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Biblioteca Digital do IPG: Relatório de Estágio Curricular – SODECIA, S.A.

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Sociedade Industrial de Metalurgia da Guarda

2009/10

Discente:

Vasco Daniel dos Santos Roque

Número de Aluno:

8596

Curso:

Gestão

Orientador de Estágio:

Professor Vítor Gabriel

Estabelecimento de Ensino:

Escola Superior de Tecnologia e Gestão, do Instituto Politécnico da Guarda

Empresa:

Sodecia Guarda – Sociedade Industrial de

Metalurgia da Guarda, S.A. Parque Industrial da Guarda 6300 Guarda

Orientador na Empresa:

Dr. Aloísio Monteiro

Duração do Estágio:

400 Horas

Início do Estágio:

21 de Setembro de 2010

Conclusão do Estágio:

10 de Dezembro de 2010

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DEDICATÓRIA

Principalmente aos meus Pais e Irmão, que apesar de muito sacrifício, força e compreensão, me proporcionaram, com todo o seu carinho e amor, tirar esta licenciatura.

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AGRADECIMENTOS

Desde já quero apresentar os meus maiores agradecimentos a todas as pessoas que me ajudaram ao longo deste percurso académico que termina.

De forma especial, aos meus Pais, Irmão e à minha Namorada pela força que me deram e estarem sempre do meu lado não só nos melhores momentos, mas também naqueles que não foram tão favoráveis.

Ao Professor Vítor Gabriel, meu Orientador de Estágio, pelo acompanhamento que me prestou, disponibilidade, simplicidade, compreensão e paciência que teve para comigo na elaboração deste relatório.

Igualmente agradeço ao Doutor Aloísio Monteiro, Eng. António Azevedo e em particular ao Eng. Rui Mateus (responsável pelas tarefas que desempenhei), ambos colaboradores da Sodecia Guarda, pelos óptimos tempos que passei e pelos conhecimentos que me permitiram adquirir.

À Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico da Guarda pela forma que me acolheram e também a todos os seus funcionários, em especial aos docentes, que me permitiram adquirir conhecimentos que os utilizarei com o maior gosto na minha vida futura.

E finalmente, a todos os meus amigos de curso, Mickael, Tony, Luís, Ana e Pedro, pelas horas de estudo que passámos, e ainda a Marco Loureiro, presidente da Associação de Estudantes da Guarda, pelo enorme espírito de associativismo que incutiu em mim.

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ÍNDICE Índice ... IV Índice de Figuras ... VI Glossário de Siglas ... VII

Introdução ... 1 Capítulo I ... 2 1.1.– A Sodecia Group ... 3 1.1.1. – Historial ... 3 1.1.2. – Política de Qualidade ... 8 1.2. – A Sodecia da Guarda ... 10 1.2.1. – Sua História... 10

1.2.2. – Caracterização da Sodecia da Guarda ... 11

1.2.2.1. – Localização e instalações ... 11 1.2.2.2. – Estrutura Organizacional ... 12 1.2.2.3. – Produtos ... 14 1.2.2.4. – Recursos ... 14 1.2.2.5. – Politica/sistema de gestão ... 16 1.2.2.6. – Política de qualidade ... 18 Capítulo II ... 23

2.1. – Departamento de Recursos Humanos ... 24

2.1.1. – Organização interna da área ... 25

2.1.2. – Plano Director de Recursos Humanos ... 26

2.1.3. – Plano Mentor ... 26

2.1.4. – Recrutamento e Selecção ... 27

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2.1.6. – Funções e Responsabilidades ... 28 2.1.7. – Análise de Acidentes/Incidentes ... 28 2.2. – Departamento de operações ... 29

2.2.1. – Organização interna da área (Estrutura e procedimentos) ... 29

2.2.2. – Área de Produção ... 31

2.2.3. – Área da Manutenção ... 36

2.2.4. – Área de Logística e Compras ... 37

Capítulo III... 43

3.1. - Recepção de MP e Componentes ... 44

3.2. – Reunião de Start-Up ... 45

3.3. – Formações que obtive ... 46

3.4 – Auditoria Interna ... 47

3.5 – Inventários ... 47

3.6 – Aprovisionamentos ... 48

Conclusão ... 49

Bibliografia ... 50

Glossário de Termos ...I índice de Anexos ... IV Anexos………...51

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I

ÍNDICE DE FIGURAS

Figura 1 – Sodecia Group ... 6

Figura 2 – Sodecia no Mundo ... 7

Figura 3 – Certificação da Sodecia Guarda ... 8

Figura 4 – Certificação da IMBE ... 9

Figura 5 – Certificação da Sodecia da Bahia ... 9

Figura 6 – Certificação da Sodecia Amazónia ... 9

Figura 7 – Certificação da Sodecia Camaçari ... 9

Figura 8 – Certificação Sodecia Minas Gerais... 9

Figura 9 – Certificação Sodecia da Argentina ... 9

Figura 10 – Certificação da Sodecia Norte Americana... 10

Figura 11 – Instalações Fabris da Sodecia Guarda... 11

Figura 12 – Estrutura Organizacional da Sodecia Guarda ... 13

Figura 13 – Produtos da Sodecia Guarda ... 14

Figura 14 – Alguns clientes da Sodecia Guarda ... 19

Figura 15 – Alguns fornecedores da Sodecia Guarda ... 19

Figura 16 – Ciclo de Melhoria Contínua ... 21

Figura 17 – Fluxograma geral da Sodecia Guarda ... 26

Figura 18 – Estrutura do Departamento de Recursos Humanos... 28

Figura 19 – Estrutura do Departamento de Operações... 33

Figura 20 – Estrutura da área de Produção ... 35

Figura 21 – Estrutura da área de Manutenção ... 39

Figura 22 – Estrutura da área de logística e Compras ... 41

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II

GLOSSÁRIO DE SIGLAS Abs – Absentismo AI – Amostras Iniciais Conhec. – Conhecimento

EPC – Equipamento de Protecção Colectivo EPI – Equipamento de Protecção Individual

FIFO – First In First Out (o primeiro a entrar é o primeiro a sair) Fin. – Financeira

h. – Hora

IACM – Indústria de Acessórios e Componentes Metálicos IAF – Índice de Avaliação do Fornecedor

IATF – Força de Tarefa Internacional Automotiva ICF – Índice de Competitividade do Fornecedor IDF – Índice de Desempenho do Fornecedor IMBE – Indústria Mecânica Brasileira de Estampos IMDS – Inveronemental Material Data Sheet IQF – Índice de Qualidade do Fornecedor

ISO – International Organization for Standardization (Organização Internacional de Padronização)

ISQA – Sistema de Qualidade e Ambiente do Fornecedor Kg – Quilograma

MP – Matéria-Prima Min. – Minuto

OEE – Overall Equipment Effectiveness Op. – Operários

Oper. – Operações PA – Produto Acabado

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II

I

PAQ – Planeamento Avançado da Qualidade PDRH – Plano Director de Recursos Humanos PLC – Plano de Controlo

PnP – Paragens não Planeadas PP – Paragens Planeadas

PPAP – Production Part Approval Process PPM’s – Parte por Milhões

PPT – Produto, Pessoas e Tecnologia Qt – Quantidade

Qualid. – Qualidade

RAQ – Relatório de Auditoria da Qualidade RCP – Registo de Controlo de Produção

RFQ – Request Front Quotecion (Pedido de Cotação) RMP – Recepção de Matéria-Prima

RNC – Registo de Não Conformidade RTM – Recepção Técnica de Material

SGPS – Sociedade Gestora de Participações Sociais SIMG – Sociedade Industrial de Metalurgia da Guarda TT – Tempo total de horas de funcionamento da máquina 5PB’s – Cinco Perguntas Básicas

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INTRODUÇÃO

Após a conclusão do percurso lectivo no curso de Gestão, impôs-se agora a realização de um estágio curricular com a duração de 400 horas e, por consequência, a realização deste relatório.

O estágio decorreu no Departamento de Matéria-Prima e Logística na Sodecia Guarda, empresa pertencente ao ramo automóvel.

Com este documento pretendo demonstrar todo o meu percurso ao longo do estágio. Assim, este relatório encontra-se dividido em três capítulos. O capítulo I descreve a realidade onde se insere a Sodecia Guarda, seguindo-se a apresentação desta. No capítulo II descrevo o meu plano de integração, que se torna importante para compreender as tarefas que desenvolvi.

Por último, no capítulo III, apresento as tarefas que me foram propostas acompanhar ao longo do estágio.

Para terminar o relatório, redigi uma breve conclusão sobre a minha vivência e principalmente sobre toda a experiência que retirei do tempo de estágio.

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1.1.– A SODECIA GROUP

1.1.1. – HISTORIAL

A SODECIA GROUP é um grupo industrial português que tem como sede a cidade da Maia, situada no norte de Portugal, apresentando-se, hoje em dia, com um papel importante na indústria automóvel. Actualmente, produz componentes para automóveis, sendo esses componentes Small and Médium Stamping, Cross Car Bean,

Engine Components, Body Hardware, Body Structures, Pedal Boxes, Seat Frame, e Impact Beam.

Iniciou o seu exercício no ano de 1980, pela mão da Indústria de Acessórios e Componentes Metálicos (IACM) na cidade de Matosinhos, e desde então, com uma sustentada evolução, hoje já conta aproximadamente com 2870 trabalhadores para que possam garantir uma extrema capacidade de fornecimento à maioria dos construtores automóveis.

Desta forma, a maior parte das produções efectuadas nas unidades do Brasil e Portugal são exportadas para Estados Unidos da América, Alemanha, Argentina, Espanha e França.

Na data 2001 deu-se a fusão industrial entre a IACM e a Sociedade Industrial de Metalurgia da Guarda (SIMG), empresa constituída em 1988 para o sector de estruturas e bancos para automóvel, resultou na criação da SODECIA - Sociedade Industrial de Metalurgia da Guarda. A localização na cidade da Guarda deu-se pela boa situação geográfica, isto é, relativa à proximidade que se encontra dos outros mercados Europeus.

A SODECIA GROUP possui hoje em dia representação em Paris (França), Wolfburg (Alemanha), Russelsheim (Alemanha), Turim (Itália) e Praga (República Checa), e actua como fornecedores completo na área da estampagem, desde o

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projecto até ao desenvolvimento do produto, com uma gestão completa da cadeia de fornecimento.

Além destas representações europeias, a Sodecia também possui várias unidades fabris no continente Americano, de forma a garantir com rigor as entregas das quantidades pedidas nos prazos definidos pelos seus clientes.

Desta forma, na América do Sul temos as seguintes divisões:

 A Sodecia IMBE (Indústria Mecânica Brasileira de Estampos) entrou para o grupo em 1997, apesar de ter sido fundada em 1953 na cidade de São Paulo (Brasil);

 A Sodecia da Bahia iniciou funções em 2001, e situa-se na cidade de Camaçari (Brasil);

 Em 1998 fundou-se a Sodecia da Amazónia na cidade de Manaus (Brasil);

 A IMBE de Camaçari foi fundada no ano de 2002, na cidade de Camaçari (Brasil).

 No ano de 1975 foi a vez de ser fundada a Sodecia de Minas Gerais, na cidade de Sete Lagoas (Brasil).

 Na Argentina situa-se na cidade de Buenos Aires e iniciou funções no ano de 2006.

Na América do Norte, em Março de 2010, o Grupo Sodecia procedeu à aquisição de 70% do capital social da empresa americana AZ Automotive, empresa com experiência comprovada na produção de componentes metálicos na área de body in white, módulos complexos e conjuntos, tais como eixos dianteiros e traseiros.

O Grupo SODECIA, no ano de 2009, adquiriu 50% do capital social do Grupo FSG Automotive, uma empresa de referência na produção de componentes de elevada precisão para sistemas de transmissões e sistemas de travões, nomeadamente,

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alavancas de velocidades, garfos de selecção e calços para travões. A tecnologia de produção aplicada vai desde corte fino, soldadura a laser, montagem e testes funcionais em linha.

É ainda de destacar que, no ano de 2005, foi sediado na cidade da Maia o Sodecia Centro Tecnológico. Este centro tem como principal missão o desenvolvimento de potenciais novos produtos, os até aqui existentes, e finalmente potencializar a matéria-prima de forma a apresentar novas soluções/alternativas aos clientes.

De destacar ainda que, no ano de 2006, o SODECIA GROUP adquiriu a maioria do capital social da empresa Rigorosa, situada em Queluz, Portugal. Com esta aquisição, o Grupo evoluiu nos indicadores de Know-how interno e ainda em novas técnicas de estampagem.

Na figura 1 representa-se o organigrama do SODECIA GROUP, conforme descrito anteriormente. A figura 2 identifica no mundo onde estão localizadas as empresas do grupo.

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Figura 1 – Sodecia Group

Fonte: Sodecia Guarda

Sodecia

SGPS

Sodecia América Norte Sodecia North America Centro Tecnológico Sodecia América do Sul Sodecia Minas Gerais IMBE Sodecia da Bahia Sodecia Amazónia IMBE Camaçari Sodecia da Argentina A Rigorosa Div. De Ferramentaria Sodecia Europa Sodecia Guarda FSG Automotive

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Figura 2 – Sodecia no Mundo

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1.1.2. – POLÍTICA DE QUALIDADE

A política de qualidade de uma empresa é a optimização sistemática dos processos recorrendo ao correcto planeamento e à plena utilização dos recursos técnicos e humanos.

Neste sentido, a politica de qualidade da Sodecia consiste em:  Optimizar e reduzir custos;

 Trabalhar com eficiência e dentro dos prazos;  Inovar produtos, bens e serviços;

 Motivar e estimular os seus colaboradores;  Ampliar e consolidar a relação com os clientes.

O grupo Sodecia engloba um conjunto de empresas possuidoras de diversos certificados de qualidade.

Para o SODECIA GROUP, a certificação na área da qualidade permite um aumento na satisfação e confiança dos seus clientes. Por outro lado, a redução de custos internos, o aumento de produtividade, a melhoria na imagem e os processos continuados possibilitam também uma melhor e mais eficaz abordagem a novos mercados.

A certificação permite avaliar as conformidades determinadas pela organização através de processos internos, garantindo ao cliente um produto concebido conforme padrões, procedimentos e normas.

Na Europa as certificações da Sodecia são:

Figura 3 – Certificação da Sodecia Guarda

Fonte: Elaboração própria (www.google.pt)

Sodecia Guarda

ISO 14001:2004 ISO/TS 16949:2002

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As certificações do Grupo Sodecia na América do Sul são:

Figura 4 – Certificação da IMBE Figura 5 – Certificação da Sodecia da Bahia

Fonte: Elaboração própria (www.google.pt) Fonte: Elaboração própria (www.google.pt)

Figura 6 – Certificação da Sodecia Amazónia Figura 7 – Certificação da Sodecia Camaçari

Fonte: Elaboração própria (www.google.pt) Fonte: Elaboração própria (www.google.pt)

Figura 8 – Certificação Sodecia Minas Gerais Figura 9 – Certificação Sodecia da Argentina

Fonte: Elaboração própria (www.google.pt) Fonte: Elaboração própria (www.google.pt)

Sodecia da Bahia Q1 Ford supplier ISO 14001:2004 ISO/TS 16949:2009 Sodecia Amazónia ISO 9001:2008 IMBE Camaçari ISO/TS 16949:2009 Q1 Ford supplier Sodecia da Argentina ISO 9001:2002 ISO/TS 16949:2002 ISO 14001:2004 Sodecia Minas Gerais ISO/TS 16949:2002

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Na América do Norte as certificações da Sodecia são:

Figura 10 – Certificação da Sodecia Norte Americana

Fonte: Elaboração própria (www.google.pt)

1.2. – A SODECIA DA GUARDA

1.2.1. –

SUA HISTÓRIA

A fábrica da Sodecia Guarda S.A. é apenas uma das empresas do Grupo Industrial Português Sodecia.

O inicio do seu historial já remonta à década dos anos 80 na cidade do Porto, mais concretamente em Matosinhos, onde, numa fase inicial, foi fundada a empresa IAMC (Indústria Mecânica Brasileira de Estampos) em 1980. Posteriormente, em 1988 e na cidade da Guarda, constitui-se uma nova empresa de denominação social SIMG (Sociedade Industrial de Metalurgia da Guarda, S.A.), que se destacou na produção de estruturas e bancos para o ramo automóvel.

Finalmente em 2001, a fusão destas indústrias deu origem à Sodecia Guarda, dando assim obrigatoriedade à transferência de toda a produção da cidade de Matosinhos para a cidade da Guarda. Esta mudança permitiu à Sodecia da Guarda uma maior diversificação das componentes produzidas e ainda um aumento da carteira de clientes.

Sodecia North America

ISO/TS 16949:2002 ISO 14001:2004

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1.2.2. – CARACTERIZAÇÃO DA SODECIA DA GUARDA 1.2.2.1. – LOCALIZAÇÃO E INSTALAÇÕES

A nível das instalações (figura 11), a Sodecia Guarda localiza-se no parque industrial da Guarda num edifício próprio e capacitado de boas condições para o desenvolvimento das suas actividades. Desta forma, o edifício tem dois pisos, sendo que no rés-do-chão é onde se desenvolve todas as actividades relacionadas com a entrada e saída de material e produção. O primeiro piso destina-se apenas à parte administrativa.

Dimensionalmente a Sodecia Guarda possui uma área total de 15.600 m2, dos quais 8.050 m2 são cobertos e onde está inserida a área da manufactura.

Figura 11 – Instalações Fabris da Sodecia Guarda

1 – Armazém de MP 2 – Produção

3 – Departamento de operações 4 – Logística

5 – Armazém de PA

6 – Corredor e Área de Lazer 7 – Manutenção

8 – Departamento de Qualidade 9 – Balneários

10 – Zona de rejeitados 11 – Aprovisionamentos

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1.2.2.2. – ESTRUTURA ORGANIZACIONAL

A Sodecia Guarda apresenta uma estrutura formal, mas pouco complexa. Desta forma, a sua estrutura está organizada para que a autoridade seja descendente, o que torna a organização mais estável. Assim sendo, a direcção/administração incorpora com maior facilidade todas as áreas funcionais da empresa, permitindo assim que haja uma maior simplicidade, rapidez e eficácia nas trocas de informação dentro da organização.

Conforme está ilustrado na figura 12, a Sodecia Guarda está assim uma Direcção Geral (EUN) que se encontra ligada a vários departamentos: o Orçamentista projecta os orçamentos anuais, apresentando uma política de orçamento rígido; o Departamento dos Recursos Humanos que trata das questões do foro pessoal, tal como problemas que surjam, marcação de formações e higiene e segurança no trabalho (HST); o Departamento de Engenharia, responsável pela qualidade, ambiente e pelo processo desenvolvido na produção; o Departamento das Operações onde se insere os Supervisores de Produção, Manutenção e de Logística e Matéria-Prima; e o Departamento de Competitividade, onde se insere a parte financeira, contabilidade, finanças e informática.

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Figura 12 – Estrutura Organizacional da Sodecia Guarda

Fonte: Sodecia Guarda

Responsável Serviço Pessoal Controlador de Qualidade Controlador de Qualidade Controlador de Qualidade Metrologista Metrologista Responsável pela Recepção Técnica de MP Supervisor da Qualidade e Ambiente Técnico de Processo Técnico de Processo Técnico de Processo Gerente de Engenharia Supervisor da Engenharia Chefe de 2º Turno Chefe de Equipa Chefe de 1º Turno Chefe de Equipa Chefe de Equipa Chefe de Equipa Supervisor de Produção Supervisor da Manutenção Supervisor de Logística e Compras Chefe da Ferramentaria Responsável de Aprovisionamento Responsável de Expedição Gerente de Planta Contabilista Responsável pelo Serviço de Tesouraria Assistente Administrativa de Lançamentos Contabilísticos Responsável de IT Gerente de Competitividade Responsável de Higiene e Segurança no Trabalho

EUN

Gerente de Recursos Humanos Orçamentista Técnico de Processo

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1.2.2.3. – PRODUTOS

A empresa apresenta-se no mercado automóvel principalmente na comercialização de peças estampadas e conjuntos metálicos soldados, como representa a figura 13. No anexo 1 estão apresentados outros produtos das empresas do grupo.

Figura 13 – Produtos da Sodecia Guarda

Fonte: www.sodecia.com

1.2.2.4. – RECURSOS

Na Sodecia da Guarda actualmente laboram 86 colaboradores, dos quais 57 estão directamente ligados à mão-de-obra directa e os restantes 29 ligados às áreas administrativas.

A produção da Sodecia Guarda resume-se essencialmente à distribuição no mercado interno, apesar de abranger também alguns mercados externos, remetendo exportações para outros países da Europa e da América do Sul.

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Dos seus principais clientes de produto acabado destacam-se a Renault, representada em vários países, a Visteon, PWO, Volkswagen, Mitsubishi, Isringhausen, Ford, Magna, Antolin, General Motors, entre outros, como se verifica na figura 14.

Figura 14 – Alguns clientes da Sodecia Guarda

Fonte: Elaboração própria

Para uma eficaz produção, a Sodecia Guarda apresenta um conjunto de fornecedores de matéria-prima e componentes, quer sejam eles do mercado nacional e internacional, representados na figura 15.

Figura 15 – Alguns fornecedores da Sodecia Guarda

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1.2.2.5. – POLITICA/SISTEMA DE GESTÃO

A Sodecia Guarda é possuidora de um Manual de Sistemas, onde se encontra definida a sua Política, Organização e o Sistema de Gestão Integrado. Desta forma todos os intervenientes serão obrigados a assegurar o cumprimento das regras definidas nesse manual.

Assim, a Política de Gestão (Anexo 2), definida pela Direcção Geral, é implementada por todos os colaboradores e tem como principal objectivo atingir todas as necessidades impostas pelos clientes e ainda com o intuito de um sistema de responsabilidade social para com o meio ambiente.

Aplicando-se a todas as actividades realizadas, sejam produtos ou serviços prestados, este sistema incute o cumprimento dos requisitos especificados. Desta forma encontra-se arquitectado para um conceito contínuo de forma a garantir cada vez mais o maior sucesso nos negócios desenvolvidos (Figura 16).

Figura 16 – Ciclo de Melhoria Contínua

Fonte: Sodecia Guarda

Sistema de Gestão Planeamento Implementação e Operação Verificação e Acções Correctivas Revisão pela Direcção

Política de Gestão

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O Planeamento dá início a este conceito de melhoria contínua, que, posteriormente, dá lugar à sua Implementação e Operação, isto é, onde todas as acções previstas/planeadas serão executadas. Desta feita constata-se, através da Verificação e Acções Correctivas, se o que se encontrava planeado cumpriu ou não com os requisitos e se está de acordo com as normas impostas. Por último, na Revisão feita pela Direcção e Política de Gestão encontra-se uma solução para a resolução ou minimização dos erros cometidos quer na concepção do produto final, quer ao longo do processo produtivo.

A missão, visão e as metas futuras e objectivos inserem-se no Planeamento, onde é estritamente necessário o cumprimento dos procedimentos necessários para a obtenção dos melhores resultados possíveis para que mais tarde, na fase da Implementação e Operação sejam realizadas todas as actividades planeadas. Finalmente é na fase da Verificação e Acções Correctivas que se avaliam os resultados obtidos comparando-os com o previsto na fase do Planeamento e daí definir, se necessário, as acções correctivas a aplicar.

A Direcção ao realizar a Revisão em conjunto com o estipulado na Política de Gestão, verifica então se aos resultados apresentados é necessário ou não a aplicação de novos planos de acções. Caso seja importante a realização desses planos, estes têm como principal objectivo a melhoria na qualidade, a verificação da eficácia do processo na concepção do produto e até mesmo a constante melhoria de planos de acções já existentes, corrigindo eventuais falhas já existentes.

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1.2.2.6. – POLÍTICA DE QUALIDADE

A satisfação das exigências dos clientes em conjunto com um aumento da competitividade obriga a que haja uma enorme continuidade, competência e delicadeza ao longo processo produtivo.

Assim sendo, a Sodecia da Guarda tem como exercício a estampagem das peças e soldadura (junção de várias peças produzidas para posterior formação de uma só através da cravação, etc.), destacando-se na indústria metalúrgica. A maximização do lucro é o seu objectivo principal, mas nunca descurando que para atingir esse objectivo será necessário alcançar outros, nomeadamente o factor da qualidade.

A empresa deve ter em conta que para atingir um sucesso sustentado e duradouro e manter uma vantagem competitiva, terá de oferecer uma maior variedade de produtos e serviços de forma mais eficaz e eficiente.

Os factores que se destacam a nível de competitividade são:

Qualidade

Destaca o grau de satisfação dos requisitos relativos às especificidades do produto.

Gastos

A produção de um produto ao menor gasto possível é um objectivo permanente de toda e qualquer organização. Desta forma, a dimensão do gasto poderá levar a um melhor preço de venda na perspectiva do cliente final. De forma conclusiva constata-se que uma redução de gastos terá um enorme impacto na vantagem competitiva.

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Produtividade

A produtividade resulta de uma maior ou menor política de gestão dos recursos de uma qualquer actividade. Deve-se então ter em conta a optimização dos mesmos e deve ser definida como uma prioridade de qualquer forma de gestão.

Prazos de entrega

A satisfação dos clientes muitas vezes tem a ver com este factor, desde que os prazos sejam cumpridos. Além desta vantagem para os clientes, há ainda outros factores, tais como, os stocks intermédios, os espaços necessários e os seus gastos relativos serão menores. A Sodecia Guarda tem como objectivo dar continuidade a uma política de constante melhoria qualitativa dos seus produtos, de forma a manter um nível de competitividade superior ao dos seus concorrentes. Assim sendo, uma elevada certificação em diversas áreas ajuda a melhorar e credibilizar ainda mais a sua imagem perante os actuais e potenciais clientes. Ainda assim, muitas vezes algumas certificações são exigidas pelo cliente para que a Sodecia Guarda continue com o actual fornecimento. Por tudo isto, a empresa possui certificações, apoiando-se nas seguintes normas:

ISO 9000:2005 – Fundamentos e Vocabulários

Esta norma é descritiva dos fundamentos de sistemas gestão da qualidade. Neste sentido é aplicada à organização que procura vantagens com a implementação de um sistema de gestão da qualidade. Este sistema tem como objectivo procurar reforçar a confiança junto dos seus fornecedores.

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ISO 9001:2000 – Sistema de Gestão da Qualidade - Requisitos

Trata-se de uma norma que especifica requisitos para um Sistema de Gestão da Qualidade. Assim a empresa demonstra toda a sua capacidade de fornecimento de produtos que cumpram todos os requisitos impostos pelo cliente e ainda aos requisitos regularmente aplicáveis internamente, aumentando assim a satisfação do cliente.

ISO 9004:2005 – Linha de orientação para a Melhoria de

Desempenho

Esta norma fornece um conjunto de informações para a organização que queira ainda ultrapassar os requisitos da ISO 9001 e que queiram ainda desenvolver no máximo possível um sistema de Gestão da Qualidade com maior eficácia, permitindo assim uma maior eficiência no seio da organização.

ISO 16949:2002 – Quality Management Systems

Norma que globaliza um conjunto de outras normas, sendo elas a VDA 6.1, QS 9000, EAQF, AVSQ e ISO 9001:2000, havendo assim uma implementação dos requisitos já verificados nestas. Desta forma, aplica-se às plantas de organizações onde as especificações dos produtos para o cliente são realizadas pela produção.

ISO 14001:2004/Emenda 2006 – Sistema de Gestão Ambiental

A norma permite à organização desenvolver e implementar uma nova política e objectivos, desde que tenham em conta todos os

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requisitos legais e outros por subscritos, fornecendo informações referentes ao aspecto ambiental. Aplica-se então às situações ambientais com os quais a organização está estritamente ligada, podendo ou não influenciá-los.

ISO 19011 – Guidelines for Quality and/or Environmental

Management Systems Auditing

Esta norma possibilita uma maior orientação na gestão dos programas de auditoria, havendo assim uma auditoria interna e externa no sistema de qualidade e ambiental, tal como uma maior competência e evolução dos auditores.

Ao seguir estas normas, a Sodecia Guarda adopta uma maior eficiência e eficácia no desenvolvimento das suas actividades de forma a corresponder com o maior das necessidades impostas pelos seus clientes.

Desta forma, com a implementação destas normas, na Sodecia Guarda, para que um produto obtenha o grau de qualidade imposta internamente terá de seguir os regulamentos apresentados no fluxograma da figura 17. O Plano de Qualidade Produto é onde se encontra todas as informações do produto, assim como todas as normas e regulamentos que são preparadas no Suporte Técnico e Documental, de onde, consequentemente saíram as ordens de fabrico.

Além disso, sempre que a empresa constatar que o seu gasto de fabricação será superior ao de outra empresa, aplicar-se-á um esquema de subcontratação.

Caso hajam reclamações, sejam internas ou externas, é necessário realizar uma acção correctiva de forma a encontrar a fonte do problema.

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A Validação consiste em fazer uma avaliação ao projecto/peça para que posteriormente se inicie a produção em série.

Realizada a produção, o produto acabado será entregue a cada cliente com a respectiva documentação.

Figura 17 – Fluxograma geral da Sodecia Guarda

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CAPÍTULO II

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2.1. – DEPARTAMENTO DE RECURSOS HUMANOS

“A nossa missão é criar e manter um clima saudável, desenvolver e motivar os nossos colaboradores, identificando, atraindo e captando talentos, para que possam contribuir para aumentar ainda mais o sucesso e excelência das nossas actividades.”

(Sodecia Guarda)

Seja estagiário ou colaborador, qualquer deles que entre para a Sodecia Guarda terá de desenvolver um plano de integração (Anexo 3), estruturado pela Sodecia Guarda e que se desenvolve pela passagem por diversos departamentos internos. No meu caso, esta passagem foi marcada no Departamento de Recursos Humanos e, mais tarde, no Departamento de Operações.

Esta integração tem como objectivo primordial dar a conhecer todo o funcionamento da empresa e a inter-ligação entre todos os departamentos e, dar uma grande ênfase à importância que tem a comunicação interna para que todo o grupo atinja os objectivos definidos.

De seguida e de forma sucinta irei apresentar as principais funções de cada departamento, seguindo com o estrutura do plano de integração que me foi atribuído pela empresa. Esta descrição é resultado das minhas observações e ainda das explicações dadas pelos responsáveis dos respectivos departamentos.

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2.1.1. – ORGANIZAÇÃO INTERNA DA ÁREA

O Departamento de RH é organizado internamente pela seguinte forma:

Estrutura

A base estrutural deste departamento encontra-se dividida em três níveis hierárquicos, como se verifica na figura 18. No topo está o Gerente de Recursos Humanos, estando num nível mais abaixo o Responsável pelo Serviço Pessoal e ainda o Responsável pelo Higiene e Segurança no Trabalho.

Figura 18 – Estrutura do Departamento de Recursos Humanos

Fonte: Sodecia Guarda

Procedimentos

É das competências deste departamento a totalidade dos assuntos que tem a ver com a situação pessoal de todos os colaboradores da empresa, tais como as demissões e admissões, e, por sua vez, da formação dada a cada pessoa que é admitida para colaborar com o desenvolvimento da empresa, independentemente da função que irá desempenhar. Desta forma, para cada pessoa admitida terá de se realizar uma integração no seio da empresa, explicando assim o funcionamento da mesma, a forma de usar os equipamentos de protecção (bata, óculos, protectores auriculares e sapatos) e ainda as funções que irão desempenhar.

Responsável Serviço Pessoal Responsável de Higiene e Segurança no Gestor de Recursos Humanos

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Relativamente às horas extraordinárias e do absentismo são feitos semanalmente e posteriormente será elaborado um relatório mensal. Os cálculos serão registados numa folha de Excel com a denominação de Relgeste (Relatório de Gestão).

Quanto à contagem de horas de trabalho e de faltas é feita através do sistema de “picar o ponto”.

2.1.2. – PLANO DIRECTOR DE RECURSOS HUMANOS

No final de cada mês será enviado um relatório para o responsável do grupo relatando a situação em relação às operações realizadas pelos RH.

2.1.3. – PLANO MENTOR

O Plano Mentor é um instrumento que possibilita uma melhor e mais eficaz comunicação entre os colaboradores e mentores, permitindo assim um melhor diálogo entre ambas as partes de forma a procederem à resolução de problema, sejam estes tanto da empresa como dos colaboradores.

Este plano funciona através da realização de reuniões informais, com uma duração de cerca de trinta minutos, sendo cada grupo constituído no máximo por dez colaboradores. Desta forma, todos os participantes terão oportunidade de criticar, opinar e de dar sugestões para melhorias, quer sejam elas para o próprio como para a empresa. Nesta reunião há uma lista de presença onde constam alguns dados para o colaborador.

Por sua vez, o Mentor não deverá estar ligado hierarquicamente aos colaboradores, devendo anotar todas as sugestões dos colaboradores no formulário Reunião de Mentor (Anexo 4) e será através dele que todas as informações recolhidas

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na reunião. O Mentor será ainda responsável pelas críticas que serão anotadas num documento denominado por Acompanhamento de Implementação (Anexo 5).

Depois de cada reunião, o Mentor transcreve todas as informações num último documento chamado de Análise (Anexo 6) para o responsável do departamento de Engenharia. Desta forma serão analisadas todas as sugestões apresentadas para que haja, consequentemente, uma resolução dos problemas.

2.1.4. – RECRUTAMENTO E SELECÇÃO

O recrutamento e selecção na Sodecia Guarda são realizados de uma forma tradicional, assim é utilizado o método de recrutamento externo.

A Sodecia Guarda dispõe de “banco de candidatos” que realizaram uma candidatura espontânea, e será desta forma que por norma é escolhido o candidato mais adequado aos requisitos que a empresa exige. Caso nenhum dos candidatos preencha esses requisitos, será colocado um anúncio de emprego e será a partir do qual que se escolhe o candidato adequado.

2.1.5. – PLANO DIRECTOR DE SAÚDE, SEGURANÇA E MEIO

AMBIENTE

Este plano pretende cumprir com todas as normas impostas nestas variáveis. Em relação à saúde, a Sodecia Guarda dispõe de um médico para os trabalhadores, cumprindo assim a imposição legal que cada empresa deve ter um médico.

Quanto à segurança, existem dois tipos de protecção: EPI (Equipamento de Protecção Individual) e EPC (Equipamento de Protecção Colectiva). Denomina-se por

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EPC a imposição de um equipamento preventivo que abranja o nível colectivo (por exemplo, a colocação de barreiras de protecção nas prensas, para impedir lesões nos colaboradores). Os EPI’s são equipamentos de protecção para uso individual (por exemplo, as batas, os sapatos, os óculos, etc.) (Anexo 7).

O método usado pela Sodecia Guarda para advertir os colaboradores que infrinjam estas normas de segurança é a apresentação de “cartões amarelos”. Após a amostragem de três cartões a um só colaborador, as consequências poderão depender da gravidade das situações, mas poderá ocorrer um despedimento por justa causa. O cartão só é aplicado em casos extremos, isto porque as pessoas terão de ter consciência do dever de se manterem em segurança.

2.1.6. – FUNÇÕES E RESPONSABILIDADES

O departamento de recursos humanos deve participar em qualquer auditoria interna que seja realizada de forma a detectar potenciais problemas de segurança, limpeza, organização, etc.

Caso sejam encontrados problemas neste tipo de actividades será importante a realização de um plano de acções de forma a garantir a resolução dos mesmos. Esta resolução surge após a realização de uma análise de risco e, para tal, será necessário recolher junto do local em observação informações para que se consiga encontrar as acções de segurança recomendadas.

2.1.7. – ANÁLISE DE ACIDENTES/INCIDENTES

Sempre que ocorre um acidente, este poderá ser considerado um incidente, isto se não houver consequências graves para a saúde.

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No caso de acontecer um incidente, é apenas desencadeada uma acção correctiva para que este não volte a acontecer. No caso do acidente, que envolva uma baixa médica, este deverá ser comunicado ao gestor de recursos humanos, por intermédio do responsável pela higiene e segurança no trabalho e, consequentemente irá ser realizado um plano designado por 5PB’s (5 perguntas básicas). Este plano consiste em atingir o porquê da situação ter ocorrido.

2.2. – DEPARTAMENTO DE OPERAÇÕES

2.2.1. – ORGANIZAÇÃO INTERNA DA ÁREA (ESTRUTURA E

PROCEDIMENTOS)

“Gerir implica também a capacidade de ajuizar o fundamento correcto das decisões que convém tomar, graças a uma recolha de informações tão rápidas, completas, claras e abundantes quanto possível.”

P. Baranger, J.P. Helfer, H. de l Bruslerie, J. Orsoni, J.M. Peretti, 1990, pág. 14 O Departamento de Matéria-Prima e Logística encontra-se organizado internamente pelas seguintes estrutura e procedimentos:

Estrutura

Este Departamento encontra-se dividido em três níveis hierárquicos, como se verifica na figura seguinte 19. No topo está o Gerente de Planta, estando num nível mais abaixo o Supervisor de Produção, o Supervisor da Manutenção e o Supervisor de Logística e Compras. Num último nível estão os subordinados dos diferentes supervisores das diferentes áreas.

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Figura 19 – Estrutura do Departamento de Operações

Fonte: Sodecia Guarda

Procedimentos

O Gerente de Planta é o elemento responsável por toda a produção dentro da fábrica. É ele que define todo o procedimento fabril dentro da fábrica e tem o poder de decisão, transmitindo estas ideias aos funcionários do Departamento de Operações e ainda ao Departamento de Engenharia. É assim definido como o Director de Fabricação.

Desta forma, é das competências deste departamento supervisionar toda a actividade realizada no meio fabril. É neste departamento que se planeiam todas as Ordens de Fabrico, feitas pelo Supervisor de Produção, onde se cuida da manutenção das ferramentas e máquinas, feita pelo Supervisor de manutenção e, finalmente, onde se trata de todas as compras de Matéria-Prima e ainda de todo o expediente de

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Produto Acabado, sendo esta actividade controlada pelo Supervisor de Matéria-Prima e Logística.

De forma conclusiva, este departamento envolve as áreas de Encomendas/Expedição, Planeamento e Controlo de Produção e ainda de Compras e Aprovisionamentos.

2.2.2. – ÁREA DE PRODUÇÃO

2.2.2.1. – ORGANIZAÇÃO INTERNA DA ÁREA (ESTRUTURA E PROCEDIMENTOS)

Estrutura

O Supervisor de Produção é o colaborador da fábrica que planeia as Ordens de fabrico (OF’S) para posterior fabricação. Ele apresenta dois Chefes de Turno, um no turno da manhã e outro no turno da tarde.

O Chefe de Turno da manhã tem ainda ao seu dispor três chefes de equipa, cada um responsável por diferentes áreas de produção, sendo elas a soldadura, pintura e lavagem. Quanto ao Chefe de Turno da tarde, visto que neste turno a produção é inferior e portanto há menos operários em serviço, este dispõe apenas de um chefe de equipa (Figura 20)

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Figura 20 – Estrutura da área de Produção

Fonte: Sodecia Guarda

Procedimentos

Os procedimentos desta área têm como objectivo primordial definir todo o processo produtivo de qualquer produto fabricado na Sodecia, desde o arranque até à fase de produto acabado.

Desta forma, qualquer produto que seja concebido nas instalações da Sodecia terá de ser acompanhado por um conjunto de documentos ao longo do seu processo de montagem. Estes documentos são:

Plano de Controlo (PLC) (Anexo 8)

O objectivo dos planos de controlo é o de descrever todas as acções necessárias de implementar no processo de transformação do produto desde a recepção de MP até à expedição do mesmo. Será também neles que se encontram estabelecidos quais os controlos a

Chefe de 2º Turno Chefe de Equipa Chefe de 1º Turno Chefe de Equipa Chefe de Equipa Chefe de Equipa Supervisor de Produção

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aplicar para que se verifique a conformidade do processo e/ou produto.

Registo de controlo de Produção (RCP) (Anexo 9)

Este registo menciona a liberação para a produção. Depois de finda uma ordem de fabrico, é necessário que nos diversos postos Touch sejam lançadas todas as quantidades produzidas e sucatadas.

Matriz de Polivalência (Anexo 10)

A matriz de polivalência contém informações referentes à segurança, qualidade e, ao mesmo tempo, permite descriminar quais as qualificações que tem cada operário. Caso seja necessário colocar um operário a desenvolver determinada função basta consultar a matriz de polivalência e daí escolher-se-á o operário que melhor se adequa à tarefa a desenvolver.

Relatório de Performance (Anexo 11)

Este relatório é usado em caso de aparecimento de peças não conformes. Assim, depois do preenchimento deste, tentam-se descobrir as causas, o tipo e a gravidade do problema para que se proceda à sua resolução.

2.2.2.2. - ABSENTISMO

Para que haja um bom e eficaz planeamento da produção, é estritamente necessário para o Supervisor de Produção estar ocorrente das faltas dos operários. Estas faltas terão de já ter sido reportadas antecipadamente ao Gestor de Recursos Humanos.

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Neste seguimento, o absentismo (Abs.) é calculado da seguinte forma:

2.2.2.3. – OEE’S (OVERAL EQUIPEMENT EFFECTIVES)

Através do cálculo das OEE’s consegue-se obter uma ideia do desempenho e da eficiência das máquinas e até mesmo da empresa, possibilitando assim um maior controlo das cargas fabris e do comportamento das mesmas.

Este processo é desenvolvido pelo impacto de três factores: a disponibilidade do equipamento (programação do tempo necessário para a produção disponível), taxa de desempenho (percentagem das peças produzidas como padrão de comparação) e finalmente a qualidade (percentagem das peças conformes comparadas com todas as produzidas).

O cálculo das OEE’s é realizado da seguinte forma:

Considerando que:

1

O objectivo da disponibilidade será chegar aos 100%.

2

Tempo total de horas do funcionamento da máquina.

3

Paragens Planeadas – momentos de Set-up´s e Try-out.

4

Paragens não Planeadas

Abs =

8 x Nº trabalhadores directos

Nº horas teóricas que se devia trabalhar

OEE = Disponibilidade1 x Eficiência x Qualidade

Disponibilidade = TT2 – PP3 – P n P4

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2.2.2.4. – PPM (PARTE POR MILHÃO)

O PPM designa-se pelo número de peças não conformes, sendo controlado através do número total de peças produzidas. Durante a produção, e sempre que cada operário detectar peças defeituosas, este terá de proceder ao preenchimento de uma etiqueta de Produto não Conforme. Através dos dados desta ficha procede-se ao preenchimento de uma folha de cálculo, onde se irá calcular o gasto de não conformidade das peças não conformes (sucata), o gasto de retrabalho e ainda o custo de selecção a 100% e a 200% (triagem peça a peça).

O cálculo do PPM é efectuado da seguinte forma:

5

Hora.

6

Caso a sucata seja zero, a qualidade será automaticamente de 100%.

7

Produto Acabado

PPM = Quantidade não Conforme x 1 000 000

PA7

Teórico = Tempo de Ciclo (hr5) x (TT – PP – P n P)(hr)

Eficiência = Real Teórico

Real = Produção Real Produção Prevista

Qualidade = Total peças – Sucata 6 Total peças

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2.2.2.5. – MUDANÇA DE TURNOS

Sempre que ocorre a mudança de turno acontece uma paragem produtiva, originado assim custos para a empresa.

Com a mudança de turno há também mudança na chefia do turno, competindo assim ao chefe de turno do primeiro turno fornecer todas as informações ao seu homólogo do segundo turno para que não haja problemas ao longo do processo produtivo.

2.2.3. – ÁREA DA MANUTENÇÃO

A secção da Manutenção encontra-se dividida em duas áreas: o Supervisor de Manutenção e o Chefe Ferramentaria.

Estrutura

O Supervisor de Manutenção é o responsável por qualquer tipo de manutenção realizada dentro da fábrica. Desta forma, ele é o responsável por uma equipa de operários responsáveis pelas intervenções no edifício em si. Há ainda o chefe de ferramentaria, este também subordinado do supervisor, que é o responsável pela manutenção das ferramentas.

Figura 21 – Estrutura da área de Manutenção

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Procedimentos

O Supervisor de Manutenção, em cada início de ano, emite todos os planos de manutenção de máquinas e ferramentas. Desta feita, estes planos incluem todas as intervenções de rotina a realizar nas máquinas e equipamento, sendo assim responsabilidade deste departamento manter o bom funcionamento e conservação destes.

O supervisor da área terá também de calcular todos os custos mensais da secção, incluindo também os custos de subcontratação exterior.

Quanto ao chefe de ferramentaria, este tem estritamente responsabilidade nas ferramentas que poderão afectar a paralisação da produção. Caso haja uma paragem de produção, há sempre uma constituição mínima de stock para a Sodecia corresponder com as encomendas dos clientes.

2.2.3.1. - OBJECTIVOS

Esta secção tem assim como principais objectivos manter a produção sem paragens, cumprindo com os planos de manutenção regularmente. Com este cumprimento haverá uma diminuição das OEE’s, e assim não afectará o plano de entregas aos clientes.

2.2.4. – ÁREA DE LOGÍSTICA E COMPRAS

“A missão do departamento de compras é perceber as prioridades competitivas necessárias para cada produto importante e desenvolver planos de compras para cada produto importante que sejam coerentes com as estratégias de operações”

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Esta área é constituída por dois níveis hierárquicos, como se vê na figura 22, estando o Supervisor de Logística e Compras no topo, enquanto o Responsável de Aprovisionamento e o Responsável de Expedição se encontram num nível abaixo.

Figura 22 – Estrutura da área de Logística e Compras

Fonte: Sodecia Guarda

Estrutura

O Supervisor de Logística e Compras controla qualquer tipo de aquisição de matéria-prima que entre na fábrica e ainda por toda a expedição que seja efectuada. É ele que calcula todos os custos logísticos que a empresa tenha, sejam eles relativos a compras de material ou das entregas a alguns fornecedores.

Para seu auxílio, é da competência do Responsável de Aprovisionamento fazer todas as encomendas aos fornecedores de MP e ainda exercer um controlo rigoroso nos stocks de MP. Por último, o Responsável de Expedição é aquele que trata directamente com as companhias transportadoras para quando necessário transportes para realizar a expedição. Dependendo dos fornecedores, há dias da semana específicos para a expedição de PA.

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2.2.4.1. – COMO PROCESSAR UMA ENCOMENDA

Para realizar uma compra é necessário que o Responsável de Aprovisionamentos efectue uma consulta de planeamento (Anexo 12). É desta forma que se tem a ideia do tipo e quantidades de MP necessárias para que se realiza a produção.

Depois desta consulta terá de se ter em conta o fornecedor que entrega esse material, considerando se é um fornecedor nacional ou não, a frequência das entregas e ainda se terá de ser a Sodecia a recolher nas suas instalações, e para isso, o sistema ID4 possui uma secção onde se encontram todos os contractos de fornecedores (Anexo 13). Os contractos dos fornecedores discriminam todos os produtos que vendem à Sodecia, incluindo também os preços acordados para a venda. Caso a Sodecia necessite de encomendar um tipo de material que não esteja incluído em nenhum contracto de compra de nenhum fornecedor terá de ser feita uma requisição de compra (Anexo 14).

Desta forma, a encomenda imposta será realizada conforme o tipo de fornecedor, havendo assim um diferencial no dia que se faz a encomenda. As encomendas são realizadas por norma no dia 15 de cada mês (dia útil) para que sejam entregues na Sodecia no primeiro dia útil do mês seguinte. O procedimento mantém-se caso mantém-seja a Sodecia a recolher o material nas instalações do fornecedor.

Ao longo deste processo é fundamental ter em conta os atrasos nas entregas, é que caso surjam poderão implicar uma paragem da produção. Por norma, sempre que aconteça este problema os custos da paragem serão imputados ao fornecedor devido ao seu incumprimento.

O sistema interno permite que, para que haja um eficaz controlo das encomendas a serem entregues, se consultem todas as quantidades dos diferentes materiais a qualquer que seja o fornecedor (Anexo 15).

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2.2.4.2. – PROCESSAMENTO DE COMPRAS

O processamento de compras é realizado sempre depois de uma consulta exaustiva das OF’s (Anexo 16). Desta forma, só será encomendado o material necessário para que se cumpram os objectivos impostos pela administração relativo ao valor de stock de MP.

Mas, não obstante, será também necessário constituir um stock mínimo da MP, para que, caso ocorra um problema a produção não entre em ruptura.

Assim, o stock mínimo é calculado da seguinte forma:

A MP comprada incide essencialmente na compra de chapa electrozincada, decapada e alumínio, e ainda em componentes, por exemplo, parafusos, porcas, arames, rebites, caixas de cartão, sacos inibidores, etc.

2.2.4.3. – CONTROLO DE MATERIAIS EM ARMAZÉM

Todos os produtos armazenados, sejam eles matérias-primas, produtos subcontratados, semi-acabados e produto final são controlados pelo “fiel de armazém”. É da sua competência proteger todos os materiais de poeiras e humidades.

2.2.4.4. – COMO REALIZAR UMA EXPEDIÇÃO

O Responsável de Expedição tem como função de tratar de toda a documentação necessária para que haja a expedição sendo este o responsável por todo o PA recolhido na Sodecia, assim há uma checklist de expedição (Anexo 17). Sempre que o

Stock Mínimo = Quantidade consumida mensalmente x 4 semanas 22 dias úteis

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produto acabado é embalado este terá de estar acompanhado com uma etiqueta de identificação, onde se encontra discriminado o tipo de produto, as quantidades, destinatário, etc. Terá de ser entregue um documento à empresa transportadora (guia de transporte) e também de toda a documentação que será entregue também ao transportador para este entregar ao cliente (guia de remessa) é assim das suas competências.

Para que haja um eficaz e rigoroso controlo das encomendas dos clientes, o supervisor deste departamento e o Responsável de Expedição poderão consultar todas as encomendas através do Plano Mestre (Anexo 18). Este é um documento retirado do ID4 que permite verificar todas as encomendas a serem expeditas a curto prazo, tal como dá uma previsão das quantidades a expedir a médio prazo. Além desta funcionalidade, o Plano Mestre permite também verificar sempre que há um incremento ou um decréscimo nas quantidades encomendadas.

2.2.4.6. - OBJECTIVO

Este departamento tem assim como missão a coordenação das actividades de Aprovisionamentos, Planeamento, Expedição e Operadores logísticos, bem como a gestão dos níveis de inventário, dos transportes e das rotas, de acordo com as directrizes da Unidade e a política da empresa, de modo a assegurar a correcta disponibilização dos produtos, o cumprimento dos prazos de entrega e da política de stocks e a optimização de custos, controlando e comunicando a respectiva informação de gestão ao accionista.

Para se assegurar a satisfação dos clientes, dos colaboradores e do Accionista, houve um desenvolvimento dos comportamentos de acordo com o padrão definido pela empresa, de forma a promover o cumprimento das Metas e Objectivos definidos.

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Após terminar o Plano de Integração, iniciei a segunda fase do estágio

recebendo formação relativamente ás tarefas desenvolvidas pelo Departamento das Operações.

Essas tarefas foram nomeadamente: Formação nos Procedimentos de Compras, Consulta nos Contratos de Compra e, por fim, Formação e Participação nas Compras do MRP no sistema ID4.

Estas actividades foram contínuas, mas sempre acompanhadas pelo responsável da área.

Em sintonia com esta área, intervim também na reclassificação de todos os componentes presentes no armazém de aprovisionamentos.

Acompanhei todas as encomendas feitas aos fornecedores, realizando também algumas, de forma a conhecer melhor os processos internos. Além disso, era também da minha responsabilidade o tratamento de informação sobre mudanças de preço dos nossos actuais fornecedores com contratos estipulados entre as empresas.

Um rigoroso controlo nos diversos armazéns da empresa era necessário, pelo que desenvolvi uma actividade de controlo no armazém consignação, para além de introduzir a informação recolhida no sistema interno.

Participei ainda na realização do forecast para todos os meses seguintes durante o tempo de estágio

Mas para que as minhas acções fossem eficazes, no início da minha integração participei em formações internas, nomeadamente na área de higiene e segurança no trabalho. Mais tarde participei também noutras formações que se destinavam à resolução de problemas que ocorreram no processo produtivo.

Além deste departamento, ainda me mantive em ligação com outros departamentos, principalmente nas reuniões de start-up, onde os representantes colocavam todos os seus problemas.

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As auditorias internas são processos realizados pelo grupo Sodecia, com as quais contactei também na área a que estive ligado.

Participei em dois inventários internos, um deles com uma auditora externa à empresa. Estes têm um papel preponderante no rigoroso processo de controlo imposto pela Sodecia, havendo assim uma eficiência maior no controlo de stocks.

Mas, de seguida, descrevo com maior detalhe as áreas em que participei ao longo do meu estágio.

3.1. - RECEPÇÃO DE MP E COMPONENTES

A Recepção de MP e Componentes realizada na Sodecia Guarda é efectuada como representa a figura 23.

Figura 23 – Processo de entrada de material na Sodecia Guarda

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Sempre que chegam às instalações da Sodecia matérias-primas estas terão de passar por vários processos para que entrem no sistema.

Todas estas matérias-primas e componentes recebidas têm no ID4 as suas informações descritivas, desde quem as fornece, as suas características, em que produto é consumido, o preço de custo, etc. (Anexo 19)

Desta forma, todo o material recepcionado terá de ter um guia de remessa enviada pelo fornecedor, de forma que se realize o controlo quantitativo em relação à encomenda feita.

Depois da verificação quantitativa, lançam-se os dados no sistema através da janela denominada por Recepção de Armazém (Anexo 20). Esta janela terá de conter o código interno do produto e as quantidades recebidas. Uma vez que o Sodecia tem um fornecedor que trabalha no regime de consignação, todo o material recebido por este terá de ser incluído numa outra janela chamada Recepção de Armazém à Consignação.

O material que chega deste fornecedor é sempre armazenado no Armazém Consignação. Sempre que este material entre em produção, as etiquetas das bobines de chapa serão recolhidas e lançadas no sistema numa outra janela denominada por Consumo à Consignação. No final de cada mês este consumos serão enviados pelo Departamento de Contabilidade da Sodecia ao fornecedor, para que posteriormente estes sejam facturados à Sodecia. Esta foi a tarefa que mais realizei durante o estágio, fazendo-a diariamente e várias vezes ao dia.

3.2. – REUNIÃO DE START-UP

Todos os dias no Gabinete das Operações é realizada a reunião de Star-Up. Esta é uma reunião onde participei todos os dias na companhia do Plant Manager, do Supervisor de Engenharia, do Supervisor da Qualidade e Ambiente, do Supervisor de Produção, do Supervisor de Manutenção, do Supervisor de Logística e Compras, do

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Responsável de Aprovisionamentos e Compras, do Gerente de Competitividade, do Gestor de Recursos Humanos e, finalmente, do Técnico de Higiene e Segurança no Trabalho.

Esta é uma reunião diária e matinal com o objectivo de discutir todos os problemas que tenham ocorrido ao longo do processo produtivo no dia anterior. Quanto à área onde inseri o estágio, é nesta reunião que se apresentam os problemas, ente outros, de aquisição de material e a qualidade do material recepcionado que afectou a produção.

3.3. – FORMAÇÕES QUE OBTIVE

Como já referi no Capítulo II, a Sodecia Guarda atribui anualmente um número de horas para ministrar formação a todos os seus funcionários. Desta feita, os operários são aqueles que mais têm formações, de forma a tornarem o processo produtivo mais eficaz e ainda, reforçando cada vez mais as questões de segurança.

As primeiras que me foram dadas tiveram como foco as questões de segurança a ter dentro da fábrica, onde me foram entregues os EPI’s e ainda um documento interno com as regras básicas de segurança, e de seguida uma formação de Kaizen (Anexo 21). Estas foram curtas e sintéticas mas que foram muito eficazes.

Posteriormente, a fábrica parou dois dias para que se realizassem duas formações gerais.

A primeira delas teve a ver com a realização do 5PB’s, enquanto a segunda focou-se a uma área específica da fábrica, realizando um Kaizen à soldadura.

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3.4 – AUDITORIA INTERNA

Esta é uma auditoria realizada internamente, isto é, a Sodecia SGPS contrata um conjunto de auditores para realizem uma auditoria às suas instalações. Desta forma, serão reportadas as informações menos conformes para que haja um processo de melhoria. Assim, sempre que é realizada uma auditoria por parte de auditores externos ao grupo Sodecia, a empresa terá como benefício já ter realizado as alterações devidas para que esteja tudo conforme. Participei numa auditoria deste tipo, auxiliando o responsável de compras. Esta auditoria permitiu-me uma melhor interacção com os processos de exigência e rigor internos.

3.5 – INVENTÁRIOS

Todos os dias, pela manhã e depois de ser lançada em sistema toda a produção feita no dia anterior, têm de ser retirados os inventários, isto é, retira-se do sistema os valores de compras, de stocks, de compras de MP e ainda da subcontratação para que se preencha o mapa diário com todos este valores. Este mapa terá de ser enviado para a Sodecia SGPS.

Mas, como por vezes há um desfasamento de quantidades entre o que se encontra realmente no armazém e no sistema, terá de ser feito no sistema um Acerto de Inventário. Estes acertos terão de ser explicados na Reunião de Prestação de Contas a realizar no início de cada mês.

Para que haja ainda um controlo mais eficaz em relação ao inventário, a Sodecia tem definido que trimestralmente se pára a produção e se realiza um inventário geral, para aí se ter a certeza das quantidades existentes nos diferentes armazéns (geral, qualidade e consignação).

Durante o meu tempo de estágio participei nos dois inventários realizados. Numa fase inicial realizou-se uma contagem física, com a participação de todos os

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colaboradores e operários da fábrica, e, mais tarde, integrei a equipa que lançou os dados no sistema para, posteriormente, se realizar uma comparação com as quantidades existentes no sistema.

3.6 – APROVISIONAMENTOS

Esta é uma área que se insere no armazém geral, e onde se encontram os componentes à produção. Todos estes componentes estão devidamente etiquetados com informações sobre o fornecedor, o código interno, o cliente, etc. (Anexo 22)

No meu estágio tive a tarefa de etiquetar todos os componentes do armazém. O cumprimento desta actividade permitiu-me um melhor conhecimento de mais materiais usados na produção, como ainda um melhor conhecimento das peças produzidas.

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Sociedade Industrial de Metalurgia da Guarda

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P ág in a

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CONCLUSÃO

Considero o tempo de estágio fundamental, após a longa caminhada de aprendizagem teórica, isto porque nos permite enriquecer a diversos níveis, designadamente através da aplicação dos conhecimentos adquiridos.

Fazendo uma retrospectiva do tempo de estágio, devo dizer que foi uma experiência muito positiva, uma vez que me permitiu entrar em contacto principalmente com o mundo da empresa, e ainda com o sector industrial em que a Sodecia se insere, o qual desconhecia.

Devido a este desconhecimento, numa fase inicial o receio de uma má integração foi enorme, tendo, mais tarde, se dissipado devido à excelente integração no grupo de trabalho. Após esta integração, a curiosidade e a vontade de aprender fizeram com que questionasse todas as pessoas de forma a aprender com a experiência destas.

Foram tempos óptimos, que me fizeram aprender a gostar de uma área que desconhecia, mas que me daria um enorme prazer trabalhar na vida futura.

Referências

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