1 Prof. Simone da Silva Simões
Aula 01:
Química Analítica e Tratamento de Dados Analíticos
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http://quimicaanaliticaufpe.blogspot.com/
Material da aula:4
Aula 01:
Química Analítica e Tratamento de Dados Analíticos
•
Introdução à Química Analítica;
•
Etapas de uma análise quantitativa;
•
Erros e tratamento de dados
•
medidas de tendência central;
•
medidas de dispersão;
•
tipos de erros;
•
identificação de erros sistemáticos;
5
O papel da QA
6
Química Analítica
Compreende duas grandes partes: aanálise qualitativa, determina a identidade química das espécies presentes em uma amostra; e a
análise quantitativaque abrange técnicas e métodos usados para a determinação da quantidade relativa das espécies em termos numéricos.
1997
Nave espacial PathfinderAres Vallis- Marte
Sourjourner -APXS Espectroscopia retrodispersiva de Rutherford
Espectroscopia de emissão de prótons Fluorescência de raios X
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Gravimétricos
(massa da espécie ou composto que se
relacione quimicamente a espécie)
Volumétricos
(mede-se a quantidade necessária para reagir
completamente com a espécie de interesse)
Eletroanalíticos
(propriedade como: potência, resistência e
quantidade de carga)
Espectroscópicos
(baseados nas interações entre a REM e
os átomos ou moléculas da espécie ou medida da energia
produzida por essas espécies)
Métodos analíticos quantitativos
8
9
Seleção do método
de análise
-Qual o nível de exatidão requerido ?
(tempo e recursos requeridos)
-Quantas amostras serão analisadas ?
-Complexidade e número de componentes da amostra.
10
Obtenção da
amostra
-Amostra representativa
(Material amplo e heterogêneo)
Ex: vagão com 25 t de minério de Ag
Ex: Espécimes de fonte biológica
AMOSTRAGEM
•Etapa mais difícil
•Maior fonte de erros
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Processamento da
amostra
-Preparação da amostra no laboratório
-Definição das réplicas das amostras
-Preparo das soluções: Alterações químicas e físicas
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Eliminação de
interferências
Aspecto crítico na análise
Interferentes: espécies além do analito
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Calibração e medida
da concentração
-A propriedade deve variar de forma conhecida e reprodutível com a
concentração (cA) do analito.
cA=kX (idealmente)
- Calibração: o processo de
determinação do k 14
Cálculo dos
resultados
-Baseados nos dados experimentais crus
-Nas características dos instrumentos de medidas
-Na estequiometria das reações
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Avaliação dos resultados pela
estimativa da confiabilidade
Os resultados analíticos são
incompletos sem uma estimativa de
sua confiabilidade
16
A morte de cervos de calda branca
numa área de preservação de vida
selvagem em Kentucky –USA.
17 Trióxido de arsênio
Arsenito de sódio
Metanoarsenato monossódico
Metanoarsenato dissódico
Àcido metanoarsênico CH3AsO(OH)2
(ingrediente ativo em herbicidas) 18
Vísceras dos cervos encontrados mortos
As amostras têm As ?
Quanto ?
19
Método publicado pala AOAC
(Association of Official Analytical Chemistry)
-Destilação do arsênio como arsina - Determinação colorimétrica
20 Obtendo amostras representativas:
Rins removidos para a análise
Preparação das amostras no laboratório:
Rins processados em um liquidificador para reduzir o tamanho dos pedaços de tecido e homogeneizar a amostra
Definição das réplicas:
21 Dissolução das amostras:
- Calcinação das amostras ao ar, até converter as amostras a cinzas (dióxido de carbono + água)
As
2
O
5
+ HCl
H
3AsO
422 Eliminando as interferâncias:
- Conversão do arsênio em arsina, AsH3
Zn
23 Medida da quantidade do analito:
- Espectrofotômetro
Calculando as concentrações
Estimando a confiabilidade dos resultados 24
Tratamento de Dados
É impossível realizar uma análise química que seja livre de erros ou incertezas.
Podemos minimizar os erros e estimar a sua grandeza com exatidão aceitável.
Qualquer medida envolve : -Sistema em estudo - Instrumento de medida - O observador (analista)
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Determinação da confiabilidade dos dados:
- Experimentos planejados
- Padrões de composição conhecida
- Consulta a literatura
- Calibração dos equipamentos
- Testes estatísticos
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Tipos de erros em dados experimentais
Erro sistemático ( ou determinado)
Erro grosseiro
Erro aleatório ( ou indeterminado)
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Erros sistemáticos ou determinados
Fontes de erros sistemáticos:
(1) Erros instrumentais (2) Erros de método (3) Erros operacionais
Têm um valor definido e uma causa identificável e da mesma ordem
de grandeza para as replicatas das medidas realizadas de uma maneira semelhante.
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1. Fontes de erros Instrumentais
Temperatura e contaminação
Decréscimo de voltagem de uma bateria, falta ou calibração
incorreta, temperatura, ruído. Graduação
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Detecção de erros instrumentais e de operação
Corrigidos através da calibração
Minimizados trabalhando-se com cuidado e autodisciplina
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2. Erros de método
Comportamento químico ou físico não
ideal de reagentes e das reações nas
quais a análise esta baseada
-Lentidão das reações - Reações incompletas - Instabilidade das espécies - Não-especificidade de reagentes - Reações interferentes
Erro mais difícil de detectar e mais sério dos 3 tipos
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Detecção de erros de método
Mais difíceis de detectar.
Mas podem ser detectados por:
(A)Análise de amostras padrão (amostras sintéticas, padrões internacionais) (B)Comparação com método padrão (estatísticamente)
(C) Provas em branco (ausência da amostra) (D) Variação na quantidade da amostra
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3. Erros operacionais
Estão relacionados ao analista
- Erros de cálculo
Efeitos dos erros operacionais nos resultados analíticos
Constantes: a magnitude destes erros depende da
quantidade medida
Uma forma de minimizar estes erros é usar uma grande quantidade de amostras
- perdas por solubilidade na lavagem de um precipitado - Interferentes em um reagente usado em quantidades fixas - excesso de reagente para viragem do indicador
Exemplo: Suponha que 0,50 mg de um precipitado é perdido como resultado da lavagem com 200 mL de líquido de lavagem.
Qual o erro relativo para: a) 500 mg de precipitado
b) 50 mg de precipitado 34
Erros Grosseiros
A maioria é operacional
•Cálculos errados
•Transposição de números
•Leitura incorreta de escalas
•Usar escala errada
•Derramamento de solução
•Interrupção momentânea do fornecimento de água ou energia elétrica
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Erros Indeterminados ou aleatórios
Þ
Conseqüência das variáveis incontroláveis inerentes a
qualquer medida.
Þ
As fontes desses erros são diversas e não podem ser
identificadas por serem pequenas demais para serem
detectadas individualmente.
Þ
O efeito acumulado dos erros individuais é o que faz os
resultados de replicatas flutuarem aleatoriamente em torno
da média.
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Tratamento Estatístico dos Erros Indeterminados
A magnitude dos erros indeterminados associados a uma
medida individual é determinado pela combinação dos
seus erros individuais. (+ ou -)
•
A estatística trata das probabilidades.
•
Nenhuma nova informação é criada com a utilização de
tratamentos estatísticos.
37
População e amostra
Amostra: Uma parte da população, normalmente selecionada com o objetivo de fazer inferências a cerca da população
Amostragem aleatória: Processo de seleção da amostra em que cada membro da população tem a mesma probabilidade de ser escolhido
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Média populacional (µ) e amostral ( )
N
x
x
N i iå
==
1Npequeno: ≠µ
x
“Na ausência de erros sistemáticos, a média da população também é o valor verdadeiro para a quantidade medida”
x
N> 20 essa diferença é desprezível
“A média da amostra é uma função estatística que estima a média da população µ”
x
39Termos importantes
-Réplicas -Médias -Mediana N x x N i iå
= = 1x1=19,4
x2=19,5
x3=19,6
x4=19,8
x5=20,1
x6=20,3 •Resultado central quando as replicatas dos dados são
organizadas em uma sequência crescente ou decrescente. •Para um número par de resultados a média do par central é usada como mediana.
•Para casos ideais a média e a mediana são iguais
40
-Precisão:descreve a reprodutibilidade (proximidade dos resultados obtidos da mesma forma)
Desvio padrão (amostral) e variância
Desvio padrão relativo (coeficiente de variação)
Faixa de variação
1 2 -=
å
n x xS ( i )
100
´
=
x
s
RSV
200
20
=
=
x
x
%
,
%
5
0
5
=
=
cv
cv
s=1® FV MIN X MÁXX ÷øö=
ç è
æ
41
-Exatidão: expressa o quão perto uma medida, ou série de medidas, está próximo do valor verdadeiro ou aceitável
ÞErro absoluto
Obs: ao expressar o valor do erro relativo o sinal deve ser mantido
ÞErro relativo
x
x
E
=
i-%
100
´
-=
v v i rx
x
x
E
42Determinação de N pelo método micro-Kjeldahl
Exatidão e precisão elevadas
Exatidão boa e precisão baixa
Exatidão e precisão baixas Erro em relação a media
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Desvio populacional (s)
s
à
Medida de precisão de uma população de dadoså
=-=
n iN
xi
1 2)
(
m
s
N: número de dados que compõe a população
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Desvio amostral (s)
å
=-=
n iN
xi
1 2)
(
m
s
Número de graus de liberdade
1
1
)
(
1 2 1 2-=
-=
å
å
==
N
d
N
x
xi
s
N I i n i1
2 1 1 2-÷
ø
ö
ç
è
æ
-=
å
=å
=N
x
x
s
N i i N IExpressão alternativa para o calculo do desvio padrão das amostras:
45 EXEMPLO 1: Os seguintes valores foram obtidos para réplicas da determinação de chumbo em uma amostra de sangue:
0,752; 0,756; 0,752; 0,751; 0,760 ppm de Pb Calcule a média e o desvio padrão para este conjunto de dados.
N
x
x
N i iå
==
11
2 1 1 2-÷
ø
ö
ç
è
æ
-=
å
=å
=N
x
x
s
N i i N I 46Variância e outras medidas de precisão
Variância (s2)
(
)
1
)
(
1
1 2 1 2 2-=
-=
å
=å
=N
d
N
x
x
s
N i i N i i Desvio padrão relativo (DPR)x
s
s
DPR
=
r=
ppmil
x
s
s
DPRppmil
=
r=
´
1
.
000
Coeficiente de variação (CV)
%
100
´
=
x
s
CV
Espalhamento ou faixa (w)47 EXERCICIO 1: Os seguintes valores foram obtidos para réplicas da determinação de chumbo em uma amostra de sangue:
0,752; 0,756; 0,752; 0,751; 0,760 ppm de Pb Calcule:
(a) variância, (b) DPRppmil,
(c) coeficiente de variação e (d) faixa