0 EQ817 – Controle de Processos Material de Apoio
CONTROLE DE PROCESSOS
Material de Apoio
Prof. Flávio Vasconcelos da Silva
Profa. Ana Maria Frattini Fileti
DESQ/FEQ/UNICAMP
1 EQ817 – Controle de Processos Material de Apoio
1
Introdução
A obtenção de energia através da matéria não era dominada pelo homem no início da sua evolução, assim toda a
energia necessária para sua
sobrevivência era fornecida por seu próprio trabalho ou pelo trabalho de animais domésticos. Com o advento das máquinas a vapor (século XVIII), essa realidade foi alterada drasticamente pondo o homem em uma nova posição de executor “mental” das tarefas.
Nesse novo contexto, surgiu a necessidade natural de um esforço em tentar “controlar” esta nova fonte de energia, exigindo dele então muita intuição e experiência, além de expô-lo constantemente ao perigo devido à falta de segurança.
Devido à baixa demanda,
inicialmente esta nova tarefa foi
satisfatoriamente executada.
Entretanto, com o aumento acentuado da demanda, o homem viu-se obrigado a desenvolver técnicas e equipamentos capazes de substituí-lo, libertando-o de grande parte deste esforço braçal e mental. Surgindo, finalmente o conceito de controle automático.
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NECESSIDADE DO CONTROLE AUTOMÁTICO Incapacidade de manter as condições de controle Aumentar a Produtividade - Quantidade elevada - Rapidez da operação - Confiabilidade - Segurança - Menor mão-de-obra. - Maior eficiência. - Redução de Custos. 1.1.2 – Sinais de Processo
Sinais analógicos e sinais digitais
A transmissão analógica de
informações é caracterizada por uma contínua variação na amplitude do sinal transmitido. Os órgãos sensoriais humanos registram os estímulos do ambiente, tais como: luz, som, sabor, etc., essencialmente sob a forma de sinais analógicos.
Na engenharia de processos o sinal de 4-20 mA é transmitido de forma
analógica pura. Uma corrente
proporcional ao valor medido de uma grandeza percorre o circuito entre o transmissor e o controlador. Mudanças
na intensidade da corrente são
imediatamente registradas por
qualquer dispositivo presente no
circuito.
Um sinal analógico pode transportar muitas informações, como em um
sinal acústico, onde se pode
reconhecer o tom, a intensidade e o timbre. No caso do sinal de corrente de 4-20 mA, entretanto, somente a intensidade do sinal ou a sua presença ou ausência pode ser determinada.
O sinal digital não varia
continuamente, mas é transmitido em pacotes discretos de informação. A
informação não é imediatamente
interpretada devendo ser primeiro decodificada pelo receptor. Existem diferentes maneiras de transmiti-la; como pulsos elétricos que saltam entre dois diferentes níveis de tensão, em computadores e em barramento de campo, ou, como uma série de pulsos ópticos ou acústicos de diferentes durações, como ocorre no Código
1.1 – Controle de Processos
1.1.1 – Definição de Processo
Processo pode ser definido como um conjunto de elementos, ativos e/ou passivos, organizados de forma tal a executar uma função determinada. Geralmente os processos realizam transformações físicas e/ou químicas em matérias ou objetos (matérias primas) para a obtenção de produtos, porém também existem processos de natureza biológica e econômica.
Pode ser observado na Figura 1.1 que o processo (sistema) interage com o
meio ambiente que o circunda
através de sinais de entrada (ações) e saída (reações).
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Morse.
Não há limitação quanto ao conteúdo do sinal, podendo este transmitir além do valor da variável medida, outras informações a respeito do sensor. Uma das vantagens da transmissão digital é a economia de uma conversão A/D no início da linha e uma D/A no final. A conversão A/D é feita através
de uma amostragem do sinal
analógico a intervalos regulares. A taxa de amostragem influencia na resolução da conversão, mas os custos de conversão aumentam, havendo um compromisso entre a precisão e custo na determinação da qualidade da conversão.
Comunicação digital
Na comunicação digital o sinal,
composto de uma série de pulsos de tensão é enviado do transmissor para o receptor através de um meio de transmissão. Este pode ser um fio, fibra ótica ou ondas eletromagnéticas.
A informação está contida nas
mudanças entre dois níveis de tensão. Convencionalmente o nível alto de tensão representa o nível lógico 1 e a tensão baixo o nível lógico 0. Na Fig. 1.2 é ilustrado este conceito.
Figura 1.2 – Informação representada por
uma série de níveis de tensão
A unidade de informação,
representada pelos valores 0 e 1, é denominada bit-binary digit. O sistema de numeração binário, que utiliza
estes dois algarismos na sua
representação, é usado nos
microprocessadores. Um bit somente não é suficiente para o processamento de números e textos. Por isto se utiliza o byte, o bloco construtivo dos
caracteres alfanuméricos (letras,
números e outros símbolos),
constituído de 8 bits, que possibilita a comunicação entre operador e o
microprocessador. A comunicação,
envolvendo dois parceiros, exige que ambos sejam capazes de interpretar o sinal. Para isto se utiliza os códigos de controle e de dados, que informam o que está sento transmitido e de que modo. Exemplos de códigos são: o ASCII (Americana Standard Code of. Informativo Interchange) , o ANSI (American National Standard Institute) e o RTU (Remote Terminal Unit). O código hexadecimal é principalmente utilizado no endereçamento de bancos de memória, tendo a vantagem de encurtar a representação numérica facilitando a programação.
1.1.3 - Sistema de Controle
Os Sistemas de Controle estão
presentes nos mais variados
segmentos da sociedade moderna.
Aplicações cotidianas tais como:
controle de temperatura, controle de níveis de iluminação, controle de
níveis de líquidos, controle de
velocidades, controle de fluxo de fluidos nas mais diversas aplicações, controle de posição de satélites, direcionamento de navios e aeronaves, direcionamento automático de mísseis e sistemas de rastreamento de alvos e
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controles industriais (indústria
química, siderúrgica, eletrônica,
farmacêutica, etc.). Além de sistemas
de controle naturais, como por
exemplo, o equilíbrio da vida em ecossistemas.
Definição do sistema de controle
Um sistema de controle consiste de subsistemas reunidos com o propósito de controlar as saídas dos processos. Por exemplo, um forno produz calor
como resultado do fluxo de
combustível.
Neste processo, subsistemas
chamados de válvulas de combustíveis
e atuadores de válvulas de
combustíveis são usados para regular a temperatura de um ambiente, controlando a produção de calor do forno. Outros subsistemas tais como
termostatos, que agem como
sensores, medem a temperatura do ambiente.
Na sua forma mais simples, o sistema de controle leva a uma saída ou reposta para um dado estímulo ou entrada.
Por que controlar os processos?
Os princípios e as leis científicas que regem o controle de processos não têm sido alterados. O que tem sofrido muitas mudanças e evolução é o hardware disponível para executar as funções de medição e controle.
Dentro dos objetivos específicos do controle de processos, destacam-se:
• Aumento da produtividade
• Aumento da qualidade dos produtos
• Redução do consumo de energia
• Redução de rejeitos (poluição)
• Redução de produtos fora da
especificação
• Aumento da Segurança Operacional
• Aumento do tempo de vida útil dos
equipamentos
• Aumento da Operabilidade da Planta
Todos os motivos são vinculados à: qualidade, economia e segurança.
O engenheiro de sistemas de controle
Engenharia de sistemas de controle é
um campo excitante onde o
engenheiro se defronta com questões interdisciplinares e pode exercitar os seus talentos. O engenheiro de controle vai estar no topo de grandes projetos, engajado na fase conceitual de determinação ou implementação do desempenho total do sistema, funções de subsistemas, e a interconexão
dessas funções, incluindo
interfaceamentos, projetos de
hardware e de software bem como testes das plantas e procedimentos. Muitos engenheiros estão engajados em uma área específica, como por exemplo, projeto de circuitos ou
desenvolvimento de software.
Entretanto, o engenheiro de sistemas de controle vai interagir com pessoas
de inúmeras especialidades de
engenharia e ciências relacionando-se em todos os níveis, desde a concepção do projeto até a instalação, testes e operação. O engenheiro de controle pode estar trabalhando com sensores e motores, mas também com sistemas
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eletrônicos, pneumáticos e hidráulicos. O veículo espacial é outro exemplo da diversidade requerida do engenheiro de sistemas. Os conceitos de mecânica
orbital, propulsão, aerodinâmica,
engenharia elétrica e engenharia
mecânica estão todos envolvidos e
entrelaçados. De forma que o
engenheiro atuando na área de sistemas de controle vai ter a oportunidade de expandir o seu
horizonte de conhecimentos e
experiências bem além do currículo universitário.
Terminologia utilizada em sistemas de controle
Para facilitar o entendimento de alguns termos que a partir de agora
serão utilizados, apresenta-se a
seguir, de forma sucinta, suas
definições:
Variável do Processo (PV)
Qualquer quantidade, propriedade ou condição física medida a fim de que se
possa efetuar a indicação e/ou
controle do processo (também
chamada de variável controlada). Variável Manipulada (MV)
É a grandeza que é operada com a
finalidade de manter a variável
controlada no valor desejado (também chamada de variável de controle). Set Point (SP) ou Referência
É um valor desejado estabelecido
previamente como referência de
controle no qual o valor controlado deve permanecer.
Distúrbio (Ruído)
É um sinal que tende a afetar adversamente o valor da variável controlada (também chamado de Perturbação). O distúrbio pode ser: Distúrbio de set-point – utilizado para mudanças as condições de operação. O sinal de set-point é alterado e a
variável manipulada é ajustada
apropriadamente para alcançar a nova
condição de operação. Tipo de
perturbação freqüente no controle de servomecanismo (controle "servo"). Distúrbio na Carga – alterações inerentes ao comportamento dinâmico do processo. Perturbação freqüente no controle regulatório. O sistema de controle deve ser capaz de retornar o valor da variável controlado ao seu valor de referência.
Desvio
Representa o valor resultante da diferença entre o valor desejado e o valor da variável controlada (também chamado de Erro).
Ganho
Representa o valor resultante do quociente entre a taxa de mudança na saída e a taxa de mudança na entrada que a causou.
1.1.4 - Tipos de Controle
Controle manual
A figura simplificada a seguir
representa um tipo de controle
intuitivo realizado diariamente na grande maioria de nossas casas
(Controle de temperatura do
chuveiro). Todo ser humano possui uma temperatura ideal da água
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utilizada no banho (set point). Para se atingir e manter a temperatura
(variável controlada) no valor
desejado manipula-se a vazão de água. Este tipo de controle é, sem dúvida simples, e só é utilizado em operações rotineiras. Na indústria, de um modo geral, os controles são automáticos e o operador é substituído por um controlador que toma as decisões.
Figura 1.3 – Controle Manual
Controle automático
O controle automático é caracterizado pela presença de três elementos:
Sensor: dispositivo que transforma
parte da energia contida num
determinado ponto do processo num
sinal representativo (geralmente
proporcional) da variável que se mede (ou de outra relacionada com ela).
Controlador: dispositivo que determina o sinal de controle a ser aplicado ao processo em função do sinal atuante (erro).
Atuador: elemento final de controle
transforma o sinal de controle (baixa potência) na variável manipulada
(potência elevada) que age
diretamente sobre o processo.
Controle Auto-operado
O controle auto-operado utiliza a energia necessária para movimentar a parte operacional diretamente do sistema controlado, através de uma região de detecção. Deste modo, este
controle obtém toda a energia
necessária ao seu funcionamento do próprio meio controlado. Este controle é largamente utilizado em aplicações de controle de pressão e menos
comumente no controle de
temperatura, nível, etc.
Controle em Malha Aberta
O controle em malha aberta consiste em aplicar um sinal de controle
pré-determinado ao sistema com o
objetivo de se provocar na saída um determinado valor ou comportamento esperado.
Como exemplo, podemos considerar um operador experiente manipulando uma resistência de aquecimento de
um tanque. O tempo de
funcionamento da resistência para que a temperatura da água do tanque
alcance o valor estipulado, é
determinado intuitivamente pelo
operador. Apenas com muita sorte, a temperatura da água ao final do
tempo pré-determinado será
exatamente a desejada. Em geral, a temperatura da água ficará acima ou abaixo do valor desejado. Além das
possíveis variações devido às
oscilações na temperatura ambiente, na corrente elétrica, etc.
A característica que distingue os sistemas de malha aberta é a sua inabilidade de compensar qualquer distúrbio que eventualmente se some
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DESVANTAGENS VANTAGENS • Imprecisão • Nenhuma adaptação • Variações externas • Dependência humana •
Simples
•Baratos
DESVANTAGENS VANTAGENS Maior complexidade Mais caro Maior instrumentação Maior conhecimento do processo Maior a precisão do sistema Menor efeito de perturbações externas Maior estabilidade controlador ou à saída do processo.Sistemas em malha aberta são,
portanto, simples, incapazes de
promover compensação e são
acionados somente pelo sinal de referência. Uma torradeira é um exemplo de sistema de controle em malha aberta, onde a variável de saída é a cor da torrada. O dispositivo é projetado pressupondo que a torrada será tão mais escura quanto mais tempo permaneça sob ação do calor. Mas a torradeira não mede a cor da torrada, e nem considera a espessura da fatia de pão.
Controle em Malha Fechada
Na figura 1.4 é apresentada a configuração básica de uma malha fechada.
Figura 1.4 – Controle em malha fechada
No controle em malha fechada, informações sobre o sinal de saída são utilizadas na determinação do sinal de controle, realizado a partir de uma
realimentação da saída para a
entrada.
Para que ocorra uma ação frente às perturbações no sistema, o sinal de saída é comparado com um sinal de referência (set-point) e o desvio (erro) entre estes dois sinais é utilizado para
determinar o sinal de controle que deve efetivamente ser aplicado ao processo. O controlador utiliza o sinal de erro para determinar ou calcular o sinal de controle a ser aplicado à planta.
Considerando o mesmo exemplo da
resistência, supõe-se que a
temperatura desejada água no tanque é medida e o seu valor é comparado com uma referência pré-estabelecida. Se a temperatura for menor que a
referência, então se aplica à
resistência uma potência proporcional a esta diferença. Neste sentido, a temperatura da água tenderá a crescer diminuindo a diferença com relação à referência, tendendo a estabilizar no valor de referência ou em um valor muito próximo desta, garantindo ao sistema de controle uma boa precisão.
Variações da temperatura ambiente (que fariam variar a temperatura da água dentro do tanque) seriam
compensadas pelo efeito da
realimentação, garantindo ao sistema
capacidade de adaptação a
perturbações externas.
A realimentação é a característica do sistema de malha fechada que permite a saída ser comparada com a entrada.
Geralmente a realimentação é
produzida num sistema, quando existe uma seqüência fechada de relações de causa e efeito entre variáveis do sistema.
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Quando a realimentação se processa no sentido de eliminar a defasagem entre o valor desejado e o valor do processo, esta recebe o nome de realimentação negativa.
1.1.5 - Diagrama de Blocos
Um sistema de controle pode consistir de vários componentes, o que o torna bastante difícil de ser analisado. Para facilitar o seu entendimento e a fim de mostrar as funções desempenhadas por seus componentes, a engenharia
de controle utiliza sempre um
diagrama denominado “Diagrama de Blocos”.
Diagrama de blocos de um sistema é
uma representação das funções
desempenhadas por cada componente e do fluxo de sinais. Assim, conforme pôde ser visto na figura 4, os componentes principais de um sistema são representados por blocos e são integrados por meio de linhas que indicam os sentidos de fluxos de sinais entre os blocos. Estes diagramas são, então, utilizados para representar as relações de dependência entre as variáveis que interessam à cadeia de controle.
1.1.6 - Controle Feedback e Controle Feedforward
Um controlador feedback realiza a ação de controle a partir da medição
da variável controlada (ou da
inferência desta) fazendo uma
comparação com o valor de “set point”. Com base nesta diferença (erro) é calculado o valor dos sinais da
variável manipulada. A variável
manipulada é normalmente ajustada por válvulas de controle.
Um aspecto relevante do controle em feedback é que não se necessita
conhecer antecipadamente os
distúrbios que afetam o processo e nem se precisa estabelecer as relações entre os distúrbios e seus efeitos sobre o processo. é que se tomam as atitudes de controle.
O controle em feedback é o mais comum e o mais utilizado na prática. Enquanto o controle em feedback
responde ao efeito de uma
perturbação, o controle em feed forward responde diretamente às
perturbações, proporcionando um
controle antecipado.
A partir da medição de distúrbios é que se encontra a melhor atitude de controle sobre a variável manipulada. Em geral esta técnica é mais complexa e cara do que a de controle feedback.
Além disso, requer maior
conhecimento sobre o processo, sendo utilizado para aplicações complexas e críticas.
O controle feedforward apresenta as seguintes características:
• Age antes que o distúrbio chegue ao
sistema (vantagem)
• Não introduz instabilidade ao
sistema em malha fechada
(vantagem)
• Requerem identificação das
possíveis variáveis distúrbios
(desvantagem)
• Requer o conhecimento do modelo
do processo (relação entre distúrbio e o desvio) (desvantagem).
9 EQ817 – Controle de Processos Material de Apoio
O controle feedback apresenta as seguintes características:
• Não necessita reconhecimento dos
possíveis distúrbios (vantagem)
• Não requer modelo do processo
(vantagem)
• Pode introduzir instabilidade ao
sistema (desvantagem)
• Ação sobre a manipulada só é
tomada depois que o sistema sai do “set point” (desvantagem)
• Mais usado industrialmente.
1.1.7 - Análise de Resposta de Sistemas de Controle
Os sistemas de controle são
dinâmicos, respondendo a um estímulo de entrada passando por uma resposta transitória até alcançar a resposta de regime permanente, que geralmente assemelha-se à referência. Os três objetivos principais da análise e projeto de sistemas de controle são: produzir uma resposta transitória desejada, reduzir o erro em regime permanente e alcançar a estabilidade do controle. Questões inerentes ao projeto de um sistema de controle, tais como custo, sensibilidade de desempenho do sistema e variações
de parâmetros são também
relevantes.
Resposta transitória.
A resposta transitória é muito
importante no desempenho global do sistema de controle. Características relacionadas à rapidez e oscilação devem ser bem definidas para que uma resposta transitória satisfatória
seja alcaçada.
Resposta de regime permanente
A análise e projeto de sistemas de controle estão extremamente focados na reposta de regime permanente. A resposta do sistema deve retratar a referência, portanto a precisão da resposta de regime permanente é uma
preocupação. De forma que a
capacidade de identificar
quantitativamente o erro em regime permanente, bem como de impor ações corretivas para a sua redução são aspectos importantes.
1.2 – Projeto de um Sistema
de Controle
Normalmente, em um projeto de Sistema de Controle Realimentado, uma seqüência de procedimentos é realizada:
1) Obter um sistema físico que corresponda aos requerimentos do projeto.
Uma descrição qualitativa das diversas funções necessárias para que a planta realize os requerimentos do projeto. 2) Desenhar um diagrama de blocos funcional.
A descrição qualitativa é convertida em um diagrama de blocos que descreve as partes componentes do sistema, explicitando suas funções e/ou hardware requerido para o
desempenho das etapas
intermediárias. A interconexão dos blocos funcionais também é prevista.
10 EQ817 – Controle de Processos Material de Apoio
3) Desenhar um esquema do sistema.
Tendo definido os elementos
necessários ao sistema, deve-se
desenhar um esquema explicitando as
características físicas de cada
componente e de suas interconexões. 4) Desenvolver o modelo matemático. Obtido pela aplicação das leis que governam os sistemas físicos. Três formas distintas de representação matemática das funções dos diversos elementos que compõem o projeto são
normalmente utilizadas: equações
diferenciais, funções de transferência e variáveis de estado.
5) Reduzir o diagrama de blocos.
A descrição da planta em diversos subsistemas leva a um diagrama com grande número de blocos. O próximo passo então é promover a redução do diagrama de blocos, onde o sistema
como um todo passa a ser
representado por um número reduzido de blocos.
6) Proceder a análise e desenvolver o projeto.
Com o diagrama de blocos reduzido a próxima fase é então de análise do projeto, onde se verifica se as
especificações e o desempenho
requeridos no projeto estão sendo atendidos. Nesta fase ajuste dos parâmetros do sistema são realizados, e se as especificações não são atendidas, então hardware adicional deve ser incorporado ao projeto de forma a se alcançar o desempenho desejado.
Sinais de teste são utilizados como
referência, tanto na simulação
matemática, como na fase de testes experimentais. Não é prática a escolha de sinais complicados de entrada para analisar o desempenho do sistema. Sinais de teste são normalmente simples tais como impulso, degrau, rampa, parábola e senóides.
Objetivos de controle Modelo do Processo Estratégia de Controle Seleção de Equipamentos Instalação do Sistema Ajuste das Configurações Informação dos Processos Teoria de Controle de Processos Princípios Físicos e Químicos Experiência de processos existentes Gerenciamento dos Objetivos Dados do Processo Informação dos Vendedores Simulação Simulação Base de Informação Ativ. do Engenheiro SUCESSO
?
11 EQ817 – Controle de Processos Material de Apoio
1.3 – Modelo Matemático de
um Sistema
O método de experimentação é baseado em um princípio científico, entretanto apresenta limitações:
• muito caro;
• muito perigoso. O treinamento de
operadores de plantas nucleares para reagir a situações perigosas em plantas nucleares reais pode ser inapropriado;
• o sistema pode (ainda) não existir.
Em vista destas limitações pode-se utilizar uma ferramenta bastante útil: A Modelagem de Sistemas.
Um modelo de um sistema é uma ferramenta utilizada para responder questões sobre o sistema sem a necessidade da realização de um experimento.
A palavra “modelo” é derivada do Latim e significa originalmente mold ou padrão. Os modelos tratados neste estudo são os modelos matemáticos. No caso de modelos matemáticos, as relações entre quantidades (distâncias, correntes, fluxos e outras) que podem
ser observadas no sistema são
descritas como relações matemáticas no modelo. Muitas das leis da natureza
são modelos matemáticos neste
sentido.
Assim, o modelo pode ser utilizado para calcular ou decidir como o sistema terá reagido. Isto pode ser realizado analiticamente, por exemplo,
pela resolução de equações
matematicamente que descrevem o
sistema e estudando uma resposta. Esta é a forma que tipicamente os modelos são utilizados, por exemplo, em mecânica e eletrônica.
Com um poder computacional efetivo, um experimento numérico pode ser
realizado no modelo. Isto é
denominado de simulação. A
simulação é então uma forma barata
de experimentar o sistema.
Entretanto, o valor dos resultados de simulação depende completamente na qualidade do modelo do sistema.
Existem dois tipos básicos e diferentes para construção de modelos:
(i) Modelagem física
Baseia-se em dividir as propriedades do sistema em subsistemas que possuem comportamentos conhecidos. Para sistemas técnicos, isto significa que as leis da natureza que descrevem os subsistemas são utilizadas, em geral.
(ii) Identificação
Baseia-se em utilizar observações do
sistema visando adequar as
propriedades do modelo para as do
sistema. Este princípio é
freqüentemente utilizado como um complemento da modelagem física. Uma observação válida é que os modelos e simulação nunca podem substituir observações e experimentos, mas constituem-se em um importante e útil complemento.
1.3.1 - Classificação de modelos matemáticos
Os modelos matemáticos têm sido
desenvolvidos para diferentes
12 EQ817 – Controle de Processos Material de Apoio
diferentes características dependendo
das propriedades do
sistema e das ferramentas utilizadas. Os modelos matemáticos podem ser classificados como:
• Parâmetros concentrados x distribuídos
Com parâmetros concentrados
(lumped) as variações espaciais são desprezadas, as propriedades/estado
do sistema são consideradas
homogêneas em todo volume de controle e geram sistema de equações
diferenciais ordinárias. Com
parâmetros distribuídos,
consideram-se variações espaciais no
comportamento das variáveis gerando um sistema de equações diferenciais parciais.
Todo sistema real é distribuído. Se as variações espaciais são pequenas, aproxima-se por modelo a parâmetros
concentrados. Para incluir
características temporais e espaciais devem-se usar equações diferenciais parciais ou série de estágios com parâmetros concentrados.
• Linear x não-linear
Equações (e, portanto, modelos) são lineares se variáveis dependentes ou
suas derivadas aparecem apenas no 1°
grau. A manipulação de modelos lineares é muito mais simples. Um sistema é linear se a regra da superposição é aplicável.
)
(
)
(
)
(
x
1x
2J
x
1J
x
2J
+
=
+
ou)
(
)
(
kx
1kJ
x
1J
=
onde J é qualquer operador contido no modelo.
• Contínuo x discreto
Um modelo matemático que descreve a relação entre sinais de tempo continuo é denominado de contínuo no tempo. As equações diferenciais são
freqüentemente utilizadas para
descrever tal relação. Na prática, os
sinais de interesse são mais
freqüentemente obtidos na forma discreta, que é resultante de medidas de tempo discreto. Um modelo que expressa diretamente as relações entre os valores dos sinais dos
instantes de amostragem é
denominado de um modelo amostrado ou discreto.
• Estático x dinâmico
Estático (ou estacionário ou invariante no tempo): processo cujo valor das variáveis permanece constante no tempo (se as entradas permanecem as
mesmas, as saídas permanecem
inalteradas). O modelo é um sistema de equações algébricas.
Dinâmico (ou transiente ou
transitório): as variáveis variam no tempo, que é a variável independente. A solução completa consiste nos regimes permanente e transitório. O modelo é um sistema de equações diferenciais.
• Determinístico x estocástico
Denomina-se de modelo
determinístico, um modelo que
trabalha com relações exatas entre variáveis medidas e derivadas e expressas sem incerteza.
Um modelo é estocástico se o modelo pode trabalhar também com conceitos de incerteza e probabilidade.
13 EQ817 – Controle de Processos Material de Apoio
1.3.2 - Métodos para obtenção das equações de um modelo
Dependendo de como um modelo é obtido, ele pode ser enquadrado como:
-teórico ou analítico: desenvolvido
utilizando os princípios da Física e da Química;
-empírico ou heurístico: utiliza
observação direta dos dados
operacionais do processo (relações de causa/efeito correlacionando dados de entrada/saída do processo);
-por analogia: utiliza equações que
descrevem um sistema análogo, com as variáveis identificadas por analogia em base individual.
Para se poder empregar um modelo
teórico há necessidade de ser
conhecer certos parâmetros do
processo, os quais usualmente devem ser avaliados a partir de experimentos físicos realizados no processo ou então obtidos de dados operacionais do processo.
Os modelos teóricos possuem diversas vantagens sobre os empíricos: eles
freqüentemente podem ser
extrapolados sobre uma faixa maior de
condições operacionais, além de
permitirem inferir o valor de variáveis
de processo não-medidas ou
incomensuráveis. Por outro lado, os modelos empíricos são normalmente mais fáceis de gerar, muito embora, caso o processo seja não-linear, sejam válidos em uma faixa estreita, próxima ao ponto onde foram obtidos.
1.4 – Referência Bibliográfica
1.Lennart Ljung: System Identification
- Theory for the User, 2nd ed, PTR Prentice Hall, Upper Saddle River, N.J., 1999.
2.Stephanopoulos, G. Chemical
process control: An introduction to theory and practice. 1.ed. New
Jersey: Prentice-Hall International Inc, 1984. 696p.
3.Seborg, D., Thomas, F. E., Duncan,
A. M. Process Dynamics and Control. J. Wiley., New York, 1989.
4.Coelho, L. S. Apostila do Curso de
14 EQ817 – Controle de Processos Material de Apoio
2
Modelagem
Matemática e
Linearização de
Modelos
2.1 – Desenvolvimento de
Modelos Dinâmicos
Objetivos da modelagem matemática:
• Projeto de equipamentos
• Simulação de Processos
• Adaptação das condições operacionais
da planta a novas especificações de mercado e novas leis ambientais
• Projeto de sistema de Controle
• Referência interna de controladores
digitais
• Otimização de processos
• Detecção de falhas
Tipos de representação de modelos matemáticos:
a) Modelos de equações diferenciais b)Modelos de entrada saída (Modelos de função de transferência)
15 EQ817 – Controle de Processos Material de Apoio
Modelos de equações diferenciais
• São baseados nos Princípios de
conservação de massa e energia.
• Dão origem a equações diferenciais
ordinárias e/ou parciais
• Combinadas com uma ou mais
equações algébricas que podem descrever relações termodinâmicas (equilíbrio), equações de estado (lei dos gases ideais ou a equação de Van der Waals), equações de taxa
de transporte (taxas de
transferência de massa, energia etc.), equações de taxas cinéticas (taxas de reações químicas), etc. As formas mais usadas de equações de balanço:
Balanço de massa total:
∑
−∑
= entradas i jsaídas j j i iF F dt V d : : ) ( ρ ρ ρBalanço de massa para o componente A: rV F C F C dt V C d dt dn j saídas j Aj i entradas i Ai A A = =
∑
−∑
± : : ) (Balanço total de energia:
Ws Q h F h F dt P K U d dt dE saídas j j j j entradas i i i i ± ± ± − = + + =
∑
∑
) ( : :ρ
ρ
As variáveis que aparecem acima são:
ρ:densidade
V:volume do sistema
F:vazão volumétrica de alimentação
nA:número de moles do componente A
CA:concentração molar de A
(moles/volume)
r:taxa de reação por unidade de volume para o componente A
h:entalpia específica
U, K, P:energias interna, cinética e potencial do sistema
Q:quantidade de calor trocada pelo sistema com o meio ambiente por unidade de tempo (por condução, radiação ou reação)
Ws:trabalho realizado por unidade de
tempo
Por convenção, uma quantidade é considerada positiva se entra no sistema e negativa se sai.
Ordem do modelo:
Sistema de ordem N → sistema
descrito por equações diferenciais ordinárias com derivadas de ordem N.
) t ( f x a dt dx a ... dt x d a dt x d a N 1 1 0 1 N 1 N N N N + − + + + = − − ai = constantes do sistema f(t) = função distúrbio
Casos Especiais muito freqüentes na Engenharia Química:
1a ordem: (80% dos casos)
) t ( f . b x a dt dx a1 + 0 = Representação Padrão: ) t ( f . K x dt dx P P + = τ
16 EQ817 – Controle de Processos Material de Apoio
τP=a1/a0 constante de tempo do
processo
KP=b/a0 ganho estático do processo
2a ordem: ) t ( f . b x a dt dx a dt x d a 2 1 0 2 2 + + =
Representação Padrão de 2a ordem:
) t ( f . K x dt dx . . 2 dt x d P 2 2 2 + ξτ + = τ τP = a2/a0 ξ = fator de amortecimento
Kp=b/a0 ganho estático do processo
2ξτ=a1/a0
Exemplo 1 - Sistema de Aquecimento
Existe um fluxo de massa de um fluxo e energia neste sistema.
Balanço Total de Massa do sistema:
− = tempo saída na massa de Quantidade tempo entrada na massa de Quantidade tempo massa de Acúmulo Considere
m
=
ρ
V
V
=
hA
Considerem
=
ρ
V
V
=
hA
t
V
F
=
(
)
F
F
dt
hA
d
inρ
ρ
ρ
=
−
F
F
dt
dh
A
=
in−
(1) Balanço de Energia:O total de energia no tanque é dão pela expressão termodinâmica:
P
K
U
E
=
+
+
Como não há movimento e as influências devido ao desnível são desprezíveis temos:
0
=
=
dt
dP
dt
dK
Assim:dt
dU
dt
dE
=
Mas a entalpia é definida como
V P U
H = + Para líquidos o termo PV é
desprezível e
dt
dH
dt
dU
≅
H é a entalpia total do líquido no tanque:
)
(
ref pT
T
AhC
H
=
ρ
−
onde Cp é a capacidade calorífica do líquido no tanque e Tref é a temperatura de referência onde a
entalpia específica do líquido é
assumida igual a zero.
Temos a equação de balanço de energia:
17 EQ817 – Controle de Processos Material de Apoio
− − − = tempo forecida de Quantidade tempo sai que Energia de Quantidade tempo entra que Energia de Quantidade tempo Energia de Acúmulo
(
)
Q
T
T
FC
T
T
C
F
dt
T
T
AhC
d
ref p ref in p in ref p+
+
−
−
−
=
−
)
(
)
(
(
ρ
ρ
ρ
( )
F
C
T
FC
T
Q
dt
hT
d
AC
p=
ρ
in p in−
ρ
p+
ρ
( )
p in inC
Q
FT
T
F
dt
hT
d
A
ρ
+
−
=
p in inC
Q
FT
T
F
dt
dh
AT
dt
dT
Ah
ρ
+
−
=
+
Usando a equação 1 p in in inC
Q
FT
T
F
F
F
T
dt
dT
Ah
ρ
+
−
=
−
+
(
)
p in in inC
Q
TF
TF
FT
T
F
dt
dT
Ah
ρ
+
+
−
−
=
p in inC
Q
T
T
F
dt
dT
Ah
ρ
+
−
=
(
)
Equação 2Encontramos as equações de estado:
F
F
dt
dh
A
=
in−
e p in inC
Q
T
T
F
dt
dT
Ah
ρ
+
−
=
(
)
Resumo:Variáveis medidas (saída ou estado): T e h (controladas)
Variáveis de entrada: Distúrbios: Tin e Fin
Variáveis de controle: Q e F
Parâmetros: A, ρ e Cp.
Elementos adicionais dos modelos matemáticos
• Equações de taxas de transporte
Descrevem as taxas de transferência de massa, energia e momento. São estudadas em cursos de fenômenos de transporte. Por exemplo, o calor fornecido pelo vapor no exemplo anterior é dado pela seguinte equação de transferência de calor:
) (T T UA
Q= t V −
Onde U = coeficiente global de transferência de calor
At = área total de transferência de calor
TV = temperatura do vapor
• Equações de taxas cinéticas
Usadas para descrever as taxas de
reação química. RT A E C e k r − = 0 Onde: k0 = constante cinética
18 EQ817 – Controle de Processos Material de Apoio
R = constante dos gases ideais
T,CA = Temperatura e concentração de
A no líquido reacional.
• Relações de equilíbrio de fase e
reação
Descrevem situações de equilíbrio
alcançadas durante uma reação
química por duas ou mais fases. (Termodinâmica)
• Equações de estado
Descrevem as relações entre as variáveis que descrevem o estado
termodinâmico de um sistema.
(Equação dos gases ideais e a equação de Van der Walls).
Graus de Liberdade (f) f = V – E V = n°. de variáveis independentes do processo E = n°. de equações independentes do processo
“Um processo será efetivamente
controlado quando todos os graus de liberdade forem especificados”.
Se f=0 (V=E) ⇒ o sistema já está
definido ou totalmente especificado (não há como inserir controle)
Se f<0 (V<E) ⇒ o sistema não tem
solução (não há como inserir
controle)
Se f>0 (V>E) ⇒ o sistema tem
soluções múltiplas e, portanto pode haver tantas malhas de controle quantos forem os graus de liberdade.
Exemplo 2 – Reator CSTR
Considere o reator CSTR abaixo:
Suponha a reação exotérmica A→ B
(1ª Ordem)
Balanço Total de Massa do sistema:
( )
F
F
dt
V
d
inρ
ρ
ρ
=
−
sendo ρ = constanteF
F
dt
dV
in−
=
(1) Balanços de massa dos componentes A e B do sistema:( ) (
)
C
F
C
F
rV
dt
V
C
d
dt
n
d
A in Ain A A=
=
−
−
(2)( )
(
)
C
F
rV
dt
V
C
d
dt
n
d
B B B=
=
0
−
+
(3)19 EQ817 – Controle de Processos Material de Apoio
Usando a equação 2 temos:
V
C
e
k
F
C
F
C
dt
dV
C
dt
dC
V
A RT E A in Ain A A −−
−
=
+
0V
C
e
k
F
C
F
C
F
F
C
dt
dC
V
A RT E A in Ain in A A −−
−
+
−
−
=
0)
(
A RT E A Ain in AC
C
k
e
C
V
F
dt
dC
−−
−
=
(
)
0 (4)Balanço Total de Energia
Q
Fh
h
F
dt
dH
dt
P
K
U
d
dt
dE
in in in−
−
=
≅
+
+
=
ρ
ρ
)
(
(5)Da termodinâmica temos que:
)
,
,
(
T
n
An
BH
H
=
. Assim temos que:dt
dn
n
H
dt
dn
n
H
dt
dT
T
H
dt
dH
B B A A∂
∂
+
∂
∂
+
∂
∂
=
e pVC
T
H
ρ
=
∂
∂
A AH
n
H
~=
∂
∂
B BH
n
H
~=
∂
∂
B AH
H
~ ~e
são as entalpias parciaismolares de A e B respectivamente.
)
(
)
(
~ ~rV
F
C
H
rV
F
C
F
C
H
dt
dT
VC
dt
dH
B B A in Ain A p+
−
+
−
−
+
=
ρ
Substituindo as eq. acima na eq. 5 teremos:
Q
Fh
h
F
rV
F
C
H
rV
F
C
F
C
H
dt
dT
VC
in in in B B A in Ain A p−
−
+
+
−
−
−
−
−
=
ρ
ρ
ρ
)
(
)
(
~ ~ Sabe-se que:)
(
)
(
)
(
)
(
~T
T
C
F
H
C
F
T
T
C
F
T
h
F
T
h
F
in pin in in A A in in pin in in in in in in in in in−
+
=
−
+
=
ρ
ρ
ρ
ρ
)
(
)
(
~ ~ B B A AH
C
H
C
F
T
Fh
=
+
ρ
Substituindo na equação anterior e cancelando diversos termos temos:
Q
rV
H
H
T
T
C
F
dt
dT
VC
B A in pin in in p−
−
+
−
=
)
(
)
(
~ ~ρ
ρ
Sendo p pin B A rC
C
H
H
H
=
=
−
=
∆
−
e
e
)
(
)
(
i ~ ~ρ
ρ
tem-se:V
C
Q
C
e
k
C
H
T
T
V
F
dt
dT
p A RT E p r in inρ
ρ
−
∆
−
+
−
=
(
)
0 − (6)20 EQ817 – Controle de Processos Material de Apoio
Resumo
Variáveis de saída: V, CA, T
Variáveis de entrada: CAin, Fin, Tin, Q, F Variáveis de controle: Q, F Distúrbios: CAin, Fin, Tin Parâmetros: ρ, Cp, (-∆Hr), k0, E, R Equações de estado:
F
F
dt
dV
in−
=
A RT E A Ain in AC
C
k
e
C
V
F
dt
dC
=
−
−
− 0)
(
V
C
Q
C
e
k
C
H
T
T
V
F
dt
dT
p A RT E p r in inρ
ρ
−
∆
−
+
−
=
(
)
0 − Graus de liberdade: F = V – E = 8 – 3 = 5 Três equações: BM, BMC, BEDois controladores: F = f(CA) e Q = f(T)
Três distúrbios.
Exemplo 3 - Processo de Mistura
Um balanço de massa total de um sistema de mistura será dado por:
− = tempo saída na massa de Quantidade tempo entrada na massa de Quantidade tempo massa de Acúmulo
( )
w
w
w
dt
V
d
−
+
=
1 2ρ
(1)onde w1, w2 e w são as vazões mássicas.
O Balanço de massa do componente A é dado por:
( )
wx
x
w
x
w
dt
x
V
d
−
+
=
1 1 2 2ρ
(2)Que correspondem às equações no regime permanente:
w
w
w
+
−
=
1 20
ex
w
x
w
x
w
+
−
=
1 1 2 20
Considerando ρ constante:( )
w
w
w
dt
V
d
=
+
−
2 1ρ
e( )
w
x
w
x
wx
dt
Vx
d
−
+
=
1 1 2 2ρ
(4)21 EQ817 – Controle de Processos Material de Apoio
Aplicando a propriedade de derivadas
em
( )
( )
( )
dt
x
d
V
dt
V
d
x
dt
Vx
d
ρ
ρ
ρ
=
+
Substituindo em 4 tem-se:( )
( )
w
x
w
x
wx
dt
x
d
V
dt
V
d
x
+
ρ
=
1 1+
2 2−
ρ
(5) Substituindo 3 em 5 obtem-se:(
)
( )
w
x
w
x
dt
x
d
V
w
w
w
x
1+
2−
+
ρ
=
1 1+
2 2 (6)Rearranjando as eq. 6 e 1 temos o seguinte sistema: Rearranjo de 6
( )
wx w x wx x(
w w w)
dt x d V = 1 1+ 2 2 − − 1+ 2 −ρ
( )
(
)
(
)
2 2 1 1x
x
w
x
x
w
dt
x
d
V
=
−
+
−
ρ
)
(
1
)
(
1
2 2 1 1w
x
x
V
x
x
w
V
dt
dx
−
+
−
=
ρ
ρ
)
(
1
2 1w
w
w
dt
dV
−
+
=
ρ
2.2 – Metodologia de
Linearização de Modelos
LinearizaçãoProcedimento que consiste na
aproximação do sistema não-linear ao comportamento linear.
Considere e equação diferencial não linear apresentada:
)
(x
f
dt
dx
=
onde f(x) é uma função nãolinear.
Expandindo a função f(x) em Série de Taylor no ponto x(0) teremos:
(
)
(
)
...
!
...
!
2
!
1
)
(
)
(
0 2 0 2 2 0 0 0 0 0+
−
+
+
−
+
−
+
=
n
x
x
dt
f
d
x
x
dt
f
d
x
x
dt
df
x
f
x
f
n x n n x xA partir dos termos de segunda ordem poderemos negligenciar a ação, pois estaremos adotando um valor x muito próximo do valor x0. Assim:
0 0 0
)
(
)
(
x
x
dt
df
x
f
x
f
x−
+
=
Exemplo: Considere o tanque:
Considerando F0=h/R teremos a equação linear: o in F F dt dh A = − h Fin R dt dh A + 1 =
22 EQ817 – Controle de Processos Material de Apoio
Realisticamente se F0 for manipulada
por uma válvula teremos: F0 =
β
h.Daí teremos: in F h dt dh A +β =
Equação não linear devido ao termo em raiz.
Aplicando A Série de Taylor temos:
( )
(
)
0 0 0h
h
dt
h
d
h
h
x−
+
=
Substituindo na equação diferencial:
0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2 2 2 2 2 2 h F h h h dt dh A h h F h h h dt dh A F h h h h h dt dh A in in in
β
β
β
β
β
β
β
β
− = + + − = + = − + +Considere um sistema com as
seguintes condições: 1/R=3 Fin = 10 m3/h h0 = 4m β = 6 portanto: 2 3 2 3 4 ) 1 ( 3 10 ) ( ) 2 3 ( 4 ) 2 3 ( 5 3 2 8 ) 3 2 ( 10 ) ( 10 ) ( 3 ] 4 ) ( [ 2 10 3 2 t t e e t h s s s s s s s H s s H s sH h dt dh − − + − = + + + = + + + = = + − = + 4 3 4 3 0 0 0 4 ) 1 ( 3 8 ) ( ) 4 3 ( 4 ) 4 3 ( 2 ) ( 2 ) ( 4 3 4 ) ( 2 4 3 6 10 2 3 2 4 2 6 10 4 . 2 4 6 2 2 2 t t in e e t h s s s s H s s H s sH h dt dh h dt dh h dt dh h F h h h dt dh A − − + − = + + + = = + − = + − = + − = + − = +
β
β
2,5 2,7 2,9 3,1 3,3 3,5 3,7 3,9 4,1 0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 Tempo (h) A lt ur a ( m e tr os ) Hlinear Hnlinear2.3 – Linearização de
Sistemas Multivariáveis
Sejam as equações abaixo não-lineares:
)
x
,
x
(
f
dt
dx
)
x
,
x
(
f
dt
dx
2 1 2 2 2 1 1 1=
=
Ponto estacionário: (x1(0), x2(0))Expansão por Série de Taylor
23 EQ817 – Controle de Processos Material de Apoio
)) 0 ( ( )) 0 ( ( )) 0 ( ), 0 ( ( ) , ( )) 0 ( ( )) 0 ( ( )) 0 ( ), 0 ( ( ) , ( 2 2 ) 0 ( ), 0 ( 2 2 1 1 ) 0 ( ), 0 ( 1 1 2 1 2 2 1 2 2 2 ) 0 ( ), 0 ( 2 2 1 1 ) 0 ( ), 0 ( 1 1 2 1 1 2 1 1 2 1 2 1 2 1 2 1 x x x f x x x f x x f x x f x x x f x x x f x x f x x f x x x x x x x x − ∂ ∂ + − ∂ ∂ + ≅ − ∂ ∂ + − ∂ ∂ + ≅
Substituindo no Sistema não linear:
)) 0 ( ( )) 0 ( ( )) 0 ( ), 0 ( ( )) 0 ( ( )) 0 ( ( )) 0 ( ), 0 ( ( 2 2 ) 0 ( ), 0 ( 2 2 1 1 ) 0 ( ), 0 ( 1 1 2 1 2 2 2 2 ) 0 ( ), 0 ( 2 2 1 1 ) 0 ( ), 0 ( 1 1 2 1 1 1 2 1 2 1 2 1 2 1 x x x f x x x f x x f dt dx x x x f x x x f x x f dt dx x x x x x x x x − ∂ ∂ + − ∂ ∂ + ≅ − ∂ ∂ + − ∂ ∂ + ≅
em termos de variáveis desvio:
, 2 12 , 1 11 , 1 x a x a dt dx + = , 2 22 , 1 21 , 2 x a x a dt dx + = onde: ) 0 ( ), 0 ( 2 1 12 ) 0 ( ), 0 ( 1 1 11 2 1 2 1 x x x x
x
f
a
x
f
a
∂
∂
=
∂
∂
=
2 (0), (0) 2 22 ) 0 ( ), 0 ( 1 2 21 2 1 2 1 x x x xx
f
a
x
f
a
∂
∂
=
∂
∂
=
Para sistemas dinâmicos com duas
variáveis de estado (x1, x2) e que sofre
a influência de mais variáveis
independentes, como as manipuladas,
m1 e m2 e a variável distúrbio, d: ) , , , , ( ) , , , , ( 2 1 2 1 2 2 2 1 2 1 1 1 d m m x x f dt dx d m m x x f dt dx = =
Fazendo-se o mesmo desenvolvimento anterior, obtém-se a aproximação linear dada por:
, 1 , 2 12 , 1 11 , 2 12 , 1 11 , 1 d c m b m b x a x a dt dx + + + + = , 2 , 2 22 , 1 21 , 2 22 , 1 21 , 2 d c m b m b x a x a dt dx + + + + = Ponto estacionário = (x1(0), x2(0), m1(0), m2(0), d(0)) → representado por 0, onde: 0 1 1 0 2 1 12 0 1 1 11 0 2 1 12 0 1 1 11 d f c m f b m f b x f a x f a ∂ ∂ = ∂ ∂ = ∂ ∂ = ∂ ∂ = ∂ ∂ =
0 2 2 0 2 2 22 0 1 2 21 0 2 2 22 0 1 2 21 d f c m f b m f b x f a x f a ∂ ∂ = ∂ ∂ = ∂ ∂ = ∂ ∂ = ∂ ∂ =
24 EQ817 – Controle de Processos Material de Apoio
3
Transformadas
de Laplace
3.1 – Definição
É um método matemático utilizado para realizar a transformação de equações diferenciais em equações algébricas mais facilmente solucionáveis.
[ ]
=
=
∫
∞⋅
− 0)
(
)
(
)
(
t
F
s
f
t
e
dt
f
L
st onde:f(t) é a função no domínio do tempo f(t)=0 para t<0.
s é uma variável complexa (s = σ +ωj)
3.2 – Transformada de Laplace
de Algumas Funções Básicas
Função Degrau > → < → = 0 0 0 ) ( t A t t f
Observação: Caso especial da função
exponencial t Ae t f( )= −α onde α=0.