na sociedade e desenvolvimento de sua aprendizagem.
De acordo com a Resolução nº 4 de 02 de outubro de 2009, considera-se público alvo do AEE:
I – Alunos com deficiência: aqueles que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, intelectual, mental ou sensorial.
II – Alunos com transtornos globais do desenvolvimento: aqueles que apresentam um quadro de alterações no desenvolvimento neuropsicomotor, comprometimento nas relações sociais, na comunicação ou estereotipias motoras. Incluem-se nessa definição alunos com autismo clássico, síndrome de Asperger, síndrome de Rett, transtorno desintegrativo da infância (psicoses) e transtornos invasivos sem outra especificação.
III – Alunos com altas habilidades/superdotação: aqueles que apresentam um potencial elevado e grande envolvimento com as áreas do conhecimento humano, isoladas ou combinadas: intelectual, liderança, psicomotora, artes e criatividade.
A organização dessa modalidade de ensino na escola está fundamentada nos seguintes documentos:
- Constituição da República Federativa do Brasil (1988), que define, no art. 205, a educação como um direito de todos e, no art.208, III, o atendimento educacional especializado às pessoas com deficiência preferencialmente na rede regular de ensino;
- Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008);
- Decreto nº 6.571/2008, que dispõe sobre o atendimento educacional especializado, regulamentando;
- Resolução CNE/CEB nº 4/2009, que institui Diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional Especializado na Educação Básica.
Na organização da oferta do AEE compete à escola, conforme disposto na Nota Técnica – SEESP/GAB nº 11/2010:
a) Contemplar, no Projeto Político Pedagógico - PPP da escola, a oferta do atendimento educacional especializado, com professor para o AEE, recursos e equipamentos específicos e condições de acessibilidade;
b) Construir o PPP considerando a flexibilidade da organização do AEE, realizado individualmente ou em pequenos grupos, conforme o Plano de AEE de cada aluno;
c) Matricular, no AEE realizado em sala de recursos multifuncionais, os alunos público alvo da educação especial matriculados em classes comuns da própria escola e os alunos de outra (s) escola (s) de ensino regular, conforme demanda da rede de ensino;
d) Registrar, no Censo Escolar MEC/INEP, a matrícula de alunos público alvo da educação especial nas classes comuns; e as matriculas no AEE realizado na sala de recursos multifuncionais da escola;
e) Efetivar a articulação pedagógica entre os professores que atuam na sala de recursos multifuncionais e os professores das salas de aula comuns, a fim de promover as condições de participação e aprendizagem dos alunos;
f) Estabelecer redes de apoio e colaboração com as demais escolas da rede, as instituições de educação superior, os centros de AEE e outros, para promover a formação dos professores, o acesso a serviços e recursos de acessibilidade, a inclusão profissional dos alunos, a produção de materiais didáticos acessíveis e o desenvolvimento de estratégias pedagógicas;
g) Promover a participação dos alunos nas ações intersetoriais articuladas junto aos demais serviços públicos de saúde, assistência social, trabalho, direitos humanos, entre outros.
São atribuições do professor do AEE na escola, conforme disposto na Nota Técnica – SEESP/GAB nº 11/2010:
a) Elaborar, executar e avaliar o Plano de AEE do aluno, contemplando: a identificação das habilidades e necessidades educacionais específicas dos alunos; a definição e a organização das estratégias, serviços e recursos pedagógicos e de acessibilidade; o tipo de atendimento conforme as necessidades educacionais específicas dos alunos; o cronograma do atendimento e a carga horária, individual ou em pequenos grupos;
b) Programar, acompanhar e avaliar a funcionalidade e a aplicabilidade dos recursos pedagógicos e de acessibilidade no AEE, na sala de aula comum e nos demais ambientes da escola;
c) Produzir materiais didáticos e pedagógicos acessíveis, considerando as necessidades educacionais específicas dos alunos e os desafios que estes vivenciam no ensino comum, a partir dos objetivos e das atividades propostas no currículo;
d) Estabelecer a articulação com os professores da sala de aula comum e com demais profissionais da escola, visando à disponibilização dos serviços e recursos e o desenvolvimento de atividades para a participação e aprendizagem dos alunos nas atividades escolares; bem como as parcerias com as áreas intersetoriais;
e) Orientar os demais professores e as famílias sobre os recursos pedagógicos e de acessibilidade utilizados pelo aluno de forma a ampliar suas habilidades, promovendo sua autonomia e participação;
f) Desenvolver atividades próprias do AEE, de acordo com as necessidades educacionais específicas dos alunos: ensino da Língua Brasileira de Sinais – Libras para alunos com surdez; ensino da Língua Portuguesa escrita para alunos com surdez; ensino da Comunicação Aumentativa e Alternativa – CAA; ensino do sistema Braille, do uso do soroban e das técnicas para a orientação e mobilidade para alunos cegos; ensino da informática acessível e do
uso dos recursos de Tecnologia Assistiva – TA; ensino de atividades de vida autônoma e social; orientação de atividades de enriquecimento curricular para as altas habilidades/superdotação; e promoção de atividades para o desenvolvimento das funções mentais superiores.
1.2.12 Sala de Recursos Multifuncionais
O atendimento educacional especializado é realizado na sala de recursos multifuncionais da escola, no turno inverso da escolarização, não sendo substitutivo às classes comuns. Esse atendimento é realizado em pequenos grupos ou individualmente, conforme as necessidades específicas dos alunos.
1.2.13 Sala de Informática
Conforme o Ministério da Educação, SEED (Secretaria de Educação a Distância) e Proinfo, a informática na educação não é uma disciplina/um componente curricular que trabalha com o ensino da informática e sim trabalha com a construção do conhecimento do aluno, por meio das tecnologias e metodologias adequadas à apropriação e (re) construção do conhecimento na escola/sala de informática. Desse modo o ambiente informatizado na escola deve ser entendido como uma ferramenta a mais para o professor e não como um ambiente para desenvolver atividades técnicas. Cabe então, ao professor responsável pela Sala de Informática orientar e auxiliar o professor no planejamento e execução de metodologias, como por exemplo, a webquest. Esta metodologia orienta todo o trabalho de pesquisa do aluno desde as tarefas que precisa realizar, os sites indicados até a avaliação do mesmo. Além dessa metodologia, o professor também pode se valer de jogos adequados ao conteúdo trabalhado, pesquisas em outros sites, vídeos, etc.
O professor responsável pela Sala de Informática tem as seguintes responsabilidades:
• Estimular os professores a usarem a SI para desenvolvimento de sua ação;
• Orientar alunos e professores na utilização, na conservação da SI;
• Ser parceiro dos professores na elaboração de estratégias de aprendizagem, de projetos educacionais, entre outros;
• Planejar meios e modos de utilização pedagógica da SI;
• Agendar o uso da SI mediante planejamento prévio da proposta de trabalho junto ao professor (usar planilhas de controle para organização);
• Publicar em murais da escola a aquisição de novos programas, bem como os horários de ocupação semanal da SI, com uma síntese descritiva dos trabalhos agendados;
• Promover formação aos colegas com o objetivo de desenvolver habilidades no uso do sistema operacional;
• Estimular os professores a freqüentar formações promovidas pelo NTEM;
• Elaborar semestralmente relatório de atividades, projetos, capacitações desenvolvidas na SI, encaminhado ao NTEM, a fim de que possam acompanhar as atividades desenvolvidas, contribuindo com as mesmas;
• Participar de reuniões, formações ou outros eventos promovidos pelo NTEM, no intuito de desenvolver novos conhecimentos, trocas, relatos de experiências, entre outros na informática educativa;
• Responsabilizar-se pelo arquivo do acervo fotográfico da SI (preferencialmente digital), catalogando mediante descritiva constante de identificação do evento, alunos e professores clicados, quando houver;
• Coletar e atualizar (com descritiva fornecida pelos professores) os sites sugeridos para a pesquisa dos alunos, organizando-os por áreas do conhecimento;
• Buscar parcerias com instituições que promovam o ensino da informática para oferecer cursos a alunos e comunidade, ministrados pelas instituições, em horário alternativo ao das aulas regulares; • Estudar, pesquisar novas e diferentes formas de agregar, ao uso dos computadores, outras mídias e equipamentos (meios audiovisuais) de que a escola pode dispor: TV e vídeo/DVD, rádio/CD, caixas amplificadoras de som, microfones, retroprojetor, mimeógrafo, máquina fotográfica digital, filmadora, entre outros; • Construir com a comunidade escolar as normas de uso e convivência na SI;
• Participar da construção e constante reelaboração do PPP, principalmente no que se refere às tecnologias da informação e comunicação. (NTEM Santa Maria/RS)1.
1 NÚCLEO DE TECNOLOGIA EDUCACIONAL MUNICIPAL DE SANTA MARIA. Orientações para o
trabalho com tecnologias da informação e comunicação em ambiente pedagógico informatizado nas escolas do sistema municipal de ensino de Santa Maria-RS. SECRETARIA DE MUNICÍPIO DA EDUCAÇÃO. PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTA MARIA.
O professor dentro do seu horário que quiser fazer uso da Sala de Informática, deve procurar a professora coordenadora e marcar com ela a hora e o dia, e também, se possível fazerem juntas o planejamento das atividades. Contudo, quando não for possível a presença da professora coordenadora da sala, o professor tem a liberdade de fazer uso de todos os recursos disponíveis.
Os alunos que queiram e precisem pesquisar, digitar e finalizar trabalhos devem também ver e marcar com a professora coordenadora o dia e hora disponível para a atividade.
1.2.14 Sala de Leitura - Biblioteca
Com a evolução das concepções pedagógicas contemporâneas veio acentuar o papel do aluno no seu processo de ensino/aprendizagem. O aluno deve procurar outros recursos para a sua aprendizagem, a Sala de Leitura é um recurso funda-mental. Na escola, é pela Sala de Leitura que os jovens podem e devem ganhar o gosto pelos livros e pela leitura, fazer desta parte o seu quotidiano, dos seus tempos livres, e do seu prazer.
A Sala de Leitura tem como finalidade constituir-se num centro de estudos, consulta, informar e instrumentalizar os leitores, na sua maioria jovens e crianças. Esta deve desenvolver hábitos de leitura que devem acompanhar o indivíduo duran-te toda a vida, motivando-o para a busca de diferentes gêneros de literatura. A leitu-ra fomenta a imaginação e abre novas perspectivas à criança. A Sala de Leituleitu-ra pro-porciona informação e ideias fundamentais para sermos bem sucedidos na socieda-de atual, ela socieda-desenvolve nos alunos competências para a aprendizagem ao longo da vida e estimula a imaginação.
Na Sala de Leitura temos muitos livros e outras fontes de informação, desde obras de ficção a obras de referência, impressos ou eletrônicos, presenciais ou re-motas. Estes recursos complementam e enriquecem os livros didáticos e as metodo-logias de ensino.
Para que o desenvolvimento intelectual das crianças aconteça neste espaço é necessário que exista um atendente, que no caso da Escola, a função é exercida por um servidor não especializado que se encontra em desvio de função.
Uma vez que os alunos não conseguem reproduzir de forma idêntica os con-teúdos programáticos que lhes são ensinadas através dos manuais escolares, o atendente juntamente com o professor tem o dever de ensinar os alunos a pesqui-sar, avaliar, manusear os livros para que assim consigam tirar algum partido da leitu-ra e pesquisa realizada. Além disso deve:
a. catalogar o acervo
b. prestar assistência aos usuários;
c. elaborar e fazer cumprir as regras para empréstimo e devolução do acervo; d. realizar o empréstimo domiciliar a alunos e professores;
e. reparar os livros danificados;
f. guardar materiais bibliográficos nas estantes; g. atender aos usuários e visitantes;
h. cuidar do preparo físico dos materiais.
É caso para dizer que aprender é buscar, interrogar, criar, avaliar e dialogar com o mundo.
Tal como nas bibliotecas públicas a Sala de Leitura na Escola deve servir to-das as pessoas da comunidade escolar, independentemente da raça, idade, sexo, religião, nacionalidade, língua e estatuto profissional ou social.
A Sala de Leitura funciona como um recurso fundamental no processo educa-tivo envolvido no ensino / aprendizagem do individuo e suas metas podem traduzir-se nas traduzir-seguintes funções:
• Informativa: fornecer informação, acesso rápido, recuperação e transferên-cia de informação.
• Educativa: assegurar ao longo da vida, provendo meios e equipamentos e um ambiente favorável à aprendizagem: orientação presencial, seleção e uso de ma-teriais formativos em competências de informação, sempre através da integração com o ensino na sala de aula; promoção da liberdade intelectual.
• Cultural: melhorar a qualidade de vida mediante a apresentação e apoio a experiências de natureza estética, orientação na apreciação das artes, encorajamen-to à criatividade e desenvolvimenencorajamen-to de relações humanas positivas.
• Recreativa: estimular uma ocupação útil dos tempos livres mediante o for-necimento de informação recreativa, materiais e programas de valor recreativo e ori-entação na utilização dos tempos livres.
1.2.15 Relações entre a escola e a comunidade (interna e externa)
Reafirmamos a importância da participação de todos na escola, sejam eles; pais, alunos, professores, funcionários, comunidade, empresas, instituições, etc. Visto que nenhum segmento tem uma importância menor que a do outro neste trabalho coletivo, a participação da comunidade pode influir de forma significativa na escola, sendo que essa participação pode proporcionar trocas de experiências, auxílios de recursos material e financeiro em prol da comunidade escolar. Desta maneira é possível construir uma escola que represente os anseios de toda a comunidade escolar com um ensino de qualidade voltado para a realidade local, proporcionando aos alunos a formação necessária para a sua atuação na sociedade.
Existem várias maneiras de garantir a participação de diferentes setores no espaço escolar, onde pais, alunos, professores e funcionários têm seu espaço de participação garantida de forma proporcional, com níveis hierárquicos diferenciados, onde cada um possui determinadas responsabilidades de acordo com regras pré-estabelecidas pelos princípios de convivência, que são necessárias para a organização, a facilitação e a operacionalização do trabalho.
A escola e a família devem construir uma relação de parceria, respeitando-se e estabelecendo papéis que competem a cada uma, buscando uma participação comprometida de todos os segmentos.
É preciso, também, que a escola construa parcerias com outras pessoas, entidades, etc, a fim de colaborar com a parte pedagógica, cultural, recreativa e financeira da escola.
A escola se mantém aberta à Universidade Federal de Santa Maria, aos Centros Universitários e Faculdades proporcionando aos alunos dos diversos cursos de licenciaturas campo de estágio e aplicação e execução de projetos. A escola também mantém contato e parceria com ONG’s, Lyons Club, Rotary Club, jornais participando sempre de concursos, nos quais nossos alunos obtém excelente
classificação. Estas parcerias trazem benefícios também para os professores pois, contribuem para a atualização destes com apoio pedagógico, com recursos complementares, em projetos, pesquisas e estágios.
Devemos também manter parceria constante com a instituição mantenedora e seus vários órgãos de apoio (secretarias) buscando através desta manutenção e auxílio nas áreas necessárias.
1.2.16 Principais indicadores da escola
Em anexo encontram-se os índices de aprovação dos alunos da E.M.E.F. Santa Helena.
Fazendo uma análise dos resultados do trabalho da escola ao longo dos últimos anos, percebemos que houve mudanças, mas não suficientes para romper definitivamente com a prática tradicional. Os índices de reprovação, principalmente nos 6º e 7º anos, vêm diminuindo, devido as ações do grupo docente com atividades de apoio pedagógico em turno inverso e auxílio de estagiários de outras instituições.
Acreditamos que, a partir deste momento, a Escola assume o seu papel transformador, passando a contribuir diretamente na formação da consciência política do nosso aluno, instrumentalizando-o para interagir na sociedade.
Além desses índices, desde 2007 são divulgados a cada dois anos o IDEB2 – Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, sendo que no ano de 2007, obteve no 5º ano o índice de 4.8 e no 9º ano 4.4. Em 2009 obteve no 5º ano 4.6 e no 9º ano 4.3. Ficando, ficando dessa forma, nestes anos entre as 5 melhores escolas públicas do município de Santa Maria.
2O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) foi criado em 2007 para medir a qualidade de cada escola e de cada rede de ensino. O indicador é calculado com base no desempenho do estu-dante em avaliações do Inep e em taxas de aprovação. Assim, para que o Ideb de uma escola ou rede cresça é preciso que o aluno aprenda, não repita o ano e frequente a sala de aula. Para que pais e responsáveis acompanhem o desempenho da escola de seus filhos, basta verificar o Ideb da instituição, que é apresentado numa escala de zero a dez. Da mesma forma, gestores acompanham o trabalho das secretarias municipais e estaduais pela melhoria da educação. O índice é medido a cada dois anos e o objetivo é que o país, a partir do alcance das metas municipais e estaduais, tenha nota 6 em 2022 – correspondente à qualidade do ensino em países desenvolvidos.
1.2.17 Programas, projetos educacionais, apoio pedagógico e ações pedagógicas interdisciplinares desenvolvidas
1.2.17.1 Programas
1.2.17.1.1Programa Mais Educação
O Programa Mais Educação foi instituído pela Portaria Interministerial n.º 17/2007 e integra as ações do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), como uma estratégia do Governo Federal para induzir a ampliação da jornada escolar e a organização curricular, na perspectiva da Educação Integral. Trata-se da construção de uma ação intersetorial entre as políticas públicas educacionais e sociais, contribu-indo, desse modo, tanto para a diminuição das desigualdades educacionais, quanto para a valorização da diversidade cultural brasileira. Por isso coloca em diálogo as ações empreendidas pelos Ministérios da Educação – MEC, da Cultura – MINC, do Esporte – ME, do Meio Ambiente – MMA, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome – MDS, da Ciência e da Tecnologia – MCT e, também da Secretaria Nacional de Juventude e da Assessoria Especial da Presidência da República, essa última por meio do Programa Escolas-Irmãs, passando a contar com o apoio do Ministério da Defesa, na possibilidade de expansão dos fundamentos de educação pública. Essa estratégia promove a ampliação de tempos, espaços, oportunidades educati-vas e o compartilhamento da tarefa de educar entre os profissionais da educação e de outras áreas, as famílias e diferentes atores sociais, sob a coordenação da esco-la e dos professores. Isso porque a Educação Integral, associada ao processo de escolarização, pressupõe a aprendizagem conectada à vida e ao universo de inte-resse e de possibilidades das crianças, adolescentes e jovens. O ideal da Educação Integral traduz a compreensão do direito de aprender como inerente ao direito à vida, à saúde, à liberdade, ao respeito, à dignidade e à convivência familiar e comu-nitária e como condição para o próprio desenvolvimento de uma sociedade republi-cana e democrática. Por meio da Educação Integral, se reconhece as múltiplas di-mensões do ser humano e a peculiaridade do desenvolvimento de crianças, adoles-centes e jovens. Esse ideal está presente na legislação educacional brasileira e pode ser apreendido em nossa Constituição Federal, nos artigos 205, 206 e 227; no Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei n.º 9089/1990); em nossa Lei de Diretri-zes e Bases (Lei n.º 9394/1996), nos artigos 34 e 87; no Plano Nacional de
Educa-ção (Lei n.º 10.179/2001), no Fundo Nacional de ManutenEduca-ção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Lei n.º 11.494/2007) e no Plano de Desenvolvimento da Educação.
O Programa Mais Educação é operacionalizado pela Secretaria de Educa-ção Continuada, AlfabetizaEduca-ção e Diversidade (SECAD), em parceria com a Secreta-ria de Educação Básica (SEB), por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para as esco-las prioritárias.
Na escola as atividades desenvolvidas são organizadas nos seguintes ma-cro campos e as respectivas atividades desenvolvidas:
• Acompanhamento Pedagógico; - Matemática e letramento • Esporte e Lazer; - Futsal e recreação • Cultura e Artes; - Dança • Saúde.
Com o objetivo de diminuir as desigualdades educacionais por meio da jor-nada escolar a escola adotou como critérios para definição do público, os seguintes indicadores:
– estudantes que estão em situação de risco, vulnerabilidade social e sem assistên-cia;
– estudantes que congregam seus colegas – incentivadores e líderes positivos (ân-coras);
− estudantes em defasagem série/idade; − estudantes dos anos iniciais;
− estudantes dos anos finais;
− estudantes de séries onde são detectados índices de repetência.
Cada escola, contextualizada com seu projeto político pedagógico específico e em diálogo com sua comunidade, será a referência para se definir quantos e quais alunos participarão das atividades, sendo desejável que o conjunto da escola partici-pe nas escolhas.
Dentre os docentes lotados na escola deve ser escolhido alguém para coordenar a oferta e a execução das atividades da Educação Integral do Programa Mais Educação.
Este professor deve:
I. Mediar e articular as relações escola/comunidade; II. Incentivar o desenvolvimento do projeto;
III. Criar um ambiente agradável de confiança e respeito mútuo; IV. Promover o diálogo;
V. Estreitar elos entre os aspectos de educação formal e informal, aproximando as atividades desenvolvidas, às da educação regular;
VI. Divulgar o programa;
VII. Auxiliar na coordenação dos processos de aquisição, guarda, utilização e distribuição de materiais e equipamentos;
VIII. Orientar e auxiliar o monitor no preenchimento de formulários e na elaboração do plano de trabalho;
XIV. Articular relações entre turno e contra turno;
X. Procurar na comunidade e com as parcerias monitores que preencham os requisitos para o desenvolvimento das atividades do projeto.
1.2.17.2 Projetos
1.2.17.2.1 Projeto de Iniciação a Pesquisa na Escola
A pesquisa escolar hoje se constitui numa das principais atividades realizadas no âmbito escolar no processo de ensino-aprendizagem desde as séries iniciais até o ensino médio, caracterizando-se como um trabalho de busca de informação e de conhecimentos. Tendo por princípio auxiliar o aluno a estudar com independência, planejar, conviver e interagir em grupo, aceitar a opinião dos outros, desenvolverem o pensamento crítico e incentivar o gosto pela leitura.
Vive-se hoje em um mundo dominado pela informação e por processos que ocorrem de uma maneira muito rápida e imperceptível. Por isso, é importante que, ao invés do aluno memorizar informação, aprenda a buscar a usar essa informação
da forma que melhor lhe convier. Sendo assim entendemos que, a informática com suas tecnologias e metodologias se tornam um excelente auxiliar – ferramentas para os alunos exercitarem “a capacidade de procurar e selecionar informação, resolver problemas e aprender independentemente.” (Valente apud MORO (2004),
Para Castells (1999), [...] As ferramentas tecnológicas tornaram-se essenciais para a formalização e a disseminação do conhecimento. Segundo o mesmo, é preciso aliar à tecnologia a capacidade do indivíduo em aprender a captar, gerir, disseminar e aplicar o conhecimento adquirido. Sendo assim, a pesquisa escolar é uma das atividades que possibilita aos alunos a captação, a geração, a disseminação e a aplicação dos conhecimentos adquiridos. Para que isso ocorra, é necessário que as etapas de desenvolvimento sejam orientadas pelo professor do início ao fim da pesquisa, (definição do assunto, estratégias de busca, seleção e coleta de informações, organização das referências consultadas...) e seguidas pelos alunos.
Sendo que a pesquisa escolar antes mesmo do uso da internet já suscitava questionamentos e discussões sobre a metodologia aplicada. Ao compararmos os recursos utilizados em outras épocas com os dias atuais, verifica-se que antes a busca das informações eram materiais impressos e outros e hoje, a pesquisa escolar utilizando as tecnologias de informação e comunicação estão presentes no cotidiano escolar.
Para Demo (2003) a base da educação é a pesquisa, não a aula, ou o ambiente de socialização, ou a ambiência física, ou mero contato entre professor e aluno.
Ao referir-se a cidadania que se elabora na escola o mesmo diz ser esta cidadania aquela que sabe fundamentar-se em conhecimento, primeiro para educar o conhecimento, e, segundo para estabelecer uma ética, mais equitativa e solidária. Enfim em outras palavras diz que o ambiente do repassa e copia, onde aluno apenas escuta as aulas, toma notas, decora para as provas, não constrói, não educa, porque onde não aparece o questionamento, não emerge a propriedade educativa da escola. Enfatiza ser característica emancipatória da educação a exigência da pesquisa como método formativo, e ainda afirma que somente ambientes de sujeitos gesta sujeitos.
Portanto, justifica-se a escolha de trabalhar com projetos ou míni projetos de pesquisa no Ensino Fundamental, tanto em Ciências quanto nas demais áreas do conhecimento e se possível de forma interdisciplinar, ou seja, entrelaçando outras áreas em nossos trabalhos de pesquisa.
Objetivo Geral:
• Incentivar através da pesquisa a formação de um sujeito crítico e criativo. Objetivos Específicos:
• Educar pela pesquisa, promover o processo de pesquisa no aluno, que deixa de ser objeto de ensino, para tornar-se parceiro de trabalho.
• Incentivar no aluno a produção científica nos três níveis: pesquisa, desen-volvimento e ensino;
• Possibilitar ao aluno a escolha do tema específico de sua pesquisa;
• Compreender a saúde pessoal, social e ambiental como bens individuais e coletivos que dependem da ação humana;
• Saber combinar leituras, observações, experimentações e registros para coleta, comparação entre explicações, organização, comunicação e dis-cussões de fatos e informações;
• Utilização de webquest – uso da internet de forma criativa como atividade investigativa, sendo este recurso organizado pelo professor e utilizado pe-los alunos, nas diversas áreas do conhecimento;
• Valorizar o trabalho em grupo, sendo capaz de ação crítica e cooperativa para a construção coletiva do conhecimento (PCNs- Ensino fundamental, Ciências Naturais, Brasília: MEC) SEF. (p35.);
• Divulgar os resultados das pesquisas para a comunidade escolar na forma de seminários;
• Organização de um blog para divulgar as pesquisas desenvolvidas pelos alunos;
Metodologia
A metodologia utilizada será inicialmente informar os alunos sobre o método científico, tipos de pesquisas, sendo que os mesmos poderão trabalhar
individualmente ou em grupo, após a escolha do tema a ser pesquisado inicia-se então o desenvolvimento das pesquisas.
Os alunos do 6º ao 9º anos são convidados a participar do projeto e ficam sob a orientação da professora da disciplina de Ciências e colaboração da professora responsável pela sala de informática e especialista em tecnologias da informação, sendo que, o laboratório de informática será o elo, o suporte para o desenvolvimento deste projeto.
Os alunos e professoras se encontram uma vez por semana durante 4 horas no laboratório de informática da escola para desenvolvimento das pesquisas, organização, normatização e digitação dos trabalhos, como também preparação da apresentação dos mesmos em data específica na escola, também nos utilizaremos dos recursos que possam auxiliar tanto no desenvolvimento do trabalho, como divulgação dos mesmos, como palestras, filmes, pesquisas de campo, entrevistas e outros.
As atividades são desenvolvidas no transcorrer do ano letivo, havendo a possibilidade de incluir, semestralmente, a participação de novos integrantes.
O tema Ciências, Vida e Saúde foi escolhido devido a abrangência do mesmo. Os sub temas abaixo foram escolhidos pelos alunos pesquisadores participantes do projeto:
• Educação em diabetes
• Distúrbios alimentares
• Transgênicos– Ética, Meio ambientes e Saúde • Aditivos químicos nos alimentos
• Obesidade x saúde e alimentação
• Propriedades nutritivas e medicinais da erva-mate • Gripe A H1N1
• Dengue: Um problema de educação ambiental
• Problemas de visão dificuldades de aprendizagem nas séries iniciais • Peso mochilas x desvios da coluna
• Química do dia a dia:
o A química da adrenalina
o Alerta- importância do uso do filtro solar...
Como avaliação, observa-se todo o processo de aprendizagem do aluno, sen-do que alguns trabalhos são selecionasen-dos pela professora para participarem de eventos afins.
1.2.17.2.2 Projeto de Xadrez Justificativa:
O xadrez é utilizado na educação como um instrumento inter, multidisciplinar, pois auxilia no desenvolvimento de algumas características cognitivas como: abstração, memorização, dedução. É um grande impulsionador da imaginação, que também contribui para o desenvolvimento da memória, da capacidade de concentração e da velocidade de raciocínio. Foi constatado que o xadrez desempenha um importante papel socializante, por ensinar a lidar com a derrota e com a vitória, mostrando que a derrota não é sinônimo de fracasso nem vitória é sinônimo de sucesso.
Objetivos:
• Melhorar o desempenho e concentração dos alunos em sala de aula; • Desenvolver a atenção, imaginação e planejamento;
• Contribuir no desenvolvimento cognitivo, raciocínio lógico e emoções dos seus praticantes, oportunizando assim possibilidades de êxito pessoal, acadêmico e profissional
Metodologia:
Aulas teóricas e práticas, observação de vídeos na sala de informática. Avaliação:
Observação do crescimento do aluno Cronograma: