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Constituições Fatos Históricos Reformas

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Academic year: 2021

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(1)SEAP 2014 Aula 2.

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(3) 1824. 1891. Modelo agrário exportador. 1934 1937. 1946. 1967. 1988. Industrialização, Capitalismo e Urbanização. CRISE DO ESTADO. LRF. Reforma Gerencial. Plano Real. Nova República. Decreto Lei Nº 200. Golpe Militar. JK. Reforma do DASP. Getúlio Vargas. Proclamação da República. Independência. Constituições Fatos Históricos Reformas.

(4) Colônia Império República Velha.

(5) Colônia e Império (1) . A administração colonial apresentava pouca organização e diferenciação interna, sendo formada por um vasto conjunto de normas, atribuições, circunscrições e missões extraordinárias.. . Eram ignorados princípios administrativos de organização e divisão de trabalho, estruturação organizacional e hierarquia.. . Havia superposição de funções, ausência de parâmetros para definição das estruturas e subordinações diretas que subvertiam a hierarquia..

(6) Colônia e Império (2) . A administração colonial era organizada em quatro níveis: as instituições metropolitanas, a administração central, a administração regional e a administração local.. . Além disso, em relação à organização territorial, o país era dividido em capitanias, que constituíam as principais unidades administrativas da colônia e influenciaram o desenho federativo posteriormente adotado no Brasil..

(7) Colônia e Império (3) . A chamada “administração geral” incluía o campo propriamente administrativo, mas também a função judiciária. Os juízes exerciam funções judiciais e administrativas.. . A administração geral às vezes se confundia com a administração local.. . As câmaras exerciam funções legislativas, executivas e judiciárias..

(8) Colônia e Império (4) . As principais características da administração colonial são a centralização, a ausência de diferenciação das. funções, o excesso de normas e o seu nível de detalhamento, o formalismo excessivo e a ineficiência. . Tais disfunções decorrem especialmente: da tentativa de trazer para a colônia as instituições existentes na metrópole; do grande vazio de autoridade no imenso. território, compondo uma administração pública autoritária e ineficaz..

(9) Colônia e Império (5) . Apesar disso, pode-se dizer que houve um processo lento e gradual de racionalização da administração pública colonial.. . Especialmente a partir da administração pombalina, no dizer de Frederico Lustosa, “o empirismo paternalista do absolutismo tradicional foi sendo substituído pelo racionalismo típico do despotismo esclarecido”..

(10) Colônia e Império (6) . Pode-se afirmar que as bases do Estado nacional brasileiro foram fundamentadas a partir de dois momentos históricos, que provocaram a estruturação de um aparato institucional e burocrático adequado às necessidades de governo : ◦ A transferência da corte para a colônia; ◦ A elevação do Brasil a parte integrante do Reino Unido de Portugal..

(11) Colônia e Império (7) . As crises do Império abriram espaço para o republicanismo, formado por dois grupos: os políticos de São Paulo e do Rio. Grande do Sul, que defendiam maior autonomia regional e podem ser chamados de federalistas; os políticos do Rio de Janeiro, que demandavam maior participação política da. população , e podem ser chamados de liberais. . Assim, criticava-se a centralização do regime monárquico, que. restringia a autonomia política e econômica das províncias, e a liberdade de participação popular..

(12) República Velha (1) . A Proclamação da República não alterou de forma significativa as estruturas socioeconômicas do país.. . A produção e a riqueza continuaram associadas à economia agrícola para exportação, baseada na monocultura e no latifúndio.. . O principal pólo econômico passou a ser a cafeicultura, levando à mudança da concentração do poder nacional, das tradicionais elites cariocas e nordestinas para os cafeicultores paulistas..

(13) República Velha (2) . Assim, o Estado brasileiro de 1900 continuou oligárquico: a elite de senhores de terra (oligarquias) e de políticos patrimonialistas permaneceram controlando a economia e a política no país.. . Havia , ainda, o predomínio de um estamento burocrático semelhante ao que dominava Portugal, com origem aristocrática e relacionado aos ricos produtores rurais..

(14) República Velha (3) . Nesse contexto, estava em formação uma nova classe média, composto por políticos e burocratas patrimonialistas.. . No dizer de Bresser Pereira: “Formava-se, assim, um grupo que apropriava-se do excedente econômico por meio do próprio Estado, e não por intermédio da atividade econômica”..

(15) República Velha (4) . Além de não haver alteração nas estruturas econômica e de poder, falharam as tentativas de mobilizar e organizar a população.. . O regime oligárquico mantinha-se com eleições fraudulentas. O eleitorado correspondia a um pequeno percentual da população e convivia-se com o voto de cabresto.. . Houve um movimento de descentralização política: o poder dos governadores e das oligarquias locais aumentou, dando origem à política dos governadores..

(16) República Velha (5) . A Constituição de 1891, inspirada na Constituição americana (1787), consagrou a República, o federalismo e o regime presidencialista.. . A separação de poderes ficou mais nítida: ◦ O Legislativo era formado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado, com membros eleitos para mandado de duração certa. ◦ Ampliou-se a autonomia do Judiciário. ◦ Foi criado o Tribunal de Contas, para fiscalizar a realização da despesa pública..

(17) República Velha (6) . As províncias foram transformadas em estados, com presidentes ou governadores eleitos.. . Os estados receberam significativa autonomia e arrecadação de receitas.. . As assembléias estaduais detinham competência legislar acerca de uma ampla diversidade de temas, caracterizando um federalismo competitivo..

(18) A Reforma de. 1936.

(19) A Reforma de 1936 (1) . No Brasil, o modelo de administração burocrática começa a ser implantado de forma relevante a partir dos anos 30, durante o governo de Vargas.. . A reforma administrativa surge no contexto de aceleração da industrialização brasileira, com participação fundamental do Estado na realização de investimentos maciços no setor produtivo de bens e serviços..

(20) A Reforma de 1936 (2) . A implantação de uma administração pública burocrática é reflexo do crescimento de um capitalismo moderno no país.. . A reforma foi formulada por Maurício Nabuco e Luiz Simões Lopes, com o objetivo de conduz ir a administração pública a um processo de racionalização, com a criação de carreiras burocráticas e a tentativa de adoção do concurso público como forma de ingresso de servidores..

(21) A Reforma de 1936 (3) . Para a modernização administrativa, foi criado o Departamento Administrativo do Serviço Público DASP.. . Há forte influência da Administração Científica, com a busca da racionalização mediante simplificação, padronização e aquisição racional de materiais, revisão de estruturas e aplicação de métodos na definição de procedimentos.. . Neste período, foi instituída a função orçamentária como atividade formal e vinculada ao planejamento..

(22) A Reforma de 1936 (4) . Em relação à administração dos recursos humanos, o DASP representou a tentativa de estabelecer uma burocracia conforme o modelo weberiano, baseada na meritocracia.. . Foram valorizados instrumentos como o concurso público e o treinamento profissional (embora não se tenha conseguido adotar, a rigor, uma política de recursos humanos à altura das necessidades do Estado)..

(23) A Reforma de 1936 (5) Observações: . Mesmo após a reforma, o Patrimonialismo conseguiu manter sua força no quadro político e administrativo brasileiro.. . O tradicional coronelismo seria substituído pelos ainda atuais clientelismo e fisiologismo..

(24) Praticando... O Estado oligárquico, no Brasil, é identificado com a República Velha, e caracteriza-se pela associação entre as instituições políticas tradicionais e as entidades da sociedade civil mobilizadas em torno dos segmentos mais pobres e desprotegidos da população, por meio de fortes redes de proteção social.. Gabarito: E.

(25) Juscelino João Goulart.

(26) Governo JK (1) . A administração burocrática implantada a partir de 1930 sofreu sucessivas tentativas de reforma, com diferentes graus de êxito.. . As experiências variaram entre a ênfase na extinção e criação de órgãos, de um lado, e a constituição de estruturas paralelas que visavam compensar a rigidez e a ineficiência burocrática..

(27) Governo JK (2) . No Governo JK foram criadas comissões especiais: ◦ Comissão de Estudos e Projetos Administrativos, para a realização de estudos para simplificação dos processos administrativos e reformas ministeriais. ◦ Comissão de Simplificação Burocrática, que visava à elaboração de projetos direcionados para reformas globais e descentralização de serviços..

(28) Governo João Goulart . O governo Goulart criou a Comissão Amaral Peixoto, que deu início a novos estudos para a realização da reforma administrativa.. . Seu principal objetivo era promover “uma ampla descentralização administrativa até o nível do guichê, além de ampla delegação de competência”.. . Entretanto, após o golpe de 1964, as propostas da Comissão não chegam a ser transformadas em lei..

(29) Resumo do período (1) . Nesse período, cresce a distância entre a administração direta, submetida à excessiva rigidez burocrática, e a administração descentralizada, com mais autonomia gerencial.. . Na Administração Indireta contratava-se sem concursos, atraindo profissionais especializados e remunerando-os de acordo com o mercado. Com isso, eram criadas “ilhas de excelência” no setor público, cercadas por uma Administração Direta em situação precária..

(30) Resumo do período (2) . Houve avanços isolados durante os governos de Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, Jânio Quadros e João Goulart, mas mantiveram-se as práticas clientelistas e o baixo investimento na profissionalização da burocracia.. . Para superar os obstáculos à realização dos objetivos dos diversos governos, optava-se pela criação de novas estruturas paralelas à administração direta, ao invés de proceder-se à esperada reformulação da burocracia pública..

(31) Resumo do período (3) . Afinal, as diversas tentativas de reforma, incluindo as comissões criadas e suas formulações, trouxeram avanços conceituais que influenciariam as melhorias futuras na administração pública.. . Aliás, boa parte das inovações introduzidas pela reforma de 1967 já constavam das propostas da COSB, da CEPA e, especialmente, da Comissão Amaral Peixoto..

(32) A Reforma de. 1967.

(33) A Reforma de 1967 (1) . A reforma de 1967, feita pelo Decreto-Lei 200, foi uma tentativa de resolver as limitações trazidas pela rigidez burocrática.. . Bresser a considera como o primeiro momento da administração gerencial no Brasil.. . Pautou-se pelo fortalecimento da Administração Indireta, com a transferência de atividades para autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista..

(34) A Reforma de 1967 (2) . Buscava-se obter maior flexibilidade e dinamismo operacional, por meio da descentralização funcional.. . Foram instituídos diversos princípios administrativos: racionalidade administrativa, planejamento e orçamento, processos de desconcentração e descentralização, tentativa de reunir competência e informação no processo decisório, sistematização, coordenação e controle..

(35) A Reforma de 1967 (3) . As reformas do Decreto-Lei 200/67 não trouxeram mudanças no âmbito da administração burocrática central.. . Havia a coexistência de núcleos de eficiência e competência na administração indireta e formas ineficientes na administração direta..

(36) A Reforma de 1967 (4) . O núcleo burocrático foi enfraquecido através de uma estratégia oportunista do regime militar, que não desenvolveu carreiras de administradores públicos de alto nível.. . Optou-se por contratar os escalões superiores da administração através das empresas estatais..

(37) A Reforma de 1967 (5) . Em meados dos anos 70, uma nova iniciativa modernizadora da administração pública teve início, com a criação da SEMOR - Secretaria da Modernização.. . Reuniu-se um grupo de administradores públicos, muitos com pós-graduação no exterior, que buscou implantar novas técnicas de gestão, especialmente de recursos humanos, na administração pública federal..

(38) Decreto 200/1967 Art. 4° A ADMINISTRAÇÃO FEDERAL COMPREENDE: I - A Administração Direta, que se constitui dos serviços integrados na estrutura administrativa da Presidência da República e dos Ministérios. II - A Administração Indireta, que compreende as seguintes categorias de entidades, dotadas de personalidade jurídica própria: a) Autarquias; b) Emprêsas Públicas; c) Sociedades de Economia Mista. d) fundações públicas. (Incluído pela Lei nº 7.596, de 1987) Parágrafo único. As entidades compreendidas na Administração Indireta vinculam-se ao Ministério em cuja área de competência estiver enquadrada sua principal atividade..

(39) Decreto 200/1967 Art. 6º As atividades da Administração Federal obedecerão aos seguintes PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS: I - Planejamento. II - Coordenação.. III - Descentralização. IV - Delegação de Competência. V - Contrôle..

(40) Decreto 200/1967 Art. 7º A ação governamental obedecerá a PLANEJAMENTO que vise a promover o desenvolvimento econômico-social do País e a segurança nacional, norteando-se segundo planos e programas elaborados, na forma do Título III, e compreenderá a elaboração e atualização dos seguintes INSTRUMENTOS BÁSICOS: a) plano geral de govêrno; b) programas gerais, setoriais e regionais, de duração plurianual;. c) orçamento-programa anual; d) programação financeira de desembôlso..

(41) Decreto 200/1967 Art. 14. O trabalho administrativo será RACIONALIZADO mediante simplificação de processos e supressão de contrôles que se evidenciarem como puramente formais ou cujo custo seja evidentemente superior ao risco..

(42) Decreto 200/1967 REVISÃO DAS NORMAS DE PESSOAL / PRINCÍPIOS: Art. 94. O Poder Executivo promoverá a revisão da legislação e das normas regulamentares relativas ao pessoal do Serviço Público Civil, com o objetivo de ajustá-las aos seguintes princípios:. I - Valorização e dignificação da função pública e ao servidor público. II - Aumento da produtividade. III - Profissionalização e aperfeiçoamento do servidor público; fortalecimento do Sistema do Mérito para ingresso na função pública, acesso a função superior e escolha do ocupante de funções de direção e assessoramento. IV - Conduta funcional pautada por normas éticas cuja infração incompatibilize o servidor para a função..

(43) Decreto 200/1967 V - Constituição de quadros dirigentes, mediante formação e aperfeiçoamento de administradores capacitados a garantir a qualidade, produtividade e continuidade da ação governamental, em consonância com critérios éticos especialmente estabelecidos.. VI - Retribuição baseada na classificação das funções a desempenhar, levando-se em conta o nível educacional exigido pelos deveres e responsabilidade do cargo, a experiência que o exercício dêste requer, a satisfação de outros requisitos que se reputarem essenciais ao seu desempenho e às condições do mercado de trabalho. VII - Organização dos quadros funcionais, levando-se em conta os interêsses de recrutamento nacional para certas funções e a necessidade de relacionar ao mercado de trabalho local ou regional o recrutamento, a seleção e a remuneração das demais funções..

(44) Decreto 200/1967 VIII - Concessão de maior autonomia aos dirigentes e chefes na administração de pessoal, visando a fortalecer a autoridade do comando, em seus diferentes graus, e a dar-lhes efetiva responsabilidade pela supervisão e rendimento dos serviços sob sua jurisdição. IX - Fixação da quantidade de servidores, de acôrdo com as reais necessidades de funcionamento de cada órgão, efetivamente comprovadas e avaliadas na oportunidade da elaboração do orçamento-programa, e estreita observância dos quantitativos que forem considerados adequados pelo Poder Executivo no que se refere aos dispêndios de pessoal..

(45) Decreto 200/1967 X - Eliminação ou reabsorção do pessoal ocioso, mediante aproveitamento dos servidores excedentes, ou reaproveitamento aos desajustados em funções compatíveis com as suas comprovadas qualificações e aptidões vocacionais, impedindo-se novas admissões, enquanto houver servidores disponíveis para a função. XI - Instituição, pelo Poder Executivo, de reconhecimento do mérito aos servidores que contribuam com sugestões, planos e projetos não elaborados em decorrência do exercício de suas funções e dos quais possam resultar aumento de produtividade e redução dos custos operacionais da administração. XII - Estabelecimento de mecanismos adequados à apresentação por parte dos servidores, nos vários níveis organizacionais, de suas reclamações e reivindicações, bem como à rápida apreciação, pelos órgãos administrativos competentes, dos assuntos nelas contidos..

(46) Decreto 200/1967 Art. 95. O Poder Executivo promoverá as medidas necessárias à VERIFICAÇÃO DA PRODUTIVIDADE do pessoal a ser empregado em quaisquer atividades da Administração Direta ou de autarquia, visando a colocá-lo em níveis de competição com a atividade privada ou a evitar custos injustificáveis de operação, podendo, por via de decreto executivo ou medidas administrativas, adotar as soluções adequadas, inclusive a eliminação de exigências de pessoal superiores às indicadas pelos critérios de produtividade e rentabilidade..

(47) Decreto 200/1967 Art. 100. Instaurar-se-á processo administrativo para a DEMISSÃO OU DISPENSA DE SERVIDOR EFETIVO OU ESTÁVEL, comprovadamente INEFICIENTE NO DESEMPENHO dos encargos que lhe competem ou desidioso no cumprimento de seus deveres. Art. 115. O Departamento Administrativo do Pessoal Civil (DASP) é o ÓRGÃO CENTRAL DO SISTEMA DE PESSOAL, responsável pelo estudo, formulação de diretrizes, orientação, coordenação, supervisão e contrôle dos assuntos concernentes à administração do Pessoal Civil da União..

(48) Decreto 200/1967 Art. 145. A Administração Federal será objeto de uma REFORMA de profundidade para ajustá-la às disposições da presente lei e, especialmente, às diretrizes e princípios fundamentais enunciados no Título II, tendo-se como revogadas, por fôrça desta lei, e à medida que sejam expedidos os atos a que se refere o art. 146, parágrafo único, alínea b , as disposições legais que forem com ela colidentes ou incompatíveis..

(49) Anos 80 Nova República Constituição de 88 Collor e Itamar.

(50) Desburocratização e Desestatização . Dois programas marcaram o fim dos anos 70 e início dos anos 80: ◦ Programa Nacional de Desburocratização ◦ Programa Nacional de Desestatização. . De iniciativa do Poder Executivo, os dois programas foram concebidos para atender a objetivos complementares: a) o aumento da eficiência e eficácia na administração pública; b) o fortalecimento do sistema de livre empresa..

(51) PrND (1) . O Programa Nacional de Desburocratização –PrND foi uma nova tentativa de reformar a burocracia e orientá-la na direção da administração pública gerencial.. . Objetivos do PrND: revitalização e agilização das organizações do Estado, descentralização da autoridade, melhoria e simplificação dos processos administrativos e promoção da eficiência..

(52) PrND (2) . As ações do PrND voltaram-se inicialmente para o combate à burocratização dos procedimentos. Esperava-se tornar mais ágil o sistema administrativo, trazendo benefícios para funcionários e clientes.. . Ao contrário de outros programas, o PrND privilegiava o cidadão, usuário do serviço público. Lustosa destaca o ineditismo do PrND: “(...) nenhum outro programa antes era dotado de caráter social e político. Mas, ele também incluía entre seus objetivos o enxugamento da máquina estatal (...)”..

(53) Nova República . O governo civil herdou um aparato administrativo marcado por deficiências. Apesar da intenção de mexer na rigidez burocrática, o Decreto-Lei nº 200/67 deixou problemas relevantes: ◦ O ingresso de funcionários sem concurso público permitiu a reprodução de velhas práticas patrimonialistas. ◦ O completo descaso em relação à administração direta, enfraquecendo o núcleo estratégico do Estado..

(54) Nova República . O governo Sarney instituiu uma comissão com objetivos ambiciosos, com a intenção inicial de redefinir o papel do Estado, reestruturar o funcionamento da administração pública, reformular as estruturas do Poder Executivo federal e de seus órgãos e entidades, racionalizar os procedimentos administrativos, e estipular objetivos e metas para as áreas prioritárias..

(55) Nova República . Do ponto de vista da política de recursos humanos, objetivava-se a valorização da função pública e a renovação dos quadros funcionais.. . Neste período, foram criadas a Escola Nacional de Administração Pública (Enap) e o Centro de Desenvolvimento da Administração Pública (Cedam), vinculados à Secretaria de Recursos Humanos..

(56) Nova República . Entretanto, as mudanças almejadas não foram alcançadas.. . A reforma ambiciosa foi substituída pelo mero processo de racionalização dos meios.. . Além disso, o governo não foi capaz de reativar as antigas ilhas de eficiência do setor público, como planejamento, arrecadação, comunicações e política agrícola, desorganizadas ao fim do regime militar..

(57) “Retrocesso Burocrático” de 1988 (1) . As mudanças em direção a uma administração pública gerencial foram paralisadas na transição democrática de 1985.. . A Constituição de 1988 representou uma grande vitória democrática, mas foi acompanhada do loteamento dos cargos públicos da administração indireta e das delegacias dos ministérios nos Estados, entre os políticos aliados aos partidos vitoriosos.. . Assim, um novo populismo patrimonialista era estabelecido no país.. (Bresser Pereira).

(58) “Retrocesso Burocrático” de 1988 (2) . Na Constituição de 1988, ocorreu então um retrocesso burocrático expressivo: Foi estabelecido um forte engessamento do aparelho estatal, atribuindo-se, para os serviços não exclusivos do Estado e para as próprias empresas estatais praticamente as mesmas regras rígidas requeridas para o núcleo estratégico do Estado.. (Bresser Pereira).

(59) “Retrocesso Burocrático” de 1988 (3) Resultados: burocracia e patrimonialismo! . Perda da autonomia do Poder Executivo para tratar da estruturação dos órgãos públicos.. . Obrigatoriedade de regime jurídico único para os servidores civis da União, dos Estados-membros e dos Municípios.. . A administração indireta perdeu a sua flexibilidade operacional. (Bresser Pereira).

(60) “Retrocesso Burocrático” de 1988 (4) Resultados: burocracia e patrimonialismo! . Abandono da busca por uma administração pública gerencial.. . Reafirmação dos ideais da administração burocrática.. . Instituição de uma série de privilégios, impróprios para a administração pública burocrática, demonstrando a força do patrimonialismo arraigado.. (Bresser Pereira).

(61) “Retrocesso Burocrático” de 1988 (5) Resultados: burocracia e patrimonialismo! . A estabilidade rígida para todos os servidores civis.. . Generalização do regime estatutário na administração direta e nas fundações e autarquias.. . Aposentadoria com proventos integrais sem correlação com o tempo de serviço ou com a contribuição do servidor.. (Bresser Pereira).

(62) Collor . As distorções provocadas pela nova Constituição logo trouxeram consequências para o país.. . No governo Collor, a resposta a elas foi equivocada e agravou os problemas existentes. A preocupação era destruir, e não construir.. (Bresser Pereira).

(63) Itamar . O governo Itamar Franco buscou essencialmente recompor os salários dos servidores, violentamente reduzidos no governo anterior.. . O discurso de reforma administrativa assume uma nova dimensão a partir de 1994.. . A campanha presidencial introduz a perspectiva da mudança organizacional e cultural da administração pública no sentido de uma administração gerencial.. (Bresser Pereira).

(64) A Reforma de. 1995.

(65) Diagnóstico de 1995 . Como resultado do retrocesso burocrático houve um encarecimento do custeio da máquina pública, com os gastos com pessoal e bens e serviços, com o aumento da ineficiência dos serviços públicos.. . O aumento dos gastos com pessoal foi menor na administração federal devido à necessidade de ajuste fiscal e a redução relativa de sua participação na receita tributária, com suspensão dos concursos públicos e diminuição do número de servidores ativos.. PDRAE 1995.

(66) Diagnóstico de 1995 . Mudança no perfil dos servidores: há um crescente número de inativos comparado com o total de ativos.. . Não se podia falar em excesso de quadros na União. Havia áreas com número excessivo de funcionários e outras com déficit, como no caso das atividades finais nos setores de saúde e educação.. . A composição da força de trabalho no setor público em 1992 mostrava que os estados empregavam praticamente a soma (49%) do que empregavam municípios (26%) e a União (25%).. PDRAE 1995.

(67) Praticando... Uma visão realista da reconstrução do aparelho do Estado em bases gerenciais, como foi proposta no Brasil no âmbito do Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado, deveria levar em conta a necessidade de equacionar as assimetrias decorrentes da persistência de aspectos patrimonialistas na administração brasileira contemporânea.. Gabarito: C.

(68) Aparelho do Estado . O Estado é a organização burocrática que possui o poder de legislar e tributar sobre a população de um determinado território.. . O Estado é, portanto, a única estrutura organizacional que possui o “poder extroverso”: o poder de constituir unilateralmente obrigações para terceiros, com extravasamento dos seus próprios limites.. PDRAE 1995.

(69) O Aparelho do Estado. NE. AE. PPM SNE.

(70) Núcleo Estratégico . Corresponde ao governo, em sentido lato.. . É o setor que define as leis e as políticas públicas, e cobra o seu cumprimento. É onde as decisões estratégicas são tomadas.. . Corresponde aos Poderes Legislativo e Judiciário, ao Ministério Público e, no poder executivo, ao Presidente da República, aos ministros e aos seus auxiliares e assessores diretos, responsáveis pelo planejamento e formulação das políticas públicas.. PDRAE 1995.

(71) Atividades Exclusivas . É o setor em que são prestados serviços que só o Estado pode realizar, onde se exerce o poder extroverso do Estado - o poder de regulamentar, fiscalizar, fomentar.. . Exemplos: a cobrança e fiscalização dos impostos, a polícia, a previdência social básica, o serviço de desemprego, a fiscalização do cumprimento de normas sanitárias, o serviço de trânsito, a compra de serviços de saúde pelo Estado, o controle do meio ambiente, o subsídio à educação básica, o serviço de emissão de passaportes.. PDRAE 1995.

(72) Serviços Não Exclusivos . Setor onde o Estado atua simultaneamente com outras organizações públicas não-estatais e privadas. As instituições desse setor não possuem o poder de Estado.. . O Estado está presente porque os serviços envolvem direitos humanos fundamentais, como educação e saúde, ou porque possuem “economias externas” relevantes (produzem ganhos que não podem ser apropriados por esses serviços através do mercado).. . Exemplos: as universidades, os hospitais, os museus.. PDRAE 1995.

(73) Produção de Bens e Serviços para o Mercado . Área de atuação das empresas, caracterizado pelas atividades econômicas voltadas para o lucro que ainda permanecem no aparelho do Estado.. . Estão no Estado seja porque faltou capital ao setor privado para realizar o investimento, seja porque são atividades naturalmente monopolistas, nas quais o controle via mercado não é possível.. PDRAE 1995.

(74) Setores do Estado x Propriedade. ESTATAL. PRIVADO.

(75) Setores do Estado x Propriedade. ESTATAL. PÚBLICO NÃO ESTATAL. PRIVADO.

(76) Setores do Estado x Propriedade. ESTATAL. PÚBLICO NÃO ESTATAL. PRIVADO. SNE. PPM. NE AE.

(77) Exercício - Esaf Considerando as reformas da era Vargas (década de 40), do Governo Militar (final dos anos 60) e do governo Fernando Henrique (reforma de 1995), assinale a opção correta. a) Na reforma dos anos 60, buscava-se profissionalizar a administração pública, estabelecendo diferentes regimes de contratação para ingresso no serviço público. Também se criaram estruturas organizacionais autônomas como sociedades limitadas e ONGs.. b) Na reforma dos anos 40, buscava-se profissionalizar a administração pública brasileira, estabelecendo o estatuto do funcionalismo público e com este o princípio do mérito para ingresso no serviço público. Também se criaram estruturas organizacionais para cuidar de pessoal, orçamento e material..

(78) Exercício - Esaf c) Na reforma de 1995, prevalece o estatuto do funcionalismo público e com este o princípio de promoção por antiguidade. Também se criam estruturas organizacionais autônomas como autarquias, fundações de direito público e empresas estatais. d) Na reforma dos anos 40, prevalece o clientelismo, estabelecendo diferentes regimes de contratação para ingresso no serviço público. Estruturas organizacionais são criadas na administração pública direta como sociedades de economia mista e empresas públicas..

(79) Exercício - Esaf e) Na reforma de 1995, buscava-se profissionalizar a administração pública brasileira, estabelecendo regras de ingresso no funcionalismo público e sistema de promoção por antiguidade. Também se criaram estruturas organizacionais autônomas para cuidar de pessoal, orçamento e material.. Gabarito: B.

(80) Setores x Gestão . No núcleo estratégico, o fundamental é que as decisões sejam as melhores, e, em seguida, que sejam efetivamente cumpridas. Assim, a efetividade é mais importante que a eficiência.. . O que importa saber é, primeiro, se as decisões que estão sendo tomadas pelo governo atendem eficazmente ao interesse nacional, se correspondem aos objetivos mais gerais aos quais a sociedade brasileira está voltada ou não. Segundo, se, uma vez tomadas as decisões, estas são de fato cumpridas.. PDRAE 1995.

(81) Setores x Gestão . No núcleo estratégico, em que o essencial é a correção das decisões tomadas e o princípio administrativo fundamental é o da efetividade, entendido como a capacidade de ver obedecidas e implementadas com segurança as decisões tomadas, é mais adequado que haja um misto de administração pública burocrática e gerencial.. PDRAE 1995.

(82) Setores x Gestão . No setor das atividades exclusivas e de serviços competitivos ou não exclusivos, o importante é a qualidade e o custo dos serviços prestados aos cidadãos. O princípio correspondente é o da eficiência , ou seja, a busca de uma relação ótima entre qualidade e custo dos serviços colocados à disposição do público. Logo, a administração deve ser necessariamente gerencial.. . O mesmo se diga, obviamente, do setor das empresas, que, enquanto estiverem com o Estado, deverão obedecer aos. princípios gerenciais de administração.. PDRAE 1995.

(83) Exercício - Esaf O Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado divide o aparelho do Estado em 4 setores, quais sejam: o NÚCLEO ESTRATÉGICO (NE), as ATIVIDADES EXCLUSIVAS (AE), os SERVIÇOS NÃOEXCLUSIVOS (SNE) e a PRODUÇÃO DE BENS E SERVIÇOS PARA O MERCADO (PPM), e propõe 3 formas de propriedade: a ESTATAL (E), a PÚBLICA NÃOESTATAL (PNE) e a PRIVADA (P). Indique a opção que relaciona os setores e as formas de propriedade propostas..

(84) Exercício - Esaf a) NE/E, AE/E, SNE/PNE e PPM/PNE b) NE/E, AE/E, SNE/PNE e PPM/P c) NE/E, AE/PNE, SNE/PNE e PPM/PNE d) NE/E, AE/PNE, SNE/P e PPM/PNE e) NE/PNE, AE/PNE, SNE/P e PPM/P. Gabarito: B.

(85) Objetivos da Reforma . Aumentar a governança do Estado, ou seja, sua capacidade administrativa de governar com efetividade e eficiência, voltando a ação dos serviços do Estado para o atendimento dos cidadãos.. . Limitar a ação do Estado àquelas funções que lhe são próprias, reservando, em princípio, os serviços nãoexclusivos para a propriedade pública não-estatal, e a produção de bens e serviços para o mercado para a iniciativa privada.. PDRAE 1995.

(86) Objetivos da Reforma . Transferir da União para os estados e municípios as ações de caráter local: só em casos de emergência cabe a ação direta da União.. . Transferir parcialmente da União para os estados as ações de caráter regional, de forma a permitir uma maior parceria entre os estados e a União.. PDRAE 1995.

(87) Objetivos Núcleo Estratégico . Aumentar a efetividade do núcleo estratégico. . Modernizar a administração burocrática. . Política de carreiras, concursos públicos anuais, programas de educação continuada, efetiva administração salarial. . Cultura gerencial baseada na avaliação do desempenho.. . Dotar o NE de capacidade gerencial para definir e supervisionar os contratos de gestão. PDRAE 1995.

(88) Objetivos Atividades Exclusivas . Transformar as autarquias e fundações em agências autônomas, utilizando contratos de gestão. . Substituir a administração pública burocrática pela administração pública gerencial, baseada no controle dos resultados e na competição administrada. . Fortalecer práticas de adoção de mecanismos que privilegiem a participação popular tanto na formulação quanto na avaliação de políticas públicas, viabilizando o controle social PDRAE 1995.

(89) Objetivos Serviços Não-Exclusivos . Aumentar, assim, a eficiência e a qualidade dos serviços, atendendo melhor o cidadão-cliente a um custo menor.. . Transferir para o setor publico não-estatal estes serviços, através de um programa de “publicização”, transformando as atuais fundações públicas em organizações sociais. . Maior autonomia e uma conseqüente maior responsabilidade para os dirigentes PDRAE 1995.

(90) Objetivos Serviços Não-Exclusivos . Maior parceria entre o Estado, que continuará a financiar a instituição, a própria organização social, e a sociedade a que serve e que deverá também participar minoritariamente de seu financiamento via compra de serviços e doações.. . Fortalecer práticas de adoção de mecanismos que privilegiem a participação popular, viabilizando o controle social.. PDRAE 1995.

(91) Objetivos Produção para o Mercado . Dar continuidade ao processo de privatização através do Conselho de Desestatização.. . Reorganizar e fortalecer os órgãos de regulação dos monopólios naturais que forem privatizados.. . Implantar contratos de gestão nas empresas que não puderem ser privatizadas.. PDRAE 1995.

(92) Estratégia de Implantação Dimensões . Institucional-legal, trata da reforma do sistema jurídico e das relações de propriedade;. . Cultural, centrada na transição de uma cultura burocrática para uma cultura gerencial;. . Gerencial, a partir do aperfeiçoamento da administração burocrática vigente e da introdução da administração gerencial, incluindo a modernização da estrutura organizacional e dos métodos de gestão.. PDRAE 1995.

(93) Praticando... Bresser Pereira, ao caracterizar a administração pública gerencial, argumenta que ela constitui instrumento de proteção do patrimônio público contra os interesses de privatização do Estado. De forma contraditória, no entanto, considera que os funcionários públicos devem ser merecedores de grau ilimitado de confiança.. Gabarito: E.

(94) Praticando... . Bresser Pereira trouxe conceitos inovadores com sua reforma administrativa. A publicização e a privatização fazem referência ao tamanho da máquina pública e da. sua força de trabalho.. C.

(95) Praticando... . As preocupações com a eficiência, com o cliente e com o próprio serviço público constituíram pilares da burocracia brasileira. Nesse sentido, a reforma do. aparelho do Estado de 1995 possibilitou a divisão da administração pública em direta e indireta, privilegiando a descentralização da execução.. E.

(96) Praticando... . Dadas as inadequações do modelo burocrático implantado a partir da década de 30 do século passado, sucessivas tentativas de reforma foram. implantadas, destacando-se o Decreto-Lei n.º 200/1967 como marco definitivo na tentativa de superação da rigidez burocrática.. C.

(97) Praticando... . Nos anos 70 do século XX, a Secretaria de Modernização (SEMOR) buscou implantar novas técnicas gerenciais, com foco central na área. orçamentária e na de controles financeiros do governo federal.. E.

(98) Praticando... . A Constituição de 1988 promoveu um avanço significativo na gestão pública, concedendo mais flexibilidade ao aparelho estatal.. E.

(99) Praticando... . Um dos objetivos do núcleo estratégico é transformar as autarquias e fundações que possuem poder de Estado em agências autônomas, administradas. segundo contratos de gestão.. E.

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Referências

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