UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
CAMPUS MEDIANEIRA
Gleici Maria Variza
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO
MEDIANEIRA-PR 2012
Gleici Maria Variza
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO
Relatório de estágio apresentado ao Curso de Graduação, em Engenharia de Produção, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, como requisito parcial para a conclusão da disciplina de estágio obrigatório.
Orientador: Prof. Ms. Neron Alipio Cortes Berghauser
MEDIANEIRA-PR 2012
TERMO DE ENTREGA
Relatório de estágio curricular supervisionado realizado na Ninfa Indústria de Alimentos Ltda, no período de 06 de fevereiro a 25 de maio de 2012, perfazendo aproximadamente 450 horas.
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Cícero Salviano da Costa Supervisor do Estágio – Ninfa
_____________________________
Prof Neron Alipio Cortes Berghauser Orientador do Estágio
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Gleici Maria Variza Estagiária
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Prof . André Luis da silva
Responsável pela Atividade de Estágio do Curso
Medianeira 2012
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
Figura 1: Segmentação do mercado de biscoitos. ... 10
Figura 2: Exemplo de planilha de acompanhamento de produção. ... 16
Figura 3: Exemplo de gráficos. ... 17
Figura 4: Etiqueta utilizada nos armários ... 18
Figura 5: Ajuste de empenho ... 19
Figura 6: Apontamento de perdas ... 19
Figura 7: Encerramento da ordem ... 20
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ... 5
2 A EMPRESA ... 6
3 REVISÃO DE LITERATURA ... 7
3.1 BISCOITOS ... 7
3.1.1 SURGIMENTO DO BISCOITO ... 7
3.1.2 Classificação dos biscoitos ... 8
3.2 CARACTERIZAÇÃO DO SETOR ... 9
3.3 MATÉRIA PRIMA UTILIZADA PARA ELEABORAÇÃO DOS BISCOITOS ... 10
3.3.3 Sal ... 11
3.3.4 Bicarbonato de sódio ... 12
3.3.5 Bicarbonato de amônio ... 12
3.3.6 Pirofosfato ácido de sódio ... 12
3.3.7 Lecitina de soja ... 13
3.3.8 Água ... 13
3.3.9 Aroma ... 13
4 DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS ... 16
4.1 Digitalização de relatórios e elaboração de gráficos da produção ... 16
4.2 Controle de armários nos vestiários ... 17
4.3 Fechamento das ordens de produção ... 18
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ... 20
REFERÊNCIAS ... 22
1 INTRODUÇÃO
Biscoito é o produto obtido pelo amassamento e cozimento conveniente de massa preparada com farinhas, amidos, féculas fermentadas, ou não, e outras substâncias alimentícias (BRASIL, 1978).
A denominação “biscoito” surgiu na França para descrever o pão que, amassado e novamente cozido, transformava-se em pasta dura. O termo biscoito é a junção dos termos “bis” e “cuit” que quer dizer “cozido duas vezes” (NESTLÉ, 2011).
O Brasil é o segundo maior produtor mundial de biscoitos no mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos; em relação ao consumo, o Brasil ocupa o 12º posição no ranking mundial, com uma média per capita de 6,3 kg por ano (MERCADO, 2012).
Este relatório tem por objetivo descrever as atividades realizadas durante o estágio supervisionado do curso de graduação em Engenharia de Produção da Universidade Tecnológica Federal do Paraná-UTFPR, Medianeira, na empresa Ninfa Indústria de Alimentos Ltda, cidade de Medianeira - PR, no período de 06 de fevereiro a 25 de maio de 2012. O mesmo foi realizado com supervisão direta do Gerente de Produção, das unidades de biscoito, Cícero Salviano da Costa e orientação do Professor Neron Alipio Cortes Berghauser.
Este trabalho se inicia apresentando a empresa na qual o estágio foi realizado, em seguida uma revisão bibliográfica sobre os temas relacionados ao estágio, e posteriormente descreve as atividades que foram desenvolvidas no período de estágio e por fim apresenta as considerações finais.
2 A EMPRESA
Fundada por Hugo Zadinello na cidade de Medianeira no ano de 1979, a Ninfa Alimentos começou a produzir contando inicialmente com apenas 5 colaboradores e capacidade produtiva de 6mil kg/mês de biscoitos. Atualmente a empresa conta com uma equipe de 500 colaboradores e uma produção de 6 mil kg/hora de biscoitos.
A empresa possui três unidades de produção: biscoitos, refresco em pó e massas, em um complexo industrial de 24.000 m2 e comercializa nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além dos Estados de Rondônia, Acre, Pará e Maranhão.
Seus produtos chegam a esse amplo mercado pela frota de 13 veículos próprios e 61 terceirizados.
De acordo com seu planejamento estratégico, a missão da empresa é:
“promover saúde, satisfação e sonhos, produzindo e comercializando alimentos saudáveis, saborosos e nutritivos, gerando riquezas”.
As informações precedentes foram extraídas do site institucional Ninfa (2012).
3 REVISÃO DE LITERATURA
O propósito deste capítulo é resgatar os principais conceitos e terminologias utilizados neste relatório, usando-se, para isto, de produções científicas reconhecidas pelo ambiente acadêmico.
3.1 BISCOITOS
Como o principal produto industrializado pela empresa é o biscoito, cabe aqui uma breve apresentação de aspectos que melhorem o entendimento sobre este interessante alimento.
3.1.1 Surgimento do biscoito
De acordo com as lendas, o biscoito surgiu quando os antigos povos comiam grãos crus moendo-os lentamente e triturando-os com os dentes. A partir disso surgiu a ideia de se amassar os grãos entre duas pedras, misturando água àquela massa e secá-la ao fogo, tornando-a numa pasta seca e dura. Esse processo adicionado por outros componentes começou a tomar sua forma, que se assemelhou a um pão duro, foi na verdade o precursor do que hoje é chamado biscoito (SIMABESP, 2011).
Os egípcios mostravam para a prosperidade com desenhos e formulações de vários tipos de biscoitos secos. Os primeiros biscoitos foram servidos adocicados com mel e eram objeto de gentileza para com amigos e presentes. Na época, um especialista em fabricar os biscoitos podia ser comprado, alugado por dias, tomado à força, em resumo, era um objeto, um escravo de luxo (SIMABESP, 2011).
O antigo viajante necessitava levar, na sua bagagem, o seu próprio pão, mas este se deteriorava rapidamente, portanto o produto era cozido mais de uma vez para diminuir a umidade (SIMABESP, 2011).
O Biscoito deveria ser comido somente após ter sido imerso em leite de cabra ou na sopa para se tornar mais mole e então poder ser comido. A forma que o pãozinho seco (biscoito) tomou foi a de um pequeno pastel recheado de carne, que era chamado de "pão do viajante” (SIMABESP, 2011).
A denominação “biscoito” surgiu na França para descrever o pão que, amassado e novamente cozido, transformava-se em pasta dura, visando sua melhor conservação. “Biscoito” é a junção dos termos “bis” e “cuit” que quer dizer “cozido duas vezes”. A popularidade do biscoito aumentou rapidamente em meados do século XVII quando, na Europa, começou-se a servi-lo para acompanhar o chocolate ou o chá. O progresso dos negócios com os biscoitos alertou as municipalidades que viram aí uma boa fonte de renda em taxas e impostos. A partir de então, acelerou-se a busca por métodos e modos mais econômicos e de maior rendimento na sua fabricação iniciando-se, consequentemente, o processo de industrialização desse setor produtivo (NESTLÉ, 2011).
A Inglaterra fabricava vários tipos de biscoitos e os exportava para suas colônias. Todas as cidades importantes dos Estados Unidos foram consumindo, pouco a pouco, o "biscoito para chá e café dos ingleses". No período que antecedeu à independência americana, a indústria de equipamentos para a fabricação de biscoitos foi se desenvolvendo, o que explica o crescimento do setor, nos anos que se seguiram à emancipação dos EUA (NESTLÉ, 2011).
Daí em diante, a evolução se fez de forma acelerada; até o nome "biscuit" foi abandonado e os produtos americanos foram rebatizados de "cookies", originário do termo "koekje", holandês, que quer dizer "bolo pequeno". Isto fez com que se criasse uma separação bem definida entre os tipos de biscoitos: os "cookies" eram os de paladar adocicados e os "saltines", com acentuado sabor salgado. Os primeiros cresciam por ação química e os salgados eram "fermentados" por meios biológicos (NESTLÉ, 2011).
Hoje existe mais de 200 tipos de biscoitos com diferentes formulações e com uma indústria altamente especializada (NESTLÉ, 2011). O que havia começado com um trabalho escravo, ao tempo dos gregos, romanos e dos egípcios, hoje faz parte de um complexo industrial, dos mais importantes dentro do setor de alimentação (SIMABESP, 2011).
3.1.2 Classificação dos biscoitos
Brasil (1978) classifica os biscoitos de acordo com o ingrediente que o caracteriza ou forma de apresentação:
a) Biscoitos ou bolachas salgadas: produtos que contêm cloreto de sódio em quantidade que acentue o sabor salgado, além das substâncias normais desses produtos;
b) Biscoitos ou bolachas doces: produtos que contêm açúcar, além das substâncias normais nesse tipo de produtos;
c) Recheados: quando possuírem um recheio apropriado;
d) Revestidos: quando possuírem um revestimento apropriado;
e) Grissini: produto preparado com farinha de trigo, manteiga ou gordura, água e sal e apresentados sob a forma de cilindros finos e curtos.
f) Biscoitos ou bolachas para aperitivos e petiscos ou salgadinhos: produtos que contêm condimentos, substâncias alimentícias normais desses tipos de produtos;
apresentam-se geralmente sob formas variadas e tamanhos bem pequenos. Ex.:
"Petisco de queijo", "Bolacha de cebola para aperitivo".
g) Palitos para aperitivos ou "pretsel": produto preparado com farinha, água, sal, manteiga ou gordura e fermento-biológico; a massa é moldada em forma de varetas, que podem ser dobradas em forma de oito, e são submetidas a prévio cozimento rápido em banho alcalino, antes de assadas.
h) Wafer: produto preparado à base de farinha de trigo, amido, fermento químico, manteiga ou gordura, leite e ovos e apresentado sob a forma de folha prensadas;
i) Wafer recheado: produto preparado à base de farinhas, amidos ou féculas, doce ou salgado, podendo conter leite, ovos, manteiga, gorduras e outras substancias alimentícias que o caracteriza, como coco, frutas oleaginosas. geleias de frutas e queijo. Tais produtos podem ser decorados com doces, glacês, geleias, frutas secas ou cristalizadas, queijo, anchova, etc.
3.2 CARACTERIZAÇÃO DO SETOR
Segundo a SIMABESP (2011) o mercado de biscoitos é dividido em nove categorias maiores: Recheado, Crackers e água e sal (integrais, gergelim, centeio, etc), Wafers, Maria e Maisena, Doces secos e amanteigados, Amanteigados,
Salgados (salgadinhos, aperitivos, snacks e "tipo club"), Rosquinha e outros como mostra a Figura 1.
Figura 1: Segmentação do mercado de biscoitos.
Fonte: Simabesp, (2011).
O Brasil ocupa a posição de 2º maior produtor mundial de biscoitos, com o registro de 1.206 milhões de toneladas produzidas em 2009, isso representou 2,5%
de crescimento sobre 2008 em que foram produzidas 1.177 milhões de toneladas (SIMABESP, 2011). No quesito referente a consumo, o Brasil ocupa o 12º lugar, com uma média per capita de 6,3 kg por ano, os três maiores Estados consumidores de biscoitos no Brasil são: São Paulo com 27%, Rio de Janeiro com 13% e Minas Gerais com 11% o Paraná possui apenas 4% do consumo (ANIB, 2011).
De acordo com a ANIB (2011) a produção deverá continuar mantendo o Brasil como o segundo maior no mercado mundial de biscoitos perdendo apenas para os Estados Unidos, os demais países do ranking são Inglaterra, Alemanha e França.
Em 2010 as exportações de biscoitos brasileiros foram da ordem de 54,3 mil toneladas o que representou um faturamento de US$ 106 milhões. Os principais compradores são: Angola, Paraguai, Estados Unidos, Uruguai e Argentina, que juntos somam 22 mil toneladas somente no primeiro semestre de 2011. Os produtos mais exportados são biscoitos recheados (38%) e wafers (30%) (ANIB, 2011).
3.3 MATÉRIA PRIMA UTILIZADA PARA ELABORAÇÃO DOS BISCOITOS
3.3.1 Farinha
O trigo representa 33% dos cereais colhidos por ano no mundo e possui uma grande variedade. O grão de trigo é classificado como trigo duro ou forte, mole ou fraco, branco e trigo durum, a principal diferença entre eles está na indicação do seu uso (MORETTO; ALVES, 1999).
A farinha feita com o trigo duro é indicada para a fabricação de pães, devido a grande quantidade e boa qualidade do glúten. O trigo mole tem baixo conteúdo de proteína é adequado para a produção de crackers e bolachas. O trigo branco tem menor conteúdo de proteína e tem cor mais clara, com uma qualidade de panificação adequada para de bolos e tortas (MORETTO; ALVES, 1999).
O trigo durum supera todas as outras espécies de trigo na qualidade para a fabricação de pastas para a produção de espaguetes e macarrões, por isso possui alta demanda e valorização. O trigo duro ocupa cerca de 8 % da área de trigo no mundo (EMBRAPA, 2012).
3.3.2 Amido
O mais utilizado é o de milho sua função principal é “diluir” a proteína (glúten), atuando principalmente na estrutura do produto (AZEVEDO, 2007). É composto por unidades de açúcares (glicose) ligadas entre si, de modo a formar cadeias. Melhora a textura do produto, promovendo maior maciez e também quebra a força da farinha de trigo. Quando dissolvido em água e aquecido, o amido se gelatiniza e forma uma solução viscosa (FLEISCHMANN, 2012).
3.3.3 Sal
O sal além de contribuir para o sabor do produto é responsável pelas características de desenvolvimento da proteína do trigo (MORETTO; ALVES, 1999).
3.3.4 Bicarbonato de sódio
O bicarbonato de sódio exerce duas funções, a primeira é o ajuste do pH ( é um termo que expressa a intensidade da condição ácida ou básica de um determinado meio ou é um índice que indica a acidez, neutralidade ou alcalinidade de um meio qualquer (DEFINIÇÃO, 2012)) da massa e do produto. Na fabricação de biscoitos, diversos ingredientes são fracamente ácidos (pH 4,0-5,0), enquanto os biscoitos finais têm pH em torno de 7,0. É necessário, portanto, que se faça um ajuste de pH, e o método mais comum consiste na adição de bicarbonato de sódio.
A segunda função do bicarbonato de sódio é utilizado como "agente de crescimento"
em uma gama extensa de produtos que utilizam fermento químico. Quando reage com ácidos (fosfatos), o bicarbonato libera dióxido de carbono (CO2). Essa aeração proporciona o crescimento da massa (IPCNOR, 2012).
3.3.5 Bicarbonato de amônio
O bicarbonato de amônio é um fermento, agente de crescimento usado na produção de biscoitos e crackers, ele reage na presença de umidade e/ou de calor liberando os gases NH3 + CO2 que fazem a massa crescer, aumentam a expansão
dos mesmos como também ajuda a formar
um aspecto mais uniforme (PANTEC, 2012).
3.3.6 Pirofosfato ácido de sódio
O pirofosfato ácido de sódio é um componente presente em diferentes formulações com o papel de fermento. Durante uma produção, ocorre uma reação
química do pirofosfato ácido de sódio (ácido) com o bicarbonato de sódio (base), liberando água, sal e CO2, o que faz a massa crescer (FUNCIONAL MIKRON, 2012).
3.3.7 Lecitina de soja
É uma substância extraída da soja, é usada como emulsificante que facilita a mistura das matérias-primas e evita a separação da gordura dos demais ingredientes, sua função nos biscoitos é estabilizar e emulsificar a massa e os cremes (recheios) (FLEISCHMANN; AYMORÉ, 2012).
3.3.8 Água
A principal função da água na elaboração de biscoitos é dissolver os ingredientes solúveis, além de hidratar o glúten, possibilitando seu desenvolvimento.
A água também influência em algumas propriedades físicas da massa. Como a consistência (firmeza), maleabilidade (facilidade de ser laminado). pegajosidade (facilidade de aderência), extensibilidade e elasticidade (a massa do biscoito deve ter extensibilidade suficiente para expandir e deve ter uma elasticidade que apresente uma resistência à expansão para garantir a forma final (SIBA INGREDIENTES, 2012). (MORETTO; ALVES, 1999).
3.3.9 Aroma
O aroma do biscoito é uma preparação concentrada utilizada para conferir-lhe o sentido do sabor. O aroma identifica o produto. Diversos produtos alimentícios diferenciam-se de seus similares apenas pelo aroma específico. O aroma também compensa perdas, no caso dos biscoitos a adição de aromas é necessária para compensar a perda natural de substâncias aromatizantes que ocorre durante o cozimento (GEORGES BROEMMÉ, 2012).
3.3.10 Gordura
Para a fabricação de biscoitos, a gordura pode ser de origem animal (manteiga, banha) ou vegetal, hidrogenada ou não. O mais usual é a utilização de gordura vegetal hidrogenada (AZEVEDO, 2007).
A gordura num biscoito tem quatro funções principais: lubrifica a massa (óleo), proporciona aeração, funcionando como agente de crescimento pela retenção do ar, melhora a mastigação e a expansão. Funciona ainda como amaciador, além de contribuir com o aroma e sabor (PINTO; FELTES, 2012).
3.3.11 Metabissulfito de sódio
O metabisulfito de sódio é um pó cristalino de coloração branca e levemente amarelada, utilizado como agente antioxidante, com efeito inibidor da proliferação de microrganismos (SILVA, 2010).
3.3.12 Açúcar Cristal
É o açúcar com cristais grandes e transparentes, difíceis de serem dissolvidos em água. Depois do cozimento, ele passa por um refinamento leve, que remove 90% dos sais minerais (ALIMENTAÇÃO, 2012) esse açúcar fornece doçura e sabor, além de ter efeito sobre a textura, cor, expansão e aparência geral ao biscoito (AZEVEDO, 2007).
3.3.13 Açúcar invertido
O açúcar chamado invertido é o açúcar em sua forma líquida adicionado de ácido cítrico e que têm por função melhorar a textura e a cor do biscoito (AYMORÉ, 2012), ou ainda é uma solução de açúcar em que a sacarose foi convertida em glicose e frutose por ação de um ácido, uma base ou por enzimas, é utilizado para obtenção da coloração dourada nos produtos e para reter umidade (AZEVEDO, 2007).
4 DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS
O estágio teve inicio no dia 06 de fevereiro de 2012 em que a estagiária acompanhou os passos da antiga estagiária durante duas semanas, ela apresentou aos colaboradores bem como mostrou a empresa e seus respectivos processos produtivos. Nessas duas semanas foi recebido treinamento dado pela antiga estagiária para desempenhar as atividades que anteriormente eram desempenhadas por ela. As atividades desenvolvidas serão mencionadas nos itens a seguir.
4.1 Digitalização de relatórios e elaboração de gráficos da produção
Toda a produção de biscoitos é registrada pelos colaboradores, eles descrevem em planilhas o controle de preparo de massas, a produção, quantidades de biscoitos e massa fresca, reprocessadas e descartadas, temperaturas e paradas dos fornos, quantidade de embalagens utilizadas e estragadas, peso por produto e por paletes.
Esses dados são repassados para planilhas digitalizadas (Figura 2) em que consta a número de caixas produzidas, massas tombadas, horas trabalhadas, horas/máquinas paradas, média peso por produto, reprocessos, descartes, embalagens utilizadas e estragadas com suas respectivas porcentagens.
Figura 2: Exemplo de planilha de acompanhamento de produção.
Fonte: Autor, (2012).
Antigamente esses dados eram utilizados para o controle de estoque, posteriormente passaram a servir somente para elaboração de gráficos e esclarecer possíveis dúvidas. Os gráficos elaborados a partir desses dados são colados nas linhas de produção para que os colaboradores possam visualizar o quanto foi produzido, descartado, sobrepeso, reprocesso e a perda de embalagem, sendo que para cada um destes itens existe uma meta a ser atingida (Figura 3).
Figura 3: Exemplo de gráficos.
Fonte: Autor, (2012).
4.2 Controle de armários nos vestiários
O controle dos armários dos vestiários é feito nas unidades de biscoitos (I e II) da seguinte forma: cada vez que um novo colaborador é contratado pela empresa, ao mesmo é entregue a chave com o número de um dos armários de sua respectiva unidade de trabalho para que possa guardar seus pertences. Quando um colaborador sai da empresa o mesmo entrega as chaves no departamento de recursos humanos que as repassa para posterior reposição no armário de chaves.
Em ambos os casos nome do colaborador é colocado ou retirado da listagem dos armários respectivamente.
Em cada armário é colado uma etiqueta com o nome do colaborador, unidade e o número do armário (Figura 4) e quando o mesmo sai, a etiqueta é retirada. Com
isso pode-se saber qual armário está livre e qual está sendo ocupado o que facilita quando um novo colaborador é contratado.
Figura 4: Etiqueta utilizada nos armários Fonte: Autor (2012).
4.3 Fechamento das ordens de produção
A Ordem de produção é uma solicitação de produção de determinado produto, nela está descrito todas as informações e especificações do produto. A ordem de produção contém a descrição do produto que deve ser produzido, em que data deve ser entregue e as quantidades requisitadas (METRICS, 2012).
A Ordem de Produção possibilita o controle e o gerenciamento dos itens fabricados, com isso se poderá ter o controle do estoque tanto das matérias-primas quanto do produto acabado (HÁBIL ENTERPRISE, 2012).
O programa utilizado pela empresa para fechar as ordens de produção é o Protheus da empresa TOTVS. Trata-se de uma linha de software ERP, Enterprise Resource Planning ou em português, Sistemas Integrados de Gestão Empresarial.
ERP é um termo genérico para um conjunto de atividades executadas por um software multimodular, que objetiva auxiliar os gestores de uma empresa nas fases do seu negócio. Este aplicativo inclui o desenvolvimento de produtos, compra de itens, manutenção de estoques, interação com os fornecedores, serviços a clientes e acompanhamento de ordens de produção (SOUZA, 2012).
O programa Protheus pode ser utilizado para realizar o Plano Mestre de Produção, solicitações de compras previstas, autorizações de entregas previstas, ordens de produção por pedido de vendas, ajuste de empenhos, apontamento de produção, apontamento de Perda, histograma, relatórios entre outros (TOTVS, 2012).
Para o fechamento das ordens de produção (OP) são necessários os seguintes passos: fazer o ajuste de empenho (Figura 5), apontar as perdas (Figura 6) e a produção propriamente dita.
Quando uma ordem de produção é incluída, o sistema verifica automaticamente o que é necessário para que ela possa ser executada e efetua o empenho dos materiais necessários, conforme determinado em sua estrutura, se as quantidades de matérias-primas utilizadas for diferente é feito o ajuste das mesmas (TUTORIAIS, 2012).
Figura 5: Ajuste de empenho Fonte: Autor (2012).
Figura 6: Apontamento de perdas Fonte: Autor (2012).
Figura 7: Encerramento da ordem Fonte: Autor (2012).
Uma OP é encerrada, quando o sistema detecta uma movimentação do Tipo Produção para o valor total da OP, ou quando a soma de movimentações do Tipo Produção totaliza a quantidade original da OP (TUTORIAIS, 2012).
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Foram muitos os aprendizados que o estágio proporcionou em relação ao funcionamento de uma grande empresa, as dificuldades de se gerenciar, de se lidar com os colaboradores e também conhecer a rotina de trabalho das várias áreas de uma empresa.
A estagiária pode ver a aplicação das disciplinas de Engenharia da Qualidade, Higiene na Agroindústria, Planejamento e Controle da Produção 1 e 2, Arranjo Físico e Layout, Gestão de Pessoas e Estatística, foi possível também utilizar softwares muito comentados durante a graduação e que neste período foram
vistos na prática o que é de fundamental importância para a formação do profissional.
REFERÊNCIAS
ALIMENTAÇÃO. Quais as diferenças entre açúcar cristal, refinado, demerara e mascavo? Disponível em: <http://www.ninfa.com.br/>. Acesso em 24 de fevereiro de 2012.
ANIB. Associação nacional das indústrias de biscoitos. Disponível em <
http://anib.com.br/escolha_point_news.asp?id=401>. Acesso em 17 de abril de 2011.
AZEVEDO, R. G. de. Melhoria do forneamento de biscoitos em forno à lenha com processo em batelada. (Dissertação de Mestrado) - Universidade de Santa Cruz do Sul – UNISC, 2007.
AYMORÉ. Disponível em: <http://www.aymore.com.br/fale_faq.php>. Acesso em 23 de abril de 2012.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância Sanitária. Aprova normas técnicas especiais do estado de São Paulo, relativa a alimentos e bebidas.
Resolução da Comissão Nacional de Normas e Padrões para Alimentos- CNNPA n.
12, D.O.U. de 24 de julho de 1978.
DEFINIÇÃO. Definição de pH. Disponível em <
http://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/Defini%C3%A7%C3%A3o-De- Ph/235144.html >. Acesso em 25 de junho de 2012.
EMBRAPA. Comunicado técnico on-line. Disponível em:<
http://www.cnpt.embrapa.br/biblio/p_co06.htm>. Acesso em 21 de abril de 2012.
FLEISCHMANN. O açúcar no pão. Disponível em:
<http://www.falecomfleischmann.com.br/padaria/>. Acesso em 12 de jul. 2009.
FUNCIONAL MIKRON. Disponível em:
<http://www.funcionalmikron.com.br/products/show_product/13>. Acesso em 23 de abril de 2012.
GEORGES BROEMMÉ. Aromas e fragrâncias. Disponível em: <
http://www.georgesbroemme.com.br/produtos.html#aromas>. Acesso em 23 de abril de 2012.
HÁBIL ENTERPRISE. Como funciona a Ordem de Produção. Disponível em: <
http://www.habilenterprise.com.br/suporte/index.php?_m=knowledgebase&_a=viewa rticle&kbarticleid=29>. Acesso em 28 de abril de 2012.
IPCNOR. Disponível em:
<http://www.ipcnor.com.br/brasil/produtos/bicabornato_sodio.asp>. Acesso em 22 de abril de 2012.
MERCADO. Mercado de biscoitos cresce 2,5% em 2009. Revista online: Brasil Alimentos. Disponível em: <
http://www.brasilalimentos.com.br/neg%C3%B3cios/2009/mercado-de-biscoitos- cresce-25-em-2009 >. Acesso em 15 de fevereiro de 2012.
METRICS: Sistema de informação. Metrics ORP: Ordem de Produção. Disponível em: < http://www.metrics.com.br/metrics-orp>. Acesso em 28 de abril de 2012.
MORETTO, Eliane; ALVES, Roseane Fett. Processamento e análise de biscoitos.
São Paulo: Varela, 1999.
NESTLÉ. Biscoitos. Disponível em
<http://www.nestleprofessional.com/brazil/pt/SiteArticles/Pages/Negresco_historia.as px.>. Acesso em 25 de fevereiro de 2011.
NINFA. História. Disponível em: < http://mundoestranho.abril.com.br/materia/quais- as-diferencas-entre-acucar-cristal-refinado-demerara-e-mascavo>. Acesso em 24 de abril de 2012.
PANTEC: tecnologia para alimentos. Disponível em:
<http://www.conservantesliquidos.com.br/produtos/fermentos/bicarbonato-de- amonio-fermentos-biscoitos.htm>. Acesso em 22 de abril de 2012.
PINTO, Jessica Meditsch; FELTES, Maria Manuela Camino. Biscoito Cream Cracker. Disponível em:
<http://www.ufrgs.br/alimentus/feira/prcerea/biscoit/gordura.htm>. Acesso em 23 de abril de 2012.
SILVA, Tamires Cruz Santos. Relatório de estágio supervisionado indústria alimentícia Mendonça Ltda. Universidade federal de Sergipe. São Cristóvão. SE.
2010.
SIMABESP. Sindicato das indústrias alimentícias e biscoitos no estado de São Paulo. Disponível em <
http://www.simabesp.org.br/site/mercado_biscoitos_simabesp.asp>. Acesso em 17 de abril de 2011.
SIBA INGREDIENTES. Função dos Ingredientes. Disponível em: < www.siba-
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SOUZA, Michel de. ERP (Enterprise Resource Planning). Disponível em:
<http://imasters.com.br/artigo/1636/gerencia-de-ti/erp-enterprise-resource-planning>.
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TUTORIAIS. O que é uma Ordem de Produção (OPs)? Disponível em: <
http://ajuda.uolhost.com.br/index.php?p=resposta&res=1203#rmcl>. Acesso em 29 de abril de 2012.
TOTVS. Planejamento e Controle da Produção (PCP). Disponível em: <
http://www.totvs.com/treinamentos/elearning/planejamento-e-controle-da-producao- pcp>. Acesso em 29 de abril de 2012.