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DA CHOREA 01 DANSA DE S . « LIDO .

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(1)

DISSERTA ÇÃ O L n

L A C E R C A

DA CHOREA 01 DANSA DE S . « LIDO .

THE

.

SE

Que foi apreientada a'Faculdade deMedicinadoRio de Janeiro,etuitentada cm 16 de Dezembro de 1846

POE

lacintljo

Ç

crrira illacljairo ,

Filbo legitimo deloioLoii Pereira,natural daProrlnoia doRiode Janeiro; DOüTOB EMMEDICINAPELA MESMA FACULDADE.

nominee ad Dtoi nullare propriuaaccedunl<J*ïï» hormoibuiealutemdando.

CH

.

RIO DE JANEIRO

TYPOGRAPHIA

UNIVERSAL DE LAEMMERT

,

Ruado Lavradio,53

.

1846

(2)

j

£ \ FACULDADE HE MEDICINA HO RIO HE JANEIRO .

»,

DIRECTOR.

O Sa.Cossiunino Di

.

JOSÉ MARTINS D* CRUZ JOBIM

.

LENTES PROPRIETÁRIOS.

Os Sus

.

DOOTOBKS: 1.«AHSO.

Physica Mcdica.

Botanica Medica,eprincípios elementares de Zoologia.

F.P.CANDI DO.

F.F. ALLEMÂO,Examinador, 2.°Asso.

J

.

V.TORRES HOMEM,Examinador

. . .

Cliymica Medica, e princípios elementaresde Mineralogia.

Anatomiageraledescriptiva.

J

.

M.NUNES GARCIA.

3.* Asso.

J

.

M.NUNES GARCIA

..

L. DEA.P.DACUNIIA. Anatomia geraledescriptiva.

Physiologia.

4

.

*Asao.

Pathologiaexterna

.

Pathologia interna

.

(Pharmacia,Matéria Medica , especialmente a

I Brasileira,ThcrapeulicaeArtede formular. L.F.FERREIRA

J.J.DASILVA.

J.J.DECARVALHO.

5.®A.vto.

Operações,Anatomia topographicaeApparelhos.

Partos,Moléstiasde mulheres pejadaseparidas, edemeninosrecem

-

nascidos.

C.B.MONTEIRO

{

F

.

J

.

XAVIER,Presidente,

6

.

®Asso

.

T

.

G

.

DOSSANTOS.

J

.

M.DAC.JOBIM

HygieneeHistoriade Medicina.

Medicina Legal.

*ft5$9**

2.®ao 4

-

*M.F.P.DECARVALHO Clinica externacAnat

.

Pathologicarespectiva. 5.®ao6.® M.DEA.PIMENTEL Clinicainterna cAnat.Pathologicarespectiva.

LENTES SUBSTITUTOS

.

jSecçãodas Scienciasaccessorias.

I

Sccrào

jSecçãoCirúrgica

.

SECRETARIO.

A.M.DSMIRANDAECASTRO F.G. DA ROCHA FREIRE, Examinador

.

J

.

B. DAROSA,Examinador

A.F.MARTINS D.M

.

DEA

.

AMERICANO

L

.

DAC

.

FEIJO

Medica.

Da

.

LUIZCARLOSDA FONSECA

.

N

.

n

.

A Faculdaden àoapprova,nem reprovaasopiniões cuiittidas nas Theses que lheslo apresentadas

.

(3)

A MED PRESADO PAE E MEU MELHOR AMIGO

0 5r

.

JFodo Cnij

13

frcira ,

A MIAIIA EXTREMOSA E ADORADA M Ã E

3. Sra

. P .

Jgnacia illaria î)c jhsus

.

SENnor.Es.

Desejaran'esteuiomentosolemnede minha existência poder fallaralinguagem dos Anjos,queados homensexprimirnãopódu osdiversosemultiplicadossentimentos , que orapredouiináo nomeucorarão ; masnão! vós, que meconheceis,vós,quefostesfílhos,me liáveisdecomprciicnder!

. . . .

Nematrabalhos,nem asarrificios vospoupastes,Senhores,e mais doquepodíeis, fixestesparameassegurarhuma posiçãohonrosanasociedade,emetornar assimdignodoshomens

.

so conseguistes:preenchidosestão osvossosmaisardentes desejos.

Permittipois, ó meusqueridosPais,que,comoexiguaprova dc amor filial,ede minliaeterna gratidãoportantosbenefícios,vosdedique hojeoprimeiro fructo de minhas iucubraçõcs , euvosrogo ,accciteis,abençoando

que

0vossoobedienteededicadofilho

JACINTIIO.

(4)

VOS MEIS QUERIDOS IRM Ã OS , IRM Ã S , E PRIMOS,

E EM PARTICULAR

AOS

MEUS IRM

.

lOS , E

MEUS Í

NTIMOS AMIGOS

OSSKHMOSKS

3osc íllncljubo

Ç

crcira c Antonio lllacljûîio

y

mira

.

Sincera prova dafraternalamizade queTOSconsagro.

c»ô*S>

A MIMIA ESTIM Á VEL MADRINHA a

311

.

ma Sr«.

D . ~

lnna tlosa òa Conceição ,

A 1 IKHA QUERIDA TIA

2. 31L

-

Sra. D. SUitia Rosa òa (Êoncciçflo, fillja

.

Eorçadoaviverlongedo lár paterno,emvós,Senhoras,encontrei

ctnpreaquellemesuio

agasalho ,carinhoedesvélo»,quehumaMãecprodigal,sar a seusfilhos

; com vossos conselho, hemsoubestesdirigir meus malsegurospassos no caminho da honra eda virtude occupohumaposiçãohonrosanasociedade,avósemgrande parte o devo.

.

qualo vosso,tantosbenefíciossobremimderramados

c schoje

cresM

-

porvossas protectoratmãos, jamais meudediquepeito,eo primeirojáquenada tenho.»olLr

-

íruclode Humdesint esquecerei:cuvos pronictlo eternagratidãoguardar

tar

-

vos , alémdehumcoraçãoagradecido,consenti que trabalhos litterarios,paraoquallauto concorrestes

.

cm

vos ttieiW

(5)

A IXDELEYEL 1 IEM0 RI \

DO MEU PRESADO AVO E PADRII'HO

(0 fír. Capitrto Joaquim Cuij pereira ,

DA MINHA NUNCA ASSAZ CHORADATIA 3 Sra. D

.

3rcljancjcla íllarta íia Conceição,

E DO MEU ESTIMÁVEL TIO E BOM AMIGO

© fír

.

Francisco Uitnce íic íllcníionça

.

Humalagrimadedôrcde saudade!

A MINHA MUITO

RESPEITÁVEL

E

PRESADA AVÓ 3 Sra.

D .

íllaria Ocrnarba bc Jesus

.

.

Não voscontentastes, Senhora , comosprivilégiosda Avó; como amais terna cdesvelada Mãesoubestesenraizar cm meu coraçãoamorqueacila devéra; acalentastes

-

meuo chôroda

minhainfancia ,c o vosso collofoioleito domeudormirinfantil:oh!quantovos quanto soisdigna!

.

..

.

Euancioso aguardava este momentosolemnc para, oíTereceudo

-

voso

fructoprimeiro de minhas fadigas escolares,dar

-

voshuma provado quanto vossougrato

.

Aceeitai pois,óminha queridaAvó,amesquinhaoflertadestemenimperfeito trabalho,comoopenhor de minha gratidão c eterna amizade; cabençoai

devoede

O vosso obediente caífectuosoneto

.

(6)

AO NEU CARO TIO ,

MEU PADRINHO, E MEU VERDADEIRO AMIGO

,

0 £ír

.

3oflo íUadjflôo Unites,

In freta dum fluvii current , dum inontibus umbne Lustrabuntconvexa , polusdumsidera pascct

.

Semper bonos , nomenqaetuum,laudesqnc inanebunt; Quæmecumquevocant terra;

VniG

.

oooo

A

TODOS

OS MEUS PARENTESMATERNOS

,

ECOM ESPECIALIDADE

AO MEU PRESADO TIO E VALIOSO AMIGO 0 Sr.

Pr .

fífbostiflo illncljaíio Hunes

.

Permitti,qae,inscrevendoovosso nomenafrentede minha These,cuvosdehumtestemu

-

nhopublicode respeito,ede acatamento devido ásvossasvirtudes ,ehumalimitadaprovad.t

eternagratidão ,sympathiaeamizade que vos consagro.

A TODOS OS

MEUS PARENTES PATERNOS ,

E COM ESPECIALIDADE

AOS MEUS TIOS E MEUS AMIGOS DO CORAÇÃO 0s fírs

.

íljomaj Cuij ÿcrcirn c Francisco fui} creira

.

Pequena,porem sinceraprovade minha gratidão ceternaamizade

.

(7)

AO ILL

.

"10 E EX

. -

SR

.

TENENTE

-

GKXKRAL

José Joaquim be Cima c Silua

DiftoiMiuoMrmbro 4o Cw

.

xlbaUK

.

u

.

lo,Coimlbriro 4o £un4ccor»4o r

. .

m< *>,

. .

V

.

.A

.

. Dignai

-

vos,Senhor,de acccilar esteopnsculo,comoImui»igual ,sebetu que mesquinho daaliaconsideração, estima ,cdacleruagratidãoqueTOStributo

.

V

AO MEU PRESTIMOSO AMIGO E COLLEGA Sr. Pr

.

Joaquim íllarianno bJ

^

rorbo Soares

,

E A SUA RESPEITÁVEL FAMÍLIA

.

(D Jll.mo

Sincerotestemunhodeamizade, gratidão esympathia.

AO MEU AMIGO E COLLEGA

Sr.

Pr .

José fui? bc (Carualljo Sonja lHontriro

.

0 Jll

.

mo

Signal de estima c amizade.

AO MEU ESTIMÁVEL AMIGO 0 Jll

.

Sr

.

Jose CentoSilurs,

E A SUA PRESADA FAMÍLIA

.

mo

Expressão ingénuade cordial amizade,ceterno reconhecimento.

(8)

AO ILL

. -

SR

.

3ose

^

pollutin' be

JHatto

í

,

filljo,

B À SUA ESTIMÁVEL FAMÍLIA

.

Testemunho dc merecida amizade c gratidão

.

AOS MEUS RESPEITÁVEIS MESTRES E AMIGOS

OSILL.mo» SRS

.

{Jabre 3gostinl)o 3osc ba Sitoa, e Iodo be (fastro e Silua.

Tributodc respeito»amizadecgratidão.

©«&

AO MEU ILLUSTRA1)0 MESTRE E AMIGO 0 311." írf

.

0

r

.

iraneisco

3ulio

.

Varier

.

Homenagemderespeito c gratidãoao sabereao mérito.

(9)

vos

DIGNíSSIMOS PROFESSORES DA ESCOLA DE MEDICINA DO RIO DE JANEIRO,

E PARTICULARMENTE OSILL

.

010'SENHORES DOUTORES

Joaquim José da Silva

,

José Mauricio Nunes Garcia, JoséBento da Rosa

,

Manoel deValladãoPimentel

,

Francisco Freire Allemão

,

Luiz da CunhaFeijó

,

CândidoBorges Monteiro

,

ManoelFeliciano Pereira de Carvalho.

Homenagem de respeitoereconhecimento.

A TODOS OS MEUS AMIGOS,

E ESPECIALMENTE OS ILL

.

mo'SRS.

Dr. Marcelino Pereirada Silva Manoel, Joaquim deSá Charem

,

Sebastião Vieira do Nascimento Junior

,

Francisco Claro Ribeiro

,

Saturnino de Souza eOliveiraJunior.

Lembrança dovossoamigoc collega

.

(10)

A TODOS OS MEUSCOLLEGAS E

COMPANHEIROS

DE ESTUDO

EM PARTICULARAOSMEDSÍNTIMOSAMIGOS,OSILL

.

"0*SRS

.

ORS

.

Cândido Teixeira da Cunha

,

Francisco de Menezes Dias daCruz, Frederico JoãoOrmerod,

João dOliveira Fausto

,

João Fernandes da Costa Thibáu, José Marianno da Silva, José Joaquim Monteiro dos Santos

,

Luizd'Almeida Brandão

,

Manoel Maria deMoraes e Valle

,

Manoel José da Costa Pires, Salathiel de Andrade Braga, Vicente de Andrada Araujo.

Testemunhode siucera amizadeeternasrecordações.

*

=

*6*«*£>>*

=

AO MEU PHED1LECT0 AMIGO ECOMPANHEIRO DA

INFANCIA

O Ill.”0Sr

.

Dr. Henrique José de Mattos.

Meu caro Collcga!

Além dehum coraçãomaisnada lenho;

Mas dou

-

vos coraçãoconstante c grato.

JACINTHO PEREIRAMACHADO

(11)

DI § SERÏÆÇÂ 0

ACERCA

DA CllOIt É A « Il DANSA DE S . GUIDO .

CONSIDERA

ÇÕ

ES GERAES .

Amoléstia deque vamos tratar tem lido diversas denominações , todas cilasbastantementevagas; eainda hojegrande é aincerteza quereina na sciencia acerca dasuaverdadeira sédc enatureza;oque bem secolligeda divergênciaqueapresenlão osaulhores quesobrecilatemescripto,jánama

-

neira de aencarar,ejáarespeito das lesõescadavéricasque notâ rão

.

que querdizer dansa

.

Ellaéhojeempregadapara designarumaalTecçãonervosaapyretica,caracle

-

risada por movimentos desordenados ,involuntários, irresistíveis ,cmais ou menos rápidosde umaparte,ouda totalidade dosmusculos submettidosá vontade

.

Suppostoas primeirasnoções sobre achoréa datem da maisremota antigui

-

dade , comtudooquesobre cilaescreverão osmedicos dosprimeirosséculos époucosatisfactorio, ou para melhor dizer , mui pouca relação tem com aquella enfermidade

.

Hippocrates,Areteo , Celso, CæliusAurelianus,Alexandre deTralles, emuitosoutrosnãonos deixarão nos seuscscriptos descripção alguma que referirsepossa áchoréa

.

Entreessessábios medicosdaantigui

-

dade sómente Galeno parece1ersido oprimeiro quenosdeixouuma tal qual descripção desta moléstia

.

Sc não é verdadeque os Antigosaeste respeito tiverãoignorância plena, aomenosécertoque essa allecção seachavaentão confundidacomoutras dosystema nervoso ,ouantes,dormiaosomnodo es

-

A palavra Choréaétirada do vocábulo grego

i

(12)

2

quecimcnto ,atéquo foidahidespertadacanalysada polo respeitávelmedico doPergamo, designnndo

-

apelonome dc scclotyrbc (*)

.

Assim segundo refere Sauvages,Galeno chaînascclotyrbc uma aflecçãoda coxaque impedia aosdoentes deandaremdireito ,eosforçava acaminharemoraparaadireita, paraaesquerda,ca arrastaremomembrodoente ,comosuccédéaosque hein altascollinas

.

«Scclotyrbc,diz die,in perturbationescuinspeciesola tioniscrurisconsistit; itautcrcctushomoambularcnonpotest ,et latus aliasin rectum, quandoquesinistramin dextrum

,

nonnunquamdextrumin sinistramcir

-

culafort,interdumquepedem non attollit

,

sed trahit,velutiiqui magnosclivos as

-

cendant

.

» Alguns aulhorespensãoque Galenoexprimindo

-

seassim, não quiz

designar achorèa,vistoque estadcscripçãopòdetambémpertencer amuitas outras aíTecçóesnervosas, maximeáparalysia;mas Sauvages julgando pelo contrarioqueadcscripçãodada por Galenoconvém períeitamenleámoléstia emquestão,adopta tambémparaa designar,omesmo nomedc scclotyrbe, comque a descreve em suas obras

.

Adatardo17

.

®séculoéqueachorèacomeçou desermelhorconhecida, e osaulhoresque delia tiverão entãode tratar,forãopoucoapoucodespindo-a d'essecaractcrmystcrioso,proprio daépocaemque ellesvivião,épocadefa

-

natismoesuperstição

.

Plater,Horstius,Sennerli, forãoosprimeiros patholo

-

gistasque deliafizerãomençãodehumamaneira maispositiva

.

Elles fallãode indivíduos atacados decontracções musculares deum membro, ou dc uma partedocorpo,osquaes ficavãopossuidosdodesejode dansar.Plater,medico eprofessoremBasilea, que viviaemlôt,affirmater visto,sendoelleainda joven, umamulherdansardiae noite ,duranteoespaçodc um mez

.

Elle de

-

nomina esta moléstia Fiti

-

saltus, que nós chamaríamos anteschoreomania

.

Horstius,medicodaRepublicad'Llin,que tambémviveoem 10*28,lhedeo o nomedcsaltalio sancti

-

Piti,creferequeas pessoas assaltadasd’eslanévrosé,

acredilando

-

scaccommettidas do espirito maligno, ião com ofim dc buscai remedioaosseus males,dansar á maneira dos indivíduosaffectados do taren

-

lismo,em uma capellarural dedicada a um saneiochamado S. Wilt pelos Allemães, e S. Guypelos Francezeá; donde provém o nome de dansa de S

.

Guido,quesedeo a esta aflecção

.

Achando curiosaaorigem do nomedansa deS

.

Cuido,dadoa estamoléstia singular,seja nospermittido insistirainda sobroella,expondooquearespeito dizemoscscriptores queda matériatratarão;centãoveremosamaneira pela quoieraconsideradaestanévroséncsscstemposdcbarbaria ,de fanatismo«>

superstição, em que para explical

-

a screcorria a umacausapreternatural

.

nos

ura

{) \mde duaspalavrasgrega»que signiflcúo

perna,cdc»ordcni

.

(13)

Assimperlendem alguns authorcsquenofimdoÍU

-

scculo,c ni| I

do15

.

° ,sendoachoreaendemica na Bélgica ,e

acontecendo

sn

ladoS

.

Cuido, foiaeslesaneioerigidaaquella capcllacm Zobern,pc« ' Um

.

naSuabia

.

Cada annocm omezdeMaiooshabitanlespara a isc <»

-

raorledosaneio, einvocarem suain

-

rigiàocm peregrinação acelebrarema

Divindade,afim de que cila oscurasse,oupreservasse

, ou o tcrcessãoparacom a

da moléstiaque ellescncaravão comooproduclodepotênciasinfernacs resultadodesortilégioscmalefícios

.

Conta

-

seque ellesdansavãodurantenove diasenove noites atóperderemossentidos,esperandocomesteexctcicio alcançai orestabelecimento da saude

.

Sydenhamfazmençãodaaflluenciadepovopara sexos vinhãoem diadeterminado aquella capclla,onde pessoasde ambosos

saltar e dansar deumamaneira extravagantec fanalica

.

Todaviaa historia

deste sanctoéassaz obscura,eM

.

Hecker,professornaUniversidade de Ber

-

lim, em asua interessanteeerudita obra sobre asepidemiasdachorea idademedia, nosdizqueS

.

Guidoeraumjoven Sciciliano que partilhou tvrio de Modestus eCrescentianoreinado deDiocleciano;que elle, antes de entregaropescoço aoalgoz,supplicára a Deosagraça depreservardaclioréa atodos aquclles que celebrassemoanniversariodasuamorte,cquedepois

(Testa supplicaseouvira uma voz do céopronunciarestaspalavras:«Cuido, na omar

-

ta serásoltendido

.

o

Noséculoactual édesnecessárioprovar queachorea nãoéoresultado de sortilégios nem de malefícios;todavia estaopiniãofoi por muitotempo, como acabamos dcver,geralmente admittida:todas asmedicações erãodirigidas segundoestaindicação, e a cura dos choréicos estavaabandonadaaospadres, que supponhãopoder obtôl

-

apormeio de exorcismos.

Paracelso foioprimeiro queimaginourecorrer aalgummeio lherapeulico; aomesmotempo porém prescreviaosjejuns,umadisciplinasevera,as mor

-

tificações, osbanhos frios ,&c

.

;recommendava também que sebuscasse pequena imagemdecera ,enella scestampassementalmentetodosospeccados dodoente,devendodepoisserella queimada

.

Talera a

celsoformava d’estamoléstia !

uma

idéa falsa que Para

-

Nessesséculosdeignorânciacde superstição,nemosmesmos homens qoe porseu génio,pelosseustalentosscelevavão acima do vulgo, ficavãoisenh» dacegueira geral;porisso nãoédeadmirar que elles tivessem laesopiniões arespeitod’esta, ede muitasoutrasmoléstiasnervosas,tiassim queSennerti, chamando aestaaflecçâosallus

-

Viti

,

julgapoder cilasercm alguns casospro

-

duzidapelo demonio, e emoutrossimulada por algunsindividuos«gratiacol

-

ligendi majoreselccmosynas

porémqueas mais das vezes provem dc

natural,istoé,dapresença de umhumor maligno,como aconteceuma causanahydro

-

(14)

h

phobia, no tarentismo,&c

.

Parece

-

nosporémque Sennerti estáinjuslament« collocadoentreosque suppoema choreaproduzida por potênciasinf ' seguindon’estaparteoprejuízod’esses tempos

.

Verdadeéque ellefaltando da dansa deS

.

Guido, diz(*):

Subesscquoquevim interdumsuperioremet <>

deemone,talia Dcopermittenteproficiscicrcdibilc est;mas immediatamente de

-

nonestanalaraii causalutesymploma rnae»,

poisaccrescenta:impossibiletamemctiam

provenireet faciliushocaedit quicaleget quade tarentulamorsuscribitMathio

-

lus,etc

.

Com cfl'cito,depois deter referidoossingulares effeitos que são allri

-

buidosámordeduradatarenlula,Sennerti conclue assim:

-

IIocitaque sid>

morsisa tarenlulaaccidit,nonabsurdum est f’iti

-

choréam,quanon parvamcum

hocaffectusimilitudincmhabere videtur, ctiamanaturali causaortum habere posse

.

[São é portantoevidenteque Sennerti sóadmillia as causasoccultas por condescendênciaássuperstições do seuséculo , equesuaintençã osecretaera, aocontrario,combalel

-

as ?Não éassim quetemprocedidotodososespí ritos superioresdosséculos16.° c1 7

.

eomesmo Descartes ?Façamospois justiça aSennerti;nãocalumniemososmestresdasciencia!Byron, medico doduque deSaboya(Carlos II.0) , emsuaobrapublicadaem1560,faz tambémmenção d’estamoléstiadebaixo do nome dedisposiçãosaltanle dos membros( saltuosa membrorumdispositio)

.

Parece, segundo anarração dealgunshistoriadores ,queachoi éareinoual

-

gumas vezescpidcmicamenle

.

Assimossoldadosde Gcrmanicus , ao dizerde Plinio,contrahirão ascelotyrbesobreasmargens doItheno; mascertosau

-

thores acreditãoquePliniocomestenomequiz antes designaruma moléstia escorbutica

.

Na verdadeadescripçãoespecial que o historiadorromano faz da scelotyrbeque assolouoexercitode Gcrmanicus, eo usodacoclileariaque elleaconselha paraacombater, também nos fazemcrer,aomenos,que Plinio

eGaleno chamarãoscelotyrbeduasaffecçõesinteiramente differentes

.

Mézerav dizqueachorea tambémreinouepidcmicamenlenaHollandaem 1373

.

Cullen cita lambem umaepidemia choreica quedizclic ter apparecidoem certa província da Allemanha (**)

.

RecentementeM. Hecker apontaem sua obra (Histoirede la Chorée épidémique)muitas epidemiasdestaaffecção, c attri

-

bue áchoréaas dansasregularesdosChoribantesedos SacerdotesSalicos,as de S

.

Joãoda idade media,otarentismo; &c

.

,&c

.

Suppòristo,diz M

.

Bla- che ,élevar muito longeaanalogia

.

Atéaos pobresSaint

-

Simonianos M.Hec

-

kerconsideracomochoréicos por causadealgumas das suas opiniões sobre a dansa csobrea musica

.

J SrnncrliOptraomnia, 1.3.*, p. 427.

(**jF.lcm. «J«;M<jd.prat.,t.2.*.p.63ít.

(15)

5

Tacs são asprincipaesnoçõesqueosantigosauthorcs nos transmillirâo

ecrcadachoréa;mas convcmremontarmo

-

nosú épocadoillustreSydenham ,

mãodemestre, de

-

quefoioprimeiro quehern a observoucdescrevco com

nominando

-

a

chorea Sancti

-

Vili

.

Mais tarde Cullen,Baillie,Wight, Mead, Dotwers,FotliergillnaInglaterra;FelixPlater,Dehacnemuitosoutros na Allemanlia,tainbomapresentarão sobre esta aflecçaodescripçõcs,maisou me

-

nos exaclas,eénoscscriptosdestessabiosquecolhemos osprimeirosconhe- cimentosverdadeiramentemédicos sobresuaetiologiaetratamento

.

Hstasingularnévrosé, di/.Mr

.

Mussel , nãoatlrahio senão mais tarde aalten cãodos medicosfrancezes,poisfoisómentenoprincipiodesteseculo queelles começarãoaobserval

-

a;atéentãoellesnão a conhecião senão de nome , e tãopouco havia merecido ser objecto de suas indagações, queLieutaud, primeiro Medico de LuizXV,chegou até anegarasuaexistência. Eis

-

aquia

maneiraporque elle seexprimea talrespeito:«Je ne dois pas oublieruneautre espècede convulsionsencoreplussingulière,(fuifaitdanser et cabrioler les malades; on l'appellechoiraSancti

-

Viti, ou Danse de SaintGuy; elleest familière aux fanatiqueset aux enthousiastes

.

Il n'yapaslongtempsquelle se montra aumilieu deParis ,et elle yserait encore silesordres du Iloi nel’avaient fait cesser,carelle est plus du ressort de lapoliceque de ladecine

.

» Si é cxactooquediz Lieutaud

.

comoodevemosacreditar,seria mui commodo , convcm confessar, curar as moléstias por meio de edictos reacs;masdesgraçadamente não éassim!Deve

-

moslastimar,diz aindaMr

.

Musset,queumhomemtãodistinclo como Lieu

-

taud cahissc emum erro tãogrosseiro! Muitos medicosseoccupáodepois etratarãodestaaflecçãodeuma maneira maisconforme comoestado actual da scicncia ,quernas monographias,quernas obrasgeraesde palhologia; mas otrabalho maiscompleto,eao mesmotempomais cxacto quesetemes

-

criptosobre aeboréa ,èoTratadoouMonographiapublicadaem1810peloDr

.

Bouteille;éomelhorquepossuímossobre esteobjecto, e oquemais altrahio aattençãodos práticosfrancezes. Oauthor divide a choréaemtrès especies: l

.

°choréaessencial(choréaprotopatica) , quenãoénemosymptoma,nemo elTeitode nenhuma outra moléstia; 2

.

°choréa secundaria (choréadeuteropa

-

tica),quesuccédéa umaououtra moléstia comoseuelTeito;3

.

°choréafalsa

(choréapscudopalica ),que,sendo muitodifferenteda choréapropriamente dita, comludo apresenta algumadesuasformas

.

Osimples enunciadod’csladivisão bastaparasuarefutação

.

Paracelsotambemdislinguio1resespeciesdedansa deS

.

G uido: a 1.*, segundo elle,temsuaorigemnaimaginação, epor issoadenominachoréaimaginativa; a 2

.

*depende de desejossensuaesvoluntários,choréalasciva;a 3

.

*provémde causas corporaes, choréa naturalis,coada,queé ,segundoo parecer destc

2

(16)

«

author, devida âexcitação«losanguepelos espíritos vimes

.

Nãoódeadmirar que Paracelsoapresentasseumaclassificação tal arespeitoda choréa ,attentas

asideiasextravagantesque elle linha acerca d’eslanévrose

.

Sauvagesadinilto cincocspecicsdescclolyrbc:\

.

*seclotyrbcclioréa

-

riti; V./

* scdotyrbefestinans;3

.

®seclotyrbcinstobilis;/j

.

seclotyrbcintermittent;5

.

*serio

iyrbcrcnninosa,segundoossymptomaspredominanteseas causasprováveis dodesenvolvimentodesta moléstia , demaneiraque,aseradmissivelaclassi

-

ficaçãodfeSauvages, poderíamostambémformarmaior numero decspecics, sendotãodiversasascausas ctãovariaveisossymptomasdesta aflecção;mas noestadoactual da scicncia sendo isto absurdo , claro íica que nãopodemos admillirtal classificação

.

Mr

.

Rufe ,cm umamemoria interessante ,publicadacm183ft , acerca da clioréa observadanoHospitaldesenfans,a dividecm geralcparcial

.

Nachorea geraltodososmusculos docorposãoacommettidosdecontracçõesspasmo

-

dicas;na parcialconlrahem

-

semente os musculosde ummembro, oude umaparlo docorpo

.

Estadivisão ,adoptada pela maior partedos author» ' modernos ,éa melhor , ouaomenosaqueestámaisemrelação com osfactos, com osphenomenos observados:élambem a queadoptamos

.

Talvezqueos antigos a nãotenhãopreferido a todasasoutras,porque nãoconhcciãosenão achoréaparcial, ou,oqueémais provável , porque nãolinhão bem obser

-

vadoos factos

.

Estamoléstiateve ainda différentesnomes:assimPrcysingera denomina

seclotyrbcpituitosa;Linna:o ,Cullen,Vogel,chorea ;Ploucquet,Swcdiaur,bal

-

lismus; ('

.

haussier,myotirbia; Good ,synclonuschoréa;Young,clonuschoréa

.

epilepsia sallatoria

.

Outros authores considerandoestaaffecção como umaespe- cicde alienação mental,comoumdesejo insensato , umlurorde dansar,ainda adesignarãocomosnomesseguintes:dansomania ,chorcomania,orchcstroma

-

nia,&c

.

Nós ,de accordocom oque existedemais moderno na nomenclatura medica ,lhe conservamoso mesmo nome comque aclualmcnle a désignât « os palhologistas, deplorandoqueosdiversostrabalhos atóhoje publicadosacerca dachoréa nenhumesclarecimentonostenhãofornecido sobre anatureza intima, nemmesmosobre a verdadeirade da lesãointerna por ondepodessemos explicarsatisfactoriamcnteosphenomenos observados;do que muitoseressente atherapculicaespecial deslanévrosé;porquanto,oempirismo ,eoempi

-

rismo,como logooveremos ,tem quasi sempreguiadoospráticosno trata

-

mento da dansa de S.Cuido

.

Pelo quelemosexpendido, facilmentesevêqueoconhecimentodas névroses atvindo eile daéo fim doséanatomia pathologicaculoXVIoffcrccia duvidas,queentãoeincertezascomeçava de ser

.

poisquecultivadanãoprose

-

(17)

ha/.cavaapenas em méras conjecturassobre alguns fados mal averiguados; não havia nenhuma classificação , enemtãopoucoseconhecia ocaracierdis

-

tinctivedecada uma dcslasmoléstias, demaneira que foi facilconfundir

-

s«*

achorêa com aepilepsia,estacomahysteria, oucomahypocondria,&c

.

No principiodo século XVII apparecendoCullen, foi elle oprimeiro que debaixo dadenominação«lenévroseconiprchendcoumcertonumerodeafTec

-

çõesque Pineidos nervos, ;suaclassificaçãofoiigualmeote adoplada at«

-

1799, épocaem

estudandomelhorestas moléstias ,dividio

-

as em duas classes;col

-

locandonaprimeira aquellas que dependemda inflammaçãooudeumaalte

-

raçãoqualquernastructuradosnervos;reunindonasegunda aquellas quenão sãoaccompanhadasdenenhumaalteraçãoespecialdestesorgãos;ásprimeiras elle chamounevralgias, eássegundas névrosés

.

Nestaclasse nós compre

-

hcndeinosachoréa,porqueaautopsiaaindanãodemonstrounenhuma alte

-

raçãodapartedosnervos

.

Aquiterminamosapartehistórica do nosso traba

-

lho,certode que deixamos muito adesejar

.

Passemos agora a tratar dascausas, dossymptomas,c do tratamento da choréa; e conformenossasfracas forças o permiltirem, faremos muito em geralalgumasconsideraçõessobre a sédeenaturezaprováveis d’eslamoléstia singular,cpara este fim invocaremosoauxiliodospráticosquemelhor estu

-

darãoamatéria , jãquenão lemosobservaçõespropriascmquenos baseemos

.

ETIOLOGIA .

Odesenvolvimentoda choréa,comoode quasi todasasmoléstias,suppõe oconcurso de duas ordens dc causas;1.®predisponentes,ouaquellas quenã<»

determinando porsi mesmasamoléstia ,para cilatodavia contribuem consti

-

tuindoapredisposição, ouaaptidãodoorganismoacontrahil

-

a; 2

.

®determi

-

nantes,ou aquellasqueobrãodireclamente sobre aparleque éaverdadeira de damoléstia,oudescnvolvcndoscespontaneamente, ousendo transinillidas accidentalmente

.

Nachoréa , como em todas as aflecçõcsnervosas, nãopodemos deixardereconhecerumestado depredisposição,quedeve serbemestudado, nalysado,poisdc suaapreciaçãotiramos preciosas indicações,senão para lherapeutien racional,ao menosparaaboa escolha dosmeiosprophy

-

e u uma lácticos

.

Causaspredisponentes

.

Entreestascausas, as maisfavoráveisnodesenvolvi

-

(18)

8

mcnlo dadansa doS

.

Guido, adraittidas por quasi todososanlhore», infância,a puberdade,osoro feminino,otemperamento herança,oclima,atemperatura ,cfinalmcnlcas estações,Entremos Igumasconsiderações aeste respeito.

Ainfanciaé aidadecmqueachoréatemsido mais frequcnlcmcnlc obsei vada. Assiui oDr

.

Prichardcila ocaso de uma criança quesoíTreo desta

moléstia desde oseunascimento;Mr

.

Constantobservou um joven choréico idade

.

Mr

.

Duflbssé sao ordinariamente: a

nervoso,a

m a

emquemestaalFecçãosemanifestou no quartoinezde sua

faliade um outroquefoiacommctlidode choréalogonocomeçodo terceiro aunodosuavida:mastaesexemplossãoraros;a choréaquasinuncasobrevem primeirosannos da vida ,eagrande maioria dos authoresn ão nosfazem dellamenção

.

A dansa deS

.

Cuido se mostramaiscommumenleda segunda dentição á puberdade; parece mesmo affcclar umacspecie deprcdilecção paraesseperiodo da nossaexistência;nãoseconcluadaquiporém ,que ella sejacomo quer Sydenhamoapanagio exclusivo da infancia,porquantooutros práticosatem observadoemquasi todasasidades;por exemplo,Roslan refereo facto dc uma mulherquenaidade decincoentaannossuccumbiraaestaalTecção; podemospoisdizerque emrigornenhumaidadeestáinteiramente bentadc sotfrcr insultos choréicos

.

SegundoMr

.

Ruf/.,esta moléstiaatacaos indivíduos

deambosossexosdesde a idadedcseisatéquinzeannos;esegundo Sydenham eBouteille, osdedezaquatorze.Todos oschoréicosdo hospitaldeEdim

-

burgo, áexcepçãode duas meninas , uma dccinco, e outra de seis,tinhãomais denove annos, ca maiorparte entre noveequinze;sóduasmeninas haviãojá nos

passadoos vinte e um.

Porumaestatística publicada porMr.Rufz,vê

-

sequeonumero das clioréicas recebido no Hospital dosinnocentes desde182ó, até1833, ésuperioraodos choréicos;assim de189 indivíduos aílccladosdechoréa, pertcnciãoao sexo masculinosómente 51,sendoosmaisdosexoopposto

.

Ainda que,segundoa opiniãodeRufz e outros, estamoléstianãosejanemmuiraranemmuicommtim

nainfancia,todavianãopodemosdeixar dc dar

-

lhegrande importância,como causaprcdisponenleda choréa,tantomaisquanto sabemos que nestaidade predominandoosystema nervoso ,este torna

-

sc entãomui suscepliveldc perturbadonoexcrcicio de suas funeções ,resultando dahi que a acção da menorcausa bastará para o desenvolvimento dachoréa em um indivíduo assim organisado

.

Emfim damos tanto maior importância áinfancia como causa prcdisponenle da dansa de S

.

Guido, quanto vemos quo na grande maioriadoscasosesta alTecçã o consisteantescmsimpliccsdesarranjos func cionaes dosystema nervoso,do que em lesõesmalcriacs,como

mostraremos

logarcompetente

.

ser

em

(19)

D

mai

-

lavorau

-

l *

A puberdade c, depoisdainfanda, a época da vidaa invasãoda chorea,maximenohello sexo:uma exisleneiaiiisolii»

seunnunciaentãoparaasmoçaspubères,e sabemosquanto sua

compromettida,emesmoalterada

.

»’essa época

.

A virgindade ta

.

i

.

b

- .. .

desenvolvimentodesta allccção

.

maximèquando

-

saúdeémuita»

vezes

muito contribue para«>

jovcn édominadapelovicio damasturbação,ouquandoperdido tem a 's|"

rança de achar um marido , vendoqueas llores que viçosas desabrochai

na primaveradeseus dias, vãosendo esmagadas urnapor uma pel

. .

mão do tempo. O restabelecimento da primeira menstruação, aamennoi

rliea,adismcnorrhea, as difficuldadesinherentesá passagem da infancia puberdade,sãocircumstaucias que lambem devemosconsiderarcomo cau

-

predisponentes da choréa; em

poderíamoscitar tirados das observaçõesdeBouteille,Itufz eoutros,mas<»>

estreitoslimites deumathese não opermittem.

Seéna infanciaepuberdadeonde observamos maior numerode choréicos . não é menos verdade que a idade adulta não é izenta:tem

-

se visto a

choréa sobrevir aos vinte e dous annos e aosquarenta;avelhicemesma temsidoalgumasvezesvictima ,c aesterespeitoalgunsauthoresapresentão exemplos que confirmâo esta nossa asserção,c por issoosvamos referir

.

Assim Mr

.

Rostan cita ocaso deque jãfal íamos, deumamulher quesuccuui

bira a esta aflecçãona idadedecincoenta annos;Sauvages falia lambem d«* umamulher sexagenaria quesolTriad’estamoléstia;Mr.Gostoaffirma1erxist<

-

professor deAstronomia,quena idade desessentaannosfora assaltadod.

.

consequência de um violentosusto.Bouteillenosrefer

. -

pio quetem por objecto uma senhoraoctogenária;tacsexemplos, porém, sã orarosemcomparação aosnumerososcasosde jovens choréicos, quevemmencionados nas observações dosdiversospráticos, que temescriplo sobre oobjecto que nos occupa, eque seachà oconsignados nasdiversa

-

gazetas medicas.

apoio do que avançamos muitos exempll

-

uni

dansadeS.Guidoem umoutroexem

Todososautoresoconcordes em reconhecerafrequênciada choréa jovens.Sobre 39observaçõescolhidaspor Bouteille,trintaeduas pcrtcnçiào aindivíduosdosexofeminino:sobre os1S9casos de choréaobservadosno Hospitaldos innocentes porMr

.

Rufe,centoctrintaeoito crãomeninas:destes

I *outrosfactos,estesauthoresconcluem

nas

queasmeninassãomaispredisposta

-

tue«*ral

'

a2cs0conlralmcmachoréa,

.

ladosasmesmasciramislancias, quenós lambemconcordamos

.

Do quefica dito,

-

sequeadansade S

.

Guidonão masaindaque cilapossasemanifestarcm todas asidades todavia buscardcpreferencia os indivíduos

poupasexo,nemidade:

jsexos,&c

..

pai

nervosos

,irritáveis, delirados, h ecr

Referências

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