C E D I - P. I. B. r c p J k q U A. P R O P O S T A DE D E L I M I T A Ç ffo DA JÍREA

Texto

(1)

C E D I - P. I. B.

r c p J k q U A ________

.. • R E S E R V A I N D Í G E N A A S S U R I N I jT y

P R O P O S T A D E D E L I M I T A Ç ffo D A J Í R E A

(2)

‘2* LOCALIZADO DA ÍREA E INERAESTRUTURA DA F U M A I... 10

3* âSPECTOS DEiviOGRÍFICOS , SÍÍCIO-CULTURAIS E ECONOiúICOS . . I I 3*1. População , habitação e grupos residenciais ... 11

3*2. Roças ... ... ... * 15

3*3* Caça , Pesca e Coleta * • ...* ♦ * • * . . . ... 16

3 .4 . Outros Eocursos naturais ... . . . . 18

% 4. PROPOSTA DA ÍREA A SER DELIMITADA PARA DEMARC AçJÍO DA RE SERVA ASSU RIN I... ... 19

4*1* Propostas antoriores ... . 19

4*2* fciomorial descritivo da RESERVA INDÍGENA ASSURINI da 1 FUNDAÇÃO NACIONAL DO ÍNDIO , situada no munioípio de * Senador Jost? Porfírio , estado do P a r á ... 21

4*2*1* ifrca aproximada ... .. 21

4*2*2* Perímetro aproximado ... ... ... 21

4.2*3* Coordenadas do Po3to In d íg e n a... 21

5. SITUAÇÃO DA DISCRIMINAÇÃO DAS TERRAS DEVOLUTAS DA UNI - ÃO NA REGIÃO CONSIDERADA ... 23

6* RESERVA ASSURINI E RESERVA ARAWETE... 24

1 . HISTtfRICO DA OCUPAÇÃO DA itR E A ... ... ' 1

APÊNDICE : Casas e habitantes da aldeia Assurini - julho 1979

(3)

RESEBYA IHDÍGEM ASS URINI PROPOSTA DE DELIMITAÇÃO DA JtREA

1. HISTtíRICO DA OCUPAçSO DA itREA

O habitat tradicional dos Assurini compreendo a região entre o rio Xingu o seui afluentes da margem direita, o rio Bacajá.

Os habitantes de Altamira e a população regional distribuída à beira do rio Xingu sempre chamaram a margem direita do rio,

•'Terra dos Assurini11.Do aoordo oom as informaçõo3 dos rogio — j jiais, a "Terra dos Assurini" compreende a área entre o Xingu' f

q o rio Baoajá, estendendo-se at<í a nascente do rio Ipixuna , j

*

próximo à cabeceira do rio Bacajá.

No século XIX.,os grupos Tupi que habitavam entre o rio Xingu1 e o rio Tocantins eram ohamado3 Assurini pelos regionais*De * acordo oom Himuondajií^ , a palavra Assurini vem da palavra Yu runa asdnori que significa "vermelho11 .Os Yurufía, antig03 vizi, nhos dos Assurini, bom oomo outros grup03 indígenas que exis - tiam na região nesta (ípooa^ohamam-nos "gente vermelha", "fn -

‘ dios vermelhos" devido ao uso- abundante do urucu no corpo o ’ t oabelo.O grupo que tratamos se autodenomina Awaetí que 3igni—

2 ' -

\ | ---:--- :--- i jj; N±muondajií,(J.— Tribes of the Lowor and Middle Xingu Rivor in

; ||;HANDBOOK OF SOUTH AMERICAN INDIAHSCJulian H.Steward,od.) vol.

11;: I 3 , pp 213-244, Bureau of American Ethnology,Bulletin 143 y

• ij íj; ;

I |:SÍ! Smithsonian In3titution, Washington,1948.-

i-1*' I) v‘

A grafia das palavra3 Assurini se b aso ia rio trabalho do Yel— :j;

(4)

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I 1 & 7

floa '» gente do verdade11 I J S K sntrSS' o ont a^ci^ío , ^ia l / 7 1 ,—efea-

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mou-o Asurini do Xingu, .pcrmàneoendo esta sua denoainaçao* a-t- ooita pola FUNAI.Ccf. Lukesch,A„- BEARDED INDIANS OF THE ' TROPICAL FOHEST,Akademische Druck-u. Verlagsanstalt,Graz 1976

g Cotrin,A,- relatório de 20 de outubro de 1971 ao chefo da Ba se "Kararaô", Altamira).

No fim do sóculo pâ3sado há notícias de ataques de índios Asaji r in i na margem direita do rio Xingu, entre Altamira e a foz do rio Bacajci.(cf. Nimuenda^újOpBCit• e Coudreau,H.-YOYAGB AU XIN GU , 30 mai 1896-26 octobre 1896,Paris)*

Do aoordo oom relatos do3 própri03 Assurini, osta área foi re­

almente ocupada polo grupo, fato oonflrmado pelo conhecimento * que tom dos afluentes do rio Xingu • nosta regiao.Estes são de, nominados: Ubaerupai Crio Bacajai) , Itav/ondi( rio Xtata ) o T^abyka ( ver mapa ) .

Na região do Dacajá 03 Assurini foram vítimas de atos de repre.

sália por parte de branoos-Segundo informação de uma índia (Pa tuap) com ax>rüxiraadajnente 40 anos de idade, cujos avós lho * transmitiram o ocorrido, os brancos puseram fogo em suas oasas.

Por tres vozes os brancos destruíram seus aldeamentos, talvez um dos motivos que os impeliram a 3e deslocar ora direção âs oa beoolra3 dos rios Ipiaçava e Piranhaquara, donominados respec­

tivamente, Mbaurei e Ipium y*1*

'i\VH t13.1 A A ;il

Atravóa do viagem que realizamos por estes rio3 e do entrevia, tco oom os indivíduos mais velhos do grupo levantamos a3 diver g⧠âideifi§ quo Oa Assurini formaram nesta região-Realizamos ifia Viagem polo igarapó Piranhaquara, em direção ãs suás oabe - ;

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Nicholson, Peaquiâa da Língua Asurini,realizada entre 16 0

|22 $G dezembro de 1977, Instituto Lingüístico de Verão.

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(5)

.RtiíPO ! QQÍTa3 0 outra, poT-n-^w»..

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cal onde o ,grupo foi oon tatado, prosseguindo dai por terra ató o aldeamonto existente 1 na ópoca.Estas viagens não sc$>roporcionar ara o rcoonhecimento da área como tambóm foram situações que nos permitiram obter dados históricos o etnográficos que atc3tam a antiguidade da ooupação da área pelos Assurini.

Ha regiao do rio Ipiaçava, os Assurini estabeleceram diversas ’ aldeias às margens do 30U afluente pela margem esquerda, o iga- rape Kapuipuruk.Na margem^ direita, f orm^jram duas aldeias de no— • ' minadas Ywyra* aka e Taiuwiaka.Esta ultima 30 localiza entro 0 jt VÍv-

garapó Bykorapy'ikawa e Ywyrapoaliawul(ver mapa).Trata-se da al- ■!, doia oxistento na ópooa do contato .Sogundo 03 índios, a aldeia*

Ywyra'aka foi formada numa ópooa muito mais remota.

Outros afluentes do rio Ipiaçava sao os seguintes:

Pundanhynha, Tukuraari , Uruiwl , Dáetgiwamanhynha , Waropyatywa, Wamiripuku , Turenhyniia , Ehiraiawa e Kuiijíindaiwo'o , pela margem esquerda ; Dgyt&ingi , Utuwi’ 1 , Dáawotsiwa^va , ivlytui , pela * margem direita.O3 formadores do rio Ipiaçava são denominados ' Tasíahopari e‘ IpiratâitSinga.

Ha regiao do igarapó Piranliaquara, 03 nomes das aldeias o sua l£

oalizaçao sao os 3eguinte3! Ipearu , próximo ao igarapé^, Ipoki;

Petyma'awaka , próximo ao "igarapoi" Ipukui ; Ewuipewi, próximo

- , ' i> r ;

ao "igarapei" Tapjr^piri ; Dáapi*iwa ,próximo ao "igarapoi" Y kanbfti; ' 1 Marirywo*ô , próximo ao "igarapei0 Tupawi ; próxdo ao

"igarapei" Tuira d^ipawa; Y tsipitSingo'o, próximo ao ^igarapei"

Arapoaiawa.

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jTodoa os ,,igarapoin referidos 3ao afluentes do Piranhaquara.Oa * : I t:v ■ f

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; ! nomes dos demai3 afluentes são; Ukanduparatoi, Daotai f Dzeo'ym, Si j,‘i- !•. ■

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fjj pequenoo oursos d'água ! líH-tí

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(6)

. RUGRICA / < ^ ... , _____y

Uruwatu'um , D&aoplITLL , rira^apuwa iHterfmwapuai,/

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Devido a dpooa em que a viagem pelo Piranhaquara foi realiza-4 v da ( agosto/setembro) esta foi dificultada pelo nível da água, ■ já bastante baixo.Aasxm , não foi possível chegarmos âs al - deia3 antigas.0 looal at<? onde conhecemos (Ita^oara, "pedra ' J que. coça") â o ponto mais abaixo no Piranhaquara que os A33uri ni estiveram anteriormente ao contato. Como tínhamos que oarni- . nhar diariamento pelo loito do rio , levando o baroo oom as ' mãos , não pudemos oalcular pelo tempo gasto em barco a motor a distância entre a foz o Itazoara.Um dos índios que nos acom panhava, entretanto, nos lndioava durante a viagem a posição 1 em que nos encontrávamos em relação a dois pontos no rio Ipiaça i va,o Po3to e atual aldeia

0

a "Cachoeira,,(ltapomo *o ), looal on ; de foram oontatad03 .Os dois rios correm paralel03 em boa parte de seu curso.De3se modo, Itaaoara se localiza acima do ponto 1 jj correspondente à "Caohoeira".

Do grupo de índios quo participou da expedição, apenas um de — les(Zurui) se mostrou conhecedor do trecho entre Ita&oara e a*

f°z , no rio Xingu.Ainda assim , ao indicar seus aíluentes nes- : te trecho, demonstrou certa insegurança, dizendo que outro A3- surini( toOrerá) sabia melhor.Segundo informação doa índios, an te3 do contato, lviorcra excursionava nesta região assaltando a- campament03 de brancos.E3ta .informação confere com 03 dad03 do Cotrin sobro o contato dos Assurini oom "gatoiros” .Segundo 0 1 3ertani3ta C cf.0p .0i t . ) , 03 índios apena3 saqueavam 03 aoampa-n- j mentos para obter instrumentos cortantes, sendo, portanto, de ’ não-violência a 3Ítuaçao entre ambas as parte3.De acordo ainda com esta fonte, 0 oontato paoífioo com "gateiros11 ocorreu no * período 60-70 quando se verifica a introdução da caça do ani - {

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mais silvestres na eoonomia regional. \ ]:

(7)

íaaus

03 Assurini ocuparam a região do Ipiaçava e Piranhaquara em duas ápocas.Esta que acabamos de nos referir â a mais recente*As al — delas oltadas pelos indivíduos maÍ3 velhos do grupo o aolma enu­

meradas,com exceção da aldeia Taluwiaka , foram estabeleoidas na área numa ^poca mais remota.Podemos confirmar esta afirmação a — travas de certas referências como nasoimento,idade ô morto de ia divíduos.Takaniuim , atualmente com idade aproximada de 25—30 a—

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nos, nasceu1 era Y táipltãingo*o; a mae de Tawayra , entre 40-45 â nos de idade, mprreu nesta aldeia;Morora (40-45 anos) deixou es-m e.vn rL; rp. çao * ta reglaõYão igarapí Ipixuna quando era jovem.

Nesta ápoca, os Assurini deixaram a região devido ao ataque de * índios Kaiaptf, sous vizinhos e inimigos. Luksch enoontrou na al­

deia Gorotire(Hovo Horizonte) no rio Fresco, arco, flechas e ou**.-- tros objetos tomados por ooasião das Incursões que 03tes índios*

faziam no território Annurini.Oa Knynpií-Xikrin tambtírn se torna ­ ram vizinhos dos A33urini';i5ntro os Xikrln do Catot^,Frikel encon trou objetos Assurini e os índios llio oontaram sobrefla3 guerras*

oontra os "Kuben—Kaarek—1Ti" ^,como denominam os Assurinl.J)

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Lux Vidal^ em seu livro sobre os Xikrin do Catètçí cita o relato*

por ura índio de uma destas ^brras:"Brigamos muito.Entramos na al dela e oorreraos atrás deles.Os Assurini sairam correndo o ai to­

dos apanhamos contas,aquela sementé que eles furam(akrâ), wara 1 baeCtipo de cesta), pe-io-la-ê(costlnha) para botar farinha e mi lho e oomer, peiotiamu, raôn-iamu(penas de pássaro e arara) ,Krua’

(fleoha), djudje (arco) e tres meninos pequenos.Já nÓ3 brigamos*

Agora ncís voltamos.Chegamos lá na oabecelra do Catettí , onde es- távamos no meií.As mulheres fizeram mtJrB kumel(muito choro ritual), Depois os velhos foram atrás comos ngo d jure (jovens ainda não in i ciados).0 volho Bep-Karoti 03 enoontrou, brigou na aldola mo3mo, trouxoram um-menino.N<Í3 tínhamos voltado para a aldeia que era * no Karnotl".

xres mulheres Assurini(Bopewl , Patuap e T ap i'ira) nos oontaram' o episódio de seu rapto pelos Kaiapá, entre os quais permaneoe — ram tres meses, conseguindo finalmente fugir e regrossar para ' iJunto de seu grupo.

MlíÁpjdTa Intúaôrossataques , os Assurini se deslocaram para o igarapé V:l C

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i'i;í 1 yiaal,Lux - MORTE E TIDA DE UMA SOCIEDADE BiDlGENA BRASILEIRA, - * os Kayapíí-Xikrln do Rio Catetá,Huolteo e EDUSP,São

Paulo ,1977.

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(8)

tnnKn... ... --- Iplxuna, denominado Ipirawy u , cyjas margens foram.habitadas du­

rante longo tempo. De aoordo oom relato feito por informantes, os Assurini' se estabeleceram ^primeiramente entre os "igarapei" Teka

^rítpo e Taperinlaa, afluentes da margem direita, formando uma al­

deia denominada Ipeiwaikai.As nascentes destes11 igarapéi" se si - tuam prdximo às cabeceiras do Piranhaquara, confirmando a dire - ção do caminho que peroorreram na sua fuga dos índios Kaiapí.

Ha mesma margem direita oonstruiram outra aldeia, no "igarapei"

Faperendi.Dis um informante que nesta dpooa os brancos deixaram- lhes facão, talvez na tentativa do contato, evitado pelos Assuri n i. Em soguida, se estabeleceram à margem esquerda, entre a foz*

do "igarapei" Taperinina e TaÊaliouiopawa, denominando a aldeia , Dííawarakapeona( onça preta )* Vários outros afluentes do Iplxuna foram oitados pelos índios, demonstrando que a região foi ocupa­

da por muito tempo pelo grupo.Os nomes destes afluonto3 3ao: ’ Apirundawa, Amo.Vawa , X^arapawa , Tukumaywaka o Urukuaw^, na ’ margem esquerda e Takurendi na margem direita.Os formadores do I plxuna são denominados Ipirata’ anha o Iparo'yia.

As margens do "igarapei11 Y^ara pawa, oonstruiram duas aldeias: A raròndiwa a Itaka ; próximo ao "igarapei" 2ukuraayYvaka,estábeleofi, ram uma aldoia denominada 2&iwakingi( caetetu magrinho).Nesta íl tlma, um avião sobrevoou-a e um índio (Woaiwa) atirou, supondo f ser um grande pi&3saro,sondo severamente ropreondido polo pajÓ Ta wayra.

. ,;:í • *. '

As margens do "igarapei" Ürukuawy*1 ,03 Assurini o stabolecoram vá rias aldeias.Os nomo3 do algumas dela3 são: DSawot3J/.pepukui , *

■ Kapeak akuhu , <J * apet&ingl y 0 Ywypypepuku.Neste looal , 03 1 :

; Assurini sofreram 0 primeiro ataque d03 índios Araraw^, como de- ;

; nominam os Arawettí, que passam então a ser 30us inimigos mais re-

I. oonte3. r

^ Aldm do conhecerem multo bem t0d03 03 afluentes do igarapé Iplxu 1 os Assurini se referem oom precisão a outros afluentes do * j^ijtingu, rio acima. Os no&ârs destes afluentes são: Uruwuy11 ,Tukuna-

.■ rey^jM arita^, Awarabií,ArapetSingi,Taplkwawari.Esta líltima 4 a ' denominação dada ao igaraptf Sao Joseí-Cver mapa) .

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, 1 .1

i ^st©3 dados eviclenoiam quo 03 Assurini oouparam a3 mürgens do 1—

garapí Iplxuna por um longo porÍAdd;' o a área. oompreendida entre

(9)

pí do grupo durante esta epoca.

---- W -- — _ jo st o e o igarap<? São J03(f pode í3cr oonaidorada do porambulação

Supomos que o deslocamento desta área ocorreu há 15—20 anos a — trás, retornando o grupo Is margens do Piranhaquara e Ipiaçava , \

onde se deu o contato. - ^

Como di3sera03 aoiraa, quando estabelecidos no igarapé Urukuawy11 , afluente da margeia esquerda do Iplxuna, os Assurini sofreram o ' primeiro ataque dos Arawetó.Estes teriam chegado a referida re - giao atravís das oabeooiraa doa igarapés Ipixuna e São Jostí. Os*

Assurini deslocarara-se então , para a margem direita do Ipixuna, estabelecendo-se próximo ao "igarapei" Paperondi.Ai ,novaraonte ' foram atacados pelos Arawetó, dirigindo—se então para rs margens _do Piranhaquara, ondo sofreram outro ataque do inimigo neste ' aogundo' momouto do ocupação da área do Piranhaquara c Ipiaçava ' que os Assurini 30 aproximaram da atual localização, "empurrados"

pel03 Arawete o i^rovavolracnte, em busca do uma solução inovitá - vel para se defender do inimigo : o oontato com o branco.

SSgundo um informante (Takamuim),a direção tomada pelo grupo em' j|

sua fuga dos Arav/ett? foi determinada pelo conhecimento da jrcsen ça do branco nosta região .Durante a viagem que fizemos pelo Pira nhaquara, Takamuim no3 contou que conhecera Itazoara dois anos * antes do contato realizado por lukesch.Sua aldeia, cintao , era f pequena, bem oorao a roça de milho pois estavam fugindo do inimigo.

Sabendo da presença de branooa no Piranhaquara, ele e sou grupo' so dirigiram ao igaraptí, chegando à'Ita£oara. Não enoontrando os akaral(branoo) ,voltar ara ao intorior o fizorara nova roça de mi - lho.Neata epooa, os A33urini 03tavam divididos era dois grupos.Um deles, ao qual pertenoia Takamuim, 30 encontrava entro o Piranha quara e o Ipiaçava.0 outro, estava ostabelocido na margem diroi- ta do Ipiaçava,prcíximo ao local onde foram contatados. ^Efetiva-!

do o oontato com e3to grupo, um parente de Takamuim veio busoá -

‘ loa para também so estabolecerem Junto ao akarai.

j ; i - i ,

V De acordo oom estas informações, a aliança cora o homem branco re,

! ' -í.’ 1 V ■

: jpresentava uma solução para se defender d03 Arawetá.Nao podemos'

!;!afirmar se esta foi realmente a intenção do grupo ou so trata de : uma interpretação 'a posteriori*. De qualquer maneira, havia opi

(10)

K

pioes entro ou mombros do grupç a favor do contato-oom o branco como estratogia para dar fimí uma situação já insustentável.' Cotrin que prosseguiu o trabalho de contato afirma o seguinte ' em seu relatório:” Testemunhamos duranto nossa permanência en - tre os Asurini o seu temor ante a simples propalação da presen­

ça dos sous rivais nas oercanias da aldeia.0 clima de pânioo e—

ra geral, a recordação das reveses em embates anteriores demons tra a superioridade btflioa dos Araraphe^ (como os Asurini os de.

nomina)*Do sorte que , essas contingências impeliram os Asurini a uma aproximação com os brancos; entre estes teriam um refiígio seguro contra as hostilidades dos seus antagonistas - ou , mes­

mo , aliados pará uma futura v in d ita ".(c f.o p .o it.p g 9)*

Os Assurini foram primoiramonte contatados era 1971 polos padres Anton e Karl Lukesoh da Prolfc&ia do Xingu.0 programa de "pacifi oação" dos Assurini , chefiado polos padres» foi posto em execu­

ção om meados do abril, atingindo sou êxito no dia 9 do maio.A frente de penetração da FUNAI chefiada por Antonio Cotrin atua­

va era área adjacente .Com a notíoia do contato, o roteiro desta' expedição foi alterado e o grupo seguiu para o rio Ipiaçava.Se­

gundo Cotrin, no dia 17 de junho a '‘FUMAI passa a assumir o oon trole da situação, desempenhando conforme suas prerrogativas o{

papel do agento do intervenção, proibindo o prosseguimento das' atividades dos referidos missionários que involuntariamente 3G -

rios prejuízos causaram a esta comunidade".(op.cit.pgíO

tf indiscutível quo o habitat tradicional d03 Assurini oompreen- de a área desde a margom esquerda do rio Bacajá o margem direi­

ta do rio Xingu na região da oonfluência destes dois ri03/ atá o lgarapá São Joscf.A resgiSotd/MJ caboooiras o do curso incfdio do3 ' ri03 Ipiaçava,Piranha quara e Ipixuna pode ser considerado o ter rltório Assurini nos líltiraos 50 anos*

A,região do igarapé Ipixúna,entre tanto, cf ocupada atualmente pe.

103 Ínfii03 Arawetá que os expulsaram há 15-20 anos atrá3.

A. área delimitada corresponde , portanto t à rogião do ocupação

!- efetiva atual do grupo, inoluindo antigas aldeia3 e área de pe-

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I .rárabula^ão*

Ha'jnaxgem direita do rio Ipiaçava ainda se encontra semidestrui

f iITT. , _ 1 . « _ j______j _

l:dà|!a habitação coletiva tradioional denominada t a 1 awiwe exis — n « ! i í ; ...

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UHão -oompreendomos a grafia utilizada por Cotrin .Tràfca-se , de

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(11)

tu- / r

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tonto na ópooa tio oontato(aldeia Taiuwiaka, referida à página 3 deste re 1 at (5rio)

í

A ákapopum e construida 30bre a sepultura do primoiro falecido na aldeia reoóm-formada.Na aldeia atual^assim ocorreu.Todos os*

mortos passam , então , a ser ai enterrados. *

i

0S Assurini se referem às aldeias antigas pelo torrão akapepumv..

evidenciando a importânoia desta casa na constituição e oonoep- ção do um aldearaecto como unidade social e religiosa.A oasa 1 grando 6 tambe'm o local ondo se roalizam ao prinoipais cerimô - nias Assurini como o Turó, complexo oorimonial relacionado à oe lobração dos mortos.

Periodiosnentc, os Assurini visitam o local da antiga aldoia a- oima referida para buscar oabaças(kuiató).0 plaatio destas nuina aldoia stS podo aor realizado se houver mortos ai onterrados • poÍ3 do contrário, podo provocar a morto do seus habitaites*

1 ■

' qualquer maneira, dos índios Ararawa.

1''De s ore vemos esta casa ná página 14- ; atualmente ,os índios se referem a ela pelo termo ákapepum que significa" o as a redonda"; se.

^undo os Assmini^ura índio interprete de norae Apui que participa : va da fronto' de atraçao da FUNAI, teria utilizado esto termo para.

i ‘ ’ f!: í: : _ , %

lios perguntar sobro a looalis&açao da àldeia.Utiliaaromog tainbom

vl ' í i jl" . •[

h o :!tGrmo*oasa grando*,nome pm português empregado polos Assurini* t

(12)

2

.

A aldoia Assurini está localizada à margem direita do igarapé I plaçava, afluente da margem direita do rio Xingu , município de Senador Jos^ Porfírio , estado do Pará , no local do coordena -

da3 aproximadas do 04- 06* 37M S e 52- 2 7» 43" W Gr.

0 Pó3to Indígena Koatinerao so localiza junto ã aldeia e conta a tualrnento cora as seguintes instalações:

a) "barracão de madeira oom piso de citnento, coberto oom tolhas do Brasilite.Trata-se da sede do Posto e compreende dopon - dé ncias dos funcionários da FUNAI, 3ala do rádio , farmá­

cia e deptfsito de alimonto3 e bens fornecidos aos índios.

b) casa da f arinha(coborta do palha) : possui uni forno de tor- rar farinha o ura caitetu aoionado a motor que so encontra*

atualmente inutilizado.

o) oasa de palha com 3 comodos para residência de funolonários, atualmente ocupada por uma família Assurini.

d) e3oola (coberta do palha)

o) casa do grupo gerador com 3m por l,5m , feita de barro e oo, berta do cavaco.

f) fossa com casinha de barro, coberta com telhas de Brasilite, chão cimentado oom l,5m por 2m.

A energia eltftrica na 3edo 'do Posto 6 fornecida por motor gera- dor — poquono grupo gerador Montgomory 3,5HP.

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§ n V! * ! j> i, ’ * ' M i l :

LOCAL12AQAO DA

F L S . ..

RUBRICA

B 5INFRA-ESTRUTURA DA' FUNAI

(13)

3.1* População , habitação e grupos residenciais

A populaç&o Assurini conta atualmente cora 56 indivíduos cuja ' distribuição era faixas etárias â a segulnte_:

HOMENS MULHERES

Q 0 a 4

A A A A A

4 a 9

A A

10 a 14

A A

□ D 15 a 19

A A

D D 20 a 24

A A A

□ Q 25 a 29

A A A

D Q p 3 0 a 34

A A A A A

O D D 3 5 a 39

A A A A

O 0 4 0 a 44

A A A a

£ 3 45 a 49

A A A

D 50 a 54

□ 55 a 59

A D D

a o ...

A

22 ...Subtotal... ...34

i •'

Total...56

; III a idade das pes3oa3

6

uraa estimativa ii. -i

PHUC. N."

F L S . ...[ O r u b r i c a

t

ASPECTOS DEMOGRÁFICOS , SJCIO-CULTURAIS E ECOJJOMICOS

(14)

Tratando—30 de uiu grupo reoem-oontatado, deve-se levar em oonta que o mesmo atravessa atualmente ura períodá de dccre'soimo popu­

lacional como geralmente ooorre em consequ&icia do contato*Este assunto

4

tratado no Plano e relatórios do Projeto de Recupera­

ção dos Assurini do Koatlnerao , 1978/1979 » constituindo ( in - clusive , a principal justificativa de oua execução.£ de se es­

perar portanto, que superado este período, a população Assurl—

nl conto com um ntímero 3ignifioantemente maior de indivíduos*

A população se encontra atualmente distribuída em 11 £asas.(ver apêndico). A oooposição dos grüpos residonoiais entre os Assuri ni

4

muito variável do aoordo com a pesquisa do campo' quo vl — mós realizando desde 1 9 7 6 .Há uma constante reorganização dos 1 grupos domcfsticos , cont a mudança de famílias nuoleares e lndiví duos do um grupo residencial para outro 1

Comparando-se ou Assurini aos Tenctehara , nota-se que há um * traço de semolhança entre os dois grupos indígenas no que diz ’ respeito a estrutura do grupo doméstico.Segundo Wagley e Galvão^

entre os Tenetohara , o coro da família extensa

4

composto por' um grupo de mulheres relacionadas pelo parentesco , ainda que l i deradas por um homem.Idealmente , nesta sociedade , uraa família extensa está baseada no controle de um homem mais velho sobre f suas "filhas" ( suas próprias filhas e as filhas de saus irmãos).

Citando ainda estos autorcs2 , ontro os Tapiraptf e Tenetohara ve.

rifioa-3o '‘famílias extensas chefiadas por um homem mais velho * que atrai um grupo de jovens para seu grupo por meio do residen—

oia matrilocal.Eutre o^s Tapirapí o Tenetehara , um homem mais '

1 ffagley ,C. e Galvão,E. - THE TEMETEHARA INDIAMS OF BRAZIL - A CÜLTURE IN TRANSITION, number 35 in the Columbia University : Contributions to Anthropology , NY, 1969 ,pg25

,2

; Waglcy,C. e Ga3.vão,E* - 0 parentesoo tupi-guarani in Bolotlm j |;::! do MUSEU H ACIONAI, n .s . , Antropologia , n- 6, RJ,1946,pg4

(15)

velho, possuidor de certo prestígio , rbune um grupo ^amiliair ' era torno de si pelo jogo tio sistema de parentesco o pela adoção de tantas"f ilhas" quanto seja possível.0g jovens maridos dessas

"filhas11 cooperam com ele , tanto na caça como nas atividades' agrícolas .Entre os Tapiraptí e frequentemente entre os Tenetoha- ra , esse grupo de família ocupa uma grande casa comunal"•

Entre 03 Assurini , observa-se na composição de alguns grupos ' domésticos grupos de irmãos sondo que em dois casos ,tr ata-se de um grupo do mulheres irmã3 entre s i , em torno do qual o grupo * domcfstico está organizado.Por outro lado, não se verifica atual mente uma liderança que possa ser identificada com aquela apon­

tada por Wagley e Galvão.O desaparecimento dos mor0wiawa(homens mais velhos) deve ter alterado profundamente a estrutura do gru po doméstico e consequentemente , da própria organização social.

A instabilidade na composição dos grupos domósticos 0 a constan, to redlstribuição das famílias entre os grupos residoncials , ' dovc-se entre outros fatores , â depopulaçao do grupo. }

J

Tradicionalmente, os Assurini viviam em grupos locais , distan­

tes alguns quilômetros uns dos outros, srgundo informação dos jJró prios índio3* A akapenum^anteriormente citada, correspondia en­

tão , a uraa malooa,entendida como unidado sócio-política.Dovido : ao dooróscimo populacional , entro outros fatoro3 , o grupo atu, al â formado por membros do diferentes grupos looais,de aoordo*

oom informação dos Assurini que atribuen a esto fato , as rixas 0 brigas constantes -que se vorifioam nos dias do hoje. ; Pode-se , portanto , admitir a hipótese do que , restabelecido' 0 equilíbrio demográfioo , a população passe a se distribuir cs-

pacialmente do acordo cora a maneira tradicional ou seja , em ma locas distantes umas das outras.Esta hipótese foi levada em oon l ta no estaboleoimento da extensão da área delimitada.

Das 11 oasas atualmente existentes , tres delas são desmembra — mentos do grupo que residia na óasa grande cuja oonstx^uçao ó de responsabilidade de toda a oomunidade.Ai são enterrados os mor-

> ■ 1

103 e so realizam a3 prinoipais cerimônias Assurini.

(16)

St A /7

1 A ' casa gr ando' cxistcÂ^QB^^_al^^»--*raiIc^l975 f oi"rÕ^oentõmõntc * destruída c oo índios elTTão construindo uma nova no mesmo looal’

da anterior do modo *a oontinuar cobrindo as sepulturas.Esto S um fato inédito pois a construção do uma akapepum se verificava quan_

do, o 3t aboloc idos recentemente num looal , ocorria a primeira mor te na nova aldeia.

A akapopum corresponde â descrição de um tipo do moradia carac­

terística dos Tupi : " A planta plana 6 retangular mas sua forma 6 a‘bo'bodada,,*(laraia, R.- A ORGANIZAçftO SOCIAL DOS TUPI CONTEMPO RÍNEOS , tese de doutoramento , São PaulolÍ972, pg 1 5 ) ...«t e to e parede constituem uma unidado homogênea11.(La ra ia ,R .o p .cit .pgl44) Ag dimensões da ’ casa grande' diferem das demais. A akapepum an terior media 60m de comprimento , 1 2m de largura 0 1 0 m de altu­

ra.A planta da'casa grande'quo está sendo construida mede 50m de

^ comprimento e 1 0 in de largura. 0 tamanho módio das outras oa3a3' á do 12 do oomprimonto , 7m do largura e 4ra do altura.

Com exceção de uraa das o asas, também de forma arrodondada^Cakietá') 03tas sao construçoes semelhantes ao estilo regional , isto (f oom oobertura de duas águas, denominadas apemo'on.üma das oasa3 ocupa, das pelos Assurini pertence à FUNAI , ôervindo anteriormente , de

residência para seus funoiàários.

Alcfm da3 habitações que formam a aldeia , há tres casas looaliza- das na3 roças , respectivamente a 2 , 3 e 7 loa do distância da al_

> dela.Na ífpoca do preparo da farinha de mandioca , algumas famí - 1^ * lias se mudatn para a ca3a da roça , facilitando o transporte da f

^ mandiooa.

Uma das casas da roça <5 habitada pormanentemento por Tiiuwi 0 sua . esposa.Ne3ta casa , periodicainonto , se estabelecem famílias cu —

jas roças são contíguas e oujos membros mantêm entre si relaçõo3 i de cooperação econõmica,0utra3 ocasiõe3 em que as famílias passam ■■ , a residir nestas casas são o preparo do torrono para o plantio 0

. a oolheita do milho.

I 5 h'- 4 •

. " ’;=íl agi 4 diminutivo do alta quo significa oasa; etrf=verdadeiro;

11 v.!! V..' 7

fj: outro nome para a 'oasa grande'-'cí akettf« diferenciaado-a das , outras casas de forma arredondada denominadas akict<?.

(17)

Uma das principais fontes do recursos na economia Tupi tradicio­

nal á o cultivo da terra sendo que a mandioca representa o ele - mento básico da dieta alimentar Assurini.Cultivam tarabám o milho, batata-doce, favas, algodSo, oará , urucu , banana , fumo , ine — lanoia , amendoim.

Várias espácies de mandioca são cultivadas.De uma de 3uas varie­

dades, mani' ak(a) , fabricam diferentes farinhas e o beiju ; há * tambára diferentes tipos de mingaus os quais são preparados quase que diariamente e levam como ingrediente o líquido de uma outra*

variedade do mandioca doce o do tamanho bom maior quo a3 domais ( manlàakawa').

Qa homens do um grupo do místico são responsáveis polo preparo do terreno para o plantio.Na derrubada do grandes árvores , convi — dam todos os homens da aldeia para 03 auxiliarem.Aos participan­

tes do mutirão oferocem mingau.Homens e mulheres realizam 0 plan tio.O cultivo do milho , entretanto , £ tarefa exclusiva da3 mu­

lheres.

Nas atividades agrícolas , os homens do um grupo doméstico man — tém entre si relação de cooperação e a produção da roça pertence âs suas mulheres , em torno das quais se organiza o grupo domtís—

tioo.

N©ste sentido , portanto , a3-roças são coletivas , sendo quo oa da grupo domástico utiliza uma área intfdia estimada do 3G.OOOm2 ' num período do dois anos para abrir roça.Eatiraamo3 em 160.000m^

a área total atualmente cultivada polos Assurini.

A colheita da roça ê feita em doÍ3 ano3, isto 6 , no primeiro a- no , oolhe-se o milho, um pouco do mandioca e a inani^kawa.No se.

gundo ano, a roça "velha11 fornooorá a mandioca para o preparo da farinha e uraa nova roça aborta.

Atualmente, as roças não distam mais de 4km da aldeia.Há casos , entretanto , do roças feitas na margem do Ipiaçava , ouja distãn ola requer o U 3 0 de barco a motor. ■*

De acordo com a avaliação da capaoidade natural do uso da terra'

(18)

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ó sua clas3ificaçao iw*< quu 3o çeiero à agrioultura, , realizada ' pelo Projeto RADAtó , as terras da região são consideradas como ' do uso restrito tanto para as culturas de ciclo ourto quanto a3' do ciclo longo.Segundo a classificação estabcleoida , a ”0 1 3 3 3 0' baixa” ooupa a niaior extensão da área e correspondo a uma asso- oiaçao do solos Podzdlico Vermelho Amarelo de textura argilosa, Podzólico Vermelho Amarelo de textura argilosa plíntico e Latos- solo Vermelho Amarelo Distrífico em relevo suave ondulado.Foi a—

valiado pelá Divisão de UsooPotoncial da Terra dentro desta olas ae , tendo em vista a baixa fertilidade dos seu3 solos.(cf.BESER VA INDÍGENA KOAIINEMO - AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE MÍDIA DO USO "DA TBBRA , Convênio FUNAI/D.N .P*tó. ,DNPhl/HADAtó BRASIL , Boltím ,1976 Pg 13)

A3sim f a extensão da área delimitada objetiva tamb<?m dar oondi- çõe3 do recuperação do solo , garantindo 0 sistema tradicional ' do aproveitamento da terra 0 qual supõe um espaçamento no tempo de sua utilização e portanto, mudança poriddioa da área a ser cultivada.

3*3* Caça , Pesca e Coleta

A dieta alimentar Assurini baseada nos produtos agrícolas aoiraa' citad03 <f cOmplementada por aquole3 produtos ôbtidos através da' caça t posca e coleta*

Os Assurini caçam os seguintes animais , por ordem de preferên — oia:poroo-ao-mato(ta£aho), muturn (mytu ) , caetotuCtiíiwa) , 00 - tia(akutái) , jacuCdííalcu), nambu(ynambu)

0 porco-do-mato â a oaça predileta doa A^ai rini.Quando alguám on

"contra um bando destos animais , geralmente cm roças antigas, vem avisar os demais homens da aldeia , os quais se dirigem então em .■

oonjunto para roalizarba caçada.f '

Ho cotidiano, entretanto, 03 homens oaçam individualmente ou jun tamente oom outro homem do prdprio grupo doméstico.

:0

Periodicamente , os Assurini realizam dxcursões de caça e pesca*.

das quais participam homens e mulheres e cuja duração varia de u 1 semana a 15 dias.Ne3tas ocasiões , 03 Assurini se dirigem e a "

'campam em lo c a is que distam de um a dois dia3 de caminhada dá. al . . , sdeia (ver mapa, áreas do c a ç a ).

í. . ''' ; r íJiífní "

h . i-j ■ V 1 * / i *■

bisí-iir . .j-.iái

(19)

deü8b_

ter alimentos para refeições cerimoniais-Tivemos oportunidade dõ obsorvar dua3 dessas ocasiõeá^cfròa das refeições foi servido ja boti e em outra, mutum.

0 jaboti ( dííawotãi) constitui um dos alimentos básicos da dieta alimentar Assurini , sendo seu apresanento uraa atividade essen - cialmente masculina, constantemente realizada.

A pesca ooletivü (f realizada na ápoca do verão nos pequenos iga- rapás ou em locais do igarapá Ipiaçava quo p o s s ib ilit a a u tili­

zação de táonicas tradicionais» Estas compreendem a utilização' do timbá(tsimbá) era-águas que são represadas , naturalmente ou ' oom a construção de ta^agensCd^ik:!1!) .Os peixes 3ao flechados ou recolhido oBr castosds.

Alám da técnica timbá , os Assurini possuem vários instrumentos' como uma armadilha feita do talo de palmeira ( p.yr.ytcttQ , esp<íole de funil colocado nas oorredeiras; esteira de talo de palmeiraC ipepuku) q ue., colocada nas cocredeiras , "coa11 os peixes ; 1 dziki1 a , esptície de cone ffeito do folha de palmeira o qual 6 colocado numa sbortuia da tapagem para aprosar os poixe3 quo por' ali tentara passar.

Nesta ápoca do ano , pequenos peixes são apanhados com o auxílio de peneiras ou cora as p/oprias mãos em pequenos cursos d'água (i garapei).Estea peixos , entre eles o arnoatá , são muito aprecia­

dos pel03 Assurini. O dfea£u á obtido tambám em pequenos igarapás, durante todo o ano , oonstituindo um alimonto básico } principal^

mente na dieta dos pais de uma criança rccem-na3cida»

No que se refere ao peixe como alimonto , atualmente os Assurini aumentam esta fonte oom a utilização de anzáis o linha de nylon*

na pesca de peixes maiores como o surublm( uruwlVo), pescada ( tukunaretsinga) , tucunareCtkunará), trairão (p ira lo ), oachorra Caikynga), tare lra,otc .Nesta atividade partioipam geraLaente os*

homens de um grupo domástioo acompanhados , âs vezes pelas mulhe, i rés. Esta pesoa é realizada no rio Xingu e no Ipiaçava, desdo ' sua foz ate aproximadamente 4 horas de barco a motor â montante' \

"i » ■ .• J

da aldeia. '

Há tambdm caçadas colo

.... ...,-- — -—

roalizain ooma finalidade

(20)

— s / --- Os principais produtos da oolctea ontro os Assurini* são o oooo — babaçu ( maritdj e a castanha-do-Pará ( nh.y ) .Vi

O oooo-babaçu é utilizado no proparo do éleo(d£and.y) quo 0 3 A3 3U —

rini passam sobro 0 corpo g cabelo , como proteção oontra mosqui­

tos o oorno ornamentação*

A oastanha-do Pará é amplamente utilizada 110 preparo de alimentos principalmente nos mingaus e oom cerne e farinha do mandiooa soca dos no pilão , constituindo um importante enriquecimento da ali - mentaçso.

Oa Assurini coletam fambe^m o coco inajá (indazá ) e o frutão ( ar ah a ) com os quais preparam mingaus.

Yárias espécies do cooo sao coletadas como matéria-prima para a * oonfecção do enfeites e instrumentos usados nas prntioa3 xamanÍ3- tioas ( dzawará , mombaka , iwai ,otc)

Há uma espéoie de cooo de tammho grande ( maritá ) utilizado na*

oonfecção de um enfeite corporal do grande importância na orna — montação ritual dos Assurini ( pulseira,também denominada maritá Esta espécie de ooco é oncontrada àa margens do igarapé Piranhaqua_

i a há aproximadamente dois a tre3 dias de caminhada da alãeia(ver mapa( área de coleta).

3*4» Outros recursos naturais

A oerâmioa A33urini é confeccionada com um tipo de argila espooial, encontrada em determinados igarapés, e aproximadamente 5 km da al_

deia*

Na decoração da oerâmioa, utilizara pedrinhas do cor preta, verme - lha e amarola( ooncentracao de éxido de ferro) as quais são encon­

tradas em determinados tipos do solos. A margem do Piranhaquara , no local indicado no mapa , é uma das regiões onde se encontra os- te material.

(21)

u

ê .

FKUfOSTA Dí & E A ^ « ^ £ ffl5L a ;3.TADA PAliA DEMAJICAc,.®) DA iíESEKYA ASSUilDII

4*1* Propostas anterioros

O sertanista Antonio Cotriníloita em aeu relatório 03 seguintes l i mltes para demarcação da área indígena (cf•o p .c it.p g 32 )i

Ao norte , a margem esquerda do igarap<? Lage3 , situada â margem' direita do rio.Xingu;

Ao leste , a margem esquerda do igarapeí Lages ate? suas nascentes s dai seguindo uma linha seca 0111 direção das nascentes do igarapé — ■ Piaçava - 3ituada um posição sudeste - ,prosseguindo a linha seca

at<? atingir as nascentes do igaraptf Piranhaquara ;

Ao sul , a margem direita do igaraptf Piranhaquara , ate suas nas - oentes ;

Ao oeste , a foz do igarap<? Piranhaquara , situada na margem direi ta do rio Xingu.

Em 1976, uma equipe do ConvSnio KADAM/FUNAI elaborou um mapa-ba3e' da Reserva 0 qual se encontra no documento FLFNAI — ifrea 6 - RESER- YA INDÍGENA KOATINEMO - Avaliação da Capacidado Natural Modia do ' Uso da Terra, Convênio FUNAI/DNPtó , RADAM , Belcím ,197 6.Este doou - mento so encontra no Departamento Geral do Patrimônio IndíggnaC DGPI) da FUNAI e uma ocfpia do mapa-base consta do prooesso n-FUNAV BSB 3832/78.

Atravís do viagens do reconhecimento da área , entrevistas com os Assurini e com regionais realizamos o levantamento de àad03 para '

comparar e avaliar estas delimitações, aò^uais nos serviram de ta- se para elaboração da presente proposta*

1

Concluimos atravds dos trabalhos realizados , cujos resultados cons

tam do3te relatório , quo 03 limites propostos por Cot r im compro en_

dem realmente o território Assurini nos ultimo3 50 anos , constituâtn do'a proposta mais adequada.A regiao .-das cabeceiras do Piranhaqua — r a o do Ipiaçava é área do ocupação tradicional do grupo Assurini ,

1 v w

tínde se encontraja antigas aldeias , nas q u a is ostao enterrados seu3

(22)

morto3 o algumas das quais oa Assurini visitam poriódioamente*

Por otitro lado, a proposta do Convênio RADA^/FUNAI exolue dos li*^' tos da área as antigas aldeias e , portanto t grande parte do * território tradicional , ‘bem como a área de peranbulação atual e ároas de produtos e recursos naturais básicos na vida econômica' o oultural do grupo.

O ^

Com base no parágrafo 1- do Art. 24 do Ectatuto do índio , enten demos quo o usufruto ( direito S. posse , uso e peircopção ) de ma nanoiais o das águas das vias fluviais será melhor assegurado se / os índios tiverem domínio sobre suas nascontes.As nascentes dos ' r i03 Piranhaquara e Ipiaçava estão oxoluidns desta delimitação.

A justifioativa fundamental , entretanto , para a ampliação da á rea proposta polo Convênio BADAiVi/FUNAI se encontra num futuro não muito distante.Com a construção do Complexo Hidrolótrico do Xingu, parte das terras quo margeiam o roíerido r io , na região habitada*

polos Assurini , 3erá inundada. q

Desde 1976 a CiiBC( Companhia Nacional de Engenheiros Consultores' S/A)vem realizando pesquisa para a E LE£ItONORTE sobre o gproveita mento hidráulico do rio Xingu e 30us afluentes , tchdo em vista a construção da usina hidrelótrioaCcf.Folha de São Paulo -11/07/78) Ato o início deste ano, na própria aldeia Assurini^havia um plu - viômotro utilizado pela CNEC em suas pesquisas. *

A primoira fase desses trabalhos oorá concluída ainda ostG ano.Da d03 precisos sobro a extensão da área a ser inundada são ,portanto, inexistentes«A CNEC fornecou , entretanto , uma das prováveis co - ta3 de inundação , cuja ilustração no mapa-base do Convênio RADAM/

FUNAI consta do processo n— FUNAI/BSB 3332/73.

De acordo oom os dados forneoidos , aproximadamente 30.000Ha. daf í área da Heserva serão Inundados 9 inclusive a própria aldoia , re. , presentando quase a raetado da extensão da área proposta pelo refe.

rido Convêhio (73.05011a.)

P SO C . N.c t L S . _____L , r u b h i c a

quais os Assurini visitam periódioamente

(23)

4*2. Memorial descritivo da RESERVA INDÍGENA ASSURINI üa FUNDA- çKO NACIONAL DO ÍNDIO , situada no município de Senador Jó

so

Porfírio , Estado do Pará 4 .3 *1 • iCroa aproximada : 300*000 Ha.

4 * 2 .2 . Perímetro aproximado : 260 km

4 .2 .3 * Coordenadas do Posto Indígena : 04- 06' 37“ S . 52- 27' 43" W Gr.

m n

4 .2 .4 . Descrição : Partindo—so do Ponto n~ I do coordenadas de 03^ £5* 55" S o 52- 27*40"ff G r ., situado na auposta nasoento do' um igarap<f sem nome; daí , doooendo-se o referido igarapé ató a' confluência do um paraná , encontra-se a uma distância aproxima­

da de 15.225m o P:;nto n- 2 de coordenadas aproximadas do 03- 5 9 1 40nS o 52- 34' 35" WGr. , daí , seguindo-se o roferido paraná no sentido SO ate' a confluência oom o rio Xingu , oncontra-so a uma distância aproximada do 3.250m o Ponto n- 3 flo coordenadas apro ximada3 de 04- 01* 21"S e 52- 3 5 ’19" W Gr. ; daí subindo-se pela margem direita do rio Xingu,encontra-so a uiaa distância dolíw850m o Poíito n— 4 de coordenadas aproximadas do 04- 0 3 '1 3 " S e 52^' 36' 21"W Gr. , situado na confluência do rio Xingu com o igarapt?

Piranhaquara; daí , seguindo-se o referido igarapa a montante , ' enoontra-se a uina distância aproximada do 78.390 m o Ponto n- 5 de ooordenadas aproximadas de 04- 48*00” S o 52-12' 00° W G r .,s i tuado na nascente do referido igarapé ; daí peroorrondo-se uma 1 l inha seca de rumo aproximado do 45-NE » encontra-se a uma distáh oia aproximada do 23.000ni o Ponto n- n 6 de coordonadas aproxima­

das de04-37'20" S o 52- 00'30"W Gr. , situado na nasoento de um a fluente pela margem osatuorda do rio Ipiaçava; daí seguindo-se o referido afluente & jusante, encontra-se a uraa distancia aproxi­

mada de 33.000 m , o Ponto n- 7 de coordenadas aproximadas de ’ 04-20'30" S e 51-59'20" W Gr. , situado na confluência de3te a - fluente com o rio Ipiaçava; daí seguindo-se o rio Ipiaçava â ju­

sante, enoontra-se a uma distância aproximada de 3S.000m o Ponto n- 8 de ooordenada3 aproximadas do 04-10'4Cf*So 52-10*50"iY Gr. , * situado na oonfluêrioia do rio Ipiaçava com um igarapd sem norae ; daí , seguindo—so este igarapé â montante , cnccntra-se a uma ' distância aproximada de 14.000m o Ponto n- 9 do coordonadas a - proximadas do 04-03,40,,S ° 52— 11* 40" W Gr. , situado na nascen—

(24)

1\ --

te do referido i^ará^b ; o Ponto n~ 10 de coordenadas aproxima — das de 03- 56' 45" S o 52- 22’ 17" W Gr, se situa na nasoento do ura igarapef t>em ncnie^ . ^ percorrendo-se una linha seca de * ramo aproximado de 80- 0 0 1 NO , encontra-se a una distância apro ximada de 9«750m o Ponto n- 1 , ponto inicial desta descrição * perimetrloa.

C\ O

1 a linha deliraitatória entre o i)onto n- 9 e o ponto n- 10 deve^

rá ser ostabelocida pelo engenheiro a^rimensor

(25)

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5 . SITUAçJlQ DA DISCRIMlfl3ÍA0IJ»S TEÍüiAS DEV01UTA3 DA«.üNlSO HA RÇüIÃO CONSIDERADA

Dg acordo com as informações obtidas junto à Coordenadoria Fundiá ria Regional do INCRA , em Balem , parte das terras da região ob

tá sob jurisdição do Projeto Fundiário do INCRA (co m sede eni Al—

taraira) e parte, sob jurisdição do ITERPA( Instituto do Terras do Pará).

Como pudemos apurar junto ao Projeto Fundiário do INCRA,em Altami ra , ainda não foi realizada a ação discriminatória nas torras do, volutas da União na região.Aliás , os ifnicos dados plotados nO ma pa do referido Projeto nesta região^são as delimitações das Reser vaa Bacajá e Xoatinomo(Assurini).Esta ultina correspondo à deli­

mitação proposta pelo Convênio RADAivi/FUIíAI acima mencionada.

Quanto &3 infornações fornecidas pelo ITERPA , podircos à 2- Dole- gaoia Regional da FUNAI , atravds de seu advogado , quo apresea - tasso a estooígão uma solioitaçao fios dados referentes â 3ituação dostas terras no que diz respeito a existência dc títul03 provisí rios e/ou definitivos ou de arreoadnção de área em nome do Estado.

Att? o momento de elaboração deste rolntcírio, entrotanto, não nos' foram enviados quaisquer dados sobre o assunto.

: t

i .

1 possuímos uma cápia dosto mapa.

I

(26)

8 . RESERVA ASSTRINI E ■'UIAWETÍÍ

0 prescnto relatório 6 parte do trabalho que pretendíamos reali­

zar ate o final do segundo trimestre cio elocução do Projeto de 1 Reouperaçao dou Assurini do Koatlncmo.

Do acordo oo::i a Descrição Tcfcnica do Projeto segundo o Plano do*

Trabalho prti-a 1^79 , constante do processo n- FUNAl/BSB/5360/73, .devemos re ali a .ir atividades do campo entre os Assurini e Ar a v/etc?

afim de elaborar " proposta tio dcl.init nçno das duas are^s , ten­

do em vista s execução de unt mesmo trabalho do demai'cação df>s 1 duas Reservas.

Aguardamos durante o segundo trimestre , a vinda do subgrupo for­

mado por u::i antropólogo e um o ngenheiro agrimonsor pr;.ra complc - mentar nosso trabalho , de ^oozuu cxi a Portaria n~ 517/N de 0 3 ‘ . de agosto dol978 que determina a constituirão deste grupo , para fazer o r ecouiiocimento da área(sobrevSo) , apresentar ei.i dofinltl vo a proposta de delimitação ao Grupo de Tr abalho criado pela Por taria n~ 380/h de 26 do julho de 1975 e posteriormente , à Prosi-

* 4

d£noia da FUKÃI.

A área Araweto e contígua â dos Assurini, sendo que a foz do iga­

rapé Ipixuna se localiza a um di^ de barco a motor , Xingu acima, da foz do rio Ipiaçava.A marrom direita do igarapé I'iranhaquara ’ constituo os limites ao norte e ao leste de áren Arav/ctó.

A construção 'da Usina Ilidreletrica do Xingu taabe:i deverá afetar1 esto grupo indígena pois do acordo com dados forneclãos pela. CNEC (Consórcio lieci:;nal de Engenheiros Consultores S /A ), parte dessas terras será inundada (ver processo n° FUUM/BSB/3832/78) .1'orna-se, portanto, taiubón urgente a demarcação da RESERVA MtAYJETlJ de manei­

ra a ser garantida uma área adequada para esta população.

Em fevereiro deste ano, foi apresentada aos órgãos competentes da FUftAI a proposta de Criação da RESERVA ARAWETá polo sr«Salomão *

í O

Santos, chefe da Ajudáncia de Altamira, constante do processo n—

FUNAI/BSB/0707/79. C

1 De acordo com os paroceres d03 antropólogos Rafaol Bastos o Del- valr M.Molatti do Departamento Gorai de Planejamento Comunitário (DGPC) (ver processo n-FUíJAI/BSB/5360/78 )i um engenheiro agri-

nonsor deverá partioipor da equipe do avaliação do Projoto.Assii o antropólogo e o engenheiro agrimonsor constituirão o subgrupo.

(27)

•Consta tambóm do referido processo ,:> Edital do Citação polo pra olo iviaia o Lintlorca Aranha kaia promovem ação de Usucapião so — bre glebas de terras que incidem na área ocupada polos Arawetcí(

"A Província do Pará" õe 19 do março do 1979)»

Em 19 de abril de 1979, foi dada entrada no Foro de Altamira, on de tramita o p r j c o s a o , u ma petição afcravÓs d a qual a früfíAI, re - presentada pelo Delegado licgional } Bel Carlos Amaury'Mota Ayeve do, requer a habilitação deste (Jrgão nos autos das Ações de Usu oapião 11 para o fira de n a audiência p r e l i m i n a r setfa assegurado '

a 0 3 silvícolas a possa? e a ocupação de s u a s terras , e aos roqtes»

julgados oarecedores das a ç õ e s p r o p o s t a s , por falta do amparo le-

Tendo eni vi3ta estes aoontecimentos, a área Arawetcí deverá ser de, finida em ternos legais o mais breve possível*

Dando prosseguimento às atividades do. Projeto , doveremos realizar no terceiro trimestre o levantamento de ciados para elaboração do relatório o mapa da área Arawetd’ a ser delimitada , do acordo oom asemos em relação 3. área Assurini.

Continuamos, entretanto, aguardando o subgrupo para apresentar em definitivo a delimitação das duas Reservas Indígenas, Assurini e A rawotó.

20 do sessenta(60)dias (processo n^-251/79) em que Cíooro Bcní-

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P • I.Koatinemo, 15 de julho do 1979

Regina Ap.Polo Mflller Coordenadora do Projeto

(28)

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C a s a 1 í M o r c r a , M a m a x i , M a p u r u n g i , C a s a 2 t M b a i o , t ó o t e r l , T u r r f , I ' l w a C a s a 3 : Merao , T u r o i , A r u i , X ’ a C a s a 4 I K o a t i A r a p o á , T a p a k a i

C a s a 5 í T u t o m „ B o p e w i , T a t a o k w a l a , T a p â ^ i x a , A p e o n ( a ) C a s a 6 1 O k l n a ,, T a p o r a l

C a s a 7 í A w a k a r d ' , A r a p a i , T a k i r i , T á x a w o i u w l , A z u l , Towawyrjrm C a s a 8 t M o r a b o , A r a m b í , T a i m b l r a , A p o b o , M b a l a , K u y p y o n a C a s a 9 : W o a i w a , P a t u a p , i i b a t u i a , T a k a m u l n \ *

C a s a 1 0: W o w e i , Momuna , í í a p e p a l , A H a l f u

c à n f t l l i Uurum ulm . T . a r a k o a . M i r a b o , U u r u m a n a k C a ) f Y n a jn b u i ,

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MINISTÉRIO DO INTERIOR J p„0ç F U N D A Ç Ã O n a c i o n a l d o f N D I Ç

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Me.ni.. s /n ?/79

Oo C o o r d e n a d o r P r o j e t o A s s u r i n i Ao C h e f e da DEP

Assunto e n c a m i n h a m e n t o (faz)

a s ... ...

B rasília * DF.

Em, 15.07.79

S e n h o r C h e f e da DEPs

E n c a m i n h o a V.Sa. p a rte do 1? r e l a t ó r i o t r i m e s t r a l do P r a j o t o de líecuperação dos A s s u r i n i do Koa_

tinemo, r e f e r e n t e à p r o p o s t a de d e l i m i t a ç ã o da á r e a A s s u rini.

Atenc i o s a m e n t e / l 1 <1 I l i iv. M ' ' '. L

1/

R E G I N A M W L L E R

Coord. Proj. A s s u r i n i do K o a t i n e m o

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Referências

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