Aula 6
O que veremos hoje....
•
O que são Resíduos Sólidos
•
O que a PNRS tem a ver com Produção Mais Limpa
•
O que deve conter em um Plano de Gerenciamento de Resíduos
Sólidos
•
As etapas para o Gerenciamento de Resíduos Sólidos
Resíduos Sólidos
Definição (NBR 10.004)
Resíduos em estado sólido e
semi-sólidos que resultam da atividade
humana, incluindo-se os lodos
provenientes das instalações de tratamento de esgoto, aqueles gerados em equipamentos de controle de poluição, bem como determinados
líquidos cujas particularidades tornem
inviável o seu lançamento na rede pública de esgoto ou corpos d’água.
Classi9icação ABNT 10.004
Classe I – Perigosos
Apresentam risco á saúde humana e ao meio ambiente, como inflamabilidade, corrosividade, toxicidade, reaKvidade e patogenicidade
Classe II – Não perigosos classe II A – Não inertes
biodegradabilidade,
combusKbilidade ou solubilidade em água.
classe II B – Inertes
P+L e Legislação sobre Resíduos
•
Lei 12.305 de 2010
•
PolíKca Nacional de
Resíduos Sólidos (PNRS)
•
Princípios associados à P+L
•
Prevenção e Precaução
•
Ecoeficiência
•
responsabilidade
comparKlhada pelo ciclo de
vida dos produtos
Política Nacional de Resíduos Sólidos
•
Obje4vos associados à P+L
•
não geração, redução, reuKlização, reciclagem e tratamento
e disposição ambientalmente adequada;
•
esZmulo à adoção de padrões sustentáveis de produção e
consumo de bens e serviços;
•
adoção, desenvolvimento e aprimoramento de tecnologias
limpas;
•
redução do volume e da periculosidade dos resíduos
perigosos;
•
esZmulo à implementação da avaliação do ciclo de vida do
produto;
PNRS e o PGRS
•
Art. 20. Estão sujeitos à elaboração de plano
de gerenciamento de resíduos sólidos:
•
Industrias;
•
Serviços de saúde;
•
Empresas de Construção Civil;
•
Estabelecimentos comerciais e de prestação
de serviços que gerem resíduos perigosos
ou outros de interesse ambiental;
•
terminais e serviços de transportes (portos,
aeroportos, ferrovias, rodovias, etc.); e
Política Nacional de Resíduos Sólidos
•
Conteúdo mínimo do PGRS:
• descrição do empreendimento ou aKvidade;
• diagnósKco dos resíduos sólidos gerados (origem, o volume e a
caracterização dos resíduos e passivos);
• atendimento aos requisitos legais;
• responsáveis por cada etapa do gerenciamento;
• definição dos procedimentos relaKvos a cada etapa;
• idenKficação das soluções consorciadas ou comparKlhadas com outros
geradores;
• ações prevenKvas e correKvas ;
• metas e procedimentos relacionados à minimização da geração;
• ações relaKvas à responsabilidade comparKlhada pelo ciclo de vida dos
produtos;
• medidas saneadoras dos passivos ambientais; e
Política Nacional de Resíduos Sólidos
•
Para a elaboração, implementação,
operacionalização e monitoramento do PGRS
será designado responsável técnico
devidamente habilitado;
•
parte integrante do processo de licenciamento
ambiental do empreendimento ou aKvidade;
•
a contratação de serviços de gerenciamento de
resíduos sólidos não isenta as pessoas ]sicas ou
jurídicas da responsabilidade por danos que
vierem a ser provocados pelo gerenciamento
inadequado dos respecKvos resíduos ou
PNRS -‐
Responsabilidade Compartilhada pelo ciclo de vida
•
Fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes
devem:
• InvesKr no desenvolvimento de produtos aptos à reuKlização e à
reciclagem; e
• divulgação de informações relaKvas às formas de evitar, reciclar e
eliminar;
• recolhimento dos produtos e dos resíduos remanescentes após o uso e
desKnação adequada nos casos previstos de logís4ca reversa; e
• fabricar embalagens com materiais que propiciem a reuKlização ou a
PNRS – Responsabilidade Compartilhada
•
Sistema de Logística Reversa:
• implantar procedimentos de compra de
produtos ou embalagens usados;
• disponibilizar postos de entrega de resíduos
reuKlizáveis e recicláveis; e
• atuar em parceria com cooperaKvas ou outras
formas de associação de catadores de materiais.
•
Quem é obrigado a implementar?
• agrotóxicos, seus resíduos e embalagens
• pilhas e baterias;
• pneus;
• óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens;
• lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e
mercúrio e de luz mista; e
PNRS – Instrumentos Econômicos
•
Art. 42. O poder público poderá insItuir medidas indutoras e linhas
de financiamento para atender, prioritariamente, às iniciaIvas de:
•
I -‐ prevenção e redução da geração de resíduos sólidos no
processo produ4vo;
•
II -‐ desenvolvimento de produtos com menores impactos à saúde
humana e à qualidade ambiental em seu ciclo de vida;
•
VII -‐ desenvolvimento de pesquisas voltadas para tecnologias
limpas aplicáveis aos resíduos sólidos;
•
VIII -‐ desenvolvimento de sistemas de gestão ambiental e
empresarial voltados para a melhoria dos processos produ4vos e
ao reaproveitamento dos resíduos.
PNRS – Proibições
•
lançamento em praias, no mar ou em quaisquer
corpos hídricos;
•
lançamento in natura a céu aberto;
•
queima a céu aberto ou em recipientes, instalações e
equipamentos não licenciados para essa finalidade;
•
Em áreas de disposição final:
• uKlização dos rejeitos dispostos como alimentação;
• catação;
• criação de animais domésKcos; e
• fixação de habitações temporárias ou permanentes.
•
importação de resíduos sólidos perigosos e rejeitos,
ainda que para tratamento, reforma, reuso,
reuKlização ou recuperação.
Gestão de Resíduos x P+L
• OBJETIVO da Gerenciamento de Resíduos no contexto P+L:
• Levantar oportunidades para a redução na geração, bem como para
a prevenção à poluição do solo e água em todas as etapas de gestão de resíduos
Como?
•
Elaborar Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos -‐ PGRS
que contemple as seguintes etapas:
Ø GERAÇÃO Ø SEGREGAÇÃO Ø ARMAZENAMENTO Ø TRANSPORTE Ø TRATAMENTO Ø DISPOSIÇÃO FINAL
Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos
•
Outros obje4vo do PGRS:
•
Atender aos requisitos legais e normas técnicas;
•
Evitar a contaminação do solo e água;
•
Minimizar a geração e os custos associados;
•
Evitar a contaminação cruzada de resíduos e seus custos associados;
•
Promover a estocagem adequada;
Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos
• Diagnós4co e Geração
• O PGRS deve qualificar e quanKficar todos os
resíduos gerados no processo;
• Nesta etapa os resíduos devem ser classificados de
acordo com a ABNT NBR 10.004:2004 (Classe I, Classe II-‐A e Classe II-‐B).
• Manuseio
• Descrever os corretos procedimentos no manuseio
para coleta dos resíduos possibilita maior segurança de riscos a saúde humana
• Em geral, a manipulação requer o uso de EPI
Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos
• Segregação
• Descrever como deve ser realizada a separação dos materiais;
• Definir aqueles os materiais passíveis de reuso, reciclagem interna,
reciclagem externa ou envio para desKnação final;
• Considerar:
• Tipo ou natureza do resíduos (idenKficar os resíduos não contaminados);
• Classe do resíduos;
• Volume e local de geração
Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos
• Acondicionamento
Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos
• Armazenamento
• Indicação dos LOCAIS apropriados para cada Kpo de resíduos
• Devem:
•
Impedir a alteração de sua classificação (contaminação cruzada);
•
Minimizar os riscos de danos ambientais;
•
Isolado da circulação de pessoas;
•
Sinalização de segurança e de idenKficação;
•
Minimizar a ação dos ventos (poluição atm);
Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos
• Transporte
• Indicação dos veículos e equipamentos que devem
ser uKlizados para o transporte de resíduos
• Deve ser adequado ao peso, forma e estado ]sico
dos resíduos;
• Motorista deve ser habilitado;
• Realizar vistoria e manutenção de veículos;
• Possuir rótulos de idenKficação;
• CerKficado de Movimentação de Resíduos de
Interesse Ambiental emiKdo pela CETESB
A B C
A B C
Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos
Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos
• Tratamento
• Neste item deve-‐se indicar o Kpo de tratamento
que cada classe e Kpo de resíduos deve receber
• Classe I – Deve-‐se eliminar as caracterísKcas de
periculosidade
• Risco Biológico (p.ex. resíduos hospitalares)
• Risco Químico (p.ex. Kntas, óleos)
• Classe II
• Não necessita de tratamento e pode ser desKnado
Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos
• Des4nação
• deve-‐se indicar o local de desKnação que
cada classe e Kpo de resíduos deve receber
• Classe I
• Se eliminada as caracterísKcas de
periculosidade, podem ser desKnados como resíduo comum
• Aterro sanitário de resíduos Classe I
• Incineração
• Classe II -‐ A
• Podem ser encaminhados para reciclagem
ou aterro sanitário de resíduos comum
• Classe II – B
Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos
•
Abordagem da P+L
REDUZIR
REUTILIZAR
Oportunidades de P+L na Gestão de Resíduos
• Reduzir
• Realizar campanhas de conscienKzação ambiental;
• Avaliar desvios no processo que podem aumentar a geração de resíduos;
e
• IdenKficar na geração de resíduos onde ocorrem perdas.
• Reu4lizar
• Levantar resíduos do processo produKvo que possam ser reuKlizados
dentro da empresa
• Reciclar
• Após processo de transforma, uKlizar o novo material dentro ou fora do
processo (reciclagem interna e externa)
Oportunidades de P+L na Gestão de Resíduos
•
Co-‐Processamento
• Tecnologia para aproveitamento do resíduo
como combusZvel alterna4vo pelo potencial energé4co da matéria;
• Muito uKlizada em fornos de cimento
• Podem ser co-‐processados pneus, resíduos da
indústria siderúrgica e de alumínio, solventes químicos, óleos usados, borras de pintura, plásKcos, solos contaminados, entre outros.
• Não são co-‐processáveis resíduos hospitalares,
radioaKvos e domésKcos, materiais corrosivos, pesKcidas e explosivos. (CONAMA 264/99)
Oportunidades de P+L na Gestão de Resíduos
•
Compostagem: Processo biológico de decomposição da matéria
orgânica con4da em restos de origem animal e vegetal
•
Transformação de resíduos orgânicos em composto para uso na
agricultura
•
AlternaKva limpa para resíduos sólidos agrícolas e urbanos (40-‐60%
de matéria orgânica)
•
Vantagens:
• Economia de aterro
• Aproveitamento agrícola da matéria orgânica
• Reciclagem de nutrientes no solo
• Processo ambientalmente seguro
Compostagem
•
Vantagens da aplicação do composto
orgânico:
•
Fornece elementos nutriKvos ao solo
•
Melhora no nível de aproveitamento dos
adubos minerais
•
Melhora na estrutura do solo
(granulação)
•
Aumenta a aKvidade microbiana no solo
•
Tende a estabilizar o pH do solo próximo
Compostagem
•
Método Natural
• A fração orgânica dos resíduos é
levada para um páKo e disposto em pilhas de formato variável (chamadas leiras)
• A aeração necessária para o
desenvolvimento do processo é conseguida por revolvimentos periódicos
• O tempo para que o processo se
complete varia de três a quatro meses
Compostagem
•
Método Acelerado
• Consiste em forçar a aeração por
tubulações perfuradas ou em reatores rotatórios
• O tempo em reator é de cerca de 4
dias e o tempo total da
compostagem varia de 2 a três meses
Compostagem