UNIVERSIDADE CÂNDIDO MENDES
AVM - PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU
AS CONTRIBUIÇÕES E OS DESAFIOS DA ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL E PEDAGÓGICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Por: Andreia de Andrade de Oliveira
Orientadora:
Flávia Cavalcanti
Rio de Janeiro 2020
DOCUMENTO PROTEGIDO PELA LEIDE DIREITO AUTORAL
UNIVERSIDADE CÂNDIDO MENDES AVM - PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU
AS CONTRIBUIÇÕES E OS DESAFIOS DA ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL E PEDAGÓGICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Apresentação de monografia à AVM Faculdade Integrada, como requisito parcial para obtenção do grau de especialista em Orientação Educacional e Pedagógica.
Por: Andreia de Andrade de Oliveira
Rio de Janeiro 2020
AGRADECIMENTOS
DEDICATÓRIA
RESUMO
Esta pesquisa abordou o contexto histórico da Orientação Educacional e Pedagógica até a atualidade, bem como a atuação e as contribuições na Educação Infantil envolvendo os aspectos sociais, intelectuais, físicos, emocionais e afetivos de forma harmônica no ambiente escolar. A abordagem também envolveu a atuação da Orientação Educacional e Pedagógica compreendendo o desenvolvimento pleno de crianças na Educação Infantil até os cinco anos e onze meses de idade, no processo de ensino e aprendizagem, contribuindo para a adaptação do currículo na proposta da inclusão, criando possibilidades e uma diversidade de ações desenvolvendo todos os aspectos educacionais.
METODOLOGIA
Os métodos que levam ao problema proposto têm como base a coleta de dados mediante a leitura de livros científicos com a abordagem das teóricas dos seguintes autores: A. A. S. Oliveira, Aracy Muniz Freire, Colin Heywood, Demerval Saviani, E Levin, Eloisa Lopes Franco, Hamilton Werneck, Heloísa Luck, Marlene Carvalho, M.
de F. Minetto, Miranda Gomes, Míriam P. S. Zippin Grinspun, Olívia Porto, Phillippe Áriès e Sônia Kramer.
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO 08
CAPÍTULO I - O contexto histórico da Orientação Educacional e Pedagógica 10
CAPÍTULO II - Visão holística dos desafios da Orientação Educacional e Pedagógica no cotidiano educacional da Educação Infantil 15
CAPÍTULO III - A importância da adaptação do Currículo na Educação Infantil levando em conta o aspecto da inclusão 23
CONCLUSÃO 28
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA 29
ÍNDICE 31
FOLHA DE AVALIAÇÃO 32
INTRODUÇÃO
A intencionalidade da pesquisa desta monografia visou a reflexão da atuação significativa da Orientação Educacional e Pedagógica e os desafios na Educação Infantil, envolvendo os aspectos das inúmeras atribuições em relação ao corpo docente e discente do contexto escolar, bem como a elaboração do currículo que contemple a inclusão de crianças com necessidades educacionais especiais.
O estudo permeia não apenas os aspectos históricos, mas as competências da Orientação Educacional e Pedagógica, contudo apontando para o enriquecimento das relações de todos os indivíduos envolvidos no processo educacional, os conflitos, as possibilidades e as dificuldades envolvendo o corpo docente, discente, responsáveis e comunidade.
A fundamentação teórica se fez necessária em questões da conceituação da Orientação Educacional e Pedagógica na Educação Infantil, tendo em vista a necessidade urgente de repensarmos a problemática da convivência cotidiana, o desenvolvimento, o avanço pedagógico e a busca pelo bem-estar coletivo.
Assim, através deste estudo pautado em princípios éticos que permeiam a formação do indivíduo e a fim de que haja uma melhor compreensão dos assuntos abordados, foi realizada uma pesquisa bibliográfica a partir da análise dos livros científicos pautadas na revisão de literatura dos seguintes teóricos: A. A. S. Oliveira, Aracy Muniz Freire, Colin Heywood, Demerval Saviani, E Levin, Eloisa Lopes Franco, Hamilton Werneck, Heloísa Luck, Marlene Carvalho, M. de F. Minetto, Miranda Gomes, Míriam P. S. Zippin Grinspun, Olívia Porto, Phillippe Áriès e Sônia Kramer.
No primeiro capítulo deste trabalho a abordagem será do contexto histórico da Orientação Educacional e Pedagógica, no segundo capítulo retratará a abrangência da visão holística dos desafios da Orientação Educacional e Pedagógica no cotidiano educacional da Educação Infantil e no terceiro capítulo haverá a culminância da importância da adaptação do Currículo na Educação Infantil levando em conta o aspecto da inclusão.
A justificativa da escolha desse tema é devido a necessidade de se ter um trabalho profissional dentro da escola que gere uma educação de qualidade, onde a prática pedagógica seja adequada ao trabalho na Educação Infantil e por isso é de
extrema importância e seriedade a contribuição para uma melhor atuação da Orientação Educacional em suas relações no dia a dia educacional, visando o desenvolvimento do aluno nos diversos saberes com uma formação carregada de valores estéticos e autonomia.
CAPÍTULO I
O CONTEXTO HISTÓRICO DA ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL E PEDAGÓGICA
A Orientação francesa e americana influenciou a Orientação Educacional brasileira em relação ao aconselhamento (GRINSPUN, 2011, p. 26). Nesse contexto inicial a educação era elitista, porém com o passar dos anos alguns avanços aconteceram. Em 1924 foi criada a ABE - Associação Brasileira de Educação e em 1931 foi criada por Lourenço Filho a Fundação do primeiro serviço público de Orientação Profissional, essas instituições promoveram debates muito significativos.
“Conhecer e respeitar as necessidades e interesses da criança, partir da realidade do aluno e estabelecer relações entre a escola e a vida social são diretrizes do pensamento escolanovista” (CARVALHO, 2005, p. 32). No ano de 1932 aconteceu mais um marcante fato histórico, onde os escolanovistas publicaram o Manifesto dos Pioneiros da Escola Nova. Esses Pioneiros da Educação Nova propuseram uma escola obrigatória e gratuita à população e romperam com o ensino tradicional.
Sendo assim, surgiu a necessidade da atuação da Orientação Educacional e Pedagógica devido alguns conflitos, incertezas e carências pessoais vividas pelos alunos no espaço escolar que afetavam diretamente a vida acadêmica e precisavam de uma intervenção mediadora e eficiente.
A expressão Orientação Educacional apareceu a partir do Decreto de Lei 4.073, de 30 de janeiro de 1942, essa Lei Orgânica do Ensino Industrial foi uma legislação federal brasileira com uma “visão pouco acadêmica, mas simplista”, segundo Porto (2009). Logo mais à frente em 9 de setembro também de 1942, a Lei Orgânica do Ensino Secundário 4.244, estabeleceu oficialmente a função da Orientação Educacional para “cooperar no sentido de que cada aluno se encaminhe convenientemente nos estudos e na escolha da sua profissão, ministrando-lhe esclarecimentos e conselhos, sempre em entendimento com a
sua família”, a Orientação seguiu no Brasil por tal instituição legal. GRINSPUN (2011, p. 28).
Mais precisamente em 26 de setembro de 1973, foi homologado o Decreto 72.846, que regulamentou a profissão da Orientação Educacional. Desde então até os dias de hoje, o orientador educacional e pedagógico, não se limita apenas ao atendimento ao aluno-problema, mas envolve todo o contexto escolar, bem como os responsáveis pelos alunos e a equipe técnico pedagógica.
Segue artigos importantes para serem observados:
• Art. 1º - O objeto da Orientação Educacional: a assistência ao educando pode ser feita individualmente ou em grupo, nas escolas de Ensino Fundamental e Médio, “visando ao desenvolvimento integral e harmonioso de sua personalidade, ordenando e integrando os elementos que exercem influência em sua formação e preparando-o para o exercício da cidadania” (BRASIL, 1973).
• Artigos 2º e 3º - Quem pode atuar como Orientador Educacional são aqueles licenciados em Pedagogia e habilitados em Orientação Educacional e os diplomados em nível de pós-graduação nessa especialização.
• Art. 5º - Tal profissão será exercida na órbita pública e privada,
“por meio de planejamento, coordenação, supervisão, execução, aconselhamento e acompanhamento relativos às atividades de orientação educacional, bem como por meio de estudos, pesquisas, análises, pareceres compreendidos no seu campo profissional”.
• Art. 9º - Dispôs de outras atribuições a esse profissional, como
“participação no processo de identificação das características básicas da comunidade, da caracterização da clientela escolar, da elaboração do currículo pleno da escola, da composição, caracterização e acompanhamento de turmas e grupos e da integração escola-família-comunidade”.
Na visão de Míriam Grinspun, especializada em Orientação Educacional:
“Os licenciados, hoje, em Pedagogia estão relacionados à Educação Infantil e às séries iniciais, bem como às áreas de atuação contempladas nas grades curriculares de seus cursos. Mediante essas indicações e novas diretrizes curriculares, destacamos a formação dos supervisores e orientadores
educacionais que acontecem no nível de pós-graduação que anteriormente acontecia de um modo geral na graduação.” (2008, p. 156).
Já segundo Grinspun: o orientador, era um agente de mudança e um terapeuta que deveria rogerianamente atender o aluno-problema, transformou-se em um facilitador da aprendizagem assumindo seu compromisso político com mais competência técnica. GRINSPUN (2011, p. 31).
De acordo com Mirian Paura Sabrosa Zippin Grinspun, surgiu no Brasil no ano de 1924, no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, no campo da Orientação Profissional, a Orientação Educacional nas oficinas das estradas de ferro, por intermédio do engenheiro suíço Professor Roberto Mange e Italo Bologna. Dando início em 1930 ao serviço de sistematização de seleção, orientação e formação de aprendizes na cidade de Sorocaba no estado de São Paulo.
Em 1931 também no estado de São Paulo, o professor Lourenço Filho criou o primeiro Serviço Público de Orientação Profissional brasileiro no Instituto de Educação da Universidade de São Paulo. Logo após no ano de 1933 o Código de Educação do estado de São Paulo instituiu o curso vocacional para realizar a Orientação Profissional, com aqueles que queriam ingressar no Ensino Médio e já haviam concluído o Ensino Primário.
Aracy Muniz Freire em 1934 realizou uma marcante tentativa de implementação da Orientação Educacional na Escola Amaro Cavalcanti no Rio de Janeiro, onde foi instalado o serviço de Orientação Educacional cinco anos após.
"A panaceia para todos os fracassos dos processos educativos" (Freire, 1940, p.14). Foi considerado o conceito muito amplo e sem características próprias de Orientação Educacional. A expressão Orientação Educacional só aparece oficialmente no Brasil, a partir da Lei Orgânica do Ensino Industrial, com o Decreto de Lei 4.073, de 30 de janeiro de 1942.
Seguindo essa linha do tempo, surge em 1945 o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI, que desenvolvia o sistema de Orientação Profissional e Educacional a partir dos cursos vocacionais atendendo as disposições legais.
É aprovado pelo Ministério da Educação no Colégio Pedro II em 1946, a Orientação Educacional, abrangendo “a assistência do aluno à vida disciplinar no colégio à formação espiritual, o amor e a veneração pelos grandes feitos da história pátria, bem como pelos ideais e interesses da nação brasileira." (Brasil, 1946).
A Fundação Getúlio Vargas criou o Instituto de Seleção e de Orientação Profissional - ISOP no ano de 1947 no Rio de Janeiro, onde o psicólogo Emílio Mira y Lópes era o diretor, contribuindo através de testes, estudos e instrumentos de medida a preparação qualificada de profissionais.
O regime técnico-administrativo dos cargos da Orientação Educacional e o primeiro Manual de Trabalho da Orientação Educacional conceituando diversas funções foi publicado tão somente no ano de 1952.
No ano de 1958, a Orientação Educacional foi definida pelo diretor do Ensino Secundário ao Ministro da Educação e Cultura como: "A Orientação Educacional é um serviço que integra o programa escolar, destinada a promover, em bases científicas, o máximo de desenvolvimento das virtualidades do educando, recorrendo para técnicas adequadas por meio da personalidade do orientador." (FRANCO 1971, p. 16). Regulamentando assim o exercício da função do Orientador Educacional no ensino secundário
O Capítulo IV do Decreto 47.038 de 16 de outubro de 1959, regulamentou à Orientação Educacional e Profissional, auxiliando de maneira geral os problemas escolares e a resolução de problemas emocionais. Houve então a criação do Serviço de Orientação Educacional - SOE que se responsabilizava pelos estudos dirigidos e o rendimento escolar dos alunos.
Pontuaremos sequencialmente vários aspectos da legislação educacional que contemplaram a Orientação Educacional e Pedagógica levando em conta as diferentes abordagens ao longo dos anos.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei 4.024, de 20 de dezembro de 196, estabeleceu normas na formação da Orientação Educacional e sinalizou a necessidade da atuação efetiva dessa Orientação Educacional.
Na Lei 5.540, de 28 de novembro de 1968 estabeleceu-se a conceituação da Orientação Educacional, de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases.
Em 21 de dezembro de 1968, a Lei 5.564 estabeleceu que a atuação da orientação pode ser individual ou coletiva; o educando é o objeto principal da Orientação Educacional; o local de atuação são as escolas no nível primário e médio; o objetivo da Orientação Educacional é o desenvolvimento integral do aluno para o exercício das opções básicas.
“Será instituída, obrigatoriamente, a Orientação Educacional, incluindo aconselhamento vocacional, em cooperação com os professores, a família e a comunidade." (Brasil, 1971). O Art. 10 da Lei 5.692 de 11 de agosto de 1971, instituiu a obrigatoriedade da Orientação Educacional e o aspecto vocacional também foi atribuído a Orientação Educacional, incluindo o papel de inter- relacionamento realizado através do entrosamento da escola com a família e a comunidade; cabe a Orientação Educacional o trabalho de planejamento, execução e avaliação; para a formulação de uma filosofia básica da educação, se torna indispensável o trabalho integrado da Orientação Educacional juntamente com a Orientação Pedagógica (art. 1 c;> da lei).
CAPÍTULO II
VISÃO HOLÍSTICA DOS DESAFIOS DA ORIENTAÇÃO
EDUCACIONAL E PEDAGÓGICA NO COTIDIANO EDUCACIONAL DA EDUCAÇÃO INFANTIIL
Um dos maiores desafios ao longo dos anos para a Orientação Educacional e Pedagógica na educação Infantil foi o estabelecimento de uma relação dialógica de acordo com as demandas dos alunos, professores, família e comunidade como um todo, no processo de ensinar e aprender de acordo com as inúmeras mudanças sofridas na sociedade.
Segundo Hamilton Werneck:
Quem não se rende a tentação do ninho jamais aprende a voar.
Quem não se aventura pelos mares verá o acaso de seu barco apodrecer em plenos cais. Quem não ousar na vida profissionalmente ficará superado porque não foi capaz de dialogar com as mudanças que o tempo ofereceu. WERNECK (1996, p.80)
Às vezes é primordial, na atuação da Orientação Educacional e Pedagógica atender a resolução de problemas que requer um envolvimento maior e uma continuidade na análise e resolução de cada caso apresentado na prática educacional.
É imprescindível promover palestras, realizar reuniões periódicas e atividades significativas envolvendo os responsáveis. Esse trabalho integrado de toda equipe técnico-pedagógica visa alcançar uma educação de qualidade e o desenvolvimento integral do aluno.
A partir dessas ações desafiadoras que estabelecem uma parceria entre a escola e a família, o estreitamento dessa relação no processo educativo torna-se possível, inclusive podendo rever os retrocessos vivenciados anteriormente.
De acordo com Phillippe Áriès (1981) na França por volta do século XVI, não existia a consciência sobre o universo infantil, essa concepção de infância estava baseada na pobreza e caridade, no abandono e favor. Não existia conforme hoje o sentimento do cuidado. (ÁRIÈS, 1981).
Por longos anos a responsabilidade de cuidar e educar das crianças era apenas da família, entretanto vários estudos mostram que no contexto familiar
existiam crianças, mas sem infância, pois eram vistas como mini adultos e não se entendia a infância como uma etapa de características e necessidades próprias, não sendo relevante que os educadores necessitassem de qualquer habilidade especial.
Cada criança era vista como páginas em branco preparadas para o mundo adulto e assim eram ensinadas a portar-se como tal, onde a criança só precisava ser ensinada/treinada, por serem vistas apenas como seres biológicos necessitados de cuidados e disciplina, para transformarem-se em adultos socialmente aceitos e adequados. (LEVIN, 1997).
Finalmente nos séculos XV, XVI e XVII a infância foi encarada e reconhecida como uma fase onde as crianças precisavam de tratamento especial, antes de integrarem-se no mundo dos adultos” (HEYWOOD, 2004, p.23). A preocupação nessa época era que as crianças não se misturassem com os adultos.
Na medida em que a criança saiu do anonimato, a família organizou-se em torno da criança, dando importância e se fazendo necessário limitar o número para melhor cuidar dela. (ÁRIES,1981, p.12).
Ocorreu uma mudança, na forma de enxergar que as crianças eram como adultos imperfeitos. Tal mudança estava diretamente ligada ao sentimento de que a criança é especial, diferente e digna de ser estudada por si só” (HEYWOOD, 2004, p.10).
Atualmente a infância é vista de outra forma. Esta evolução só foi possível porque a sociedade constantemente se modifica e avança em tratar a infância dentro do contexto social.
A história mostra a infância em um novo cenário de organização familiar e econômica, além de apontar a necessidade de espaços mais adequados para as crianças e compreender a importância de ter profissionais mais preparados.
No âmbito legal educacional brasileiro, são consideradas uma série de conquistas, pautadas nos direitos das crianças no que se refere a Educação Infantil.
No seu artigo 208, inciso IV da Constituição Federal de 1988 ficam assegurados os seguintes direitos da criança no que tange à Educação
Infantil:
O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de:
• IV - atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a seis anos de idade
• IV - educação infantil, em creche e pré-escola, às crianças até 5 (cinco) anos de idade.
A Constituição em vigor também traz um detalhamento da responsabilidade pela oferta da Educação Infantil:
• O artigo 211, § 2º, dispõe que os Municípios atuarão prioritariamente no ensino fundamental e na Educação Infantil.
Para tanto, preceitua o artigo 212 que a União aplicará, anualmente, nunca menos de 18% (dezoito por cento) e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios 25% (vinte e cinco por cento), no mínimo, da receita resultante de impostos, compreendida a proveniente de transferências, na Educação.
Estabelece ainda no artigo 23, inciso V, a competência comum de proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação e à ciência e, destes entes políticos-administrativos, somente os Municípios estão impedidos de legislar sobre Educação e proteção à infância, segundo dispõe o seu artigo 24, incisos IX e XV, respectivamente.
É assegurado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) – Lei 8069 de 13 de julho de 1990 em complemento a Constituição Federal o direito:
• Art. 53. A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-se-lhes:
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
II - direito de ser respeitado por seus educadores; III - direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias escolares superiores;
IV - direito de organização e participação em entidades estudantis;
V - acesso à escola pública e gratuita próxima de sua residência. Parágrafo único. É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico, bem como participar da definição das propostas educacionais. Art. 54. É dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente:
IV - atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a seis anos de idade.
Visando sempre uma Educação Infantil de qualidade, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394/1996, inseriu a Educação Infantil como parte da Educação Básica e assim as crianças passaram a ter esse direito assegurado por uma lei no âmbito educacional: Seção II - Da Educação Infantil
• Art. 29º. A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade.
• Art. 30º. A educação infantil será oferecida em: I - creches, ou entidades equivalentes, para crianças de até três anos de idade;
II - pré-escolas, para as crianças de quatro a seis anos de idade.
• Art. 31º. Na educação infantil a avaliação far-se-á mediante acompanhamento e registro do seu desenvolvimento, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental.
Já de acordo com os Referenciais Curriculares da Educação Infantil, 1998, p. 15, os princípios da Educação da criança de zero a seis anos devem ser:
• O respeito à dignidade e aos direitos das crianças, consideradas nas suas diferenças individuais, sociais, econômicas, culturais, étnicas, religiosas, etc.
• O direito das crianças a brincar, como forma particular de expressão, pensamento, interação e comunicação infantil;
• O acesso das crianças aos bens socioculturais disponíveis, ampliando o desenvolvimento das capacidades relativas à expressão, à comunicação, à interação social, ao pensamento, à ética e à estética.
• A socialização das crianças por meio de sua participação e inserção nas mais diversificadas práticas sociais, sem discriminação de espécie alguma;
• O atendimento aos cuidados essenciais associados à sobrevivência e ao desenvolvimento de sua identidade.
Ainda de acordo com os Referenciais Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (MEC, 1998), os objetivos gerais da Educação Infantil são: Desenvolver uma imagem positiva de si, atuando de forma cada vez mais independente, com confiança em suas capacidades e percepção de suas limitações;
• Descobrir e conhecer progressivamente seu próprio corpo, suas potencialidades e seus limites, desenvolvendo e valorizando hábitos de cuidado com a própria saúde e saúde e bem-estar;
• Estabelecer vínculos afetivos e de troca com adultos e crianças, fortalecendo sua autoestima e ampliando gradativamente suas possibilidades de comunicação e interação social;
• Estabelecer e ampliar cada vez mais as relações sociais, aprendendo aos poucos a articular seus interesses e pontos de vista com os demais, respeitando a diversidade e desenvolvendo atitudes de ajuda e colaboração;
• Observar e explorar o ambiente com atitude de curiosidade, percebendo-se cada vez mais como integrante, dependente e agente transformador do meio ambiente e valorizando atitudes que contribuam para sua conservação;
• Brincar, expressando emoções, sentimentos, pensamento, desejos e necessidades;
• Utilizar as diferentes linguagens (corporal, musical, plástica, oral e escrita) ajustadas às diferentes intenções e situações de comunicação, de forma a compreender e ser compreendido, expressar suas ideias, sentimento, necessidades e desejos e avançar no seu processo de construção de significados, enriquecendo cada vez mais sua capacidade expressiva;
• Conhecer algumas manifestações culturais, demonstrando atitudes de interesse, respeito e participação frente a elas e valorizando a diversidade.
Em relação as conquistas das crianças na escola, é possível afirmar que tais transformações da Educação Infantil apontam um significativo avanço, quanto a garantia de vários direitos das crianças. Bem como a valorização do profissional que deixou de ser visto como cuidador, sobrepondo-se a esta sua função docente evoluindo do campo assistencialista.
Em uma visão ampla, na medida que os resultados positivos vão sendo conquistados no contexto histórico abordado, é notório a importância do Orientador na Educação Infantil, considerando os problemas que a escola enfrenta com os educandos e as dificuldades na aprendizagem.
Conforme vão surgindo os desafios no ambiente escolar, o Orientador busca a mediação entre os professores, funcionários, alunos e familiares. Atuando também junto aos gestores e toda comunidade escolar. Assim compreendemos o papel atuante do Orientador Educacional e Pedagógico na mediação direta dos conflitos, articulando o trabalho pedagógico da melhor forma possível, abrangendo todos os aspectos da construção do indivíduo.
É importante criar ações voltadas para os alunos e assim potencializar mais uma vez a função da Orientação Educacional e Pedagógica em relação a construção das atividades propostas, nessa fundamental etapa da Educação Infantil.
Para isso se faz necessário que as relações pedagógicas e sociais se entrelacem com a atuação do Orientador, promovendo o incentivo da busca por uma formação continuada.
A atuação do Orientador Educacional e Pedagógico é importante para manter a organização e o bom andamento do trabalho no ambiente escolar,
acompanhando o desenvolvimento dos alunos, elaborando relatórios das dificuldades que as crianças apresentam, tanto na questão de socialização, quanto na parte pedagógica de acordo com suas potencialidades.
O Orientador Educacional e Pedagógico contribui na solução dos problemas numa perspectiva de melhor compreensão do sujeito e de suas relações a fim de promover uma educação prazerosa e de qualidade.
Um outro ponto determinante a ser refletido é a imparcialidade com que o Orientador observa cada criança, incorrendo a respeito dos princípios éticos da compreensão do educando. Tendo então que estabelecer uma relação dialógica envolvendo os problemas diários, associados às normas e regulamentos que nem sempre funcionam, limitando assim o grau de expectativas em torno dele.
Conforme Heloísa Luck:
A atuação em Orientação Educacional obriga a uma proporção
relativamente pequena de alunos por Orientador Educacional.
Tal proporção, já considerada impraticável em países desenvolvidos como normas sistêmicas, ainda mais considerando a crescente necessidade de expansão das redes públicas de ensino. LUCK (2003, p. 26)
Na atualidade, grande parte das escolas desde a Educação Infantil primam pela fusão entre o conteúdo acadêmico adquirido e a parte emocional das crianças que contemplam a baixo autoestima, dificuldades nas relações intrapessoais e interpessoais.
A práxis da Orientação no ambiente escolar baseada na Lei nº 5.564/1968, envolve oferecer assistência individualizada ao educando visando seu desenvolvimento e fazendo a integração na sua formação, apropriando-se de conceitos sociais e psicológicos que nortearão o trabalho.
Nessa abordagem da questão do número elevado de alunos, em proporção a quantidade disponível de Orientadores na escola, certamente haverá um bom senso na distribuição de tarefas e no atendimento dos alunos, podendo ficar alguns sem receber uma escuta individualizada, sem contar a demanda do atendimento dos alunos com necessidades educacionais especiais.
Mediante a esse enfoque o Orientador Educacional e Pedagógico priorizará as necessidades mais emergentes, nessa tão desafiadora rotina diária que exige o equilíbrio na busca entre o ideal e o possível.
De acordo com a abordagem histórica que fizemos no decorrer desse trabalho, essa função de Orientador é de suma importância para a formação do indivíduo não só academicamente, mas também emocionalmente a partir de um trabalho ético.
Mirian Paura Sabrosa Zippin Grinspun diz que:
A orientação hoje está mobilizada com outros fatores que não apenas e unicamente cuidar e ajudar os alunos com problema. Há, portanto, necessidade de nos inserirmos em uma nova abordagem de Orientação voltada para a construção de um cidadão que esteja mais comprometido com seu tempo e sua gente. GRINSPUN (2012, p. 25)
Cada vez mais é evidente que é possível dentro do coletivo, singularizar, no entanto, é fundamental levar em conta as especificidades de cada criança e a bagagem familiar trazida por cada uma delas, associando à prática a teoria.
Daí a importância de o Orientador Educacional e Pedagógico conhecer a comunidade escolar, verificar as situações de conflitos apresentadas pelo corpo docente e discente, estabelecendo constante e efetivo diálogo que possibilita o resgate de valores dentro de uma educação mais democrática possível.
Vale ressaltar a importância das condições de trabalho favoráveis para docentes e discentes, oferecendo o acompanhamento em um ambiente adequado, atentando para as solicitações dos alunos em um espaço que proporcione um novo olhar e consequentemente, novos resultados.
Nessa ação integradora entre a Orientação e a escola, para Heloísa Lück:
O Orientador Educacional e Pedagógico assume a função de assistência ao professor aos pais, às pessoas da escola com os quais os educandos mantêm contatos significativos, no sentido de que estes se tornem mais preparados para entender e atender as necessidades dos educandos, tanto com relação aos aspectos cognitivos e psicomotores, com os afetivos. LÜCK (2013, p. 28)
Mediante a essa reflexão e análise dos desafios encontrados pelo orientador na Educação Infantil e percebendo a importância do reconhecimento do seu trabalho ficou mais nítido o quanto os bons resultados contagiam a todos os sujeitos envolvidos em uma construção coletiva, cujo objetivo é encontrar caminhos que facilitem o aprendizado e favoreçam o desenvolvimento pleno do educando.
CAPÍTULO III
A IMPORTÂNCIA DA ADAPTAÇÃO DO CURRÍCULO NA EDUCAÇÃO INFANTIL LEVANDO EM CONTA O ASPECTO DA INCLUSÃO
A objetivação do presente estudo é compreender e refletir sobre a importância da adaptação curricular na Educação Infantil, a fim de que haja um bom aproveitamento em consonância com o aspecto da inclusão.
Sendo assim, é muito importante o trabalho planejado em equipe acerca do currículo e da sua construção na Educação Infantil, onde é de suma importância o papel do orientador educacional e pedagógico enquanto mediador nessa construção, repensando ações e dando ênfase ao desenvolvimento acadêmico das crianças.
A etimologia da palavra currículo vem do latim curriculum, veremos que significa corrida e percurso a ser realizado. O currículo é de fato um percurso de diversas buscas, questionamentos e reavaliações levando em conta as experiências e vivências coletivas e individuais.
Na atividade educacional do cotidiano escolar, o currículo é uma peça central nas atividades de ensino que permeiam as atitudes, os valores e as disposições peculiares representando a essência da educação nos grupos da sociedade e situações estruturais alternativas que norteiam as pessoas em relação a compreensão de como entendem-se e percebem-se e atuam.
O currículo construído dentro do universo da Educação Infantil vai implicar na análise dos aspectos de como as crianças são vistas na família e dentro das Instituições de Educação Infantil. Dessa forma, se faz necessário explorar alguns conceitos do currículo e olhar atentamente a proposta pedagógica em uma perspectiva emancipatória voltada também para alunos com necessidades educacionais especiais.
Para Oliveira (2011, p. 183), a percepção e compreensão do currículo e da proposta pedagógica na Educação Infantil precisa estar vinculada ao cotidiano de cada criança e sua realidade social levando em conta as necessidades fundamentais de todos os interlocutores.
Não é pra ser compreendido o currículo, como um plano individualizado, mas sim uma obra aberta e um projeto coletivo, no qual se estabelece metas, levantam-se recursos, definem-se estratégias de cada etapa projetada na interação das crianças e seu comportamento.
O termo currículo segundo Pedra (1997), surgiu no início do século XX, nos Estados Unidos no processo da industrialização com a necessidade da mão de obra de trabalho e neste contexto deu início ao primeiro estudo realizado sobre o modo de pensar e de fazer o currículo.
A construção do currículo demanda uma intervenção por parte dos professores, alunos, família e sociedade. Dessa maneira, o pensamento de Sacristán (2000) vem contribuir para a construção do currículo na Educação Infantil, uma vez que o autor sugere essencialmente a participação de todos inseridos no processo de ensino e aprendizagem.
De acordo com a autora Heloísa Luck:
Uma ação educativa relevante e um currículo positivo unem em uma associação harmoniosa os conhecimentos, habilidades e sentimentos.
Consideram equilibradamente tanto as necessidades individuais como as de grupo, as pessoas e as institucionais. A educação sob esse ângulo traduz o ponto de vista da orientação educacional. O orientador tem uma posição única na escola, um dos seus desafios é saber lidar com as perspectivas do diretor para que haja um trabalho de grupo importante, nesse sentido o diretor cria condição de harmonia no ambiente de trabalho, assegurando que os demais participantes do processo educativo apoiem e incentivem ações. LUCK (2003, p. 25)
Para promover uma educação de qualidade e igualitária que contemple a todos, se faz necessário a adaptação do currículo por parte de toda equipe técnico- pedagógica, onde esse currículo precisa ser visto muito mais do que uma lista de conteúdo a serem aplicados em um determinado espaço de tempo.
Um currículo engessado nada tem a ver com uma proposta inclusiva e implica em uma limitação na aprendizagem no que se refere a adaptação do planejamento das aulas, impedindo a oferta de assuntos relevantes que seja significativo para todos e estratégias diversificadas.
No cotidiano escolar para atender as especificidades e limitações de cada aluno, inclusive os com necessidades educacionais especiais, os conteúdos curriculares devem ser bem abrangentes considerando a elaboração de programas paralelos e acessíveis.
Mediante as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, o contexto da instituição e das crianças relacionando-se com seus pares, são questões olhadas detalhadamente para assim construir o currículo a partir de experiências coletivamente compartilhas.
Subentende-se que na prática educacional o sucesso da inclusão, não depende somente de uma única pessoa, mas da participação de todos os envolvidos.
(MINETTO, 2008)
O processo de aquisição do conhecimento além de muitas pessoas, engloba também muitas emoções e sentimentos de acordo com as diferenças e especificidades das crianças, seus hábitos e valores da família, bem como os hábitos e valores dos educadores que atuam na escola.
De acordo com Sônia Kramer, considerar o aspecto sócio cultural de cada sujeito é indispensável na construção do currículo da Educação Infantil norteando as propostas pedagógicas nas diversas dimensões do processo educacional. (KRAMER, 2003, p. 22)
É possível vislumbrar um currículo que proporcione flexibilidade e enfatize os anseios do fazer pedagógico, considerando nesse processo educativo, as crianças como atores principais que tenham voz e para isso o papel mediador do orientador educacional e pedagógico na elaboração do currículo é fundamental, tendo uma boa escuta e pontuando as necessidades de acordo com as singularidades e diversidades das crianças.
Outros pontos a serem considerados no currículo em relação a inclusão, são as condições favoráveis do espaço físico escolar, a formação continuada e especialização dos professores em braile, libras... e capacitações para utilizar com eficácia os recursos didáticos no aprendizado.
A cada dia surgem novas propostas de inclusão, onde os alunos podem se apropriar do uso alternativo de diversas formas de aprender que são de grande valia para que as crianças com necessidades educacionais especiais possam ser incluídas nas atividades propostas.
A oferta da igualdade de oportunidades proporciona a valorização dos papéis sociais para que seja igualitário o valor entre as pessoas, considerando os talentos pessoais compatíveis de cada um, desenvolvendo a autonomia em um ambiente adaptado e acolhedor.
Cada vez mais, há a necessidade de repensar um currículo inclusivo, que comtemple adaptações curriculares e estratégias oportunizando a implementação de ações docentes que retratem uma legítima Educação Inclusiva com atividades diárias em sala de aula que proporcionem caminhos que facilitem a aprendizagem dos alunos com necessidades educacionais especiais.
Tais adaptações curriculares que vão sendo apresentadas compreendem flexibilizações na aplicabilidade de um currículo adaptado para uma aprendizagem significativa fundamentada na prática pedagógica inclusiva.
Os primeiros manifestos da inclusão relatados por Sinion (1991) na França, no século XX retratam os antissegregacionistas que vislumbravam uma educação inclusiva abrangente. No Brasil o discurso da inclusão surgiu nos anos 1960, mas foi na década de 80 que foi criada a Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência com o objetivo de dar a todos igualdades de condições para o acesso e permanência na escola. Este é um princípio que está na Constituição desde 1988. Art. 205. (Tessaro, 2005, p. 43).
A UNESCO, teve uma iniciativa em 1979 reunindo países da América Latina, definindo medidas de combate à exclusão. Vale ressaltar que logo nos anos seguintes, mais precisamente em 1994 foi realizada com participação de mais de trezentos representantes de noventa e dois governos e de vinte e cinco organizações internacionais, a famosa Conferência em Salamanca na Espanha, assegurando a educação para todos.
Tendo sido assinada a “Declaração de Salamanca”, um importante marco foi firmado no contexto histórico da inclusão educacional, recomendando para que as escolas ajustassem as necessidades dos seus alunos, priorizando todas as suas condições sociais e físicas.
Há no Brasil um compromisso político na efetivação dos aspectos da inclusão serem colocados em prática, para que a sociedade respeite à diversidade e onde a escola seja um espaço que favoreça a todos no exercício efetivo da cidadania.
Uma significativa e importante contribuição para o processo de ensino e aprendizagem é garantir não só a qualidade do ensino, mas valorizar as potencialidades e necessidades que cada criança tem. Pois para considerar uma escola como inclusiva, todos devem ser favorecidos independentemente da idade, sexo, etnia, raça, condição física ou social. Conhecer cada aluno, respeitá-lo e considerar suas potencialidades e necessidades é o que se espera de uma escola inclusiva.
Em relação aos currículos adaptados e as flexibilizações curriculares, o sistema educacional precisa garantir a todos os alunos, inclusive os com necessidades educacionais especiais, adaptações curriculares e estratégias nas ações de pequeno e grande porte.
Em meio a tanta evolução científica e avanços tecnológicos, o currículo vem evoluindo, para que realmente seja de todos e para todos. O que se espera é o pleno desenvolvimento dos alunos e para tanto os procedimentos tem que se regulamentar de acordo com as necessidades educacionais apresentadas do alunado de cada instituição de ensino.
Garantir o acesso do conhecimento e o desenvolvimento das potencialidades de cada um, é de responsabilidade de todos os sujeitos envolvidos no processo educacional. Para isso são feitas as adaptações curriculares referentes ao contexto de cada criança. Cada adaptação planejada e implementada com a colaboração do coletivo, deve ser comemorada, pois proporcionará avanços em vários aspectos no desenvolvimento do aluno como um todo, assegurando direitos à educação e à cidadania.
O ideal, é partir do pressuposto que o currículo irá sendo construído, não estando pronto e acabado, pois diante do olhar de cada educador estão as diferenças, dentro de um ambiente dinâmico tanto nas salas de aulas, quanto nos demais espaços escolares.
CONCLUSÃO
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WERNECK, Hamilton. Como vencer na vida sendo professor: Depende de você!
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ÍNDICE
FOLHA DE ROSTO 2
AGRADECIMENTOS 3
DEDICATÓRIA 4
RESUMO 5
METODOLOGIA 6
SUMÁRIO 7
INTRODUÇÃO 8
CAPÍTULO I O CONTEXTO HISTÓRICO DA ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL E PEDAGÓGICA 10
CAPÍTULO II VISÃO HOLÍSTICA DOS DESAFIOS DA ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL E PEDAGÓGICA NO COTIDIANO EDUCACIONAL DA EDUCAÇÃO INFANTIL 15
CAPÍTULO III A IMPORTÂNCIA DA ADAPTAÇÃO DO CURRÍCULO NA EDUCAÇÃO INFANTIL LEVANDO EM CONTA O ASPECTO DA INCLUSÃO 23
CONCLUSÃO 28
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA 29
ÍNDICE 31
FOLHA DE AVALIAÇÃO 32
FOLHA DE AVALIAÇÃO
Curso: Pós-Graduação Orientação Educacional e Pedagógica
Título da Monografia: As contribuições e os desafios da Orientação Educacional e Pedagógica na Educação Infantil
Orientadora: Flávia Cavalcanti
Autora: Andreia de Andrade de Oliveira
Matrícula: K240548
Avaliada por: ____________________________________________________
Conceito: _______________________________________________________
Data: ___ / ___ / 2020