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Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa COPASA

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Academic year: 2021

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Inventário de Emissões

de Gases de Efeito Estufa

COPASA - 2013

Belo Horizonte – MG Abril de 2014

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i LISTA DE FIGURAS

Figura 1: Perfil das Emissões de GEE no ano de 2009. 14

Figura 2: Perfil das Emissões de GEE no ano de 2010. 14 Figura 3: Perfil das Emissões de GEE no ano de 2011. 14

Figura 4: Perfil das Emissões de GEE no ano de 2012. 14 Figura 5: Perfil das Emissões de GEE em 2013. 15

Figura 6: Perfil das médias das Emissões de GEE período de 2009 a 2013. 15

Figura 7: Porcentagens de tratamento do Esgoto Coletado em 2009. 17

Figura 8: Porcentagens de tratamento do Esgoto Coletado em 2010. 17

Figura 9: Porcentagens de tratamento do Esgoto Coletado em 2011. 18

Figura 10: Porcentagens de tratamento do Esgoto Coletado em 2012. 18

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i LISTA DE TABELA

Tabela 1: Valores de GWP 5

Tabela 2: Percentual da Concentração de Biocombustíveis nos Combustíveis 9 Tabela 3: Emissões dos escopos 1 e 2 dos Inventários de GEE COPASA de 2009 a

2013. 12

Tabela 4: Emissões do escopo 3 dos Inventários de GEE COPASA 2009 a 2013 13 Tabela 5: Emissão de biomassa dos Inventários de GEE COPASA 2009 a 2013 13 Tabela 6: Emissões do esgoto coletado divididas por tipo de GEE 16 Tabela 7: Volume e emissões referentes ao esgoto coletado pela COPASA no

período 16

Tabela 8: Emissões por tipo de tratamento. 19

Tabela 9: Emissões dos combustíveis fósseis 20

Tabela 10: Emissões dos biocombustíveis 20

Tabela 11: Consumo de energia. 21

Tabela 12: Emissões pelo consumo de energia 22 Tabela 13: Emissões referentes ao transporte de funcionários em ônibus 23 Tabela 14: Emissões referentes ao transporte de funcionários em viagens aéreas. 23

Tabela 15: Variação do Índice de Referência 24

Tabela 16. Produção anual de biogás da ETE ARRUDAS 26 Tabela 17. Produção anual estimada de biogás da ETE ONÇA 26

Tabela A: Fatores de emissão para Esgotos e Combustíveis 29 Tabela B: Fatores de emissão para Energia e Viagens 30 Tabela C: Densidade e Poder Calorífico dos Combustíveis Líquidos e Sólidos 31

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i LISTA DE SIGLA

CDP - Carbon Disclosure Project

COPASA – Companhia de Saneamento de Minas Gerais DBO – Demanda Bioquímica de Oxigênio

DQO – Demanda Química de Oxigênio

ETAF – Estação de Tratamento de Águas Fluviais ETE – Estação de Tratamento de Esgoto

FEAM - Fundação Estadual de Meio Ambiente GEE - Gases de Efeito Estufa

GHG Protocol - Greenhouse Gás Protocol GNV – Gás Natural Veicular

GWP - Global Warming Potential.

IPCC - Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas IRef - Índice de Referência

MCTI - Ministério de Ciência, Tecnologia e Informação SIN - Sistema Interligado Nacional

tCO2 - Tonelada de Gás Carbônico tCH4 - Tonelada de Metano

tN2O - Tonelada de Óxido Nitroso

tCO2eq - Tonelada de Gás Carbônico Equivalente

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i SUMÁRIO

1. Introdução 1

2 CONTEXTUALIZAÇÃO E Informações Gerais 3

2.1. Período coberto pelo relatório e ano base 3

2.2. Limites organizacionais 3

2.3. Limites Operacionais 3

2.4 Fontes de emissões e sumidouros excluídas do inventário 4

3. Metodologia 5

3.1. Escopo 1 – Tratamento de Esgoto 6

3.2. Escopo 1 – Emissões provenientes da queima de combustível – Fontes Fixas

e Móveis 8

3.3. Energia Elétrica 10

3.4. Transporte aéreo 10

3.5. Transporte de ônibus 11

4. Resultado comparativo dos Inventários 12

4.1. Resultado Geral 12

4.2 Coleta de esgoto (tratado e não tratado) 15

4.3 Consumo de combustível 19

4.4 Energia elétrica 21

4.5 Transporte de ônibus 22

4.6 Transporte aéreo 23

4.7. Variação do Índice de Referência 24

5. Produção de Biogás em Belo Horizonte das ETES Arrudas e Onça. 26

6. Considerações Finais 27

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1

1 1. INTRODUÇÃO

A Copasa consciente da importância de se inventariar a emissão dos gases de efeito estufa (GEE) vem desde 2010, com os dados de 2009 trabalhando com esta ferramenta importante de gestão ambiental. Este diagnóstico permitirá a empresa traçar estratégias e metas para reduzir suas emissões atmosféricas, conforme determinação da Diretoria da empresa que criou o Comitê Clima que tem esta tarefa como uma de suas atribuições e assim contribuir de forma significativa para reduzir o aquecimento global, fenômeno crítico que atinge a humanidade como um todo. O último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas - IPCC tem confirmado as previsões que apontam elevação da temperatura e alterações metereológicas (chuvas mais intensas e secas mais prolongadas) que afeta profundamente o setor de saneamento. O inventário quantifica e organiza os dados sobre as emissões da empresa com base em padrões e protocolos reconhecidos internacionalmente. Ele permite, ainda, que a empresa enxergue, sob um novo olhar, as oportunidades de novos negócios, melhorias na atração de investimentos e o planejamento de seus processos de forma a garantir maior eficiência econômica, energética, operacional e uma atuação ambiental consistente na gestão de seus sistemas.

Minas Gerais lançou o 1º Inventário de GEE do Estado no final do ano de 2008, com base nas atividades econômicas em 2005, e em dezembro de 2009, foi promulgado o Decreto lei 45.229 que regulamenta no Estado às medidas referentes ao combate as mudanças climáticas e a gestão de Emissões de GEE além de instituir o Programa de Registro Voluntário das Emissões Anuais de GEE de empreendimentos no Estado.

No primeiro Inventário de GEE do Estado ficou evidenciada a participação pouco significativa do setor de saneamento nas emissões contabilizadas, tanto aquelas referentes ao consumo de energia elétrica do setor que totalizam menos de 4% do consumo total de energia do Estado, quanto às emissões referentes à Produção de Resíduos que representam cerca de 6% das emissões do Estado dos quais menos

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2

2 de 24% são provenientes dos efluentes domésticos e comerciais e 11% provenientes do esgoto industrial, totalizando menos de 2% das emissões do setor de saneamento no Estado.

Apesar da pouca representatividade quantitativa em emissões a COPASA comprometida com as diretrizes estabelecidas pelo Estado e por sua Diretoria passou a realizar anualmente inventários de gases de efeito estufa, sendo que o primeiro foi feito no primeiro trimestre de 2010, referente às emissões de GEE geradas em suas atividades de 2009 e desde então vem publicando seu relatório no site da FEAM. Destaca-se que a Copasa foi empresa pioneira a preencher este relatório. Os inventários vêm atingindo o objetivo de identificar e quantificar as principais fontes de emissão de GEE da empresa. Os resultados alcançados mostram que em média 89% das emissões da empresa são provenientes do esgoto coletado e que, ao aumentar a fração do esgoto tratado, as emissões tendem a reduzir significativamente.

Este relatório consiste em apresentar o inventário realizado no ano de 2014 e refere-se às emissões de 2013 e aprerefere-senta, ainda, uma análirefere-se comparativa com inventários feitos anteriormente.

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3

3 2 CONTEXTUALIZAÇÃO E INFORMAÇÕES GERAIS

Os resultados deste estudo são declarados no programa “Carbon Disclosure Project” - CDP e no "Programa de Registro Público Voluntário das Emissões Anuais de Gases de Efeito Estufa do Estado de Minas Gerais", da FEAM.

2.1. Período coberto pelo relatório e ano base

Este relatório relata as emissões de GEE emitidos pela COPASA em 2013, e também uma análise comparativa com os inventários anteriores, sendo que o ano base considerado para este e futuros inventários da empresa é o ano de 2009.

2.2. Limites organizacionais

Seguindo a metodologia do Greenhouse Gás Protocol - GHG Protocol, durante a elaboração dos dois inventários da COPASA, foi escolhida a abordagem baseada no controle operacional para definir os limites do inventário e a única entidade legal considerada é a “COPASA Águas de Minas”, cujo percentual controlado é de 100%, e tem o CNPJ 17.281.106/0001-3.

2.3. Limites Operacionais

Nos inventários foram contabilizadas as emissões das seguintes fontes:

Escopo 1 – Emissões Diretas:

 Esgoto coletado pela empresa, incluindo a fração tratada e não tratada;

 Emissões referentes ao consumo de combustível utilizado pela frota própria de veículos e equipamentos.

Escopo 2 – Emissões Indiretas:  Consumo de Energia Elétrica.

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4

4 Escopo 3 – Outras emissões Indiretas:

 Viagens de funcionários a serviço da empresa em ônibus rodoviário;

 Viagens de funcionários a serviço da empresa através de transporte aéreo. 2.4 Fontes de emissões e sumidouros excluídas do inventário

Processo de tratamento de água para potabilização – Não é possível estimar as emissões atmosféricas deste processo, pois não há metodologia disponível para efetuar o cálculo e, além disso, estas emissões são pouco significativas.

Gases refrigerantes e isolantes - São necessárias algumas informações que no momento estão indisponíveis como a quantidade e tipo de gás utilizado para reposição.

Resíduos sólidos - Esta categoria inclui todo o resíduo gerado pela empresa, incluindo os lodos do tratamento de esgoto e de água. Não têm sido contabilizadas as emissões dos resíduos sólidos, pois é necessária uma série de dados indisponíveis como a tipologia, porcentagem dos tipos de resíduos, peso e destinação final, sobretudo por apresentar pouco volume e consequente representar muito pouco no processo de geração de GEE da empresa.

Transporte de funcionários por transporte público (ônibus, taxi, etc.) - Não têm sido contabilizadas, pois é necessário informações indisponíveis tais como: quilometragem rodada e quantidade de viagens.

Sumidouros: Não foram identificadas e quantificadas as fontes de remoção de GEE da atmosfera nesses primeiros inventários.

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5 3. METODOLOGIA

Nos inventários de GEE elaborados pela COPASA, foi adotada a metodologia: “2006

IPCC Guidelines for National GHG Inventories, Volume 5, Capítulo 6.” elaborada

pelo IPCC para calcular as emissões do escopo 1 provenientes de todo o esgoto coletado pela COPASA, tanto a fração tratada quanto a não tratada, que é a principal fonte de emissão de GEE da empresa.

Para calcular emissões diretas do escopo 1 provenientes da queima de combustíveis fósseis através da frota própria veicular e equipamentos, as emissões indiretas do escopo 2 provenientes do consumo de energia elétrica e as emissões indiretas do escopo 3 provenientes das viagens dos funcionários da COPASA em aviões a serviço da empresa, foi utilizada a metodologia “Climate Leaders -

Greenhouse Gas Inventory Protocol Core Module Guidance” elaborada pelo “United States Environmental Protection Agency - US EPA”, que é a metodologia adotada

pela FEAM no "Programa de Registro Público Voluntário das Emissões Anuais de Gases de Efeito Estufa do Estado de Minas Gerais".

Para calcular as emissões indiretas do escopo 3 provenientes de viagens de funcionários a serviço da empresa em viagens de ônibus adotou-se a metodologia

“Guidelines to Defra / DECC's GHG Conversion Factors for Company Reporting”,

que é a metodologia adotada pelo programa GHG Protocol. Para realizar a contabilização das emissões em CO2eq (Gás Carbônico equivalente), foram considerados nos cálculos os valores da tabela a seguir para o potencial de aquecimento global Global Warming Potential – GWP.

Tabela 1: Valores de GWP GEE GWP CO2 1 CH4 21 N2O 310 Fonte: IPCC, 1995

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6 3.1. Escopo 1 – Tratamento de Esgoto

O esgoto doméstico e seus componentes orgânicos podem produzir CH4 (metano) se eles se degradarem de maneira anaeróbia. O volume de CH4 produzido depende principalmente da quantidade de matéria biodegradável presente no esgoto doméstico, da temperatura e do sistema de tratamento. A taxa de produção do CH4 aumenta com o aumento da temperatura.

O principal parâmetro para determinar o potencial de produção de CH4 do esgoto doméstico é o volume de matéria biodegradável presente no esgoto doméstico. Dentre os parâmetros que são utilizados para medir a componente orgânica do esgoto doméstico, adotou-se a demanda química de oxigênio - DQO para estimar as emissões de metano do esgoto coletado pela COPASA, por ser um excelente indicador da qualidade do efluente para o fim que se pretende.

As emissões de GEE foram calculadas para cada uma das estações de tratamento de esgotos da COPASA, sendo que os diversos tipos de tratamento foram agrupados em três categorias: tratamento aeróbio, tratamento anaeróbio e tratamento misto. Para cada tipo de tratamento foi utilizado um fator de emissão específico definido pelo IPCC (ver anexo I).

Para conferir todos os dados e cálculos realizados para estimar as emissões do processo de tratamento de esgoto estão disponíveis no arquivo: “Inventário COPASA 2013 - Planilhas de Cálculo”, que segue em anexo a este relatório.

Segue abaixo a fórmula usada no cálculo das emissões de CH4 provenientes do esgoto coletado pela COPASA:

ECH4 = FE x TM

 ECH4 = Emissões de CH4 (Kg/ano);

 FE = Fator de Emissão (Kg CH4/Kg DQO);

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7 Para identificar o total de matéria orgânica presente no esgoto (TM) foi utilizada a seguinte formula:

TM = DQO x VT

 DQO = Valor médio de DQO afluente por ETE (Kg/L);

 VT = Vazão tratada por ETE (L/ano).

Esta fórmula também foi utilizada para calcular as emissões de CH4 do esgoto coletado e não tratado, porém, para definir o fator de emissão, considerou-se que todo o esgoto que é coletado e não tratado é descartado em condições anaeróbias, portanto foi adotado o mesmo fator de emissão adotado no cálculo do esgoto tratado de forma anaeróbia (disponível no anexo I).

A fórmula abaixo foi utilizada no cálculo das emissões de N2O (óxido nitroso) provenientes de todo o esgoto coletado pela COPASA, englobando as frações tratada e não tratada.

EN2O = NEFLUENTE x FE x 44/28

 EN2O = Emissões de N2O (Kg N2O/ano);

 NEFLUENTE = Nitrogênio presente no esgoto e que é despejado no corpo d’água (Kg N/ano);

 FE = Fator de emissão (N2O-N Kg/Kg N);

 44/28 = Fator de conversão de N2O-N Kg em Kg de N2O.

O fator de emissão adotado foi o fator padrão recomendado pelo IPCC para estimar as emissões de N2O do esgoto doméstico.

O NEFLUENTE foi obtido através dos dados da medição da concentração de nitrogênio efluente nas estações de tratamento. Nas estações onde não há este monitoramento e no esgoto não tratado, este dado foi estimado baseado no tipo de tratamento.

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8 3.2. Escopo 1 – Emissões provenientes da queima de combustível – Fontes Fixas e Móveis

Segue abaixo a fórmula indicada pelo “Climate Leaders - Greenhouse Gas Inventory

Protocol Core Module Guidance”, adotada no cálculo das emissões de GEE

provenientes da queima de combustíveis da frota própria de veículos e fontes estacionárias da empresa.

Ex = CCy (GJ) x FExy x 1/103

Ex = Emissões do gás de efeito estufa x;

CCy = Volume do combustível y consumido em Giga Joules;

FExy = Fator de emissão do gás x para o combustível y.

Para converter o volume de combustível consumido em litros para Giga Joules, utiliza-se a fórmula abaixo:

CCy (GJ) = CCy (L) x D (Kg/L) x PCI (Kj/Kg) x 1/106

CCy = Volume consumido do combustível y.

D = Densidade do combustível y em kg/L para combustíveis líquidos e Kg/m3 para combustíveis gasosos.

 PCI = Poder Calorífero Inferior do Combustível.

A fórmula apresentada acima foi utilizada para calcular todas as emissões provenientes da queima de combustível consumido diretamente pela empresa. São estas provenientes da queima de combustíveis consumidos por toda a frota veicular própria da COPASA, incluindo veículos leves e pesados e também de pequenas fontes fixas de emissão como geradores de energia, e de equipamentos como motosserras, tratores, barcos, etc.

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9 No caso das emissões provenientes da queima de óleo diesel foram calculadas separadamente as emissões dos gases CO2, CH4 e N2O, em seguida todas as emissões foram somadas e contabilizadas em tCO2 eq.

Para estimar as emissões referentes ao consumo de gasolina, Gás Natural Veicular - GNV e etanol foram calculados apenas as emissões de CO2 para cada tipo de combustível, utilizando o fator de emissão específico de cada um. E para calcular as emissões referentes ao consumo de Diesel e Biodiesel, foram calculadas separadamente as emissões dos gases CO2, CH4 e N2O, em seguida todas as emissões foram somadas e contabilizadas em tCO2eq de acordo com os fatores de conversão da Tabela 2.

As emissões de GEE resultantes da queima de biocombustíveis foram contabilizadas, porém declaradas separadamente das emissões do inventário, fora dos escopos 1, 2 e 3. Elas foram quantificadas utilizando as mesmas fórmulas descritas acima. Foram calculadas as emissões provenientes da queima de etanol e biodiesel, incluindo a fração de biocombustíveis presentes nos combustíveis comuns considerando a tabela a seguir.

Tabela 2: Percentual da Concentração de Biocombustíveis nos Combustíveis Concentração de biocombustíveis Percentual de etanol na gasolina Percentual de biodiesel no diesel Mês / Ano 2009 2010 2011 2012 2013 2009 2010 2011 2012 2013 Janeiro 25% 25% 25% 20% 20% 3% 5% 5% 5% 5% Fevereiro 25% 20% 25% 20% 20% 3% 5% 5% 5% 5% Março 25% 20% 25% 20% 20% 3% 5% 5% 5% 5% Abril 25% 20% 25% 20% 20% 3% 5% 5% 5% 5% Maio 25% 25% 25% 20% 25% 3% 5% 5% 5% 5% Junho 25% 25% 25% 20% 25% 3% 5% 5% 5% 5% Julho 25% 25% 25% 20% 25% 4% 5% 5% 5% 5% Agosto 25% 25% 25% 20% 25% 4% 5% 5% 5% 5% Setembro 25% 25% 25% 20% 25% 4% 5% 5% 5% 5% Outubro 25% 25% 20% 20% 25% 4% 5% 5% 5% 5% Novembro 25% 25% 20% 20% 25% 4% 5% 5% 5% 5% Dezembro 25% 25% 20% 20% 25% 4% 5% 5% 5% 5% Média % 25,0 23,7 23,7 20,0 23,3, 3,50 5,00 5,00 5,00 5,00 Fonte: ANP

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10 3.3. Energia Elétrica

A maior parte da energia consumida pela COPASA é proveniente do Sistema Interligado Nacional - SIN. A produção própria de energia gerada na Estação de Tratamento de Esgoto do Arrudas - ETE Arrudas representa muito pouco do total consumido. Portanto, a metodologia de cálculo utilizada é baseada no consumo total de energia e é toda considerada escopo 2, ou emissão indireta. Para estimar as emissões de GEE provenientes do consumo de energia elétrica, foi utilizada a seguinte fórmula:

E = Ce x FE

 E = Emissões de CO2 (toneladas)

 Ce = Consumo de Energia Elétrica (MWh)

 FE = Fator de emissão (tCO2/MWh)

Foi calculado separadamente o consumo de energia em cada mês utilizando o respectivo fator de emissão fornecido mensalmente pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Informação – MCTI (disponível no ANEXO I).

3.4. Transporte aéreo

Nesta categoria foram contabilizadas as emissões referentes ao transporte de funcionários em voos nacionais e internacionais em viagens a serviço da empresa. A metodologia utilizada para este cálculo também foi elaborada pelo “Climate

Leaders - Greenhouse Gas Inventory Protocol Core Module Guidance”, e é baseada

na distância aérea viajada por cada funcionário da empresa.

As emissões foram calculadas por cada trecho viajado, sendo que estes foram divididos em 3 categorias:

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11

 Viagens médias: Trechos entre 482,7 e 1.126,3 km;

 Viagens longas: Trechos com mais de 1.126,3 km.

Para cada categoria de viagem existem fatores de emissão específicos (disponíveis no ANEXO I). A fórmula utilizada para estimar as emissões foi a seguinte:

E = D x N x FE  E = Emissões de GEE.  D = Distância do trecho.  N = Número de viagens.  FE = Fator de emissão. 3.5. Transporte de ônibus

De maneira semelhante ao transporte de funcionários em viagens aéreas, nesta categoria foram contabilizadas as emissões referentes ao transporte de funcionários em ônibus intermunicipais a serviço da empresa. O cálculo foi feito seguindo a metodologia “Guidelines to Defra / DECC's GHG Conversion Factors for Company

Reporting”. Esta metodologia é adotada pelo programa GHG Protocol e é baseada

na quilometragem rodada por cada passageiro em cada viagem.

As emissões foram calculadas para cada GEE usando seu respectivo fator de emissão e depois foram somadas. Segue abaixo a fórmula adotada para estimar as emissões:

E = D x P x FE

 E = Emissões de GEE;

 D = Distância percorrida pelo ônibus em cada trecho;

 P = Número de viagens em cada trecho;

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12 4. RESULTADO COMPARATIVO DOS INVENTÁRIOS

4.1. Resultado Geral

Nos inventários realizados até o momento foram contabilizadas e registradas as emissões relativas aos seguintes GEE: gás carbônico (CO2), metano (CH4) e óxido nitroso (N2O), de maneira individual ou agregada, em tonelada de CO2 equivalente - tCO2eq. Neste capítulo serão apresentados os resultados dos inventários dos anos de 2009 a 2013, seguido de uma análise comparativa sobre a evolução das emissões e seus respectivos indicadores no período analisado.

Nos inventários, foram contabilizadas como emissões diretas no escopo 1 as emissões referentes ao esgoto coletado pela empresa, incluindo a fração tratada e não tratada, a emissão referente ao consumo de combustível utilizado na frota própria de veículos e por equipamentos. Da mesma forma, foram contabilizadas as emissões relativas ao consumo de energia elétrica pela empresa no período analisado como emissões indiretas no escopo 2. O resultado destas emissões no período analisado é apresentado a seguir na Tabela 3.

Tabela 3: Emissões dos escopos 1 e 2 dos Inventários de GEE COPASA de 2009 a 2013. Emissões Atividade Emissões em tCO2equivalente

2009 2010 2011 2012 2013 Escopo 1 Coleta de esgoto (tratado e não tratado) 460.011,14 457.468,82 467.016,27 503.251,30 531.058,77 Consumo de Combustível 11.488,50 11.879,39 13.385,89 11.505,19 11.808,85 Escopo 2 Energia Elétrica 18.326,08 40.143,51 23.466,00 55.033,98 83.000,45 TOTAL 489.825,72 509.491,72 503.868,17 569.790,48 625.868,07

Comparando os resultados da Tabela 3 pode-se observar que a emissão total dos GEE dos escopos 1 e 2 aumentou 27,77%, em 2013 em comparação com o ano base, passando de 489.825,72 tCO2eq em 2009 para 625.868,07 tCO2eq em 2013.

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13 Observa-se também na Tabela 3 o forte aumento das emissões relacionado ao fator de emissão de energia que aumentou consideravelmente no ano de 2013, influindo diretamente no aumento de 353% do valor de emissão por energia elétrica. Se considerarmos apenas o escopo 1 o aumento relativo de 2009 a 2013 foi de 15,14%.

No escopo 3, foram consideradas as emissões relativas às viagens de funcionários a serviço da empresa em ônibus e aviões, a Tabela 4 apresenta os resultados dessas emissões, no período analisado.

Tabela 4: Emissões do escopo 3 dos Inventários de GEE COPASA 2009 a 2013 Emissões Atividade Emissões em tCO2equivalente

2009 2010 2011 2012 2013 Escopo 3 Transporte de ônibus 27,11 43,63 22,04 21,94 22,66 Transporte aéreo 212,91 397,52 356,77 384,69 243,43 TOTAL 240,02 441,15 378,81 406,63 266,09

Conforme a metodologia do GHG Protocol, as emissões em decorrência da combustão da biomassa são reportadas separadamente, e o resultado está apresentado na Tabela 5 a seguir.

Tabela 5: Emissão de biomassa dos Inventários de GEE COPASA 2009 a 2013 Emissões Atividade Emissões em tCO2equivalente

2009 2010 2011 2012 2013 Emissões de Biomassa Consumo de Combustível 1.587,86 1.509,31 1.767,52 1.247,44 1.483,85

As Figuras de 1 a 6, apresentadas na sequencia, mostram o perfil das emissões atmosféricas da COPASA, destacando-se as emissões provenientes do esgoto coletado, incluindo a fração tratada e não tratada, que em média representa 89% das emissões da empresa no período analisado pelo inventário.

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14

Figuras 1 e 2: Perfil das Emissões de GEE nos anos de 2009 e 2010

2009

93,87% 2,34% 3,74% 0,05%

2010

89,71% 2,33% 7,87% 0,09%

Figuras 3 e 4: Perfil das Emissões de GEE no ano de 2011 e 2012

2011

92,62% 2,65% 4,65% 0,08%

2012

87% 2% 11% 0%

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15

Figuras 5 e 6: Perfil das emissões em 2013 e das médias das Emissões de GEE período de

2009 a 2013.

2013

85% 2% 13% 0%

Médias anuais

89% 8% 2%1%

A mudança mais significativa observada nos gráficos foi a já citada, anteriormente, com relação ao aumento das emissões de energia, que representava 3,74% das emissões em 2009 e passou a representar 13% do total das emissões em 2013. Este aumento está mais detalhado e analisado no item 4.4 deste relatório. O combustível reduziu para 2% e permaneceu constante nos dois últimos anos e o valor das emissões por outras fontes também reduziu a 0% em 2012 e 2013. As emissões relativas à coleta de esgoto, apesar do aumento crescente da vazão coletada, vêm reduzindo percentualmente no total, nos últimos anos, devido ao impacto do crescimento das emissões causadas pelas alterações do fator de energia.

4.2 Coleta de esgoto (tratado e não tratado)

O esgoto coletado pela COPASA, incluindo a fração tratada e não tratada, é a fonte mais significativa de emissão de GEE da empresa. Seguindo a metodologia do IPCC adotada (detalhada no capítulo 3.1), na contabilização dos GEE relativas ao esgoto

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16 doméstico consideram-se as emissões do CH4 e N2O. As Tabelas 6 e 7 apresentam as emissões desses gases separadamente em toneladas de CO2 equivalente e os volumes e emissões emitidas no período de 2009 a 2013.

Tabela 6: Emissões do esgoto coletado divididas por tipo de GEE

Ano GEE Unidade

Emissões Esgoto tratado Esgoto não tratado TOTAL 2009 CH4 tCH4 6.976,95 13.797,50 20.774,45 N2O tN2O 25,56 51,04 76,61 Total tCO2eq 154.440,75 305.570,39 460.011,14 2010 CH4 tCH4 8.072,65 12.564,99 20.637,64 N2O tN2O 30,31 47,36 77,67 Total tCO2eq 178.922,04 278.546,78 457.468,82 2011 CH4 tCH4 9.283,82 11.774,59 21.058,41 N2O tN2O 35,95 44,02 79,97 Total tCO2eq 206.104,63 260.911,60 467.016,23 2012 CH4 tCH4 11.207,50 11.497,44 22.704,94 N2O tN2O 44,66 40,65 85,31 Total tCO2eq 249.203,42 254.047,89 503.251,31 2013 CH4 tCH4 13.665,18 10.452,94 24.118,12 N2O tN2O 43,93 35,35 79,28 Total tCO2eq 300.587,90 230.470,87 531.058,77

Tabela 7: Volume e emissões referentes ao esgoto coletado pela COPASA no período

Ano Indicador Esgoto tratado Esgoto não

tratado Total de esgoto coletado 2009 Volume (L) 126.605.700.864,00 144.359.470.000,00 270.965.170.864,00 Emissão (tCO2eq) 154.440,75 305.570,39 460.011,14 2010 Volume (L) 156.818.955.744,00 133.951.384.000,00 290.770.339.744,00 Emissão (tCO2eq) 178.922,04 278.546,78 457.468,82 2011 Volume (L) 178.621.533.504,00 124.491.873.000,00 303.113.406.504,00 Emissão (tCO2eq) 206.104,67 260.911,60 467.016,27 2012 Volume (L) 213.708.230.409,60 114.971.192.000,00 328.679.422.409,60 Emissão (tCO2eq) 249.203,42 254.047,89 503.251,31 Volume (L) 238.733.109.216,00 99.986.221.000,00 338.719.330.216,00

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17

2013 Emissão

(tCO2eq)

300.587,90 230.470,87 531.058,77 O volume total de esgoto coletado, apresentado na tabela 7, difere do volume informado na planilha esgoto anual não tratado devido aos dados utilizados nesta serem retirados do IBO/IBG, índices da empresa, cujos dados não contempla o lançamento dos últimos dias do ano, diferente dos dados utilizados na planilha de esgoto tratado que apresenta os dados considerando até o último dia do ano.

Observa-se na Tabela 7 que há um aumento progressivo do total de volume de esgoto coletado pela COPASA, sendo que a partir de 2010 o volume de esgoto tratado ultrapassa o volume de esgoto não tratado. Esta mudança na proporção contribui para que o aumento das emissões não acompanhe o aumento do volume total de esgoto coletado, responsável pela diminuição relativa das emissões. Podemos observar, ainda, nas figuras de 7 a 11, processo crescente de implementação de tratamento do esgoto coletado atingindo a 70% em 2013, um aumento relativo ao ano base de 2009 de 48,93%.

Figuras 7 e 8 Porcentagens de tratamento do Esgoto Coletado em 2009 e 2010.

Esgoto coletado em 2009 Não tratado 53% Tratado 47% Esgoto coletado em 2010 Não tratado 46% Tratado 54%

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18 Figuras 9 e 10 Porcentagens de tratamento do Esgoto Coletado em 2011 e 2012.

Esgoto coletado em 2011 Não tratado 41% Tratado 59% Esgoto coletado em 2012 Não tratado 35% Tratado 65%

Figura 11 Porcentagens de tratamento do Esgoto Coletado em 2013.

Esgoto coletado em 2013

Não tratado 30%

Tratado 70%

Conforme apresentado no capítulo 3, devido a diferentes fatores de emissão, o tipo de tratamento também influencia diretamente no perfil das emissões, sendo que quanto maior a eficiência do tratamento, menores são as emissões provenientes do mesmo. A Tabela 8 apresenta os valores das emissões de GEE divididas anualmente por tipo de tratamento de esgoto.

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19

Tabela 8: Emissões por tipo de tratamento.

Ano Indicador Aeróbio Anaeróbio Misto Total

2009 Volume (L) 5.289.325.056,00 21.324.587.904,00 99.991.787.904,00 126.605.700.864,00 Emissão (tCO2eq) 3.116,99 60.096,88 91.226,88 154.440,75 2010 Volume (L) 4.224.721.536,00 21.890.473.344,00 130.703.760.864,00 156.818.955.744,00 Emissão (tCO2eq) 2.737,10 62.350,39 113.834,55 178.922,04 2011 Volume (L) 5.764.701.312,00 29.935.128.096,00 144.920.414.304,00 180.620.243.712,00 Emissão (tCO2eq) 3.029,77 81.365,79 121.709,10 206.104,67 2012 Volume (L) 5.656.443.840,00 41.061.293.193,60 166.990.493.376,00 213.708.230.409,60 Emissão (tCO2eq) 3.184,64 114.778,16 131.240,62 249.203,42 2013 Volume (L) 7.312.893.408,00 54.779.563.872,00 176.640.651.936,00 238.733.109.216,00 Emissão (tCO2eq) 4.095,85 152.357,39 144.134,66 300.587,90 4.3 Consumo de combustível

Esta categoria representa as emissões referentes à queima de combustível utilizado principalmente pela frota própria de veículos da empresa e também por máquinas e equipamentos como: tratores, pequenos geradores, motosserras, etc.

De acordo com a metodologia adotada, as emissões declaradas no inventário estão na Tabela 9 e representam apenas as frações de combustíveis fósseis dos combustíveis e excluindo as emissões de biomassa, que foram contabilizadas, porém relatadas separadamente na Tabela 10.

Tabela 9: Emissões dos combustíveis fósseis

Ano Indicador Unid. Diesel Gasolina GNV Total

2009 Volume consumido Litros 2.367.910,32 3.234.727,04 28.950,69 5.631.588,05 Emissão tCO2eq 6.030,39 5.417,17 40,94 11.488,50 2010 Volume consumido Litros 2.481.202,44 3.323.635,93 528,63 5.805.367,00 Emissão tCO2eq 6.220,70 5.657,95 0,75 11.879,39

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20 2011 Volume consumido Litros 2.798.898,05 3.816.947,24 0,00 6.615.845,29 Emissão tCO2eq 6.993,69 6.392,21 0,00 13.385,89 2012 Volume consumido Litros 2.234.011,51 3.305.221,00 0,00 5.539.232,51 Emissão tCO2eq 5.600,96 5.904,24 0,00 11.505,20 2013 Volume consumido Litros 2.340.016,86 3.473.740,22 0,00 5.813.757,08 Emissão tCO2eq 5.866,73 5.942,13 0,00 11.808,86

Pode-se observar uma pequena variação relativa às emissões ocasionadas pelo uso de combustíveis fósseis na frota de veículos da empresa, com exceção do ano de 2011 que o valor das emissões chegou na casa de 13 mil, nos demais ela permaneceu na casa de 11 mil toneladas de CO² equivalente. A tabela 10 apresenta as emissões efetuadas por meio do uso de biocombustíveis apresentando o volume total consumido e a emissão correspondente.

Tabela 10: Emissões dos biocombustíveis Biocombustível

consumido

Biocombustível contido nos combustíveis

Total Ano Indicador Unidade Biodiese

l

Etanol Biodiesel Etanol

2009 Volume consumido Litros 9.468,20 121.224,96 82.876,86 808.681,76 1.022.251,78 Emissão tCO2eq 22,56 178,31 197,51 1.189,48 1.587,86 2010 Volume consumido Litros 997,22 28.564,10 124.060,12 789.757,55 943.378,99 Emissão tCO2eq 3,12 42,01 302,53 1.161,64 1.509,31 2011 Volume consumido Litros 281,59 15.750,19 139.944,90 906.524,97 1.062.501,65 Emissão tCO2eq 0,67 23,17 340,11 1.403,58 1.767,52 2012 Volume consumido Litros 0,00 1.852,85 111.700,58 661.044,20 774.597,63 Emissão tCO2eq 0,00 2,73 272,39 972,32 1.247,44 2013 Volume consumido Litros 0,00 2.240,14 117.000,84 812.595,36 931.836,34 Emissão tCO2eq 0,00 3,29 285,32 1.195,24 1.483,85

Os indicadores mostram uma redução no consumo de biocombustíveis em relação ao ano base e um pequeno aumento em relação ao ano anterior.

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21 4.4 Energia elétrica

A Tabela 11 apresenta o consumo de energia, nos últimos cinco anos, dos quais se vem efetuando o inventário, organizado mensalmente e nesta pode ser observado um valor crescente de consumo ocasionado, sobretudo devido ao aumento de operação de novas unidades de trabalho, onde se destaca a entrada em operação de novas Estações de Tratamento de Esgotos responsáveis no processo de redução relativa da emissão dos gases de efeito estufa pela Copasa.

Tabela 11: Consumo de energia.

Ano 2009 2010 2011 2012 2013 Mês Consumo (MWh) Consumo (MWh) Consumo (MWh) Consumo (MWh) Consumo (MWh) 01 62.094,58 64.428,39 66.126,50 65.727,52 75.040,95 02 60.984,10 64.561,96 69.194,38 69.731,67 70.465,34 03 61.375,16 62.962,27 64.125,09 68.109,00 68.017,38 04 62.804,32 65.771,37 66.091,70 70.106,45 71.470,90 05 61.341,76 62.483,45 65.347,43 65.871,45 70.735,04 06 61.937,49 63.047,51 67.226,56 67.427,41 71.227,75 07 59.802,21 62.995,12 64.882,69 65.559,87 69.182,93 08 64.332,99 65.459,30 69.309,22 70.587,79 74.498,50 09 64.771,31 69.535,12 70.686,45 73.079,38 75.151,42 10 63.457,72 65.531,32 69.676,69 72.257,16 71.835,49 11 65.183,46 66.060,23 66.665,68 74.192,08 74.499,59 12 63.242,18 63.005,51 63.471,36 69.171,03 72.630,24 TOTAL 751.327,27 775.841,53 802.803,75 831.820,82 864.755,53

Os resultados apresentados na tabela 11 mostram que o consumo de energia pela empresa vem aumentando gradualmente como dito anteriormente, porém, as emissões de 2010, 2012 e 2013 foram significativamente superiores em relação aos anos de 2009 e 2011, como podem ser visto na tabela 12.

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22 Esta grande variação está diretamente relacionada ao aumento do fator de emissão. Este fator é definido pelo MCTI, e varia de acordo com a disponibilidade de energias renováveis, sendo que o forte aumento observado nos anos de 2010, 2012 e 2013 está relacionado com o aumento da produção de energia através de fontes “não limpas” como as usinas termoelétricas. As Tabelas A e B, do Anexo I, apresentam os valores dos fatores de emissão no período analisado nos inventários.

A tabela 12 apresenta os valores de emissões mensalmente dos anos de 2009 a 2013.

Tabela 12: Emissões pela energia consumida

Ano 2009 2010 2011 2012 2013 Mês Emissões (tCO2eq) Emissões (tCO2eq) Emissões (tCO2eq) Emissões (tCO2eq) Emissões (tCO2eq) 01 1.746,44 1.359,44 1.732,51 1.932,39 8.637,21 02 1.443,12 1.807,73 1.992,80 2.245,36 7.680,72 03 1.514,41 1.529,98 1.333,80 2.758,41 6.672,51 04 1.539,08 1.565,36 1.308,62 4.500,83 6.854,06 05 2.486,80 2.130,69 1.764,38 4.084,03 8.141,60 06 2.282,98 3.190,20 2.292,43 3.519,71 7.685,47 07 1.439,66 2.740,29 1.998,39 2.583,06 5.804,23 08 1.279,00 5.066,55 2.086,21 3.247,04 6.205,72 09 1.050,76 6.306,84 1.929,74 5.722,12 6.312,72 10 1.136,95 5.353,91 2.438,68 7.110,10 5.969,53 11 1.180,06 5.740,63 2.373,30 9.251,75 6.928,46 12 1.226,82 3.351,89 2.215,15 8.079,18 6.108,20 TOTAL 18.326,08 40.143,51 23.466,00 55.033,98 83.000,45 4.5 Transporte de ônibus

A tabela 13 apresenta a distância total das viagens feitas, por ônibus, pelos funcionários da empresa e seus correspondentes valores de emissões no período de 2009 a 2013.

(28)

23

Tabela 13: Emissões referentes ao transporte de funcionários em ônibus Ano Distância total percorrida (Km) Total das emissões (tCO2eq)

2009 885.306,80 27,11

2010 1.423.592,40 43,63

2011 719.070,20 22,04

2012 764.441,00 21,94

2013 773.503,80 22,66

Em relação ao transporte de funcionários em ônibus a serviço da empresa, pode-se observar que no período analisado, tanto as emissões de GEE quanto o indicador analisado tiveram em 2010 um ano atípico com elevada distância e emissões em relação aos demais anos. Nos últimos três anos observa-se um pequeno e gradual aumento.

4.6 Transporte aéreo

A tabela 14 apresenta o total da distância percorrida pelos funcionários da Copasa, por meio de viagens de avião, e o valor correspondente as emissões emitidas devido a mesmas, no período de 2009 a 2013.

Tabela 14: Emissões referentes ao transporte de funcionários em viagens aéreas. Ano Distância total percorrida (Km) Total das emissões (tCO2eq)

2009 1.582.835,00 212,91

2010 2.844.226,00 397,52

2011 2.534.877,80 356,77

2012 2.616.212,00 384,69

2013 1.632.860,00 243,43

As emissões correspondentes ao transporte aéreo de funcionários em viagens de negócios tiveram uma redução significativa em 2013, chegando próximo a 2009, depois de um processo crescente observado, desde então.

(29)

24 4.7. Variação do Índice de Referência

O Índice de Referência, ou IRef é definido para permitir analisar o desempenho das emissões de GEE através de uma avaliação independente da expansão ou retração da atividade, como por exemplo, o aumento ou diminuição da produção de um determinado bem ou da prestação de um determinado serviço. São úteis para fornecer parâmetros e valores de referência para medidas de economia de energia, redução das emissões de GEE e avaliação de tendências.

Para calcular o IRef, a COPASA adota como indicador o volume de esgoto coletado pela empresa, pois como foi apresentado no inventário, este indicador é responsável por aproximadamente 90% das emissões atmosféricas da empresa. Com isso definiu-se como IRef o total de das emissões atmosféricas dos escopos 1 e 2, contabilizados em tCO2eq dividido pelo volume total de esgoto coletado em litros, sendo este índice analisado anualmente. A tabela 15 apresenta os índices calculados no período de 2009 a 2013 e a variação relativa ao ano base e anterior.

Tabela 15: Variação do Índice de Referência Variação do Índice de Referência

Indicador 2009 2010 2011 2012 2013 Vol. total de esgoto coletado (m³) 271.284.425 291.013.738 306.703.856 324.279.599 335.739.610 Emissão 489.825,72 509.491,72 503.868,17 569.790,48 625.868,07 Índice de Referência 0,001806 0,001751 0,001643 0,001757 0,001864 Variação em relação ao ano base 2009 - -3,04% -9,01% -2,69% 3,24% Variação em relação ao ano anterior - -3,04% -6,16% 6,95% 6,09%

Observa-se na tabela 15 um aumento de 3,24% no índice de referência em 2013 com relação ao ano de 2009, sendo que no mesmo período houve um aumento de 23,76% no volume total de esgoto coletado e de 27,77% das emissões brutas de

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25 GEE impulsionado, sobretudo pelo acréscimo, já citado, das emissões de energia devido ao alto valor do fator de emissão em 2013.

Observa-se, ainda, que houve um aumento de 6,09% em 2013 comparado com 2012, estes dados se justificam pelo aumento da carga orgânica recebida pelas ETEs de modo geral com a entrada de mais 23 novas ETEs contempladas no inventário atual, sendo que destas a maioria com tratamento anaeróbio com fator de emissão 0,2. Outra razão se deve ao fato de ter sido utilizada médias reais de nitrogênio amoniacal e não estimadas.

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26 5. PRODUÇÃO DE BIOGÁS EM BELO HORIZONTE DAS ETES ARRUDAS E ONÇA.

A Tabela 16 apresenta a produção anual de biogás da ETE Arrudas, referente à Belo Horizonte e Contagem, e a quantidade de biogás convertido em energia, por meio da unidade instalada na mesma. Observa-se um crescimento da média da transformação de biogás em energia.

Tabela 16. Produção anual de biogás da ETE ARRUDAS

ANO Produção anual de biogás (Nm3/ano)

% média de Biogás utilizado na geração de energia Biogás convertido em energia (Nm3/ano) 2011 6.140.489 11,96% 734.391 2012 6.447.081 30,36% 1.957.111 2013 6.845.708 43,57% 2.982.913

A Tabela 17 apresenta a produção anual estimada de biogás da ETE Onça referente à Belo Horizonte e Contagem. A Copasa está desenvolvendo ações com o objetivo de instalar unidade semelhante à instalada na ETE Arrudas, nos próximos anos, que deverá converter em energia o biogás gerado.

Tabela 17. Produção anual estimada de biogás da ETE ONÇA

ANO Produção anual estimada de biogás (Nm3/ano)

2011 10.440.831

2012 8.860.916

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27 6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A elaboração anual de inventários de GEE pela COPASA tornou-se uma importante ferramenta de gestão ambiental, pois seus indicadores mostram de forma clara o perfil das emissões da empresa, e sua variação no período analisado.

O perfil das emissões da empresa manteve-se relativamente estável com média de 89% das emissões atmosféricas provenientes de todo o esgoto coletado pela empresa, incluindo as frações tratada e não tratada. Outros indicadores apresentados no relatório comprovam as análises feitas anteriormente de que o aumento da fração tratada do esgoto e o aprimoramento dos processos de tratamento contribuem significativamente para a redução relativa das emissões atmosféricas da empresa.

Apresenta-se, ainda, que houve um aumento significativo do volume de esgoto coletado pela empresa, e também a construção de novas ETE’s, além do aprimoramento dos sistemas de tratamento nas estações existentes. Estas mudanças contribuíram para a redução do índice de referência adotado em relação ao ano base. Como há a previsão de continuidade nos investimentos em novas ETE’s e de aumento do volume de esgoto coletado, a tendência é continuar melhorando este índice cada vez mais.

Ressalte-se que a Copasa que em reunião realizada em 05/11/2013 a Diretoria da empresa emitiu o Comunicado de Resolução da Diretoria – CRD nº0864/13 que autoriza a constituição do Comitê Gestor de Política de prevenção aos efeitos causados pelas mudanças e variabilidade climáticas – Comitê Clima.

Em 14/02/2014 a Presidência da Copasa, por meio da CP nº12/14 constituiu o Comitê Clima com as seguintes atribuições: elaborar, implantar e monitorar o programa de política de prevenção aos efeitos causados pelas mudanças e variabilidade climáticas que vise promover medidas para a redução das emissões de

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28 Gases de Efeito Estufa – GEE, no âmbito da Companhia; articular com o Programa de Gestão dos Riscos Operacionais visando identificar, analisar e propor a estratégia para o tratamento dos riscos afetos ao negócio e aos processos internos da COPASA MG; propor metas relativas à redução de emissões a ser submetida à aprovação da Diretoria Executiva da Empresa; e realizar o inventário de emissões de gases e encaminhar à Fundação Estadual do Meio Ambiente – FEAM e ao Carbon Disclosure Project – CDP.

Portanto, a partir deste ano de 2014, o relatório relativo ao ano de 2013 passa a ser analisado e aprovado pelo Comitê Clima. E o próximo relatório relativo aos dados de 2014 começa a ser elaborado com a participação ativa dos integrantes do Comitê Clima conforme está estabelecido como sendo de responsabilidade do Comitê na CP nº12/14.

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29 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, NBR ISO 14064-1 –

Gases de efeito estufa Parte 1: Especificação e orientação a organizações para quantificação e elaboração de relatórios de emissões e remoções de gases de efeito estufa. 2007

CARBON DISCLOSURE PROJECT, Acesso ao site: https://www.cdproject.net/en-US/Pages/HomePage.aspx de janeiro de 2010 a julho de 2011.

IPCC, Guidelines for National GHG Inventories, Volume 5, Capítulo 6. 2006

US EPA - CLIMATE LEADERS, Indirect Emissions from Purchases/Sales of

Electricity and Steam. 2008

US EPA - CLIMATE LEADERS, Direct Emissions from Mobile Combustion Sources. 2008

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Sources. 2008

DEFRA “Guidelines to Defra / DECC's GHG Conversion Factors for Company

Reporting”. 2009

DEFRA “Guidelines to Defra / DECC's GHG Conversion Factors for Company

Reporting”. 2010

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PROGRAMA BRASILEIRO GHG PROTOCOL, Especificações 2009 do Programa

Brasileiro GHG Protocol. Contabilização, Quantificação e Publicação de Inventário de Gases de Efeito Estufa. Versão para Inventários de 2009. Outubro de 2009

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FEAM - FUNDAÇÃO ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE, Inventário de Emissões de

(35)

30

ANEXO I – Fatores de Emissão

Tabela A: Fatores de emissão para Esgoto e Combustíveis

Fatores de emissão para Esgoto e Combustíveis

Fonte de Emissão GEE Fator de Emissão Unidade Fonte 2009 2010 2011 2012 2013 Esgoto Tratado Anaeróbio CH4 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 Kg CH4/Kg DQO IPCC Aeróbio CH4 0,05 0,05 0,05 0,05 0,05 Kg CH4/Kg DQO IPCC Misto CH4 0,075 0,075 0,075 0,075 0,075 Kg CH4/Kg DQO IPCC N2O 0,005 0,005 0,005 0,005 0,005 Kg N2O-N/Kg N IPCC Esgoto Não tratado CH4 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 Kg CH4/Kg DQO IPCC N2O 0,005 0,005 0,005 0,005 0,005 Kg N2O-N/Kg N IPCC Consumo de combustí-vel Gasolina CO2 69,3 69,3 69,3 69,3 69,3 Kg/GJ US EPA Óleo Diesel CO2 74,06 74,06 74,06 74,06 74,06 Kg/GJ US EPA CH4 0,003 0,003 0,003 0,003 0,003 Kg/GJ US EPA N2O 0,0006 0,0006 0,0006 0,0006 0,0006 Kg/GJ US EPA GNV CO2 56,1 56,1 56,1 56,1 56,1 Kg/GJ US EPA CH4 0,001 0,001 0,001 0,001 0,001 Kg/GJ US EPA N2O 0,0001 0,0001 0,0001 0,0001 0,0001 Kg/GJ US EPA Etanol CO2 68,93 68,93 68,93 68,93 68,93 Kg/GJ US EPA Biodiesel (B100) CO2 73,33 73,33 73,33 73,33 73,33 Kg/GJ US EPA CH4 0,003 0,003 0,003 0,003 0,003 Kg/GJ US EPA N2O 0,0006 0,0006 0,0006 0,0006 0,0006 Kg/GJ US EPA

(36)

31

Tabela B – Fatores de emissão para Energia e Viagens

Fatores de emissão para Energia Elétrica e Viagens Fonte de Emissão

GEE Fator de Emissão

Unidade

Fonte 2009 2010 2011 2012 2013

Energia Elétrica

Janeiro CO2 0,0281 0,0210 0,0262 0,0294 0,1151 tCO2/MWh MCTI

Fevereiro CO2 0,0237 0,0280 0,0288 0,0322 0,1090 tCO2/MWh MCTI

Março CO2 0,0247 0,0240 0,0208 0,0405 0,0981 tCO2/MWh MCTI

Abril CO2 0,0245 0,0240 0,0198 0,0642 0,0959 tCO2/MWh MCTI

Maio CO2 0,0405 0,0340 0,0270 0,0620 0,1151 tCO2/MWh MCTI

Junho CO2 0,0369 0,0510 0,0341 0,0522 0,1079 tCO2/MWh MCTI

Julho CO2 0,0241 0,0440 0,0308 0,0394 0,0838 tCO2/MWh MCTI

Agosto CO2 0,0199 0,0770 0,0301 0,0460 0,0833 tCO2/MWh MCTI

Setembro CO2 0,0162 0,0910 0,0273 0,0783 0,0840 tCO2/MWh MCTI

Outubro CO2 0,0179 0,0820 0,0350 0,0984 0,0831 tCO2/MWh MCTI

Novembro CO2 0,0181 0,0870 0,0356 0,1247 0,0930 tCO2/MWh MCTI

Dezembro CO2 0,0194 0,0530 0,0349 0,1168 0,0841 tCO2/MWh MCTI

Viagens de ônibus CO2 0,03 0,03 0,03 0,0280 0,0287 Kg CO2/passageiro x Km DEFRA CH4 0,00004 0,00008 0,0001 0,0007 0,0005 DEFRA N2O 0,00058 0,00057 0,0006 0,0006 0,0006 DEFRA TOTAL 0,03062 0,03065 0,0306 0,0287 0,0293 DEFRA Viagens aéreas Longa-distância (d ≥ 1.126,3 km) CO2 0,1149 0,1149 0,1149 0,1149 0,1149 Kg CO2/ passageiro x Km US EPA Média-distância (482,7 ≤ d <1.126,3 km) CO2 0,1423 0,1423 0,1423 0,1423 0,1423 US EPA Curta-distância (d < 482,7 km) CO2 0,1721 0,1721 0,1721 0,1721 0,1721 US EPA DEFRA

(37)

32

ANEXO II – Densidade e Poder Calorífico dos Combustíveis

Tabela C: Densidade e Poder Calorífico dos Combustíveis Líquidos e Sólidos Combustível Densidade (kg/m³) Poder calorífico inferior

(kcal/kg)

Biodiesel puro 880 9000

Óleo diesel 840 10100

Álcool etílico hidratado 809 6300

Gasolina A 740 10400

Gasolina C 740 10400

(38)

33 ANEXO III – Planilhas de cálculo dos inventários de 2009 a 2013

(39)

34 ANEXO IV – Relatório declarado na FEAM

(40)

35 ANEXO V – Relatório declarado no CDP

Referências

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