UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE ESCOLA DE ENGENHARIA
DEPARTAMENTO DE DESENHO TÉCNICO CURSO DE GRADUAÇÃO EM DESENHO INDUSTRIAL
RODRIGO JABARRA DE FIGUEIREDO
KIT PARA TRANSPORTE E MODELAGEM DE BUSTOS
Niterói 2019
RODRIGO JABARRA DE FIGUEIREDO
KIT PARA TRANSPORTE E MODELAGEM DE BUSTOS
Trabalho de conclusão de curso apresentado em 28 de 06 de 2019, como requisito parcial para a obtenção do grau de bacharel em Desenho Industrial pela Universidade Federal Fluminense.
Orientador Acadêmico
Prof. Dr. Ricardo Pereira Gonçalves
Niterói 2019/1
RODRIGO JABARRA DE FIGUEIREDO
KIT PARA TRANSPORTE E MODELAGEM DE BUSTOS
Trabalho de conclusão de curso apresentado em 28 de 06 de 2019, como requisito parcial para a obtenção do grau de bacharel em Desenho Industrial pela Universidade Federal Fluminense.
Trabalho aprovado em _____ de __________ de _____.
BANCA EXAMINADORA
Prof. Dr. Ricardo Pereira Gonçalves (Orientador Acadêmico) Universidade Federal Fluminense
Prof. Dr. Adriano Bernardo Renzi (Avaliador) Universidade Federal Fluminense
Prof. Dr. Regina Célia de Souza Pereira (Avaliador) Universidade Federal Fluminense
Dedico esse trabalho para todos aqueles que estão sem esperança. Existe um brilho em cada canto escuro do universo. Basta buscar com atenção.
AGRADECIMENTOS
Gostaria de agradecer à minha mãe Sheila Jabarra e meu pai Guilherme Figueiredo por não me deixarem seguir a tentação do lado sombrio. Ele não é mais poderoso, é só mais fácil e sedutor.
Também tenho que agradecer aos meus amigos Ana Alice Alves, Beatriz Mello, Diego Innocencio, Ernane Aranda, Gabriella Bruno, Guilherme Chamareli, Henrique Coimbra, João Souza, Mariana Aono, Mateus Filgueiras, Matheus Gonçalves, Miguel Ângelo, Mylena Lopes, Robert Julio, Victor Sacramento por serem a minha sociedade do anel e me darem forças para carregar esse fardo até a montanha da perdição. Sem vocês eu nunca teria saído do Condado.
“Transmita o que aprendeu. Força, maestria. Mas fraqueza, insensatez, fracasso também. Sim, fracasso acima de tudo. O maior professor, o fracasso é, Luke.”
RESUMO
JABARRA DE FIGUEIREDO, Rodrigo. Kit para transporte e modelagem de bustos. Niterói: Universidade Federal Fluminense, 2019. (Trabalho de Conclusão de Curso de Graduação.)
Este projeto consiste em abordar um método de transporte adequado para bustos feitos em massa de modelar em cursos de animação, modelagem, artes ou cinema. O público alvo desse projeto são alunos desses cursos que costumam levar suas esculturas para casa ou algum outro lugar distante do ambiente onde eles têm aula. Além disso, o projeto também consiste em produzir uma base onde o aluno também possa modelar de forma adequada.
Com esse projeto, é esperado que os alunos consigam transportar suas peças de arte sem que elas sejam danificadas devido ao recipiente comum não proteger a massa de maneira adequada. Com o projeto, também se espera que os estudates que consigam transportar essa peça sem que eles prejudiquem seus sistemas ósseos e musculares devido ao peso e à posição.
ABSTRACT
JABARRA DE FIGUEIREDO, Rodrigo. Kit para transporte e modelagem de bustos. Niterói: Universidade Federal Fluminense, 2019. (Trabalho de Conclusão de Curso de Graduação.)
This project consists of addressing an appropriate transportation method for mass-made modeling busts in animation, modeling, arts or film courses. The target audience for this project are students of these courses who usually take their sculptures home or some other place far from the environment where they have class. In addition, the project also consists of producing a foundation where the student can also model appropriately.
With this project, students are expected to be able to carry their art pieces without them being damaged because the common container does not protect the dough properly. With the project, students are also expected to be able to carry this piece without damaging their bone and muscle systems due to weight and position.
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
Figura 1. Personagem criado em Computador para o filme O Escorpião Rei...15
Figura 2. Gráfico demonstrando o conceito de Vale da Estranheza...16
Figura 3. Criações diversas de fantasias, máscaras, robôs e bonecos para a produção de Star Wars: O Despertar da Força ... 17
Figura 4. Mapa dos cursos de modelagem da Região Metropolitana do Rio de Janeiro...18
Figura 5. Similar 1 de base de modelagem...32
Figura 6. Similar 2 de base de modelagem...33
Figura 7. Similar 1 de recipiente de transporte...35
Figura 8. Similar 2 de recipiente de transporte...36
Figura 9 . Similar 3 de recipiente de transporte...37
Figura 10. Similar 4 de recipiente de transporte...38
Figura 11. Compensado Naval...40
Figura 12. Acrílico...41
Figura 13. Polipropileno...42
Figura 14. Pegas das mãos...48
Figura 15. Ângulos de movimentação...49
Figura 16. Tomada de informação – Mulher – Lateral...50
Figura 17. Tomada de informação – Homem – Lateral...51
Figura 18. Tomada de informação – Mulher – Superior...51
Figura 19. Tomada de informação – Homem – Superior...52
Figura 20. Acionamentos – Homem – Superior...52
Figura 21. Acionamentos – Mulher – Superior...53
Figura 22. Acionamentos – Homem – Lateral...53
Figura 23. Acionamentos – Mulher – Lateral...54
Figura 24. Acionamentos – Mulher – Frontal...54
Figura 25. Acionamentos – Homem – Frontal...55
Figura 26. Dimensionamentos – Homem – Frontal e Lateral...55
Figura 27. Dimensionamentos – Mulher – Frontal e Lateral...56
Figura 28. Dimensionamentos – Compatibilização – Frontal e Lateral...57
Figura 29. Tomada de informação – Compatibilização – Lateral...58
Figura 31. Acionamentos – Compatibilização – Lateral...59
Figura 32. Acionamentos – Compatibilização – Frontal...59
Figura 33. Tomada de informação – Compatibilização – Superior...60
Figura 34. Alternativa 1 de base de modelagem...61
Figura 35. Alternativa 2 de base de modelagem...62
Figura 36. Alternativa 1 de recipiente de transporte...62
Figura 37. Alternativa 2 de recipiente de transporte...63
Figura 38. Alternativa 3 de recipiente de transporte...64
Figura 39. Fecho F-600...67
Figura 40. Rolamento...68
Figura 41. Flange de Metal...68
Figura 42. Corrediça Telescópica...69
Figura 43. Carrinho TR3-50...70
Figura 44. Base de modelagem...71
Figura 45. Vista explodida...72
Figura 46. Base de modelagem...73
Figura 47. Base de modelagem fixada na base de transporte...73
Figura 48. Tampa de acrílico...74
Figura 49. Recipiente de transporte fechado...74
Figura 50. Modelo final...75
Figura 51. Modelo final...76
Figura 52. Modelo final...77
Figura 53. Modelo final... 78
Figura 54. Usuário utilizando os equipamentos que já possuia...79
Figura 55. Usuário utilizando os equipamentos que já possuia...79
Figura 56. Usuário utilizando os equipamentos que já possuia...80
Figura 57. Usuário utilizando os equipamentos que já possuia...80
Figura 58. Usuário utilizando os equipamentos que já possuia...81
Figura 59. Usuário utilizando os equipamentos que já possuia...82
Figura 60. Usuário utilizando o produto final...83
Figura 61. Usuário utilizando o produto final...83
Figura 62. Usuário utilizando o produto final...84
Figura 63. Usuário utilizando o produto final...85
Figura 65. Usuário utilizando o produto final...87
Figura 66. Usuário utilizando o produto final... 88
Figura 67. Usuário utilizando o produto final...88
Figura 68. Usuário utilizando o produto final...89
Figura 69. Usuário utilizando o produto final...89
Figura 70. Usuário utilizando o produto final...90
Figura 71. Desenhos técnicos do produto...92
Figura 72. Desenhos técnicos do produto...93
Figura 73. Desenhos técnicos do produto...94
Figura 74. Desenhos técnicos do produto...95
LISTA DE TABELAS
Tabela 1. Caracterização e Posição Serial do Sistema... ... 20
Tabela 2. Ordenação Hierárquica do Sistema...21
Tabela 3. Quadro da Expansão do Sistema...22
Tabela 4. Quadro da Modelagem Comunicacional do Sistema...23
Tabela 5. Tabela Função-Informação-Ação...24
Tabela 6. Disfunções Sistêmicas do homem – tarefa – máquina...25
Tabela 7. GxUxT...26
Tabela 8. Quadro do Parecer Ergonômico...28
Tabela 9. Caracterização da Tarefa...29
Tabela 10. Atividades e Meios...30
Tabela 11. Fluxograma da tarefa...31
Tabela 12. PNI dos Similares das bases...34
Tabela 13. PNI dos Similares dor recipientes de transporte...39
Tabela 14. PNI dos Materiais...43
Tabela 15. Matriz decisória da base...65
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas GDI Graduação em Desenho Industrial
TDT Departamento de Desenho Técnico UFF
GUT
Universidade Federal Fluminense Gravidade x Urgência x Tendência
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO ... 1614
1. Contribuição dos processos de Modelagem e o retorno da ascensão da modelagem atualmente ... 15 2. PROBLEMATIZAÇÃO ERGONÔMICA ... 18 2.1. Problema de deslocamento...18 2.2. Problema movimentacional………..19 2.3. Problema acional……….19 3. SISTEMATIZAÇÃO ... 19 4. PARECER ERGONÔMICO ... 25 4.1. Sugestões de melhoria………..27 5. DIAGNOSE ERGONÔMICA ... 29
6. LEVANTAMENTO DE DADOS E ANÁLISE DE SIMILARES ... 32
6.1. Análise de similares………32
6.2. Estudo de materiais………40
6.3. Questionário……….43
6.4. Requisitos e restições do projeto………...…47
7. ANÁLISE ANTROPOMÉTRICA ... 48
7.1. Manequins antropométricos………50
8. GERAÇÃO DE ALTERNATIVAS DO PRODUTO ... 60
8.1. Matriz decisória………64
9. DETALHAMENTO DA ALTERNATIVA ESCOLHIDA ... 67
10. MODELO FINAL ... 73
11. VALIDAÇÃO DO PROJETO ... 79
12. DESENHO TÉCNICO ... 91
13. CONCLUSÃO ... 97
INTRODUÇÃO:
A motivação principal para a realização deste Trabalho de Conclusão de Curso partiu de um interesse prévio pela indústria do entretenimento, principalmente cinema e exposições.
Assim, unindo com os conhecimentos adquiridos durante o curso de Desenho Industrial focado em Projeto de Produto, foi decidido elaborar um material voltado para o transporte e modelagem de bustos de massa para que os artistas tenham um método de transporte seguro e de modelagem adequada.
Os motivos para a elaboração de um transportador que atenda as necessidades, principalmente dos alunos de cursos de modelagem são em linhas gerais que eles tenham autonomia e segurança durante a execução dessa tarefa.
Utilizar métodos adequados para transporte e modelagem facilita para que os alunos não fiquem corrigindo os defeitos proporcionados por outros artifícios encontrados para realizar esse processo.
O estudo de modelagem para cinema vem retornando para as grandes produções devido a demanda do público pela fidelidade dos objetos e personagens em cena regressando à processos utilizados nos anos 70 e popularizados durante os anos 80 e 90 em grandes produções como Star Wars e Jurassic Park.
O método de transporte e de modelagem de bustos de massa se dá principalmente a partir de um recipiente que impeça que os bustos sejam danificados ao encostar nas suas laterais e uma bandeja giratória para o usuário ter acesso aos ângulos necessários para proceder com sua arte.
Esse kit será utilizado em sua maioria por alunos que necessitam transportar suas criações para suas casas e de volta para a sala de aula. Seja para finalizar os seus bustos ou para guardá-los.
O objetivo desse trabalho é ajudar os alunos que buscam fomentar o mercado de entretenimento no país.
1. Contribuição dos processos de Modelagem e o retorno da ascensão da modelagem atualmente
No início dos anos 2000, o entretenimento em audiovisual utilizou muito das capacidades tecnológicas dos efeitos especiais criados em computadores, abandonando as peças físicas criadas para a produção de diversos filmes e séries. Um elemento que veio para revolucionar o cinema acabou se tornando perigoso quando usado em excesso. Diversos elementos criados em computador, em poucos anos, ficaram datados e caíram no conceito de vale da estranheza.
Figura 1 - Personagem criado em Computador para o filme O Escorpião Rei
O conceito do Vale da Estranheza é uma hipótese do campo da estética, robótica e computação gráfica criada por um engenheiro de robôs Masahiro Mori na década de 70 que mostra quando um elemento é criado para imitar um ser vivo e age de forma parecida, mas não exatamente igual, gera-se uma estranheza em quem observa, identificando que a criatura não é um ser vivo.
Figura 2 - Gráfico demonstrando o conceito de Vale da Estranheza
Depois que a indústria de audiovisual percebeu e adotou esse conceito, os produtores resgataram o processo de criação de elementos em cena para tornar os personagens e elementos em cena menos datados. O processo é chamado de “Practical Effects” ou em português Efeitos Práticos. Esse processo consiste na elaboração física e palpável do personagem com toda a tecnologia disponível para tornar o elemento cada vez mais crível.
Figura 3 - Criações diversas de fantasias, máscaras, robôs e bonecos para a produção de Star Wars: O Despertar da Força
Esses elementos são criados a partir de uma metodologia utilizada por diversas companhias de efeitos especiais, para fins acadêmicos o da Stan Winston School of Character Arts se encaixa melhor.
A metodologia da Stan Winston School of Character Arts consiste em praticamente 6 etapas:
1- Criação de artes conceituais, desenhos ou imagens similares 2- Criação de um modelo 3D no computador
3- Criação de um modelo em massa de modelar miniatura 4- Criação de um modelo miniatura com outros materiais 5- Criação de um modelo em escala 1:1
6- Montagem final utilizando borracha, plástico, metal e elementos eletrônicos
Na Região metropolitana do Rio de Janeiro já se pode encontrar por volta de 20 cursos de Modelagem com base no Google Maps.
Figura 4 – Mapa dos cursos de modelagem da Região Metropolitana do Rio de Janeiro
2. Problematização Ergonômica
Na problematização é feita a etapa da categorização dos problemas após a observação assistemática da atividade, foram observados alguns problemas ergonômicos. Tais problemas são descritos a seguir com suas respectivas classes segundo a classificação do livro “Ergonomia-Conceitos e Aplicações.” (Moraes, Anamaria de; Mont’Alvão, Claudia, 2012).
2.1. Problema de deslocamento
Os bustos ao serem trabalhados nas aulas, por estarem incompletos, devem ser transportados para casa dos alunos para finalização.
2.2 Problema movimentacional
Por se tratar de um material sensível e pesado, os alunos não conseguem transportá-los em recipientes adequados. Normalmente são utilizadas caixas de papelão com revestimento em jornal, podendo danificar o busto já construído. Causando riscos nos sistemas musculares e esqueléticos ao se levar em conta a postura e a forma que o aluno transporta esse material.
2.3 Problema acional
As bases onde os alunos trabalham não são adequadas para eles moldarem em 360° uma vez que eles devem deslocar a postura ou girar a base inteira para modelar em locais na parte traseira do busto.
3. Sistematização
Para definir os requisitos do projeto, tais como sua meta e disfunções, é necessário definir primeiro o seu sistema alvo. O sistema nesse caso é transportar o busto construído nas aulas dos cursos de modelagem. Essa etapa segue com a elaboração de tabelas retiradas do livro “Ergonomia conceitos e aplicações”. Que auxiliam na definição do sistema alvo, dos elementos contidos dentro do ambiente do sistema e de aspectos que envolvem desde o supra-sistema até o ecossupra-sistema que está inserido. (Moraes, Anamaria de; Mont’alvão , Claudia, 2012, p.118- 122).
Tabela 1 – Caracterização e Posição Serial do Sistema
Fonte: Autor
Meta
Transportar o busto em segurança sem nenhum
tipo de dano
Requisitos
Manter o busto de massa firme Ser favorável ao transporte
Saídas Alunos removendo o busto do recipiente Entradas Alunos que transporta m o busto modelado para casa Sistema Alimentador Professores e alunos Sistema Ulterior Alunos não precisam reparar o busto modelado Sistema Alvo Transportar o busto Resultados Despropositados Produto não protege
o busto de massa Restrições Dimensões do busto Resistencia ao peso do busto
Tabela 2 – Ordenação Hierárquica do Sistema Fonte: Autor Ecossistema Cursos de Modelagem omingos Supra Sistema Caminho entre a casa e o
curso Sistema Alvo Manter o busto Subsistema 2 Sistema de trabalho adequado para o busto Subsistema 1 Recipiente para transportar o busto de massa
Tabela 3 – Quadro da Expansão do Sistema Fonte: Autor Supra Sistema Sistema Paralelo Sacolas, Mochilas, Caixas de Papelão Sistema Serial Recipiente de transporte do busto Sistema Alvo Subsistema 2
Sistema de trabalho adequado para modelar Subsistema 1
Tabela 4 – Quadro da Modelagem Comunicacional do Sistema Fonte: Autor Função(ões) Informação Ação Informações requeridas Fontes de
informação Dificuldades Ação(ões)
Objetos da(s) ação(ões) Dificuldades Transportar os moldes de massa Tamanho do molde Os materiais que vão ser utilizados para realizar a modelagem Dificuldade de transportar o molde sem danificá-lo Modelar em massa Molde do busto e sua base Dificuldade de encaixar o molde na base Pegar o molde Peso do molde Guardar o molde Transportar o molde
Tabela 5 – Tabela Função-Informação-Ação Fonte: Autor Canais de Transmissão Acionament os Pega, empurra Pega, empurra Sistema Fontes de Informação Busto Base Comandos Ativados Observar o busto e modelar Encaixar e desencaixar Transmissõ es Homem Sistemas Humanos Envolvidos Tato, visão Tato, visão Respostas Humanas Mãos Mãos Neurônios
Tabela 6 – Disfunções Sistêmicas do homem – tarefa – máquina
Fonte: Autor
4. Parecer ergonômico
Após a definição da problematização ergonômica, a tabela GUT foi feita para hierarquizar os problemas mais graves contidos nesse projeto. Dando notas de 1 a 5 para a gravidade do problema, urgência de melhoria e tendência da situação piorar obtemos o produto (GxUxT) que definiu os principais problemas encontrados na tarefa.
Disfunções Caracterização
Rendimento de trabalho
A deficiência de um recipiente adequado para transporte acarreta nos alunos reparando os moldes constantemente gerando irritação e lentidão
Desempenho do
sistema/confiabilidade O aluno não consegue progredir nos seus estudos
Ambiente externo Não se vê como prioridade encontrar um recipiente adequado para transporte
Tabela 7 – GUT Classe do
Problema Problema Gravidade Urgência Tendência Total
Problema de deslocamento
Os bustos ao serem
trabalhados nas aulas, por estarem incompletos, devem ser transportados para casa dos alunos para finalização.
3 2 2 12
Problema
movimentacional
Por se tratar de um material sensível e pesado, os alunos não conseguem transportá-los em recipientes
adequados sem danificá-los.
4 3 4 48
Problema
movimentacional
Também por ser um material sensível e pesado, os alunos podem correr riscos a ter problemas ósseos e musculares fazendo o transporte inadequado da peça. 5 4 4 80 Problema acional
As bases onde os alunos trabalham não são
adequadas para eles moldarem nas laterais uma vez que eles devem deslocar a postura ou girar a base inteira para modelar em locais na parte traseira do busto.
4 2 4 32
Para uma melhoria foi decidido criar um material que consiga transportar o busto moldado nas aulas sem danificá-lo, que possa ser utilizado também para modelar e seja ergonomicamente adequado para a postura do aluno.
4.1 Sugestões de melhoria
Depois de observar os principais problemas, surgem algumas melhorias para o sistema, tais como: um recipiente adequado para transporte dos bustos; esse recipiente deve atender as necessidades ergonômicas para não prejudicar os sistemas musculares e esqueléticos dos alunos; uma base giratória com sistema de trava.
Tabela 8 – Quadro do Parecer Ergonômico
Classe do
problema Problema Requisitos
Constrangi mentos da tarefa Custos humanos do trabalho Sugestões de melhorias Restrições do sistema De deslocamento Longas distâncias a serem percorridas Sair muito cedo de casa Possíveis atrasos Mau rendimento durante o curso
Uma forma que facilite o transporte do aluno Depende do trânsito e da localidade onde o aluno reside Movimentacional Dificuldade de transporte do busto sem causar riscos ao usuário Pedir para deixar o busto no local Ter que reparar o busto Causa riscos musculares e ósseos Recipiente adequado para o transporte Diferentes tamanhos e pesos dos moldes Movimentacional Dificuldade de transporte do busto sem causar riscos à peça Pedir para deixar o busto no local Ter que reparar o busto Mau rendimento durante o curso Recipiente adequado para o transporte Diferentes tamanhos e pesos dos moldes Acional Dificuldade de acionar locais na lateral do busto Girar a base do busto Ter que se reclinar para modelar Causa riscos musculares e ósseos Um método que o eixo do busto gire
Não pode ser frouxo para não girar
indevidamente
30 5. Diagnose Ergonômica
A tarefa consiste no ensino de conceitos geométricos. Para executar a tarefa, o usuário precisa do busto modelado, da base onde ele é encaixado para ser construído e do recipiente de transporte.
Tabela 9 – Caracterização da Tarefa
Fonte: Autor Entradas Alunos de modelagem que transportam seus bustos pela rua Requisitos do Sistema O recipiente de transporte deve ser resistente o suficiente para não danificar
a peça construída Meta do Sistema Transportar o busto em segurança Presença Humana • Alunos de todos os sexos e idades que se interessam por fazer um curso de modelagem Requisitos Fazer o curso de modelagem Objetivos
Alunos não terem que reparar o busto logo
após do transporte Normas da Tarefa Utilizar os materiais corretos para a modelagem Saídas Alunos com bustos transportados corretamente
31
Tabela 10 – Atividades e meios
Fonte: Autor
Quadro de Atividades e Meios
Descrição das Atividades Tomada de informações Manipulações e acionamentos Comunicações Deslocamentos espaciais Movimentação de materiais Meios Utilizados O tamanho e peso do busto Recipiente de transporte e busto de massa Comunicação verbal e visual
Percurso entre a aula e a casa do aluno
Recipiente de transporte e o busto de massa
32 Tabela 11 – Fluxograma da tarefa
Encontrar similares para molde Preparar base Cortar um cano com rosca na medida adequada Encaixar o cano na base Moldar uma estrutura de jornal ou fita para sustentar o busto Escolher a massa ideal Começar a moldar o busto Remover o busto da base Guardar o busto e a base em um recipiente para transportá-los Montar o busto em casa Finalizar o busto Guardar o busto em uma estante exposto Desmontar novamente a base para finalizar em aula ou em casa Montar o busto novamente em aula ou em casa para continuar o processo
O busto
está
finalizado?
Não
Sim
33 6. Levantamento de dados e Análise de similares
Observando o contexto ao qual o produto pertence, foi feita uma identificação de objetos similares a partir de uma analise dos meios aos quais os alunos recorrem para realizar a modelagem e transportar o busto de massa.
6.1 Análise de similares
Bases
Figura 5 – Similar 1 de base de modelagem
Similar 1 – Base estática
Os bustos ficam estáticos e aparafusados em placas de madeira para dar mais segurança na hora de modelar.
34
Figura 6 – Similar 2 de base de modelagem
Similar 2 – Base giratória
Os bustos ficam em placas de madeira em cima de um eixo giratório permitindo que os artistas girem o busto em torno de si mesmo para alcançar partes mais complicadas.
35 Tabela 12 – Quadro PNI Similares das bases
Fonte: Autor
Similares Positivo Negativo Interessante
Similar 1
Permite que o busto fique firme na base
O aluno precisa ficar levantando e girando a base sempre que precisa modelar no verso do busto
Pode ser feito com materiais simples durante a própria aula
Similar 2
Permite que gire o busto para
qualquer direção que necessite dando maior conforto ao aluno
A base pode girar indevidamente caso o aluno não seja
cuidadoso
Permite que o aluno não precise se posicionar de forma inadequada para alcançar a parte
36 Recipientes de transporte
Figura 7 – Similar 1 de recipiente de transporte
Similar 1 – Caixa de exposição
Essas caixas de exposição de action figures são ideais para impedir que elas esbarrem nas bordas ou laterais. Elas são feitas na medida do objeto a ser exposto e podem ser desmontáveis. Além disso elas são de fácil abertura para o dono dessas peças poder remover ou trocar o objeto exposto.
37
Figura 8 – Similar 2 de recipiente de transporte
Similar 2 – Maleta de ferramentas
A maleta de ferramentas da Vonder é ideal para transporte de objetos pequenos e pesados. Nela existem compartimentos diversos para armazenar a maioria das ferramentas. A maleta é rígida e revestida em plástico. Suporta até 10kg.
38
Figura 9 – Similar 3 de recipiente de transporte
Similar 3 – Carrinho de ferramentas
A caixa plástica desmontável da Vonder é ideal para transporte de ferramentas e peças pesadas. O cabo pode ser estendido até 85cm e pode ser desmontado para o armazenamento.
39
Figura 10 – Similar 4 de recipiente de transporte
Similar 4 – Mochila de entrega
As mochilas de entregador de comidas também são similares interessantes uma vez que transportam alimentos que devem ser entregues sem derramar ou amassar seus recipientes. Ela consegue suportar também até cinco refrigerantes de 2 litros. É fechada com um zíper com dois carrinhos. Sua altura é de 29cm, largura de 39cm e comprimento de 35cm.
40 Tabela 13 – Quadro PNI dos similares de recipientes de transporte
Fonte: Autor
Similares Positivo Negativo Interessante
Similar 1
A figura exposta fica sem esbarrar nas bordas
Não é ideal para o transporte por não ter algum sistema de pega
Tem uma tampa
removível transparente
Similar 2
A maleta aguenta peso elevado e suas trancas são firmes
Dependendo do peso e do tamanho, não é ideal para transportar por longas distâncias
Os compartimentos são bem definidos e fáceis de identificar Similar 3 Não importa muito o peso do objeto transportado pois o esforço é reduzido pelas rodinhas Não tem compartimentos definidos
Ele pode ser dobrável
Similar 4
A mochila de entrega
comportaria um objeto grande
Impede que o usuário carregue mais de uma bolsa
A mochila é grande e tem compartimentos bem definidos
41 6.2 Estudo de Materiais
Material 1 – Compensado Naval
Figura 11 – Compensado Naval
O compensado naval é recomendado para o uso na construção civil e também na indústria naval. Esse material já é imunizado contra o ataques de cupins e fungos por ser prensado sob alta temperatura com cola fenólica naval tornando-se altamente resistente à umidade. Esse material pode ser utilizado em ambientes úmidos como banheiros, cozinhas e lavanderias. Normalmente é um material conhecido por ser leve.
42
Material 2 – Acrílico
Figura 12 – Acrílico
Elevada relação resistência/peso/rigidez/impacto. Tem uma dureza superficial boa e se riscado é facilmente recuperado. É possível limpar-se apenas com água e sabão. Tem boa resistência à quebra e não fragmenta, mas tem baixa resistência à fadiga. Pode ser encontrado em diversas cores (translucidas ou opacas).
43
Figura 13 – Polipropileno
Polipropileno é um polímero reciclável. Ele é um plástico que pode ser moldado usando apenas aquecimento, esse tipo de plástico é conhecido como termoplástico. Possui semelhanças com o polietileno, mas com um ponto de amolecimento elevado. Ele é de fácil moldagem, fácil coloração, tem alta resistência a fratura por fadiga e é resistente a impacto. Pode ser encontrado em cadeiras de plástico, embalagens para alimentos, embalagens flexíveis e a maioria dos tupperwares.
44 Tabela 14 – PNI dos materiais
Fonte: Autor
6.3 Questionário
O resultado do questionário abaixo foi retirado de uma amostra de 23 alunos que cursam aulas de modelagem em cursos presenciais no Centro do Rio de Janeiro.
Similares Positivo Negativo Interessante
Material 1
É resistente ao impacto e à água
É de peso elevado Tem chance menor de empenar Material 2 Resistente à impactos, arranhões e é leve Baixa resistência à umidade
Pode ser aplicado em diferentes cores Material 3 Flexível e fácil de ser moldado É menos resistente em relação ao acrílico
Pode ser aplicado em diferentes cores
47
48
Com base no Questionário, podemos notar que a maioria dos alunos se preocupa com a forma na qual o material é transportado. Eles preferem transportar em um recipiente onde a peça não encoste nas laterais para evitar ter que reparar alguns defeitos posteriores.
O recipiente deve então ser rígido e sustentar um conteúdo de mais de 3kg. O equipamento também deve ser adequado para o usuário utilizá-lo para executar a tarefa de modelagem.
6.4 Requisitos e restrições do projeto
Requisitos
• Manter os bustos firmes sem que eles esbarrem nas laterais; • Ser favorável para o transporte;
• Deve conter um mecanismo de remoção para o usuário poder moldar o busto.
Restrições
• Devem ter medias específicas para acomodar os bustos; • Devem ser resistentes ao peso do próprio busto.
49 7. Análise Antropométrica
Para fazer a análise antropométrica do manuseio da base do busto e do recipiente de transporte foi utilizado como referência o livro “As Medidas do Homem e da Mulher: Fatores Humanos em Design” (DREYFUSS, Henry, 2009) para buscar as medidas da maior e menor mão e os ângulos de movimentação dos braços e mãos. Foi utilizado como percentil da análise os percentis 99 (maior homem) e 1 (menor mulher) buscando um dimensionamento que proporcione conforto para o usuário enquanto interage com o produto.
50
51 7.1 Manequins antropométricos
Os manequins antropométricos ajudam na validação e definição dos tamanhos dos componentes do produto quanto à posição correta de utilização do usuário.
Tomada de informação
Figura 16 – Tomada de informação – Mulher – Lateral Fonte: Autor
52
Figura 17 – Tomada de informação – Homem – Lateral Fonte: Autor
Figura 18 – Tomada de informação – Mulher – Superior
53
Figura 19 – Tomada de informação – Homem – Superior Fonte: Autor
Acionamentos
Figura 20 – Acionamentos – Homem – Superior Fonte: Autor
54
Figura 21 – Acionamentos – Mulher – Superior Fonte: Autor
Figura 22 – Acionamentos – Homem – Lateral Fonte: Autor
55
Figura 23 – Acionamentos – Mulher – Lateral Fonte: Autor
Figura 24 – Acionamentos – Mulher – Frontal Fonte: Autor
56
Figura 25 – Acionamentos – Homem – Frontal Fonte: Autor
Dimensionamentos
Figura 26 – Dimensionamentos – Homem – Frontal e Lateral Fonte: Autor
57
Figura 27 – Dimensionamentos – Mulher – Frontal e Lateral Fonte: Autor
58 Compatibilização
Figura 28 – Dimensionamentos – Compatibilização – Frontal e Lateral Fonte: Autor
59
Figura 29 – Tomada de informação – Compatibilização – Lateral Fonte: Autor
Figura 30 – Acionamentos – Compatibilização – Superior Fonte: Autor
60
Figura 31 – Acionamentos – Compatibilização – Lateral Fonte: Autor
Figura 32 – Acionamentos – Compatibilização – Frontal Fonte: Autor
61
Figura 33 – Tomada de informação –Compatibilização – Superior Fonte: Autor
8. Geração de Alternativas do produto
Para a geração de alternativas foi feito um brainstorm dividido entre o mecanismo da base onde o busto é modelado e o recipiente de transporte. No caso da base, deve-se levar em conta como ela iria girar ao mesmo tempo que ficaria fixa. E no caso do recipiente de transporte, foi levado em conta como o busto seria transportado, o peso e a forma que seria transportado.
62 Modelo 1 – Placa giratória com pino de trava em baixo
Figura 34 – Alternativa 1 de base de modelagem Fonte: Autor
Nessa alternativa da base de modelagem, o eixo gira livremente até que o usuário encaixe um pino na parte frontal da base, travando então o giro.
63 Modelo 2 – Placa giratória com pino de trava na parte superior
Figura 35 – Alternativa 2 de base de modelagem Fonte: Autor
Nessa alternativa da base de modelagem, o eixo também gira livremente como a anterior, porém desta vez o pino fica na parte superior.
Modelo 1 – Transportador estilo maleta
Figura 36 – Alternativa 1 de recipiente de transporte Fonte: Autor
64
Nessa alternativa do recipiente de transporte, é utilizado um formato similar ao de uma maleta, sendo assim, o usuário encaixaria a base nas laterais para levar o busto na horizontal.
Modelo 2 – Transportador estilo mala de rodinhas
Figura 37 – Alternativa 2 de recipiente de transporte Fonte: Autor
Essa alternativa do recipiente de transporte é similar à uma mala de rodinhas, onde o usuário encaixa a base no fundo da caixa para transportar o busto inclinado utilizando uma alça retrátil na parte traseira e rodinhas na parte inferior da base.
65 Modelo 3 – Transportador estilo mochila
Figura 38 – Alternativa 3 de recipiente de transporte Fonte: Autor
Essa alternativa do recipiente de transporte é similar à uma mochila, onde o usuário carregaria a caixa nas costas com a base encaixada nas laterais para levar o busto na vertical.
8.1 Matriz decisória
Foram feitas duas matrizes decisórias, uma para a base do busto e uma para o recipiente de transporte. A matriz decisória foi dividida em elementos importantes da elaboração de ambos. O peso atribuído está relacionado com a importância do desenvolvimento e envolvimento do usuário uma vez que apresentam requisitos específicos. As notas atribuídas a cada item específico variam de zero à cinco multiplicado pelo peso de importância do dado.
66
Tabela 15 – Matriz decisória da base
Fonte: Autor
A alternativa escolhida para a base foi a modelo 2, a placa giratória com pino de trava na parte superior.
Alternativas Modelo 1 Modelo 2
Eficiência para modelagem (peso 3) 3 3 Disposição dos elementos (peso 2) 2 4 Estética (peso 1) 4 3 Total 17 20
67 Tabela 16 – Matriz decisória do recipiente de transporte
Fonte: Autor
A alternativa escolhida para o recipiente de transporte foi o modelo 2, o transportador no estilo mala de rodinhas
.
Alternativas Modelo 1 Modelo 2
Modelo 3 Eficiência para transporte (peso 3) 2 3 3 Conforto ao usuário (peso 3) 2 3 2 Disposição dos elementos (peso 2) 3 3 3 Estética (peso 1) 4 4 2 Resistência (peso 2) 3 2 4 Total 28 32 31
68 9. Detalhamento da alternativa escolhida
Tampa de acrílico
A tampa do recipiente de transporte é feita em acrílico para favorecer na economia de peso.
Bases de madeira
A base é feita em madeira para dar mais sustentação e firmeza na hora da moldagem do busto
Fechos F-600
O fecho F-600 é o ideal para travar a tampa da caixa na base e deixá-la fixa. Com 3 fechos, um em cada face da tampa, o usuário terá mais segurança travando-a na base.
69 Rolamento
Figura 40 – Rolamento 2,6 cm
Um rolamento é utilizado para girar o eixo para qualquer direção. Flange de metal
Figura 41 – Flange de Metal de ½”
A flange com rosca é utilizada para permitir que o usuário remova e insira qualquer busto que produzir no produto.
70 Corrediça Telescópica
Figura 42 – Corrediça Telescópica de 25 cm
É a corrediça ideal para sustentar grandes pesos. Ela também é removível, ideal para a base de modelagem.
71 Carrinho TR3-50
Figura 43 – Carrinho TR5-50
O carrinho TR5-50 foi é utilizado para fixar a base e para permitir a locomoção do usuário com o busto inserido no produto.
72 Alça de Plástico
Figura 44 – Alça de plástico
A Alça de plástico foi utilizada na tampa de acrílico para possibilitar e facilitar sua remoção,
73 Vista Explodida
Figura 45 – Vista explodida Fonte: Autor
74 10. Modelo Final
Figura 46 – Base de modelagem Fonte: Autor
Figura 47 – Base de modelagem fixada na base de transporte Fonte: Autor
75
Figura 48 – Tampa de Acrilico Fonte: Autor
Figura 49 – Recipiente de transporte fechado Fonte: Autor
79
80 12. Validação do projeto
83
84 • Uso do produto final
91
Figura 60, 61, 62, 63, 64, 65, 66, 67, 68, 69 e 70 – Usuário utilizando o produto final
12. Desenho Técnico
Nessa parte são feitos os desenhos técnicos dos elementos presentes no produto. Essa parte é necessária para se ter as noções da fabricação de cada um dos elementos e como proceder com cada um deles.
Figuras 71, 72, 73, 74 e 75 – Desenhos técnicos do produto Fonte: Autor
13. Conclusão
Nesse projeto foi apresentada uma forma de transporte diferente dos recipientes utilizados nas aulas de modelagem. Apesar de existirem diversos equipamentos tais como sacolas, mochilas e caixas, o seu uso não é recomendado por estragar o modelo ou gerar desconforto no usuário que o está carregando. Os alunos de cursos de modelagem no Centro do Rio de Janeiro não tinham nenhum equipamento adequado para transportar os bustos que eles criavam nas aulas, logo, o projeto se mostrou eficiente proporcionando uma forma mais segura de transportar suas criações.
A elaboração do projeto não foi um caminho fácil a ser percorrido, durante os meses que levaram ao fechamento desse projeto, diversos acontecimentos inesperados foram surgindo. Desde o atraso da entrega de materiais, peças que foram complicadas de serem encontradas a venda, equipamentos que foram danificados até produtos sendo entregues de forma errada acarretando num atraso e num custo adicional no final do projeto.
Desse acontecimento é possível tirar a lição de trabalhar sempre com prazos longos e sempre com antecedência. Detalhando ao máximo todos os desenhos ao se terceirizar algum serviço como corte de acrílico. O imprevisto pode sempre acontecer e ter tempo de sobra pra se reorganizar e voltar a desenhar é sempre fundamental.
15. Dedobramentos futuros
Como possíveis desdobramentos futuros a sugestão que foi chegada é de que caso o produto fosse feito a partir de um molde de plástico injetável, o transportador ficaria mais leve dando maior conforto ao usuário.
Também foi concluído de que com dois pés na parte inferior do transportador daria a ele maior estabilidade quando estivesse parado.
Um fecho no topo da caixa de acrílico deixaria a tampa mais rígida. REFERÊNCIAS
DOWLING, S. Why filmmakers may return to old-school special effects. 2013. Disponível em:
http://www.bbc.com/culture/story/20130730-special-effects-get-physical-agai . Acesso em: Março de 2019.
DREYFUSS, Henry. As Medidas do Homem e da Mulher: Fatores Humanos em
Design. Porto Alegre: Bookman Editora, 2009
ESTEVE, F. The “uncanny valley” hypothesis in robots. 2015. Disponível em:
http://lab.cccb.org/en/the-uncanny-valley-hypothesis-in-robots/ . Acesso em: Março de
2019.
MORAES, Anamaria de; MONT’ALVÃO, Claudia. Ergonomia: conceitos e aplicações; 4° Edição; 2AB Editora; Teresópolis, 2010.
OPAM, Kwame. 2015 is the year of Hollywood’s practical effects comeback. 2015. Disponível em:
https://www.theverge.com/2015/8/4/9094383/practical-effects-cgi-mission-impossible-mad-max-star-wars . Acesso em: Março de 2019.
STAR Wars the force awakens: crafting creatures featurette. 2018. 9:34, son. Color. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=5mLLtApfWUA . Acesso em: Março de 2019
THE making of Iron Man: The armor created by Stan Winston Studio. Produção de Stan Winston Studio. 2016, 8:52, son., color, Disponível em:
https://www.facebook.com/StanWinstonSchool/videos/996937357008598/ . Acesso