+
A construção do SUS: avanços e desafios
n
Reforma Sanitária: princípios
ético-políticos e de diretrizes
organizacionais para o
sistema
n
Experiências locais de
mudanças serviços e de
práticas de saúde
n
Nacionalização de políticas:
Atenção Básica, Urgência e
Emergência, Saúde Mental
n
Melhoria nos indicadores de
saúde
n
Responsabilidades dos
municípios, sem contrapartida
dos estados
n
Complexidade da gestão com
a ampliação e diversificação
de ações
n
Subfinanciamento do sistema
n
Burocracia do administração
pública
n
Perda de capacidade da
participação social
Rico, intenso e multivariado processo
de ampliação e diversificação de
ações e serviços de saúde
Esgotamento da capacidade de
avanço e inovação na implantação de
+
Curitiba é um cenário privilegiado para analise dos
avanços, limites e desafios e novos caminhos para
mudanças
n
Constituição uma rede de saúde no país bem estruturada, com
serviços próprios e contratados
n
Utilização de referenciais de modelo de atenção: Ações
programáticas, vigilância em saúde, Medicina de Família e redes de
atenção
n
Utilização de métodos e técnicas gerenciais: Protocolos, Sistema de
Informação, Contratos de gestão, IDQ
n
Melhoria significativa nos indicadores de saúde: Redução da
Mortalidade infantil e materna, aumento da expectativa de vida e
redução de internações por causas sensíveis à APS
+
Rede Física de Serviços
População: 1.848.943 habitantes
(IBGE/13)
Distritos Sanitários: 9
REDE PRÓPRIA – 139 equipamentos
Unidades de Saúde: 109 (44 UBS + 65 ESF)
UPAS: 9
CAPS: 12 (7tipo III)/ RT: 6
Centros de Especialidades: 7 (sendo 2CEO)
Hospital Municipal: 2 (HIZA e CMMBN)
Laboratório Municipal: 1
Equipes de Atenção Domiciliar: 10
SAMU: 23
Consultório na Rua: 04
REDE CONTRATADA
55 Clínicas Especializadas
24 Hospitais
23 Policlínicas
42 Serviços de apoio diagnóstico e terapia
Rede hospitalar
Santa Casa de Misericórdia de CuritibaHospital da
Cruz
Vermelha
(filantrópico)
1903
1913
1928
1930
1932
1939 1945
1947
1947 1953
1958 1959 1961
1852
Hospício Nossa
Senhora da Luz,
atual Hospital
Psiquiátrico
Nossa Senhora
da Luz
Maternidade
Paraná, atual
Hospital e
Maternidade
Victor Ferreira do
Amaral (público
de gestão federal
– UFPR)
Hospital de
Isolamento e
Desinfectório
Central, atual
Hospital
Oswaldo Cruz
(público de
gestão
estadual
)
Hospital de
Crianças,
atual Hospital
Pequeno
Príncipe
(filantrópico)
Instituto de
Medicina
Cirúrgica do
Paraná (não
atende ao SUS
atualmente)
Hospital de
Clínicas da
UFPR (público
de gestão
federal – UFPR)
Hospital
Universitário
Evangélico de
Curitiba
(filantrópico)
Hospital
Universitário
Cajuru
(filantrópico)
Hospital Nossa
Senhora das
Graças
(filantrópico)
Hospital
Nossa
Senhora do
Rosário, atual
Maternidade
Mater Dei
(filantrópico)
Casa de
Saúde São
Vicente, atual
Hospital São
Vicente
(filantrópico)
Sanatório do
Bom Retiro,
hoje Hospital
Espírita de
Psiquiatria
Bom Retiro
(filantrópico)
Sanatório
Médico
Cirúrgico do
Portão, atual
Hospital do
Trabalhador
(público de
gestão
estadual)
1947
1996 – Centro Comunitário e Maternidade Bairro Novo e 2012 – Hospital Zilda Arns (público de gestão municipal)
• Atenção especializada e hospitalar dependente de serviços contratados, estruturados até a década
de 60, e que permaneceram atuando com o mesmo modelo assistencial desde sua concepção
• Espaços de formação dos profissionais de saúde, constituindo-se como um dos principais espaços de
reprodução da ideologia hegemônica, calçada no modelo biomédico e hospitalocêntrico.
Anos 1960
Departamento de Educação, Recreação Orientada e Saúde (1963) Departamento de Bem Estar Social (final déc. 1960)Implantação de
estrutura
administra7va da
saúde na cidade
Anos 1970
Departamento de Desenvolvimento Social (1979) 10 unidades sanitárias e 13 consultórios odontológicos (1979)A estruturação inicial
da rede básica, e o 1º
ensaio do modelo de
APS
Anos 1980
A
influência de Alma Ata e expansão da rede
básica com modelo de Atenção Programá7ca
Criação da SMS e desenvolvimento do setor
de epidemiologia
Criada a Secretaria Municipal de Saúde (1986) AIS(1985) (1987) SUDS sanitárias e 34 53 unidades consult. odontológicos (final déc. 1980)
Anos 1990
Municipalização de serviços assistenciais e devigilância (1992) Implantação
do SIATE e 1ª US 24h (1990) 7 distritos sanitários (1997) Gestão plena (1998) Código Municipal de Saúde (1996)
Implantação da urgência e emergência, do
modelo de Medicina da Família
Municipalização do sistema: regulação,
prontuário eletrônico, auditoria
Implantação dos Distritos com influencia
do modelo Vigilância em Saúde
1ª Conferência Municipal de Saúde e CMS
Anos 2000
104 US :90 c/ odontologia, 37 USF e 11 com especialidade s (2000) Contratos de Gestão e PlanosOpera[vos Anuais (2002)
Implantação da Ouvidoria da Saúde, e de novas US especializadas
(2006)
Consolidação de um sistema modelo
Expansão da rede: especializada, mental
e U/E, manutenção da Atenção Básica
Agregados novos disposi7vos de gestão:
Contratos de gestão, IDQ
Anos 2010
O modelo de atenção às
condições crônicas (2011)
Inicia de período de crises
APS: diminuição da capacidade produ7va e U/E:
sobrecarga das UPAs e desar7culação com hospitais)
Gestão: desequílibrio orçamentário financeiro e
sistema informa7zado perde funcionalidades de
controle
Contratualização dos hospitais de
ensino e implantação do
SAMU
(2004)
Adesão ao Pacto pela Saúde e criação do Sistema
de Urgência e Emergência de Curi7ba (2007) Mudanças no sistema de informação (2012)
Implantação das CMUM/UPA (Convênios com
Hospitais e FEAES)
2006 – Pinheirinho
2007 – Fazendinha
,
Sítio Cercado
,
CIC
,
Cajuru
2008 – Boqueirão
,
Campo Cumprido
2010 – Boa Vista
Implantação dos CAPS (convênios com ONGs)
2000 - Centro Vida
2004 - CAPS ad Cajuru, CAPS ad Bairro Novo, CAPSi
Pinheirinho
2006 - CAPS i Boa Vista
2007 - CAPS ad Boa Vista, CAPS ad Portão, CAPS II Bigorrilho
2008 - CAPS II Portão
2010 - CAPS ad Matriz
Implementação
da FEAES
+
Diminuição de Consultas Médicas na
Atenção Básica
+
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Crescimento de 130% na distribuição de
Medicamentos
De
sa
fio
s do
S
U
S C
ur
it
iba
Atenção Básica com restrição de acesso a casos “não-
programados”, heterogênea e baixa resolubilidade
Atenção especializada fragmentada, desarticulada, com baixa
resolubilidade e alta dependência de prestadores contratados
UPAs sobrecarregadas, retaguarda hospitalar insuficiente e
funcionamento como subsistema
Saúde Mental: Serviços heterogêneos, desarticulados da APS e
Urgência, insuficientes para demanda e regulação burocrática
Fragmentação das ações de vigilância em saúde e baixa
integração com Assistência
Gestão administrativa desarticulada do planejamento estratégico
e desequilíbrio orçamentário
Planejamento setorizado com centralização das informações no
gabinete da SMS
+
Desafios e estratégias para
formulação e implantação de
reformas na gestão e no modo
de produção em saúde
+
Saúde Coletiva e a construção de mudanças
na saúde
Método Paidéia
Planejamento
em Saúde
• PES
• Triangulo de
Governo
• Postulado de
Coerência
Análise
Institucional
Organização e
gestão de
Redes de
Atenção à
Saúde
Pressuposto:
Projetos mudancistas
devem ter a capacidade de
combinar a reformulação
da estrutura
organizacional, do modo de
governar os serviços
públicos de saúde, e, ao
mesmo tempo, buscar
promover a mudança nas
pessoas, dos seus valores,
da sua cultura ou ideologia.
(Campos, 1997)
Planejamento Estratégico do SUS Curitiba
Gestão 2013 - 2016
Planejamento
Municipal
Alinhamento
Estratégico
Distrital
Plano
Mudança de Equipe
Plano de Governo
Desafios do SUS Curitiba
Plano Nacional de Saúde
Traduzir o
planejamento
municipal para a
Realidade Local
1º. semestre
2º. semestre
Extrato do
planejamento dos
serviços no
território
Diretrizes
Estratégicas
Plano
Municipal 2013
- 2017
POA
Plano dos
Departamentos
da SMS
Agenda
estratégica dos
serviços e dos
Distritos de
Saúde
Produtos
+
Dir
et
riz
es Est
ra
té
gica
s
Carta de Saúde do
SUS-Curitiba
princípios do sistema, ofertas dos
serviços e direitos dos usuários
Saúde de Qualidade
acesso, integralidade,
humanização e resolubilidade,
tendo a APS como principal
porta de entrada e ordenadora
do sistema
Redes de Atenção à
Saúde
Urgência, Mulher , Criança,
Mental, Pessoas Idosas,
Portadores de Doenças
Crônicas e Pessoas com
Deficiência
Ações de Saúde Coletiva
integração das ações de
vigilância epidemiológica,
sanitária, ambiental e
trabalhador no território
Promoção e prevenção
Ação intersetorial, com enfoque
na violência, emergências de
saúde pública, doenças
respiratórias, DST-Aids
Incorporação de novas
tecnologias
Práticas integrativas e qualificação
da assistência farmacêutica
Gestão participativa
Controle social, descentralização
da gestão e contribuir com o
desenvolvimento RMC, de modo
solidário e responsável
;
Valorização e qualificação
dos trabalhadores
PCCS, Educação Permanente, e
integração Ensino-Serviço
Eficiência e transparência do
uso dos recursos
Dispositivos da Lei Complementar
141/2012
Informática, Informação e
Comunicação
Integração e racionalização dos
Sistemas.
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Modelo conceitual
Visa criar coerência entre objetos, propriedades e relações entres níveis de
atenção
+
Secretaria Municipal de Saúde
Núcleos de Apoio
Financeiro
Administrativo
Recursos humanos
Jurídico
Superintendência
Executiva
Planejamento,
Monitoramento e
Informação
Contratos e
Convênios
Gestão do Trabalho
e Educação
Infraestrutura e
Logística
Superintendência
de Gestão da
Atenção
Atenção Primária
Redes de Atenção
Especializada
Urgência e
Emergência
Saúde Mental,
Álcool e Drogas
Controle,
Avaliação e
Auditoria
Coordenação de
Vigilância em
Saúde
Vigilância
Epidemiológica
Vigilância de
Riscos Ambientais
e Sanitários
Promoção de
Saúde e Ações
Intersetoriais
Assessoria de
Apoio à Gestão
Distritos de Saúde
Coordenações
técnicas
Unidades de Saúde
Conselho
Municipal de
Saúde
Chefia de
Gabinete
Ouvidoria
Assessoria de
Controle Interno
FEAES
Assessoria de
Comunicação
Estrutura
organizacional
Estrutura dividida em três
coordenações, além da
assessoria de Apoio à gestão
e dos Núcleos de Apoio:
• gestão Estratégica e
Administrativa, sob
responsabilidade da
Superintendência
Executiva
• gestão da Atenção à Saúde,
realizada pela
Superintendência de
Gestão da Atenção;
• gestão de Vigilância em
Saúde, sob coordenação
de Vigilância em Saúde,
COVISA.
+
Reorganização dos Distritos de
Saúde
•
Imagem-espelho da SMS
•
Eixos: Gestão, Atenção e Vigilância.
•
coordenações técnicas distritais
passaram a atuar também sob orientação
das respectivas superintendências
•
instituídos colegiados de gestão
ampliados que envolvem as diretorias
das respectivas superintendências.
Apoio à Gestão
• Apoiador na estrutura organizacional da SMS
• Desenvolvimento da função apoio nas demais
instanciais de gestão da
SMS
• Indução de mudanças no modo de governar,
buscando auxiliar a gestão colegiada; ampliar
a capacidade gerencial; e promover o
alinhamento ético-político entre as instâncias
de gestão, a luz do projeto-político que norteia
a gestão.
!
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Acesso e Vínculo
-
Equipes organizem suas agendas em
função das demandas das pessoas da
sua área ou lista
- Consultas de rotina ou
administrativas que ocupam 60 a 80%
das agendas dos médicos da APS
passarem para os enfermeiros
- Expansão do horário das UBS. Em
janeiro de 2013 havia apenas uma
unidade funcionando até às 22h
Carteira de Serviços
- Abrangência do conjunto de
serviços oferecidos nas unidades de
APS
- Compreensão ampliada dos
problemas de saúde e uma oferta
ampliada de serviços de saúde
- Formação permanente dos
profissionais para a oferta desses
novos serviços
.
Vigilância e
Saúde Cole[va
Coordenação do Cuidado
- Comunicação entre os
profissionais da APS e da
atenção especializada
- Territorialização dos
especialistas e um apoio maior
por telefone e email, e um novo
modelo de regulação.
Informação, Avaliação e Incentivo à
Qualidade
-Reunir os principais sistemas de
informação de indicadores e resultados de
saúde bem como de produção de serviços e
disponibilizá-los para as unidades de APS
- Gerenciar um novo modelo de
Estratégia Saúde da Família em Curitiba Série Histórica
Projeção de ampliação até 2016
1 2 5 24 34 42 73 99 114 99 109 138 148 166 166 173 172 172 185 229 566 1 2 5 23 25 29 37 39 41 42 45 47 49 53 53 53 55 55 55 64 140
equipes
ESF
100% de cobertura SF
UBS 22 horas
Ampliar cobertura da ESF
•
185 – 229 – 500 (3600 pessoas por equipe)
Ampliar o horário de atendimento
•
Atendimento até 22 horas – 03 UBS por distrito / 27UBS
+
NASF 1
NASF 2
NASF 3
NASF 1 - para cada 2-3 US
Pediatria
Fisioterapia
Farmácia
Psicologia
NASF 2 - para cada 4-5 US
Prof. Ed. Física
Nutrição
Psiquiatria
Fonoaudiologia
Gineco-obstetrícia
NASF 3 - 1 para cada distrito
Geriatria, Infectologia, Clínica Médica
Terapeuta Ocupacional
Acupunturista
Assistente Social
AÇÕES PRIORITÁRIAS DOS NASF
Ações Clínicas
Compar7lhadas
Intervenções específicas Ações compar7lhadas
território
Outras a7vidades
Atendimento/consulta
conjunta
Atendimentos individuais Apoio às ações na US
desenvolvidas pelas eSF
Orientações
compar[lhadas (tel., e-‐
mail...)
Visita domiciliar
conjunta
A[vidade educa[va
específica
Apoio às ações
desenvolvidas pela
comunidade
Reuniões periódicas (NASF
e NASF/eSF)
Estudo de caso
Grupos terapêu[cos
específicos
Visita à rede intra e
intersetorial
Espaços forma[vos
Atendimento domiciliar
conjunto
Visita domiciliar
específica
Territorialização,
diagnós[co situacional,
análise epidemiológica
Par[cipação no CMS, CLS
A[vidade Educa[va
DIRETRIZES CLÍNICAS LINHAS DE CUIDADO AVALIAÇÃO DE RISCO REGULAÇÃO ARTICULAÇÃO ENTRE SERVIÇOS OFERTA E QUALIDADE ADEQUADOS DE SERVIÇOS HUMANIZAÇÃO DO CUIDADO