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PROCESSO ADMINISTRATIVO

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Academic year: 2021

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PROCESSO

ADMINISTRATIVO

Prof. Dr. Felipe Dalenogare Alves Profa. Me. Franciele L. Kühl

2ª FASE XXXIII EXAME – Direito Administrativo

(2)

Olá, Alunos!

Toda conquista exige vontade e muita dedicação.

Nenhum caminho será fácil, você vai cansar, vai querer desistir, jogar tudo para o alto, é neste momento que todas as forças devem ser reunidas para continuar, continuar com medo, com o cansaço, mas com vontade de vencer!

Você está a poucos passos de conseguir mais uma vitória. Siga em frente, siga firme, não olhe para trás, é a frente que está o seu SUCESSO!

Um abraço bem apertado,

Profa. Fran e prof. Felipe.

(3)

Olá, Alunos!

2ª FASE OAB | Direito Administrativo | XXXIII EXAME

Processo no Direito Administrativo

1. INTRODUÇÃO PARA ÀS PEÇAS PROCESSUAIS: ... 4

2. AÇÃO PELO PROCEDIMENTO COMUM: ... 11

3. MANDADO DE SEGURANÇA ... 34

4. AÇÃO POPULAR ... 43

5. AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA ... 47

6. AÇÃO CIVIL PÚBLICA ... 58

7. HABEAS DATA ... 68

8. HABEAS CORPUS ... 73

9. MANDADO DE INJUNÇÃO – Lei 13.300/2016 ... 78

10. RECLAMAÇÃO CONSTITUCIONAL ... 84

11. AÇÃO MONITÓRIA ... 90

12. AÇÃO RESCISÓRIA ... 95

13. CONTESTAÇÃO E CONTRARRAZÕES ... 103

INTRODUÇÃO ÀS PEÇAS RECURSAIS ... 126

14. AGRAVO DE INSTRUMENTO ... 128

15. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO ... 141

16. APELAÇÃO ...146

17. RECURSO ORDINÁRIO ... 153

18. RECURSO ESPECIAL ... 160

19. RECURSO EXTRAORDINÁRIO ... 168

20. AGRAVO INTERNO ... 175

21. PARECER ... 184

(4)

1. INTRODUÇÃO PARA ÀS PEÇAS PROCESSUAIS:

Prof.ª Franciele Kühl | Prof. Felipe Dalenogare

@prof.frankuhl | @prof.felipedalenogare

1.1 Edital

Antes de qualquer assunto sobre peça, precisamos observar, ainda que de forma repetitiva e exaustiva, as regras do edital, porque além de saber o conteúdo é extremamente importante frisar alguns pontos chave para que o aluno não incorra em nenhum erro que possa excluí-lo do exame por identificação de peça ou então provocar algum prejuízo durante a realização da prova. Então vejamos o principal:

• Na falta de informações no enunciado, não invente dados, o edital é claro ao determinar o uso de ... ou XXX. Então, se por exemplo você estiver fazendo a qualificação na peça e não tiver todos os dados para preencher deverá deixar de forma genérica, da seguinte maneira: NOME, nacionalidade..., profissão..., estado civil...

• Sem rasuras!! Se errar na hora da peça (não importa se for uma palavra, uma frase toda ou até mesmo um parágrafo) faça apenas um traço simples e continue escrevendo ao lado, nada de parentes, sublinhado ou rasuras, exemplo da forma correta: nassionalidade nacionalidade...

• Não escrever fora das linhas. Você verá que a folha padrão FGV possuí margens e linhas numeradas, você deve respeitas as linhas e as margens sob pena de não ser considerado nada que estiver fora delas.

• Não assine sua peça: qualquer sinal, assinatura, desenho pode ser considerado identificação de peça e o examinando é excluído imediatamente, isto porque as provas são corrigidas às cegas, o que significa que os examinadores não podem saber de quem são as provas que estão corrigindo em razão da isonomia, para que não hajam favorecimentos nas correções.

• Não é permitido o uso de post-it em branco, somente os post-it de fábrica (aqueles com a identificação da lei, código, estatuto), não é possível fazer essas anotações a mão nos post-it, nem usar os post-it em branco que vem junto nas embalagens dos post-it de editora.

• É permitido o uso de clips, qualquer cor e quantos quiser para separação de códigos.

Recomendação: use com moderação as folhas rascunhos, tenha cuidado para não

“perder” muito tempo fazendo toda peça no caderno rascunho, pois lembre-se que você

(5)

Exemplos:

1.2. Linha do tempo:

Antes de falarmos sobre a Petição Inicial dentro do procedimento comum, vamos verificar como se dá tramite processual dentro do processo de conhecimento?

1) Ajuizamento da ação através da PETIÇÃO INICIAL, que deverá seguir os requisitos estabelecidos no artigo 319 e 320 do CPC.

2) Juízo de admissibilidade, onde o juiz irá analisar a PI e verificar se é caso de:

a. Indeferimento da Inicial (Art. 330, CPC).

b. Improcedência Liminar (Art. 332, CPC).

c. Emenda da PI (Art. 321, CPC).

3) Não sendo nenhuma dessas três hipóteses, estando a petição apta, o juiz irá designar a audiência de mediação ou conciliação, de acordo com os prazos e possibilidades estabelecidas no artigo 334, do CPC.

4) Acontece a audiência de mediação e conciliação, não havendo acordo, ou havendo acordo parcial somente, abre-se prazo de 15 dias para contestação.

5) Apresentada a contestação no prazo de 15 dias, que poderá ser com ou sem

reconvenção, segundo os artigos 335, 336, 337 e 343, do CPC, inicia-se a fase

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processual denominada: providências preliminares (art. 347, CPC). Neste momento o juiz verifica se é caso de réplica, se há necessidade de outras provas serem produzidos, se é caso de extinção do mérito (Art. 354) ou, então se já é possível julgar o mérito de forma antecipada (Art. 354 e 356, CPC).

a. No caso de julgamento antecipado, ele poderá ser parcial (Art. 356, CPC) cabendo agravo de instrumento.

b. Ou então, poderá ser julgamento antecipado total (Art. 355, CPC), cabendo recurso de apelação.

6) Não sendo caso de julgamento antecipado total, extinção do processo, o processo segue para a fase de saneamento e de organização do processo (Art. 357, CPC), onde o juiz resolve as questões processuais pendentes, delimita as questões de fato que recairá a atividade probatória, definirá a distribuição do ônus de prova, delimitará as questões de direito relevantes para a decisão, designará, se necessário, audiência de instrução e julgamento. Observação: na fase de saneamento e organização do processo o juiz poderá, se achar necessário, em razão da complexidade da matéria, designar audiência de saneamento em cooperação com as partes, para que elas esclareçam suas alegações. Se o juiz designar o a audiência de saneamento é na audiência que o advogado deve apresentar o rol de testemunhas, todavia, se essa audiência não for marcada, no despacho saneador o juiz irá designar prazo comum não superior a 15 dias para as partes apresentarem o rol de testemunhas.

7) No despacho saneador o juiz determina a data da audiência de instrução e julgamento, nela o juiz tentará conciliar as partes novamente, independente do emprego anterior de outros métodos consensuais de solução de conflitos, na audiência serão ouvidos os peritos, assistentes técnicos, autor, réu, testemunhas.

8) Após a produção de provas na audiência de instrução e julgamento, acontecem os debates orais, no prazo de 20 minutos para cada parte, podendo ser prorrogado por mais 10 minutos, a critério do juiz (Art. 364, CPC). Sendo que, em razão da complexidade do processo, os debates orais podem ser substituídos por memorais escritos/alegações finais, peça processual que deverá ser protocolada no prazo de 15 dias.

9) Após 30 dias, o juiz publicará a sentença (salvo a hipótese do juiz pronuncia a sentença na audiência de instrução e julgamento, no caso de debates orais).

10) Da sentença, cabe prazo de 15 dias para interpor apelação da decisão (Art. 1009, CPC).

1.3 Introdução às peças iniciais e contestação

A situação-problema trará as respostas à algumas perguntas indispensáveis para a

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Você deve extrair do enunciado as respostas das seguintes perguntas:

1) Quem é o cliente? (Pessoa natural, cidadão, pessoa jurídica de direito privado, associação, etc).

- Se for pessoa natural, pode-se estar diante de qualquer uma das iniciais possíveis (exceto da inicial de ação de improbidade ou ação civil pública);

- Se for associação legalmente constituída, poderá se estar diante de uma ação civil pública ou um mandado de segurança coletivo (fique atento);

- Se for um cidadão, possivelmente se estará diante de uma ação popular;

- Se for uma pessoa jurídica de direito público que o contrata, possivelmente se esteja diante de uma ação de improbidade ou ação civil pública;

2) O que o cliente deseja? (ajuizar a medida cabível, propor a medida cabível, recorrer de uma decisão denegatória da tutela de urgência, recorrer do (in)deferimento de medida liminar, recorrer de sentença proferida).

- Se for para ajuizar a medida cabível, trata-se de uma inicial;

- Se for para recorrer do (in)deferimento de uma liminar/tutela de urgência, será um agravo de instrumento;

- Caso tenha sido proferida sentença, possivelmente se estará diante de uma apelação (se for decisão de tribunal, no exercício de competência originária, possivelmente se estará diante de um Recurso Ordinário Constitucional).

3) O que o cliente deseja é urgente? (há perigo de dano irreparável?)

- Se houver, possivelmente deverá ser utilizada a ação com o rito mais célere;

- Se houver, possivelmente é caso de pedido liminar (para mandado de segurança, ação popular e ação civil público) ou tutela de urgência;

4) Quais os motivos que levaram o cliente a lhe procurar? Fundamentos de fato e de direito que o levarão aos eixos do direito material necessário para o desenvolvimento da peça.

- Verificar a que eixo(s) do Direito Administrativo se enquadra a situação descrita na situação problema.

5) Qual é o momento processual? O cliente deseja ajuizar medida, houve citação,

houve decisão interlocutória, houve sentença, houve recurso improvido.

(8)

1.4 Estrutura básica das iniciais e contestação

ESTRUTURA DA INICIAL

Endereçamento Douto Juízo da ...Vara da Fazenda Pública da Comarca de… /Douto Juízo da Vara Federal da Seção/Subseção judiciária de...

Preâmbulo

Autor

Retirar da Situação problema: NOME COMPLETO, nacionalidade, estado civil, profissão, portador do RG..., CPF..., domicílio e residência..., endereço eletrônico..., OU (se for pessoa jurídica) RAZÃO SOCIAL, CNPJ..., com sede no endereço..., endereço eletrônico..., representada legalmente pelo(a) Sr(a)… (documento de representação anexo)

Réu Retirar da Situação problema: Qualificação completa aos moldes da qualificação do autor.

Fundamento Fundamento Constitucional e/ou Legal da Peça

Nome da Peça Nome da Peça conforme trabalhado no decorrer deste material

Fatos Descrever a situação fática constante na situação problema, sem acrescentar nenhum dado que não esteja no problema.

Direito (Teses)

Buscar o desenvolvimento de, no mínimo, quatro teses sobre os subtemas de direito administrativo trabalhados, envolvendo o tema de direito material aplicável.

Uma tese Constitucional;

Uma tese Infraconstitucional;

Uma tese com base nos princípios;

Uma tese com base em súmulas;

Se você olhar para o enunciado da prova e souber responder às cinco perguntas, tenha certeza, você não vai errar a peça na sua prova!

ATENÇÃO!

(9)

Tutela de Urgência, Evidência ou Medida Liminar

Apresentar os fundamentos que levem ao deferimento da medida prevista no art. 300 (tutela de urgência) ou art. 311 (tutela de evidência) do CPC ou em fundamentos específicos nas ações especiais (MS, Ação Popular, Ação Civil Pública, etc) e fazer, já aqui, o pedido da tutela de urgência ou da medida liminar.

Pedidos Pedidos específicos ao decorrer do material

Formalidades da peça

– Valor da causa...

– Advogado OAB

Quanto à contestação, é importante que se mantenha uma estruturação semelhante à petição inicial, com algumas formalidades especiais:

ESTRUTURA DA CONTESTAÇÃO

Endereçamento Douto Juízo da ...Vara da Fazenda Pública da Comarca de… /Douto Juízo da Vara Federal da Seção/Subseção judiciária de...

Nº do Processo Mencionar o nº do processo… e Tipo de Ação ...

Preâmbulo

Réu

Retirar da Situação problema: NOME COMPLETO, nacionalidade, estado civil, profissão, portador do RG..., CPF..., domicílio e residência..., endereço eletrônico..., OU (se for pessoa jurídica) RAZÃO SOCIAL, CNPJ..., com sede no endereço..., endereço eletrônico..., representada legalmente pelo(a) Sr(a)… (documento de representação anexo)

Autor Retirar da Situação problema: Qualificação completa aos moldes da qualificação do réu.

Fundamento Fundamento da Contestação (Art. 335 e 336 do CPC, além de algum fundamento em lei específica).

Nome da Peça Contestação

Fatos

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Descrever a situação fática constante na situação problema, sem acrescentar nenhum dado que não esteja no problema.

Direito (Teses)

Das preliminares: (analisar se algum dado na situação problema faz com que esteja presente alguma das seguintes preliminares, previstas nos Arts. 330 e 337 do CPC).

Do mérito: Buscar o desenvolvimento de, no mínimo, quatro teses sobre os subtemas de direito administrativo trabalhados, envolvendo o tema de direito material aplicável.

Uma tese Constitucional;

Uma tese Infraconstitucional;

Uma tese com base nos princípios;

Uma tese com base em súmulas;

OBS: Não esquecer de contestar a tutela de urgência, evidência ou liminar, se requerida pelo autor.

Pedidos Pedidos específicos ao decorrer do material

Formalidades da

peça – Advogado OAB

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2. AÇÃO PELO PROCEDIMENTO COMUM:

Prof.ª Franciele Kühl | Prof. Felipe Dalenogare

@prof.frankuhl | @prof.felipedalenogare

2.1 Observações gerais:

Nas ações de procedimento comum aplica-se o Código de Processo Civil ao que tange a estruturação de peça e regras pertinentes ao tramite processual, sem prejuízo das legislações específicas dentro de cada matéria, como por exemplo, as regras de competência que traz a Constituição Federal na Seção IV, que trata dos Tribunais Regionais Federais e dos Juízes Federais e das demais regras esparsas ou sumuladas.

Deve-se observar também que com o advento do novo CPC não existe mais procedimento comum dividido em ordinário e sumário. Não há mais que se falar em ação de conhecimento no procedimento ordinária ou em ação ordinária, como se via em exames anteriores ao XX Exame da FGV (pois ainda se aplicava o CPC antigo). Agora temos o procedimento comum e o especial.

Novo CPC também extinguiu com os processos cautelares: elas estão reunidas agora dentro da tutela provisória de urgência, que estão lá a partir do artigo 299.

Aqui neste tópico você vai estudar as ações regidas pelo procedimento comum, ou seja, a indenizatória, anulatória, obrigação de fazer, obrigação de não fazer, obrigação de dar, etc.

Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e no Mandado de Segurança com rito sumário: nestes casos há rito sumário em razão da legislação específica aplicada, o que não se confunde com o CPC.

ATENÇÃO!

ATENÇÃO!

(12)

2.2 petição inicial:

A petição inicial é ato que dá início ao processo, delimita a defesa e a atuação do juiz.

Ela desencadeia o processo: o Artigo 312, do CPC, vai dizer que se considera proposta a ação com o protocolo da ação e produz efeito após a citação.

Quais os requisitos dessa petição inicial? Os requisitos estão no artigo 319 e 320 do Código de Processo Civil:

Art. 319. A petição inicial indicará:

I - o juízo a que é dirigida;

II - os nomes, os prenomes, o estado civil, a existência de união estável, a profissão, o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, o endereço eletrônico, o domicílio e a residência do autor e do réu;

III - o fato e os fundamentos jurídicos do pedido;

IV - o pedido com as suas especificações;

V - o valor da causa;

VI - as provas com que o autor pretende demonstrar a verdade dos fatos alegados;

VII - a opção do autor pela realização ou não de audiência de conciliação ou de mediação.

Art. 320. A petição inicial será instruída com os documentos indispensáveis à

Como identificar uma inicial? O enunciado vai deixar claro que não há processo tramitando e que você deve ajuizar ação para defesa dos direitos de seu

Código de Processo Civil

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2.3 O juízo a quem é dirigida:

O endereço é feito no cabeçalho da petição inicial e deve ser observada as regras de competência estabelecidas na Constituição Federal, leis de organização judiciária, no CPC:

1) Verifica-se se é caso de competência originária dos tribunais; (exemplo: ato abusivo praticado por juiz federal, a CF vai dizer que o MS deve ser endereçado ao TRF); caso não seja...

2) Se da justiça comum (estadual ou federal) ou especial (eleitoral, trabalho ou militar).

3) Se é da justiça comum verifica-se se é da justiça federal (art. 109, I, CF e 45 e 53, CPC) ou estadual.

4) Após, verifica-se qual a comarca ou seção/subseção judiciaria competente.

1) Quando o enunciado trouxer que a competência é da Justiça Estadual, o endereçamento será para "Douto Juízo da Vara da Fazenda Pública da Comarca de...".

Justiça Estadual = Comarca.

2) Se o enunciado trouxer que a competência é da Justiça Federal = Seção/Subseção, como fica o endereçamento então:

2.1) Para "Douto Juízo da Vara Federal da Seção Judiciária de..." quando o enunciado falar em Estado ou em Capital de Estado.

2.2) Para "Douto Juízo da Vara Federal da Subseção Judiciária de..." quando o enunciado falar em cidade.

Como fica o endereçamento então?

Em regra, para identificar a competência você deve ir por eliminação, isto é,

vai até o artigo 109 da Constituição Federal e verifica se o seu caso se enquadra no

artigo 109 (que trata da competência para a Justiça Federal), não sendo um daqueles

casos e não havendo outra disposição normativa, então a competência será da

justiça estadual (competência residual). Identificada a competência o

endereçamento fica da seguinte forma:

(14)

3) Observar as regras de foro especiais, quando a competência for diretamente no TJ, TRF, STJ e STF. Por exemplo, se for Mandado de Segurança contra ato do Ministro do STF, aí o endereçamento ficaria "Excelentíssimo Senhor Ministro Presidente do Supremo Tribunal Federal".

Ações que possuem foro especial na nossa segunda fase de administrativo: Habeas Data, Mandado de Segurança, Mandado de Injunção e o Habeas Corpus.

2.4 Dicas para acertar a competência:

Em razão das partes: Competência Fundamento Autarquia federal

Justiça Federal Art. 109, I, CF; Art. 45, do CPC e Súmula 324, do STJ.

Empresa pública federal União

Fundação pública federal (de direito público ou de direito privado) Autarquia estadual e municipal

Justiça Estadual

Competência residual Fundação pública (de direito

público ou privado) estadual ou municipal

Empresa pública estadual ou municipal

Sociedade de Economia Mista federal, estadual ou municipal

Súmula 42, do STJ e Súmula 556, do STF

Tem foro especial: Habeas Data, Habeas Corpus e Mandado de

Segurança

Vide artigo 20, Lei 9.507/97; Artigo 102, 105, 108, 109 e 125, §1º, da Constituição Federal;

Concessão ou permissão

Justiça Estadual como regra, em razão da competência residual, ou seja, julga matérias que

não sejam da competência dos demais segmentos do Judiciário.

Observações:

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no feito como assistente ou oponente, a competência passa a ser da justiça federal, conforme artigo 109, I, da Constituição Federal.

2) Não há foro especial em ação indenizatória, anulatória, obrigação de fazer/dar, nem em ação popular, ação civil pública e ação de improbidade administrativa, não importa quem são as partes do processo.

3) Competência absoluta: quando não é facultado às parte alterarem (art. 62), pois são de ordem pública. Exemplo: a Vara de família é materialmente incompetente para conhecer demanda que envolve ente público. A competência absoluta pode ser reconhecida de ofício ou alegada pela parte, a qualquer momento.

4) Competência relativa: são aquelas que podem ser modificadas pelas partes (art.

63). A competência relativa não pode ser reconhecida de ofício e só pode ser alegada em preliminar de contestação, sob pena de preclusão (art. 63, §4º).

5) Outros artigos importantes: art. 45, 46, 47, 51, 52 e 53, do CPC;

Algumas súmulas importantes:

- Súmula 137, STJ: Compete a Justiça Comum Estadual processar e julgar ação de servidor público municipal, pleiteando direitos relativos ao vinculo estatutário.

- Súmula 150, STJ: Compete a Justiça Federal decidir sobre a existência de interesse jurídico que justifique a presença, no processo, da União, suas autarquias ou empresas públicas.

- Súmula 42, STJ: Compete a Justiça Comum Estadual processar e julgar as causas cíveis em que e parte sociedade de economia mista e os crimes praticados em seu detrimento.

- Súmula 173, STJ: Compete a Justiça Federal processar e julgar o pedido de reintegração em cargo público federal, ainda que o servidor tenha sido dispensado antes da instituição do regime jurídico único.

- Súmula 183, STJ: Compete ao juiz estadual, nas comarcas que não sejam sede de vara da

justiça federal, processar e julgar ação civil pública, ainda que a União figure no processo.

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- Súmula 508, STF: Compete à Justiça Estadual, em ambas as instâncias, processar e julgar as causas em que for parte o Banco do Brasil S. A

- Súmula 556, STF: É competente a Justiça comum para julgar as causas em que é parte sociedade de economia mista

Teses de repercussão geral importantes:

RE 571572 - Compete à Justiça estadual julgar causas entre consumidor e concessionária de serviço público de telefonia, quando a ANATEL não seja litisconsorte passiva necessária, assistente, nem opoente.

RE 549560 - O foro especial por prerrogativa de função não se estende a magistrados aposentados.

RE 726035 - Compete à justiça federal comum processar e julgar mandado de segurança quando a autoridade apontada como coatora for autoridade federal, considerando-se como tal também os dirigentes de pessoa jurídica de direito privado investidos de delegação concedida pela União.

RE 627709 - A regra prevista no § 2º do art. 109 da Constituição Federal também se aplica às ações movidas em face de autarquias federais.

2.5 Qualificação das partes:

A qualificação é indispensável para que as partes sejam identificadas no processo, indicando o POLO ATIVO e o POLO PASSIVO da ação.

Nesse momento é muito importante que o autor identifique corretamente e da forma

mais completa o réu, se o enunciado não trouxer todos os dados, o candidato NÃO PODE

INVENTAR DADOS, deve substituí-los por dados genéricos.

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Pessoas Físicas ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, o endereço eletrônico, o domicílio e a residência do autor e do réu;

Como ficaria a qualificação da Pessoa Física:

• Obs. 1: quando a parte for incapaz, deverá ser qualificado junto o seu representante legal, se relativamente capaz, deverá ser assistido.

• Obs. 2: Quando a parte autora for pessoa jurídica, é fundamental que a petição venha acompanhada do estatuto social e da documentação que comprove a regularidade da representação.

Como ficaria a qualificação da Pessoa Jurídica:

NOME COMPLETO DO AUTOR, nacionalidade..., profissão..., estado civil...

(verificar no problema se há menção sobre união estável), portador do RG nº..., e do CPF nº..., com endereço eletrônico..., residente e domiciliada na Rua..., nº..., bairro..., Cidade..., Estado..., CEP..., por intermédio de seu advogado constituído (procuração em anexo), inscrito na OAB sob o nº..., endereço eletrônico..., com endereço profissional na Rua..., nº..., Bairro..., Cidade..., Estado..., CEP..., onde recebe intimações, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, ajuizar, pelo procedimento comum, com fundamento no artigo..., a presente

RAZÃO SOCIAL, pessoa jurídica de direito privado/público, inscrita no CNPJ

sob o nº..., endereço eletrônico..., com sede na Rua..., nº..., Bairro..., Cidade...,

Estado..., CEP..., representada nos termos do inciso VIII do artigo 75 do Código de

Processo Civil por seu Diretor (ver conforme enunciado)..., conforme Contrato

Social (se for sociedade limitada, porque se for sociedade anônima será estatuto)

em anexo, por intermédio de seu advogado constituído (procuração em anexo),

inscrito na OAB sob o nº..., endereço eletrônico..., com endereço profissional na

Rua..., nº..., Bairro..., Cidade..., Estado..., CEP..., onde recebe intimações, vem,

respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, ajuizar, pelo procedimento

comum, com fundamento nos artigos..., a presente:

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Ainda, segundo o Art. 319, § 1°, CPC: Caso não disponha das informações previstas no inciso II, poderá o autor, na petição inicial, requerer ao juiz diligências necessárias à sua obtenção. (§ 2°) A petição inicial não será indeferida se, a despeito da falta de informações a que se refere o inciso II, for possível a citação do réu. (§ 3°) A petição inicial não será indeferida pelo não atendimento ao disposto no inciso II deste artigo se a obtenção de tais informações tornar impossível ou excessivamente oneroso o acesso à justiça.

2.6 Causa de pedir (o fato e o fundamento jurídico do pedido):

Os fatos e fundamentos jurídicos constituem a causa de pedir e a razão pela qual se está postulando algo no poder judiciário. Nos fatos, o examinando deve fazer a narração objetiva dos fatos apresentados no enunciado, é necessário descrever os fatos relevantes que constituem a relação jurídica.

Cuidado: Não pode inventar nenhum fato!

2.7 O pedido com suas especificações:

O pedido deverá ser CERTO e DETERMINADO (art. 322, 324, CPC). A exceção está nas

possibilidades de pedido genérico, estabelecidas no art. 324, §1º, CPC:

(19)

Cuidado com os pedidos implícitos, na prática alguns pedidos são implícitos, mesmo não aparecendo expressamente na petição inicial o juiz condena ao pagamento mesmo assim, mas como a FGV quer testar o seu conhecimento, em razão de ser uma prova prático profissional, você deverá fazer os pedidos mesmo assim! São alguns exemplos de pedidos implícitos:

Art. 324. O pedido deve ser determinado.

§ 1º É lícito, porém, formular pedido genérico:

I - nas ações universais, se o autor não puder individuar os bens demandados;

II - quando não for possível determinar, desde logo, as consequências do ato ou do fato;

III - quando a determinação do objeto ou do valor da condenação depender de ato que deva ser praticado pelo réu.

§ 2º O disposto neste artigo aplica-se à reconvenção.

Art. 325. O pedido será alternativo quando, pela natureza da obrigação, o devedor puder cumprir a prestação de mais de um modo.

Parágrafo único. Quando, pela lei ou pelo contrato, a escolha couber ao devedor, o juiz lhe assegurará o direito de cumprir a prestação de um ou de outro modo, ainda que o autor não tenha formulado pedido alternativo.

Código de Processo Civil

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Ainda, o pedido pode ser:

A) Pedido alternativos – 325, CPC

• Quando há mais de uma forma para cumprir a obrigação.

• Exemplo: requer ao réu que cumpra a obrigação de... ou a obrigação de...

B) Cumulação de pedidos – 327, CPC

• Própria: quando há mais de um pedido e o autor espera que todos sejam atendidos.

Exemplo: condenação ao pagamento de danos materiais referente a... e danos morais no valor de R$...

• Imprópria: Há vários pedidos, mas um só vai ser atendido, eu estabeleço hierarquia entre os pedidos. Exemplo: Obrigação de fazer, se não for possível, então de indenização.

Pedidos implícitos: exceção à regra de que os pedidos devem ser expressos:

1) A condenação da parte vencida ao pagamento de honorários advocatícios e ao reembolso das custas judiciais adiantadas pela parte vencedora, nos termos do art.

322, §1º, do CPC.

2) A condenação do réu ao pagamento das prestações que se vencerem no curso da demanda, conforme artigo 323, do CPC.

3) Inclui-se no pedido incidência de juros e correção monetária (art. 322, §1º, CPC e art. 1º, da lei n. 6.899/81).

4) A comunicação de astreintes nos casos de obrigações de fazer, não fazer ou entrega de coisa, nos termos dos artigos 497 e 536, §1º, do CPC, como a imposição de multa diária, busca e apreensão, remoção de pessoas ou coisas, força policial, etc.

EM SÍNTESE:

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2.8 Valor da causa, art. 319, v, c/c 292 CPC:

Em toda petição inicial ou reconvenção vai o valor da causa, que deve ser certo e determinado.

O valor da causa tem diversas utilidades, como para base de cálculos das custas judiciais, definição da competência do órgão jurisdicional, cabimento de recurso, base de cálculo de multas processuais. O valor da causa deve observar o disposto no artigo 292, do CPC.

Se nenhuma das hipóteses do artigo 292 seja suficiente para atribuir valor à causa, o cálculo será a critério do autor (DIDIER JR, 2016), neste caso o valor será controlado a partir

1) O recebimento e procedência da presente demanda.

2) O deferimento da tutela provisória (urgência ou evidência), uma vez presentes os requisitos, para que..., nos termos da fundamentação; (Art. 294 do CPC, c/c Art. 300 ou Art. 311 do CPC)

3) Tramitação preferencial do presente feito, tendo em vista o art. 1048, do CPC, Art. 71, caput e §5º da lei n. 10.741/2003 e Art. 9º, VII, da lei 13.146/2005.

4) A citação do réu, por intermédio de sua representação judicial, para, querendo, contestar a presente demanda, no prazo legal, sob pena de revelia;

5) A procedência da presente ação, para...

6) A designação de audiência prévia de conciliação ou mediação, de acordo com o Art. 319, VII, do CPC e a respectiva citação do réu para comparecer na audiência.

7) A produção de todas as provas admitidas em direito, especialmente a prova...

8) A condenação do réu ao pagamento dos honorários advocatícios e custas processuais; (Art. 85 e 82 do CPC)

9) A concessão do benefício da gratuidade da justiça, por ser o Autor pessoa pobre nos termos da lei, consoante o Art. 98 e 99 do CPC. OU O recolhimento das

PEDIDOS BÁSICOS:

(22)

do princípio da boa-fé (art. 5º, do CPC), que veda o abuso de direito, assim como, os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade (art. 8º, do CPC).

O juiz pode controlar de ofício o valor atribuído, de acordo com o artigo 291, §3º, quando verificar que o valor não corresponde ao conteúdo patrimonial em discussão. O réu pode impugnar o valor da causa em preliminar de contestação, se não o fizer, incorrerá na pena preclusão (art. 293, do CPC).

O juiz não estará limitado ao valor da causa, caso tenha sido menor ao que foi pedido.

Como a FGV, em seu histórico, não dá informações suficientes para que possa haver o cálculo na hora da prova, o examinando deve apenas colocar na peça para fins de pontuação:

2.9 As provas com que o autor pretende demonstrar a veracidade dos fatos alegados:

É indicação do meio de provas que o autor utilizará para comprovar suas alegações, o examinando deve sempre pedir a produção de provas de forma genérica, exemplo: requer a produção de todos os meios de prova de direito. Bem como, pedir a produção de provas específicas se o enunciado deixar claro que elas existem, por exemplo, se o enunciado informar que há testemunhas do fato, você fará o pedido específico também: Requer a produção de todos os meios de prova, em especial a produção de prova testemunhal.

2.10 A opção do autor pela realização ou não de audiência de conciliação ou de mediação:

Essa audiência deve ser obrigatoriamente designada, portanto, ainda que o autor não se manifeste ela ocorrerá, assim, o silêncio do autor não acarreta no indeferimento da inicial, nem será mandado emenda-la.

Exceção: se autor e réu manifestarem desinteresse na sua realização ou se o processo não admitir autocomposição, artigo 334, §4º, do CPC. O autor se manifesta

Dá a causa o valor de R$ ...

(23)

audiência de conciliação ou mediação e poderá manifestar desinteresse até 10 dias antes dela ocorrer, essa manifestação será por simples petição.

2.11 Documentos indispensáveis à propositura da demanda, art. 320:

Consideram-se indispensáveis ou substanciais tanto os documentos que a lei expressamente exige para que a demanda seja proposta (título executivo, na execução;

procuração, em qualquer caso, conforme o art. 287, CPC; laudo médico, na ação de obrigação de fazer ou dar; certidão de propriedade, em ação indenizatória em razão de danos causados pela Administração Pública; o contrato, em ação de anulação de contrato escrito; etc.), como também aqueles que se tornam indispensáveis porque o autor a eles se referiu na petição inicial, como fundamento do seu pedido - documentos fundamentais.

Art. 32. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão criar câmaras de prevenção e resolução administrativa de conflitos, no âmbito dos respectivos órgãos da Advocacia Pública, onde houver, com competência para:

I - dirimir conflitos entre órgãos e entidades da administração pública;

II - avaliar a admissibilidade dos pedidos de resolução de conflitos, por meio de composição, no caso de controvérsia entre particular e pessoa jurídica de direito público;

III - promover, quando couber, a celebração de termo de ajustamento de conduta.

Art. 34. A instauração de procedimento administrativo para a resolução consensual de conflito no âmbito da administração pública suspende a prescrição.

§ 1º Considera-se instaurado o procedimento quando o órgão ou entidade pública emitir juízo de admissibilidade, retroagindo a suspensão da prescrição à data de formalização do pedido de resolução consensual do conflito.

Lei 11.140/2015

(24)

2.12 Tutelas provisórias: urgência e evidência:

Tutelas provisórias correspondem a incidentes no processo, não são processos autônomos ou distintos do processo principal. A tutela provisória busca evitar injustiças ou danos que possam ocorrer em razão da longa espera da resolução do conflito que foi submetido à apreciação jurisdicional. Representa o provimento imediato, todavia provisório, que de alguma forma possa evitar ou minimizar prejuízos ou inconvenientes daquele que demonstra o fumus boni iuris, isto é, a fumaça do bom direito, a aparente proteção pela ordem jurídica, que no CPC de 2015 é chamado de probabilidade do direito.

As tutelas provisórias correspondem a de urgência ou evidência. Sendo que as tutelas provisórias de urgência se subdividem em cautelares (ou conservativas) e antecipadas (satisfativas) – estas podem ser concedidas em caráter antecedente ou incidental, segundo o parágrafo único, do artigo 294, do CPC.

Incidental são aquelas requeridas no curso do processo principal, podem ser requeridas até mesmo por simples petição, elas não dependem do pagamento de custas (art. 295). Já as antecedentes, precedem o pedido principal, apenas após a efetivação ou indeferimento da tutela provisória é que o autor deverá formulá-lo, estas dependem do pagamento de custas processuais nos termos do artigo 82 e seguintes do Código de Processo Civil.

Nas tutelares de urgência, além da probabilidade do direito, a parte também deve comprovar também que o objeto litigioso corre o risco de perecer, se perder, ou de ser privado de usufrui-lo até o final do curso do processo, demonstrando, assim o periculum in mora, ou seja, o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo, segundo a redação do artigo 300, do CPC.

A grande diferença entre as tutelas de urgência e evidência está no perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo, requisito apenas da tutela de urgência, pois a tutela de evidência justifica-se pela extrema densidade da prova existente na qual se visa a tutela liminar. Assim, a conexão entre ambas diz respeito somente a probabilidade de direito.

OBSERVAÇÃO: Sempre que não necessitar dilação probatória e se exigir o rito

mais célere, possivelmente será uma das ações constitucionais e não a ação pelo

procedimento comum.

(25)

De acordo com o artigo 297, do CPC, o juiz pode determinar qualquer medida que entenda necessária para efetivar a tutela provisória requerida, desde que observe as normas referentes ao cumprimento provisório da sentença e demais normativas legais.

As tutelas provisórias de urgência servem para assegurar bens, pessoas ou provas.

No caso de bens, visão assegurar a execução futura, no caso de pessoas, a necessidade de satisfazer suas necessidades urgente e quanto às provas, medidas para assegurar a coleta antecipada de elementos que sirvam de convicção para futura instrução do processo principal.

Na decisão que concede, nega, modifica ou revoga a tutela provisória, o juiz deverá motivá-la, justificando o seu convencimento para tal decisão, de forma clara e precisa (art.

299, CPC).

A competência da conhecer a tutela provisória é do mesmo juízo que é ou seria competente para julgar o pedido principal, observada, por tanto, as regras previstas nos artigos 42 e seguintes do Código de Processo Civil e 109 da Constituição Federal.

Lembrando que a tutela provisória pode ser requerido em qualquer juízo, inclusive em sede recursal ou quando a demanda é originária de Tribunal, neste caso a tutela deve ser endereçada ao órgão jurisdicional competente para apreciar o mérito (art. 299, parágrafo único, CPC).

No tribunal, cabe ao relator apreciar o pedido de tutela provisória nos recursos e nos processos de competência originária do tribunal, segundo o artigo 932, II, do CPC, da sua decisão caberá Agravo Interno para o respectivo órgão colegiado, de acordo com o artigo 1.021 do CPC.

2.12.1 diferença entre tutela de urgência cautelar e antecipada:

A tutela provisória se fundamenta no artigo 300 do Código de Processo Civil, será concedida quando apresentar elementos de probabilidade de direito e perigo de dano ou risco ao resultado útil para o processo, isto é, fumus boni iuris e periculum in mora.

Há dois tipos de tutela de urgência:

a) Tutela provisória de urgência cautelar: na qual deve ser comprovada probabilidade do direito e o risco de resultado útil para o processo.

b) Tutela provisória de urgência antecipada: na qual deve ser comprovada a

probabilidade de direito e o perigo de dano, isto é, o risco material.

(26)

A tutela cautelar depende do procedimento principal ou de mérito, já a tutela antecipada não depende, podendo estabilizar-se, dispensando o prosseguimento da ação principal que busca o mérito, chegando ao fim sem alcançar a coisa julgada.

A tutela provisória de urgência cautelar (conservativa) e antecipada (satisfativa) se subdividem em incidental e antecedente, que diz respeito ao tempo em que são requeridas.

Incidental, quando for junto com o pedido principal e a antecedente quando for contemporânea a ação, isto é, antes do pedido principal ser formulado.

Ao receber o pedido de tutela, o juiz pode, antes de conceder liminarmente, marcar audiência de justificação prévia, para ouvir as partes ou provas que queiram produzir me audiência e só então, após a audiência, deferir ou não medida liminar requerida na tutela provisória.

A tutela de urgência cautelar pode ser efetivada mediante (art. 302):

a) Arresto: possibilidade do credor de resguardar, por ordem judicial, sobre bens do devedor, quando ele estiver se desfazendo dos seus bens e o credor correr o risco de não ter bens para executar quantia certa futuramente.

b) Sequestro: muito semelhante ao arresto, todavia, a grande diferença é que o sequestro diz respeito a bens específicos do contrato ou negócio jurídico, serve para evitar que o devedor se desfaça dos bens.

c) Arrolamento de bens: providência para certificação da existência de bens, levantamento, averbação ou então impor-lhe depósito, determinando a indisponibilidade do bem afim de conservá-los.

d) Registro de protesto contra alienação: registro ocorre quando o credor tem um crédito com o devedor e para garantir a execução futura, pede ao juiz para registrar que existe uma ação da parte contra o proprietário daquele bem, por exemplo, a averbação no registro de imóveis, assim, se alguém quiser comprar o bem saberá que futuramente aquele bem poderá ser executado pelo credor, não podendo alegar boa-fé de terceiros.

e) Outros meios idôneos para assegurar o direito.

Segundo o §3º, do artigo 300, do CPC, a tutela de urgência antecipada não será concedida quando houver perigo de irreversibilidade dos efeitos da decisão.

ATENÇÃO!

(27)

Lembre-se das regras estudas no cumprimento de sentença (ainda que provisório nos casos de obrigação de fazer ou não fazer) quando tratar-se da Fazenda Pública no polo passivo da demanda!

2.12.2 Efeitos da tutela de urgência:

Segundo o artigo 302, independente da reparação por dano processual, a parte requerente de tutela provisória de urgente responde pelos prejuízos que a efetivação da tutela causa à parte contrária quando:

a) A sentença final lhe foi desfavorável.

b) Obtida liminarmente a tutela em caráter antecedente e não foi fornecido meios necessários para citação do requerido no prazo de 05 dias.

c) Ocorrer a cessação da eficácia da medida liminar por qualquer hipótese legal.

d) O juiz acolher a alegação de decadência ou prescrição da pretensão do autor.

A indenização dos prejuízos causados pela liminar é liquidada nos próprios autos do processo em que a medida foi concedida, sempre que possível. Não sendo necessária nova ação de execução.

2.12.3 Procedimento da tutela provisória de urgência antecipada em caráter antecedente:

Nos casos que não é possível formular desde logo a petição com todos os seus requisitos e pedidos, pode o autor requerer a tutela provisória de urgência antecipada de forma antecedente, isto é, antes da ação principal, podendo formular petição inicial limitando-se a tutela antecipada e a mera indicação do pedido de tutela final, com a exposição da lide, do direito que se busca realizar e do perigo de dano.

Concedida a tutela antecipada antecedente (art. 303, §1º, CPC):

1) O autor deverá aditar a petição inicial, no prazo de 15 dias, para complementá-la com o pedido principal e juntar novos documento. Atenção: A regra que é que o prazo seja de 15 dias, podendo o juiz aumentar se necessário.

2) Na sequência, o réu será citado e intimado para a audiência de conciliação ou mediação.

3) Não havendo autocomposição, inicia da data da audiência o prazo de 15 dias para

contestação (seguindo o rito comum).

(28)

Se autor não aditar a petição inicial, no prazo fixado pelo juiz, o processo será extinto sem resolução do mérito (segundo o §2º, art. 303, do CPC). O aditamento ocorre nos mesmos autos do processo, sem que haja o dever de pagamento de novas custas processuais (já pagas no protocolamento da tutela provisória).

Requisitos: a petição não precisa seguir todos os requisitos do artigo 319, uma vez que, em razão da urgência, ela é apresentada de forma incompleta ao juízo e, oportunamente, complementada com o pedido principal. Todavia, mesmo incompleta, a petição de tutela provisória deve conter o valor da causa, que será baseado no valor do pedido da tutela final (art. 303, §4º, do CPC). Deve indicar na petição se deseja o recebimento da petição na forma de tutela provisória de urgência antecipada antecedente.

2.12.4 Estabilidade da tutela provisória de urgência antecipada antecedente

A tutela antecipada antecedente requerida nos termos do artigo 303 do CPC torna- se estável se a decisão que conceder NÃO for recorrida pela parte adversa. Neste caso, o processo será extinto. Significa dizer que, quando concedida a tutela antecipada antecedente, o réu tem 15 dias para interpor Agravo de Instrumento (pois trata-se de uma decisão interlocutória e o STJ tem posicionamento firmado de que independentemente da contestação a parte precisar recorrer imediatamente), não interpondo o respectivo recurso, a tutela torna-se estável e o juiz extingue o processo, sem que haja a formulação do pedido principal e prosseguimento da ação.

Para reverter essa situação, não cabe apelação, pois a decisão que concede a tutela não faz coisa julgada, uma vez que se trata de decisão interlocutória, a decisão de deferimento da tutela, cabendo Agravo de Instrumento, assim, o Código de Processo Civil trouxe a possibilidade das partes reverem, reformarem ou invalidarem a situação através de uma ação autônoma (art. 304, §2º). Enquanto as partes não ajuízam tal ação, os efeitos da tutela concedida permanecem conservados. Esse direito de rever, reformar ou invalidar a decisão tem prazo decadencial de 2 anos, contados a partir da ciência da decisão que extinguiu o processo (contagem dos prazos processuais: art. 219 e 224 do CPC e 132 do CC). Pelo fato de ser decadencial o prazo, não há possibilidade de suspensão ou interrupção do prazo extintivo do direito de propor ação. Obs.: não cabe ação rescisória, pelo simples

Segundo o §6º, do artigo 303, do CPC, se a tutela provisória de urgência antecipada

antecedente for negada, o autor deverá emendar sua petição inicial em até 5 dias, sob

pena de ser indeferida e o processo extinto sem resolução do mérito.

(29)

2.12.5 Procedimento da tutela provisória de urgência cautelar em caráter antecedente:

Na petição inicial da Tutela Cautelar Antecedente a petição deverá indicar a lide e o seu fundamento, exposição sumária do direito que corre o risco de dano ou risco de resultado útil do processo. Se ocorrer um erro formal da petição inicial configurar-se uma Tutela Provisória de Urgência Antecipada Antecedente (e não Cautelar), o juiz mesmo poderá corrigir a natureza e seguir o procedimento estabelecido nos artigos 303 e 304 (da tutela antecipada antecedente), é o que nos diz o artigo 305, §1º, do CPC.

Sendo uma tutela cautelar antecedente:

1) O réu será citado para no prazo de 5 dias contestar o pedido e indicar as provas que pretende produzir (art. 306).

2) Caso não seja contestado o pedido, aplica-se os efeitos da revelia: os fatos alegados pelo autor e não contestados presumir-se-ão aceitos pelo réu, caso em que o juiz decidirá sobre o pedido da tutela, em 5 dias.

3) Se contestado o pedido, observa-se o procedimento comum para o seguimento da demanda.

4) Concedido o pedido, o autor tem o prazo de 30 dias para formular o pedido principal, que será apresentado nos mesmos autos do processo, não dependendo de novas custas processuais.

5) Apresentado o pedido principal (que poderá ter sua causa de pedir alterada), as partes serão intimadas para audiência de mediação ou conciliação (pessoalmente ou por seus advogados).

6) Não havendo autocomposição, inicia-se o prazo para contestação (da data de audiência, acima referida).

Segundo o artigo 309, cessa a eficácia da tutela cautelar antecedente se:

I - o autor não deduzir o pedido principal no prazo legal;

II - não for efetivada dentro de 30 (trinta) dias;

III - o juiz julgar improcedente o pedido principal formulado pelo autor ou extinguir o processo sem resolução de mérito.

Neste caso, cessando a eficácia da tutela, a parte não poderá mais renovar seu pedido, salvo sob novo fundamento.

ATENÇÃO

(30)

Por fim, cabe ressaltar que o indeferimento da cautelar antecedente não prejudica a formulação do pedido principal, nem influência no julgamento desse, salvo se o motivo de indeferimento da tutela foi em razão da prescrição ou decadência do pedido (art. 310, CPC).

2.12.6 Tutela de evidência:

A tutela provisória de evidência segue o estabelecido no artigo 311, seu rol é taxativo, isto é, só poderá ser concedida quando preenchido alguma das hipóteses que traz o referido artigo. A tutela de evidência independe da demonstração de perigo de dano ou de risco ao resultado útil do processo, mas baseia-se no inequívoco direito, na comprovação suficiente do direito material líquido e certo, ainda que a decisão liminar seja provisória.

As hipóteses que traz o artigo 311:

I) ficar caracterizado o abuso do direito de defesa ou o manifesto propósito protelatório da parte;

II) as alegações de fato puderem ser comprovadas apenas documentalmente e houver tese firmada em julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante;

III) se tratar de pedido reipersecutório fundado em prova documental adequada do contrato de depósito, caso em que será decretada a ordem de entrega do objeto custodiado, sob cominação de multa;

IV) a petição inicial for instruída com prova documental suficiente dos fatos constitutivos do direito do autor, a que o réu não oponha prova capaz de gerar dúvida razoável.

Ademais, sendo o pedido de tutela de evidência com base no disposto no inciso II ou III, o juiz poderá decidir liminarmente, isto é, sem antes ouvir a parte contrária (art. 9º, parágrafo único, inciso II, do CPC).

2.13 Estrutura da petição inicial:

DOUTO JUÍZO DA … VARA DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE ... (OU DA

...VARA FEDERAL DA SEÇÃO/SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE...)

(31)

(Deixe 1 linha em branco – não escreva isso na sua peça!)

NOME COMPLETO DO AUTOR, nacionalidade, estado civil, profissão, portador do RG..., CPF..., domicílio e residência..., endereço eletrônico..., (se for pessoa jurídica: RAZÃO SOCIAL, CNPJ..., com sede no endereço..., endereço eletrônico..., representada legalmente pelo(a) Sr(a)… (documento de representação anexo), por intermédio de seu advogado (procuração em anexo), com endereço profissional no endereço ..., onde receberá intimações, vem, perante Vossa Excelência, com fundamento no Art… (artigo específico da Constituição, aplicável ao caso concreto) e nos Artigos 318, 319 e 320 do Código de Processo Civil, propor

AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER/INDENIZATÓRIA/ANULATÓRIA DE ATO ADMINISTRATIVO PELO PROCEDIMENTO COMUM

(COM PEDIDO DE TUTELA DE URGÊNCIA OU EVIDÊNCIA)

Em face do RÉU…, particular/pessoa jurídica de direito público/privado…, RG/CPF/CNPJ …, com endereço/sede no endereço …, endereço eletrônico…, pelas razões de fato e de direito que passa a expor:

1. DOS FATOS

Descrever a situação fática constante na situação problema, sem acrescentar nenhum dado que não esteja nele.

2. DO DIREITO

Buscar o desenvolvimento de, no mínimo, quatro teses sobre os subtemas de direito administrativo trabalhados, envolvendo o tema de direito material aplicável.

Uma tese Constitucional;

Uma tese Infraconstitucional;

Uma tese com base nos princípios;

(32)

Uma tese com base em súmulas;

3. DA TUTELA DE URGÊNCIA

O artigo 294 do CPC prevê que poderá a parte requerente solicitar tutela provisória.

Ademais o mesmo artigo menciona a possibilidade de requerer tanto tutela de urgência, quanto de evidência. Para o presente caso, torna-se amplamente possível a solicitação da tutela de urgência, na forma do Art. 300 do CPC, diante do preenchimento dos requisitos de probabilidade do direito e do perigo de dano ou risco ao resultado útil do processo.

Como ficou amplamente demonstrado… (apresentar a probabilidade do direito), corroborando a relevância dos fundamentos, demonstrando-se a probabilidade do direito.

Além disso, caso não seja concedida a tutela de urgência, (demonstrar o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo), demonstrando-se, no caso, o perigo de dano irreparável.

Comprovada a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo, impera-se a tutela de urgência, sem justificação prévia, nos termos no Art.

300, § 2º, do CPC, a fim de que... (descrever o pedido principal da tutela requerido), nos termos da fundamentação.

3. DA TUTELA DE EVIDÊNCIA (VERIFICAR SE A SITUAÇÃO PROBLEMA DEIXA CLARO TRATAR-SE DE TUTELA DE EVIDÊNCIA)

O artigo 294 do CPC prevê que poderá a parte requerente solicitar tutela provisória.

Ademais o mesmo artigo menciona a possibilidade de solicitar tanto tutela de urgência, quanto de evidência. Para o presente caso torna-se amplamente possível a solicitação da tutela de evidência, na forma do Art 311 do CPC, independentemente da demonstração de perigo de dano ou risco ao resultado útil do processo.

No presente caso, como ficou amplamente demonstrado… (apresentar a evidência do direito, ante alguma das hipóteses previstas no Art. 311 do CPC), corroborando a relevância dos fundamentos, demonstrando-se a evidência do direito do autor.

Comprovada a evidência do direito do autor, impera-se a concessão da tutela de

evidência, nos termos no Art. 311 do Código de Processo Civil, a fim de que... (descrever o

pedido principal da tutela de evidência), nos termos da fundamentação.

(33)

4. DOS PEDIDOS

Ante o exposto, requer:

1) O deferimento da tutela provisória (urgência ou evidência), uma vez presentes os requisitos, para que... (descrever o pedido da tutela de urgência), nos termos da fundamentação; (Art. 294 do CPC, c/c Art. 300 ou Art. 311 do CPC)

2) A citação do réu, por intermédio de sua representação judicial, para, querendo, contestar a presente demanda, no prazo legal, sob pena de revelia; (Art. 238 do CPC – A União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e suas respectivas autarquias e fundações de direito público gozarão de prazo em dobro para todas as suas manifestações processuais, cuja contagem terá início a partir da intimação pessoal – Art. 183 do CPC)

3) A procedência da presente ação, confirmando-se a tutela de urgência ou evidência em seus termos, com a finalidade de que... (descrever o pedido principal);

4) A designação de audiência prévia de conciliação ou mediação; (Art. 319, VII, do CPC)

5) Seja procedida à juntada da prova documental; (Art. 320 do CPC)

6) A produção de todas as provas admitidas em direito, especialmente a prova...

(caso a situação problema deixe claro haver alguma prova especial);

7) A condenação dos réus ao pagamento dos honorários advocatícios e custas processuais; (Art. 85 e 82 do CPC)

Dá-se a causa o valor de R$ ...

Nestes termos, pede deferimento.

Local..., data...

ADVOGADO, OAB...

(34)

3. MANDADO DE SEGURANÇA

Prof.ª Franciele Kühl | Prof. Felipe Dalenogare

@prof.frankuhl | @prof.felipedalenogare

3.1. Fundamento:

a) Constitucional: Art. 5º, LXIX, da CF/88,

b) Infraconstitucional: Art. 1º, da Lei nº 12.016/2009.

3.2. Cabimento:

A impetração de MS exige um ato de autoridade, que cause lesão ou ameaça de lesão ao direito líquido e certo do impetrante. É residual, ou seja, é preciso que se trate de uma lide que não seja amparada por outra garantia (Habeas Corpus ou Habeas Data). Direito líquido e certo é o que se mostra de plano, aquele direito evidente, sobre o qual não repousam dúvidas. Assim, pressupõe prova pré-constituída.

OBSERVAÇÃO 1: Caso seja necessário comprovar o direito por meio de prova pericial, testemunhal, etc, não é possível que se fale em direito líquido e certo, portanto não cabendo mandado de segurança.

Não se impetra Mandado de Segurança em face de agente ou pessoa, mas sim contra ato da autoridade coatora X, do órgão X, vinculado ao (ente/entidade federativo que detém personalidade jurídica).

ATENÇÃO!

(35)

3.3. Prazo decadencial:

É possível a impetração por aquele que teve o seu direito líquido e certo lesado ou ameaçado por ato de autoridade dentro dos 120 dias subsequentes à data da ciência do ato (que ocorrerá com notificação pessoal ou publicação em meio oficial). O prazo de 120 dias estabelecido pela lei é decadencial, não havendo suspensão, nem interrupção.

3.4. Vedações:

Elencadas no Art. 1º, § 2º, e no Art. 5º da Lei nº 12.016/2009, quais sejam: 1) ato de gestão comercial praticados pelos administradores de empresas públicas, de sociedade de

OBSERVAÇÃO 2: Quanto à autoridade coatora, é indispensável indicar o cargo que ocupa a autoridade pública, bem como a pessoa jurídica de direito público à qual ela pertença (União, Estado, Distrito Federal, Município, Autarquia, Fundação). A pessoa jurídica deve ser, obrigatoriamente, intimada, sob pena de nulidade. É possível que um particular seja o agente coator em MS, nos casos em que o particular estiver no exercício de uma função pública. Exemplo: diretor de faculdade, que exerce uma função delegada do Ministério da Educação, em atos que não sejam de gestão, como a negativa à expedição de diploma ou negativa de matrícula em curso superior.

OBSERVAÇÃO 1: O prazo decadencial do MS não atinge o direito, em si, uma vez que é possível que o indivíduo o pleiteie através de uma ação pelo procedimento comum.

OBSERVAÇÃO 2: Para o ato omissivo que seja de prestação periódica, o prazo se renova a cada período. Ex.: não recebimento de vencimentos mensais que deveriam ser pagos pela Administração (a cada mês o direito líquido e certo se renova. Assim, os vencimentos inadimplidos há mais de 120 dias não poderão ser pleiteados por MS).

ATENÇÃO!

ATENÇÃO!

(36)

administrativo com efeito suspensivo, independentemente de caução; 3) de decisão judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo; e 4) de decisão judicial transitada em julgado.

Súmula 266 do STF: não será cabível a interposição de mandado de segurança contra lei em tese (em substituição às ações constitucionais de controle concentrado de constitucionalidade);

Súmula 101 do STF: não será cabível a impetração de mandado de segurança para substituir ação popular;

Súmula 269 do STF: nesta linha, não será possível, também, impetrar mandado de segurança como sucedâneo de ação de cobrança (em alguns casos, o MS tem por objeto uma contraprestação pecuniária, esta medida visa, em regra, uma obrigação de fazer ou de não fazer. O MS não tem por objetivo a obtenção de um benefício econômico direto. É possível que isso ocorra de forma indireta).

3.5. Espécies:

a) Quanto ao momento do ato coator:

Preventivo: tem cabimento nos casos em que existe tão somente uma ameaça de lesão. Neste caso não se conta o prazo de 120 dias, uma vez que não existe o ato coator em si.

Repressivo: tem cabimento nos casos em que houver uma lesão. Aqui, a propositura da ação está sujeita ao prazo decadencial de 120 dias.

b) Quanto à legitimidade ativa:

Individual: cabível nos casos em que alguém (pessoa física ou jurídica), em nome próprio, defende direito próprio. Não importa que se configurem, no polo ativo, uma, duas ou vinte pessoas, para que se classifique como mandado de segurança individual, é necessário que se defenda direito próprio.

Coletivo: cabível nos casos em que alguém, em nome próprio, defende direito alheio, OBSERVAÇÃO: Há, ainda, algumas súmulas do STF e do STJ, referentes a matéria:

ATENÇÃO!

(37)

professores municipais que impetra mandado de segurança a fim de defender os interesses da sua categoria.

3.6. Competência :

O julgamento do Mandado de Segurança compete:

I - Originariamente:

a) ao Supremo Tribunal Federal, contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal (Art. 102, I, “d”, da CF/88);

b) ao Superior Tribunal de Justiça, contra atos de Ministro de Estado ou do próprio Tribunal (Art. 105, I, “b”, da CF/88);

OBSERVAÇÃO 1: A propositura de um MS coletivo é possível para as pessoas indicadas no art. 5º, inciso LXX, da CF/88 c/c art. 21 da Lei nº 12.016/2009: 1) partido político com representação no Congresso Nacional; 2) entidades de classe ou associações de classe constituídas há mais de um ano – o juiz pode, excepcionalmente, dispensar o prazo de um ano, se entender necessário (não é a regra!).

OBSERVAÇÃO 2: É indispensável que a menção ao caráter coletivo do MS venha indicado na peça: “MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO”.

OBSERVAÇÃO 3: Se for MS coletivo, é indispensável, ainda, que se faça uma seção sobre a legitimidade ativa para a sua impetração.

ATENÇÃO!

(38)

c) aos Tribunais Regionais Federais contra atos do próprio Tribunal ou de juiz federal (Art. 108, I, “c”, da CF/88);

d) a juiz federal, contra ato de autoridade federal, excetuados os casos de competência dos tribunais federais (Art. 108, VIII, da CF/88);

e) a tribunais estaduais, segundo o disposto na Constituição do Estado;

f) a juiz estadual, nos demais casos;

II - em grau de recurso:

a) ao Supremo Tribunal Federal, quando a decisão denegatória for proferida em única instância pelos Tribunais Superiores;

b) ao Superior Tribunal de Justiça, quando a decisão for proferida em única instância pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Territórios, quando denegatória a decisão (Art. 105, II, “b”, da CF/88);

c) aos Tribunais Regionais Federais, quando a decisão for proferida por juiz federal ou estadual no exercício da competência federal da área de sua jurisdição (Art. 108, II, da CF/88);

d) aos Tribunais Estaduais e ao do Distrito Federal e Territórios, conforme dispuserem a respectiva Constituição e a lei que organizar a Justiça do Distrito Federal (Art.

125, da CF/88);

III - mediante recurso extraordinário:

OBSERVAÇÃO: Mandado de segurança contra autoridade universitária, seguirá a seguinte competência:

- Autoridade coatora de Universidade Federal ou Particular: competência da Justiça Federal;

- Autoridade coatora de Universidade Estadual ou Municipal: competência da Justiça Estadual;

ATENÇÃO!

(39)

3.7. Estrutura:

DOUTO JUÍZO (OU EXCELENTÍSSIMO SENHOR DESEMBARGADOR/MINISTRO PRESIDENTE DO TRIBUNAL...) DA … VARA DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE ...

(OU DA VARA FEDERAL DA … SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE...)

(Deixe 1 linha em branco – não escreva isso na sua peça!)

NOME COMPLETO DO IMPETRANTE, nacionalidade, estado civil, profissão, portador do RG..., CPF..., domicílio e residência..., endereço eletrônico..., (se for pessoa jurídica:

RAZÃO SOCIAL, CNPJ..., com sede no endereço..., endereço eletrônico..., representada legalmente pelo(a) Sr(a)… (documento de representação anexo), por intermédio de seu advogado (procuração em anexo), com endereço profissional no endereço ..., onde receberá intimações, vem, perante Vossa Excelência, com fundamento no Art. 5º, inciso LXIX ou LXX, alínea “a” ou “b” (MS coletivo), da Constituição Federal de 1988 e no Art. 1º da Lei nº 12.016/2009, impetrar

MANDADO DE SEGURANÇA (PREVENTIVO) (COLETIVO) (COM PEDIDO LIMINAR)

Em face de ato coator do Sr…, SECRETÁRIO MUNICIPAL DA FAZENDA, vinculado ao MUNICÍPIO..., pessoa jurídica de direito público, com sede no endereço..., endereço eletrônico…, pelas razões de fato e de direito que passa a expor:

1. DOS FATOS

Descrever a situação fática constante na situação problema, sem acrescentar nenhum dado que não esteja no problema.

2. DO CABIMENTO DO MANDADO DE SEGURANÇA

(40)

A via Mandamental, conforme previsto no Art. 5º, inciso LXIX, da Constituição Federal de 1988, e o disposto na Lei n.º 12.016/2009, é o meio processual adequado, sempre que houver lesão ou ameaça de lesão ao direito líquido e certo.

No caso em tela, a lesão ao direito líquido e certo do impetrante se deu com o … (ou a ameaça a direito líquido e certo se dá…)

Ademais, verifica-se que a prova encontra-se pré-constituída, dispensando-se qualquer dilação probatória, cumprindo-se, assim, plenamente, todos os requisitos para que seja impetrado mandado de segurança, bem como o direito de impetrar o presente mandado de segurança encontra-se dentro do prazo de 120 (cento e vinte) dias, contados da ciência, pelo impetrante, do ato impugnado, conforme a previsão do Art. 23 da Lei n.º 12.016/2009.

3. DA LEGITIMIDADE ATIVA (apenas em caso de MS Coletivo)

Preliminarmente, destaca-se que o impetrante possui legitimidade ativa para a propositura do mandado de segurança, uma vez que é…, conforme preceitua o Art. 5º, inciso LXX, alínea “a” ou “b” (a definir pelo caso), da Constituição Federal de 1988.

Do mesmo modo. o sentido, a Lei nº 12.016/2009 confere ao (legitimado)..., em seu Art. 21, § único, legitimidade extraordinária ou substituição processual para atuar em juízo, na defesa dos direitos coletivos ou individuais homogêneos de seus membros e/ou categoria.

Assim, o impetrante possui legitimidade ativa para a presente ação mandamental.

3. DO DIREITO

Buscar o desenvolvimento de, no mínimo, quatro teses sobre os subtemas de direito administrativo trabalhados, envolvendo o tema de direito material aplicável.

Uma tese Constitucional;

Uma tese Infraconstitucional;

Uma tese com base nos princípios;

Uma tese com base em súmulas;

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