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POLÍTICA DE INVESTIMENTOS

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Sociedade Civil FGV de Previdência Privada (FGV/PREVI)

(julho de 2005)

POLÍTICA DE INVESTIMENTOS

I. Introdução

Neste documento, apresenta-se a nova Política de Investimentos (PI) da Sociedade, de acordo com as diretrizes fixadas na 35ª Reunião Ordinária do Conselho Deliberativo de 10 de junho a ser seguida pela FGV-PREVI a partir do segundo semestre de 2005. A presente Política de Investimentos altera as determinações da Política de Investimentos vigente durante o 1º semestre de 2005.

II. Informações gerais sobre a FGV/PREVI

A FGV-PREVI é um fundo de contribuição definida, fundado em 1996 para complementar a aposentadoria dos funcionários da Fundação Getulio Vargas. A adesão ao plano é voluntária, e o funcionário que opta por não aderir abre mão de receber a contribuição da patrocinadora. O plano visa apenas acumular recursos nas contas individuais para a complementação da aposentadoria, não havendo qualquer benefício de saúde.

Para funcionários que falecem ou se tornam inválidos antes de atingirem a idade de aposentadoria, há um fundo destinado à cobertura de benefícios de risco. Deste fundo sai o montante para crédito na conta individual cujo valor é igual ao produto da contribuição mensal da patrocinadora pelo número de meses que faltam para o funcionário completar dezenove anos de serviço.

A FGV/PREVI possui atualmente 1006 participantes ativos e apenas 29 assistidos. A Entidade possui, portanto, um baixo grau de maturidade. Participantes e Patrocinadora contribuem em partes iguais para as contas individuais, em montante que, à escolha do participante, varia entre 1% e 8% do que excede um valor de referência (hoje em R$1.467,68 (RJ) e R$ 1.653,73 (SP) ), valor este corrigido nas datas de dissídio salarial. O patrimônio em 01 de julho de 2005 era de R$ 84 milhões. A soma das contribuições mensais da patrocinadora e dos participantes está em torno de R$ 570.000,00.

III. Política de administração: opção pela terceirização

A estrutura administrativa da FGV/PREVI é formada por apenas três diretores que supervisionam as empresas prestadoras de serviço – detalhadas abaixo – além de um Conselho Deliberativo, formado por nove conselheiros e seus respectivos suplentes que se reúnem trimestralmente, e de um Conselho Fiscal com três conselheiros. Um terço dos conselheiros são eleitos pelos funcionários da Fundação Getulio Vargas, e os demais indicados pela patrocinadora. À exceção do Presidente do Conselho de Administração, todos os conselheiros e diretores são funcionários da Fundação Getulio Vargas.

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Desde sua criação em 1996, a FGV/PREVI optou por uma estrutura administrativa pequena, onde tanto a gestão das contas de ativo, como as de passivo são terceirizadas a empresas especializadas. Os fatores que motivaram a opção pela gestão terceirizada foram: (1º) contenção de custos, decorrente de uma estrutura administrativa interna pequena; (2º) exata identificação dos custos do plano para a patrocinadora, que poderiam ficar escamoteados caso mais funcionários da FGV tivessem que acumular atividades administrativas na FGV/PREVI; (3º) eficiência, proporcionada pela contratação de especialistas; (4º) transparência, facilitada pela divisão de tarefas entre as empresas prestadoras de serviços, criando-se um sistema automático de identificação de desvios de rota (checks and balances), considerado essencial na viabilização de uma estrutura administrativa interna enxuta.

Cada uma das empresas citadas abaixo foi selecionada com base em uma concorrência minuciosa, organizada pela Diretoria, para a qual foram convidadas as principais empresas de cada setor. Exceto no caso da contratação de empresas de auditoria, a escolha da empresa vencedora de uma concorrência é prerrogativa do Conselho Deliberativo que dá a palavra final em uma Reunião Ordinária. No caso de empresas de auditoria, a escolha é prerrogativa do Presidente da Fundação Getulio Vargas.

III.1. Gestão das contas de passivo

A conta de passivo da Sociedade, envolvendo toda a contabilidade de depósitos e saques das contas individuais dos participantes e da patrocinadora, é administrada pela empresa

Mercer Human Resource Ltda. Também os cálculos atuariais relativos aos benefícios

por morte e invalidez, o preparo dos planos de custeio, e o acompanhamento da legislação e regulamentação, são delegados à mesma empresa.

III.2. Gestão dos ativos

Os ativos da Sociedade são administrados por gestores profissionais selecionados com base em uma concorrência minuciosa, organizada pela Diretoria, para a qual são convidados bancos de investimento tradicionais. Os parâmetros de qualificação dos gestores a serem considerados são: tradição, solidez, capacitação técnica ao atendimento dos objetivos da Sociedade, representatividade da carteira de clientes, manutenção da base de clientes, qualidade e manutenção do quadro de profissionais envolvidos na gestão dos recursos, entre outros. A escolha final do(s) gestores (es) vencedor(es) é prerrogativa do Conselho Deliberativo, baseando-se em condições de custo e serviços oferecidos.

Para auxiliar a Sociedade na contratação e avaliação de Gestor(es) de Recursos, a Sociedade pode contratar Consultoria Especializada.

Até o momento que antecedeu a atual revisão da Política de Investimento, os recursos da Sociedade eram administrados por dois gestores contratados: o Banco Pactual, e o

HSBC Investment Bank do Brasil. O Banco Pactual assumiu a gestão da parcela dos

ativos anteriormente gerida pelo Pictet Modal em conseqüência da decisão deste administrador de encerrar suas atividades em 2003. Cada um dos administradores recebia 50% dos aportes mensais dos participantes e da patrocinadora, os quais eram

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investidos em ativos financeiros de acordo com critérios de diversificação fixados pelo Conselho Deliberativo da FGV/PREVI. Esses critérios serão detalhados abaixo.

Como remuneração, cada um dos dois administradores de ativos recebia uma taxa de administração anual de 0,4% (quatro décimos por cento) do patrimônio por ele gerenciado. Não se pagavam taxas de performance, pois isto poderia estimular uma gestão mais arriscada do que a desejada. O desempenho dos dois administradores de ativos era medido pela superação dos referenciais de rentabilidade (benchmarks), fator determinante na manutenção dos contratos em vigor. Sobre esse ponto, veja-se detalhamento a respeito da política de investimentos. Periodicamente cada um dos administradores realizava para a Diretoria e o Conselho de Administração uma detalhada apresentação das estratégias seguidas, onde os conselheiros têm a oportunidade de questionar procedimentos e propor alternativas.

Conforme se detalhará abaixo, a nova Política de Investimentos optou por aplicações somente em fundos de investimentos abertos, o que modifica a relação com os gestores. No entanto, os procedimentos adotados para efeito de avaliar o desempenho de cada fundo aberto serão semelhantes aos relatados acima.

III.3. Consultoria de investimentos

Para auxiliar a avaliação do desempenho dos administradores, contamos com o apoio da empresa Mercer Human Resource Consulting Ltda. que faz um acompanhamento mensal de desempenho de administradores externos de cerca de sessenta fundos de pensão. Esta empresa foi escolhida pelo Conselho de Administração em função de sua notória competência e de um custo relativamente baixo vis-à-vis a importância das informações levantadas.

Com base no ranking de gestores levantado pela Mercer, a FGV/PREVI pode comparar mensalmente o desempenho de seus administradores com o de administradores de outros fundos de pensão, levando em conta referenciais diversos (Selic, IBX, IBOVESPA, etc) e retornos acumulados ao longo de até três anos.

Em 1998, informações geradas a partir desse acompanhamento foram determinantes na decisão de se cancelar o contrato com um administrador cujo desempenho ficou aquém do esperado. Novamente, em 2002, aquelas informações levaram à substituição do

Citigroup Asset Management, cujo desempenho ficou abaixo do benchmark, pelo Pictet-Modal Asset Management. Como acima mencionado, a substituição deste último

pelo Banco Pactual deveu-se ao encerramento de suas atividades.

III.4. Auditores

As auditorias obrigatórias pela legislação são realizadas por firmas idôneas do ramo. Anualmente realiza-se uma concorrência para a qual são convidadas cinco empresas de auditoria, ficando a escolha da vencedora a cargo da patrocinadora.

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A partir de janeiro de 2005, a custódia dos títulos da Entidade deixou de ser feita pelo Banco Itaú e passou a ser feita pelos dois administradores de ativos – Banco HSBC e Banco Pactual – tendo sido contratada a Mercer Human Resource Consulting Ltda, para realizar a consolidação das informações relativas aos investimentos, monitoramento do risco de mercado (Divergência Não Planejada – DNP), controle e monitoramento do risco de crédito, elaboração de parecer sobre risco de liquidez e revisão da política de investimentos da Entidade.

Após a implantação da nova Política de Investimentos, os recursos aplicados em fundos abertos serão custodiados pelos gestores desses fundos, cabendo à Mercer Human Resource Consulting Ltda a consolidação das informações.

III.6. Instituições financeiras e corretoras

Como 100% dos ativos da Sociedade têm administração externa, a FGV/PREVI não atua com outras instituições financeiras.

IV. Política de escolha de investimentos

A escolha das grandes classes de ativos em que a FGV/PREVI aplica seus recursos é definida pelo Conselho de Administração. Os fatores e critérios que orientam as opções tomadas são:

1º - A FGV-PREVI tem como meta de rendimento de médio/longo prazos para seus ativos, denominada por Meta do Cotista (MC), um rendimento que permita ao cotista com 30 anos de contribuição retirar, após a aposentadoria, montante equivalente ao seu salário (somado ao INSS). Essa meta é de aproximadamente 8% a.a. acima da inflação medida pelo IPCA. Escolheu-se este índice por três motivos: trata-se de um índice ao consumidor, por isso mais adequado para balizar aposentadorias do que índices gerais de preços com elevado peso dos preços por atacado; é um índice de alcance nacional, portanto recomendado para uma instituição que, como a FGV, está presente nas três principais cidades do país; serve de indexador para alguns títulos de longo prazo federais que, se comprados pela FGV-PREVI, constituirão ativos financeiros perfeitamente aderentes à meta estabelecida;

2º - Os ativos escolhidos devem ter cotação de mercado, de modo a se poder, a qualquer momento, avaliar com precisão a rentabilidade do patrimônio;

3º - Por ser um fundo de Contribuição Definida, a FGV-PREVI deve visar uma boa rentabilidade de longo prazo, sem enfatizar excessivamente os retornos mensais, respeitada a rentabilidade definida pela MC que deve ser alcançada em uma média móvel de dois anos;

4º - A FGV-PREVI, entidade cuja idade média de seus Participantes é de 44 anos, e cuja idade referencial de aposentadoria é 65 anos, pode aplicar uma parcela de seus recursos em ativos de longo prazo com baixa liquidez, desde que esta seja compensada por alta rentabilidade e baixo risco de perda de principal.

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5º - Sobre uma parcela minoritária dos recursos da Entidade, o Conselho Deliberativo deve ter participação direta na gestão, deixando a encargo de gestores profissionais, agindo sob limites prudenciais e parâmetros de retorno definidos pelo Conselho, a gestão da parte majoritária da carteira;

6º - As aplicações financeiras devem evitar riscos excessivos, priorizando-se a diversificação dos ativos;

7º - A Política de Investimentos proposta não é uma camisa de força rígida ao longo do tempo, mas sujeita a mudanças periódicas, em função de alterações significativas nas condições econômicas e políticas do país. Cabe ao Conselho Deliberativo revê-la quando julgar que a PI em vigor possa ser aprimorada.

O primeiro critério estabelece um balizador de rentabilidade suficientemente elevado para exigir uma alocação eficiente dos recursos, mas não demasiadamente alto a ponto de justificar aplicações indesejavelmente arriscadas. O segundo critério justifica a decisão da Sociedade de não possuir imóveis nem conceder empréstimos a participantes. O terceiro tem como efeito permitir aplicações em ações. Os quarto e quinto critérios explicam a decisão de investir uma parcela razoável (entre 20% e 30% do patrimônio) em títulos de longo prazo indexados a índices de preços emitidos pelo Tesouro Federal. De acordo com o sexto critério, à exceção de títulos da dívida pública federal onde há uma grande concentração de aplicações, as aplicações são pulverizadas em títulos de vários emissores, todos de primeira linha ou de baixo risco de crédito.

IV.1. Alocação de ativos

Até o primeiro semestre de 2005, a PI conferia grande liberdade de alocação de ativos aos gestores. Dentro de certos limites, cada gestor tinha liberdade para escolher a alocação relativa de recursos, isto é, a divisão dos recursos geridos entre renda fixa e ações - ou asset allocation -, bem como quais ativos específicos seriam comprados em cada uma dessas duas classes de ativos.

Na nova PI, o Conselho Consultivo decidirá qual fração dos recursos primários - definidos como os recursos entregues ao administrador, mas não o rendimento desses - será alocada a cada classe de ativos. Os recursos serão aplicados em fundos abertos especializados em uma única classe - renda fixa ou ações. Caberá aos gestores, dessa forma, apenas escolher em quais ativos de sua classe aplicar. O Conselho determinará, portanto, a alocação relativa das aplicações primárias, mantendo os rendimentos dela decorrentes continuamente re-aplicados no mesmo fundo aberto, de modo que se prevê que a alocação relativa variará ao longo do tempo em função do diferencial de rentabilidade entre ações e renda fixa.

Ao definir a alocação relativa dos recursos primários a serem aplicados, mas não a alocação relativa a ser mantida a cada mês, a nova PI objetiva evitar uma gestão que levaria à venda de ativos de uma classe sempre que ela estivesse com rentabilidade acima da outra. Evidentemente, de acordo com 7º critério, o Conselho Deliberativo poderá alterar a alocação relativa da carteira a qualquer momento, transferindo recursos de um fundo aberto para outro, mas isso não ocorrerá por decisão automática dos gestores desses fundos.

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Haverá três grandes classes de ativos, a saber:

1ª Classe de Ativos: Títulos Federais indexados ao IPCA:

Consiste em uma aplicação passiva em títulos federais de longo prazo indexados ao IPCA. Para esta classe foram comprados, nos leilões realizados pelo Tesouro em junho de 2005, o montante de R$20 milhões à taxa de 8,95% a.a. acima da variação do IPCA, tendo como prazo de vencimento o ano de 2024. Em princípio, esses títulos serão carregados até o vencimento. Esta carteira é gerida atualmente pelo HSBC.

Quando esses títulos foram comprados, eles representavam cerca de 25% do patrimônio da Sociedade. Não estão planejados novos aportes a títulos de longo prazo, prevendo-se apenas a re-aplicação dos pagamentos dos cupons semestrais, de modo que a fatia do patrimônio da Sociedade aplicada nessa classe de ativos deverá cair paulatinamente. A eventual aplicação de mais recursos nessa classe de ativos poderá ser considerada pelo Conselho Deliberativo no futuro.

2ª Classe de ativos: Ações

A Sociedade aplicará 15% de seus recursos primários - isto é, tanto do atual patrimônio como de futuros aportes -, em fundos de ações abertos, mas não estabelecerá uma fração da carteira total a ser mantida em ações.

A implantação dessa política teve início em julho de 2005, quando se aplicou 15% do patrimônio da sociedade, dividido em partes iguais entre dois fundos de ações com políticas de investimento baseadas em análises de caráter fundamentalista, desvinculadas de índices de preços de ações específicos. A cada aporte mensal da Patrocinadora e Participantes, 15% do aporte será distribuído em partes iguais entre os fundos de ações. Como conseqüência dessa estratégia, com o passar do tempo, se a rentabilidade das ações superar a da renda fixa, a parcela do patrimônio total alocado a ações ultrapassará a marca de 15%; no caso de a rentabilidade das ações ficar abaixo da rentabilidade da renda fixa, a parcela do patrimônio total alocado a ações cairá abaixo de 15%. Esse mecanismo possui vantagens em relação à estratégia de aplicações em ações que vigorou até o primeiro semestre de 2005.

A primeira vantagem é que a nova estratégia facilitará, retrospectivamente, a comparação do desempenho de longo prazo das aplicações em ações com o alcançado na renda fixa, pois bastará verificar se a parcela aplicada em ações encontra-se acima, ou abaixo, de 15% do patrimônio. Uma segunda vantagem dessa estratégia é o fato de ela limitar a perda potencial decorrente de aplicações em ações, sem limitar o ganho máximo; pois a perda estaria limitada ao teto de 15% dos recursos confiados à Entidade, ao passo que o ganho não terá limitação, pois nada impedirá que a fração do patrimônio mantida em ações cresça continuamente. A terceira vantagem da estratégia é que ela desvinculará as aplicações em ações das oscilações de curto prazo, permitindo aos gestores a implantação de estratégias de longo prazo fundamentadas na geração de valor para a carteira.

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A distribuição das aplicações em ações entre dois fundos de ações abertos, além de aumentar a diversificação do portfólio, permitirá, no caso de eventual discrepância significativa no desempenho deles, identificar qual deverá ser substituído. Não se propõe um parâmetro de mercado como meta a ser explicitamente atingida pelos fundos, pois isso criaria incentivo à adoção de carteiras passivas que reproduzissem o índice de ações adotado. Mas o desempenho dos dois gestores será avaliado periodicamente pelo Conselho Deliberativo, em média móvel de (no mínimo) um ano, tendo em vista a variação do IBrX-100.

Os fundos abertos de ações escolhidos foram o ITAÚ ACE DIVIDENDOS FITVM (código ANBID 61395), e o BOSTON SMALL CAP VALUATION FIA (código ANBID 25127). A escolha dos dois visou a diversificação de riscos no segmento de renda variável. Os dois fundos têm em comum o fato de se pautarem pela análise fundamentalista, mas diferem em seus objetivos: o primeiro é voltado para empresas pagadoras de bons dividendos, ao passo que o segundo se concentra em empresas pequenas e médias com grande potencial de crescimento.

3ª Classe de ativos: Títulos de Curto Prazo

A parcela do patrimônio não aplicada nas duas classes de ativos já descritas acima será destinada a quatro fundos de renda fixa abertos. A meta de longo prazo dessa terceira classe de ativos é a superação da taxa SELIC.

Os fundos escolhidos foram BRADESCO FI REFERENCIADO DI PREMIUM (cod. 71171), BNP PARIBAS CREDIT FI RF LONGO PRAZO (cod. 87548), HSBC FI DI TÍTULOS PÚBLICOS (cod 43885), e FUNDO DE INVESTIMENTO VOTORANTIM RENDA FIXA (cod. 72109). A escolha dos quatro fundos acima teve como objetivo maximizar a diversificação riscos no segmento de renda fixa, por intermédio de quatro fundos com estratégias distintas: o fundo do BRADESCO é um pós fixado padrão; o do BNP é atuante em títulos privados de excelentes empresas; o do HSBC busca prêmios em títulos públicos de prazos de vencimento distintos; e o do VOTORANTIM explora oportunidades de mercado ligadas à duration de diferentes títulos.

A decisão de manter uma grande parte dos recursos da Sociedade aplicados em títulos de curto prazo balizados pela taxa SELIC decorre do fato de que esta taxa encontra-se muito acima da MC - fixada em 8% acima do IPCA. No caso de uma queda da taxa SELIC abaixo da MC, caberá ao Conselho Deliberativo rever essa meta de desempenho.

Limites de aplicação por segmento

Ao definir a fatia dos recursos primários a serem canalizados a cada classe de ativos, mas não a fatia dos recursos a serem mantidos em cada classe, a nova PI objetiva evitar uma gestão que levaria à venda de ativos de uma classe sempre que ela estivesse com rentabilidade acima da outra. Isto não significa que se admitirão grandes oscilações de curto prazo das fatias. Para evitar essas oscilações, deverá haver realocações em caso de os limites de aplicação abaixo serem ultrapassados:

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- Segmento de Renda Fixa atrelados à índices de inflação: mínimo de 20% e máximo de 30% dos recursos totais da Sociedade;

- Segmento de Renda Variável: mínimo de 10% e máximo de 30% dos recursos totais da Sociedade;

- Segmento de Renda Fixa (excluindo investimentos atrelados à índices de inflação): mínimo de 40% e máximo de 70% dos recursos totais da Entidade.

É importante ressaltar que os limites acima deverão ser alterados anualmente quando das revisões/atualizações das futuras PIs. No caso do primeiro segmento, devido à inexistência de novos aportes ao segmento, prevê-se gradual queda futura dos limites inferior e superior. No caso do segundo segmento, se confirmada a perspectiva de rentabilidade da ações superior à taxa SELIC, prevê-se lenta elevação futura do limite superior. No caso do terceiro segmento, os futuros limites serão estabelecidos em função dos limites futuros recalculados para os dois primeiros segmentos.

IV.2. Horizonte dos Investimentos

A PI possui um horizonte mínimo de sessenta meses, com revisões/atualizações anuais e monitoramento no curto prazo.

IV.3. Composição das Carteiras de Investimentos

As carteiras serão compostas conforme definição do Comitê de Investimentos de cada um dos fundos abertos acima citados, respeitados os limites impostos pela Resolução 3121 e pela Sociedade.

Não serão permitidos aluguéis de ativos financeiros da FGV/PREVI. Todos os limites aplicáveis devem ser respeitados considerando-se os investimentos da carteira da FGV/PREVIcomo um todo, mas os fundos abertos isoladamente não precisam respeitar os limites impostos pela Resolução 3121.

Os títulos em que a FGV/PREVI aplicará seus recursos, bem como aqueles em que não aplicará são elencados abaixo por segmento:

Renda Fixa:

− Títulos Públicos Federais Pré e Pós-Fixados;

− Títulos Privados de Emissão de Instituições Financeiras e Empresas Não Financeiras de Primeira Linha com Risco de Crédito Aprovado pelo Comitê de Investimentos do Administrador de Recursos. Todo e qualquer título enquadrado nesta modalidade, deve também ser classificado por, no mínimo, uma agência de “rating”, devidamente autorizada a operar no Brasil, como baixo risco de crédito (“investment grade”);

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− Não são permitidas aplicações em Títulos Privados de Emissão de Instituições Financeiras e Empresas Não Financeiras classificados como Alto Risco de Crédito pelo Comitê de Investimentos do(s) Administrador(es) de Recursos ou agência de “rating” autorizada a operar no Brasil;

− Títulos Privados de Emissão de Instituições Financeiras e Empresas Não Financeiras que não possuam classificação de uma agência de “rating”, devidamente autorizada a operar no Brasil, só podem ser adquiridos mediante risco de crédito aprovado pelo Comitê de Investimentos do Administrador de Recursos como de baixo risco de crédito:

Certificados de Depósito Bancário (CDBs);

Debêntures por Emitente Financeiro e Não Financeiro;

Fundo de Investimento (FIF) e Fundos de Aplicação em Quotas de Fundo de Investimento Financeiro (FAQ);

Títulos Privados indexados a Índices de Inflação; Outros Títulos de Renda Fixa.

– Aplicações em títulos do próprio Gestor de Recursos e Empresas Coligadas devem ser realizadas apenas dentro dos limites impostos pela regulamentação pertinente.

– Derivativos (“Swap”, Futuro, Termo e Opções) apenas com objetivo de “hedge” ou posicionamento (aumentar ou diminuir a exposição da Carteira aos mercados de Renda Fixa permitidos na legislação aplicável, EFPC e neste documento). Ressaltamos que o valor nocional líquido de todos os derivativos empregados na gestão de carteiras e fundos não pode ser superior ao respectivo patrimônio líquido das carteiras ou fundos.

Renda Variável: – Ações;

– Cotas de Fundo em Ações; – Debêntures Conversíveis; – Outros Valores Mobiliários;

– Derivativos (“Swap”, Futuro, Termo e Opções) com objetivo de “hedge” ou de posicionamento (como substituto para a compra efetiva de ativos). Ressaltamos que o valor nocional líquido de todos os derivativos empregados na gestão de carteiras e fundos não pode ser superior ao respectivo patrimônio líquido das carteiras ou fundos;

Aplicações em ações do próprio Gestor de Recursos e Empresas Coligadas devem ser realizadas apenas dentro dos limites impostos pela regulamentação pertinente.

IV.4. Política para uso de Derivativos

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– Todas as operações de derivativos (“Swap”, Futuro, Termo e Opções) devem ser garantidas por Bolsa de Valores ou de Mercadorias e Futuros (BOVESPA – Bolsa de Valores de São Paulo e BM&F – Bolsa de Mercadorias e Futuros, respectivamente);

– Não serão permitidas operações de derivativos para fins de alavancagem, ou seja, o valor nocional líquido de todos os derivativos empregados na gestão de carteiras e fundos não pode ser superior ao respectivo patrimônio líquido das carteiras ou fundos.

– Não serão permitidos lançamentos de opções a descoberto.

IV. 5. Rebalanceamento das Carteiras

Quando, ao longo do ano em que vigora a PI, a alocação dos ativos no segmento de renda variável romper em 10% os limites determinados no item IV.1. deste documento, o Conselho Deliberativo deverá reajustá-los aos limites dispostos no item IV.1.

IV.6. Alocação Estratégica para a Exposição da Carteira da Entidade

Como proporções a serem observadas ao longo do ano em que vigorará esta PI, vislumbra-se uma alocação média com as proporções abaixo:

- Segmento de Renda Fixa (investimentos atrelados à índices de inflação): cerca de 25% dos recursos totais da Entidade

- Segmento de Renda Variável: cerca de 15% dos recursos totais da Entidade.

- Segmento de Renda Fixa (excluindo investimentos atrelados à índices de inflação): cerca de 60% dos recursos totais da Entidade

IV. 7. Índice para Comparação de Rentabilidade (“benchmark”) e Tolerância a Risco dos Ativos Administrados da Sociedade

Para efeito de avaliação do desempenho dos gestores, os referenciais a serem alcançados em médias móveis anuais serão:

- Renda Variável: 100% IBrX-100 médio;

- Renda Fixa (atrelados à índices de inflação): 100% do índice de IPCA + 8,0% a.a. - Renda Fixa (excluindo investimentos atrelados à índices de inflação): 100% taxa Selic;

Para efeito de avaliação da conveniência da alteração da alocação relativa de ativos pelo Conselho Deliberativo, os referenciais a serem alcançados em médias móveis anuais

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- Segmento de Renda Fixa: 30% (IPCA + 8% a.a.) + 70% taxa SELIC; - Carteira Global: 25% (IPCA+8%) + 15% IBrX-100 + 60% taxa SELIC

V. Controle e Avaliação dos Riscos

O controle e avaliação dos riscos serão executados conforme as determinações da Instrução Normativa SPC nº 4, de 26 de novembro de 2003.

VI. Precificação de Títulos e Valores Mobiliários

Todos os títulos e valores mobiliários integrantes das carteiras de investimentos da Entidade ou fundos de investimentos nos quais são aplicados os recursos da Entidade, devem ser precificados (marcados) ao valor de mercado.

VII.Estilo de Gestão

A gestão dos recursos da Sociedade está voltada para objetivos de longo prazo. A alocação relativa entre as três grandes classes de ativos listadas no item IV.I - asset

allocation-, ficará ao encargo do Conselho Deliberativo, de acordo com os limites de

aplicação estabelecidos naquele item.

Quanto à liberdade de ação concedida aos gestores, cada um deles seguirá a política de investimento específica do seu fundo aberto, de modo que cada Gestor decidirá apenas quais ativos adquirir, dentre os previstos pelo regulamento do fundo aberto por ele gerido.

VIII. Análise de Performance e Avaliação Quantitativa dos Gestores de Recursos

No longo prazo, o cumprimento da Meta do Cotista é o principal objetivo da Entidade. A performance dos gestores de recursos será avaliada em relação aos referenciais determinados para cada segmento, conforme especificado no item IV.7. Face à conclusão da análise, o Conselho Administrativo pode decidir sobre eventual necessidade de substituição de um ou mais gestores.

IX. Avaliação Qualitativa dos Gestores de Recursos

Os gestores serão avaliados, no mínimo anualmente, sobre os seguintes critérios qualitativos:

Aderência aos mandatos definidos pelas políticas de investimento dos fundos abertos por cada um deles gerido;

Consistência das atividades efetuadas pelos gestores na gestão dos investimentos, segundo o estilo e filosofia contratados;

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Retenção do quadro de profissionais; reposição dos profissionais perdidos por aposentadoria, desligamento, etc;

Qualidade da comunicação com a Sociedade; Competitividade das taxas de administração;

Características da(s) empresa(s) de administração de recursos (empresa(s) controladora(s), crescimento dos ativos gerenciados, clientes ganhos e perdidos, etc)

X. Limites para Investimentos em Títulos e Valores Mobiliários de Emissão e/ ou co-obrigação de uma mesma Pessoa Jurídica

Os limites utilizados para investimentos em títulos e valores mobiliários de emissão e/ ou co-obrigação de uma mesma pessoa jurídica são aqueles definidos na Regulamentação pertinente.

XI. Estratégia de Formação de Preço Ótimo no Carregamento de Posições em Investimentos e nos Desinvestimentos

– Os recursos investidos pela Entidade nos segmentos de Renda Fixa e Renda Variável, nos fundos abertos citados no item IV.1 deste documento, são geridos por Instituições idôneas devidamente cadastradas, registradas e autorizadas pelo Banco Central do Brasil e/ ou Comissão de Valores Mobiliários, para a prestação de serviços especializados de Gestão de Recursos;

– A relação entre a Entidade e seus gestores encontra-se lastreada em contrato específico formalizado entre as partes;

– Os gestores de recursos possuem poderes discricionários para a compra e venda de títulos e valores mobiliários nas carteiras dos fundos abertos por eles geridos, respeitando os limites estabelecidos em seus mandatos e assumindo total responsabilidade pelo seu bom cumprimento;

– O principal motivo que levou a Entidade a contratar gestores profissionais foi obter a melhor qualidade na gestão de recursos. Portanto, a Entidade possui convicção de que seus interesses serão observados e que seus gestores utilizam a estratégia de investimentos e desinvestimentos mais adequadas aos objetivos da Entidade;

XII. Avaliação do Cenário Macroeconômico de Curto, Médio e Longo Prazo e a Forma de Análise dos Setores Selecionados para Investimentos

Os limites de alocação estabelecidos para os segmentos de aplicação dos recursos (renda fixa, renda variável) objetivam um nível de retorno dos investimentos que no médio/ longo prazos supere a Meta do Cotista.

A análise dos setores a serem selecionados para investimentos é uma atividade delegada a cada gestor. Dentro da classe de ativos a que pertence o fundo aberto por ele gerido, conforme mencionado no item XI desse documento, cada gestor possui poderes

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XIII. Custos da Gestão dos Recursos

Os custos incorridos com cada uma das atividades relacionadas com a administração dos recursos (gestão dos recursos, custódia dos recursos, corretagem, auditoria e consultoria) são informados trimestralmente aos Participantes.

XIV. Início da vigência da Política de Investimentos

A data de aprovação desse documento é 10 de junho de 2005 e a data do início de vigência é 01 de julho de 2005.

XV. Conclusão

Neste relatório apresentaram-se as linhas mestras que governam a administração da FGV/PREVI. Procurou-se explicar a opção por uma estrutura administrativa interna enxuta onde se prioriza a terceirização, bem como se especificaram os motivos que baseiam as estratégias de alocação de recursos da entidade.

A direção da FGV/PREVI se coloca à disposição da SPC para dar mais detalhes a respeito de quaisquer pontos que por ventura esta Secretaria venha julgar necessários.

Rio de Janeiro, 10 de junho de 2005.

Renato Fragelli Cardoso Jorge Augusto Rodrigues de Andrade

Referências

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