• Nenhum resultado encontrado

Resistores e CA. sen =. logo

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Resistores e CA. sen =. logo"

Copied!
7
0
0

Texto

(1)

Resistores e CA

Quando aplicamos uma voltagem CA em um resistor, como mostrado na figura, uma corrente irá fluir através do resistor. Certo, mas quanta corrente irá atravessar o resistor. Pode a Lei de Ohm ser aplicada a circuitos alimentados por fontes CA? Vamos então aplicar a Lei das

Malhas ao circuito acima. Como

somamos as quedas de potencial se ddp varia constantemente? Para a corrente indicada no circuito as polaridades da fonte e do resistor são as indicadas na figura. Temos então:

=

sen = .

logo

= = = sen = sen

= .

Vemos então que fluirá pelo circuito uma corrente alternada (linha azul na figura) em fase com a tensão aplicada (linha vermelha), com uma amplitude proporcional à amplitude da tensão existente sobre o resistor. Como no circuito CC, a constante de proporcionalidade entre a amplitude da tensão e a amplitude da corrente é a resistência R, assim como entre a tensão e corrente instantâneas. Isto é sempre verdadeiro para qualquer resistência em um circuito CA.

Em muitos casos faz mais sentido descrever voltagem alternada em termos de um “equivalente CC”, ou seja, a voltagem CC que deveria ser fornecida ao circuito para gerar a mesma quantidade de trabalho ou potência que a presente voltagem CA. Para isto, precisamos de alguma maneira calcular um tipo de “potência média” fornecida ao circuito durante um ciclo completo. Infelizmente a voltagem media fornecida em um ciclo é zero pois

é = é = = 0

assim como a corrente media que circula pelo circuito em um ciclo. Isso acontece porque as funções senoidais possuem em seu ciclo

(2)

meio ciclo com valores positivos e meio ciclo com os mesmos valores negativos. Entretanto sabemos que alguma potência é fornecida ao circuito CA pois as lâmpadas acendem, motores giram, etc, independente da direção da corrente. Como calcular isto?

Os valores RMS

A chave é identificar a potência dissipada pelo resistor, em termos da voltagem CA sobre ele e a corrente CA que o atravessa. Como

= = =

Quando elevamos ao quadrado um número sempre obtemos um resultado positivo (ou zero) e portanto é sempre possível obter um valor médio de um valor quadrado. A seguir, podemos calcular a raiz quadrada deste valor e obter o valor médio efetivo da corrente ou

voltagem.

Se graficarmos uma função seno unitária e o seu quadrado obtemos o figura acima onde a função seno (linha vermelha) varia num intervalo de ±1, enquanto que o quadrado (azul) varia de 0 a 1. Matematicamente temos:

= 12 −cos 22

Uma vez que o valor médio de qualquer função seno ( ou cosseno) é sempre zero, o valor médio da expressão acima é simplesmente 1/2. Este é o valor médio de qualquer função senoidal quadrática. Se tomarmos agora o valor da raiz quadrada teremos o valor efetivo, que é 1/ = 0.707. Este fator nos dá a raiz do valor médio do quadrado de uma função senoidal. Por essa razão o valor efetivo de uma forma de onda é conhecido como rms (

root-mean-square).

O valor de pico ou amplitude de uma função seno pode ser qualquer valor; é um valor positivo constante que é elevado ao quadrado e dele depois é obtido a raiz quadrada dando como resultado o valor inicial. Como uma constante, pode ser colocada em evidência no processo de cálculo da media e usado no final do cálculo. Então temos:

% & =

(3)

% & =

√2= . 0,707

Estas expressões podem ser usadas especificamente para as funções senoidais. Outras formas de onda podem ter diferentes relações entre amplitudes e valores rms e, portanto, devem ser analisadas separadamente.

Novamente, a Lei de Ohm pode ser aplicada também para os valores rms pois

% &= % &.

e usando os valores rms temos

é = % &. % & = . % &= % &

Capacitores e CA

Quando aplicamos uma tensão CA em um capacitor, como mostrado na figura, sabemos que o capacitor irá drenar corrente no sentido de se opor à mudança na tensão sobre ele. Isto não nos diz quanta oposição o capacitor irá oferecer ou quanta corrente ele irá drenar. Quanta corrente irá então fluirá sobre C?

Novamente vamos aplicar a Lei das Malhas no circuito acima para responder esta resposta. As polaridades mostradas na figura são aquelas correspondentes à corrente indicada:

= * + sen = ,/. / / [+ sen ] =/ [,/.]/ + / [sen / ] =.1/,/ + . cos ] =.1 = = .. cos

(4)

= 1.

Do resultado obtido

podemos extrair importantes características do circuito. A primeira é que quando a tensão aplicada é uma função seno (linha vermelha), a corrente é uma função cosseno (linha azul)

e, portanto defasada de 90o em relação à tensão. A corrente está

então adiantada de ¼ de ciclo em relação à tensão. Isto concorda com o que dissemos anteriormente que o capacitor drenar corrente para se opor à mudança de tensão sobre o capacitor.

O fator 1/ωC é a constante de proporcionalidade entre a amplitude da tensão sobre o capacitor e a amplitude da corrente que o atravessa e é chamado de reatância capacitiva, representada por

XC.

2* = 1. =234.1

XC também é a constante de proporcionalidade entre os valores

rms da tensão e da corrente.

% & = 2*. % &

A reatância capacitiva é medida em ohms, como a resistência, e funciona como uma resistência em muitas maneiras. Entretanto, seu valor é dependente da freqüência, assim como da capacitância. Se graficarmos os

valores XC versus ωC usando escala

logarítmica, teremos o gráfico abaixo.

O gráfico pode se estender

indefinidamente em ambas as direções para cobrir quaisquer valores de C e ω.

Não é possível obter valores nulos de XC com freqüências finitas,

exceto para C = 0.

Em um circuito puramente capacitivo podemos calcular o valor de

XC equivalente das associações exatamente como calculamos

associações de resistores. A Lei de Ohm continua a ser aplicada nestes circuitos. Entretanto, como veremos adiante, não podemos

(5)

capacitor impede que possamos trabalhar assim. Mais adiante vermos como resolver este problema.

A Potência em circuitos capacitivos

Podemos calcular a potência dissipada pelo capacitor da mesma maneira que fizemos anteriormente

= . é = . é é = [ . .56 ] é é = [ .[ 56 ] é é = [ .[12 2 ] é é = 0

Vemos que diferentemente do circuito resistivo, nenhuma energia é dissipada pelo capacitor e, portanto os valores rms de corrente e voltagem não podem ser utilizados para calcular o seu valor médio.

Indutores e CA

Como podemos esperar, o

comportamento de um indutor quando uma voltagem CA é aplicada sobre ele é oposto ao comportamento do capacitor. O circuito ao lado não parece muito

diferente, tendo sido simplesmente

substituído um símbolo por outro.

Podemos sem sombra de dúvida dizer que alguma corrente irá atravessar o indutor.

Como a tensão da fonte está constantemente mudando, devemos esperar que o indutor estivesse constantemente reagindo a esta mudança, mas não sabemos exatamente como e quanto. Vamos

(6)

comportamento do circuito. Começamos da mesma maneira com anteriormente pela Lei das Malhas para o circuito.

= 7 sen = 8// 9 + sen ]/ = 9 8/ −+ [cos ] = 8 + . = = − 8.cos = 8sen +32 = 8 % &= 8 % &

A expressão final lembra em muito a Lei de Ohm E/R = I. Se definirmos uma reatância indutiva

27 = 8 = 2348

temos nossa contraparte indutiva da expressão capacitiva que definimos anteriormente. Novamente, a reatância indutiva não é realmente uma resistência, mas o resultado da reação do indutor à voltagem CA aplicada e a mudança na corrente e por isso chamada de reatância.

A equação para a corrente

I0 obtida anteriormente mostra

que a corrente, como um

cosseno negativo, está

atrasado em relação à voltagem aplicada de 90°, ou ¼ de ciclo, como mostrado no gráfico. Intuitivamente isto parece razoável, uma vez que o indutor reage em oposição à passagem da corrente sobre ele.

(7)

Se graficarmos a indutância indutiva XL

versus L usando escala logarítmicas como

fizemos com a reatância capacitiva, temos um gráfico bastante similar, mas com a

inclinação oposta. XL é diretamente

proporcional tanto à freqüência quanto à L,

enquanto que XC é inversamente

proporcional, tanto à freqüência quanto à C. O efeito de uma indutância é, em muitas maneiras, exatamente oposto ao efeito de

uma capacitância. Este é um efeito

importante quando estes componentes são usados juntos em um circuito. Iremos ver adiante como e porque quando explorarmos este tipo de circuito mais detalhadamente.

A Potência em circuitos indutivos

A diferença de fase entre a corrente e a tensão no capacitor resulta, assim como no capacitor, que a potência dissipada no indutor é nula.

Referências

Documentos relacionados

Partindo dos estudos de Vygotsky (1988) cada período do desenvolvimento tem uma atividade principal. O autor também aponta para o fato que a aprendizagem da língua

Como não há garantia de que este FUNDO terá o tratamento tributário para fundos de longo prazo, fica expressamente ressalvado que a ocorrência de alteração nas alíquotas

O volume da edificação serve como campo para discutir a questão do perímetro – se existe um olhar que sobrevoa o edifício, o fechamento que antes era a extrusão do

De acordo com o mapa geoevolutivo da planície costeira da ilha de Santa Catarina, desenvolvido por Horn Filho & Livi (2013), aflora na planície costeira da

Nesse diapasão, pretende-se nesse trabalho, estudar o arquivo da Subseção Judiciária da Justiça Federal JF de Santo Ângelo, Rio Grande do Sul e abordar situações postas no Programa

pressa ou implícita na norma atributiva da competência, e, caso não a atenda, estar-se-á diante do vício conhecido como desvio de poder, que ocorre não apenas quando o

Flash Boys: Revolta em Wall Street (Portuguese Edition) by Michael Lewis Free PDF d0wnl0ad, audio books, books to read, good books to read, cheap books, good books, online books,

Assembléia Geral, Colegiado Gestor, Comitê Executivo e no Conselho Fiscal não serão remunerados direta ou indiretamente pelo exercício de seus cargos..