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Rev. Assoc. Med. Bras. vol.52 número1

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Academic year: 2018

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Rev Assoc Med Bras 2006; 52(1): 1-16

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anorama Internacional

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Há pouco mais de dez anos surgiu na prática clínica a tentativa de tratamento clínico da fimose, com o objetivo de se evitar o trauma da cirurgia de remoção do prepúcio (postec-tomia ou circuncisão). A fimose pode ser congênita ou adquiri-da, sendo esta última conseqüência de repetidas infecções da glande e prepúcio, que levam a estenose do anel prepucial. Neste último grupo de pacientes, a pele do prepúcio adquire o aspecto denominado líquen esclerosante atrófico ou balanite xerótica obliterante, formando-se anel de fibrose no prepúcio que impede a exposição da glande para limpeza adequada. A aplicação tópica, por tempo prolongado, de cremes à base de corticosteróides, promoveria a abertura do anel prepucial. Foram estudados 56 meninos com balanite xerótica obliterante, com indicação formal de postectomia, que foram orientados para aplicação de creme de cortisona no prepúcio, três vezes ao dia, durante três meses. Foi utilizada uma mistura contendo acetato de triamcinolona, neomicina, gramicidina e nistatina. Ao fim deste período, apenas 17% dos pacientes apresentaram resolução da estenose prepucial, sendo que nos pacientes tratados por período maior, de até 23 meses, verificou-se melhora em até 30% dos casos. Importante frisar que os pacientes que apresentaram melhora foram aqueles em que havia estenose cicatricial discreta e sinais leves de balanite xerótica obliterante limitados ao prepúcio. O seguimento das crianças foi feito por período médio de 33 meses. Em todos os outros pacientes foi necessária postectomia.

Comentário

A conclusão mais importante do presente trabalho baseia-se no fato de que houve falha do tratamento em 70% dos pacientes. É importante lembrar que nos casos de sucesso do tratamento, o seguimento por período maior poderá demonstrar recidiva da estenose prepucial, principalmente após a puberdade quando houver o início da atividade sexual. Em nosso meio, têm sido amplamente divulgados os eventuais benefícios de aplicação tópica de cremes de cortisona asso-ciados com enzimas proteolíticos, com o objetivo de realizar “tratamento clínico” de fimose em crianças. Nossa observação clínica coincide com as conclusões do trabalho acima. Temos observado alta incidência de falha do tratamento e nos casos em que a aplicação do creme foi eficaz, a interrupção do uso foi seguida de nova recidiva da estenose prepucial. O que realmen-te se observa é que a aplicação tópica do creme facilita o descolamento bálano-prepucial, o que é erroneamente rotula-do como “eficácia rotula-do tratamento”, em crianças que não apre-sentam fimose e sim apenas acolamento da pele do prepúcio com a glande.

UENIS TANNURI

Referência

1. Vincent MV, MacKinnon E. The response of clinical balanitis xerotica obliterans to the application of topical steroid-based creams. J Pediatr Surg 2005; 40:709-712.

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HIPERANDROGENISMO

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OVARIANO

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Estes medicamentos têm sido usados para reduzir o excesso de gordura total e abdominal, diminuir a deficiência de massa magra e atenuar a disadipocitocinemia presentes na síndrome dos ovários policísticos (SOP), variante do hiperandrogenismo ovariano. Alguns autores têm questio-nado a necessidade do uso da flutamida, um bloqueador do receptor androgênico, em associação com antiandrogênico. Para este estudo foram avaliados: glicemia de jejum, insu-linemia, perfil lipídico, testosterona, adiponectina e IL-6 antes e após três meses do tratamento em 40 adolescentes. A flutamida se mostrou benéfica quanto à ação lipolítica e antiaterogênica, e em longo prazo como terapia adjuvante para prevenção de doenças cardiovasculares e metabólicas na SOP. Chamam a atenção para a necessidade do uso da metformina como sensibilizador da insulina. Os autores não consideram de interesse o uso da drospirenona no tratamento do hiperandrogenismo ovariano.

Comentário

O hiperandrogenismo ovariano tido como variante da SOP, com hiperinsulinemia e/ou dislipidemia, é a endocrinopatia mais freqüente entre as adolescentes e mulheres jovens. Até o momento não há nenhuma terapia aprovada para esta doença. Contudo, existe um consenso quanto à necessidade do uso da metformina para controlar a resistência à insulina. Os autores acrescentam a flutamina e não vêem benefícios com o uso da drospirenona.

NUVARTE SETIAN

Referência

Ibañez L, Valls C, Cabré S, Zegher F. 2004. Flutamide – Metformin plus Ethinylestradiol – Drospirenona for lipolysis and antiatherogenesis in young women with ovarian hyperandrogenism: the key role of early, low-dose flutamide. J Clin Endocrinol Metab 89:4716-20.

Ginecologia GinecologiaGinecologia Ginecologia Ginecologia

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MPORTÂNCIA

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TÉCNICAS

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CIRURGIA

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CIRURGIAS

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ESTÉTICAS

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Giraldo et al.1 descreveram em 15 mulheres portadoras

Referências

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