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Gestão de custos e resultados na produção de grãos

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Academic year: 2021

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DECON-DEPARTAMENTO DE ECONOMIA E CONTABILIDADE

CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS

GESTÃO DE CUSTOS E RESULTADOS NA PRODUÇÃO DE GRÃOS

(Trabalho de Conclusão de Curso)

JULIANE TENGATEN

Ijuí (RS)

2010

(2)

UNIJUÍ-UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO

DO RIO GRANDE DO SUL

DECON-DEPARTAMENTO DE ECONOMIA E CONTABILIDADE

CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS

GESTÃO DE CUSTOS E RESULTADOS NA PRODUÇÃO DE GRÃOS

Trabalho de Conclusão de curso apresentado no Curso de Ciências Contábeis da UNIJUI, como requisito parcial para

obtenção do título de Bacharel em Ciências Contábeis.

JULIANE TENGATEN

Orientadora: MSc. Eusélia Paveglio Vieira

(3)

AGRADECIMENTOS

- A Deus pelo dom da vida, e por me fortalecer nas horas difíceis na minha vida e pelas

vitórias alcançadas.

- Aos meus Pais pela oportunidade que me deram de realizar o estudo, pela confiança que depositaram em mim e o apoio que tive deles.

- A minha Irmã, e ao meu Irmão (in memória) na qual sempre tive apoio de ambos.

- A todos os meus professores, principalmente a professora Eusélia Paveglio Vieira,

orientadora desse trabalho, dedicando-se com sabedoria e carinho para a realização do trabalho.

- A Universidade Regional do Noroeste do estado do Rio Grande do Sul - UNIJUÍ- pela acolhida e com ótima estrutura física, com um quadro de excelentes docentes.

- Aos colaboradores do Departamento de economia e contabilidade, de uma ou de outra forma contribuíram para a realização desse curso.

- E por fim, aos meus familiares e amigos que colaboraram para a minha formação com mais uma etapa concluída na minha vida.

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“A nossa vida é simplesmente o reflexo das nossas ações.”

(5)

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ... 12

1 CONTEXTUALIZAÇÃODOESTUDO...14

1.1Área de Conhecimento Contemplada ... 14

1.2 Caracterização da Propriedade ... 14 1.3Problematização da Propriedade ... 15 1.4 Objetivos... 15 1.4.1 Objetivo Geral ... 15 1.4.2Objetivos Específicos ... 16 1.5 Justificativa... 16 1.6 Metodologia do trabalho... 18 1.6.1Classificação da Pesquisa ... 18

1.6.1.1 Do Ponto de Vista de Sua Natureza ... 18

1.6.1.2 Do Ponto de Vista de seus Objetivos ... 18

1.6.1.3 Do Ponto de Vista dos procedimentos Técnicos ... 19

1.6.2 Plano de Coletas de Dados ... 20

1.6.2.1 Instrumento de Coleta de Dados... 20

1.6.3 Plano de Análise e Interpretação dos Dados ... 21

2REVISÃOBIBLIOGRÁFICA...22

2.1 Contabilidade... 22

2.1.1 Objetos, Finalidades e Campo da Contabilidade... 24

2.2 Contabilidade de Custos ... 25

2.2.1 Conceitos aplicados à contabilidade de custos ... 26

2.2.2 Objetivos da contabilidade de custos ... 27

2.2.3 Classificação de custos ... 29

2.2.3.1 Quanto a Natureza ... 29

2.2.3.2 Quanto a Identificação Material com o Produto... 30

2.2.3.3 Quanto á sua variação quantitativa (física e em valor) de acordo com o volume produzido. ... 30

2.2.3.4 Custos na agropecuária... 31

2.2.4 Métodos de custeio ... 32

2.2.5 Margem de Contribuição ... 36

2.2.6 Ponto de equilíbrio ... 37

2.2.7 Margem de segurança operacional ... 38

2.3 Contabilidade Agrícola... 39

(6)

2.3.2 Ciclo das Culturas... 42

2.3.3 Custos com mão-de-obra ... 43

2.3.4 Custos com materiais e insumos... 44

2.3.5 Custos dos Produtos Vendidos ... 45

2.4 Depreciação, amortização e exaustão. ... 45

2.4.1 Depreciação Acelerada ... 48

2.4.2 Depreciação de máquinas e implementos agrícolas ... 49

2.4.3 Taxas de depreciação... 50

2.5 Resultado da empresa ... 51

3.GESTÃODECUSTOSERESULTADOSNAPRODUÇÃODEGRÃOS:ESTUDO DE CASO...54

3.1 Descrição do ciclo das culturas da propriedade... 54

3.1.1 Processo de produção da cultura do trigo ... 54

3.1.2 Processo de produção da cultura da Aveia Preta... 56

3.1.2.1 Processo de produção da cultura da Aveia Preta com Nabo para cobertura 57 3.1.3 Processo de produção da cultura do milho ... 57

3.1.4 Processo de produção da cultura da soja ... 59

3.2 Levantamento dos custos com insumos... 60

3.3 Apuração dos custos com mão-de-obra... 65

3.4 Apuração dos custos indiretos e identificação com cada cultura ... 66

3.4.1 Apuração dos custos patrimoniais (depreciação) ... 67

3.4.2 Custos indiretos totais por cultura ... 71

3.5 Apuração do custo total de cada cultura... 77

3.5.1 Método de custeio por absorção ... 77

3.5.2 Método de custeio variável... 83

3.6 Análise do custo, volume e lucro... 89

3.7 Apuração da margem de contribuição unitária e total... 89

3.8 Cálculo do ponto de equilíbrio e margem de segurança... 94

3.9 Levantamento das informações geradas pelo sistema ... 100

CONCLUSÃO... 108

(7)

LISTA DE FIGURAS

Figura 1: Fluxograma da produção do trigo...55

Figura 2: Fluxograma da produção da aveia...56

Figura 3: Fluxograma da produção da cultura da aveia preta com nabo para a cobertura...57

Figura 4: Fluxograma da produção do milho...58

(8)

LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 1: Custo total dos insumos por hectares...64

Gráfico 2: Custo indireto de insumos das culturas de inverno e verão...76

Gráfico 3: Custo total do trigo...78

Gráfico 4: Custo total da aveia preta...79

Gráfico 5: Custo total da aveia preta com nabo...80

Gráfico 6: Custo total do milho...80

Gráfico 7: Custo total da soja...81

Gráfico 8: Custo total da soja com o custo da aveia preta com nabo...83

Gráfico 9: composição do custo da cultura do trigo pelo método de custeio variável...85

Gráfico 10: composição do custo da cultura da aveia preta pelo método de custeio variável..85

Gráfico 11: composição do custo da cultura da aveia preta com nabo pelo método de custeio variável...86

Gráfico 12: composição do custo da cultura do milho pelo método de custeio variável...87

Gráfico 13: composição do custo da cultura da soja pelo método de custeio variável...87

Gráfico 14: Composição do custo da cultura da soja com o custo da aveia preta com nabo pelo método de custeio variável...89

Gráfico 15: Margem de contribuição unitária da cultura da soja, milho e trigo...92

Gráfico 16: Margem de contribuição unitária da cultura da soja e aveia preta com nabo, milho e trigo...92

Gráfico 17: Margem de contribuição total da cultura da soja, trigo e milho...93

Gráfico 18: Margem de contribuição total da cultura da soja e aveia preta com nabo, trigo e milho...94

Gráfico 19: Margem de segurança operacional do trigo em sacas...97

Gráfico 20: Margem de segurança operacional do milho em sacas...98

(9)

Gráfico 22: custo total pelo método de custeio por absorção das culturas de verão e inverno em reais e percentagem...100 Gráfico 23: custo total pelo método de custeio por absorção das culturas de verão e inverno em reais e percentagem, alocando o custo da aveia preta com nabo na cultura da soja...101 Gráfico 24: custo total pelo método de custeio variável das culturas de verão e inverno em reais e percentagem...102 Gráfico 25: custo total pelo método de custeio variável das culturas de verão e inverno em reais e percentagem, alocando o custo da aveia preta com nabo na cultura da soja...102 Gráfico 26: margem de contribuição unitária em reais e percentuais das culturas pesquisadas,...103 Gráfico 27: margem de contribuição unitária em reais e percentuais das culturas pesquisadas, alocando o custo da aveia preta com nabo na cultura da soja...104 Gráfico 28: margem de contribuição total em reais e percentuais das culturas pesquisadas..104 Gráfico 29: Margem de contribuição total em reais e percentuais das culturas pesquisadas, alocando o custo da aveia preta com nabo na cultura da soja...105 Gráfico 30: Quantidade vendida e o ponto de equilíbrio e a margem de segurança operacional da soja, do milho e do trigo...106

(10)

LISTA DE QUADROS

Quadro 01: Tabela dos Indicadores para a Depreciação Acelerada...48

Quadro 02: Estimativa de duração média em anos e taxa de depreciação...51

Quadro 3: quantidade e valor de insumo utilizado no trigo...61

Quadro 4: quantidade e valor de insumo utilizado na aveia preta...61

Quadro 5: quantidade e valor de insumo utilizado para cobertura do solo aveia e nabo...62

Quadro 6: quantidade e valor de insumo utilizado no milho...63

Quadro 7: quantidade e valor de insumo utilizado na soja...63

Quadro 8: Custo com mão-de-obra...65

Quadro 9: Custo com Mão-de-obra por cultura...66

Quadro 10: Depreciação de benfeitorias...67

Quadro 11: Rateio do custo das benfeitorias por área cultivada...67

Quadro 12: Depreciação Implementos agrícolas utilizados para o cultivo do trigo e da aveia...68

Quadro 13: Depreciação Implementos agrícolas utilizados para o cultivo da aveia preta com nabo...69

Quadro 14: Depreciação Implementos agrícolas utilizados para o cultivo do milho...70

Quadro 15: Depreciação Implementos agrícolas utilizados para o cultivo da soja...71

Quadro 16: Custo Indireto do Trigo...72

Quadro 17: Custo indireto Aveia Preta...73

Quadro 18: Custo Indireto aveia preta com Nabo...73

Quadro 19: custos indiretos milho...74

Quadro 20: Custos Indiretos da Soja...75

(11)

Quadro 22: Apuração do Custo Total pelo Método de Custeio por absorção da soja e aveia

preta com nabo...82

Quadro 23: Apuração do Custo total pelo Método de Custeio Variável...84

Quadro 24: Apuração do Custo total pelo Método de Custeio Variável da soja e aveia preta com nabo...88

Quadro 25: Margem de Contribuição do Trigo...90

Quadro 26: Margem de Contribuição do Milho...90

Quadro 27: Margem de Contribuição da soja...91

Quadro 28: Margem de Contribuição da soja com o custo da aveia preta com nabo...91

Quadro 29: Ponto de Equilíbrio do Trigo...94

Quadro 30: Ponto de Equilíbrio do Milho...95

Quadro 31: Ponto de Equilíbrio da Soja...95

Quadro 32: Ponto de Equilíbrio da Soja com o custo da aveia preta com nabo...95

Quadro 33: Margem de segurança operacional do Trigo...96

Quadro 34: Margem de segurança operacional do Milho...97

Quadro 35: Margem de segurança operacional da Soja...98 Quadro36: Margem de segurança operacional da Soja com o custo da aveia preta com nabo.99

(12)

INTRODUÇÃO

A agricultura é de suma importância para o desenvolvimento do País, e ao mesmo tempo, o setor agrícola necessita de mais atenção no que diz respeito ao controle, a gestão e a contabilidade na propriedade rural, seja ela de pequeno, médio ou de grande porte, pois é um fator imprescindível na hora da tomada de decisão, para uma ótima gestão de uma propriedade.

O presente trabalho de conclusão de curso visa contemplar a gestão de custos e resultados na produção de grãos em uma propriedade rural, com o propósito de gerar um sistema de custos para o gerenciamento da mesma, e o momento mais adequado para o faturamento dos grãos disponíveis.

A contabilidade de custos na área rural é uma ferramenta importante para o gestor da organização rural, principalmente para o controle da produção, proporcionando formas de redução de custos, métodos mais eficientes para o gerenciamento, obtendo mais confiabilidade nos seus negócios.

Inicialmente, o relatório apresenta a contextualização do estudo, onde foi definido o tema, a caracterização da propriedade na qual o estudo se baseou, o problema pesquisado, os objetivos gerais e específicos, acompanhados da justificativa. Em seguida, foi apresentada a metodologia utilizada no desenvolvimento do estudo.

Na segunda etapa,o relatório apresenta a revisão bibliográfica, referente aos principais temas que foram abordados no decorrer da pesquisa, baseada em publicações de diversos autores, envolvendo a contabilidade de custos e em especial a contabilidade de custos na

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atividade rural, gestão de custos, sistemas e métodos de custeio e a análise do custo, volume e lucro.

Na sequência, apresenta-se o estudo aplicado, neste capítulo, foi desenvolvido um sistema de custos e gestão para a propriedade, desde a descrição dos processos de produção das diferentes culturas, o levantamento dos custos com insumos, pessoal, patrimonial e os custos indiretos, os quais foram tabulados e agrupados a cada cultura conforme os métodos de custeio por absorção e variável. Posteriormente foi realizada uma análise do custo, dos preços pagos pelo mercado, das margens geradas nas diferentes culturas e do ponto de equilíbrio.

E por fim, o relatório encerra com a bibliografia, utilizada na realização do estudo, onde foram relacionados os autores, obras e endereços utilizados na pesquisa durante a realização do estudo.

(14)

1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO ESTUDO

Neste capítulo consta a contextualização do estudo, que apresenta a área de conhecimento, a caracterização da propriedade, a problematizarão do estudo, bem como os objetivos geral e específicos, juntamente com a justificativa da escolha do tema em estudo.

1.1 Área de Conhecimento Contemplada

A contabilidade abrange diversas áreas de atuação profissional, sendo uma delas a contabilidade de custos, que tem o propósito de coletar, processar e disponibilizar informações, para o gerenciamento da entidade. Neste sentido, o estudo foi realizado sobre o tema gestão de custos e resultados na produção de grãos em uma propriedade rural, nas culturas de trigo, aveia, milho e soja.

1.2 Caracterização da Propriedade

A entidade em estudo é uma propriedade rural, localizada em São Martinho/RS, com área total de 84,1 hectares, sendo que o total de planta é de 69,1 hectares, e o restante da propriedade é ocupado por benfeitorias, matas, eucaliptos e estradas. Para a cultura de inverno, foram utilizados 21,5 hectares para o trigo, e 15 hectares para a cultura de aveia preta, e o restante da área foi plantada aveia com nabo para cobertura do solo. Para a cultura do verão, na soja foi utilizado 64,6 hectares, e para a cultura do milho 5 hectares. A produção é entregue nas cooperativas na qual o dono é sócio, para posterior venda dos produtos. Os rendimentos das culturas variam ano a ano, depende muito do clima, e é fundamental uma adubação e tratamento correto nas culturas de inverno e verão.

O maquinário utilizado pelo proprietário é próprio. Não possui funcionários fixos, apenas é contratado diaristas para o plantio e colheita das safras de inverno e verão. O proprietário reside no meio rural com sua família. A propriedade é administrada pelo dono e pela família, e não tem nenhum tipo de sistema de custos. E na atividade agrícola tira o sustento e a capacidade de novos investimentos para o melhoramento do trabalho no cotidiano.

(15)

1.3 Problematização da Propriedade

A contabilidade de custos processa, analisa e fornece informações essenciais para o gerenciamento de uma entidade, seja qual for seu ramo de negócio. Na área rural, a contabilidade de custos é uma ferramenta importante para o desenvolvimento da mesma, seja para o pequeno, médio ou grande produtor. É imprescindível que o produtor tenha o conhecimento das suas culturas, e as despesas e custos de como podem ser processadas no decorrer das culturas, as oscilações de mercado, como, o melhor momento para a compra de insumos e na venda dos produtos.

Dessa forma, a contabilidade é fundamental para qualquer tipo de negócio, seja com ou sem fins lucrativos. Na área rural, a contabilidade de custos é uma ferramenta gerencial essencial para a análise da mesma, e a grande maioria dos produtores rurais não possui esse conhecimento técnico e consequentemente, não usufrui das informações e dos benefícios que tem para a sua gestão, na condução de seus negócios, desde a hora de adquirir insumos, do momento mais apropriado para comercializar o seu produto, ou seja, torna-se indispensável aos produtores rurais o conhecimento das informações que a contabilidade de custos proporciona para a gestão do seu negócio.

Neste sentido, a propriedade em estudo produz trigo, aveia, milho e soja, e não tem qualquer tipo de sistema de custos estruturado que apresente os gastos efetivos de cada cultura, a atividade é gerenciada controlando a área plantada, e desembolsando as despesas e custos o que realmente é essencial.

Diante do exposto, questiona-se: Qual o custo e o resultado das produções das culturas de verão e inverno, e a sua efetiva contribuição na gestão da propriedade?

1.4 Objetivos

1.4.1 Objetivo Geral

Propor um sistema de apuração de custos de cada cultura, com base nas informações do ano agrícola 2008/2009, analisando o momento mais eficaz para comercialização dos produtos, proporcionando informações confiáveis ao gestor da propriedade.

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1.4.2Objetivos Específicos

- Revisão bibliográfica referente à contabilidade de custos, contabilidade rural e contabilidade de custos aplicada a atividade rural;

- Apurar os custos da produção de cada cultura;

- Analisar a relação custo, volume e resultado de cada cultura; - Identificar as informações necessárias para a gestão.

1.5 Justificativa

A contabilidade abrange varias áreas de suma importância para as organizações, sendo uma das áreas a contabilidade de custos, que é indispensável no cotidiano das organizações, na qual o trabalho vai ser realizado em uma propriedade rural. O interesse nessa área é pelo fato que a área rural é muito carente em informações para seus gestores, e sempre veio despertando o interesse nessa área, para assim, ter um conhecimento aprofundado de como é realizada a apuração dos custos na área rural, e sua importância na gestão dos negócios.

Percebe-se que a grande maioria das propriedades não possui um sistema de controle de custos no cotidiano, e isso pode refletir nos negócios. E como a propriedade não tem nenhum tipo de sistema para o seu gerenciamento, esse trabalho tem muito interesse ao produtor, sabendo os custos e resultados do seu negócio, e ao mesmo tempo, despertando a importância de um sistema de custos para a sua gestão, consequentemente, melhorando o gerenciamento do negócio.

Para o Curso de Ciências Contábeis da Unijuí, pode contar com mais um trabalho sobre gestão de custos na área rural, e vai ficar a disposição aos futuros alunos que desejam fazer o mesmo tipo de estudo, e pelo fato de que até hoje existem poucos trabalhos neste assunto, podendo despertar interesse nos alunos que irão fazer um trabalho de conclusão de curso, a importância de ter conhecimento nessa área, pois a grande parte de nossa economia depende da agricultura.

A escolha por esse tema, enquanto acadêmica do curso de Ciências Contábeis da Unijuí, é uma realização pessoal em estudar e aprofundar os conhecimentos referentes aos

(17)

custos na área agrícola, e pelo fato de ser filha de agricultores, sempre tive interesse em saber gerenciar uma propriedade, utilizando-se de um sistema de custos.

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1.6 Metodologia do trabalho

Metodologia é o estudo dos métodos pelo qual o trabalho foi realizado, dentro dos parâmetros aceitos pela Universidade, padronizando-o para que possa ter um seguimento lógico dos dados.

Conforme o art. 8º do Regulamento do Trabalho de Conclusão de Curso (KELM, 2005, p. 43), classifica a pesquisa em Estudos de Caso e Aprofundamentos de Temas Específicos. O Relatório Técnico-Científico decorre de estudos e/ou pesquisas envolvendo temas, questões, hipóteses ou outras situações ligadas ao campo do conhecimento contábil.

1.6.1Classificação da Pesquisa

O estudo envolveu técnicas, pesquisas e questões problema, com o objetivo de elaborar um sistema de custos, com a finalidade de transformar dados em informações úteis para contribuir na tomada de decisões da propriedade rural no cotidiano.

1.6.1.1 Do Ponto de Vista de Sua Natureza

Quanto a natureza, a pesquisa foi classificada como aplicada, que segundo Silva & Menezes, citado por Vieira, (2010, p.36) relata que a “pesquisa aplicada objetiva gerar conhecimentos para aplicação prática dirigidos à solução de problemas específicos. Envolve verdades e interesses locais e tem inúmeras possibilidades de aplicação nas ciências sociais”.

1.6.1.2 Do Ponto de Vista de seus Objetivos

Do ponto de vista de seus objetivos, a pesquisa pode ser classificada como exploratória, descritiva e explicativa. Este estudo se classificou como pesquisa exploratória e pesquisa descritiva, que segundo Gil relata que:

As pesquisas exploratórias têm como principal finalidade desenvolver, esclarecer e modificar conceitos e idéias, tendo em vista, a formulação de problemas mais precisos ou hipóteses pesquisáveis para estudos posteriores. De todos os tipos de pesquisa, estas são as que apresentam menor rigidez no planejamento. Habitualmente envolvem levantamento bibliográfico e documental, entrevistas não padronizadas e estudos de caso. Procedimentos de amostragem e técnicas

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quantitativas de coleta de dados não são costumeiramente aplicados nestas pesquisas (GIL, 1999, p. 43).

Conforme o mesmo autor:

Pesquisas descritivas têm como objetivo primordial a descrição das características de determinada população ou fenômeno ou o estabelecimento de relações entre variáveis. São inúmeros os estudos que podem ser classificados sob este título e uma de suas características mais significativas esta na utilização de técnicas padronizadas de coleta de dados. (GIL, 1999, p. 44).

1.6.1.3 Do Ponto de Vista dos procedimentos Técnicos

Do ponto de vista dos procedimentos técnicos, está relacionada ao tipo de procedimento que foi usado na realização do estudo, bem como o material que foi utilizado para o desenvolvimento do tema. O presente estudo se classificou em:

Pesquisa Bibliográfica. Conforme Vergara (2000, p. 48) relata que “pesquisa bibliográfica é

o estudo sistematizado desenvolvido com base em material publicado em livros, revistas, jornais, redes eletrônicas, isto é, material acessível ao público em geral”. Temas que abordam a contabilidade de custos e a contabilidade rural ou agrícola, e outros temas do mesmo gênero.

Pesquisa Documental. “Pesquisa documental difere da pesquisa bibliográfica por utilizar

material que ainda não recebeu tratamento analítico ou que pode ser reelaborado; suas fontes são muito mais diversificadas e dispersas” (SILVA, 2003, p.61). Foram analisados documentos relativos a análise de custos das culturas de inverno e verão, com os blocos de produtor rural, notais fiscais da propriedade em estudo.

Pesquisa-Levantamento. Segundo Gil (1999, p. 70), as pesquisas de levantamento:

Se caracterizam pela interrogação direta das pessoas cujo comportamento se deseja conhecer. Basicamente, procede-se à solicitação de informações a um grupo significativo de pessoas acerca do problema estudado para em seguida, mediante análise quantitativa, obter as conclusões correspondentes dos dados coletados.

Estudo de Caso. “É a estratégia escolhida ao se examinarem acontecimentos

contemporâneos, mas quando não se podem manipular comportamentos relevantes” (YIN, 2001 p. 27). A pesquisa dispõe executar um sistema de custos para a análise da gestão em estudo.

(20)

1.6.2 Plano de Coletas de Dados

É a etapa em que se organizam a coleta dos dados que foram selecionados para a realização do trabalho. Para Yin (2001, p.105):

As evidencias para um estudo de caso podem vir de seis fontes distintas: documentos, registro em arquivo, entrevistas, observação direta, observação participante e artefatos físicos. O uso dessas seis fontes requer habilidades e procedimentos metodológicos sutilmente diferentes.

Nessa etapa, a pesquisadora contou com o apoio do gestor da propriedade, com a sua confiança, no sentido de proporcionar o acesso aos dados e informações e necessárias, a fim de contribuir com o sucesso da pesquisa.

A pesquisa envolveu os períodos agrícolas de 2008 e 2009, sendo que o trigo e a aveia tem seus dados de plantio do mês de maio e junho de 2008 e de colheita em outubro e novembro de 2008. Já o milho tem os dados de plantio de agosto de 2008 e foi colhido em janeiro de 2009. E a soja tem os dados de plantio em novembro de 2008 e colheita em e abril de 2009.

Os dados foram coletados na própria lavoura agrícola com o proprietário, onde foram delegadas instruções para extrair, durante seu trabalho, dados, números e informações quando necessário. Ao mesmo tempo, também foram realizadas conversas com o proprietário, buscando obter outras informações e esclarecimento que contribuam com o trabalho.

1.6.2.1 Instrumento de Coleta de Dados

Foram utilizados instrumentos de coleta de dados de acordo com as necessidades que foram surgindo, a fim de alcançar o objetivo do trabalho. Segundo Lakatos e Marconi (1986, p. 169), a pesquisa se enquadra em:

a) Observação: “é uma técnica de coleta de dados para conseguir informações e utiliza os

sentidos na obtenção de determinados aspectos da realidade. Não consiste apenas em ver e ouvir, mas também em examinar fatos ou fenômenos que se desejam estudar”. A observação vai ser:

(21)

-Observação Assistemática: “não tem planejamento e controle previamente elaborados”

(LAKATOS E MARCONI, 1986, p. 170).

-Observação não-participante: conforme Lakatos e Marconi (1986, p. 171): “presencia o

fato, mas não participa dele; não se deixa envolver pelas situações; faz mais o papel de espectador”.

-Observação individual: “é a técnica de observação realizada por um pesquisador”

(LAKATOS E MARCONI, 1986, p. 170).

-Observação na vida real: ainda o mesmo autor, Lakatos e Marconi (1986, p. 173), relatam

que “normalmente, as observações são feitas no ambiente real, registrando-se os dados à medida que forem ocorrendo, espontaneamente, sem a devida separação”.

b) Entrevista Despadronizada ou não-estruturada: neste tipo de entrevista não existe

rigidez de roteiro, foi entrevistado o proprietário, para entender melhor o processo produtivo, visando esclarecer aspectos duvidosos e de ordem técnica.

1.6.3 Plano de Análise e Interpretação dos Dados

Para analisar, interpretar e produzir as informações, foram utilizados planilhas no Excel, que proporcionam análises dos custos da propriedade, bem como a entrevista com o proprietário, análise dos documentos e após rentabilidade das culturas.

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2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

Nessa etapa do estudo, a revisão bibliográfica de um papel fundamental na revisão do conteúdo que aborda o tema, onde foi levantado considerações de autores sobre Contabilidade, Contabilidade de Custos e Contabilidade Agrícola, fazendo considerações e definindo conceitos, envolvendo principalmente todo conteúdo relacionado à contabilidade de Custos em uma propriedade Rural, na produção de grãos.

2.1 Contabilidade

A contabilidade é de suma importância para as empresas, sejam elas de pequeno, médio ou grande porte, com ou sem fins lucrativos, que segundo Fernandes:

A contabilidade fez-se presente na prática a partir de necessidades do dono do patrimônio, que, por meio de registros rudimentares, buscava conhecer, controlar, medir o resultado, obter informações sobre quais produtos lhe eram mais rentáveis, ter dados que o ajudassem no processo de fixação de preços, etc. Assim, pode-se dizer que a contabilidade surgiu em função de sua característica utilitária, de sua capacidade de responder a questionamentos sobre um determinado patrimônio. Utilidade esta que contribuiu não somente com o seu surgimento, mas também com a sua própria evolução. (FERNANDES, 2003, p. 06).

Segundo Lopes de Sá citado por Basso (2005, p. 17), “a história da contabilidade nasce com a própria civilização, em uma espontânea forma de ter reconhecimento sobre as utilidades ou riquezas que o homem ia acumulando”.

Dessa forma, Gonçalves e Baptista (2004, p.23) definem contabilidade como sendo: “Ciência que tem por objeto o estudo do patrimônio a partir da utilização de métodos especialmente desenvolvidos para coletar, registrar, acumular, resumir e analisar todos os fatos que afetam a situação patrimonial de uma pessoa”.

Para Padoveze (2004, p.29), define “contabilidade como o sistema de informação que controla o patrimônio de uma entidade”.

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Entendemos que Contabilidade, como conjunto ordenado de conhecimentos, leis, princípios e método de evidenciação próprios, é a ciência que estuda, controla e observa o patrimônio das entidades nos seus aspectos quantitativo (monetário) e qualitativo (físico) e que, como conjunto de normas, preceitos e regras gerais, se constitui na técnica de coletar, catalogar e registrar os fatos que nele ocorrem, bem como de acumular, resumir e revelar informações de suas variações e situações, especialmente de natureza econômico-financeira. (BASSO, 2005, p. 22).

Dessa forma, “os usuários são pessoas físicas ou jurídicas com interesse na entidade, que utilizam as informações contábeis desta para seus próprios fins, de forma permanente ou transitória” (CFC Resolução 785).

Consequentemente, os usuários podem ser:

Os usuários tanto podem ser internos como externos e, mais ainda, com interesses diversificados, razão pela qual as informações geradas pela Entidade devem ser amplas e fidedignas e, pelo menos, suficientes para a avaliação da sua situação patrimonial e das mutações sofridas pelo seu patrimônio, permitindo a realização de inferências sobre o seu futuro.

Os usuários internos incluem os administradores de todos os níveis, que usualmente se valem de informações mais aprofundadas e específicas acerca da Entidade, notadamente aquelas relativas ao seu ciclo operacional. Já os usuários externos concentram suas atenções, de forma geral, em aspectos mais genéricos, expressos nas demonstrações contábeis.(CFC, Resolução 774).

Dessa forma, o zelo, a dedicação, a honestidade e, a integridade são princípios a serem seguidos pelos contadores, e obedecer à legislação que regem a contabilidade.

Conforme Lopes de Sá (1999, p. 94) “ a contabilidade ajuda a refletir a imagem da empresa como fator de contribuição na vida social, possibilitando a análise do lado humano da riqueza”.

A contabilidade desempenha, em qualquer organismo econômico, o mesmo papel que a história da vida da humanidade. Sem ela não seria possível conhecer o passado nem o presente da vida econômica da entidade, não sendo também possível fazer previsões para o futuro nem elaborar planos para a orientação administrativa. (FRANCO, 1997, p. 22).

Portanto, o conceito da contabilidade abrange várias áreas de atuação, imprecindível no cotidiano das empresas, para o controle, planejamento, registro das mesmas, para chegar ao auge do sucesso da entidade.

(24)

2.1.1 Objetos, Finalidades e Campo da Contabilidade.

Segundo Franco (1997, p.21) “o patrimônio é o objeto da Contabilidade, isto é, sobre ele se exercem as funções contábeis, para alcance de suas finalidades”.

De acordo com Basso (2005, p. 23), “o objeto da contabilidade é o patrimônio, geralmente constituído por um conjunto de bens, direitos e obrigações pertencentes a uma determinada entidade”.

Conforme Franco (1997, p. 22):

A finalidade da contabilidade é, pois, controlar os fenômenos ocorridos no patrimônio de uma entidade, através do registro, da classificação, da demonstração expositiva, da análise e interpretação dos fatos nele ocorridos, objetivando fornecer informações e orientação – necessárias à tomada de decisões – sobre sua composição e variações, bem como sobre o resultado econômico decorrente da gestão da riqueza patrimonial.

Ainda o mesmo autor, a “finalidade mais importante da Contabilidade, é fornecer informações e orientação de caráter ecomônico-financeiro, sem as quais a administração da entidade não dispõe de elementos para a tomada de decisões.”.

Para Basso (2005, p. 24), “a finalidade fundamental da contabilidade é gerar informações de ordem física, econômica e financeira sobre o patrimônio, com ênfase para o controle e o planejamento”.

Conforme Iudícibus (2000, p.28) “o objetivo principal da Contabilidade (e dos relatórios dela emanados) é fornecer informação econômica relevante para que cada usuário possa tomar suas decisões e realizar seus julgamentos com segurança”.

O campo da contabilidade para Lopes de Sá (1999, p. 44), “é a célula social e dentro dela o patrimônio, este como conjunto de meios ou coisas que devem visar satisfazer às necessidades da aludida célula, sob a ótica da eficácia”.

Segundo Franco (1997, p. 20), o “campo de aplicação é o das entidades econômico-administrativas, sejam de fins lucrativos ou não”.

(25)

Para Basso (2005, p. 27):

O campo de aplicação da Contabilidade é o mais amplo possível, pois onde existir um patrimônio definido e perfeitamente delimitado, pode também estar aí se definindo um campo de aplicação da Contabilidade: micros, pequenas, medias e grandes empresas públicas e privadas, entidades de fins ideais (sociais, culturais, recreativas, desportivas e outras), propriedades rurais e pessoas físicas em geral representam o amplo campo de aplicação da Contabilidade.

Portanto, a contabilidade com objetos e finalidades abrangem vários campos de atuação, e uma delas é a contabilidade de custos, objeto de estudo desse trabalho na sequência.

2.2 Contabilidade de Custos

A contabilidade de custos é importante no dia a dia das empresas, pois ela registra, coleta, classifica dados indispensáveis das empresas, sejam monetários ou não monetários, tanto externo como interno em qualquer ramo da entidade, trazendo informações para os diversos níveis da administração, para a tomada de decisão.

“Custo é um gasto relativo à bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços”. (MARTINS, 2001, p. 25).

“A contabilidade de custos é uma atividade que se assemelha a um centro processador de informações, que recebe (ou obtém) dados, acumula-os de forma organizada, analisa-os e interpreta-os, produzindo informações de custos para os diversos níveis gerenciais”.(LEONE, 1996, p. 17).

Segundo Martins (2001, p. 22):

Nesse seu novo campo, a contabilidade de custos tem duas funções relevantes: no auxilio ao controle e na ajuda às tomadas de decisões. No que diz respeito ao controle, sua mais importante missão é fornecer dados para o estabelecimento de padrões, orçamentos e outras formas de previsão e, num estágio imediatamente seguinte, acompanhar o efetivamente acontecido para comparação com os valores anteriormente definidos.

(26)

Ainda Leone (1996, p.19):

A contabilidade de custos colhe dados internos e externos, monetários e não monetários, mas quantitativos. Atualmente, em virtude de suas crescentes responsabilidades, diante das novas exigências por parte dos administradores, a Contabilidade de Custos esta cada vez mais utilizando dados quantitativos não monetários, colhendo-os, trabalhando-os, organizando-os, combinando-os e produzindo informações gerenciais de alta relevância, baseadas nesses dados.

De acordo com Clebsch (2001, p.05):

A contabilidade de custos é o ramo da Contabilidade que se destina a produzir informações para os diversos níveis gerenciais de uma entidade, como auxilio às funções de determinação de desempenho, de planejamento e controle das operações e de tomada de decisões.

A contabilidade de custos também trabalha com dados históricos, estimados (futuros), padronizados e produzidos, fornecendo informações de custos diferentes, atendendo as necessidades gerenciais de diferentes níveis da administração.

A necessidade de ferramentas á disposição dos gestores empresariais para auxiliar no gerenciamento das atividades comerciais e industriais, coloca a gestão de custos numa posição de grande importância na contribuição rumo ao sucesso da empresa no sentido de atingir os objetivos planejados. (BERTI, 2009, p. 116).

Portanto, a Contabilidade de Custos é imprescindível no cotidiano das empresas, independentemente qual for o ramo do negócio, para assim, ter uma decisão que não seja equivocada no controle e planejamento da entidade. .

2.2.1 Conceitos aplicados à contabilidade de custos

Alguns termos que definem a contabilidade de custos são importantes para a compreensão do trabalho como um todo, na qual, Martins (2001, p.25-26), Perez Jr, Oliveira e Costa (2005, p. 19-21), descrevem alguns conceitos considerados fundamentais:

- Gastos: sacrifício financeiro com que a entidade arca para a obtenção de um produto ou

serviço qualquer, sacrifício esse representado por entrega ou promessa de entrega de ativos (normalmente dinheiro).

(27)

- Investimentos: gasto ativado em função de sua vida útil ou de benefícios atribuíveis a

futuro(s) período(s).

- Custo: gasto relativo a bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços. - Despesas: bem ou serviço consumidos direta ou indiretamente para a obtenção de receitas. - Desembolso: pagamento resultante da aquisição do bem ou serviço.

- Perda: bem ou serviço consumidos de forma anormal e involuntária.

- Desperdícios: gastos incorridos nos processos produtivo ou de geração de receitas e que

possam ser eliminados sem prejuízo da qualidade ou quantidade dos bens, serviços ou receitas geradas.

- Custo de produção: inclui o custo de aquisição dos materiais, acrescidos dos demais gastos

incorridos na produção.

- Custo das mercadorias vendidas (CMV): valor dos gastos incorridos no processo de

aquisição dos bens que foram sacrificados para que a empresa gerasse receita de vendas de mercadorias.

- Preço: valor de saída pela venda de bens produzidos ou serviços prestados.

- Receita: produto da multiplicação da quantidade de bens vendidos ou serviços prestados

pelo respectivo preço unitário.

- Produtos: bens produzidos para serem vendidos.

- Insumos: bens adquiridos para consumo no processo de produção de novos bens ou de

prestação de serviços.

Esses são alguns conceitos aplicados à contabilidade de custos, para o melhor entendimento do trabalho em estudo.

2.2.2 Objetivos da contabilidade de custos

A finalidade ou objetivo principal da contabilidade de custos é sem duvida a de fornecer informações aos gestores no auxilio a tomada de decisão, conforme Berti (2009, p.25), as finalidades da contabilidade de custos são:

1) auxiliar o usuário na tomada de decisão, ou seja, servir como subsidio para atender às necessidades das gerências na administração, principalmente em três grandes grupos:

(28)

2) informações que servem para a determinação da rentabilidade e do desempenho das diversas atividades da entidade, (comprar, industrializar e vender);

3) informações que auxiliam a gerencia a planejar, a controlar e administrar o desenvolvimento das operações;

4) informações para a tomada de decisões, principalmente em se tratando de:

a) planejamento e controle das operações;

b) nível mínimo de vendas desejado;

c) custo e ganho marginal por produto;

d) eficiência da força de trabalho humano e dos materiais aplicados;

e) maximização de lucros mediante análise do mix de produtos.

Segundo Horngren citado por (LEONE, 1996, p. 18):

A contabilidade de custos refere-se hoje às atividades de coleta e fornecimento de informações para as necessidades de tomada de decisão de todos os tipos, desde as relacionadas com operações repetitivas até as de natureza estratégica, não repetitivas, e, ainda, ajuda na formulação das principais políticas das organizações.

Ainda Leone (1996, p. 21), “a contabilidade de custos produz informações gerenciais para que os diversos níveis hierárquicos da administração sejam capazes de planejar, controlar e decidir com maior eficiência e eficácia. O produto final consiste em relatórios gerenciais”.

Ao mesmo tempo, segundo Berti (2009, p.116):

Com o avanço da tecnologia da informação aliado á globalização da economia, intensificado nas últimas décadas, ocorreu uma mudança do paradigma de distância e tempo, e as decisões no setor de relações comerciais precisam ser efetuadas a todo o instante em tempo real.

Ainda o mesmo autor, “a gestão estratégica de custos assume um papel de maior relevância nesse cenário, dado a competitividade a que as instituições estão sujeitas e precisam enfrentar com competência”. (BERTI, 2009, p. 116).

(29)

2.2.3 Classificação de custos

Na classificação de custos, pode-se dizer que é classificado quanto a sua natureza, identificação do material com o produto e variação quantitativa, indispensável o conhecimento das mesmas para a análise do sistema de custos.

A contabilidade de custos projeta e opera sistemas de custos, determina os custos por departamentos, por função, por centros de responsabilidades, por atividades, por produtos, por territórios, por períodos e por outros segmentos, faz a estimação de custos, estabelece padrões, manipula custos históricos, compara custos de diferentes períodos, compara custos reais com custos calculados, determina custos como um auxílio à gerencia no controle de operações correntes e futuras. (KOHLER, citado por LEONE, 1996, p.43).

A contabilidade de custos é o ramo da função financeira que coleta, acumula, organiza, analisa, interpreta e informa os custos dos produtos, dos serviços, dos estoques, dos componentes operacionais e administrativos, dos planos operacionais, dos programas, das atividades especiais e dos segmentos de distribuição para determinar a rentabilidade e avaliar o patrimônio da empresa, para controlar os próprios custos e as operações e para auxiliar o administrador no processo de planejamento e tomada de decisões. (LEONE, 1996, p.43-44).

2.2.3.1 Quanto a Natureza

Refere-se à identidade natural do que foi consumido na produção, conforme Santos, Marion e Segatti (2002, p.42), utilizada para nomear bens e serviços, tais como:

a) Materiais ou insumos: materiais brutos ou já trabalhados e anteriormente

produzidos, necessários ao processo de obtenção do novo produto. Ex.: fertilizantes, sementes, mudas, rações, medicamentos, etc.

b) Mão-de-obra direta: salários, encargos sociais e benefícios do pessoal

empregados diretamente na produção. Ex.: tratorista, tratador, safrista, etc.

c) Mão-de-obra indireta: do pessoal empregado indiretamente na produção. Ex.:

técnico agrícola, engenheiro agrônomo, auxiliar de escritório, etc.

d) Manutenção de máquinas e equipamentos: gastos com peças e serviços de

reparos de tratores e outras máquinas e equipamentos da propriedade rural.

e) Depreciação de máquinas e equipamentos: parcela correspondente à taxa de

(30)

f) Combustíveis e lubrificantes: utilizados pelas máquinas de produção

agropecuária, como os tratores.

2.2.3.2 Quanto a Identificação Material com o Produto

Conforme Santos, Marion e Segatti (2002, p. 43) é a maior ou menor facilidade de identificar os custos com os produtos, através dos insumos utilizados, da relevância do seu valor ou da apropriação dos gastos por sistema de rateio:

a) Custos diretos: são os identificados com precisão no produto acabado, através

de um sistema e um método de medição, e cujo valor é relevante, como: horas de mão-de-obra; quilos de sementes ou rações; gastos com funcionamento e manutenção com tratores.

b) Custos indiretos: são aqueles necessários à produção, mais que um produto,

mas alocáveis arbitrariamente, através de um sistema de rateio, estimativas e outros meios, como: salários dos técnicos e chefias; materiais e produtos de alimentação.

Custo direto é o que incide diretamente sobre a produção ou a venda de um bem ou serviço. Custo indireto é o que, embora não incida diretamente sobre a produção ou a venda, é parte integrante como resultante da participação das atividades de apoio ou auxiliar ao processo de transformação, produção e comercialização de um bem ou serviço. (NASCIMENTO, 2001. p. 28).

2.2.3.3 Quanto á sua variação quantitativa (física e em valor) de acordo com o volume produzido.

Os custos permanecem inalterados ou variam em relação às quantidades produzidas, ou seja, pode acontecer que os custos variem proporcionalmente ao volume produzido ou permaneçam constantes, independentemente do volume, segundo Santos, Marion e Segatti (2002, p. 43), na qual os custos classificam-se em:

a) Custos variáveis: variam em proporção direta com o volume de produção ou

área de plantio, como: mão-de-obra direta, materiais diretos (fertilizantes, sementes), horas máquinas.

(31)

b) Custos fixos: permanecem inalterados em termos físicos e de valor,

independentemente do volume de produção e dentro de um intervalo de tempo relevante. Geralmente são oriundos da posse de ativos e de capacidade ou estado de prontidão para produzir, onde também são conhecidos como custos de capacidade, como: depreciação de instalações, benfeitorias e máquinas agrícolas; seguros de bens.

Conforme Nascimento (2001, p. 27) “custo fixo, por sua própria natureza, é o que não varia, seja qual for a quantidade produzida em determinado período. Custo variável é o que, a qualquer variação da quantidade produzida ou vendida, acompanha essa mesma variação”.

2.2.3.4 Custos na agropecuária

Os sistemas de custos, atualmente possuem objetivos amplos e específicos, com grande

importância como ferramenta no processo administrativo de qualquer empreendimento. É muito importante na agropecuária, pois os espaços de tempo entre a produção e vendas, ou seja, entre custos e receitas, fogem à simplicidade de outro tipo de negócio, que segundo Santos, Marion e Segatti (2002, p. 44), os objetivos fundamentais de custos são três:

a) custos para avaliação dos estoques (Custeio por Absorção): São levantados os

custos pela contabilidade de custos tradicional, a fim de mensurar monetariamente os estoques de produtos acabados ou ainda em exploração e, ao fim de um exercício ou intervalo de tempo, apurar o resultado contábil da empresa.

b) Custos para avaliação dos estoques (Custeio Direto ou Variável). Este método

considera somente os custos variáveis para determinar os custos de produção, ou seja, mão-de-obra direta, máquinas diretas e insumos agrícolas. Neste caso os custos fixos serão considerados como despesas correntes e debitados diretamente nos resultados, pois são, e por esse motivo, não é aceito pela legislação fiscal vigente, podendo ser utilizados somente para fins gerenciais.

(32)

c) Custos Standard ou padrão. Este método confronta a realidade com os padrões de

custos ou outros tipos de previsões e metas contidos no planejamento empresarial. Evidentemente, muitos dos padrões estabelecidos vêm do controle.

2.2.4 Métodos de custeio

“Uma das principais utilidades de um bom sistema de custos é servir como ferramenta de controle sobre as atividades produtivas, em todas as suas fases e seus departamentos”. (PEREZ JR., OLIVEIRA E COSTA, 2003, p. 153).

É importante a empresa escolher o método mais apropriado para a mesma, e tem vários métodos, e por isso à entidade deve conhecer as vantagens e desvantagens de cada um deles. Existem diversos métodos, entre eles:

a) custeio por absorção:

É aquele que faz debitar ao custo dos produtos todos os custos da área da fabricação, sejam esses custos definidos como custos diretos ou indiretos, fixos ou variáveis, de estrutura ou operacionais. O próprio nome do critério é revelador dessa particularidade, ou seja, o procedimento é fazer com que cada produto ou produção (ou serviço) absorva parcelas dos custos diretos e indiretos, relacionados a fabricação. (LEONE, 1996, p. 238).

“Custeio por absorção é o método derivado da aplicação dos princípios contábeis geralmente aceitos e é, no Brasil, adotado pela legislação comercial e pela legislação fiscal”. (PEREZ JR., OLIVEIRA E COSTA, 2003, p.63). Ao mesmo tempo, a finalidade principal do critério é ter o custo total de cada objeto de custeio.

“O sistema de custeio por absorção não é um princípio contábil em si, mas uma metodologia decorrente da aplicação desses princípios. Dessa forma, o método é válido para a apresentação de demonstrações contábeis e para o pagamento do imposto de renda”. (PEREZ JR., OLIVEIRA E COSTA , 2003, p.64).

c) custeio variável ou direto:

Consiste em imputar ao produto final ou à produção apenas os custos variáveis e diretos (matéria-prima, embalagem, mão-de-obra direta, energia etc.), levando os

(33)

custos fixos e indiretos, como depreciação, seguros, gastos gerais de fabricação e tantos outros, como despesas de administração, direto à conta de apuração do resultado do exercício. (NASCIMENTO, 2001, p.57).

O método de Custeio Variável é utilizado para fins gerenciais, e a finalidade principal é a determinação da contribuição marginal total ou unitária de cada objeto de custeio, fornecendo informações que auxiliam no processo de gerenciamento da empresa.

Custeamento Variável x custeamento por absorção - diferenças fundamentais:

Fonte: Leone (1996, p.402-403). Fonte: Leone (1996, p.402-403).

Fonte: Leone (1996, p.402-403)

Custeamento por Absorção Custeamento Variável

1. Classifica os custos em fixos e variáveis. 1. Não há preocupação por essa classificação.

2. Classifica os custos em diretos e indiretos. 2. Também classifica os custos em diretos e indiretos.

3. Debita ao segmento, cujo custo está sendo apurado, apenas os custos que são diretos ao segmento e variáveis em relação ao parâmetro escolhido como base.

3. Debita ao segmento cujo custo está sendo apurado os seus custos diretos e também os custos indiretos através de uma taxa de absorção.

4. Os resultados apresentados sofrem influência direta do volume de vendas.

4. Os resultados apresentados sofrem influência direta do volume de produção. 5. É um critério administrativo, gerencial,

interno.

5. É um critério legal, fiscal, externo.

6. Aparentemente sua filosofia básica contraria os preceitos geralmente aceitos de Contabilidade, principalmente os fundamentos do “regime de caixa”.

6. Aparentemente, sua filosofia básica alia-se aos preceitos contábeis geralmente aceitos, principalmente aos fundamentos do “regime de competência”.

7. Apresenta a Contribuição Marginal – diferença entre as receitas e os custos diretos e variáveis do segmento estudado.

7. Apresenta a Marginal Operacional – diferença entre as receitas e os custos diretos e indiretos do segmento estudado. 8. O custeamento variável destina-se a

auxiliar, sobretudo, a gerência no processo de planejamento e de tomada de decisões.

8. O custeamento por absorção destina-se a auxiliar a gerencia no processo de determinação da rentabilidade e de avaliação patrimonial.

9. Como o custeamento variável trata dos custos diretos e variáveis de determinado segmento, o controle da absorção dos custos da capacidade ociosa não é bem explorado.

9. Como o custeamento por absorção trata dos custos diretos e indiretos de determinado segmento, sem cogitar de perquirir se os custos são variáveis ou fixos, apresenta melhor visão para o controle da absorção dos custos da capacidade ociosa.

(34)

De acordo com Horngren, Foster e Datar (1997, p.225):

O custeio variável e o custeio por absorção diferem em apenas um aspecto – como considerar os custos de fabricação indiretos e fixos. No custeio variável, eles são excluídos dos custos dos estoques e constituem custo do período em que incorrem. No custeio por absorção, eles são custos dos estoques inventáveis e se tornam despesas somente quando ocorre uma venda.

c) Custeio baseado em atividades (ABC)

É uma metodologia de custeio que procura reduzir sensivelmente as distorções provocadas pelo rateio arbitrário dos custos indiretos. É também, uma ferramenta que permite melhor visualização dos custos por meio de análises das atividades executadas dentro das empresas e suas respectivas relações com o produto. (VIEIRA, 2008, p.11).

“O ABC tem por objetivo aumentar a eficiência, reduzir os custos e melhorar a utilização de ativos. Isso é alcançado com a redução do tempo de paralisação das máquinas e eliminação de atividades e processos imperfeitos ou desnecessários”. (KAPLAN, citado por VIEIRA, 2001, p.26).

As vantagens do custeio ABC, segundo Leone citado por (VIEIRA, 2008, p.12) são:

 Obtém um quadro que explica “porque” e “como” os custos são incorridos;  Separa os custos que agregam e não agregam ao produto;

 Percebe desperdícios de custos;

 Avalia as possibilidades de influência e modificações dos geradores de custos;  A alocação de recurso é para a atividade e não mais para o objeto do custo;

 Permite a gestão de carteira de produtos da empresa, através da análise da rentabilidade

individual;

 Integração entre as áreas do processo;  Estabelecimento de custo-alvo;

 Identificação do valor e agregado de cada produto.

De acordo com Catelli e Guerreiro, citado por Victor e Wrubel (2008, p. 02) as desvantagens do custeio por ABC são:

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 se a utilização de tecnologias modernas de produção tem aumentado o custo fixos

proporcionalmente aos custos variáveis, o método de custeio ABC conduzirá a resultados proporcionalmente mais errados, já que o seu uso faz com que se transformem custos fixos em custos variáveis;

 sempre que se apura o custo fixo unitário, é modificada a verdadeira natureza

comportamental do elemento de custo, gerando informações distorcidas;

 esse procedimento de rateio dos custos fixos impossibilita a comparabilidade entre os

custos das empresas concorrentes;

 um sistema adequado deve levar em consideração o verdadeiro comportamento dos custos

em relação às oscilações dos volumes de atividades, segregando o custo do produto e o custo da estrutura de responsabilidade, e não efetuando nenhum tipo de rateio de custos fixos entre produtos.

d) Custeio Padrão ou Standard

“É um sistema de custeamento em que os custos são apropriados à produção não pelo seu valor efetivo, mas através de estimativas, com base em consumos observados no passado, portanto deixando de considerar ineficiências ou desperdícios no processo de produção”. (VICECONTE E NEVES, citado por VIEIRA, 2001, p. 24).

De acordo com Perez Jr., Oliveira e Costa (2003, p.154) “a finalidade do custo-padrão é proporcionar um instrumento de controle aos gestores da organização”.

Ainda Perez Jr., Oliveira e Costa (2003, p.155-156), as vantagens de um sistema de custo-padrão são:

 eliminação de falhas nos processos produtivos;  aprimoramento dos controles;

 instrumento de avaliação do desempenho;

 contribuir para o aprimoramento dos procedimentos de apuração do custo real;  rapidez na obtenção das informações.

(36)

 a utilização eficiente do método exige constantes correções nos padrões monetários ( a

simples indexação desses padrões em dólares ou outra unidade suposta “constante” não é suficiente, nem confiável, para as necessidades do método);

 muitas vezes, há dificuldades para a determinação dos valores dos padrões.

2.2.5 Margem de Contribuição

Conforme Berti, a margem de contribuição:

Conceitua-se como margem de contribuição o montante que cada unidade do produto contribui para pagar o custo fixo da empresa e formar o lucro. Pode-se definir também como margem de contribuição a diferença entre o preço de vendas e o custo variável total do produto. Entende-se como custo variável total a soma entre o custo variável de produção e o custo variável de vendas. (BERTI, 2009, p. 69).

Conforme Vieira, Rossi e Pocai (2003, p.43), “consiste na diferença entre o valor das vendas e o valor das despesas variáveis. Esse valor, além de revelar lucro, também ajuda a cobrir os custos fixos da empresa”.

Para Leone (1996, p.376), “a Contribuição Marginal é a diferença entre as receitas e os custos diretos e variáveis identificados a um produto, linha de produtos, serviços, processos, segmentos, enfim, a cada um dos objetos em que se pode dividir a atividade de uma empresa”.

Seguindo nessa mesma linha de pensamento, “a margem de contribuição é a receita de vendas menos o total de custo variável.” (HANSEN E MOWEN, 2001, p. 594).

Segundo Perez Jr, Oliveira e Costa (2005, p. 195), a fórmula da margem de contribuição é:

MC= PV-CV+DV

Onde:

MC= margem de contribuição; PV= preço de venda;

CV= soma dos custos variáveis; DV= soma das despesas variáveis

(37)

Ainda Berti, (2009, p. 69) “Observa-se que a margem de contribuição é um instrumento de auxílio aos gestores na tomada de decisão, que possibilita avaliar o desempenho de um produto ou conjunto de produtos de uma empresa”.

Ainda Vieira, Rossi e Pocai (2003, p.43), “a empresa somente gera lucro quando o valor da margem de contribuição das mercadorias vendidas for maior do que o valor das despesas fixas do período”, e a margem de contribuição só ocorre na aplicação do método do custeio variável.

Neste sentido, a margem de contribuição é um indicador de grande auxílio no planejamento e no processo de tomada de decisão das organizações, solucionando muitas vezes problemas gerenciais, e ao mesmo tempo, é indispensável o conhecimento da mesma, para qualquer entidade em andamento.

2.2.6 Ponto de equilíbrio

Segundo Sandroni citado por Berti, (2009, p. 148) “o ponto de equilíbrio (break-even point) é o ponto que define o volume exato de vendas e produção em que a empresa nem ganha nem perde dinheiro; acima desse ponto a empresa começa a apresentar lucros; abaixo sofre perdas”.

De acordo com Horngren, Foster e Datar (1997, p.45), “o ponto de equilíbrio é o nível de atividade em que as receitas totais e os custos totais se igualam, ou seja, onde o lucro é igual a zero”.

O ponto de partida usual na análise do custo, do volume e do lucro é a determinação do ponto de equilíbrio de uma empresa. Essa ferramenta é importantíssima porque em função dela se saberá qual o volume de atividade é o suficiente para que a empresa não tenha prejuízo, além de identificar qual o nível de vendas que deve ser atingido para que a empresa alcance o lucro desejado. Deve ficar claro, contudo, que o número de unidades vendidas, exatamente no ponto de equilíbrio, é o suficiente para que a empresa pague seus custos fixos e variáveis, no entanto, sem gerar lucro. (VIEIRA, ROSSI E POCAI, 2003, p. 44).

Dessa forma,

O gestor poderá ter uma noção de quantas unidades deverão ser vendidas para obter determinado montante de lucro, bem como os reflexos que terá no resultado da

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empresa se aumentar os custos fixos, além de poder analisar qual seria a conseqüência de um determinado desconto no preço de venda, e ainda, com um aumento ou diminuição no preço de venda, saber como ficará o resultado. (VIEIRA, ROSSI E POCAI, 2003, p. 45).

Segundo Berto, Beulke (2006, p. 341):

O ponto de equilíbrio é, por definições, RT = CT, ou seja receita total igual ao custo total; o montante de CT e CF, onde CV é o custo variável e CF é o custo fixo; o montante de CV é proporcional à receita, ou seja = CV/RT que é expressa normalmente por um índice sobre o faturamento para efeito desse estudo e demonstração. Além disso, no ponto de equilíbrio, o resultado é zero. Assim, a equação da receita no ponto de equilíbrio é composto pela soma das parcelas: CV + CF = Zero.

Portanto, é indispensável o conhecimento da ferramenta ponto de equilíbrio para o gestor da entidade, seja qual for o ramo do negócio.

2.2.7 Margem de segurança operacional

“A margem de segurança, é a diferença entre o que a empresa pode produzir e comercializar, em termos de quantidade de produtos e a quantidade apresentada no ponto de equilíbrio”. (LEONE, 2000, p.354).

De acordo com Hansen e Mowen (2001, p.611), “a margem de segurança são as unidades vendidas, ou que se espera sejam vendidas, ou a receita obtida ou que se espera obter, acima do volume do ponto de equilíbrio”.

“O cálculo da margem de contribuição resulta da diferença entre a quantidade efetivamente vendida e a quantidade no ponto de equilíbrio”. (VIEIRA, ROSSI E POCAI, 2003, p. 45).

Conforme Bruni e Fama (2004, p.262-263), a margem de segurança pode ser calculada em quantidade, em unidades monetárias ou em percentual, conforme segue a seguir:

Margem de Segurança em Quantidade: Vendas Atuais – Ponto de equilíbrio em Quantidade MSO: Quantidade Vendida – Quantidade no Ponto de equilíbrio

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Margem de Segurança em Valor Monetário: Margem de Segurança em Quantidade – Preço de Venda

Margem de Segurança Percentual: Margem de Segurança em Quantidade – Vendas atuais

“Na margem de segurança operacional percebe-se a quantidade de unidades que a empresa tem de vender além do ponto de equilíbrio, ou seja, após cobrir todas as despesas fixas e o custo de aquisição da mercadoria”. (VIEIRA, ROSSI E POCAI, 2003, p. 46).

“Chama-se margem de segurança porque mostra o espaço que a empresa tem para fazer lucros após atingir o ponto de equilíbrio”. (LEONE, 2000, p.354).

Contudo, podem-se “fazer diferentes análises, como o estudo dos produtos mais rentáveis, onde é preciso melhorar o desempenho, qual o produto que se pode fazer promoções e em que montante vai afetar o resultado da empresa, e assim por diante”. (VIEIRA, ROSSI E POCAI, 2003, p. 46).

Portanto, é mais uma ferramenta indispensável no cotidiano das empresas, para os seus gestores na tomada de decisão.

2.3 Contabilidade Agrícola

“A contabilidade agrícola é a contabilidade Geral aplicada às empresas agrícolas”. (MARION, 2005, p.26).

De acordo com D’Auria (1943, p.147) “contabilidade agrícola e pastoril é o ramo da contabilidade aplicada à ciência administrativa da lavoura e da pecuária”.

“As entidades agrícolas são aquelas que se destinam á produção de bens, mediante o plantio, manutenção ou tratos culturais, colheita e comercialização de produtos agrícolas”. (COSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, 2008, p.241).

(40)

“Agricultura é definida como a arte de cultivar a terra. Arte essa decorrente da ação do homem sobre o processo produtivo à procura da satisfação de suas necessidades básicas”. (MARION, 1996, p. 43).

“O objeto da contabilidade Rural é o patrimônio das entidades rurais” (CREPALDI, 2005, p.86).

A Contabilidade Rural surgiu da necessidade de controlar o patrimônio. É fato que existem pessoas, entidades e empresas que realizam muitas transações, decorrendo daí, maior complexidade de controle. Seria impossível controlar um patrimônio que é um conjunto de bens, direitos e obrigações, sem que houvesse registro organizados de todas as mutações ocorridas. (CREPALDI, 2005, p.86).

A Contabilidade Rural é um dos principais sistemas de controle e informação das Empresas Rurais. Com a análise do Balanço Patrimonial e da demonstração do Resultado do Exercício é possível verificar a situação da empresa, sob os mais diversos enfoques, tais como análises de estrutura, de evolução, de solvência, de garantia de capitais próprios e de terceiros, de retorno de investimentos etc. A Contabilidade Rural também fornece informações sobre condições de expandir-se, sobre necessidades de reduzir custos ou despesas, necessidades de buscar recursos etc. Esta aí outra finalidade da Contabilidade Rural: o planejamento. (CREPALDI, 2005, p.83).

A Contabilidade Rural, dentro do sistema de informações da Empresa Rural, auxilia sobremaneira na geração de informações para o planejamento e o controle das atividades e, por conseguinte, sua estrutura, quer seja apresentação das informações, quer seja no registro e avaliação, deverá atender a essa finalidade. Historicamente, o objetivo da Contabilidade Rural tem sido o patrimônio e seu uso, a determinação do lucro e o controle do patrimônio. (CREPALDI, 2005, p.85).

De acordo com Crepaldi (2005, p. 84), a Contabilidade Rural tem as seguintes finalidades:

 orientar as operações agrícolas e pecuárias;

 medir o desempenho econômico-financeiro da empresa e de cada atividade produtiva

individualmente;

 controlar as transações financeiras;

 apoiar as tomadas de decisões no planejamento da produção, das vendas e dos

investimentos;

 auxiliar as projeções de fluxos da caixa e necessidades de crédito;

 permitir a comparação da performance da empresa no tempo e desta com outras empresas;  conduzir as despesas pessoais do proprietário e de sua família;

Referências

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