Patologias Uterinas
• Geralmente descobertas somente na adolescência ou na jovem adulta
ANOMALIAS
UTERINAS
Didelfo Septado Unicorno Bicorno DidelfoMASSAS PÉLVICAS
O útero, pode ser afetado por
vários tipos de tumores benignos,
todos eles constituídos por
células provenientes de tecidos
do próprio órgão, que se
reproduzem de forma exagerada
e forma um tumor.
MASSAS PÉLVICAS
Leiomiomas Uterinos
• Os leiomiomas (miomas, fibromiomas) são tumores benignos do miométrio uterino
(músculo liso).
• Causa- desconhecida
• São os tumores uterinos benignos mais comuns;
MASSAS PÉLVICAS
Leiomiomas Uterinos
-Fisiopatologia:
• Idade de 25 a 50 anos, mais comum em mulheres negras e propensas e distúrbios císticos;
• Pode regredir espontaneamente após a menopausa;
• Podem estar presentes em 40 a 50% das mulheres com mais de 35 anos;
• Acima de 50 anos: mais de 80% de mulheres negras e 70% de mulheres brancas
MASSAS PÉLVICAS
Leiomiomas Uterinos
-Manifestação clínica:
• Pequenos miomas não causam sintomas; • Menos da metade causam sintomas;
• Primeira indicação pode ser massa palpável; • Sangramento irregular (metrorragia,
menorragia), podendo levar a anemia;
• Dor em consequência da pressão em órgãos adjacentes (sensação de peso na pelve).
• Já foi descrito na literatura um útero com 33,5Kg
Classificação
Subserosos
Intramurais
Submucosos
Subseroso
O mioma subseroso é aquele localizado na porção mais externa da parede uterina, causando deformidade do contorno do órgão ou até mesmo se destacando do corpo uterino sendo nutrido por um pedículo vascular (pediculados).
Subseroso
MASSAS PÉLVICAS- Leiomiomas Uterinos
Subseroso Intraligamentar
MASSAS PÉLVICAS- Leiomiomas Uterinos
O leiomioma intraligamentar é uma variedade do leiomioma subseroso; Origina-se nas proximidades do limite externo do útero e, assim, alcança sua localização sobre as lâminas do
ligamento largo. Com maior freqüência
Intramural
MASSAS PÉLVICAS- Leiomiomas Uterinos
O mioma intramural se encontra na sua maior porção na espessura da parede uterina causando pouca ou nenhuma deformidade da camada externa ou interna do útero.
Submucoso
MASSAS PÉLVICAS- Leiomiomas Uterinos
• Desenvolve-se na camada mais interna do miométrico, no limite com o endométrio. Esta disposição permite que seu crescimento torne-se evidente à luz da cavidade uterina.
• Costuma ser único e sua presença geralmente provoca hemorragias, devido à ulceração do endométrio pouco espesso.
• Origina-se nas células do músculo liso miometrial localizado no colo uterino.
• É um dos tumores mais freqüentes em mulheres maiores de 35 anos.
• Sinais e sintomas: assintomático,
metrorragia e/ou dor.
Cervical
-Diagnóstico
Exame Físico, Ultrassonografia
-Tratamento:
Miomectomia pode ser realizada para o pequeno tumor (por meio de um histeroscópio;
Histerectomia para tumores grandes ou numerosos;
Hormonioterapia (diminuir o estrógeno);
Frequentemente regride sozinho na menopausa;
-Complicação:
Infertilidade e aborto.
Caracteriza-se pela presença de glândulas e estroma endometrial dentro do
miométrio;
Patologia frequente em mulheres com idade acima dos 40 anos.
Responde aos hormônios ovarianos (estrógeno e progesterona) e, em
conseqüência, manisfesta-se através de episódios de metrorragia e dismenorréia.
MASSAS PÉLVICAS-
Adenomiose
Pólipo uterino é uma projeção da
mucosa que pode ser:
• cervical (colo uterino) ou
• endometrial (revestimento interno do
útero).
• Dentre as pacientes com pólipos de colo
uterino, 40% apresentam
concomitantemente pólipos
endometriais.
• São causas de menorragia, metrorragia e dismenorréia; • Na maioria das vezes é
assintomático;
• A incidência aumenta com a idade durante os anos férteis; • Podem regredir
espontaneamente
(principalmente os menores); os maiores podem causar mais
menorragia;
• A chance de malignidade é menor que 5 %;
• Diagnóstico por histeroscopia;
Pólipos Endometriais
Pólipos Cervical ou Endocervical
• O seu crescimento provoca a formação de uma proeminência na entrada no colo do útero que se mantém unida a parede uterina por um
pedículo.
• A origem do pólipo endocervical pode ser em decorrência de um processo inflamatório mal sucedido ou pode ser uma resposta focal a ação de hormônios.
Pólipos Cervicais e Endocervical
•Os pólipos mais volumosos e os com
pedículo mais longo podem ainda sair pela v ulva e serem percebidos pela mulher;
• Pode haver hemorragia ou corrimento
fétido quando o pólipo apresenta sofrimento vascular.
Cistos de Naboth
Cistos de Naboth
Cistos de Naboth
Definição: • Cisto cheio de muco, comumente observado na superfície do colo uterino.Cistos de Naboth
Causas, incidência e fatores de risco:
• As glândulas mucosas (glândulas de Naboth) no colo uterino podem ficar cheias de
secreção devido ao bloqueio no ducto ou passagem da glândula.
• Conforme as secreções se acumulam, um nódulo arredondado e liso pode se formar sob a superfície do colo do útero e se tornar grande o suficiente para ser visto ou sentido durante o exame especular.
Cistos de Naboth
• Cada cisto aparece como uma elevação pequena e branca, como uma pústula. Os cistos podem ocorrer isoladamente ou em grupos e, embora não sejam uma ameaça à saúde, são indicativos de infecção passada
ou recente ou de irritação no colo do útero.
• Os cistos são mais comuns em mulheres em idade reprodutiva, especialmente naquelas que já tiveram filhos.
Cistos de Naboth
Sintomas:
Nenhum sintoma pode ser observado.
Sinais e exames:
• O exame ginecológico revela um nódulo
arredondado, pequeno e liso (ou um grupo de nódulos) na superfície do colo uterino. Em raras ocasiões, um exame colposcópico se faz necessário para distinguir os cistos de Naboth de outros tipos de lesões cervicais.
Cistos de Naboth
Tratamento:
• Na maioria das vezes não é necessário nenhum tratamento.
• Pode ser necessário eletrocauterização ou drenagem (se estiver muito aumentado).
• Em raras ocasiões, os cistos podem se tornar tão numerosos ou grandes que o colo
COLO UTERINO COM CISTOS DE
NABOTH
Prolapso de Órgãos Pélvicos
Retocele
• A caída ou o deslizamento do útero de sua posição normal na cavidade pélvica para dentro do canal vaginal.
• Ocorre quando os ligamentos e músculos que sustentam o útero enfraquecem.
• O prolapso do útero é mais provável de ocorre depois da menopausa, quando o
baixo nível de estrógeno afeta a capacidade dos ligamentos de sustentar o útero.
Prolapso Uterino- Fatores de Risco
As condições seguintes podem causar prolapso do útero: Gravidez / múltiplos partos com nascimento por parto
normal
Enfraquecimento dos músculos pélvicos com o avançar da
idade
Enfraquecimento ou perda do tônus tecidual após a
menopausa e redução do estrogênio natural
Condições que levam a aumento da pressão
intra-abdominal como tosse crônica (pessoas com asma e bronquite), constipação intestinal, tumores pélvicos, acúmulo de líquido no abdome.
Sistema de classificação para graduar o “tamanho” do prolapso, podemos classificá-lo em 4 estágios:
• Primeiro grau: o colo uterino desce em direção à vagina • Segundo grau: o colo chega até a saída da vagina
• Terceiro grau: o colo ultrapassa a vagina e sai para fora dela
• Quarto grau: o útero todo está fora da vagina.
Existem outras condições geralmente associadas com o prolapso uterino:
Prolapso de compartimento anterior
(cistocele) :
• uma herniação da parede vaginal anterior em
que parte da bexiga se projeta para dentro da
vagina, podendo levar a sintomas urinários
como incontinência, retenção, urgência,
freqüência.
Existem outras condições geralmente associadas com o prolapso uterino:
• Prolapso de compartimento posterior; intestino
delgado e reto (retocele) é uma herniação de
alças de intestino delgado (o intestino fino) em direção à vagina.
• A herniação do reto em direção à vagina, pode
dificultar as evacuações, às vezes necessitando de auxílio manual (empurrando o reto prolapsado para poder conseguir evacuar) .
Causas das condições associadas ao Prolapso uterino
• Estar acima do peso ou com obesidade
• Cirurgia radical na pelve acarretando perda do suporte externo
• Outros fatores de risco:
• Levantar excesso de peso
• Mulheres caucasianas são mais comumente afetadas
Sintomas
• Sensação de pressão na pelve • Dor em região lombo-sacra
• Sensação de algo saindo pela vagina • Dor durante a relação sexual
• Dificuldade de urinar ou evacuar • Dificuldade de caminhar
Diagnóstico
história clínica e com o exame físico ginecológico
Exame físico de pé ou mesmo deitada, mas solicitando que
faça uma força no abdome ou tussa.
Condições específicas como obstrução ureteral devido a
prolapso completo podem necessitar de pielografia intravenosa ou ultra-som de rim.
A ecografia pode ser utilizada para excluir outros problemas
pélvicos.
Tratamento
Fisioterapia-O tratamento para prolapso grau 1 ou 2 pode
ser fisioterapia (80% de correção).
Cirúrgico- Tratamento Grau 3 ou 4- cirúrgico
• Demora aproximadamente duas horas para corrigir cirurgicamente todos os tipos de prolapso, tanto os anteriores, quanto os médios e os posteriores.
• A cirurgia visa à correção total do defeito do assoalho
pélvico. Visa também à correção de lesões satélites, como incontinência urinária e fecal, se existirem.
Tratamento
• A técnica cirúrgica consiste em utilizar telas feitas de material sintético que recobrem todo o assoalho pélvico com o objetivo de fortalecer essa região com menos
músculos e onde se localizam os orifícios da vagina e do reto.
• Pode ser realizado histerectomia.
Tratamento
• Tela de prolene- próprias para o assoalho pélvico, chamadas telas de prolene suave, que são quase imperceptíveis.
Tratamento
Na cirurgia clássica, quando simplesmente os músculos eram suturados para mantê-los unidos, o índice de recidiva atingia 60%.
O uso de telas adequadas baixou esse número para 10%. indicação para as mulheres em que a hérnia volta apesar de terem colocado telas;
Esses casos requerem diagnóstico mais acurado e as mulheres são encaminhadas para o exame de ressonância magnética da região pélvica.
Em 75% deles, as recidivas ocorrem no mesmo local e as pacientes são encaminhadas para nova cirurgia.
Tratamento
Medicamentoso
O creme, os supositórios ou os anéis de estrogênio (hormônio) inseridos na vagina ajudam a restauração da força e da vitalidade dos tecidos vaginais, mas apenas em casos selecionados de mulheres pós-menopausa.
Tratamento
Outras terapias- Pressário Vaginal
Se não deseja realizar cirurgia ou se tiver alguma
contra-indicação clínica de ser submetida a anestesia, pode decidir utilizar um aparelho para sustentar o útero dentro da vagina chamado de pessário.
Ele é posicionado dentro da cavidade vaginal, tentando impedir que o útero se exteriorize. Este é um dispositivo que pode ser usado temporariamente ou permanentemente. Em casos de prolapsos severos, o pessário às vezes não funciona. Em algumas ocasiões o pessário pode ser irritante dentro da vagina e pode causar corrimento.
Pessário
Outras terapias- Exercícios de Kegel.
- Contração dos músculos pélvicos, como se estivesse tentando parar um fluxo de urina.
- Estes exercícios fortalecem o diafragma pélvico e
podem ajudar a oferecer algum suporte para os casos mais leves.
Câncer Uterino – Carcinoma
Endometrial
• Nos Estados Unidos é o quarto câncer mais comum e a oitava maior causa de morte por neoplasia maligna em mulheres;
• Se detectado no estágio inicial é possível tratar com radioterapia; Se não- cirurgia radical
+radio+quimioterapia;
• Acomete principalmente mulheres na pós
menopausa (75% em mulheres com mais de 50 anos);
• A exposição ao estrógeno eleva ao risco de câncer de endométrio;
Câncer Uterino – Carcinoma
Endometrial- Fatores de Risco
• Nuliparidade
• Menopausa tardia • Obesidade
• Diabetes Mellitus • Estrogenioterapia
• Tratamento com tamoxifeno
(modulador seletivo de receptor de estrógeno- utilizado no tratamento de Ca de mama)
• Hiperplasia endometrial atípica • Câncer colorretal hereditário sem
Câncer Uterino – Carcinoma
Endometrial-
Sinais e sintomas
• Sangramento ou corrimento vaginal (90%); • Pressão ou desconforto pélvico.
Diagnóstico
Câncer Uterino – Carcinoma
Endometrial- Complicações
• Invasão do miométrio;
• Invasão do espaço vascular linfático;
• Extensão ístmo-cervical
• Acometimento dos anexos (órgãos vizinhos);
• Metástase para linfonodos;
Câncer Uterino – Sarcoma Uterino
• São tumores raros (2 a 6% das neoplasias malignas uterinas);
Três tipos:
• Sarcoma do Estroma endometrial;
• Leiomiossarcoma
• Tumor mülleriano misto maligno homólogo e heterólogo
Câncer Uterino – Sarcoma Uterino
Tratamento
• Cirúrgico por laparotomia exploradora-Histerectomia , salpingo-ooferectomia
bilateral e tratamentos dos linfáticos pélvicos por irradiação ou cirurgia;
• Radioterapia
• Quimioterapia adjuvante
ENDOMETRIOSE
• Acomete cerca de 10% das mulheres em todo o mundo.
• É a implantação do endométrio fora da cavidade uterina
ESTADIAMENTO
• • estágio 1 (doença mínima) – implantes isolados e sem aderências significativas;
• • estágio 2 (doença leve) – implantes superficiais com menos de 5 cm, sem aderências
significativas;
• • estágio 3 (doença moderada) – múltiplos implantes, aderências peritubárias e
periovarianas evidentes;
• • estágio 4 (doença grave) – múltiplos implantes superficiais e profundos, incluindo
endometriomas e aderências densas e firmes.
CLASSIFICAÇÃO – CID 10
• N80.0 Endometriose do útero • N80.1 Endometriose do ovário
• N80.2 Endometriose da trompa de Falópio • N80.3 Endometriose do peritônio pélvico
• N80.4 Endometriose do septo retovaginal e da vagina
• N80.5 Endometriose do intestino • N80.8 Outra endometriose
SINAIS E SINTOMAS
• Pode ser assintomática;
• Sintomas dolorosos e recorrentes de longa
evolução como: dismenorreia, dispareunia e dor pélvica, dor e sangramentos intestinais e
urinários durante a menstruação, disúria,
DIAGNÓSTICO
• O exame ginecológico;
• Ultrassonografia pélvica ou transvaginal; • Ressonância magnética;
• Tomografia computadorizada;
• Dosagem do CA 125 plasmático, marcador tumoral; • Laparotomia;