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COMO PENSAR TUDO ISTO?

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Academic year: 2021

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www.comopensartudoisto10.asa.pt

COMO

PENSAR

TUDO ISTO?

Manual Versão

do Professor

do Aluno

Manual

Manual

do Estudante

Caderno

Cadeerno

C

Caderno de Apoio

Cade

ao Professor

Manual V

do Prof

fessor

Versão

d

Um manual para

ensinar como pensar

Um manual adaptável

a diversas necessidades

Recursos que tornam

o ensino da filosofia

estimulante e apelativo

erno de Apo

o Professor

Cadeerno

Estuudante

Cade

ao

Man

do Al

luno

ual

do

C

d

MILL

KANT

Os fins justificam

os meios!

Discordo!

(2)

2

2

Apresentação

do assunto principal

Um manual para

(3)

3

Capítulos 1 a 3 dedicados a

problemas relacionados com

as competências filosóficas

fundamentais.

Capítulos 4 a 7 dedicados

aos problemas filosóficos

destacados nas

Aprendizagens Essenciais.

Capítulo 8 apresenta

orientações sobre como

escrever um ensaio filosófico

e disponibiliza o acesso

direto a recursos digitais

para dois temas/problemas

do mundo contemporâneo.

Para o professor são

disponibilizados recursos

para quatro temas/

problemas.

Organização

do manual

Capítulos 1

problemas r

as competê

fundamenta

Capítulos 4 a

aos problema

destacados n

Aprendizagen

Capítulo 8 apre

orientações so

escrever um en

e disponibiliza o

direto a recurso

para dois temas/

do mundo contem

Para o professor

disponibilizados

para quatro tema

problemas.

Organiz

do manu

Identificação

do problema central

em análise

Explicitação

dos objetivos de

aprendizagem

MUITO PRAZER,

SOU O INSPETOR LEBEAUX!

AO SEU SERVIÇO NO

CAPÍTULO 2 DESTE PROJETO.

(4)

4

Pretende-se munir os alunos

de ferramentas que os ajudem

a pensar de modo crítico e

fundamentado.

Ensinar aos alunos não o que

pensar mas como pensar.

Os problemas filosóficos

são sempre o ponto de

partida através da rubrica

Laboratório mental

.

nos

udem

e

o que

ar.

emas filosóficos

mpre o ponto de

através da rubrica

ratório mental

.

Laboratório

mental

Durante um jantar numa mansão isolada,

Mr. Boddy, o anfitrião da noite, admite que está

a chantagear todos os convidados. As luzes

apagam-se e Mr. Boddy aparece morto, e agora

todos são suspeitos. Quem será o assassino?

A jovem astuta, atraente e sedutora Miss Scarlett?

O elegante e perigoso Coronel Mustard?

A governanta explorada Mrs. White? O Reverendo

Green, que parece ser capaz de tudo para esconder

o seu segredo? A Mrs. Peacock? Ou o enigmático

Professor Plum?

Todos eles tinham um motivo e eram os únicos

no local do crime. Mas como resolver este mistério?

Para o Inspetor LeBeaux, que ficou responsável

por resolver este caso, a solução era óbvia. Depois de

examinar todas as provas disponíveis e questionar

todos os suspeitos, LeBeaux obteve as seguintes

informações:

• Os suspeitos são: a Miss Scarlett, o Coronel

Mustard, a Mrs. White, o Reverendo Green,

a Mrs. Peacock e o Professor Plum.

O M B dd f i

d

• Pela distribuição do veneno no prato, pode

perceber-se que este foi despejado por alguém

destro.

• O Professor Plum e a Mrs. Peacock são destros,

mas não tiveram acesso à comida do Mr. Boddy.

• A Miss Scarlett nunca esteve sozinha com a

comida do Mr. Boddy. Numa ocasião, ela e o

Reverendo Green estiveram a sós na cozinha.

Noutra ocasião, o Coronel Mustard tentou

seduzi-la na sala de jantar antes de os outros

convidados chegarem. Portanto:

• Se foi a Miss Scarlett, então o Reverendo

Green ou o Coronel Mustard teriam de ser seus

cúmplices.

• O Reverendo Green estava verdadeiramente

apaixonado pela vítima. Portanto:

• O Reverendo Green não matou nem compactuou

com ninguém para matar o Mr. Boddy.

• O Coronel Mustard é esquerdino.

• A Mrs. White teve acesso à comida do

Mr. Boddy, mas não teve acesso ao veneno.

Mi é i

l id !

i

I

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Na pista de um assassino

stribuição do veneno no prato, pode

er-se que este foi despejado por alguém

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ão tiveram acesso à comida do Mr. Boddy.

s Scarlett nunca esteve sozinha com a

a do Mr. Boddy. Numa ocasião, ela e o

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-la na sala de jantar antes de os outros

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a Miss Scarlett, então o Reverendo

ou o Coronel Mustard teriam de ser seus

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I

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O planeta seguinte era habitado por

um bêbedo. A visita dur

ou pouco, mas

mergulhou o pr

incipezinho numa grande

tristeza.

E á a fazer

o quê? – perguntou a

o

l d

– Para me esquecer de que tenho

vergonha – co

nfessou o bêbedo

, baixando

a cabeça.

– Vergonha de quê? – tentou saber

o principezinho

, cheio de vontade de o

ajudar.

h de beber! – co

ncluiu o

Laboratório

mental

O principezinho e o bêbedo

Um manual para

ensinar como pensar

KANT

De mim não aprendereis

filosofia, mas antes como

filosofar, não aprendereis

pensamentos para repetir,

(5)

5

Nas suas viagens intergaláctic

as, o Comandante

Shepard deparou-se com uma enorme div

ersidade

de espécies, culturas e costumes.

Por vezes, essa

diversidade deixava-o um pouco per

plexo. Os

Quarian, por exemplo

, expulsavam os filhos de

casa antes de estes atingir

em a maioridade e só os

aceitavam de volta depois de encontrar

em algo de

valioso nas suas viagens de exploraç

ão da galáxia.

Entre os Krogan, naturais do inóspito planeta

Tuchanka, apenas a agr

essividade e o egoísmo eram

vistos como virtudes;

a compaixão e o altr

uísmo,

pelo contrário, eram enc

arados como sinais de

fraqueza que dever

iam ser evitados a todo o custo

.

Devido a um vírus que afetou grande par

te da

população, as fêmeas fér

teis eram raras e m

uito

preciosas. Por isso,

viviam numa com

unidade

à parte com as crianç

as e só esporadicamente

recebiam a visita de alguns machos,

escolhidos de

entre os mais fortes para assegurar a continuidade

da espécie. Os Asar

i, por sua vez, eram uma

espécie só com um géner

o. A sua fisiologia únic

a

proporcionava-lhes uma esperanç

a média de

vida de cerca de mil anos e a possibilidade de se

reproduzirem com qualquer géner

o ou espécie.

Talvez por esse motiv

o tenham adotado uma

atitude cooperativa r

elativamente às outr

as espécies,

valorizando a diploma

cia em vez do conflito

.

As suas decisões eram tomadas sobr

etudo com base

na razão e consideravam que as outras espécies não

se deviam deixar le

var tanto pelas emoções.

Os Salarian eram uma espécie de anf

íbios com

um metabolismo extr

emamente rápido.

Isso fazia

com que fossem c

apazes de pensar, falar e mov

er--se mais rápido do que qualquer outra espécie

.

Os Salarian valoriz

avam o conhecimento

, o

trabalho e a eficácia e co

nsideravam as restantes

espécies ignorantes,

lentas e preguiçosas.

Os Batarian viviam sob uma dita

dura e estavam

proibidos de sair do seu planeta natal.

Os poucos

que conseguiam esc

apar a esse destino viviam

espalhados pela galáxia e dedic

avam-se a todo o

tipo de práticas ilegais,

como o tráfico de escrav

os

e narcóticos, para assegurar a sua sobr

evivência.

Tudo isto acabou por faz

er com que o

Comandante se questio

nasse: “Será que o cer

to

e o errado dependem do planeta em que nos

encontramos?”. Mas,

assim que esta esta pergunta

lhe passou pela cabeç

a, ocorreu-lhe que também

no seu planeta havia difer

entes noções de bem e

de mal, consoante a r

egião e a cultura do

minante.

E, no entanto, o pr

oblema parecia ser ainda

mais profundo, pois mesmo dentr

o das mesmas

culturas havia opiniões div

ergentes acerca do cer

to

e do errado. “Será que tudo depende do po

nto

de vista ou existem coisas objetivamente cer

tas e

outras objetivamente erradas?”

– interrogava-se

novamente o Comandante

.

Mass Effect, jogo RPG desenvolvido pela Bio

ware e pela EA e Lucien Malson. (1988). As Crianças Selvagens. Porto: Livrar

ia Civilização, pp. 26-28

1.

Será que exis

tem coisas objetiv

amente certas ou err

adas? Porquê?

#agora_pensa

Laboratório

mental

Cada planeta,

sua sentenç

a

Soluções

no Caderno de Apoio Professor

Animação: Cada planeta, sua sentença

ioridade e só os

ntrarem algo de

ação da galáxia.

spito planeta

e e o egoísmo eram

ão e o altruísmo,

omo sinais de

dos a todo o custo

.

rande parte da

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a comunidade

poradicamente

chos, escolhidos de

urar a continuidade

vez, eram uma

sua fisiologia única

rança média de

possibilidade de se

género ou espécie.

am adotado uma

mente às outras espé

cies,

m vez do conflito.

adas sobretudo com base

ue as outras espécies n

ão

to pelas emoções.

traba

espécies ignorantes,

lentas e preguiçosas.

Os Batarian viviam s

ob uma ditadura e estavam

proibidos de sair do seu planeta nat

al. Os poucos

que conseguiam esc

apar a esse destino viviam

espalhados pela galáxia e dedic

avam-se a todo o

tipo de práticas ilegais

, como o tráfico de escrav

os

e narcóticos, para assegurar a sua sobr

evivência.

Tudo isto acabou por faz

er com que o

Comandante se questio

nasse: “Será que o cer

to

e o errado dependem do plane

ta em que nos

encontramos?”. Mas,

assim que esta esta pergunta

lhe passou pela cabeç

a, ocorreu-lhe que também

no seu planeta havia

diferentes noções de bem e

de mal, consoante a r

egião e a cultura do

minante.

E, no entanto, o pr

oblema parecia ser ainda

mais profundo, pois mesmo dentr

o das mesmas

culturas havia opiniões div

ergentes acerca do cer

to

e do errado. “Será que t

udo depende do po

nto

de vista ou existem

coisas objetivamente cer

tas e

outras objetivamente err

adas?” – interrogava-se

novamente o Coma

ndante.

Mass Effect, jogo RPG desenvolvido pela B

ioware e pela EA e Lucien Malson. (1988). As Crianças Selvagens. Porto: Livraria Civilizaç

ão, pp. 26-28

1

1.

Será que exis

tem coisas objetiv

amente certas ou err

adas? Porquê?

#

#agora_pensa

Em 2013, um surto de uma mutação de um

fungo infesta os Estados Unidos, transformando

os seus hospedeiros humanos em criaturas hostis,

conhecidas como “infetados”.

Vinte anos mais tarde, a civilização foi

dizimada pela infeção. Os poucos sobreviventes

vivem em zonas de quarentena altamente

policiadas, ou espalhados em pequenos povoados

e grupos nómadas. Joel é um contrabandista a

quem foi confiada a mais importante missão da

história da humanidade: conduzir a jovem Ellie,

é indispensável para o sucesso do projeto e que,

em consequência disso, acabará por morrer.

Assim que ouve estas palavras, Joel irrompe pela

sala de cirurgias, atacando todos aqueles que se

atravessam no seu caminho, e arranca Ellie, ainda

inconsciente, da mesa de operações, fugindo dali

o mais depressa possível.

Quando estavam prestes a sair da cidade,

Ellie recupera os sentidos e questiona Joel sobre

o sucedido. Este resolve mentir-lhe e diz-lhe que

os médicos chegaram à conclusão de que não era

Laboratório

mental

O que resta de nós

Animação: O que resta de nós

(6)

6

6

6

Textos filosóficos clássicos e

contemporâneos para análise

direta em sala de aula.

Exposição clara e

sistemática das

principais ideias e

argumentos incluídos

nos textos.

Um manual adaptável

a diversas necessidades

Ideia-chave

identificada para

apoio à análise

do texto.

(7)

7

Formulação explícita

na forma canónica

dos argumentos

centrais em análise.

O professor pode optar por explorar cada uma destas três

possibilidades isoladamente, ou combiná-las do modo que

considerar mais adequado às necessidades dos seus alunos.

TOMARA CONSEGUIR

ORGANIZAR OS MEUS

PENSAMENTOS ASSIM TÃO

CLARAMENTE!

De acordo com Rawls, se D2 não coin-cidir com o tipo de distribuição exigida pelo Princípio da Diferença, será necessário re-distribuir o dinheiro para se voltar ao pa-drão inicial D1, ou seja, a uma distribuição da riqueza de acordo com o Princípio da Di-ferença (e não meramente com base na ti-tularidade, isto é, no direito de propriedade). Mas, para voltar a esse padrão inicial D1, de forma a respeitar o Princípio da Dife-rença, será necessário o Estado redistribuir o dinheiro de Chamberlain, por exemplo, através de impostos.

Contudo, para Nozick isso constitui uma interferência inaceitável do Estado, pois viola direitos de propriedade e desrespeita a liberdade individual de cada um gerir o seu rendimento e riqueza como bem en-tender. Por outras palavras, na perspetiva de Nozick, e seguindo a ética deontológica de Kant, o Estado estaria a tratar Cham-berlain como um mero meio.

Nozick defende que a tributação dos rendimentos do trabalho (isto é, cobrar impostos sobre o salário obtido através da realização de um trabalho) é equiparável ao trabalho forçado. Nozick defende esta ideia no texto que se segue: A tributação dos rendimentos do trabalho é equiparável ao trabalho forçado. Ficar com os rendimentos de n horas de trabalho é ficar com n horas de trabalho da pessoa; é como forçar a pessoa a trabalhar n horas para os objetivos de outrem. Aqueles que se objetam ao trabalho forçado, também objetariam a obrigar cada pessoa a trabalhar cinco horas extra por semana para beneficiar os necessitados. Mas um sistema que fica com cinco horas do rendimento em impostos (normalmente) não lhes parece que force alguém a trabalhar cinco horas. O facto de outros intervirem intencionalmente, violando uma das partes, faz do sistema fiscal um sistema de trabalho forçado.

Robert Nozick. (2009). Anarquia, Estado e Utopia. Trad. Vitor Guerreiro. Lisboa: Edições 70, pp. 213-215 (com supressões e adaptado).

A ideia central por detrás da argumen-tação de Nozick é a seguinte: tributar o trabalho é ficar com os rendimentos de

n horas do trabalho de uma pessoa, ou

seja, é como ficar com o resultado do es-forço associado a essas n horas de

traba-lho. Ora, ficar com o resultado do esforço associado a n horas de trabalho de uma

pessoa é como forçar essa pessoa a tra-balhar essas n horas para garantir a

satis-fação dos objetivos de outrem. Mas isso é equiparável a trabalho forçado. Portanto, a tributação do trabalho é equiparável a trabalho forçado. Ideia-chave do texto A tributação dos rendimentos do trabalho é equiparável ao trabalho forçado.

262 O PROBLEMA DA JUSTIÇA SOCIAL

Este argumento consiste numa falácia da derrapagem. Serão as premissas do argu-mento plausíveis?

Para melhor compreenderes a crítica de Nozick, considera o seguinte esquema:

Ações livres dos indivíduos Interferência do Estado (impostos) Eticamente inaceitável Padrão

(Princípio da Diferença) Padrão quebrado

A interferência do Estado viola direitos de propriedade e desrespeita a liberdade individual

D2 D1 1 2 3 4

Analisando este esquema, podemos tirar as seguintes conclusões:

1

O Princípio da Diferença é uma conce-ção padronizada da justiça: a proprie-dade deve ser distribuída de forma que os mais desfavorecidos fiquem o me-lhor possível. De acordo com Rawls, se não se respeitar este padrão, então a sociedade será injusta.

2

Mas, uma vez dado o rendimento e a ri-queza às pessoas segundo o Princípio da Diferença, algumas gastá-los-ão, outras obterão mais, e assim a socie-dade acaba por se afastar do Princípio da Diferença. Portanto, algumas ações livres (trocas, ofertas, apostas, seja o que for) acabarão inevitavelmente por quebrar o padrão.

3

Para que o padrão inicial seja reposto, a propriedade terá de ser redistribuída. O Estado terá de intervir através de meios como a cobrança de impostos. Deste modo, para se concretizar o pa-drão do Princípio da Diferença o Estado tira a alguns indivíduos parte daquilo que possuem legitimamente para be-neficiar os mais desfavorecidos.

4

Porém, de acordo com Nozick esta re-distribuição interferirá consideravel-mente com a liberdade e os direitos de propriedade de que as pessoas deviam gozar. Segundo Nozick, esta interfe-rência do Estado é eticamente inacei-tável, pois viola os direitos de proprie-dade dos indivíduos e desrespeita a liberdade individual.

263 O PROBLEMA DA JUSTIÇA SOCIAL

De acordo com Rawls, se D2 não coin-cidir com o tipo de distribuição exigida pelo Princípio da Diferença, será necessário re-distribuir o dinheiro para se voltar ao pa-drão inicial D1, ou seja, a uma distribuição da riqueza de acordo com o Princípio da Di-ferença (e não meramente com base na ti-tularidade, isto é, no direito de propriedade). Mas, para voltar a esse padrão inicial D1, de forma a respeitar o Princípio da Dife-rença, será necessário o Estado redistribuir o dinheiro de Chamberlain, por exemplo, através de impostos.

Contudo, para Nozick isso constitui uma interferência inaceitável do Estado, pois viola direitos de propriedade e desrespeita a liberdade individual de cada um gerir o seu rendimento e riqueza como bem en-tender. Por outras palavras, na perspetiva de Nozick, e seguindo a ética deontológica de Kant, o Estado estaria a tratar Cham-berlain como um mero meio.

Nozick defende que a tributação dos rendimentos do trabalho (isto é, cobrar impostos sobre o salário obtido através da realização de um trabalho) é equiparável ao trabalho forçado. Nozick defende esta ideia no texto que se segue:

A tributação dos rendimentos do trabalho é equiparável ao trabalho forçado. Ficar com os rendimentos de n horas de trabalho é ficar com n horas de trabalho da pessoa; é como forçar a pessoa a trabalhar n horas para os objetivos de outrem. Aqueles que se objetam ao trabalho forçado, também objetariam a obrigar cada pessoa a trabalhar cinco horas extra por semana para beneficiar os necessitados. Mas um sistema que fica com cinco horas do rendimento em impostos (normalmente) não lhes parece que force alguém a trabalhar cinco horas. O facto de outros intervirem intencionalmente, violando uma das partes, faz do sistema fiscal um sistema de trabalho forçado.

Robert Nozick. (2009). Anarquia, Estado e Utopia. Trad. Vitor Guerreiro. Lisboa: Edições 70, pp. 213-215 (com supressões e adaptado).

A ideia central por detrás da argumen-tação de Nozick é a seguinte: tributar o trabalho é ficar com os rendimentos de

Ideia-chave do texto A tributação dos rendimentos do trabalho é equiparável ao trabalho forçado. 262 O PROBLEMA DA J

Este argumento consiste numa falácia da derrapagem. Serão as premissas do argu-mento plausíveis?

Para melhor compreenderes a crítica de Nozick, considera o seguinte esquema:

Ações livres dos indivíduos

Interferência do Estado(impostos)

Eticamente inaceitável Padrão

(Princípio da Diferença) Padrão quebrado

A interferência do Estado viola direitos de propriedade e desrespeita a liberdade individual

D2 D1 1 2 3 4

Analisando este esquema, podemos tirar as seguintes conclusões:

1

O Princípio da Diferença é uma conce-ção padronizada da justiça: a proprie-dade deve ser distribuída de forma que os mais desfavorecidos fiquem o me-lhor possível. De acordo com Rawls, se não se respeitar este padrão, então a sociedade será injusta.

3

Para que o padrão inicial seja reposto, a propriedade terá de ser redistribuída. O Estado terá de intervir através de meios como a cobrança de impostos. Deste modo, para se concretizar o pa-drão do Princípio da Diferença o Estado tira a alguns indivíduos parte daquilo que possuem legitimamente para be-neficiar os mais desfavorecidos.

n horas do trabalho de uma pessoa, ou

seja, é como ficar com o resultado do es-forço associado a essas n horas de

traba-USTIÇA SOCIAL

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2

Mas, uma vez dado o rendimennto e a ri- e acordo com Nozick esta

re-4

Porém, d ç

L

,

John Stuart Mill é o defensor de uma teoria chamada “utilitarismo”. O utili-tarismo caracteriza-se por defender que: – a única coisa que tem valor intrínse-co é a felicidade – teoria do valor; – a ação correta é aquela que, de entre

as alternativas disponíveis, mais pro-move a felicidade – teoria da obri-gação.

A felicidade

Segundo Mill, o fundamento da mora-lidade é aquilo a que ele decidiu chamar

“Princípio da Utilidade” (ou “Princípio da Maior Felicidade”). Este princípio es-tabelece que:

Para justificar a sua perspetiva, Mill começa por argumentar a favor da sua

teoria do valor. Nas suas palavras:

Neste excerto, Mill começa por defen-der que a única prova de que algo é visível (ou audível) é o facto de ser visto (ou ouvi-do) por alguém. Por analogia, Mill conclui que a única prova de que algo é desejável é o facto de ser desejado por alguém. Em seguida, nota que a única coisa que as pes-soas desejam, como um fim em si, é a sua própria felicidade. Por isso, conclui que a felicidade individual é a única coisa que é, por si mesma, desejável para cada pessoa. Chamemos a este argumento “ar-gumento da felicidade”. O argumento pode ser reconstruído conforme se segue:

(1) A única prova de que algo é visível (ou audível) é o facto de ser visto (ou ouvido) por alguém.

(2) Logo, a única prova de que algo é desejável é o facto de ser desejado por alguém. (De 1, por analogia)

(3) A única coisa que cada pessoa deseja, por si mesma, é a sua felicidade.

(4) Se a única prova de que algo é desejável é o facto de ser desejado por alguém, e a única coisa que cada pessoa deseja, por si mesma, é a sua felicidade, então a felicidade individual é a única coisa que é, por si mesma, desejável para cada pessoa.

(5) Logo, a felicidade individual é a única coisa que é, por si mesma, desejável para cada pessoa. (De 2 a 4) No que diz respeito à premissa (1), o que Mill está a tentar fazer é mostrar que o tipo de prova que podemos for-necer em relação a certos assuntos, embora possa ser encarado por alguns como sendo bastante limitado, é o único tipo de prova que pode alguma vez ser […] as ações são corretas na medida em que tendem a promover

a felicidade, e incorretas na medida em que tendem a produzir o reverso da felicidade.

John Stuart Mill. (2020). Utilitarismo. Trad. Pedro Galvão. Lisboa: Book Builders, p. 13

A única prova que se pode apresentar para mostrar que um objeto é visível é o facto de as pessoas efe-tivamente o verem. A única prova de que um som é audível é o facto de as pessoas o ouvirem, e as coisas passam-se do mesmo modo com as outras fontes da nossa experiência. Similarmente, entendo que a úni-ca evidência que se pode produzir para mostrar que uma coisa é desejável é o facto de as pessoas efetiva-mente a desejarem. […] [C]ada pessoa, na medida em que acredita que esta é alcançável, deseja a sua própria felicidade. Isto […] dá-nos […] toda a prova que é possível exigir, para mostrar que [...] a felicida-de felicida-de cada pessoa é um bem para essa pessoa […].

John Stuart Mill. (2020). Utilitarismo. Trad. Pedro Galvão. Lisboa: Book Builders, p. 62

John Stuart Mill (1806-1873), filósofo e economista inglês, foi um dos mais importantes reformistas sociais do séc. XIX. Ideia-chave do texto A felicidade é um bem.

2. O utilitarismo de John Stuart Mill

194 A NECESSIDADE DE FUNDAMENTAÇÃO DA MORAL – ANÁLISE COMPARATIVA DE DUAS PERSPETIVAS FILOSÓFICAS

,

[É] notório que as pessoas desejam coi-sas que, na linguagem comum, são de-cididamente distintas da felicidade. […] O princípio da utilidade não significa que qualquer prazer (como a música, por exemplo) ou que qualquer ausência de dor (como a saúde, por exemplo) devam ser vistos como um meio para uma coisa coletiva chamada “felicidade” e desejados nessa perspetiva – são desejados e desejá-veis em si e por si mesmos. […] Nestes casos […] [a]quilo que che-gou a ser desejado como instrumento para atingir a felicidade acabou por se tornar desejado por si mesmo. Ao ser desejado por si mesmo é, no entanto, desejado enquanto parte da felicidade. A pessoa torna-se feliz, ou pensa que se tornaria feliz, com a sua simples posse, e torna-se infeliz por não conseguir obtê-lo.

John Stuart Mill. (2020). Utilitarismo. Trad. Pedro Galvão. Lisboa: Book Builders, pp. 62-66

apresentado a esse respeito e, em certa medida, parece ser suficiente para satis-fazer a nossa necessidade de justificação. Por exemplo, que outra prova posso apre-sentar para justificar a minha convicção de que está um livro à minha frente a não ser a de que estou a ver o livro? Aparente-mente, nenhuma. Mas isso não nos deixa insatisfeitos. Pegamos no livro, folheamos o livro, lemos o livro, sem necessitar de qualquer outro tipo de prova de que este efetivamente existe.

Mill considera que algo de semelhante se passa com o facto de algo ser visível (ou audível). Isso só pode ser demonstra-do pelo facto de ser, efetivamente, visto (ou ouvido) por alguém.

Com base nessa premissa, Mill infere, por analogia, o passo (2) do seu argumen-to: “a única prova de que algo é desejável é o facto de ser desejado por alguém”.

A estas duas ideias, Mill acrescenta a premissa (3), que sustenta que “a única coisa que cada pessoa deseja, por si mes-ma (e não apenas como um meio para qualquer outra coisa), é a sua felicidade”.

Mas como pode Mill defender esta ideia? Pelo menos à primeira vista, parece haver diversas coisas que as pessoas de-sejam independentemente da felicidade. Por exemplo, ser boa pessoa exige, fre-quentemente, que as pessoas sacrifi-quem a sua felicidade individual e, no en-tanto, há quem deseje ser boa pessoa. Há, também, quem deseje ter dinheiro, fama e poder, a todo o custo. Como é que Mill explica estas possibilidades?

Mill defende que tudo o que nós de-sejamos é desejado ou como um meio para a nossa felicidade, ou porque se tornou uma parte constituinte e in-distinguível da própria felicidade. Nas suas palavras:

De seguida, na premissa (4), Mill limita--se a estabelecer que as ideias defendidas nos passos (2) e (3) implicam que “A felici-dade individual é a única coisa que é, por si mesma, desejável para cada pessoa”.

Assim sendo, uma vez que as duas condições que formam a antecedente des-sa condicional parecem estar des-satisfeitas (linhas (2) e (3)), Mill conclui, no passo (5), que “A felicidade individual é a única coisa que é, por si mesma, desejável para cada pessoa.”

Ideia-chave do texto

Tudo aquilo que nós desejamos é parte da nossa felicidade ou um meio para a alcançar.

195 A NECESSIDADE DE FUNDAMENTAÇÃO DA MORAL – ANÁLISE COMPARATIVA DE DUAS PERSPETIVAS FILOSÓFICAS

John Stuart Mill é o defensor de uma teoria chamada “utilitarismo”. Ou

utili-tarismo caracteriza-se por defender que: – a única coisa que tem valor intrínse-co é a felicidade – teoria do valoor; – a ação correta é aquela que, de entre

as alternativas disponíveis, mais pro-move a felicidade – teoria da o

obri-gação.

A felicidade

Segundo Mill, o fundamento da mora-lidade é aquilo a que ele decidiu chamar

“Princípio da Utilidade” (ou “Princcípio

da Maior Felicidade”). Este princípio es-tabelece que:

Para justificar a sua perspetiva, Mill começa por argumentar a favor da sua

teoria do valor. Nas suas palavras:

Neste excerto, Mill começa por defen-der que a única prova de que algo é visível (ou audível) é o facto de ser visto (ou ouvi-do) por alguém. Por analogia, Mill conclui que a única prova de que algo é desejável é o facto de ser desejado por alguém. Em seguida, nota que a única coisa que as pes-soas desejam, como um fim em si, é a sua própria felicidade. Por isso, conclui que a felicidade individual é a única coisa que é, por si mesma, desejável para cada pessoa. Chamemos a este argumento “ar-gumentoo da feliciddade”. O argumento pode ser reconstruído conforme se segue:

(1) A única prova de que algo é visível (ou audível) é o facto de ser visto (ou ouvido) por alguém.

(2) Logo, a única prova de que algo é desejável é o facto de ser desejado por alguém. (De 1, por analogia)

(3) A única coisa que cada pessoa deseja, por si mesma, é a sua felicidade.

(4) Se a única prova de que algo é desejável é o facto de ser desejado por alguém, e a única coisa que cada pessoa deseja, por si mesma, é a sua felicidade, então a felicidade individual é a única coisa que é, por si mesma, desejável para cada pessoa.

(5) Logo, a felicidade individual é a única coisa que é, por si mesma, desejável para cada pessoa. (De 2 a 4) No que diz respeito à premissa (1), o que Mill está a tentar fazer é mostrar que o tipo de prova que podemos for-necer em relação a certos assuntos, embora possa ser encarado por alguns como sendo bastante limitado, é o único tipo de prova que pode alguma vez ser

[…] as ações são corretas na medida em que tendem a promover a felicidade, e incorretas na medida em que tendem a produzir o reverso da felicidade.

John Stuart Mill. (2020). Utilitarismo. Trad. Pedro Galvão. Lisboa: Book Builders, p. 13

A única prova que se pode apresentar para mostrar que um objeto é visível é o facto de as pessoas efe-tivamente o verem. A única prova de que um som é audível é o facto de as pessoas o ouvirem, e as coisas passam-se do mesmo modo com as outras fontes da nossa experiência. Similarmente, entendo que a úni-ca evidência que se pode produzir para mostrar que uma coisa é desejável é o facto de as pessoas efetiva-mente a desejarem. […] [C]ada pessoa, na medida em que acredita que esta é alcançável, deseja a sua própria felicidade. Isto […] dá-nos […] toda a prova que é possível exigir, para mostrar que [...] a felicida-de felicida-de cada pessoa é um bem para essa pessoa […].

John Stuart Mill. (2020). Utilitarismo. Trad. Pedro Galvão. Lisboa: Book Builders, p. 62

””

John Stuart Mill (1806-1873), filósofo e economista inglês, foi um dos mais importantes reformistas sociais do séc. XIX. Ideia-chave do texto A felicidade é um bem.

2. O utilitarismo de John Stuart Mill

194 A NECESSIDADE DE FUNDAMENTAÇÃO DA MORAL – ANÁLISE COMPARATIVA DE DUAS PERSPETIVAS FILOSÓFICAS

[É] notório que as pessoas desejam coi-sas que, na linguagem comum, são de-cididamente distintas da felicidade. […] O princípio da utilidade não significa que qualquer prazer (como a música, por exemplo) ou que qualquer ausência de dor (como a saúde, por exemplo) devam ser vistos como um meio para uma coisa coletiva chamada “felicidade” e desejados nessa perspetiva – são desejados e desejá-veis em si e por si mesmos. […] Nestes casos […] [a]quilo que che-gou a ser desejado como instrumento para atingir a felicidade acabou por se tornar desejado por si mesmo. Ao ser desejado por si mesmo é, no entanto, desejado enquanto parte da felicidade. A pessoa torna-se feliz, ou pensa que se tornaria feliz, com a sua simples posse, e torna-se infeliz por não conseguir obtê-lo.

John Stuart Mill. (2020). Utilitarismo. Trad. Pedro Galvão. Lisboa: Book Builders, pp. 62-66

apresentado a esse respeito e, em certa medida, parece ser suficiente para satis-fazer a nossa necessidade de justificação. Por exemplo, que outra prova posso apre-sentar para justificar a minha convicção de que está um livro à minha frente a não ser a de que estou a ver o livro? Aparente-mente, nenhuma. Mas isso não nos deixa insatisfeitos. Pegamos no livro, folheamos o livro, lemos o livro, sem necessitar de qualquer outro tipo de prova de que este efetivamente existe.

Mill considera que algo de semelhante se passa com o facto de algo ser visível (ou audível). Isso só pode ser demonstra-do pelo facto de ser, efetivamente, visto (ou ouvido) por alguém.

Com base nessa premissa, Mill infere, por analogia, o passo (2) do seu argumen-to: “a única prova de que algo é desejável é o facto de ser desejado por alguém”.

A estas duas ideias, Mill acrescenta a premissa (3), que sustenta que “a única coisa que cada pessoa deseja, por si mes-ma (e não apenas como um meio para qualquer outra coisa), é a sua felicidade”. Mas como pode Mill defender esta ideia? Pelo menos à primeira vista, parece haver diversas coisas que as pessoas de-sejam independentemente da felicidade. Por exemplo, ser boa pessoa exige, fre-quentemente, que as pessoas sacrifi-quem a sua felicidade individual e, no en-tanto, há quem deseje ser boa pessoa. Há, também, quem deseje ter dinheiro, fama e poder, a todo o custo. Como é que Mill explica estas possibilidades?

Mill defende que tudo o que nós d

e-sejamos é desejado ou como um meio

para a nossa felicidade, ou porque se

tornou uma parte constituinte e

in-distinguível da própria felicidade. Nas suas palavras:

De seguida, na premissa (4), Mill limita--se a estabelecer que as ideias defendidas nos passos (2) e (3) implicam que “A felici-dade individual é a única coisa que é, por si mesma, desejável para cada pessoa”.

Assim sendo, uma vez que as duas condições que formam a antecedente des-sa condicional parecem estar des-satisfeitas (linhas (2) e (3)), Mill conclui, no passo (5), que “A felicidade individual é a única coisa que é, por si mesma, desejável para cada pessoa.”

Ideia-cchave do texto

Tudo aquilo que nós desejamos é parte da nossa felicidade ou um meio para a alcançar.

195 A NECESSIDADE DE FUNDAMENTAÇÃO DA MORAL – ANÁLISE COMPARATIVA DE DUAS PERSPETIVAS FILOSÓFICAS

(8)

8

Avaliação crítica do argumento

da boa vontade

Um utilitaris

ta, como Mill, poder

á rejeitar

a premissa (1) do argumento da boa v

onta-de, defendendo que a felicidade tem v

alor

intrínseco independentemente do facto de

estar associada a uma boa v

ontade ou não.

De acordo com es

ta perspetiv

a, a infe

de é sempre intrinsecamente má (aind

possa ser ins

trumentalmente boa). A

mesmo a infelicidade de um criminoso

na melhor das hipóteses, um v

alor m

mente ins

trumental (pois pode dis

suadir

tras pessoas de agir de forma semelhan

ideias em diálogo

Olá Kant! Não percebo como

é que podes defender que a

felicidade não é a única coisa

com valor intrínseco.

Mill

Como assim? Não achas que a

felicidade é algo que tem v

alor

por si só?

Mill

Na minha opinião, a felicidade

é sempre intrinsecamente boa.

Julgo que a única r

azão que

podemos dar par

a justificar

porque é que a felicidade do

criminoso é uma coisa má é

o facto de ela poder ser

vir de

encorajamento par

a outros

possíveis criminosos.

Mill

Não só acho que não é a única,

como nem sequer acho que ela é

intrinsecamente boa.

Kant

Não. Para que a felicidade tenha

valor tem de ser merecida. A

felicidade de um criminoso que

escapou à jus

tiça não é uma

coisa boa.

Kant

Então afinal admites que alguma

felicidade pode ser má?

Kant

Sim, mas se repar

ares

limitei-me a afirmar que er

a

instrumentalmente má, is

to

é, má porque pode conduzir

a muita infelicidade.

Nunca defendi que er

a

intrinsecamente má.

Mill

Mill deixou de seguir-te.

Pois eu acho que seria jus

to ele

sofrer e ser de alguma forma

castigado pelo mal que fez.

Kant

Queres dizer que se não

houvesse maneir

a de

essa felicidade influenciar

negativamente o

comportamento dos outros, não

seria má de todo? P

or exemplo,

imagina que o criminoso fugiu

em segredo par

a uma ilha

deserta, preferias que ele

vivesse feliz par

a o resto dos

seus dias ou que vies

se a sofrer

de alguma forma por todo o mal

que causou?

Kant

Para mim, todo o sofrimento

é intrinsecamente mau, ainda

que, por vezes, pos

sa ser

instrumentalmente bom. As

sim,

dado que nes

sas circuns

tâncias

o seu sofrimento seria

absolutamente inútil, penso que

seria melhor que viv

esse feliz

sem causar mais nenhum tipo

de sofrimento seja a quem for

.

Mill

Animação: Ideias em

diálogo – Mill e K

ant

214

A NECESSIDADE DE FUND

AMENTAÇÃO DA MORAL – ANÁLISE COMP

ARATIVA DE DUAS PERSPETIV AS FILOSÓFICAS

Na minha opinião, a felicidade

é sempre intrinsecamente boa.

Julgo que a únic

a razão que

podemos dar par

a justificar

porque é que a felicidade do

criminoso é uma coisa má

é

o facto de ela p

oder servir de

encorajamento par

a outros

possíveis criminosos

.

Mill

Não. Para que a feli

cidade tenha

valor tem de ser

merecida. A

felicidade de um criminoso que

escapou à jus

tiça não é uma

coisa boa.

K

Ka

ant

t

Então afinal admites que

alguma

felicidade pode

ser má?

Kant

Animação: Ideias em

diálogo – Mill e Kant

214

A NECESSIDADE DE FUND

AMENTAÇÃO DA MORAL – ANÁLIS

E COMPARATIVA DE DUAS PE

ideias em diálogo

Robert Nozick criou o grupo “T

eoria da justiça”

Robert Nozick alterou o ícone do grupo

É uma maneira de garantir

que toda a gente tem

condições mínimas de vida.

Rawls

E qual é o problema dis

so?

Rawls

Como assim?!

Rawls

Mas porquê?

Rawls

John Rawls foi adicionado ao grupo

por Robert Nozick

Olá, Nozick!

Rawls

Então e se alguém, como tu,

que até aqui usufruiu de bons

rendimentos fruto do seu tr

abalho,

sofrer algum infortúnio

Não estou de acordo com a tua

teoria da justiça.

Olá Rawls!

O teu Princípio da Diferença parece

não respeitar as nossas liberdades

fundamentais.

As pessoas são livres e fazem o

que bem entenderem com a sua

pessoa e com os seus bens (desde

que legitimamente adquiridos).

E então?!

Não vês que isso vai exigir uma

interferência constante do

Estado para repor esse padr

ão,

desrespeitando assim a liberdade

individual?

Imagina que duas pessoas têm a

mesma riqueza; uma delas esbanja

todo o seu dinheiro e a outr

a faz

investimentos que acabam por lhe

trazer mais dinheiro.

Achas justo que o Estado

redistribua esse dinheiro?

Mas isso é equiparável

a trabalho forçado!!!

O que estás a dizer é que os mais

desfavorecidos têm direito a uma

parte do meu trabalho.

E isso parece-me

simplesmente inaceitáv

el!

Nozick

Nozick

Nozick

Nozick

Nozick

Nozick

Nozick

(um incêndio ou um

acidente, por exemplo)

fi

privado do usufruto des

ses

Rawls

Rawls

Animação: Ideias em

diálogo – Nozick e Rawls

Recursos que tornam o ensino

da filosofia estimulante e apelativo

ill deixou de seguir-te.

eu acho que seria jus

to ele

e ser de alguma forma

ado pelo m

al que fez.

Kant

ade influenciar

negativamente o

comportamento dos outros, não

seria má de todo? P

or exemplo,

imagina que o cr

iminoso fugi

u

em segredo par

a uma ilha

deserta, preferias que e

le

vivesse feliz par

a o resto dos

seus dias ou que vie

sse a sofrer

de alguma forma por

todo o mal

que causou?

Kant

Para mim, todo o sofrimento

é intrinsecamente mau, ainda

que, por vezes, pos

sa ser

instrumentalmente bom. As

sim,

dado que nes

sas circuns

tâncias

o seu sofrimento seria

absolutamente in

útil, penso

que

seria melhor que viv

esse feliz

sem causar mais nenhum tipo

de sofrimento seja a quem for

.

AS FILOSÓFICAS

ideias em diálogo

Diálogos imaginários entre

filósofos que ajudam os

alunos a compreender as

ideias em confronto.

Os diálogos recriam o

ambiente da popular

aplicação WhatsApp e trazem

os filósofos e as suas ideias

para o universo dos alunos.

(9)

9

elicida-da que

Assim,

o terá,

mera-ir

ou-nte).

o que era a justiça, elogiar

am a justiça como algo da maior impor

tância, mas

acaba-ram por não conseguir responder de forma satisfatória à pergunta. Mais ainda, de cada

vez que tentavam oferecer algo que se as

semelhasse a uma definição de jus

tiça,

aca-bavam por cair em flagr

antes contradições, mos

trando, assim, que afinal não sabiam

muito bem de que é que es

tavam a falar. Um exemplo dis

to é o diálogo que se segue:

Sócrates mostrou que a definição de jus

tiça apresentada pelo seu interlocutor

,

se-gundo a qual “é justo res

tituir a cada um o que se lhe de

ve”, não se aplica a todas as

situações, demonstrando que tal

vez este não saiba, afinal, em que consis

te a justiça.

Algo de semelhante aconteceu quando se apro

ximou dos militares e lhes

per-guntou:

“O que é a coragem?”

, e também quando ques

tionou os professores:

“O que é o conhecimento?”

, ou quando perguntou aos ar

tistas:

“O que é a

be-leza?”

. Enfim, aqueles que reclama

vam ser especialistas nos respetiv

os assuntos

acabavam por revelar o seu desconhecimento a respeito dos mesmos. F

oi aí que se

fez luz, e Sócrates acabou por perceber a mensagem do or

áculo. Ao contrário

da-queles que julgam pos

suir o conhecimento, mas quando de

vidamente questionados

acabam por demonstr

ar a sua ignorância, ele pelo menos tinha

consciência da sua

ignorância

.

SÓCRATES:

Explica então tu, […] que é que af

irmas que

Simónides disse tão acertadamente acer

ca da justiça?

POLEMARCO:

Que é justo restituir a cada um o que se lhe

deve. Parece-me que diz bem, ao faz

er esta afirmação.

SÓCRATES:

Sem dúvida que não é fácil deixar de dar cr

é-dito a Simónides, pois é homem sábio e divino

. Em todo

o caso, tu, Polemarco, sabes tal

vez o que ele quer dizer

com isso, ao passo que eu ignor

o-o. Pois é evidente que

se alguém receber armas de um amigo em per

feito juízo,

e este, tomado de loucura, lhas r

eclamasse, toda a gente

diria que não se lhe deviam entregar

, e que não seria justo

restituir-lhas […]. E contudo, f

ica-se a dever, penso eu,

uma coisa que foi entregue em depósito? O

u não?

POLEMARCO:

Fica.

SÓCRATES:

Mas de modo algum se deve restituir

, quando

alguém que esteja privado da raz

ão reclamar?

POLEMARCO:

É verdade – disse ele.

SÓCRATES:

Então não é isto, mas outra coisa,

ao que

pa-rece, que Simónides quer dizer, r

elativamente a ser justo

restituir-se o que se deve.

Platão. (2017). República. Trad. Mar

ia Helena da Rocha Pereira. Lisb

oa:

Fundação Calouste Gulbenkian, pp

. 9-10 (adaptado)

ideias em diálogo

O que é a justiça?

Sócrates

Então, se um amigo te pedir

para guardar a sua arma e

depois enlouquecer, a coisa

certa a fazer é devolv

er-lha?!

Sócrates

Então, afinal, o que é a jus

tiça?

Sócrates

Polemarco saiu do grupo.

Não, nem pensar!

Polemarco

É restituir a cada um o que se lhe

deve.

Polemarco

Animação: Ideias

em diálogo – Sócrates

e Polemarco

14

INTRODUÇÃO À FILOSOFIA E AO

FILOSOFAR

Os mesmos diálogos estão disponíveis sob a forma

de divertidas animações em Aula Digital.

QUE

DIVERTIDO!

Sócrates mostrou que a definiç

ão de jus

gundo a qual “é justo res

tituir a cada um o

situações, demonstrando que tal

vez este n

Algo de semelhante aconteceu q

uand

guntou:

“O que é a coragem?”

, e tam

t ?”

ou quand

Platão. (2017). República. Trad. Mar

ia Helena da Rocha Pe

Fundação Calouste Gulbenkian, pp

. 9-10 (adaptado)

Animação: Ideias

em diálogo – Sócrates

e Polemarco

do perguntou aos

ser especialistas nos respetiv

os assu

mento a respeito dos mesmos. F

oi aí qu

r a mensagem do orácul

o. Ao contrári

nto, mas quando devidamente ques

tion

a, ele pelo menos tinha

consciência da

Os mesmos diálogos estão disponíveis sob a forma

de divertidas animações em Aula Digital.

QUE

DIVERTIDO!

“O que é o conhecimento?”

, ou quand

leza?”

. Enfim, aqueles que reclama

vam

acabavam por revelar o seu

desconhecim

fez luz, e Sócrates acabou por perce

ber

queles que julgam pos

suir o conhecimen

acabam por demonstr

ar a sua ignorância

ignorância

.

14

INTRODUÇÃO À FILOSOF

S

IA E

E

E

AO

A

AO FI

AO FI

AO FI

O FI

O

FI

FI

SOF

LOSOF

LO

LO

L

LO

O

O

OSOF

OF

LO

LOSOF

OF

LOSOF

LO

AR

AR

A

A

AR

AR

AR

R

R

R

(10)

10

112

LÓGICA INFORMAL

Negar neg

Comecemos

ções. É fácil perc

gação é o mes

que ela nega

. P

verdade que a Mr

é o mesmo que di

cente”. Uma tabela

ideia ainda mais c

P” representa “

A M

tabela de v

erdade p

é verdade que a Mrs

pode ser preenchid

dando os seguintes p

Em primeiro lug

valor de v

erdade da

contra imediatament

é o operador que tem

operador aplica-se ap

P”, por is

so, inverte o

apresenta.

A negação de proposições é outr

a

com-petência filosófica fundamental. Como

vi-mos,

a negação inver

te o valor de

ver-dade de uma proposição

, ou seja, quando

uma proposição é v

erdadeira, a sua negação

é falsa, e vice-v

ersa.

Isto significa que,

mostrando que a

negação de uma proposição é

verda-deira, mostramos que essa proposição

é falsa

.

Assim, quando um filósofo não aceita

uma dada tese, por e

xemplo, tem de saber

negar essa proposição par

a saber e

xata-mente qual é a tese que es

tá a defender

.

Si-milarmente, quando um filósofo não aceita a

conclusão de um argumento v

álido, terá de

negar (pelo menos) uma das suas

premis-sas. Como as teses e as premis

sas dos

argu-mentos surgem de todas as formas e feitios,

é importante que os filósofos saibam

negar todos os tipos de proposições

.

3. Como negar proposições

LÓGICA FORMAL

78

Diálogos apresentados sob a

forma de atraentes

bandas

desenhadas

ajudam o aluno

a captar os aspetos essenciais

da discussão de uma forma

didática e divertida.

Recursos que tornam o ensino

da filosofia estimulante e apelativo

Negar neg

Comecemos

ções. É fácil perc

gação

é

é

é

é o

o mes

que el

a

a

n

n

e

ega

. P

verdade que a Mr

é o mesmo

que di

cente”. Uma tabela

ideia ainda mais c

P” representa “

A M

tabela de v

erdade p

é verdade que a Mrs

pode ser preenchid

dando os seguintes p

Em primei

i

r

r

ro

o

lug

valor de verdade da

contra imediatament

é o operador que tem

operador aplica-se ap

P”, por is

so, inverte o

apresent

m-

i

-o

osições

(11)

11

gações

s pela negação de

nega-ceber que

negar uma

ne-smo que afirmar aquilo

Por exemplo, dizer “Não é

rs. White não é inocente”

dizer “A Mrs. White é

ino-la de verdade torna es

ta

clara. Consider

ando que

Mrs. White é inocente”

, a

para a proposição “Não

s. White não é inocente”

da conforme se segue

passos:

ugar

, determinamos o

a negação que se

en-te atrás de “P”, pois

m menor âmbito. Es

te

penas à proposição

os valores que es

ta

Outros diálogos

encontram-se

acessíveis para os alunos através de

códigos QR e também disponíveis

no Caderno de Apoio ao Professor.

Este

penas à proposição

os valores que

est

141

DETERMINISMO E LIBERD

ADE NA AÇÃO HUMANA

141

DETERMINISMO E LIBERD

ADE NA AÇÃO HUMANA

231

A NECESSIDADE DE FUNDAMENTAÇÃO DA MORAL – ANÁLISE COMPARATIVA DE DUAS PERSPETIVAS FILOSÓFICAS

ar que, para

é errado”

“a minha

quando

al-está

sim-ha

socie-omummente

ativismo é o

diversidade

mento:

Recurso multimédia

Diálogo sobre a

natureza da moralidade –

relativismo

Este diálogo

encontra-se

também disponível

no Caderno de Apoio

ao Professor.

(12)

12

1.

De acordo com o utilitarismo de Mill, a única coisa que tem valor intrínseco é...

A.

a boa vontade.

B.

a felicidade.

C.

o prazer espiritual.

D.

o prazer corporal.

2.

De acordo com o utilitarismo de Mill, uma ação é correta se, e só se, ...

A.

promove a felicidade do maior número de pessoas.

B.

promove o maior total de felicidade, independentemente da forma como está

dis-tribuída.

C.

promove a felicidade do próprio agente.

D.

promove a felicidade apenas daqueles que são dignos de ser felizes.

3.

O utilitarismo de Mill…

A.

é uma teoria hedonista, pois defende que a felicidade consiste apenas no prazer e

na ausência de dor.

B.

não é uma teoria hedonista, pois defende que a felicidade consiste apenas no prazer

e na ausência de dor.

C.

é uma teoria hedonista, pois defende que a felicidade não consiste apenas no prazer

e na ausência de dor.

D.

não é uma teoria hedonista, pois defende que a felicidade não consiste apenas no

prazer e na ausência de dor.

4.

O utilitarismo de Mill…

A.

é uma teoria deontológica, pois defende que as consequências não são o único fator

relevante para determinar o estatuto moral dos atos.

B.

é uma teoria deontológica, embora defenda que as consequências são o único fator

relevante para determinar o estatuto moral dos atos.

C.

é uma teoria consequencialista, pois defende que as consequências são o único

fa-tor relevante para determinar o estatuto moral dos atos.

D.

é uma teoria consequencialista, embora defenda que as consequências não são o

único fator relevante para determinar o estatuto moral dos atos.

consolida

consolida

os teus

os teus

conhecimentos

conhecimentos

#

agora_pensa_mais

A necessidade de fundamentação da moral –

análise comparativa de duas perspetivas filosóficas

GRUPO I · Seleciona a alternativa correta.

10 × 7 pontos = 70 pontos

Soluções no Caderno de Apoio ao Professor. Soluções das questões de escolha múltipla exclusivamente na edição do manual para o professor.

Teste interativo 1 Exclusivo do Professor

Teste interativo 2

A NECESSIDADE DE FUNDAMENTAÇÃO DA MORAL – ANÁLISE COMPARATIVA DE DUAS PERSPETIVAS FILOSÓFICAS 239

,

ç

,

,

A.

promove a felicidade do maior número de pessoas.

emente da forma c

nos de ser felizes.

de consiste apena

dade consiste ape

não consiste ape

dade não consi

ências não sã

equências sã

sequências s

consequênc

s atos.

#agora_pensa

REVISÃO

1.

O que é a posição original?

2.

O que é o véu de ignor

ância?

3.

Como são car

acterizadas as par

tes em confronto na posição original?

4.

Indica se são v

erdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmações que se seguem.

a.

Segundo Ra

wls, para que uma sociedade seja jus

ta deve assentar em

princípios que tenham origem num acordo real e efetiv

o entre cidadãos

livres e racionais.

b.

Segundo Ra

wls, as partes na posição original de

vem estar plenamente

informadas par

a que as suas escolhas sejam r

acionais.

c.

Segundo Ra

wls, as partes na posição original querem sal

vaguardar os

seus próprios interes

ses.

d.

Segundo Rawls, quanto mais igualitária for uma sociedade, mais jus

ta será.

e.

A teoria da jus

tiça de Rawls é por v

ezes designada “jus

tiça como

equi-dade”, porque gar

ante que as par

tes na posição original par

tem todas

da mesma posição e, por conseguinte, são imparciais na escolha dos

princípios da jus

tiça.

f.

A teoria da jus

tiça de Rawls é por v

ezes designada “jus

tiça como

equi-dade”, porque gar

ante que todos recebem e

xatamente a mesma

quan-tidade de bens primários.

g.

Segundo Ra

wls, as par

tes na posição original jamais consentiriam

numa distribuição desigual de bens, ainda que todos tiv

essem a ganhar

com isso.

h.

Segundo Ra

wls, as partes na posição original consentiriam numa dis

tri-buição desigual de bens, desde que todos tiv

essem a ganhar com is

so.

i.

A regra maximin

diz-nos que em situações com as car

acterísticas da

posição original é r

acional escolher como se o pior nos fos

se acontecer

.

j.

A regra maximin

diz-nos que em situações com as car

acterísticas da

posição original é r

acional escolher de forma a procur

ar maximizar a

nossa utilidade esper

ada.

DISCUSSÃO

5.

Imagina que A, B e C correspondem a diferentes clas

ses sociais e que os

valores apresentados no quadro que se segue correspondem ao

rendimen-to médio anual (em milhares de euros) de cada uma des

sas classes em

duas sociedades pos

síveis.

F F V F V F F V V F

5.1

De acordo com R

awls, qual

seria a sociedade mais jus

ta?

5.2

Concordas com a perspetiv

a

defendida por R

awls? Porquê?

A

B

C

Total

Sociedade

1

7

36

55

98

Sociedade

2

8

10

12

30

Soluções no Caderno de Apoio ao Professor. Soluções da questão 4 exclusivamente na edição do manual para o professor.

Atividade interativa

254 O PROBLEMA DA JUS TIÇA SOCIAL

RSPETIVAS FILOSÓFICAS 239 A DE DUAS PER

com as caracte

rísticas da

posição origina

l é racional escolhe

r como se o pior nos fos

se acontece

r.

j.

A regra maximin

diz-nos que em situações

com as car

acterísticas d

a

posição original é r

acional escolhe

r de forma a procur

ar maximizar a

nossa utilidade espe

rada.

DISCUSSÃO

5.

Imagina que A,

B e C correspondem a diferente

s classes sociais e

que os

valores apresentados no q

uadro que se segue correspondem ao

rendimen-to médio anual (em milhares de euros) de cada

uma dessas clas

ses em

duas sociedades

possíveis.

F

5.1

De acordo

com Rawls,

qual

seria a sociedade ma

is justa?

5.2

Concordas

com a pers

petiva

defendida por R

awls? Porquê?

A

B

C

Total

l

l

l

l

Sociedade

1

1

1

1

1

1

1

1

1

1

1

1

1

1

7

7

36

55

98

Sociedade

2

2

2

2

2

2

2

8

8

8

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O PROBLEMA DA JUSTIÇA SOCIAL

Fichas

formativas

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