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Plano Curricular da Educação Pré-Escolar

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Academic year: 2021

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Plano Curricular da Educação Pré-Escolar

INTRODUÇÃO

A criança em idade pré-escolar, apesar de manifestar um comportamento essencialmente autocentrado, assume um sério desejo de se conhecer e um profundo empenho em descobrir, testar e experimentar o mundo que a rodeia. Cabe ao educador fomentar a criação de um clima de interações democráticas, seguras e afetivas, favorecendo o reconhecimento das limitações, talentos, possibilidades e progressos de cada criança numa perspetiva de educação para a cidadania. Fomentando o desenvolvimento da autoestima e autoconfiança de cada um, baseada numa correta autoimagem. O Colégio Pedro Arrupe, inspirado no seu patrono, acredita que a forma efetiva de ajudar as crianças a conhecerem-se a si próprias, abrindo-se progressivamente para a aceitação e compreensão do Outro, passa pela transmissão, vivência e construção cooperada de valores e compromissos sociais, morais e espirituais e pela valorização da diversidade cultural.

Reconhecendo nos pais os primeiros educadores, consideramos a ligação escola-família como um princípio central da realização da vivência em democracia e da estruturação do ser humano e um elo primordial para uma escola que visa a promoção dos valores cívicos, sociais e morais.

Torna-se premente nos dias de hoje educar para a autonomia, consciencializando as crianças de que a conquista dessa liberdade envolve responsabilidades no seio do grupo, da escola e da comunidade alargada. O crescimento em autonomia e em liberdade depende da participação ativa de cada criança na construção do seu desenvolvimento e aprendizagem. Referimo-nos a uma liberdade que tende a amadurecer gradualmente no confronto com as outras liberdades. De salientar que nesta etapa do desenvolvimento humano, o jogo, a brincadeira e o caráter lúdico da aprendizagem devem ser uma constante de todo o processo, conscientes de que o prazer de aprender e de dominar determinadas competências exige concentração, esforço e investimento pessoal.

Um dos objetivos mais sérios da nossa ação educativa é o desenvolvimento e a valorização das múltiplas linguagens, o que pressupõe a articulação das diferentes áreas do saber e uma real diferenciação pedagógica.

Assumindo um compromisso sério com as Orientações Curriculares para a Educação Pré-escolar, as Metas de Aprendizagem e de modo particular com a Pedagogia Inaciana, desenvolvemos um Currículo Emergente, contextualizado e constantemente reajustado às necessidades e interesses dos grupos de trabalho.

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2 Este é o objetivo último do Colégio Pedro Arrupe: a promoção do desenvolvimento integral e harmonioso de cada criança, nas suas dimensões pessoal, social, espiritual e cognitiva, que a disporá para um promissor futuro escolar mas, acima de tudo, para as múltiplas exigências da vida.

CURRÍCULO EMERGENTE

O que sabemos realmente é que estar com crianças é trabalhar menos com certezas e mais com incertezas e inovações (…) Desejamos estudar se a aprendizagem possui o seu próprio fluxo, tempo e lugar; como a aprendizagem pode ser preparada, que habilidades e esquemas cognitivos vale a pena apoiar, como oferecer palavras, gráficos, pensamento lógico, linguagem

simbólica, fantasia, narrativa e argumentação.

Lorris Mallaguzi No Colégio Pedro Arrupe acreditamos que o Currículo em Educação Pré-Escolar deve ser considerado Currículo Emergente. Isso pressupõe que seja constantemente moldado aos interesses e necessidades das crianças, numa reconstrução e adequação permanentes a um grupo em desenvolvimento e por isso em constante mudança relativamente às motivações, predisposições, necessidades e exigências. Deste modo, os educadores não formulam metas específicas para cada projeto ou atividade, mas traçam objetivos pedagógicos gerais, adequados às etapas de desenvolvimento e suficientemente flexíveis para que possam satisfazer as necessidades verificadas em contexto.

Os conteúdos programáticos devem ser estruturados em planos e projetos segundo a Metodologia de Trabalho de Projeto, negociados entre o educador e as crianças envolvidas (em pequeno ou em grande grupo) partindo dos seus interesses e dos conhecimentos anteriores radicados nas suas experiências e tradições familiares.

Metodologia de Trabalho de Projeto

– envolve o trabalho de pesquisa em livros e a descoberta em contexto, tempos de planificação (em grupo) do projeto a desenvolver e de intervenção, com a finalidade de responder aos problemas encontrados;

– exige a constante avaliação das descobertas feitas, numa permanente interação entre a teoria e a prática, facilitadora de futuros processos de ensino-aprendizagem;

– o trabalho realizado assenta sempre na investigação rigorosa e no registo gráfico das descobertas, bem como na grande valorização das diferentes formas de expressão, da criatividade e das múltiplas inteligências (aceitação de diferentes formas de construção e representação do conhecimento) com o intuito de formar as crianças de forma integral.

Conselho Cooperativo

Todo o processo é amplamente discutido em momentos de Conselho Cooperativo (de manhã no acolhimento e no final das atividades), momento de excelência para a planificação,

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3 comunicação e avaliação das atividades e projetos mas acima de tudo, para a valorização dos processos de desenvolvimento, maturação e aprendizagem individuais e coletivos. Os resultados das pesquisas e das atividades que se desenvolvem para responder à questão/problema levantado pelas crianças devem ser constantemente comunicados ao grande grupo, concedendo sentido imediato às aprendizagens feitas. Os momentos de comunicação organizados são o cerne do treino democrático em prol da livre expressão de ideias e saberes e da construção de uma atitude crítica – aspetos cruciais da construção da individualidade e da personalidade própria de cada ser humano.

O educador é o moderador e enriquecedor dos processos de aprendizagem ocorridos sob a forma de trabalho de projeto. Sempre que considere pertinente, cabe-lhe, enquanto parte integrante do grupo, lançar propostas de pesquisa e atividades desafiadoras. Através desta metodologia as crianças colocam em prática diferentes formas de expressão (artística, motora, corporal, simbólica, verbal, escrita, etc.), satisfazendo os diferentes tipos de personalidade, desafiando a genuína apropriação das descobertas e das experiências e por isso, do conhecimento. Ajuda, ainda, cada criança a descobrir-se na sua diferença e a aceitar a sua forma genuína de ser e estar no mundo. Permite uma estruturação metódica do trabalho de descoberta do que a envolve, que será certamente utilizado como transfer para outros processos cognitivos. Entende-se com esta dinâmica que a gestão do currículo seja feita pelos adultos e pelas crianças num trabalho de cooperação e de partilha constante das responsabilidades e do poder.

Um processo de aprendizagem assente na educação para a autonomia pressupõe que as crianças compreendam como os espaços educativos estão organizados e quais as potencialidades de utilização que oferecem. Nesse sentido, é importante que participem na sua organização e nas tomadas de decisão relativamente às mudanças que podem realizar, de modo a satisfazer as necessidades sentidas, facilitando as interações, as experiências de descoberta e a riqueza dos processos de desenvolvimento e aprendizagem.

Em suma, a escola é vista como um espaço de iniciação às práticas de cooperação e de solidariedade, onde adultos e crianças criam condições humanas e materiais, afetivas e sociais para organizar um ambiente institucional que ajude cada um a aprender a aprender e a desenvolver uma consciência social e moral. Através da aprendizagem cooperativa, o sucesso de cada criança contribui para o sucesso do grupo, uma vez que todos trabalham para a superação dos mesmos objetivos, contrariando a tradição individualista e competitiva que ainda surge muitas vezes associada à escola.

Cooperação com as famílias

A relação de cooperação com as famílias pretende-se constante, securizante e enriquecedora da prática pedagógica de cada um dos ambientes de aprendizagem (escola e casa). As interações manifestam-se através de reuniões (conjuntas e individuais, formais ou informais); partilha de informações acerca das experiências de vida, progressos e desenvolvimento;

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4 pedidos de colaboração por parte das crianças; pesquisa e recolha de informações em casa e visitas dos familiares aos espaços educativos do colégio.

Apesar da valorização do trabalho cooperativo e comunitário, fulcral para o desenvolvimento integral de cada criança, estamos conscientes dos seus direitos, ritmos e necessidades pessoais, os quais devem ser respeitados e tidos em consideração pelos adultos significativos e, gradualmente (através do exemplo), pelos seus pares. Pretendemos promover a construção do seu projeto pessoal enquanto aluno, concedendo-lhe um papel ativo no seu processo de ensino-aprendizagem, potenciando a sua motivação intrínseca e a sua vontade para aprender ao longo da vida.

Além de assumir um papel muito ativo e preponderante na sala de atividades, cada educador faz parte de uma equipa educativa mais abrangente, trabalhando em parceria com outros educadores e profissionais do colégio, com as famílias e com outros membros da comunidade, aumentando assim a qualidade dos serviços prestados. Os educadores assumem individualmente e em conjunto um compromisso sério de aprendizagem ao longo da vida.

A PEDAGOGIA INACIANA E A EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLAR

“O que somos é mais forte do que o que fazemos ou dizemos”, Pedro Arrupe S.J.

A Pedagogia Inaciana pressupõe uma educação humanista que radica numa espiritualidade. Neste sentido, assume-se que perante as problemáticas sociais do mundo atual, as crianças devem ser educadas no sentido do respeito do serviço assumindo com o Outro um compromisso social sério, enquanto pessoas conscienciosas e sensíveis às diferenças culturais, económicas, étnicas e religiosas.

O colégio Pedro Arrupe acredita que o exercício democrático da vida em grupo na sala e no contexto escolar mais abrangente, através da criação de experiências reais de serviço comunitário e de uma verdadeira educação para os valores cívicos e morais, contribui para o desenvolvimento de homens e mulheres de paz e de justiça, comprometidos pessoalmente com uma ação no mundo.

Torna-se deste modo premente que os educadores, enquanto modelos inspiradores, transmitam às crianças a sua sensibilidade e preocupação social, bem como um olhar confiante perante o seu futuro, depositando nelas a segurança de que podem fazer mais e melhor pelos outros e, de forma indireta, por si próprios.

Deste modo, o esforço educativo dos educadores vai muito além do desenvolvimento cognitivo e de competências, para apostar no desenvolvimento humano integral (coração, inteligência e vontade) e cívico, tendo por caminho a criação de relações afetivas autênticas e o seu exemplo pessoal.

Educação Pré-Escolar e Atividades de Complemento Curricular

As atividades de Expressão Motora e de Expressão Musical, consideradas parte integrante do currículo da Educação Pré-Escolar, são asseguradas por especialistas nas respetivas áreas do

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5 desenvolvimento humano, assumindo-se como complemento do trabalho em regime de monodocência efetuado pelas educadoras na sala. Com o intuito de privilegiar a perspetiva globalizante da ação educativa da Educação Pré-Escolar, este trabalho de colaboração pressupõe uma planificação e uma avaliação concertada entre as educadoras e os professores especializados de Expressão Motora e de Expressão Musical.

O Colégio dispõe de outras ofertas educativas fora do horário letivo que vão ao encontro das necessidades e interesses das crianças e suas famílias.

Atividades de Complemento Curricular

Enquanto as crianças frequentarem o primeiro ano da Educação Pré-escolar (grupo dos 3 anos de idade) não propomos Atividades de Complemento Curricular, sugerimos que, em caso de necessidade, usufruam apenas do Prolongamento escolar fornecido nos espaços educativos do setor Pré-Escolar. Trata-se de uma atividade de âmbito livre que privilegia a descoberta do mundo e dos papéis sociais, através da brincadeira livre num ambiente que lhe é conhecido, e que conta com a presença dos seus pares e adultos de referência. Os horários da educação pré-escolar são suficientemente exigentes para o seu desenvolvimento maturacional e fisiológico. Além do mais, as crianças mais pequenas, em particular quem está a frequentar pela primeira vez uma instituição escolar (não tendo frequentado a creche) sentem-se mais serenas e seguras com os adultos de referência que trabalham diariamente com elas no jardim de infância. Por isso entendemos que, nesta fase do seu desenvolvimento, não é muito benéfico alargar demasiadamente o seu leque de referências e muito menos sobrecarregar o seu dia com um horário mais exigente e extenso.

Para as crianças de 4 e 5 anos, oferecemos como atividades de Complemento Curricular:

Dança Criativa, Música, Judo, Karaté, Ballet, Natação e Mente Ativa, cujas finalidades e características podem ser consultadas no capítulo das ACC (Atividades de Complemento Curricular).

Espaços Educativos

As 10 salas de atividade pressupõem um trabalho de parceria efetivo, potenciando novas oportunidades e novos contextos de aprendizagem que consideramos muito relevantes para o desenvolvimento cognitivo, pessoal e social de cada criança. Privilegiaremos ainda o contacto com crianças de outras instituições de ensino, fomentando o conhecimento de realidades e oportunidades próximas ou distintas das vividas no nosso colégio, bem como o contacto direto com diferentes culturas e diferentes propostas de trabalho, numa perspetiva de fomentar uma área de conteúdo tão relevante como seja a Área do Conhecimento do Mundo. O espaço das salas de atividade está organizado por áreas de conteúdo, facilitando uma correta organização mental dos construtos efetuados pelas crianças. Os recursos e materiais de desgaste e lúdico-pedagógicos estão ao alcance das crianças, facilitando a sua utilização autónoma e segura. O Acolhimento e Prolongamento são efetuados numa sala específica, designada de Sala do Barco, com materiais didáticos e zonas de jogo diferenciadas. Neste espaço, as Auxiliares de

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6 Ação Educativa dinamizam pequenas propostas de trabalho, jogo, divertimento e descontração.

As atividades de Expressão Motora ocorrem num Ginásio amplo, equipado com materiais e estruturas adequadas a cada faixa etária. Neste espaço pretende-se a conquista de um progressivo conhecimento e controlo dos diferentes segmentos motores, a experimentação de diferentes formas de utilização e de sentir o corpo, tomada de consciência das suas capacidades e limitações, perceção do potencial do seu corpo enquanto instrumento de relação com o mundo e fundamento de todo o processo de desenvolvimento e aprendizagem. De forma versátil e higiénica, este espaço e a Sala do Barco transformam-se em Dormitório, por forma a facilitar a opção de sesta a todas as crianças que manifestem essa necessidade. As atividades de Expressão Musical estão a cargo de um professor especialista que promove um rigoroso e feliz contacto com uma das formas de expressão mais significativas desta faixa etária. Existe uma sala de Expressão Musical com condições e materiais destinados à exploração e descoberta de sons e ritmos (instrumental Orf, entre outros), compreensão das características sonoras, domínio da linguagem pela exploração de letras de canções e de rimas (versos, lengalengas e trava línguas) explorando com grande rigor o caráter lúdico, experimental (sensorial) e didático da Expressão Musical.

Apostando na segurança e bem-estar das crianças, os espaços exteriores (de recreio) além de amplos e de forte ligação com a natureza (particularmente o prado, o pomar e a horta pedagógica), têm estruturas lúdicas de grande qualidade que promovem o desenvolvimento motor e social das crianças. Existe um espaço coberto onde as crianças podem usufruir do contacto com o exterior bem protegidos das intempéries. No referido prado existe ainda um anfiteatro ao ar livre, onde se podem dinamizar festas, dramatizações, trabalhos de grupo, entre muitas outras possibilidades.

As refeições (almoço e lanche) são tomadas numa zona específica do Refeitório que é comum a todos os ciclos, facilitando o contacto entre todas as crianças do colégio em prol de um sentido de pertença e deintegração na comunidade escolar.

A Capela e o Auditório são espaços de utilização comum, disponíveis a todas as crianças (e seus familiares), independentemente do ciclo a que pertençam.

AVALIAÇÃO

Avaliação dos educadores

Sendo fulcral para o seu desenvolvimento pessoal e profissional, cada educador e auxiliar de ação educativa será submetido a uma avaliação contínua sob a forma de supervisão da sua prática pedagógica e de uma auto e hetero avaliação no final de cada período. Fomenta-se assim a partilha de saberes e a troca de experiências em contexto educativo, potenciando a crítica construtiva e a melhoria de percursos e processos educativos, num ambiente de reforço positivo das conquistas e das propostas individuais, para enriquecimento da prática educativa de cada profissional e de toda a equipa.

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Avaliação das crianças

Num ambiente respeitador dos ritmos, desenvolvimento e individualidade de cada criança (Cura Personalis) e numa perspetiva socioconstrutivista, pretende-se que cada criança, enquanto construtor do seu conhecimento, seja orientada por objetivos (que o educador entenda ser capaz de concretizar) experimentando o sentido de competência e a satisfação pessoal e intelectual. Para isso, cada educador, trabalhando na Zona de Desenvolvimento Próximo1 (Palincsar, 1998, citando Vygotsky) de cada criança, vai criando “andaimes”2 que desafiem cada criança a conhecer mais e a ser mais exigente consigo própria. As crianças comunicam diariamente ao grupo as suas conquistas e descobertas do dia, avaliando desse modo o seu percurso de aprendizagem e comprometendo-se com objetivos e metas que sintam ser capazes de alcançar, descobrindo, com a ajuda da educadora e dos seus pares, novas estratégias e formas de os alcançar. O apoio e reforço dos pares nos momentos de comunicação de construtos e conquistas são essenciais para o sentimento de pertença a um grupo e para o desenvolvimento da autoestima e de uma correta autoimagem. Momentos muito ricos de partilha e vivência de valores de amizade, cooperação, compreensão e aceitação, implícitos no Paradigma Pedagógico Inaciano.

Colaboração entre profissionais

As Educadoras Responsáveis de Sala, as Auxiliares de Ação Educativa, a Diretora de Ciclo, os Professores Especialistas (de Expressão Motora e Musical), as duas Auxiliares de Apoio e a Educadora de Apoio trabalham em efetiva parceria em prol do bem-estar e desenvolvimento integral de cada criança. Além dos espaços onde efetuam primordialmente a sua atividade curricular, todos estão disponíveis para apoiar momentos de recreio, visitas ao exterior, sestas, refeição e momentos de transição entre os diferentes tipos de atividade propostos diariamente. Conscientes de que a aprendizagem não se efetua num lugar ou momento próprio, mas sim em todos os momentos da rotina diária das crianças.

Existem ainda duas Psicomotricistas com ligação ao Gabinete Psicopedagógico do CPA que apoiam cada profissional de educação pré-escolar na melhoria do atendimento individual prestado.

Parcerias Pedagógicas

Considerando de grande pertinência a efetiva relação de parceria entre a escola e a família, e estando atentos à emergência da educação dos 0 aos 5 anos, apoiamos a implementação do

Programa APAR – Aprender em Parceria – no nosso colégio.

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Distância entre o nível de desenvolvimento real e o nível de desenvolvimento potencial.

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8 O Programa APAR, inspirado no projeto homólogo PEEP (Oxford) visa promover o desenvolvimento de comunidades confiantes, que aprendem em conjunto com as suas crianças. Trata-se de um programa pedagógico estruturado que defende pressupostos educativos sérios e elementares, com o objetivo de criar oportunidades aos pais, enquanto primeiros e principais educadores, de participarem ativamente no desenvolvimento e aprendizagem dos seus filhos, potenciando as suas aprendizagens em contexto escolar. Ao longo da sua implementação em Portugal, a Associação APAR tem verificado que a sua relevância se estende para além das características sociais e económicas das famílias envolvidas na sua aplicação, pelo que desenvolve atualmente propostas adequadas a diferentes contextos socioeconómicos.

Referências

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