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ESCOLA ARTÍSTICA SOARES DOS REIS

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Academic year: 2021

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ANO LECTIVO 2014/2015

PROVA DE APTIDÃO ARTÍSTICA

ESPECIALIZAÇÃO: Fotografia Francisca Oliveira Alves nº8 12ºD1

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ÍNDICE

Introdução ……….……… 3 1 Projeto de Reportagem ……….……… 4 Procura ……….……….……….……….……….……….……….……….……. 4 Contextualização ……….……….……….……….……….……….……….……….……… 4 Conceito ……….……….……….……….……….……….……….……….……….…… 5 Referencias ……….……….……….……….……….……….……….………….……….……….……… 5 Produção ……….……….……….……….……….……….……….……….……….……….……… 6 Pós-produção ……….……….……….……….……….……….……….……….……….……… 6 Prova de contacto ……….……….……….……….……….……….………….……….…… 7 Fotografias finais ……….……….……….……….……….……….………….…….……….…….…………. 8 2. Projeto de Paisagem ……….…….……… 12 Conceito ……….……….……….……….……….……….……….……….……….……. 12 Referencias ……….……….……….……….……….……….………….……….………..………. 12 Procura ……….……….……….……….……….……….……….……….………. 13 Pré-produção ……….……….……….……….……….……….……….……….………. 14 Produção ……….……….……….……….……….………….……….……….…….…….………. 14 Pós-produção ……….……….……….……….……….……….……….…….…….………. 15 Provas de contacto ……….……….……….……….……….………….……….….………. 16 Fotografias finais ……….……….……….……….……….………….……….….………. 17 3. Projeto Retrato-Corpo ……….……….………….…. 20 Procura ……….……….……….……….……….……….………….……….…….………..… 20 Conceito ……….……….……….……….……….……….……….……….…….………. 20 Referências ……….……….……….……….……….……….………….………….…………..…………. 20 Pré-produção ……….……….……….……….……….……….………….…….………. 21 Produção ……….……….……….……….……….……….………….………. 21 Pós Produção ……….……….……….……….……….……….………….……….………. 21 Montagem e Edição ……….……….……….……….……….……….…………..…..……22 4. Auto-Retrato ……….……….…. 26 Conclusão ……….……….…. 29

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Mediante as opções propostas para os meios técnicos a serem usados, bem como o número de imagens a serem capturadas para a concretização, escolhi, realizar a reportagem em formato digital a preto e branco e a fotografia de autor em formato analógico.

O tema “Cidade do Porto” foi o tema inicialmente lançado para a PAA.

No decorrer do relatório, descrevo todo o processo que conduziu à realização final do projecto da PAA. A parte mais técnica e precisa com a descrição das diferentes fases pelas quais passei, as principais dificuldades e as soluções encontradas assim como as etapas alcançadas e os obstáculos superados, e ainda a parte mais pessoal e

conceptual, o percurso criativo, as escolhas que fiz e os motivos, e aquilo que pretendo transmitir.

Sobre estes dois projectos de alguns meses de trabalho vou fazer uma detalhada descrição individual, composta por vários tópicos, desde a organização do trabalho, pesquisa, ideia/conceito, até às fotografias finais apresentadas no portfólio assim como todo o percurso realizado até à conclusão e entrega do projecto final.

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1.PROJETO DE REPORTAGEM

1.1. PROCURA

Para o meu projeto de reportagem tinha várias ideias iniciais, sendo que acabei por escolher apenas uma delas.

Uma das ideias iniciais que comecei a desenvolver foi uma reportagem ao metro do porto. A ideia seria apresentar o metro do porto como a medula óssea da cidade, como local de passagem de milhares de pessoas que se deslocam todos os dias aos seus destinos e representam na sua maioria a população portuense. Este espaço partilhado em comum por pessoas de várias faixas etárias que não são nada mais nada menos, do que personagens-tipo da cidade, acaba por ser um dos locais mais representativos do Porto.

Depois de ter feito algumas experiências fotográficas utilizando máquina digital e flash com o objetivo de obter uma luz dura, verifiquei que os resultados não eram bem os que esperava pois as pessoas mostravam-se muito retraídas em relação ao ato fotográfico e sempre que o flash disparava as suas posturas mudavam instantaneamente. Decidi então abandonar o projeto.

Passei então a desenvolver a segunda e definitiva ideia: o Pêgo Negro.

1.2. CONTEXTUALIZAÇÃO

O Pêgo Negro  é uma pequena localidade portuguesa que se situa na freguesia de Campanhã, na cidade do Porto. Trata-se de um emaranhado de habitações que não passam de  casebres e contentores de lixo tombados rodeadas por vias rápidas. No entanto, este sítio esquecido não apresenta qualquer sinal de civilização. Os vereadores da câmara consideram que esta parte da cidade "não tem merecido a atenção" da autarquia, desde logo porque "muitas pessoas pensam que isto já nem sequer faz parte do Porto" e porque "a Junta de Campanhã não tem tido capacidade reivindicativa para colocar estes locais no mapa".

Entre burocracias que vão sendo processadas, visitas constantes de assistentes sociais e promessas por parte da autarquia, estas pessoas vão vivendo em condições deploráveis á espera que resolvam o problema. Porém, a ajuda nunca chega. A maioria destas pessoas paga uma renda demasiado alta para as condições que as habitações oferecem, que vão desde a falta de saneamento a problemas de infiltrações. Há até quem tenha vivido toda a vida neste lugar á espera de realojamento. Mas o Pêgo Negro não é apenas habitado por pessoas idosas. Todos os anos chegam novas famílias e nascem crianças que se veêm presas a este local porque não têm para onde ir.

A minha reportagem visa alertar para esta realidade tão urgente e também criticar a sociedade que em pleno século 21 ignora problemas como este, numa cidade que foi considerada como o melhor destino da Europa mas que está longe disso.

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os edifícios são substituídos por construções quase primitivas. Um sítio rodeado por vias-rápidas por onde o tempo parece não passar.

É também uma análise crítica e social. Fala-nos da condição humana, num momento em que o Porto é considerado o melhor destino turístico da Europa. Leva-nos a pensar naquilo que está em mudança e no que permanece e permanecerá. Naquilo que existe mas que a vista não alcança.

1.4. REFERÊNCIAS

Img.1 Fotografias de Lewis Hine

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1.5. PRODUÇÃO

Na minha primeira abordagem ao sítio fiz uma pesquisa geográfica para estudar quais os sítios que poderiam ser mais fotografáveis. À medida que fazia isto tentei falar um pouco com as pessoas para saber mais da história do sítio e das vidas de quem lá habitava.

Tive algumas dificuldades na abordagem às pessoas sobretudo nas de idade adulta e mais velhas. A maioria não queria de maneira nenhuma ser fotografada e como se trata de um meio muito pequeno em que toda a gente se conhece, um intruso com uma máquina fotográfica era muito facilmente motivo de desconfiança.

Á medida que voltava lá sentia que a barreira estava a ser quebrada aos poucos e algumas pessoas já me conheciam. Utilizei também uma estratégia para conquistar a confiança das pessoas que passava por entregar as fotografias aos fotografados. As condições climatéricas foram também outro impasse pois na maioria das vezes esteve a chover, o que condicionou de certa forma o ato fotográfico, visto que a maioria das fotografias são captadas em exterior.

Durante as várias sessões que fiz tentei procurar pessoas de várias faixas etárias que coabitavam naquele espaço, nomeadamente, crianças, adultos e idosos para passar a ideia do presente, passado e futuro, da realidade que se arrasta por várias gerações. Tentei também ter algum cuidado com os enquadramentos e com a relação figura-fundo, visto que o meio circundante era uma peça fulcral da minha reportagem.

1.6. PÓS-PRODUÇÃO

Não efetuei grandes alterações às imagens na pós-produção. Ajustei apenas a exposição e o contraste e corrigi algumas zonas de altas luzes.

Utilizando o Photoshop, misturei em algumas fotos os canais de cores de forma a criar um maior contraste e vivacidade em alguns tons de cinzento, maioritariamente nas fotografias de grandes espaços verdes.

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2. PROJETO DE PAISAGEM

2.1. CONCEITO

O meu projeto de paisagem, denominado de “Left Behind” é uma fuga ao estatuto de destino turístico que o Porto adquiriu ao longo dos anos.

Uma fuga ao postal, que não passa de uma cidade velha disfarçada por reabilitações urbanas exclusivamente no centro histórico, esquecendo-se de tudo o resto que faz igualmente parte da cidade. Fala de uma cidade que está a ser despovoada pelos seus e invadida por turistas que normalmente não têm contacto com esta realidade. Fala de uma cidade deixada ao abandono. Baseia-se em estudos reais, e em dados concretos que mostram que nos últimos 10 anos o porto perdeu 10 % da sua população, e nos últimos 30 anos cerca de 90 000 pessoas.

Depois de ter o conceito estabelecido passei para a abordagem fotográfica.

2.2. REFERÊNCIAS

Img. 4 Fotografia de Dan Mariner

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Img.6 Fotografias de Barbara Bosworth

2.3. PROCURA

A dificuldade mais sentida neste projeto foi a procura de locais que respondessem às minhas necessidades e nos quais fosse possível fotografar. Uma vez que não sou do porto não conhecia á partida locais abandonados no centro da cidade. Depois de uma visita guiada não convencional á cidade do Porto por parte de uma agência pude conhecer e informar-me melhor sobre estes locais.

Acabei por fotografar fábricas abandonadas em campanha que antigamente representavam as grandes indústrias do Porto mas acabaram por ir á falência. Fotografei também a horta das fontinhas, junto ao marquês, um espaço comunitário em pleno coração do porto. Fotografei também outros espaços degradados na zona de campanhã.

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2.4. PRÉ-PRODUÇÃO

Depois de saber qual a linguagem que queria adoptar passei para a parte da experimentação. Fiz uma série de fotografias na minha área de residência como experiência inicial para perceber se a estética que queria adoptar funcionava e brinquei um pouco com a montagem, endireitando as linhas, redimensionando as imagens e rodando-as. Realizei também algumas montagens em que fiz completamente o oposto quebrando linhas e juntando imagens maiores e mais pequenas para perceber o que resultava melhor.

2.5. PRODUÇÃO

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Acabei por fotografar espaços degradados, na sua maioria fábricas abandonadas que representavam as maiores indústrias do Porto e arredores.

Tive alguma dificuldade em encontrar uma grande variedade de fábricas, por não ser natural do Porto, mas através de várias pesquisas na Internet e em conversa com algumas pessoas que conheciam melhor a cidade acabei por encontrar várias que se adequavam ao meu projeto.

A maior dificuldade sentida neste projeto foi uniformização e coerência entre as fotografias em termos de referente fotográfico, luz e temperatura de cor, o que se deveu em grande parte á diferença incontornável entre a arquitetura das várias fábricas. Todas as fábricas diferiam entre si na medida em que as suas características eram diferentes, algumas tinham um ambiente mais degrado com paredes e tetos a cair aos bocados, outras eram mais pequenas e mais limpas. Os graffitis foram também um obstáculo em todas as sessões. Optei sempre por evidênciá-los o menos possível para não tomarem conta da fotografia, e porque não acrescentavam nada ao meu projeto.

Durante o ato fotográfico outra das dificuldades sentidas foi a escolha dos enquadramentos. Apesar de estar a fotografar em digital não podia visualizar de imediato o resultado da fotografia final pois esta ía ser, em pós produção, montada com mais duas fotografias do mesmo espaço que teriam de funcionar bem em termos de luz e composição. Assim, a única solução era visualizar uma panorâmica na minha cabeça e jogar com os enquadramentos de forma a obter o resultado desejado.

2.6. PÓS-PRODUÇÃO

Depois da experimentação da composição das fotografias percebi que o que resultava melhor visualmente e o que ía mais de acordo com o meu conceito era o desnivelamento das linhas e a desconstrução acentuada das fotografias.

Em conclusão, o tipo de linguagem que adoptei foi o formato panorâmico não captado diretamente mas construído a partir de três fotografias diferentes captadas de vários pontos de vista do mesmo referente fotográfico, que em pós-produção seriam montadas de forma a criar uma panorâmica. A adopção do modo panorâmico deve-se ao facto de querer obter uma visão mais abrangente dos espaços fotografados e não apenas pormenores e as linhas pretas servem para criar uma quebra que consequentemente ajuda a acentuar o caos e a degradação presente nos espaços.

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3. RETRATO-CORPO

3.1. PROCURA

Depois de ter desenvolvido os dois projetos anteriores - reportagem e

paisagem - abordando temas mais lastimáveis do Porto, de denúncia aos

problemas que a cidade enfrenta, decidi que queria fazer desta vez uma

abordagem mais alegre ao meu projeto de retrato-corpo, homenageando o que

de mais vivo e feliz esta tem: o povo portuense. Com este projeto pretendia

mostrar uma visão minha dos portuenses, tão característicos entre os demais,

de natureza verdadeira e hospitaleira.

3.2. CONCEITO

O povo portuense. Recetivo e adaptável aos diferentes tipos de cultura,

deixando-se contagiar pelos povos que com ele contactam e nele coabitam.

Um povo apaixonado e vibrante. Este projeto faz sobressair a autenticidade do

povo portuense. Retrata o típico portuense de uma forma verdadeira e fiel

servindo-se de uma técnica de impressão experimentalista e espontânea que

comunica emoções através de características selecionadas.

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convencional. Por isso, primeiramente efectuei algumas experiências com vários materiais diferentes, desde pincéis, esponjas, palhinhas e os próprios dedos, para perceber se era possível fazer a impressão da forma que pretendia.

Estas experiências, apesar de terem resultado bastante mal visualmente serviram para perceber quais os materiais mais indicados e que se aproximavam mais do efeito visual que idealizei.

3.5. PRODUÇÃO

A produção do meu projeto de retrato foi feita na rua, nomeadamente nas ruas mais movimentadas da baixa portuense, onde a diversidade de pessoas é maior. Isto ajudou bastante á essência do projeto pois permitiu-me encontrar pessoas de etnias diferentes, com aparências diferentes, de várias idades, mas com um denominador comum: que vivessem ou fossem do Porto, ou seja, que vivessem a cidade obrigatoriamente. Utilizei um fundo portátil de cartolina branca fixado em montras de lojas abandonadas ocasionais, onde fotografava as pessoas que abordava na rua com a ajuda de um refletor feito de kapaline que eliminava sombras provocadas pela luz natural do sol juntamente com a orientação dos prédios. Este mini-estúdio portátil permitiu-me uma deslocação mais facilitada e rápida por entre as ruas mais movimentadas e sem grandes aparatos.

A minha abordagem passava por falar com as pessoas, primeiramente perguntando se eram do Porto e mediante uma resposta positiva ou não, explicando-lhes em que consistia o projeto. Quando as pessoas aceitavam participar acompanhava-as até ao fundo branco, media a luz e fotografava cerca de 3 fotografias por cada uma delas. Durante este processo muito rápido tentei sempre pôr as pessoas á vontade e fazê-las descontrair para que a expressão facial durante o ato fotográfico fosse o mais natural possível.

3.7. PÓS-PRODUÇÃO

Depois de revelar o filme comecei a imprimir os retratos que considerei mais interessantes a partir da revelação seletiva.

A revelação seletiva consiste na revelação de pequenos elementos chave e características do rosto, ou seja, é uma revelação parcial e não por inteiro.

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traços principais ficassem mais realçados em relação à pele. Usei esta impressão como modelo para todas as outras.

A impressão deste projeto foi um processo bastante longo e complicado.

Alterei o tempo da revelação, que normalmente é de precisamente um minuto, para três. Isto permitiu-me ganhar algum tempo durante o processo de revelação para que conseguisse fazer as manchas na fotografia. Estas manchas revelaram-se bastante mais difíceis do que esperava, pois tinham de ser feitas de forma muito rápida , livre, expressiva e espontânea para que todas revelassem uniformemente, mas também tinham de ser bem organizadas dentro do enquadramento nunca mostrando a mais ou a menos mas apenas o suficiente para salientar a emoção e a expressão dos fotografados.

A exposição das fotografias finais foi também bastante difícil de controlar devido à forma como o revelador foi colocado, de forma muito diferente dos testes de exposição que eram mergulhados por inteiro na tina do revelador ao contrário das fotografias finais em que o revelador era colocado através de pingas, pinceladas e sopros com palhinhas.

3.8. MONTAGEM E EDIÇÃO

Depois das 12 fotografias estarem impressas parti para a montagem em molduras brancas com uma abertura de 22x17. Ajustei todas as fotografias para que ficassem o mais centradas possível. A edição consistiu na escolha da ordem de apresentação das fotografias. Primeiramente visualizei as fotografias dispostas e emparelhei-as de forma a que a sequência não ficasse com quebras muito bruscas visto que no meu trabalho a composição e forma das manchas vai diferindo muito. Depois juntei todos os pares numa só sequência que funcionava melhor.

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4. AUTO-RETRATO

4.1. CONCEITO

A curiosidade e a constante procura pela razão de ser das coisas faz-me embrenhar nos meus próprios pensamentos criando um estado de reflexão tão intenso que me faz esquecer o caos que me rodeia, e que por sua vez se torna parte do meu ambiente e da minha vida.

No meu auto-retrato optei por fazer uma representação muito natural e íntima da minha personalidade. Escolhi mostrar um pouco do caos em que coabito todos os dias , e que penso ser o meu elemento mais caracterizador.

O meu auto-retrato apesar de não mostrar muito de mim, diz muito de mim, através de todo o caos que me circunda. Este caos é acentuado pela forma como é fotografado, com um enquadramento puro e genuíno, que transparece uma realidade exata, que não precisa de embelezamentos, um enquadramento que parece à sorte mas não o é.

O grão e o desfoque significam tudo o que é turvo na minha mente, o devaneio, por pensar em várias coisas ao mesmo tempo.

4.2. PRODUÇÃO

Na realização do meu auto-retrato a razão pela qual utilizei o filme de 400iso foi porque queria obter uma fotografia com muito grão . A iluminação foi feita com candeeiros, luzes e velas e poderia sem dúvida ter sido mais cuidada da minha parte.

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4.3 FOTOGRAFIAS FINAIS

Img.8 Primeira impressão para o auto-retrato.

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tempo, mas também tive um grande gozo em desenvolvê-los.

No final, a reflexão de todo o trabalho que fiz é de um profundo orgulho, especialmente por me rever em todos eles, por sentir todos os projetos que fiz, em todos tentei incutir tanto da minha capacidade fotográfica como do meu caráter pessoal e penso que o consegui.

Senti que a prova de aptidão artística me fez crescer e evoluir como fotógrafa, como aluna e também como pessoa, porque a relação que se cria quando se fotografa alguém, é para mim muito preciosa.

Não posso deixar de mencionar a gratidão que sinto para com as pessoas que me ajudaram, orientaram e motivaram ao longo de todo o processo, nomeadamente os meus amigos, pais e professores.

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Referências

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