hoje seus resultados do primeiro trimestre de 2003 (1T03). As informações financeiras e operacionais a seguir, exceto onde indicado o contrário, são apresentadas em base consolidada e em Reais, de acordo com a Legislação Societária. As Operações no Brasil da AmBev referem-se aos segmentos de Cerveja Brasil, Refrigerantes e Nanc (RefrigeNanc) no Brasil, e Outros. As Operações Consolidadas da AmBev referem-se a soma das Operações no Brasil e das Operações Internacionais, que incluem a participação de 40,5% da AmBev na Quinsa e outras operações internacionais (notadamente Venezuela e, excepcionalmente nesse trimestre, um mês – janeiro – das operações dos ativos no Cone Sul, que foram transferidos para a Quinsa a partir de fevereiro). Comparações, exceto onde especificado o contrário, referem-se ao primeiro trimestre de 2002 (1T02). DESTAQUES OPERACIONAIS E FINANCEIROS
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O EBITDA para as operações no Brasil cresceu 25,1% para R$637,2 milhões; a margem EBITDA aumentou 340 pontos base, para 35,9%, apesar da forte depreciação da moeda local nos últimos 12 meses;9
O EBITDA consolidado da AmBev foi de R$677,1 milhões, 26,1% superior ao pro-forma do 1T029
A participação de mercado de cerveja no Brasil saltou para 69,4% em março, comparativamente a 67,1% em dezembro de 2002;9
O volume de vendas de cerveja no Brasil aumentou 5,4%; a receita líquida/hl subiu 8,7% para R$100,7;9
A receita liquida das operações no Brasil cresceu 13,2%, alcançando R$1.776,6 milhões;9
Enquanto o volume total de refrigerantes caiu 4,0%, nosso core portfólio cresceu 7,0%; a receita líquida/hl cresceu 21,2% para R$67,6; Pepsi Twist já responde por 12,0% de nosso mix de vendas de refrigerantes;9
Dentro de nossa meta de reduzir custos e despesas em termos reais entre R$150,0-R$200,0 milhões em2003, a redução de CPV e de despesas gerais e administrativas, excluindo depreciação, foi de R$76,3 milhões e R$78,5 milhões, respectivamente no 1T03 versus 1T02.
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O lucro por lote de mil ações foi de R$13,4 ou US$3,8 no período. Tabela 1: Destaques FinanceirosR$ milhões 1T03 1T02** Var (%)
AmBev – Operações no Brasil*
Receita Líquida 1.776,6 1.569,3 13,2% Lucro Bruto 902,8 798,9 13,0% EBIT 484,9 356,1 36.1% EBITDA 637,2 509,5 25,1% AmBev – Consolidado Receita Líquida 1.985,2 1.783,9 11,3% Lucro Bruto 1.002,2 890,7 12,5% EBIT 498,7 365,6 36,8% EBITDA 677,1 537,2 26,1% Lucro Líquido 509,0 ND NM LPA (R$/1.000 ações) 13,4 ND NM
LPA (US$/1.000 ações) 3,8 ND NM
Os somatórios podem não conferir devido a arredondamentos. ND não disponível. NM não mensurável. Taxa de câmbio média utilizada para o 1T03 é de R$3,49=US$1,00, e para o 1T02 é de R$2,35=US$1,00. Numero total de ações em 31 de março de 2003 = 38.620.729.743. Ações em tesouraria na mesma data somaram 503.821.239, incluindo ações mantidas em tesouraria pela CBB. Cálculos de dados por ação com base no número total de ações existentes menos total de ações em tesouraria. * Pro-forma.
Comentários de Marcel Telles, Co-Presidente do Conselho de Administração da AmBev:
“Mais uma vez as operações da AmBev no Brasil tiveram crescimento de EBITDA de dois dígitos. Apesar da forte depreciação da moeda local nos últimos 12 meses, com impacto nos custos variáveis associados ao dólar, e maior carga tributária, o EBITDA cresceu 25,1%. Tal desempenho evidencia, novamente, o sucesso na execução de nossa estratégia de longo prazo. Em relação ao gerenciamento de receitas, continuamos a contabilizar bons resultados no processo de migração do nosso mix para produtos com maiores margens de contribuição, como Skol e Bohemia no segmento de cervejas, e Guaraná e Pepsi no segmento de refrigerantes. Estamos, também, evoluindo em nossa estratégia de aperfeiçoamento da distribuição e da execução no ponto de venda. Por exemplo, até abril, instalamos aproximadamente 27 mil novos coolers, como parte de nossa estratégia de melhorar a execução e dominância nos pontos de vendas. Com relação a custos e despesas, continuamos a trabalhar duro, diariamente, para melhorar nosso desempenho e sermos o mais eficiente produtor em termos de custos. Como parte de nosso compromisso de gerar economias, em termos reais, entre R$150,0-R$200,0 milhões em 2003, alcançamos R$76,3 milhões em redução de custos (CPV) e R$78,5 milhões em redução de despesas gerais e administrativas no primeiro trimestre, compensando parcialmente o impacto da desvalorização cambial (48,5% utilizando-se a taxa média de câmbio) e pressões inflacionárias (IPCA alcançou 15,4% no período). Vale mencionar que esperávamos que esse sólido desempenho fosse concentrado no primeiro semestre de 2003, e que não estamos mudando nosso compromisso original nesse momento.
Contrariando a nossa expectativa original de crescer o volume de vendas de cerveja em aproximadamente 10% no 1T03, as condições climáticas adversas em março tiveram impacto negativo nas nossas expectativas, resultando num crescimento de vendas de 5,4% em relação ao 1T02. Após reportar crescimento de vendas de 11,6% nos dois primeiros meses de 2003 em relação a igual período do ano anterior, temperaturas médias mais baixas em março resultaram numa queda de volume de 6,2% em relação ao mesmo mês de 2002. O volume de vendas de chopp, por exemplo, que é fortemente impactado pelo clima, teve queda de aproximadamente 22.0% em março de 2003 versus igual período de 2002. Durante aquele mês a temperatura média esteve abaixo da média dos últimos quatro anos. A boa notícia é que o volume de vendas em abril teve crescimento de 3,4%, e permanecemos confiantes que atingiremos nossa meta de volume para o ano. A AmBev tem as ferramentas adequadas e as pessoas certas para alcançar seus objetivos de longo prazo.
Com relação às Operações Internacionais, estamos muito satisfeitos com nosso desempenho, e entusiasmados com as perspectivas. As Operações Internacionais geraram um EBITDA de R$39,9 milhões no trimestre, com a consolidação proporcional da Quinsa contribuindo com R$39,2 milhões. Permanecemos confiantes que a combinação das melhores pessoas e das melhores práticas entre a AmBev e a Quinsa devem gerar sinergias significativas, não apenas sob o aspecto de despesas e custos, mas também em administração de receitas.” NOTAS IMPORTANTES EM RELAÇÃO A POLÍTICA DE DIVULGAÇÃO
Consolidação da Quinsa: o resultado consolidado do 1T03 inclui, pela primeira vez, a consolidação proporcional dos resultados da Quinsa, uma vez que a aliança estratégica entre a empresa e a AmBev foi concluída em 31 de janeiro de 2003. O resultado da Quinsa, discutido no segmento Operações Internacionais, inclui dois meses – fevereiro e março – de operações da companhia, incluindo os ativos do Cone Sul que pertenciam à AmBev e foram transferidos para a Quinsa como parte da operação. O resultado consolidado da AmBev inclui, linha a linha, sua participação econômica de 40,5% na Quinsa. Para facilitar a comparação, construímos uma demonstração de resultado pro-forma para o 1T02 até o EBITDA com base no mesmo critério. Desempenho Operacional por Segmento de Negócio: a partir do 1T03, os resultados trimestrais da AmBev foram agrupados em quatro segmentos de negócio: Cerveja Brasil, RerigeNanc (Refrigerantes e Nanc) Brasil, Outros Produtos e Operações Internacionais. A análise dos três primeiros segmentos fornece informações a respeito das operações no Brasil (AmBev Brasil), enquanto a análise do segmento Operações Internacionais fornece uma visão global de nosso investimento na Quinsa e das nossas demais operações internacionais (principalmente Venezuela e, futuramente, Guatemala e Peru; vale lembrar que excepcionalmente nesse
Destaques Cerveja Brasil 1T03 Volume +5,4% Receita líq./hl +8,7% Lucro bruto +14,6% EBITDA +23,8% EBITDA/hl +17,4% Margem EBITDA 41,0% Market Share* +2,3 pp * * Versus Dezembro 2002.
trimestre, este segmento inclui um mês – janeiro – de operações dos ativos do Cone Sul). Acreditamos que essa nova política de divulgação é importante, dada a diferença entre os ambientes operacionais entre o Brasil e os demais países onde atuamos. É importante mencionar que o impacto dessa mudança é muito pequeno. Para refletir essa alteração, o EBITDA de R$513,9 milhões originalmente reportado no 1T02, foi reduzido em apenas R$4,4 milhões (menos de 1% do EBITDA reportado no 1T02). Essa diferença de R$4,4 milhões no EBITDA foi transferida para o segmento Outras Operações Internacionais. Por outro lado, como já comunicado ao Mercado em nossa última divulgação de resultado e conference call, o segmento de Refrigerantes Brasil foi combinado ao segmento de Nanc (não-alcoólicos, não-carbonatados) no primeiro trimestre de 2003. De forma a garantir a comparabilidade, fornecemos dados pro-forma para o primeiro trimestre de 2002. Como resultado dessa mudança, também estamos ajustando o segmento Outros Produtos Brasil para o primeiro trimestre de 2003 e igual período de 2002. Pedimos desculpas por essas mudanças, mas esperamos que facilitem a divulgação no futuro.
DESEMPENHO OPERACIONAL POR SEGMENTO DE NEGÓCIO
Segmento Cerveja Brasil
O EBITDA do segmento Cerveja Brasil atingiu R$580,5 milhões no 1T03, um crescimento de 23,8% comparativamente ao 1T02. O forte desempenho da AmBev é resultado de: 1) crescimento da receita; 2) o sucesso da estratégia da Companhia em compensar parcialmente o aumento dos custos variáveis associados à forte desvalorização da moeda local (a taxa média de câmbio foi R$3,49 no 1T03 versus R$2,35 no 1T02, implicando em depreciação de 48,5%) e pressões inflacionárias (IPCA alcançou 15,4%); e 3) redução em despesas gerais e administrativas.
A receita líquida teve crescimento de 14,5%, passando de R$1.237,2 milhões no 1T02 para R$1.417,0 milhões no 1T03. A receita líquida por hectolitro atingiu R$100,7, crescimento de 8,7% frente aos R$92,7 no 1T02, enquanto os volumes tiveram crescimento de 5,4%. A maior receita líquida
por hectolitro não é apenas conseqüência do reajuste de preços que ocorreu no final de outubro de 2002 para compensar maiores custos variáveis associados ao dólar, mas também o resultado de outras iniciativas de administração de receitas implantadas pela Companhia. Em linha com a estratégia da AmBev de aumentar receitas e lucratividade, o mix de vendas continua a melhorar. No segmento mainstream a Skol representou 57% do volume no trimestre comparativamente a 54% no 1T02.
O crescimento nas vendas da marca super premium Bohemia continua a superar nossas marcas mainstream, e a Skol Beats, cuja margem de contribuição é duas vezes mais alta que a da Bohemia, segue apresentando bom desempenho.
Não obstante, houve também crescimento da nossa participação na distribuição direta – que representou 27,8% das vendas contra 25,9% 1T02. Apesar do desempenho positivo da receita por hectolitro em relação ao 1T02, houve declínio de 1,3% em comparação ao 4T02 atribuído, principalmente, à maior tributação (o impacto total do aumento de impostos foi percebido durante o trimestre, o que não ocorreu no 4T02; além disso, alguns estados também elevaram impostos no trimestre). Ademais, vendas líquidas por hectolitro também foram negativamente impactadas por uma mudança no mix de embalagens, favorecendo as garrafas retornáveis de 600 ml (menor receita por HL, porém maior lucratividade) e menores vendas diretas em relação ao 4T02 – 29,4% contra 27,8% no 1T03.
O crescimento de volume foi de 5,4%, no entanto, ficou abaixo das expectativas iniciais da AmBev devido ao clima desfavorável em março conforme já discutido anteriormente. A boa notícia é que as vendas em abril
Destaques de Refrigerantes + Nanc 1T03
Refrigerante
Guaraná + Pepsi (vol) +7,0% Volume total refrigerante -4,0%
Receita líq./hl +21,2% Lucro Bruto +5,8% EBITDA +66,5% EBITDA/hl +73,4% Margem EBITDA 12,6% +3,8 pp Nanc Volume total -11,9% Receita líq./hl +20,5% Lucro bruto +34,9% EBITDA n.m. EBITDA/hl n.m. tiveram crescimento de 3,4%, aumentando nossa confiança que nossas metas para 2003 vão ser atingidas.
Conforme esperado, a participação de mercado cresceu atingiu 69,4% contra 67,1% em dezembro de 2002. O custo de produto vendido (CPV) por hectolitro, excluindo depreciação, teve aumento de 14,1%, totalizando R$39,7. Esse aumento é, principalmente, conseqüência: 1) da desvalorização da moeda brasileira nos últimos 12 meses; 2) do aumento de preço de certas commodities atreladas ao dólar (notadamente cevada); e 3) em menor grau, do aumento dos custos indiretos de produção (ex. eletricidade e gasolina). O impacto desses fatores foi parcialmente compensado pela estratégia e pelo compromisso da AmBev em reduzir CPV e despesas em termos reais em R$150,0-R$200,0 milhões em 2003 (discutidos em detalhe adiante), pela redução dos preços de certas commodities denominadas em dólar (lúpulo e alumínio) e, em menor grau, pelo efeito de carregamento de estoque.
Despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A - incluindo distribuição direta e depreciação) totalizaram R$341,5 milhões no trimestre, 5,1% abaixo dos R$360,0 milhões reportados no 1T02. A queda nas despesas SG&A é o resultado de uma combinação de fatores: 1) menores despesas com promoções em supermercados; 2) maiores reembolsos de marketing pagos pelos distribuidores; 3) menor provisão para devedores duvidosos; 4) volume de vendas inferior ao esperado, que resultou em menor alocação de despesas de marketing no trimestre dada a curva de sazonalidade; e 5) economias advindas da implementação do Centro de Serviços Compartilhados. Depreciação e amortização tiveram aumento de 13,2% devido ao contínuo investimento em distribuição direta e instalação de novos coolers.
O EBIT totalizou R$457,3 milhões, 35,7% superior aos R$336,9 milhões registrados no 1T02. A margem EBIT foi de 32,3%, 504 pontos base acima da margem de 27,2% do 1T02. O EBITDA teve crescimento de 23,8%, alcançando R$580,5 milhões, com uma margem de 41,0%. O EBITDA de Cerveja Brasil representou 91,1% do EBITDA total das operações no Brasil, comparativamente a 92,0% no mesmo período de 2002. Considerando o EBITDA consolidado da AmBev (Operações no Brasil + Operações Internacionais), o EBITDA de Cerveja Brasil representou 85,7% no 1T03.
RefrigeNanc
Nota: Como mencionado anteriormente, a partir do 1T03 a AmBev passou a combinar Refrigerantes Brasil e Nanc (não-alcoólicos e não-carbonatados) no mesmo segmento. O 1T02 foi ajustado para o mesmo critério. Entretanto, para facilitar a análise do trimestre, divulgaremos as duas operações separadamente.
Refrigerantes
A lucratividade de refrigerantes continua crescendo como resultado da estratégia da AmBev em focar nos produtos certos, ao mesmo tempo em que concentra as vendas naqueles com maior valor agregado. O EBITDA no trimestre atingiu R$35,7 milhões, o que representa um aumento de 66,5%. A margem EBITDA alcançou 12.6%, ou 379 pontos base acima da margem do 1T02. Apesar da significativa depreciação da moeda local nos últimos 12 meses e do aumento de certos custos (notadamente açúcar), a lucratividade foi positivamente afetada pela estratégia da AmBev de reduzir a diferença de preços em relação ao líder de mercado, e seu foco no portfólio de Guaraná e Pepsi.
No primeiro trimestre, o volume total teve queda de 4,0%. No entanto, as vendas das famílias Guaraná Antarctica e Pepsi tiveram crescimento de 7,0% em relação ao 1T02. A participação de mercado no segmento de refrigerantes caiu ligeiramente para 15,8% em março, 20 pontos base abaixo do 4T02. Entretanto, a participação do
Guaraná Antarctica de 8,0% no primeiro trimestre foi ligeiramente superior à participação em dezembro de 2002, e a participação da Pepsi passou de 4,8% para 5,3%, devido ao efeito da Pepsi Twist.
A receita líquida por hectolitro no trimestre cresceu 21,2%, para R$67,6. Em comparação ao 4T02, a receita líquida por HL cresceu 4,8%, uma vez que acompanhamos o aumento de preços implementado por nosso concorrente.
Custo dos produtos vendidos (CPV) por hectolitro, excluindo depreciação, aumentou 28,4% para R$46,7, como resultado, principalmente, do aumento de custos associados ao dólar (notadamente açúcar e resina PET), decorrente da forte desvalorização da moeda nos últimos 12 meses e, em menor grau, ao aumento de outros custos indiretos (ex. eletricidade e petróleo). É importante enfatizar que apesar desses efeitos negativos, a estratégia da AmBev em reduzir custos e despesas em R$150,0-R$200,0 milhões em 2003 contra 2002 (70%-80% em CPV), parcialmente mitigaram esses fatores negativos.
Despesas com vendas, gerais e administrativas (incluindo distribuição direta e depreciação) alcançaram R$70,3 milhões no trimestre, praticamente estável em relação aos R$69,6 milhões do 1T02. Apesar do aumento na depreciação, o declínio em despesas com vendas (despesas com marketing e comercialização) compensou esse efeito.
O EBIT desse segmento foi de R$9,4 milhões no 1T03, um aumento de 62,8% em relação aos R$5,8 milhões registrados no mesmo período do ano passado. O EBITDA totalizou R$35,7 milhões, comparados a R$21,4 milhões no 1T02.
Não-Alcoólicos e Não-Carbonatados (Nanc)
A receita líquida de NANC cresceu 6,2%, atingindo R$39,2 milhões no trimestre, contra R$36,9 milhões no primeiro trimestre de 2002. Embora o volume de vendas tenha caído 11,9%, principalmente devido a queda nas vendas de Marathon e Lipton Ice Tea , melhores preços por HL compensaram esse efeito.
O EBITDA somou R$5,1 milhões no primeiro trimestre de 2003, comparado a um EBITDA negativo em R$0,1 milhões no primeiro trimestre de 2002. Esse efeito positivo foi causado principalmente pelo Gatorade.
Outros Produtos Brasil
Nota: Como mencionado anteriormente, a partir do 1T03, a AmBev decidiu remover Nanc do segmento Outros para o segmento RefrigeNanc. Os dados comentados abaixo para 1T02 e 1T03 foram ajustados conforme esse critério.
Esse segmento é composto pela venda de malte para terceiros e pela venda de subprodutos. A receita líquida no 1T03 totalizou R$37,0 milhões, 28,4% inferior a igual período do ano anterior devido, basicamente, à remoção da Bavaria de nosso portfólio. O EBITDA desse segmento foi de R$16,0 milhões, contra R$19,2 milhões no 1T02. A queda no EBITDA está relacionada a menor venda de malte para terceiros.
Operações Internacionais
Nota: Conforme mencionado anteriormente, a partir do 1T03 as operações internacionais da AmBev refletirão sua participação proporcional (40,5%) na Quinsa, bem como as demais operações internacionais da AmBev, notadamente Venezuela e, futuramente Guatemala e Peru. Como a aliança estratégia entre AmBev e Quinsa foi concluída em 31 de janeiro de 2003, os resultados discutidos abaixo incluem dois meses de operações – fevereiro e março – incluindo as operações dos ativos do Cone Sul transferidos pela AmBev para a Quinsa. Excepcionalmente nesse trimestre, as demais operações internacionais da AmBev incluem um mês – janeiro – de operação dos ativos do Cone Sul.
Destaques das Operações Internacionais* 1T03 1T02 % Volume (000 hl) Cerv Quinsa 2.613 2.565 +1,9% Refri Quinsa 1.028 1.028 +0,9% Venezuela 219 352 -37,7%
Receita líq. por hl (US$/hl)
Cerv Quinsa 31,9 32,0 -0,3%
Refri Quinsa 24,1 24,5 -1,7%
Venezuela 48,6 52,7 -7,8%
* Volume e receita por /hl correspondem a operação total da Quinsa . No entanto, a AmBev consolida apenas sua participação proporcional (40,5%). Vendas para Venezuela excluindo refrigerantes.
Cerveja Quinsa
O volume de cerveja da Quinsa alcançou 2,613,000 hectolitros no 1T03, o que representa crescimento de 1,9%. Embora a base de comparação (1T02) seja baixa na Argentina, as vendas tiveram crescimento de aproximadamente 5,5%, o que evidencia que a situação naquele mercado continua a melhorar, após atingir o nível mais baixo em 2002. O volume de vendas na Bolívia teve crescimento de 15,4%, apesar do cenário econômico desfavorável. Por outro lado, o volume de vendas no
Paraguai e no Uruguai continuam a impactar negativamente o volume total de vendas, basicamente como consequência, ainda, da contaminação da situação na Argentina.
A receita líquida no período totalizou US$37,8 milhões, praticamente estável quando comparada ao mesmo trimestre do ano anterior. Apesar da depreciação significativa de algumas moedas (notadamente na Argentina), a combinação de aumentos de preços em moeda local aproximadamente em linha com a inflação, e em alguns casos acima da inflação, associados a melhora no mix de vendas, resultou numa receita líquida por HL praticamente estável em US$31,9 no 1T03. Na Argentina, por exemplo, iniciativas de administração de receitas já estão fornecendo bons resultados, como evidenciado pelo reposicionamento de preço da marca Brahma e pelo aumento de vendas da Quilmes Cristal, de maior margem de contribuição, frente a outras marcas.
A margem bruta do segmento Cerveja passou para 53,0% no primeiro trimestre de 2003, contra 48,3% no 1T02. A melhoria da margem está relacionada, primeiramente, a custos de estoques anormalmente elevados no primeiro trimestre de 2002. Como a moeda funcional da Quinsa é o dólar americano, após a desvalorização do peso argentino em 2002, a Companhia estava carregando estoques caros, visto que foram formados antes da desvalorização. De maneira geral, o CPV da Quinsa no 1T02 foi anormalmente elevado, e essa situação foi normalizada ao longo do 1T03.
A porcentagem das despesas com vendas, gerais e administrativas, excluindo depreciação, sobre as vendas caiu para 30,4% no período, contra 30,9% no 1T02. A queda dessas despesas foi decorrente de economias relacionadas à integração dos negócios de cerveja e refrigerante (exceto pela força de vendas, o restante da estrutura foi integrado) e despesas com pessoal mais baixas.
O EBITDA de Cerveja alcançou US$11,1 milhões (R$37,1 milhões) no 1T03 contra um pro-forma de US$8,6 milhões (R$29,0 milhões) no trimestre do ano anterior. A margem EBITDA foi de 32,8% contra 26,1% no 1T02. Em moeda local, o EBITDA do segmento representou 5,4% do resultado consolidado da AmBev.
Refrigerantes Quinsa
O volume de refrigerantes da Quinsa totalizou 1,028,000 no 1T03, representado um crescimento de 0,9% no volume. Embora o crescimento de volume seja fraco, especialmente quando considerada a baixa base de comparação, é importante salientar que o crescimento está concentrado em marcas com maior valor agregado, como SevenUp e Pepsi, nas quais a Quinsa tem concentrado seus esforços e, portanto, seu mix de marca teve melhora significativa.
A receita líquida no primeiro trimestre de 2003 alcançou US$10,0 milhões, praticamente estável em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. A receita líquida por HL atingiu US$24,1 no primeiro trimestre de 2003, ligeiramente abaixo (1,7%) do 1T02. Em termos nominais os preços aumentaram acima da inflação. Entretanto, função da significativa desvalorização da moeda, a receita líquida por HL em dólares teve queda. A empresa
mantêm a estratégia de focar nas A-Brands e em inovações (ex. vendas de retornáveis de 1,25 litros continuam progredindo), o que deve continuar a impulsionar o crescimento da receita em moeda local.
A margem bruta de refrigerantes teve ligeira melhora, passando de 28,3% no 1T02 para 28,9% nesse período, como resultado da estratégia da Companhia em aumentar as vendas de produtos com maior margem de contribuição e a normalização dos custos de estoque na Argentina, já mencionada no segmento Cerveja. A porcentagem das despesas com vendas, gerais e administrativas, excluindo depreciação, sobre as vendas caiu para 27,4% no 1T03, contra 35,1% no 1T02. Conforme discutido acima, o declínio nessas despesas é resultado de economias relacionadas à integração dos negócios de cerveja e refrigerante.
O EBITDA de refrigerantes totalizou US$0,6 milhão (R$2,1 milhões) no 1T03, contra uma perda pro—forma de US$0,4 milhão (R$1,30 milhão) no mesmo período do ano anterior. A margem EBITDA alcançou 6,3% contra uma margem negativa de 3,8% no 1T02. O EBITDA do segmento em moeda local representou menos de 1,0% do EBITDA consolidado da AmBev.
Permanecemos confiantes que a operação com a Quinsa resultará em sinergias em torno de 30% do EBITDA combinado nos mercados da Quinsa, principalmente nas áreas de: 1) logística; 2) pessoal; 3) marketing; 4) vendas; 5) compras globais; 6) adoção das melhores práticas nas duas companhias e administração de receitas. Outras Operações Internacionais
O volume de vendas na Venezuela teve queda de 37,7% no 1T03 em relação a igual período de 2002. Nossas operações continuam a ser negativamente impactadas pelo ambiente econômico que persiste naquele país, como evidenciado pela greve geral que ocorreu entre dezembro de 2002 e fevereiro de 2003. Como conseqüência desse fraco desempenho de vendas, apesar do aumento de preços em moeda local de aproximadamente 40% no final de fevereiro para compensar custos mais altos, a receita líquida teve queda de 42,0%, totalizando US$11,4 milhões. Entretanto, a lucratividade aumentou como parte da estratégia da Companhia de manter rígido controle sobre custos e despesas. O EBITDA do primeiro trimestre na Venezuela foi de US$0,3 milhão. Vendas diretas representaram 83,4% do total de vendas, contra 80,1% no 1T02. A participação de mercado na Venezuela foi de 7,0% em março de 2003.
AMBEV – RESULTADO CONSOLIDADO
Resultado Consolidado: nessa seção, discutimos as operações da AmBev no Brasil e, adicionalmente, incluímos alguns comentários sobre o efeito das Operações Internacionais. A combinação de AmBev Brasil e Operações Internacionais fornece o resultado consolidado da AmBev. Fornecemos a demonstração de resultado para as operações da AmBev no Brasil (pro-forma), e também para AmBev consolidado (incluindo as operações Internacionais).
Tabela 2: Geografia Definição
AmBev Brasil (1) Cerveja Brasil + RefrigeNanc Brasil + Outros Produtosl
Operações Internacionais (2) 2 meses de Quinsa (inc. Cone Sul)b+ 1 mês de Cone Sul + 3 meses de Venezuela
AmBev Consolidado=(1)+(2) ---
(b) Cone Sul significa operações de cerveja e refrigerantes da AmBev na Argentina, Uruguai e Paraguai. Esses ativos foram operados pela AmBev até janeiro de 2003, sendo transferidos para a Quinsa após a conclusão da aliança estratégica.
Receita Líquida
A receita líquida para as operações no Brasil teve crescimento de 13,2%, atingindo R$1.776,6 milhões no trimestre, devido à combinação de maiores volumes de vendas no negócio de cerveja e ao aumento da receita líquida por HL nos negócios de cerveja e refrigerantes. Esses aumentos não são apenas resultado de preços mais altos, sendo tambêm conseqüência de iniciativas de administração de receitas que incluem: melhora no mix de vendas no segmento de cerveja mainstream, no segmento super premium, e também um aumento nas vendas dos refrigerantes líderes para a AmBev. As receitas também se beneficiaram de maior distribuição direta. A receita líquida das operações internacionais teve queda de 2,8%, basicamente como conseqüência da difícil situação econômica da Venezuela.
A receita líquida consolidada totalizou R$1.985,2 milhões no 1T03 , um crescimento de 11,3% em relação ao mesmo período de 2002. Receita Líquida R$ milhões 1T03 1T02 Var. (%) Cerveja Brasil RefrigeNanc Outros
Total AmBev Brasil
Operações Internacionais TOTAL – AmBev Consolidado
1.417,0 322,5 37,0 1.776,6 208,6 1.985,2 1.237,2 280,4 51,7 1.569,3 214,6 1.783,9 14,5% 15,0% -28,4% 13,2% -2,8% 11,3%
Os somatórios podem não conferir devido a arredondamentos. Receita para Operações Internacionais inclui um mês de operações dos ativos da AmBev no Cone Sul, três meses de operação na Venezuela e a consolidação proporcional da Quinsa para os meses de fevereiro e março.
Custo dos Produtos Vendidos (CPV)
O custo total dos produtos vendidos, excluindo depreciação, para as Operações no Brasil teve aumento de 18,4% totalizando R$804,2 milhões no 1T03, contra R$679,4 milhões no 1T02 (por hectolitro, o CPV excluindo depreciação foi de R$43,1, 15,2% superior ao 1T02). O custo de matéria-prima por hectolitro teve aumento de 12,2% e embalagens por HL aumentaram 13,1%. Além disso, a Companhia observou aumento de outros custos, incluindo combustível e energia.
O principal responsável pelo aumento de CPV excluindo depreciação foi o impacto da forte desvalorização da moeda sobre os custos denominados em dólar e, em menor grau, pressões inflacionárias. A depreciação da moeda tem um impacto natural negativo em matérias-primas denominadas em dólar, como malte e lúpulo para cerveja e açúcar para refrigerantes, e custos de embalagem (PET e alumínio), enquanto que a inflação pressiona custos em moeda local. Os dois efeitos combinados poderiam ter impactado nosso CPV excluindo depreciação em R$191,4 milhões. Adicionando-se a este montante o efeito real da mudança em nosso mix teríamos observado um aumento adicional de R$9,7 milhões no CPV excluindo depreciação, totalizando um incremento de R$201,1 milhões. Entretanto, o CPV excluindo depreciação das operações no Brasil aumento em apenas R$124,7 milhões em termos absolutos. Isso resulta do fato da Companhia já ter começado a capturar as economias de R$150,0-200,0 milhões em termos reais – descontado o efeito da depreciação da moeda e inflação – projetadas para o ano. Desse montante, durante o 1T03, a Companhia conseguiu capturar economia de custos em termos reais de R$76,3 milhões (diferença entre o custo teórico de R$201,1 milhões e o CPV observado excluindo depreciação de R$124,7 milhões) através de diversas iniciativas, que incluem: 1) redução dos preços de matérias-primas, embalagem e insumos básicos através de negociação, desenvolvimento de novos fornecedores locais e internacionais, operações de movimentação de produtos e uso de materiais substitutos/alternativos; 2) revisão / mudança de especificações para reduzir custos enquanto os níveis de qualidade permanecem elevados; 3) redução de custos fixos através da centralização e otimização das atividades das plantas; 4) aumento de 7,5%
na eficiência das linhas de embalagem através de melhor manutenção e melhor gerenciamento; e 5) redução em custos com mão de obra direta, de 18,1% ano contra ano devido ao ajuste na estrutura operacional nas plantas, maior eficiência e menor rotatividade de pessoal.
A depreciação por HL teve queda de 25,6% no trimestre, como resultado do fechamento de algumas linhas e plantas de refrigerantes ao longo de 2002. Vale mencionar que no 1T03 produzimos praticamente o mesmo volume de refrigerantes e NANC que no mesmo período de 2002, embora tenhamos fechado três plantas de refrigerante durante 2002.
O CPV total das operações internacionais caiu 11,1% no período, basicamente como conseqüência da redução do CPV verificada nas operações da Quinsa.
O CPV consolidado totalizou R$982,9 milhões no trimestre, um crescimento de 10,0% relativamente ao mesmo período de 2002. O CPV por HL consolidado teve aumento de 7,9%.
Composição do CPV % R$/hl 1T03 1T02 Var. AmBev Brasil Matéria Prima 13,0 11,6 12,2% Embalagem 20,8 18,4 13,1% Mão-de-Obra 2,5 3,1 -18,0% Depreciação 3,7 5,0 -25,6% Outros 6,8 4,4 55,4%
Total – AmBev Brasil 46,9 42,5 10,4%
CPV excluindo depreciação (Brasil) 43,1 37,5 15,2%
Operações Internacionais 55,5 59,7 -7,0%
TOTAL -- AmBev Consolidado 47,7 44,2 7,9%
Os somatórios podem não conferir devido a arredondamentos. CPV para Operações Internacionais inclui um mês de operações dos ativos da AmBev no Cone Sul, três meses de operação na Venezuela e a consolidação proporcional da Quinsa para os meses de fevereiro e março.
Composição do CPV % R$ milhões 1T03 1T02 Var. AmBev Brasil Matéria Prima 243,2 211,0 15,3% Embalagem 387,6 333,5 16,2% Mão-de-Obra 47,1 55,9 -15,7% Depreciação 69,6 91,0 -23,5% Outros 126,3 79,1 59,7%
Total – AmBev Brasil 873,8 770,3 13,4%
CPV excluindo depreciação (Brasil) 804,2 679,4 18,4%
Operações Internacionais 109,1 122,8 -11,1%
TOTAL -- AmBev Consolidado 982,9 893,2 10,0%
Os somatórios podem não conferir devido a arredondamentos. CPV para Operações Internacionais inclui um mês de operações dos ativos da AmBev no Cone Sul, três meses de operação na Venezuela e a consolidação proporcional da Quinsa para os meses de fevereiro e março.
Despesas Operacionais
Despesas com Vendas, Gerais e Administrativas
No período, as despesas com vendas, gerais e administrativas das operações no Brasil foram 5,6% inferiores ao 1T02. O principal responsável pela queda nessas despesas foi a significativa redução nas despesas com vendas, que totalizaram R$122,2 milhões, uma redução de 33,1% (R$60,4 milhões) em relação ao 1T02. A queda nas despesas com vendas é conseqüência de: 1) menor despesa com promoções em supermercados, resultado de novos acordos com algumas redes e investimentos mais eficientes; 2) maiores reembolsos de merchandising de distribuidores terceirizados, dado o crescimento de volume; 3) redução de despesas com nossa conferência anual com distribuidores terceirizados; 4) menor provisão para devedores duvidosos; e 5) queda em despesas com marketing devido a menor alocação dessas despesas no trimestre dado os volumes abaixo do esperado (aproximadamente R$4,0 milhões). As despesas administrativas caíram 4,5% (ou R$3,8 milhões) para R$81,6 milhões, ainda como conseqüência da introdução do Centro de Serviços Compartilhados.
Vale mencionar que, da queda de R$64,2 milhões de despesas com vendas, gerais e administrativas, excluindo depreciação, aproximadamente R$27,0 milhões podem vir a ser desembolsadas no futuro. A diferença (R$37,2 milhões), é o resultado do compromisso da Companhia em reduzir CPV e despesas com vendas, gerais e administrativas em termos reais em R$150,0-R$200,0 milhões em 2003. Adicionando-se o impacto da inflação nesse montante, a queda das despesas com vendas, gerais e administrativas passa para R$78,5 milhões em termos reais. É importante notar que já era esperada a concentração da queda dessas despesas no primeiro semestre de 2003, uma vez que os gastos no 1ºS02 estavam elevados.
As despesas com vendas, gerais e administrativas das Operações Internacionais foram 2,8% menores que em igual período do ano passado.
Depreciação e amortização das operações no Brasil cresceram 31,9% para R$82,8 milhões devido à expansão de nossa rede de distribuição direta e colocação de coolers em pontos de vendas estratégicos e com elevado volume. Até abril, aproximadamente 27 mil novos coolers foram instalados pela Companhia.
As despesas com depreciação das Operações Internacionais ficaram 55,4% acima do mesmo período de 2002. As despesas com vendas, gerais e administrativas consolidadas totalizaram R$503,5 milhões no trimestre, queda de 4,3% em comparação ao 1T02.
Despesas com Distribuição Direta
Distribuição direta das operações no Brasil representaram 33,0% do volume de vendas total durante o trimestre, comparado a 32,4% durante o 1T02. Despesas com distribuição direta no Brasil totalizaram R$131,4 milhões no 1T03, ou 17,3% acima do 1T02. O custo de distribuição direta por hectolitro alcançou R$21,6 no trimestre, 14,9% acima dos R$18,8/hl registrados no 1T02. O aumento do custo de distribuição direta por HL é função do aumento das vendas para bares e restaurantes, que apresentam maior custo de distribuição por HL relativamente à distribuição para supermercados e, principalmente, devido aos maiores custos com frete.
O custo de distribuição direta para as Operações Internacionais permaneceu estável em R$11,6 milhões.
O custo consolidado de distribuição direta somou R$143,0 milhões no trimestre, crescimento de 15,7% relativamente ao 1T02, devido aos fatores anteriormente discutidos.
Provisão para Contingências
Provisões no primeiro trimestre para as operações no Brasil totalizaram R$18,3 milhões. Esse montante é composto, principalmente, por uma provisão de R$13,0 milhões relacionada ao questionamento sobre a incidência de COFINS sobre a receita financeira. Provisões para contingências nas Operações Internacionais totalizaram R$7,7 milhões, relacionadas a impostos devidos na Argentina.
Outras Receitas Operacionais, Líquidas
Outras receitas operacionais líquidas para as operações no Brasil durante o trimestre totalizaram R$77,0 milhões. Esse montante é composto, fundamentalmente, por R$67,2 milhões relacionados à variação cambial de investimentos da AmBev em operações internacionais – a Quinsa contribuiu com R$43,1 milhões, enquanto outras operações internacionais (Venezuela e maltarias da AmBev) contribuíram com o restante – uma vez que o Real apreciou-se durante o trimestre, e R$49,5 milhões de amortização de ágio (Antarctica, Cympay, Salus e Quinsa). Esses efeitos negativos foram parcialmente compensados por um ganho de R$39,4 milhões relativo a incentivos fiscais em algumas subsidiárias da AmBev.
Com relação às Operações Internacionais, houve ganho de R$21,7 milhões atribuído ao efeito da apreciação de algumas moedas frente ao dólar, notadamente o Peso argentino, que resultou em efeito positivo sobre o valor de nossos investimentos quando convertidos para Real.
Receita e Despesa Financeira
A exposição das operações da AmBev no Brasil às flutuações cambiais permanece totalmente protegida através de operações de hedge que envolvem investimentos em ativos atrelados ao dólar, como também o uso de swaps e derivativos. Conforme ocorreu no 4T02, o cupom cambial para títulos com vencimento em 2008 caiu de 21,7% a.a. para 14,2% a.a ao longo do 1T03 e o cupom cambial para os títulos com vencimento em 2004 caiu de 20.5% a.a. para 8.8% a.a ao longo do 1T03, causando ganhos significativo quando esses ativos são marcados a mercado.
Composição do Resultado Financeiro Líquido
R$ milhões 1T03 1T02
Receita Financeira
Receita financeira sobre caixa e aplicações 62.743 80.415
Ganhos (perdas) cambias sobre ativos (25.691) 1.672
Atividades de swaps e forwards 298.018 10.713
Juros sobre impostos, contribuições e depósitos 20.094 6.511
Outros 40.777 9.383
Total – AmBev Brasil 395.942 108.694
Despesa Financeira
Juros sobre a dívida em moeda local 34.444 26.114
Juros sobre a dívida em moeda estrangeira 77.191 71.995
Perdas (ganhos) cambiais sobre financiamentos (171.333) (3.724)
Impostos sobre transações financeiras 20.999 22.649
Atividades de swaps e forwards 22.783 25.579
Outros 54.100 25.103
Total – AmBev Brasil 38.184 167.716
Resultado Financeiro Líquido – AmBev Brasil 357.758 (59.022)
Resultado Fin. Líq. —Operações Internacionais 23.421 NA
Total AmBev Consolidado 381.180 NA
Ativos financeiros foram marcados a mercado
Os somatórios podem não conferir devido a arredondamentos
No primeiro trimestre de 2003, o resultado financeiro líquido das operações no Brasil foi positivo em R$357,8milhões, comparado a uma despesa líquida de R$59,0 milhões no mesmo período do ano passado. O resultado positivo no primeiro trimestre de 2003 resulta do efeito da marcação a mercado de ativos denominados
em dólar, uma vez que o cupom teve queda significativa, gerando um ganho de aproximadamente R$350,0 milhões. O resultado financeiro líquido para as Operações Internacionais foi positivo em R$23,4 milhões no trimestre.
Com relação a nossa estrutura de capital, houve aumento da dívida líquida das operações no Brasil para R$2.432,0 milhões no 1T03, comparativamente aos R$981,8 milhões em 31/12/2003, em decorrência da conclusão da operação com a Quinsa em 31 de janeiro de 2003, que resultou em uma saída de recursos de aproximadamente US$400 milhões. No entanto, apesar desse aumento no endividamento da Companhia, é importante mencionar que a Companhia continua com perfil de crédito sólido, evidenciado pelo seu rating de grau investimento em moeda local.
Considerando as operações no Brasil, o custo médio da dívida em moeda local de curto e longo prazos foi de 12,6% e 8.5%, respectivamente. A dívida em moeda local permanece composta, basicamente, por recursos do BNDES. Similarmente, nosso custo em moeda estrangeira para curto e longo prazos foi de 10,6% e 9,7% em dólar, respectivamente. A dívida em moeda estrangeira é composta, principalmente, pelas Senior Notes e pelo empréstimo sindicalizado, ambos emitidos em 2001.
Composição da Dívida – AmBev Brasil
R$ milhõess Moeda Local Estrangeira Moeda Total
Dívida de Curto Prazo Dívida de Longo Prazo Total 324,6 742,9 1,067,5 228,6 2.975,7 3.204,3 553,2 3.718,6 4.271,8 Disponibilidades Dívida Líquida 1.839,8 2.432,0
Os somatórios podem não conferir devido a arredondamentos. Balanço Consolidado
A dívida consolidada líquida totalizou R$2.757,2 milhões no 1T03, incluindo a participação proporcional na Quinsa e as operações na Venezuela em nosso balanço. A dívida de curto prazo somou R$1.031,0 milhões e a dívida de longo prazo R$3.788,0 milhões. A relação dívida líquida sobre EBITDA anualizado (utilizando o EBITDA do 1T03 como base) foi de aproximadamente 1,0.
Composição da Dívida – AmBev Consolidado
R$ milhõess Moeda Local Estrangeira Moeda Total
Dívida de Curto Prazo Dívida de Longo Prazo Total 324,6 742,9 1.067,5 706,4 3.045,1 3.751,5 1.031,0 3.788,0 4.819,0 Disponibilidades Dívida Líquida 2.757,2 2.061,9
Os somatórios podem não conferir devido a arredondamentos.
Lucro Líquido
O lucro líquido das operações no Brasil totalizou R$467,6 milhões contra R$281,9 milhões no 1T02. O lucro líquido consolidado, que é a base para o cálculo de dividendos anuais, totalizou R$509,0 milhões. O lucro líquido por lote de mil ações (baseado no número total de ações menos as ações que não têm direto a dividendo) foi de R$13,4 (US$3,8) no primeiro trimestre de 2003.
O lucro líquido consolidado também foi afetado por: • Receitas/Despesas Não Operacionais
As despesas operacionais não consolidadas somaram R$16,4 milhões no 1T03, compostas principalmente por perda de R$16,3 milhões nas operações no Brasil, referente a prejuízos na venda de ativos e a baixo no valor de alguns equipamentos.
• Imposto de Renda e Contribuição Social
O valor provisionado para imposto de renda e contribuição social no trimestre foi de R$252,4 milhões e é conseqüência do forte desempenho operacional da AmBev e ganhos financeiros significativos devido a queda do cupom. O imposto de renda para as operações no Brasil totalizou R$246,3 milhões.
• Participações nos Lucros e Contribuições
No primeiro trimestre de 2003, a provisão consolidada para participação nos lucros somou R$11,0 milhões e é atribuída às operações da AmBev no Brasil. Essa conta é simplesmente uma provisão e está relacionada às expectativas de que a Companhia irá atingir suas metas em 2003.
• Participação dos Acionistas Minoritários
Em base consolidada, os acionistas minoritários em nossas subsidiárias compartilharam ganhos de R$8,0 milhões no primeiro trimestre de 2003. Esses ganhos são resultado, principalmente, do desempenho positivo de nossas operações internacionais.
FATOS RECENTES
Standard and Poor’s Eleva Rating da AmBev em Moedas Local e Estrangeira
Em 29 de abril de 2003, a Standard and Poor’s (S&P) mudou a perspectiva do rating das empresa brasileiras, incluindo a AmBev, de negativo para estável, mencionando uma melhora no cenário macroeconômico do país. O rating da AmBev em moeda local passou de BBB−/Negativo para BBB−/Estável, e em moeda estrangeira, de B+/Negativo para B+/Estável.
Ata da AGE e AGO da AmBev
Em 25 de abril de 2003, as Assembléias Gerais Ordinária e Extraordinária da AmBev foram realizadas cumulativamente. Os acionistas representando mais de 2/3 do capital social votante da Companhia decidiram: (1) na Assembléia Geral Ordinária: (i) aprovar o relatório anual e as contas da Administração, bem como as demonstrações financeiras referentes ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2002; (ii) ratificar a destinação do lucro líquido constante das demonstrações financeiras aprovadas, alterando-se tão somente a destinação do valor de R$853.215.871,87, lançado originalmente a crédito da conta de Reserva para Aumento de Capital, destinando tal valor à Reserva de Investimentos prevista no estatuto social, bem como ratificar a distribuição dos resultados efetuada pelo conselho de Administração da Companhia; (iii) ratificar o montante global da remuneração paga aos administradores da Companhia no exercício de 2002, conforme consignado nas demonstrações financeiras, e fixar o montante global da remuneração mensal dos administradores da Companhia para o exercício de 2003; (iv) determinar a instalação do Conselho Fiscal da Companhia para o presente exercício de 2003 e designar para os cargos de membros efetivos do Conselho Fiscal; (2) na Assembléia Geral Extraordinária: (i) verificar o aumento do capital social da Companhia em R$77.347.438,25, passando o referido capital para R$3.123.591.036,77, mediante a emissão de 259.007.457 ações preferenciais para subscrição privada, exclusivamente para atender ao disposto no Plano de Opção de Compra de Ações da AmBev; (ii)
aprovar o cancelamento de 342.917.288 ações de emissão da Companhia mantidas em tesouraria, sendo 60.049.307 ações ordinárias e 282.867.981 ações preferenciais, sem diminuição do seu capital social; (iii) tendo em vista as deliberações acima, alterar o caput, do Artigo 5º, do estatuto social da Companhia; (iv) aprovar a consolidação do estatuto social da Companhia, em face da alteração acima deliberada; (v) autorizar a administração da Companhia a praticar todos os atos necessários à implementação e formalização das deliberações ora aprovadas.
Para a versão completa da ata das Assembléias Gerais Ordinária e Extraordinária, favor acessar o site www.ambev-ir.com.
Renovação do Programa de Recompra de Ações
Em 24 de abril de 2003, a AmBev anunciou a aprovação pelo seu Conselho de Administração, em 23/4/2003, da renovação do programa de recompra de ações ordinárias e preferenciais, no montante de R$200 milhões, anunciado em 23 de janeiro de 2003. Esse programa terá validade por um período de 90 dias, conforme Instrução CVM 10/80. Durante os 90 dias seguintes, a AmBev poderá recomprar até 239.384.641 ações ordinárias e 1.635.896.173 ações preferenciais. Desde 23 de janeiro de 2003, a Companhia adquiriu 238.995.371 ações, totalizando R$115 milhões.
Através da renovação do programa de recompra de ações, e do lançamento freqüente de novos programas de recompra, a AmBev mantém sua política de busca contínua de geração de valor aos acionistas, combinando o uso eficiente de sua forte geração de caixa a uma administração competente da sua estrutura de capital, conforme evidenciado pelo seu rating “grau investimento” em moeda local. Após investir em suas atividades principais que aumentam a lucratividade dos acionistas, a Companhia também mantém seu compromisso de retornar caixa aos mesmos, através de programas de recompra e do pagamento de dividendos. Em 2002, a AmBev recomprou R$337 milhões em ações e pagou dividendos no montante de R$335 milhões, evidenciando a estratégia de longo prazo da Companhia de retornar o caixa excedente para seus investidores.
O programa que permite o lançamento das opções de venda das duas classes de ações da AmBev também foi renovado, de acordo com as Instruções no 290/98 e no 291/98 da CVM, respeitando os limites impostos ao programa como um todo. Obedecendo ao artigo 2º da Instrução CVM nº 290/98, a quantidade de opções de venda lançada multiplicada pelo respectivo preço de exercício não pode ultrapassar 30% das reservas de lucro e de capital. Adicionalmente, esse montante somado ao volume financeiro das ações adquiridas pelo programa de recompra está limitado ao montante de R$200 milhões.
Para maiores informações, favor acessar o site www.ambev-ir.com.
Colegiado da CVM Emite Parecer Final sobre Preço de Emissão dos Bônus de Subscrição
Em 31 de março de 2003, o Colegiado da CVM por unanimidade reformou o entendimento da Procuradoria Geral, concluindo ser acertado o entendimento da AmBev de que o plano de opção de compra de ações, aprovado por decisão da Assembléia Geral, era irrelevante na determinação do preço de emissão das ações em questão. A Procuradoria Geral não concordava com o entendimento da Companhia, justificando requerimento da Companhia de que a matéria fosse examinada pelo Colegiado da autarquia, como sua autoridade máxima. Seu requerimento foi acompanhado de diversos pareceres jurídicos comprovando o acerto da tese, inclusive de ambos os ilustres co-autores do Anteprojeto que se transformou na Lei no 6.404/76.
Desta forma, e conforme a decisão do Colegiado da CVM, “não deve ser incluído na determinação do preço de exercício dos bônus de subscrição o preço de emissão de novas ações oriundas do plano de opção de compra de ações da AmBev”.
TELECONFERÊNCIA SOBRE OS RESULTADOS DO 1T03
Data & Horário: Segunda-feira, 12 de maio de 2003
11:00 – Horário de Nova Iorque 12:00 – Horário de São Paulo
Números: Toll Free (Brasil): (0800) 891-5046
Participantes no EUA/Canadá: (+1 877) 297-4509
Participantes Internacionais: (+1 973) 935-2100
Toll Free (Reino Unido): (08000) 689-199
Código da Teleconferência: AmBev
Informações contidas neste documento podem incluir considerações futuras e refletem a percepção atual e perspectivas da diretoria sobre a evolução do ambiente macro-econômico, condições da indústria, desempenho da Companhia e resultados financeiros. Quaisquer declarações, expectativas, capacidades, planos e conjecturas contidos neste documento, que não descrevam fatos históricos, tais como informações a respeito da declaração de pagamento de dividendos, a direção futura das operações, a implementação de estratégias operacionais e financeiras relevantes, o programa de investimento, os fatores ou tendências que afetem a condição financeira, liquidez ou resultados das operações, e a implementação das medidas previstas no compromisso de desempenho da AmBev firmado com o CADE, são considerações futuras de significado previsto no “U.S. Private Securities Litigation Reform Act” de 1995 e contemplam diversos riscos e incertezas. Não há garantias de que tais resultados venham a ocorrer. As declarações são baseadas em diversos fatores e expectativas, incluindo condições econômicas e mercadológicas, competitividade da indústria e fatores operacionais. Quaisquer mudanças em tais expectativas e fatores podem implicar que o resultado real seja materialmente diferente das expectativas correntes.
Para informações adicionais, favor contatar o Departamento de Relações com Investidores: Tobias Stingelin (11) 2122-1415 [email protected] Alexandre Saddy (11) 2122-1414 [email protected]
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AmBev - Informação Financeira Segmentada 1T03 1T02 % 1T03 1T02 % 1T03 1T02 % 1T03 1T02 % 1T03 1T02 % 1T03 1T02 % Volumes (000 hl) 14.067 13.345 5,4% 4.572 4.797 -4,7% 18.640 18.141 2,7% 4.135 4.190 -1,3% 22.774 22.331 2,0% 1.966,880 2.057,109 20.606 20.199 R$ milhões Receita Líquida 1.417,0 1.237,2 14,5% 322,5 280,4 15,0% 37,0 51,7 -28,4% 1.776,6 1.569,3 13,2% 208,6 214,6 -2,8% 1.985,2 1.783,9 11,3% CPV (618,2) (540,3) 14,4% (235,1) (199,3) 17,9% (20,5) (30,8) -33,4% (873,8) (770,3) 13,4% (109,2) (122,9) -11,1% (982,9) (893,2) 10,0% Lucro Bruto 798,8 696,9 14,6% 87,5 81,1 7,9% 16,5 20,9 -21,0% 902,8 798,9 13,0% 99,5 91,8 8,4% 1.002,2 890,7 12,5% Despesas Operacionais (341,5) (360,0) -5,1% (75,9) (76,2) -0,4% (0,6) (6,6) -91,4% (417,9) (442,8) -5,6% (85,6) (83,3) 2,8% (503,5) (526,0) -4,3% EBIT 457,3 336,9 35,7% 11,6 4,9 137,2% 16,0 14,3 11,7% 484,9 356,1 36,1% 13,9 8,5 63,3% 498,7 364,6 36,8%
Depr. & Amort. (123,2) (132,0) -6,7% (29,1) (16,4) 77,1% 0,0 (5,0) -100,0% (152,3) (153,4) -0,7% (26,1) (19,2) 35,9% (178,4) (172,5) 3,4%
EBITDA 580,5 468,9 23,8% 40,7 21,3 90,9% 16,0 19,2 -17,0% 637,2 509,5 25,1% 39,9 27,7 44,3% 677,1 537,2 26,1% % do EBITDA Total 85,7% 87,3% 6,0% 4,0% 2,4% 3,6% 94,1% 94,8% 5,9% 5,2% % da Receita Líquida Receita Líquida 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% CPV -43,6% -43,7% -72,9% -71,1% -55,3% -59,5% -49,2% -49,1% -52,3% -57,3% -49,5% -50,1% Lucro Bruto 56,4% 56,3% 27,1% 28,9% 44,7% 40,5% 50,8% 50,9% 47,7% 42,7% 50,5% 49,9% Despesas Operacionais -24,1% -29,1% -23,5% -27,2% -1,5% -12,9% -23,5% -28,2% -41,0% -38,8% -25,4% -29,5% EBIT 32,3% 27,2% 3,6% 1,7% 43,1% 27,6% 27,3% 22,7% 6,7% 4,0% 25,1% 20,4%
Depr. & Amort. -8,7% -10,7% -9,0% -5,9% 0,0% -9,6% -8,6% -9,8% -12,5% -8,9% -9,0% -9,7%
EBITDA 41,0% 37,9% 12,6% 7,6% 43,1% 37,2% 35,9% 32,5% 19,1% 12,9% 34,1% 30,1% Por Hectolitro (R$/hl) Receita Líquida 100,7 92,7 8,7% 70,5 58,5 20,7% 95,3 86,5 10,2% 106,1 104,3 1,7% 96,3 88,3 9,1% CPV (43,9) (40,5) 8,6% (51,4) (41,6) 23,7% (46,9) (42,5) 10,4% (55,5) (59,7) -7,1% (47,7) (44,2) 7,9% Lucro Bruto 56,8 52,2 8,7% 19,1 16,9 13,2% 48,4 44,0 10,0% 50,6 44,6 13,4% 48,6 44,1 10,3% Despesas Operacionais (24,3) (27,0) -10,0% (16,6) (15,9) 4,5% (22,4) (24,4) -8,1% (43,5) (40,5) 7,5% (24,4) (26,0) -6,2% EBIT 32,5 25,2 28,8% 2,5 1,0 148,9% 26,0 19,6 32,5% 7,1 4,1 70,8% 24,2 18,1 34,1%
Depr. & Amort. (8,8) (9,9) -11,5% (6,4) (3,4) 85,8% (8,2) (8,5) -3,4% (13,3) (9,3) 42,1% (8,7) (8,5) 1,3%
EBITDA 41,3 35,1 17,4% 8,9 4,4 100,3% 34,2 28,1 21,7% 20,3 13,5 50,9% 32,9 26,6 23,6%
AmBev Consolidado (3) Cerveja Brasil RefrigeNanc Outros Produtos Total AmBev Brasil (1) Internacionais (2)
AmBev Brasil Operações
Nota: dados relativos a volumes referem-se ao volume total de vendas, e não apenas a nossa consolidação proporcional. No entanto, para o cálculo de dados por HL, utilizamos os volumes proporcionais de forma a manter a consistência das informações.
(1) Dados para AmBev Brasil são pro forma para 1T02 e 1T03, e consistem na soma dos segmentos Cerveja Brasil, RefrigeNanc e Outros.
(2) Dados para as Operações Internacionais consistem em: 2 meses de operações da Quinsa (inc. Cone Sul), 1 mês de operação no Cone Sul e 3 meses de operação na Venezuela.
Dados para o 1T02 são pro forma.
(3) Dados para AmBev Consolidado consistem em AmBev Brasil + Operações Internacionais. Dados para o 1T02 são pro forma.
DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO
Legislação Societária Pro Forma Pro Forma Pro Forma
R$ 000 1T03 1T02 1T02
Receita Líquida 1.776.569 1.569.250 13,2% 1.985.193 1.783.899 11,3% Custo dos Produtos Vendidos (873.788) (770.342) 13,4% (982.946) (893.236) 10,0%
Lucro Bruto 902.781 798.907 13,0% 1.002.246 890.662 12,5%
Margem Bruta (%) 50,8% 50,9% 50,5% 49,9%
Despesas com Vendas (122.242) (182.625) -33,1% (166.811) (229.916) -27,4%
% sobre a Receita Líquida 6,9% 11,6% 8,4% 12,9%
Despesas com Distribuição Direta (131.367) (112.012) 17,3% (142.989) (123.583) 15,7%
% sobre a Receita Líquida 7,4% 7,1% 7,2% 6,9%
Despesas Gerais e Administrativas (81.575) (85.400) -4,5% (98.997) (102.088) -3,0%
% sobre a Receita Líquida 4,6% 5,4% 5,0% 5,7%
Depreciações e Amortizações (82.737) (62.727) 31,9% (94.708) (70.432) 34,5%
Subtotal (417.921) (442.764) -5,6% (503.507) (526.019) -4,3%
% sobre a Receita Líquida 23,5% 28,2% 0,0% 29,5%
EBIT 484.860 356.144 36,1% 498.740 364.643 36,8%
% sobre a Receita Líquida 27,3% 22,7% 25,1% 20,4%
Provisões, Líquidas (18.305) (40.031) -54,3% (26.005) Outras Receitas (Despesas) Operacionais (77.015) (904) 8420,9% (55.273)
Equivalência Patrimonial 0 0 n.m. (1.824)
Despesas Financeiras (38.184) (167.716) -77,2% (49.985) Receitas Financeiras 395.942 108.694 264,3% 431.165 Resultado Financeiro Líquido 357.758 (59.022) n.m. 381.180 Receitas (Despesas) Não Operacionais (16.312) (4.216) 287,0% (16.420)
Lucro Antes de Impostos 730.985 251.971 190,1% 780.397
Provisão IR/Contribuição Social (246.285) 32.436 n.m. (252.376) Participações de Empregados e Administrador (11.031) (24.969) -55,8% (11.031) Participações Minoritárias (6.114) 22.419 n.m. (8.028)
Lucro Líquido 467.556 281.857 65,9% 508.962
% sobre a Receita Líquida 26,3% 18,0% 25,6%
Depreciações e Amortizações 152.315 153.352 -0,7% 178.378 172.529 3,4%
EBITDA 637.175 509.496 25,1% 677.118 537.172 26,1%
% sobre a Receita Líquida 35,9% 32,5% 34,1% 30,1%
AmBev Brasil AmBev Consolidado
1T03 %
%
Notas: Dados para AmBev Brasil são pro forma para 1T02 e 1T03, e consistem na soma dos segmentos Cerveja Brasil, RefrigeNanc e Outros.
BALANÇO CONSOLIDADO
AmBev
Legislação Societária Pro Forma Pro Forma Consolidado
R$000 Dez_2002 Mar_2003 Mar_2003
ATIVO
Caixa 2.763.836 1.379.797 1.601.911 Títulos e Valores Mobiliários 732.322 459.971 459.971 Contas a Receber de Clientes 640.538 341.350 395.919 Estoques 814.401 828.446 952.790 Impostos a Recuperar 395.323 498.229 513.415 Despesas Antecipadas 38.001 56.801 66.830 Outros 67.962 203.875 224.582 Ativo Circulante 5.452.383 3.768.470 4.215.419 Impostos a Recuperar 1.896.006 1.843.632 1.906.414 Contas a Receber de Empregados 324.053 342.824 342.824 Depósitos/Outros 481.802 556.757 582.537
Ativo a Longo Prazo 2.701.861 2.743.212 2.831.775
Investimentos 636.975 2.304.507 1.856.908 Imobilizado 2.943.504 2.860.499 3.691.412 Diferido 104.364 74.793 110.333 Ativo Permanente 3.684.842 5.239.799 5.658.654 ATIVO TOTAL 11.839.086 11.751.481 12.705.848 PASSIVO Financiamentos 523.419 553.155 1.031.007 Contas a Pagar 722.843 525.364 655.548 ICMS, IPI e Outros Impostos a Recolher 597.073 414.027 424.225 Dividendos a Pagar 345.641 118.888 119.399 Salários e Participações 189.744 88.076 91.522 Imposto de Renda, Contribuição Social e Outros 71.298 189.142 234.102 Outros 169.262 171.153 183.013
Passivo Circulante 2.619.281 2.059.806 2.738.815
Financiamentos 3.842.947 3.718.616 3.788.041 Imposto de Renda, Contribuição Social 22.629 22.453 25.308 ICMS Diferido 306.892 291.770 291.770 Provisão para Contingências 1.008.066 1.006.946 1.097.104 Provisão para Fundo de Pensão 53.428 52.335 52.335 Outros (48.960) 13.711 30.177
Passivo a Longo Prazo 5.185.002 5.105.832 5.284.735
TOTAL 7.804.283 7.165.638 8.023.551
PARTICIPAÇÃO ACIONISTA MINORITÁRIO 79.143 85.465 128.360
Capital Social 2.782.572 3.039.493 3.046.244 Reservas 1.042.847 1.091.400 1.107.426 Lucros/(prejuízos) Acumulados 130.241 369.485 400.267 PATRIMÔNIO LÍQUIDO 3.955.660 4.500.378 4.553.937 PASSIVO TOTAL 11.839.086 11.751.481 12.705.848 AmBev Brasil
Notas: Dados para AmBev Brasil são pro forma para 1T02 e 1T03, e consistem na soma dos segmentos Cerveja Brasil, RefrigeNanc e Outros.
FLUXO DE CAIXA CONSOLIDADO
AmBev Consolidado
R$ 000 1T03
Atividades Operacionais
Lucro líquido do exercício 508.962
Ajustes para reconciliar o lucro líquido do exercício ao caixa gerado pelas atividades operacionais
Despesas (receitas) que não afetam o caixa
Depreciação e amortização do diferido 178.379 Provisão para contingências e passivos associados a
questionamentos fiscais 26.005 Encargos financeiros sobre contigências 11.395 (Ganho) Perda na alienação de bens do imobilizado 9.621
e investimentos, líquido
Juros e variações sobre plano de ações (26.139) Juros e variações sobre impostos e contribuições (12.533) Equivalência patrimonial 1.824 Encargos financeiros sobre financiamentos de longo prazo (45.598) Prov.p/perdas s/ estoques e outros ativos 13.444 Imposto de renda / Contribuição social diferidos 45.319 Variação cambial de investimentos no exterior 7.674 Ganhos (perda) não realizado em operações de derivativos (31.822) Ganhos de participações em controladas 4.775
Amortização de ágio 71.304
Participação dos acionistas minoritários 8.028
Redução (Aumento) ocorrido nas contas do ativo
Contas a receber de clientes 310.111
Impostos a recuperar (64.032)
Estoques (30.177)
Outras contas a receber (134.447)
(Redução) Aumento ocorrido nas contas do passivo
Fornecedores (197.356)
Salários, participações e encargos sociais (100.889) Imposto de renda, contribuição social e outros (54.112) Desembolsos vinc.a contingências e questionamentos fiscais (3.571)
Outros (80.584)
Geração de caixa operacional 415.581
Atividades de Investimento
Caixa recebido na alienação de bens do ativo imobilizado e investimentos 7.599 Resgate de aplicações financeiras, líquido 346.578 Investimentos em empresas afiliadas (1.382.304) Aquisição de bens do ativo imobilizado (162.404) Dispêndio na formação do diferido (14.307)
Caixa gerado pelas atividades de investimento (1.204.838)
Atividades de Financiamento
Venda financiada de ações 34.762
Pagamento de dividendos / restituição de capital (335.024) Recompra de ações em tesouraria (47.459) Captação de novos financiamentos 133.485 Pagamento de financiamentos (197.950)
Aumento de capital 2.023
Caixa gerado (utilizado) nas atividades de financiamento (410.163)
Efeito de variação cambial e ganhos não realizados sobre
ativos financeiros 31.822
Subtotal (1.167.598)
Saldo inicial de caixa e equivalentes 2.769.509 Saldo final de caixa e equivalentes 1.601.911
Aumento (Redução) do saldo de caixa e equivalentes (1.167.598)