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A O R I G E M D A S E S P É C I E S
a partir de Charles Darwin criação e interpretação Carla Maciel Crista Alfaiate Marco Paiva Paula Diogo cenografia F. Ribeiro figurinos Catarina Graça desenho de som Miguel Lima desenho de luz Nuno Meira
assistente de desenho de luz Cárin Geada
música original e sonoplastia Bruno Pernadas
vídeo
Mário Melo Costa apoio à dramaturgia Gonçalo Waddington apoio ao movimento Vânia Rovisco equipa TNDM II direção de cena Pedro Leite e Diana Almeida Dorota Brezinová Kristýna Repová (estagiárias ESTC) operação de luz Luís Lopes operação de som Sérgio Henriques João Neves maquinaria Jorge Aguiar Marco Ribeiro Paulo Brito Rui Carvalheira produção executiva Manuela Sá Pereira produção TNDM II parceria
Museu Nacional de História Natural e da Ciência agradecimentos
Centro Cultural de Belém Jonh Romão Marco Martins livro do espectáculo editoras Ana Eliseu Joana Frazão design gráfico R2 M / 6 23 nov – 18 dez 2016 Famílias
26 nov – 18 dez – sáb e dom, 16h – feriados, 11h Escolas
23 nov – 16 dez – qua a sex, 11h Sala Garrett
3 dez
Sessão descontraída e com interpretação em Língua Gestual Portuguesa
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A O R I G E M D A S E S P É C I E S
“Se olharmos com atenção para a natureza,
seremos capazes de compreender tudo melhor.”
Albert Einstein
“A natureza não se ocupa de modo algum das
aparências, a não ser que a aparência tenha
qualquer utilidade para os seres vivos.”
GÉNESIS
No princípio criou Deus o céu e a terra.
E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.
E disse Deus: Haja luz; e houve luz.
E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas.
E Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite. E foi a tarde e a manhã, o dia primeiro.
E disse Deus: Haja uma expansão no meio das águas, e haja separação entre águas e águas.
E fez Deus a expansão, e fez separação entre as águas que estavam debaixo da expansão e as águas que estavam sobre a expansão; e assim foi.
E chamou Deus à expansão Céus, e foi a tarde e a manhã, o dia segundo.
E disse Deus: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num lugar; e apareça a porção seca; e assim foi.
E chamou Deus à porção seca Terra; e ao ajuntamento das águas chamou Mares; e viu Deus que era bom.
E disse Deus: Produza a terra erva verde, erva que dê semente, árvore frutífera que dê fruto segundo a sua espécie, cuja semente está nela sobre a terra; e assim foi.
E a terra produziu erva, erva dando semente conforme a sua espécie, e a árvore frutífera, cuja semente está nela conforme a sua espécie; e viu Deus que era bom.
E foi a tarde e a manhã, o dia terceiro.
E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos.
E sejam para luminares na expansão dos céus, para iluminar a terra; e assim foi.
E fez Deus os dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia, e o luminar menor para governar a noite; e fez as estrelas.
E Deus os pôs na expansão dos céus para iluminar a terra, E para governar o dia e a noite, e para fazer separação entre a luz e as trevas; e viu Deus que era bom.
E foi a tarde e a manhã, o dia quarto.
E disse Deus: Produzam as águas abundantemente répteis de alma vivente; e voem as aves sobre a face da expansão dos céus. E Deus criou as grandes baleias, e todo o réptil de alma vivente que as águas abundantemente produziram conforme as suas espécies; e toda a ave de asas conforme a sua espécie; e viu Deus que era bom.
E Deus os abençoou, dizendo: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei as águas nos mares; e as aves se multipliquem na terra.
E foi a tarde e a manhã, o dia quinto.
E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra.
E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.
E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multipli-cai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra.
E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dê semente, que está sobre a face de toda a terra; e toda a árvore, em que há fruto que dê semente, ser-vos-á para mantimento.
E a todo o animal da terra, e a toda a ave dos céus, e a todo o réptil da terra, em que há alma vivente, toda a erva verde será para mantimento; e assim foi.
E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã, o dia sexto.
Assim os céus, a terra e todo o seu exército foram acabados. E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito.
E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que Deus criara e fizera.
Estas são as origens dos céus e da terra, quando foram criados; no dia em que o Senhor Deus fez a terra e os céus,
E toda a planta do campo que ainda não estava na terra, e toda a erva do campo que ainda não brotava; porque ainda o Senhor Deus não tinha feito chover sobre a terra, e não havia homem para lavrar a terra.
Um vapor, porém, subia da terra, e regava toda a face da terra. E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.
E plantou o Senhor Deus um jardim no Éden, do lado oriental; e pôs ali o homem que tinha formado.
E o Senhor Deus fez brotar da terra toda a árvore agradável à vista, e boa para comida; e a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal.
Antigo Testamento, Génesis Capítulo 1
EVOLUÇÃO
Como a seleção natural atua somente acumulando variações ligeiras, sucessivas e favoráveis, não pode produzir modificações consideráveis ou súbitas; só pode agir a passos lentos e curtos. (…) Vemos ainda como, em toda a natureza, o mesmo fim geral é atingido por uma variedade quase infinita de meios; porque toda a particularidade, uma vez adquirida, é por muito tempo hereditária, e conformações diversificadas por muitos modos
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ÁRVORES DA VIDA
A publicação dos trabalhos de Darwin provocou grande contro-vérsia na altura, uma vez que a evolução por seleção natural era um argumento poderoso contrário às noções de criação divina, comuns na ciência do século XIX (o próprio Darwin tardou muito tempo em publicar as suas teorias, com receio das reações do meio científico e também por causa do contexto religioso em que tinha sido formado).
A teoria de que todos os seres vivos tiveram sua evolução a partir de um antepassado comum implica que não haja uma separação clara entre homens e animais, fazendo com que Darwin fosse lembrado como aquele que retirou o homem da posição privilegiada que ocupava no universo.
Abaixo, o primeiro esboço da “árvore da vida” que Darwin fez no seu caderno, em 1837, e o desenho de Katie Scott e Jenny Broom da árvore da vida animal no livro Animalium (2014):
Para alguns dos seus críticos da altura, no entanto, Darwin conti-nuou a ser visto como alguém que defendia que o ser humano descendia dos macacos, sendo frequentemente desenhado com um corpo de macaco:
O JULGAMENTO DO MACACO
Nos Estados Unidos, uma lei de 1925 proibia a qualquer professor de instituições públicas (inclusive universidades) a negação do criacionismo bíblico, incluindo o ensino do evolucionismo. No mesmo ano, o professor de ciências e matemática John Scopes foi preso, com base nessa lei, por ensinar a Teoria da Evolução, de Darwin, numa escola pública. O julgamento do professor Scopes – formalmente nomeado como “O Estado do Tennessee contra John Thomas Scopes” – atingiu grande publicidade e ficou conhecido como O Julgamento do Macaco de Scopes. O julgamento durou 11 dias e foi o primeiro a ser transmitido por rádio para todo o país. Até hoje, é considerado um marco na história da imprensa americana, caso que inspirou um livro, uma peça de teatro, vários filmes e um musical da Broadway. Scopes foi condenado a uma multa de 100 dólares. O debate criacionismo / evolução ainda ocorre na sociedade norte-americana.
Porque é que a teoria da evolução de Darwin põe em causa a do criacionismo? Quais as questões que a teoria da evolução levanta? (Homem como ser feito à imagem de Deus, Deus como criador de tudo, a existência de Deus, a razão da nossa existência.)
Debater coletivamente estas questões: porque estamos aqui? Só estamos aqui para propagar a espécie? Qual o papel do homem na natureza? Para onde estamos a evoluir?
Notícias sobre animais
OS MACACOS ENTRARAM NA
SUA IDADE DA PEDRA
Nas florestas brasileiras, nas matas da África Ocidental e nas praias da Tailândia, os arqueólogos têm descoberto ferramentas impressionantes feitas de pedra. O que faz estes artefactos tão especiais é que as mãos que os construíram e utilizaram não eram humanas – são utensílios fabricados por chimpanzés e macacos.
As ferramentas são rudimentares: o martelo de um chimpanzé ou de um macaco em nada se parece com um antigo machado feito pelo homem pré-histórico. No entanto, o que importa é que estes primatas desenvolveram uma cultura que usa no seu quotidiano uma tecnologia – o que significa que entraram na sua Idade da Pedra.
Ao longo da nossa evolução como espécie, nós passámos por diversas “fases tecnológicas” – hoje conhecidas como Idade da Pedra, do Bronze e do Ferro, caracterizadas pelo desenvolvimento e uso de ferramentas específicas em cada um desses períodos. Essa divisão da pré-história é conhecida como Sistema de Três Idades e refere-se aos avanços conquistados exclusivamente pelos seres humanos ao longo da História. Até há poucas décadas atrás, os biólogos acreditavam que o ser humano era a única espécie que faz uma utilização extensiva de ferramentas.
Para Christophe Bösch, no Instituto de Antropologia Evolutiva em Leipzig, na Alemanha, a Idade da Pedra dos chimpanzés começou há cerca de 4,3 mil anos, nas florestas da Costa do Marfim. Existem relatos há vários séculos de que algumas espécies de macaco-prego brasileiro utilizam ferramentas de pedras. O mesmo fazem os macacos de cauda longa (Macaca fasciularis) na Tailândia. Nenhuma dessas espécies se encontra perto do homem na árvore evolutiva dos primatas, e é por isso que os cientistas acreditam que as diferentes espécies desenvolveram as suas técnicas de forma independente.
Mas porque é que chimpanzés e os macacos ainda parecem estar longe de melhorar as suas técnicas, produzindo só instrumentos rudimentares, enquanto os antepassados do homem aprenderam a produzir utensílios mais sofisticados há tanto tempo?
Uma primeira ideia seria a de que as nossas mãos evoluíram mais rapidamente, permitindo a manipulação de objetos. Contudo, um estudo da Universidade George Washington (EUA) sugere que, na realidade, as mãos humanas mudaram menos do que as dos chimpanzés nos últimos milhões de anos, e que é possível que a diferença esteja nos seus cérebros. “A capacidade de criar ferramentas em pedra exige mais habilidades cognitivas, para que o indivíduo reconheça que se trata de um objeto útil mas também para criá-lo a partir do nada”, afirma Alexandra Rosati, da Universidade Harvard.
O facto de o cérebro humano ser maior também pode ter contribuído para a evolução mais rápida. O primatólogo Richard Wrangham acredita que esse aumento de tamanho se deveu ao desenvolvimento da culinária. “Cérebros maiores exigem mais energia, e o ato de cozinhar aumenta a energia vinda dos alimentos, por comparação a uma dieta crua”, afirma Rosati.
Para Michael Haslam, da Universidade de Oxford, é possível que os chimpanzés ainda não tenham chegado ao limite da sua capacidade tecnológica, mas talvez não tenham a oportunidade de avançar na sua Idade da Pedra. “Essas populações têm diminuído de maneira dramática, através da caça e da destruição do seu habitat”, aponta Haslam. “Populações menores não podem difundir e manter tecnologias complexas de maneira tão eficaz como um grande grupo faria.”
Em http://zap.aeiou.pt/os-macacos-tambem-entraram-na-sua--idade-da-pedra-79929 (adaptado)
Como será daqui a três milhões de anos? Será que os macacos vão evoluir e passar a ser uma espécie tão inteligente como os humanos?
A GRANDE CAMPANHA DOS PARDAIS
Um dos mais trágicos episódios da História natural e humana e do século XX foi o programa “O Grande Salto em Frente”, promovido pelo líder chinês Mao Tsé-tung, entre 1958 e 1961, com o objectivo de acelerar o crescimento económico do país.
O Grande Salto incluiu a campanha “sanitária” de extermí-nio das Quatro Pestes: ratos, moscas, mosquitos e pardais. O pardal entrou na lista porque consumia grãos de cereais e, na altura, a China enfrentava sérios problemas de fome. Segundo cientistas chineses, cada pardal comia 4,5 kg de grãos por ano. A eliminação de 1 milhão de pardais traduzir-se-ia em alimento para 60.000 pessoas.
Assim, em 1958, milhões de chineses construíram espantalhos e saíram para a rua armados com fisgas e espingardas, e com tachos e panelas que batiam incessantemente. Milhões de aves assustadas, que não conseguiam poisar, foram forçadas a voar até que morreram de exaustão. Num só dia, 13 de dezembro de 1958, mataram 194 432 pardais. O pardal-montês (que também existe em Portugal) foi a espécie mais afectada e ficou à beira da extinção.
Em http://www.arcadedarwin.com/2013/01/02/o-grande-salto--para-tras/pardal-montes (adaptado)
Escolher um animal e pesquisar qual o papel que desempenha no seu habitat; imaginar o que aconteceria se deixasse de existir.
A DRAGÃO DE KOMODO
Flora é uma fêmea de dragão de Komodo do Zoológico de Chester, no Reino Unido, e pôs oito ovos. O que é curioso e está a chamar a atenção dos cientistas é que esses bebés lagartos têm apenas mãe – não têm pai. Esta fêmea nunca conviveu sequer com um macho de dragão de Komodo, quanto mais acasalar. Os trata-dores ficaram espantados quando perceberam que pôs ovos, autofertilizando-se. Este processo do parto virgem chama-se partenogénese.
A revista Nature publicou um artigo em que se relatam os resultados dos testes genéticos feitos às crias já nascidas e às suas mães. Os bebés não são clones diretos: o seu ADN tem metade da variação presente nos genes das mães. Isto indica que os genes dos filhos resultam da duplicação de metade dos cromossomas da mãe. Ou seja, não houve mesmo um pai: estes bebés são apenas filhos de sua mãe.
A descoberta de que animais tão grandes podem usar a partenogénese para se reproduzir pode ajudar a compreender como é que os répteis colonizam novas terras. Uma única fêmea, arrastada pela corrente, poderia chegar uma ilha, e começar uma nova população. A genética da autofertilização exige que todos os seus filhos sejam machos. Mas estes poderiam acasalar com a própria mãe e, assim, no prazo de uma geração, poderia existir uma população capaz de se reproduzir normalmente na ilha. Mas esta é uma medida de sobrevivência de situação de emergência, e não um método reprodutivo que possa trazer grande robustez genética às espécies que a praticam.
Em https://www.publico.pt/ciencias/jornal/femeas-de-dragao--de-komodo-estao--a-gerar-bebes-que-nao-tem-pai-113426 (adaptado)
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A O R I G E M D A S E S P É C I E S
ATIVIDADES
Observa o mapa que traça a viagem do Beagle, o navio onde Charles Darwin percorreu o mundo ao longo de quatro anos e nove meses. Imagina agora que Darwin vai fazer uma segunda viagem para consolidar as suas descobertas e colocou um anúncio para contratar um assistente, que o acompanharia. Escolhe um dos seguintes textos para fazer uma composição:
A
O anúncio colocado por Darwin (descreve o cargo a desempenhar e as qualidades da pessoa procurada, indica qual o percurso e o objetivo da viagem)
B
A tua carta de resposta, candidatando-te à posição (mostra o teu conhecimento das descobertas de Darwin, o teu gosto pela aventura e pela investigação naturalista, as tarefas que poderias realizar)
C
A lista de objetos (pessoais e científicos) que levarias contigo na viagem
D
Uma entrada de diário, descrevendo as observações durante a viagem (animais e plantas avistados, paisagem, o que comeram, que perigos passaram)
JOGOS
Que animal tenho na cabeça?
Os jogadores sentam-se em roda. Cada um escreve o nome de um animal num post-it e depois cola o papel na testa do jogador ao seu lado esquerdo. O objetivo do jogo é cada jogador descobrir o nome do animal que tem na testa, fazendo perguntas aos outros. Cada jogador pode fazer uma pergunta na sua vez, e as perguntas só podem ser de resposta “sim” ou “não” (por exemplo, não se pode perguntar “o que é que o meu animal come?”, mas pode-se perguntar “o meu animal come carne?”). Qualquer jogador pode responder às perguntas. O jogo acaba quando toda a gente tiver adivinhado o seu animal.
Quem sou eu?
Toda a gente se senta virada para o mesmo lado, decide-se uma ordem e, à vez, cada jogador levanta-se e, apenas com gestos e movimentos, imita um animal. Não se pode falar nem fazer sons de qualquer espécie!
Este jogo também se pode fazer dividindo os jogadores em dois grupos. Nesse caso, a equipa A escolhe o animal para um dos jogadores da equipa B imitar e só essa equipa pode adivinhar. Ganha a equipa que adivinhar mais animais.
Animais! Os quais?
Os jogadores sentam-se em roda. Um deles diz: “Animais!”, o resto do grupo pergunta “Os quais?”, e o jogador responde com uma letra do alfabeto: “A!” Cada jogador tem então de dizer um animal começado pela letra A, completando-se duas voltas. De novo alguém diz “Animais!”, os outros perguntam “Os quais?”, e por aí fora até haver vontade.