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NCE/20/ Relatório final da CAE - Novo ciclo de estudos

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NCE/20/2000240 — Relatório final da CAE

-Novo ciclo de estudos

Contexto da Avaliação do Ciclo de Estudos

Contexto da Avaliação do Pedido de Acreditação de Novo Ciclo de Estudos

Nos termos do regime jurídico da avaliação do ensino superior (Lei n.º 38/2007, de 16 de agosto), a entrada em funcionamento de um novo ciclo de estudos exige a sua acreditação prévia pela A3ES. O processo de acreditação prévia de novos ciclos de estudo (Processo NCE) tem por elemento fundamental o pedido de acreditação elaborado pela instituição avaliada, submetido na plataforma da Agência através do Guião PAPNCE.

O pedido é avaliado por uma Comissão de Avaliação Externa (CAE), composta por especialistas selecionados pela Agência com base no seu currículo e experiência e apoiada por um funcionário da Agência, que atua como gestor do procedimento. A CAE analisa o pedido à luz dos critérios

aplicáveis, publicitados, designadamente, em apêndice ao presente guião.

A CAE, usando o formulário eletrónico apropriado, prepara, sob supervisão do seu Presidente, a versão preliminar do relatório de avaliação do pedido de acreditação. A Agência remete o relatório preliminar à instituição de ensino superior para apreciação e eventual pronúncia, no prazo

regularmente fixado. A Comissão, face à pronúncia apresentada, poderá rever o relatório preliminar, se assim o entender, competindo-lhe aprovar a sua versão final e submetê-la na plataforma da

Agência.

Compete ao Conselho de Administração a deliberação final em termos de acreditação. Na

formulação da deliberação, o Conselho de Administração terá em consideração o relatório final da CAE e, havendo ordens e associações profissionais relevantes, será igualmente considerado o seu parecer. O Conselho de Administração pode, porém, tomar decisões não coincidentes com a recomendação da CAE, com o intuito de assegurar a equidade e o equilíbrio das decisões finais. Assim, o Conselho de Administração poderá deliberar, de forma fundamentada, em discordância favorável (menos exigente que a Comissão) ou desfavorável (mais exigente do que a Comissão) em relação à recomendação da CAE.

Composição da CAE

A composição da CAE que avaliou o presente pedido de acreditação do ciclo de estudos é a seguinte (os CV dos peritos podem ser consultados na página da Agência, no separador Acreditação e

Auditoria / Peritos): Alexandre Alves Costa

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José António Bandeirinha Aquiles Gonzalez

1. Caracterização geral do ciclo de estudos.

1.1. Instituição de Ensino Superior:

ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL)

1.1.a. Outra(s) Instituição(ões) de Ensino Superior (proposta em associação): 1.2. Unidade orgânica (faculdade, escola, instituto, etc.):

Escola de Tecnologias e Arquitetura (ISCTE-IUL)

1.2.a. Outra(s) unidade(s) orgânica(s) (faculdade, escola, instituto, etc.) (proposta em associação): 1.3. Designação do ciclo de estudos:

Arquitetura e Cultura Visual em Lisboa 1.4. Grau:

Mestre

1.5. Área científica predominante do ciclo de estudos: Teoria e História da Arquitectura e do Urbanismo

1.6.1 Classificação CNAEF – primeira área fundamental, de acordo com a Portaria n.º 256/2005, de 16 de Março (CNAEF-3 dígitos):

581

1.6.2 Classificação CNAEF – segunda área fundamental, de acordo com a Portaria n.º 256/2005, de 16 de Março (CNAEF-3 dígitos), se aplicável:

220

1.6.3 Classificação CNAEF – terceira área fundamental, de acordo com a Portaria n.º 256/2005, de 16 de Março (CNAEF-3 dígitos), se aplicável:

-1.7. Número de créditos ECTS necessário à obtenção do grau: 120

1.8. Duração do ciclo de estudos (art.º 3 DL n.º 74/2006, de 24 de março, com a redação do DL n.º 65/2018, de 16 de agosto):

2 anos / 4 semestres

1.9. Número máximo de admissões proposto: 35

1.10. Condições específicas de ingresso:

Podem candidatar-se ao Mestrado em Arquitetura e Cultura Visual em Lisboa: a) Titulares do grau de licenciado ou equivalente legal;

b) Titulares de um grau académico superior estrangeiro conferido na sequência de um primeiro ciclo de estudos organizado de acordo com os princípios do Processo de Bolonha por um Estado aderente a este Processo;

c) Titulares de um grau académico superior estrangeiro que seja reconhecido como satisfazendo os objectivos do grau de licenciado pelo órgão científico competente;

d) Detentores de um currículo escolar, científico ou profissional, que seja reconhecido como atestando capacidade para realização deste ciclo de estudos pelo órgão científico competente. Os candidatos serão avaliados e seriados de acordo com a motivação do candidato, e a seriação terá em conta seguintes dimensões ponderadas: CF = CA * 50% + CP * 20% + CC * 30%. (CF:

Classificação Final, CA: Classificação Académica, CP: Classificação Profissional, CC: Classificação da Competência.

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1.11. Regime de funcionamento. <sem resposta>

1.11.1. Se outro, especifique: <sem resposta>

1.12. Local onde o ciclo de estudos será ministrado: <sem resposta>

1.13. Regulamento de creditação de formação académica e de experiência profissional, publicado em Diário da República (PDF, máx. 500kB):

<sem resposta> 1.14. Observações: <sem resposta>

2. Instrução do pedido. Condições de ingresso.

2.1.1. Deliberações dos órgãos que legal e estatutariamente foram ouvidos no processo de criação do ciclo de estudos:

Existem, são adequadas e cumprem os requisitos legais. 2.1.2. Evidências que fundamentam a apreciação expressa:

São apresentadas as deliberações das reuniões dos Conselhos Científico e Pedagógico, bem como da Reitora da IES. É também apresentado o regulamento do curso de doutoramento.

2.2.1. Regulamento de creditação de formação e experiência profissional: Existe, é adequado e cumpre os requisitos legais.

2.2.2. Evidências que fundamentam a apreciação expressa:

Os órgãos foram todos ouvidos, seguindo o determinado na lei. O regulamento de creditação da IES está atualizado e em concordância com a legislação em vigor. A Instituição apresenta também o regulamento, detalhado, do curso de mestrado.

2.3.1. Condições de ingresso:

Existem, são adequadas e cumprem os requisitos legais. 2.3.2. Evidências que fundamentam a apreciação expressa:

São apresentadas as condições de ingresso e os critérios de seleção dos candidatos, bem como as diversas dimensões de avaliação e respetiva ponderação.

3. Âmbito e objetivos do programa de estudos. Adequação ao

projeto educativo, científico e cultural da instituição.

Perguntas 3.1 a 3.3

3.1. Objetivos gerais definidos para o ciclo de estudos.

Os objetivos gerais do ciclo de estudos estão claramente definidos e são compatíveis com a missão e a estratégia da instituição:

Sim

3.2. Objetivos de aprendizagem (conhecimentos, aptidões e competências) a desenvolver pelos estudantes.

Os objetivos de aprendizagem (conhecimentos, aptidões e competências) a desenvolver pelos estudantes estão claramente definidos e suficientemente desenvolvidos:

Sim

3.3. Inserção do ciclo de estudos na estratégia institucional de oferta formativa, face à missão institucional e, designadamente, ao projeto educativo, científico e cultural da instituição. Os objetivos definidos para o ciclo de estudos são compatíveis com a natureza e missão da instituição e são adequados à estratégia de oferta formativa e ao projeto educativo, científico e

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cultural da instituição: Sim

3.4. Apreciação global do âmbito e objetivos do ciclo de estudos.

3.4.1. Apreciação global

Na IES em questão, ISCTE - IUL, existe já um Mestrado Integrado na mesma área científica que se tem vindo a afirmar e que é hoje reconhecido pela comunidade académica da arquitetura, no sistema português de ensino superior. Este ciclo de estudos define objetivos claramente diferenciados, embora complementares, no âmbito do reforço da articulação entre investigação e ensino, da

valorização do conhecimento e da transferência do conhecimento para a sociedade. Pretende incidir sobre uma alegada lacuna de oferta formativa de estudos olisiponenses, no que diz respeito ao segundo ciclo. No entanto, o preenchimento dessa ausência poderá eventualmente resultar

demasiado estreito no que diz respeito à delimitação geográfica, centrando-se sobre a "identidade" de um objeto — Lisboa — demasiado vasto e suficientemente plural para ser entendido como algo bem delimitado. A capacitação profissional é um objetivo muito adequado a este tipo de formação. Deverá ser salientada ainda a intenção de aprofundar, através deste ciclo de estudos, o

relacionamento institucional com entidades como a Universidade de Évora e a Câmara Municipal de Lisboa.

Os objetivos de aprendizagem, por seu lado, estão definidos e desenvolvidos de acordo com uma matriz mais aberta, que se estende desde a "radiografia" arqueológica da arquitetura e da cultura visual de Lisboa até à capacitação dos estudantes para práticas tendentes à especialização

—arquivos, espólios, obras — desde a avaliação crítica de locais e espólios até á habilitação para o exercício de funções, em zonas de fronteira disciplinar.

Portanto, se os objetivos gerais concorrem para um certo estreitamento temático — a cidade de Lisboa — os objetivos de aprendizagem abrem-se para perspetivas mais abrangentes.

3.4.2. Pontos fortes

A possibilidade de capacitar estudantes para a especialização e, simultaneamente, para o trabalho entre fronteiras disciplinares.

O estabelecimento de acordos de cooperação com entidades, académicas e administrativas, no sentido de cruzar os objetivos pedagógicos com o mundo laboral.

3.4.3. Pontos fracos

Uma temática central estrita e circunscrita a contornos que podem ser motivadores, mas que também correm o risco de ser limitativos. O foco na arquitetura e na cultura visual de Lisboa pode correr o risco de ser limitativo do ponto de vista socio-territorial.

4. Desenvolvimento curricular e metodologias de ensino e

aprendizagem.

Perguntas 4.1 a 4.10

4.1. Designação do ciclo de estudos.

A designação do ciclo de estudos é adequada aos objetivos gerais e objetivos de aprendizagem fixados:

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4.2. Estrutura curricular.

A estrutura curricular é adequada e cumpre os requisitos legais: Sim

4.3. Plano de estudos.

O plano de estudos é adequado e cumpre os requisitos legais: Sim

4.4. Objetivos de aprendizagem das unidades curriculares.

Os objetivos de aprendizagem das unidades curriculares (conhecimentos, aptidões e competências) estão definidos e são coerentes com os objetivos gerais e os objetivos de aprendizagem definidos para o ciclo de estudos:

Sim

4.5. Conteúdos programáticos das unidades curriculares.

Os conteúdos programáticos das unidades curriculares são coerentes com os respetivos objetivos de aprendizagem (conhecimentos, aptidões e competências):

Sim

4.6. Metodologias de ensino e aprendizagem.

As metodologias de ensino e aprendizagem são adequadas aos objetivos de aprendizagem

(conhecimentos, aptidões e competências) definidos para o ciclo de estudos e para cada uma das unidades curriculares:

Sim

4.7. Carga média de trabalho dos estudantes.

A instituição assegurou-se que a carga média de trabalho que será necessária aos estudantes corresponde ao estimado em ECTS:

Sim

4.8. Avaliação da aprendizagem dos estudantes.

As metodologias previstas para a avaliação da aprendizagem dos estudantes estão definidas em função dos objetivos de aprendizagem (conhecimentos, aptidões e competências) das unidades curriculares:

Sim

4.9. Participação em atividades científicas.

As metodologias de ensino e aprendizagem facilitam a participação dos estudantes em atividades científicas:

Sim

4.10. Fundamentação do número total de créditos do ciclo de estudos.

A duração do ciclo de estudos e o número total de créditos ECTS são fundamentados face aos requisitos legais e prática corrente no Espaço Europeu de Ensino Superior. Os docentes foram consultados sobre a metodologia de cálculo do n.º de créditos das unidades curriculares. Sim

4.11. Apreciação global do desenvolvimento curricular e metodologias de

aprendizagem do ciclo de estudos.

4.11.1. Apreciação global

A estrutura curricular e o plano de estudos são adequados aos objetivos gerais e objetivos de aprendizagem fixados. Os objetivos de aprendizagem das unidades curriculares (conhecimentos, aptidões e competências) estão definidos e são, genericamente, coerentes com os objetivos gerais e os objetivos de aprendizagem definidos para o ciclo de estudos. Os conteúdos programáticos das unidades curriculares são coerentes com os respetivos objetivos de aprendizagem (conhecimentos, aptidões e competências).

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aprendizagem fixados. A expressão que dá título ao ciclo de estudos "Cultura Visual" deveria ser esclarecida, ou seja, não existe na proposta uma explicação cabal do que se entende por "Cultura Visual em Lisboa". Poderemos depreender que alguns dos conteúdos que mais se aproximam dessa expressão são transversais às unidades curriculares obrigatórias de "Desenho da Pesquisa"; "Do Analógico ao Digital: Abordagens Interdisciplinares na Análise e Significado das Imagens"; e, em certa medida, de "Trabalho de Projeto em Arquitetura e Cultura Visual em Lisboa", no entanto, a marca dessa mesma expressão considera-se suficientemente significativa para que tivesse havido lugar a essa explicação.

As metodologias de ensino e aprendizagem são adequadas aos objetivos de aprendizagem

(conhecimentos, aptidões e competências) definidos para o ciclo de estudos e para cada uma das unidades curriculares. A Instituição assegurou-se que a carga média de trabalho que será necessária aos estudantes corresponde ao estimado em ECTS.

Para este mestrado foram criadas quatro novas unidades curriculares, com conteúdos e métodos dedicados aos objetivos gerais e de aprendizagem definidos, se bem que todas as unidades curriculares obrigatórias se inserem nas temáticas próprias desses mesmos objetivos. 4.11.2. Pontos fortes

A criação de um número considerável de unidades curriculares dedicadas a este ciclo de estudos, sem contudo deixar de prever que as mesmas possam ser oferecidas como optativas a outros ciclos de estudos dentro da IES.

4.11.3. Pontos fracos

A falta de uma definição clara e objetiva sobre o que se pretende com uma das expressões que dá título ao ciclo de estudos e ao respetivo trabalho de finalização — "Cultura Visual em Lisboa".

5. Corpo docente.

Perguntas 5.1 a 5.6.

5.1. Coordenação do ciclo de estudos.

O docente ou docentes responsáveis pela coordenação do ciclo de estudos têm o perfil adequado: Sim

5.2. Cumprimento de requisitos legais.

O corpo docente cumpre os requisitos legais de corpo docente próprio, academicamente qualificado e especializado:

Sim

5.3. Adequação da carga horária.

A carga horária do pessoal docente é adequada: Sim

5.4. Estabilidade.

A maioria dos docentes mantém ligação à instituição por um período superior a três anos: Sim

5.5. Dinâmica de formação.

O número de docentes em programas de doutoramento há mais de um ano é adequado às necessidades eventualmente existentes de qualificação académica e de especialização do corpo docente do ciclo de estudos:

Sim

5.6. Avaliação do pessoal docente.

Existem procedimentos de avaliação do desempenho do pessoal docente e estão implementadas medidas conducentes à sua permanente atualização e desenvolvimento profissional:

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Sim

5.7. Apreciação global do corpo docente.

5.7.1. Apreciação global

A docente responsável pela coordenação do ciclo de estudos tem o perfil adequado: está contratada a tempo integral na Instituição e desenvolve atividade letiva no mestrado; é doutorada na área fundamental da proposta e apresenta investigação reconhecida.

O corpo docente proposto é próprio (98.04%>75%), qualificado (100%>60%) e especializado (93.5%>50%), cumprindo o estabelecido n.º 3 do Artigo 16.º do DL n.º 74/2006, de 24 de março, na redação do DL n.º 63/2016, de 13 de setembro.

A carga horária do pessoal docente proposto é adequada e está proporcionalmente distribuída. Pelos dados apresentados, a maioria dos docentes mantém ligação à instituição por um período superior a três anos.

Pela informação apresentada existem procedimentos de avaliação do desempenho do pessoal docente e estão implementadas medidas conducentes à sua permanente atualização e

desenvolvimento profissional. 5.7.2. Pontos fortes

O corpo docente proposto é qualificado e devidamente adaptado aos objetivos enunciados. É composto por professores/as ligados/as ao ensino e, simultaneamente, reconhecidos/as nos ambientes da cultura arquitetónica.

A interdisciplinaridade do corpo docente e da própria tradição da IES, que poderá produzir cruzamentos de saberes muito frutíferos para os objetivos da aprendizagem.

5.7.3. Pontos fracos Nada a assinalar.

6. Pessoal não-docente.

Perguntas 6.1 a 6.3.

6.1. Adequação em número.

O número e o regime de trabalho do pessoal não-docente correspondem às necessidades do ciclo de estudos:

Sim

6.2. Competência profissional e técnica.

O pessoal não-docente tem a competência profissional e técnica adequada ao apoio à lecionação do ciclo de estudos:

Sim

6.3. Avaliação do pessoal não-docente.

Existem procedimentos de avaliação do pessoal não-docente e estão implementadas medidas conducentes à sua permanente atualização e desenvolvimento profissional:

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6.4. Apreciação global do pessoal não-docente.

6.4.1. Apreciação global

Pelo que é descrito no pedido, embora não haja pessoal não docente ligado exclusivamente ao ciclo de estudos, a afetação de não docentes em ETI, repartido pelos serviços e gabinetes da IES, é de 2,03. Parece ser o suficiente, embora, dado o número máximo de admissões (35), essa situação possa vir a complicar-se não pelo número em ETI, que é suficiente, mas pela coordenação funcional. O facto de ser designada a Unidade de Apoio Técnico e Administrativo como prestadora de "um apoio mais direto ao ciclo de estudos nas suas várias dimensões" minimiza, em certa medida, esse

problema. De resto, o número, as respetivas qualificações e o regime de trabalho do pessoal não-docente, correspondem às necessidades do ciclo de estudos. Pelo descrito, também terá a competência profissional e técnica adequada ao apoio à lecionação do ciclo de estudos.

Existem procedimentos de avaliação do pessoal não-docente e estão implementadas medidas conducentes à sua permanente atualização e desenvolvimento profissional.

6.4.2. Pontos fortes

A intenção de ter uma Unidade de Apoio Técnico e Administrativo mais diretamente ligada ao ciclo de estudos. 6.4.3. Pontos fracos Nada a assinalar.

7. Instalações e equipamentos.

Perguntas 7.1 e 7.2.

7.1. Instalações.

A instituição dispõe de instalações físicas (espaços letivos, bibliotecas, laboratórios, salas de computadores,...) necessárias ao cumprimento dos objetivos de aprendizagem do ciclo de estudos: Sim

7.2. Equipamentos.

A instituição dispõe de equipamentos didáticos e científicos e dos materiais necessários ao cumprimento dos objetivos de aprendizagem do ciclo de estudos:

Sim

7.3. Apreciação global das instalações e equipamentos.

7.3.1. Apreciação global

A Instituição dispõe de instalações de qualidade, bem localizadas e eficazmente equipadas para a lecionação do ciclo de estudos e para as atividades de investigação a ele inerentes.

7.3.2. Pontos fortes

A localização no centro da cidade de Lisboa, em condições de relativa proximidade com dinâmicas urbanas e culturais inerentes aos temas definidos nos objetivos.

A instituição dispõe de postos de trabalho abertos 24h/7 dias por semana, fator que, num ciclo de estudos com estas características, pode ser muito útil aos estudantes.

7.3.3. Pontos fracos Nada a assinalar.

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8. Atividades de investigação e desenvolvimento e/ou de

formação avançada e desenvolvimento profissional de alto

nível.

Perguntas 8.1 a 8.4.

8.1. Centros de investigação na área do ciclo de estudos.

A instituição dispõe de recursos organizativos e humanos que integrem os docentes do ciclo de estudos em atividades de investigação, seja por si ou através da sua participação ou colaboração, ou dos seus docentes e investigadores, em instituições científicas reconhecidas:

Sim

8.2. Produção científica.

Existem publicações científicas do corpo docente do ciclo de estudos em revistas internacionais com revisão por pares, livros e capítulos de livro, nos últimos cinco anos, com relevância para a área do ciclo de estudos:

Sim

8.3. Atividades de desenvolvimento tecnológico e artístico.

Existem atividades de formação avançada, desenvolvimento profissional e artístico e de prestação de serviços à comunidade, com relevância para a área do ciclo de estudos, que representam um

contributo real para o desenvolvimento nacional, regional e local, a cultura científica e a ação cultural, desportiva e artística:

Sim

8.4. Integração em projetos e parcerias nacionais e internacionais.

As atividades científicas, tecnológicas e artísticas estão integradas em projetos e/ou parcerias nacionais e internacionais:

Em parte

8.5. Apreciação global das atividades de I&D e/ou de formação avançada e

desenvolvimento profissional de alto nível.

8.5.1. Apreciação global

Existem publicações científicas de autoria de pessoal afeto ao corpo docente do ciclo de estudos em revistas internacionais com revisão por pares, livros e capítulos de livros, nos últimos cinco anos, com relevância para a área do ciclo de estudos.

No entanto, a já anteriormente referida omissão relativa à definição de uma área contida na designação do ciclo de estudos — cultura visual — não permite perceber se a investigação a desenvolver se inclui primordialmente no âmbito dos estudos artísticos, da antropologia, da arquitetura ou da sociologia. Essa indefinição também não permite avaliar a capacitação do ambiente de investigação para acolher o ciclo de estudos.

Cada um/a dos/as docentes tem coordenado, participado e/ou colaborado em atividades de formação avançada, desenvolvimento profissional e artístico e de prestação de serviços à comunidade, com relevância para a área do ciclo de estudos.

Sendo o objeto de estudo circunscrito, quer do ponto de vista temático, quer do ponto de vista geográfico, não é fácil perceber como se podem integrar as atividades científicas, tecnológicas e artísticas em projetos e/ou parcerias internacionais. Talvez só procurando dinâmicas pedagógicas universitárias centradas nos estudos de uma determinada cidade e perceber depois se é útil e viável

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estabelecer essas parcerias. Já pelo que diz respeito às parcerias nacionais, salienta-se a intenção de estabelecer relacionamento com a Universidade de Évora e com a Câmara Municipal de Lisboa. 8.5.2. Pontos fortes

A proximidade com centros de investigação das diversas áreas que integram o ciclo de estudos. A intenção de estabelecer parcerias de colaboração com a Câmara Municipal de Lisboa e com a Universidade de Évora, ambas apropriadas à área primordial do ciclo de estudos.

8.5.3. Pontos fracos

A dificuldade de encontrar parcerias internacionais que possam ser apropriadas às temáticas estritas do ciclo de estudos.

9. Enquadramento na rede de formação nacional da área

(ensino superior público).

Perguntas 9.1 a 9.3.

9.1. Expectativas de empregabilidade.

A instituição promoveu uma análise da empregabilidade dos graduados por ciclos de estudos similares, com base em dados oficiais:

Sim

9.2. Potencial de atração de estudantes.

A instituição promoveu uma análise sobre a evolução de candidatos ao ensino superior na área do ciclo de estudos, indicando as eventuais vantagens competitivas percecionadas:

Sim

9.3. Parcerias regionais.

A instituição estabeleceu parcerias com outras instituições da região que lecionam ciclos de estudos similares:

Sim

9.4. Apreciação global do enquadramento do ciclo de estudos na rede de

formação nacional.

9.4.1. Apreciação global

O documento apresentado refere que os potenciais candidatos ao ciclo de estudos poderão já estar inseridos no mercado de trabalho, portanto dirigem desde logo a formação, por um lado, ao

favorecimento de "inserções profissionais mais qualificadas ou de aumento de funções de responsabilidade" e, por outro lado, à integração ou continuidade de "um percurso académico e científico na investigação". Refere de igual modo a capacidade de atração da IES. De qualquer modo, sendo o objeto de estudo circunscrito e dado o considerável número de vagas, pareceria ser mais útil celebrar parcerias com outras instituições da cidade de Lisboa para além da Câmara Municipal, no que diz respeito a estágios, por exemplo. Os/as docentes do ciclo de estudos, dado o seu

enquadramento e os seus perfis académicos, têm também a possibilidade de estabelecer contactos com um conjunto de instituições que trabalham sobre os assuntos e as temáticas versadas pelo ciclo de estudos. Será necessário reverter essas capacitações em prol da integração dos estudantes nesses ambientes.

9.4.2. Pontos fortes

A anunciada parceria com a Câmara Municipal de Lisboa, principalmente com o Arquivo Municipal. 9.4.3. Pontos fracos

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O número de admissões previsto, 35 por ano que, numa área tão circunscrita, dificilmente poderá ser absorvido por uma só Instituição.

10. Comparação com ciclos de estudos de referência no

Espaço Europeu de Ensino Superior (EEES).

Perguntas 10.1 e 10.2.

10.1. Ciclos de estudos similares em instituições europeias de referência.

O ciclo de estudos tem duração e estrutura semelhantes a ciclos de estudos de instituições de referência do EEES:

Em parte

10.2. Comparação com objetivos de aprendizagem de ciclos de estudos similares.

O ciclo de estudos tem objetivos de aprendizagem (conhecimentos, aptidões e competências) análogos aos de outros ciclos de estudos de instituições de referência do EEES:

Em parte

10.3. Apreciação global do enquadramento no Espaço Europeu de Ensino

Superior.

10.3.1. Apreciação global

A proposta apresentada para o ciclo de estudos tem duração semelhante aos de outras instituições de referência no EEES. Contudo, os mestrados que são referidos — MA in Urban History and Culture e 4Cities Master Course in Urban Studies — referem-se sempre aos estudos próprios e comparativos entre cidades, Londres e Paris, no caso do primeiro, Bruxelas, Copenhaga, Madrid e Viena, no caso do segundo. Nenhum deles, portanto, visa o estudo centrado apenas numa cidade.

10.3.2. Pontos fortes

A especificidade temática, que ajuda a focar os estudantes e a concentrar as áreas a desenvolver. 10.3.3. Pontos fracos

A dificuldade em comparar com ciclos de estudo semelhantes no plano internacional e mesmo europeu.

11. Estágios e períodos de formação em serviço (quando

aplicável).

Perguntas 11.1 a 11.4.

11.1. Locais de estágio ou formação em serviço.

Existem locais de estágio ou formação em serviço adequados e em número suficiente: Não aplicável

11.2. Acompanhamento dos estudantes pela instituição.

São indicados recursos próprios da instituição para acompanhar os seus estudantes no período de estágio ou formação em serviço:

Não aplicável

11.3. Garantia da qualidade dos estágios e períodos de formação em serviço.

Existem mecanismos para assegurar a qualidade dos estágios e períodos de formação em serviço dos estudantes:

Não aplicável

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São indicados orientadores cooperantes do estágio ou formação em serviço, em número e com qualificações adequadas (para ciclos de estudos em que o estágio é obrigatório por lei):

Não aplicável

11.5. Apreciação global das condições de estágio ou formação em serviço.

11.5.1. Apreciação global N.A. 11.5.2. Pontos fortes N.A. 11.5.3. Pontos fracos N.A.

12. Observações finais.

12.1. Apreciação da pronúncia da instituição (quando aplicável).

Face à Pronúncia apresentada, no que remete para a inclusão da expressão “cultura visual” na designação do ciclo de estudos, a CAE entende que fica esclarecida a condição colocada a

cumprimento imediato. Este esclarecimento é entendido à luz dos objetivos a que o ciclo de estudos se propõe, “(…) de desenvolver e dinamizar a oferta formativa, reforçando a articulação entre investigação e ensino, (…) ampliando a interdisciplinaridade a áreas com as quais a Arquitectura trabalha e colabora.”

No entanto, com base nos argumentos apresentados pela Instituição, a CAE não pode deixar de mencionar o seguinte:

- Que a partir da aceitação de que a Arquitetura pode ser vista de outro ponto de vista, que é o que a IES propõe, é certo que o que se propõe não conduz ao objetivo último da disciplina, que é construir Arquitetura.

Pode ser pertinente permitir estudos que não conduzam à construção, para ‘apenas’ especular, mas esses estudos ficarão sempre à margem da Arquitetura.

Se, como diz o documento, a Cultura Visual assume que a imagem é objeto de estudo e fonte de informação, deve-se desde logo deixar nota de que este estudo e as informações fornecidas pela imagem são enviesados e incompletos.

O estudo da Arquitetura vai além da sua simples visualização através de uma imagem, por mais perfeita que seja, mas passa pela experiência da Arquitetura. Poder percorrê-la, tocá-la, medi-la, contrastar a sua situação no lugar onde está implementada, perceber todo o seu volume e também fragmentos dele, questões que a bidimensionalidade da imagem não permite.

Portanto, a imagem como fonte de informação é muito relativa e limitada. Não considerar essas limitações implica cair na ficção do que se vê e confundir a imagem com a realidade.

Se este mestrado sugere que a palavra “Arquiteto” apareça no título, deve-se ressaltar que isso não pode ser aceite. A última e principal ação do arquiteto é construir. Portanto, o profissional que sai deste mestrado deve ter um adjetivo relacionado ao visual, mas não à disciplina que ser arquiteto implica.

As responsabilidades deontológicas do arquiteto para com a sociedade e que são indicadas por lei, são as de dar as regras para transformar o espaço físico da sociedade. Modificar essa

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responsabilidade é uma questão legislativa de primeira ordem, e é aquela em que aparecem os arquitetos que não constroem e que apenas comentam a visualização da realidade.

- Uma última consideração quanto ao objetivo deste programa de mestrado diz respeito a instruir metodologicamente uma formulação simplesmente visual da arquitetura, ou seja, uma

instrumentalização da observação e contemplação da obra arquitetónica, e não da sua transformação física ou criação de uma nova.

Por este motivo, é surpreendente que o título do mestrado faça referência específica à cidade de Lisboa e esta proposta de metodologia de análise visual da realidade não se entenda aplicável apenas à cidade de Lisboa e não haja confiança nela mesma. Método de ensino que permite ser aplicável a outras cidades como método de conhecimento.

Portanto, pode-se dizer que estamos diante de um programa que não pode ser assumido para a formação de profissionais de arquitetura. A arquitetura não se comunica apenas por meio de imagens. Essa comunicação seria sempre tendenciosa e gera uma confusão que não é aceitável. A arquitetura comunica pela experimentação, pela relação com as pessoas, o verdadeiro objetivo de sua função. 12.2. Observações. Nada a assinalar. 12.3. PDF (100KB). <sem resposta>

13. Conclusões.

13.1. Apreciação global da proposta do novo ciclo de estudos.

Síntese das apreciações efetuadas ao longo do relatório, sistematizando os pontos fortes e as debilidades da proposta de criação do novo ciclo de estudos.

A proposta deste ciclo de estudos aponta para uma temática muito específica, centrada nos estudos sobre a cidade de Lisboa, numa determinada perspetiva de análise. Presume-se que essa perspetiva é a arquitetura, particularmente a cidade de Lisboa e os seus artefactos arquitetónicos, os tipos de edificação desenvolvidos ao longo da história, o modo como moldam o espaço urbano e geográfico e por eles se deixam moldar. Mas há também uma forte componente das ciências de documentação e arquivologia, que sugere a capacitação dos estudantes para os trabalhos sobre os arquivos de arquitetura, que tantas vezes encerram as fontes primárias dos estudos acima referidos. Em

Portugal, com honrosas exceções de entre as quais se destaca o acervo da DGEMN, depois de muitas décadas de indiferença e até de desprezo, os arquivos de arquitetura estão atualmente em pleno apogeu desenvolvimentista. Na verdade, e por estas mesmas razões, trata-se de um ciclo de estudos que incide, de um modo dúplice, sobre um desígnio especializado — Lisboa e os seus arquivos arquitetónico-urbanísticos — e uma oferta formativa generalista — arquitetos, arquivistas, documentalistas, antropólogos, sociólogos e historiadores urbanos.

Há ainda uma outra temática que entra nesta equação, a cultura visual, a qual todavia não se

encontra convenientemente clarificada na proposta, nem no que diz respeito à definição, nem no que diz respeito ao seu enquadramento nas restantes componentes da formação.

Os critérios de admissão ao ciclo de estudos parecem ser adequados, sobretudo porque se destinam, em grande parte, à atualização curricular de profissionais em exercício, mas o número de admissões poderá vir a ser excessivo se não forem encontradas outras parcerias de colaboração para além das

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referidas.

O ciclo de estudos tem, assim, a vantagem de incidir sobre uma lacuna de oferta formativa, mas a estreita incidência dos temas a tratar, se entretanto não evoluir e não se for adaptando a novas realidades, a novos temas, corre o risco de esgotar a capacidade formativa e de perder o potencial atrativo.

Quanto ao resto, o ciclo de estudos tem um corpo docente qualificado e adequado aos principais objetivos descritos. Dispõe de instalações apropriadas e dedicadas às atividades a ele inerentes. 13.2. Recomendação final.

Com fundamento na apreciação global da proposta de criação do ciclo de estudos, a CAE recomenda: A acreditação do ciclo de estudos

13.3. Período de acreditação condicional (se aplicável).

No caso de recomendação de acreditação condicional, indicação do período de acreditação proposto (em n.º de anos).

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13.4. Condições (se aplicável).

No caso de recomendação de acreditação condicional, indicação das condições a cumprir. <sem resposta>

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