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Efeitos Fisiológicos. Indicações

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Academic year: 2021

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A “Teoria das Comportas” é um modelo anatomofisiológico que concilia os fenômenos excitatórios e inibitórios, que se manifestam da mesma maneira nos níveis espinhais e supra-espinhais. A corrente do TENS é modulada para estimular as fibras nervosas que transmitem sinais ao cérebro e são interpretadas pelo tálamo como dor. (KHAN apud CASTRO, 1998). Os eletrodos são colocados na superfície da pele, e os impulsos transmitidos de forma cutânea estimulam as fibras A beta, mielinizadas, que conduzem informações ascendentes. Assim, se a transmissão de estímulos através das fibras A for predominante, o sinal de dor conduzido pelas fibras C (também responsáveis pela condução da sensibilidade dolorosa) é inibido pelas células T, e não ascende dos tratos espinotalâmicos laterais para o tálamo. Por outro lado, se os impulsos das fibras C superarem os estímulos veiculados pelas fibras A, a dor irá prevalecer. Desse modo, a corrente, enquanto aplicada, promove uma hiper-excitação das A, com a finalidade de bloquear a transmissão das fibras C, o que explica o alívio da dor. Já o pós-efeito está relacionado com a liberação de opióides endógenos, que são os fármacos mais importantes no tratamento da dor. São conhecidos como hormônios neuropeptídeos que originarão agentes ativos após segmentação enzimática. Pertencem a 3 famílias de opióides neuropeptídeos: as dinorfinas (liberadas na medula espinhal com freqüência de 100 a 1000 Hz), as encefalinas e as endorfinas (as 2 liberadas no SNC com freqüências de 5 a 10 Hz), sendo estas últimas importantes no mecanismo de alívio da dor.

Indicações

Dores pós-operatórias

Dores cervicais e cervicobraquialgias Dores lombares e Ciatalgia

Dores de cabeça, face, dente e de ATM

Dores articulares, artrites, bursites, luxações e entorses Dores musculares, contusões, miosites, tendinites, miofasciais Dores de câncer

Dores viscerais abdominais Dores nas costas e torácicas

Dores no coto de amputação e em membros fantasmas Neuropatias e Neurites

Contra-indicações

Dor não diagnosticada - pode motivar uma atividade física mais vigorosa antes que uma lesão esteja recuperada ou mascarar uma doença grave;

Marcapasso (ao menos que recomendado pelo cardiologista) Gestação - evite a aplicação durante os três primeiros meses, principalmente em regiões lombar e abdominal

Epilepsia Sobre os olhos

Problemas Cardíacos - podem apresentar reações adversas. AVC (não aplicar na face ou no pescoço)

Problemas Cognitivos

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Efeitos Fisiológicos

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NÃO APLICAR!

Sobre o seio carotídeo: pode exacerbar reflexos vago-vagais Pele danificada

Sobre a pele disestésica Internamente (boca)

Instalação das pilhas:

1. Remova a tampa do compartimento de pilhas. Para isso, aperte e deslize a tampa para fora do equipamento.

2. Insira três pilhas AAA, de acordo com a polaridade. 3. Recoloque a tampa do compartimento de pilhas.

Preparação antes do uso

Preparação dos eletrodos:

1. Conecte os cabos para aplicação na saída do equipamento. 2. Remova o adesivo dos eletrodos.

3. Conecte os eletrodos nos cabos para aplicação.

Fixação dos eletrodos:

1. A área selecionada deve estar anatômica ou fisiologica-mente relacionada a fonte de dor.

2. A pele deve estar limpa e sem pêlos afim de diminuir a resistência da pele.

3. Os eletrodos devem estar bem fixados ao tecido tratado.

Aplicação:

1. Pressione o botão On/Off para ligar o aparelho. 2. Pressione o botão Chi/En para alterar o idioma.

3. Pressione o botão Mode para selecionar o modo de terapia. 4. Pressione o botão Strong para intensidade forte ou o botão Weak para intensidade fraca.

5. Pressione o botão Time para selecionar o tempo de 5-15 minutos.

Posicionamento dos eletrodos:

O posicionamento dos eletrodos é de fundamental importân-cia para obtenção de êxito no tratamento.

Existem várias maneiras de posicionar os eletrodos. As posições e os números de canais variam em cada uma das maneiras, porém as variações são todas realizadas para obter a maior abrangência da região afetada pela dor. Dentre as maneiras mais utilizadas pode-se citar:

Unilateral: consiste na colocação de um eletrodo em um dos lados de uma articulação.

Bilateral: consiste na colocação de dois eletrodos de um mesmo canal em um único lado das costas, do abdômen, do braço, etc.

Cruzada: consiste na utilização de 2 canais, dispondo os eletrodos de modo cruzado, obtendo uma elevada densidade de corrente na região da dor.

Proximal: consiste na colocação dos eletrodos na parte superior da lesão. Esta forma de aplicação é bastante eficaz no tratamento de lesões medulares e nervos periféricos.

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A seguir são apresentadas algumas sugestões quanto ao posicionamento dos eletrodos em função da patologia ou da região onde a dor está se manifestando.

Posições para colocação dos eletrodos:

Artrose das falanges metacarpianas

Coxalgias

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Epicondelites Herpes zostes

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Nevralgia do Trigemio Lombociatalgia

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Tendinite no tendão calcâneo Lombalgias

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Combinações possíveis dos eletrodos: - AE - BD - BF

AB - CD - EF - AC Combinações possíveis dos eletrodos: AB - BC - AD - BD

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Combinações possíveis dos eletrodos: - BD - BE - BF - CE - CF - DE - DF

AB - AC - AD - BC Combinações possíveis dos eletrodos: - FH

BG - CG - DG - EG

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Combinações possíveis dos eletrodos: AB - AC - AD - AE Combinações possíveis dos eletrodos: - AG - BC - BD - BE - BF - BG

AC - AD - AE - AF

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Combinações possíveis dos eletrodos: - BC - BD - BE - CE

AB - AC - AD - AE Combinações possíveis dos eletrodos: AB - AC - BC

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Combinações possíveis dos eletrodos: - BF

AC - AE - AB - BD Combinações possíveis dos eletrodos: - BE - CD

AB - AC - AD - AE

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Combinações possíveis dos eletrodos: AB - CD Posições dos eletrodos colocados para provocar analgesia pós operatória.

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Para que a avaliação tenha valor significativo deve-se garantir as seguintes condições:

Avaliação da aplicação:

1. A aplicação deve ser feita em uma região onde o paciente esteja sentindo dores substanciais.

2. O paciente não pode ter feito uso de medicamentos anal-gésicos.

3. Os eletrodos tenham sidos colocados de modo a estimular a região da dor.

Após 15 minutos de aplicação deve questionar o paciente sobre uma percepção no alívio da dor. Caso a resposta seja negativa, deve-se mudar as posições dos eletrodos, buscando maior proximidade com a região dolorosa e/ou reavaliar a intensidade aplicada. A avaliação é importante para se obter uma maior eficiência nas aplicações.

Antes de estimular a região afetada pela dor aconselha-se estimular uma região sem dor, para que o paciente se familiarize-se com a estimulação.

NOTA!

Não existe limitações no número de aplicações de TENS, porém, para avaliação dos resultados do tratamento, aconselha-se a cada uma hora interromper o tratamento por 5 minutos.

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É normal, após algum tempo de utilização, o desgaste dos eletrodos, perdendo suas características de condutividade elétrica. Com isso, a estimulação fica comprometida e a sen-sação de que o aparelho está fraco é comum.

Cuidado com os eletrodos

Em alguns casos, também é possível a formação de pontos (saliências) onde a densidade de corrente pode ser alta, causando desconforto ao paciente.

Recomenda-se a substituição dos eletrodos, no máximo, a cada 6 meses, mesmo que eles não sejam utilizados.

Referências

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