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PROJETO DE PARECER. PT Unida na diversidade PT. Parlamento Europeu 2016/0130(COD)

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PA\1102990PT.docx PE587.715v01-00

PT Unida na diversidade PT

Parlamento Europeu

2014-2019

Comissão do Ambiente, da Saúde Pública e da Segurança Alimentar

2016/0130(COD) 20.9.2016

PROJETO DE PARECER

da Comissão do Ambiente, da Saúde Pública e da Segurança Alimentar dirigido à Comissão do Emprego e dos Assuntos Sociais

sobre a proposta de diretiva do Parlamento Europeu e do Conselho que altera a Diretiva 2004/37/CE relativa à proteção dos trabalhadores contra riscos ligados à exposição a agentes cancerígenos durante o trabalho

(COM(2016)0248 – C8-0181/2016 – 2016/0130(COD))

Relatora de parecer: Joëlle Mélin

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PT

PA_Legam

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PT

JUSTIFICAÇÃO SUCINTA

Justificação do papel da União Europeia

A proposta de diretiva do Parlamento Europeu e do Conselho que altera a Diretiva 2004/37/CE é necessária, mesmo para os partidários da subsidiariedade em matéria de proteção social. Trata-se, neste caso, da proteção dos trabalhadores contra os riscos ligados à exposição a produtos cancerígenos.

Na opinião da relatora, o papel que a diretiva em questão pretende desempenhar poderia ter sido perfeitamente assumido por convenções internacionais ou outros instrumentos.

É, contudo, uma questão de urgência, uma vez que a mobilidade dos trabalhadores nos diferentes Estados-Membros os sujeita, para um determinado trabalho e uma exposição específica, a regulamentações por vezes incoerentes. Por conseguinte, é do interesse de todos – trabalhadores, empregadores e Estados que garantem os seus sistemas de proteção social – dispor de recomendações baseadas em dados modernos e fundamentados da ciência que sejam partilhadas por todos o mais rapidamente possível.

Justificação da prudência necessária nesta matéria

Uma diretiva sobre esta matéria não deve ser vinculativa nem impor prazos demasiado curtos.

Deve ter apenas um caráter de incentivo, para que as empresas se adaptem às normas com a maior brevidade, tendo contudo em conta a realidade económica do Estado-Membro. Por outro lado, não é possível impor normas coercitivas sem a realização de estudos precisos que contem com uma ampla validação.

Em contrapartida, as doenças profissionais caracterizam-se pelo espaço de tempo significativo que medeia a exposição por inalação ou qualquer outra forma de contacto com uma substância cancerígena e o diagnóstico inequívoco da doença, ou seja, entre 10 e 40 anos. Por conseguinte, dado que a última diretiva data de 2004, é urgente rever a lista dos agentes tóxicos e os níveis de exposição. Além disso, na década de 70 registou-se um grande desenvolvimento das atividades mineiras, metalúrgicas e industriais, pelo que houve um número elevado de casos de exposição de trabalhadores – e, indiretamente, das suas famílias – a uma vasta fama de agentes. Coloca-se ainda a questão complementar do conceito de doenças oncológicas causadas por agentes múltiplos, o que torna a situação mais complicada a nível da legislação.

Justificação de uma estratégia

Nesta ótica, a harmonização, cujo único objetivo é a aplicação do princípio da precaução, deve, por razões de lógica e eficácia, passar por várias etapas sucessivas:

1. A determinação, pelos Estados-Membros, das substâncias ou grupos de substâncias que estão direta e seguramente relacionadas com una doença oncológica;

2. A elaboração da lista dos trabalhos que comportam uma exposição à inalação ou a qualquer outra forma de contacto com a substância;

3. A duração da exposição mínima ao produto e o prazo necessário para o aparecimento da doença profissional;

4. Os níveis mínimos de exposição.

(4)

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PT

Estes elementos já estão amplamente codificados na legislação francesa relativa às doenças profissionais reconhecidas. Trata-se de quadros muito completos que deveriam constituir uma das bases técnicas de harmonização das recomendações adotadas por cada Estado-Membro, se estes não dispuserem já de um instrumento equivalente.

Justificação da redação do presente parecer

É por esta razão que a relatora inclui no seu parecer as novas substâncias para as quais se determinou, mediante estudos cruzados, as suas propriedades cancerígenas, bem como os índices de toxicidade avaliados ou reavaliados a curto, médio e longo prazo.

ALTERAÇÕES

A Comissão do Ambiente, da Saúde Pública e da Segurança Alimentar insta a Comissão do Emprego e dos Assuntos Sociais, competente quanto à matéria de fundo, a ter em conta as seguintes alterações:

Alteração 1

Proposta de diretiva Considerando 17-A (novo)

Projeto de resolução legislativa Alteração

(17-A) O ácido crómico e os cromatos e bicromatos alcalinos ou alcalinoterrosos, bem como o cromato de zinco, preenchem os critérios de classificação como

substâncias cancerígenas na legislação laboral de, pelo menos, um

Estado-Membro. Esta legislação reconheceu a responsabilidade destes agentes no aparecimento de cancros broncopulmonares primários e de cancros naso-sinusais. Por conseguinte, estas substâncias devem ser objeto de vigilância e avaliação regulares, pelo menos de dois em dois anos.

Or. fr

Alteração 2

Proposta de diretiva

Considerando 17-B (novo)

(5)

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PT

Projeto de resolução legislativa Alteração

(17-B) As seguintes aminas aromáticas e os respetivos sais: 4-aminobifenilo e sais (xenilamina), 4,4-aminobifenilo e sais (xenilamina), 2-naftilamina e sais, 4,4’- metileno-bis (2-cloroanilina) e sais (MBOCA), 3,3’ dimetoxibenzidina e sais (o-dianisidina), 3,3’-dimetilbenzidina e sais (o-tolidina), 4-cloro-2-metilanilina e sais (p-cloro-o-toluidina), auramina (qualidade técnica), bem como os

corantes derivados da benzidina CI direct black 38, CI direct blue 6 e CI direct brown 95, preenchem os critérios de classificação como substâncias

cancerígenas na legislação laboral de, pelo menos, um Estado-Membro. Esta legislação reconheceu a responsabilidade destes agentes no aparecimento de

cancros da bexiga e das vias urinárias.

Por conseguinte, estas substâncias devem ser objeto de vigilância e avaliação regulares, pelo menos de dois em dois anos.

Or. fr

Alteração 3

Proposta de diretiva Considerando 17-C (novo)

Projeto de resolução legislativa Alteração

(17-C) O arsénio, a inalação de poeiras ou vapores de arsénio, bem como a inalação de poeiras ou vapores que contenham arsenopirites auríferas preenchem os critérios de classificação como substâncias cancerígenas na legislação laboral de, pelo menos, um Estado-Membro. Esta legislação reconheceu a responsabilidade destes agentes no aparecimento do

angiossarcoma hepático, de cancros

(6)

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PT

broncopulmonares primários e de cancros da pele. Por conseguinte, estas

substâncias devem ser objeto de vigilância e avaliação regulares, pelo menos de dois em dois anos.

Or. fr

Alteração 4

Proposta de diretiva Considerando 17-D (novo)

Projeto de resolução legislativa Alteração

(17-D) Os seguintes derivados do petróleo: óleos minerais pouco ou não refinados e óleos minerais regenerados utilizados nas operações de fabricação e tratamento dos metais, extratos

aromáticos, resíduos de craqueamento, óleos de motor usados, bem como fuligem de combustão dos produtos

petrolíferos, preenchem os critérios de classificação como substâncias

cancerígenas na legislação laboral de, pelo menos, um Estado-Membro. Esta legislação reconheceu a responsabilidade destes agentes no aparecimento de

cancros da pele. Por conseguinte, estas substâncias devem ser objeto de vigilância e avaliação regulares, pelo menos de dois em dois anos.

Or. fr

Alteração 5

Proposta de diretiva Considerando 17-E (novo)

Projeto de resolução legislativa Alteração

(17-E) O aldeído fórmico preenche os

critérios de classificação como substância

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PT

cancerígena na legislação laboral de, pelo menos, um Estado-Membro. Esta

legislação reconheceu a responsabilidade deste agente no aparecimento de cancros da rinofaringe. Por conseguinte, esta substância devem ser objeto de vigilância e avaliação regulares, pelo menos de dois em dois anos.

Or. fr

Alteração 6

Proposta de diretiva Considerando 17-F (novo)

Projeto de resolução legislativa Alteração

(17-F) Os vírus das hepatites A, B, C, D e E preenchem os critérios de classificação como substâncias cancerígenas na legislação laboral de, pelo menos, um Estado-Membro. Esta legislação reconheceu a responsabilidade destes agentes no aparecimento de cancros do fígado. Por conseguinte, estas substâncias devem ser objeto de vigilância e avaliação regulares, pelo menos de dois em dois anos.

Or. fr

Alteração 7

Proposta de diretiva Considerando 17-G (novo)

Projeto de resolução legislativa Alteração

(17-G) As poeiras ou fumos que

contenham cádmio preenchem os critérios de classificação como substâncias

cancerígenas na legislação laboral de,

pelo menos, um Estado-Membro. Esta

legislação reconheceu a responsabilidade

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PT

destes agentes no aparecimento de cancros broncopulmonares primários.

Por conseguinte, estas substâncias devem ser objeto de vigilância e avaliação regulares, pelo menos de dois em dois anos.

Or. fr

Alteração 8

Proposta de diretiva Considerando 17-H (novo)

Projeto de resolução legislativa Alteração

(17-H) A inalação de poeiras de cobalto associadas ao carboneto de tungsténio antes da sinterização preenche os critérios de classificação como

substâncias cancerígenas na legislação laboral de, pelo menos, um Estado- Membro. Esta legislação reconheceu a responsabilidade destes agentes no aparecimento de cancros

broncopulmonares primários. Por conseguinte, esta substância devem ser objeto de vigilância e avaliação regulares, pelo menos de dois em dois anos.

Or. fr

Alteração 9

Proposta de diretiva Considerando 17-I (novo)

Projeto de resolução legislativa Alteração

(17-I) O bis-(clorometil) éter preenche os critérios de classificação como substância cancerígena na legislação laboral de, pelo menos, um Estado-Membro. Esta

legislação reconheceu a responsabilidade

destes agentes no aparecimento de

(9)

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PT

cancros broncopulmonares primários.

Por conseguinte, esta substância devem ser objeto de vigilância e avaliação regulares, pelo menos de dois em dois anos.

Or. fr

Alteração 10

Proposta de diretiva Considerando 17-J (novo)

Projeto de resolução legislativa Alteração

(17-I) Qualquer dos agentes n-metil-n’- nitro-n-nitrosoguanidina, n-etil-n’-nitro- n-nitrosoguanidina, n-metil-n-

nitrosourea, n-etil-n-nitrosourea, preenche os critérios de classificação como substância cancerígena na legislação laboral de, pelo menos, um Estado-Membro. Esta legislação reconheceu a responsabilidade destes agentes no aparecimento de tumores cerebrais. Por conseguinte, estas

substâncias devem ser objeto de vigilância e avaliação regulares, pelo menos de dois em dois anos.

Or. fr

Alteração 11

Proposta de diretiva Artigo 1 – n.º 1 – ponto 1 Diretiva 2004/37/CE

Anexo I – ponto 6-A (novo)

Texto da Comissão Alteração

6-A. Trabalhos que comportem uma exposição ao ácido crómico e aos cromatos e bicromatos alcalinos ou

alcalinoterrosos, bem como ao cromato de

(10)

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PT

zinco.

Or. fr

Alteração 12

Proposta de diretiva Artigo 1 – n.º 1 – ponto 1 Diretiva 2004/37/CE

Anexo I – ponto 6-B (novo)

Texto da Comissão Alteração

6-B. Trabalhos que comportem uma exposição às aminas aromáticas seguintes e aos respetivos sais: 4-aminobifenilo e sais (xenilamina); 4,4-aminobifenilo e sais (xenilamina), 2-naftilamina e sais, 4,4’-metileno-bis (2-cloroanilina) e sais (MBOCA); 3,3’ dimetoxibenzidina e sais (o-dianisidina); 3,3’-dimetilbenzidina e sais (o-tolidina), 4-cloro-2-metilanilina e sais (p-cloro-o-toluidina) , auramina (qualidade técnica), os seguintes corantes derivados da benzidina: CI direct black 38, CI direct blue 6, CI direct brown 95.

Or. fr

Alteração 13

Proposta de diretiva Artigo 1 – n.º 1 – ponto 1 Diretiva 2004/37/CE

Anexo I – ponto 6-C (novo)

Texto da Comissão Alteração

6-C. Trabalhos que comportem uma exposição ao arsénio, à inalação de poeiras ou vapores de arsénio, bem como à inalação de poeiras ou vapores que contenham arsenopirites auríferas.

Or. fr

(11)

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PT

Alteração 14

Proposta de diretiva Artigo 1 – n.º 1 – ponto 1 Diretiva 2004/37/CE

Anexo I – ponto 6-D (novo)

Texto da Comissão Alteração

6-D. Trabalhos que comportem uma exposição aos seguintes derivados do petróleo: óleos minerais pouco ou não refinados e óleos minerais regenerados utilizados nas operações de fabricação e tratamento dos metais, extratos

aromáticos, resíduos de craqueamento, óleos de motor usados, bem como fuligem de combustão dos produtos petrolíferos.

Or. fr

Alteração 15

Proposta de diretiva Artigo 1 – n.º 1 – ponto 1 Diretiva 2004/37/CE Anexo I – ponto 6-E (novo)

Texto da Comissão Alteração

6-E. Trabalhos que comportem uma exposição ao aldeído fórmico.

Or. fr

Alteração 16

Proposta de diretiva

Artigo 1 – n.º 1 – ponto 1

Diretiva 2004/37/CE

Anexo I – ponto 6-F (novo)

(12)

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PT

Texto da Comissão Alteração

6-F. Substâncias libertadas e inaladas durante o trabalho subterrâneo em minas de ferro.

Or. fr

Alteração 17

Proposta de diretiva Artigo 1 – n.º 1 – ponto 1 Diretiva 2004/37/CE

Anexo I – ponto 6-G (novo)

Texto da Comissão Alteração

6-G. Trabalhos que comportem uma exposição aos vírus das hepatites A, B, C, D e E.

Or. fr

Alteração 18

Proposta de diretiva Artigo 1 – n.º 1 – ponto 1 Diretiva 2004/37/CE

Anexo I – ponto 6-H (novo)

Texto da Comissão Alteração

6-H. Trabalhos que comportem uma exposição às poeiras ou fumos que contenham cádmio.

Or. fr

(13)

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PT

Alteração 19

Proposta de diretiva Artigo 1 – n.º 1 – ponto 1 Diretiva 2004/37/CE Anexo I – ponto 6-I (novo)

Texto da Comissão Alteração

6-I. Trabalhos que comportem uma exposição à inalação de poeiras de cobalto associadas ao carboneto de tungsténio antes da sinterização.

Or. fr

Alteração 20

Proposta de diretiva Artigo 1 – n.º 1 – ponto 1 Diretiva 2004/37/CE Anexo I – ponto 6-J (novo)

Texto da Comissão Alteração

6-J. Trabalhos que comportem uma exposição ao bis-(clorometil) éter.

Or. fr

Alteração 21

Proposta de diretiva Artigo 1 – n.º 1 – ponto 1 Diretiva 2004/37/CE

Anexo I – ponto 6-K (novo)

Texto da Comissão Alteração

6-K. Trabalhos que comportem uma

exposição a qualquer dos agentes n-metil-

n’-nitro-n-nitrosoguanidina, n-etil-n’-

nitro-n-nitrosoguanidina, n-metil-n-

nitrosourea, n-metil-n-nitrosourea.

(14)

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PT

Or. fr

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