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Release de Resultados | 2T17
TELECONFERÊNCIA DE RESULTADOS
(Em português com tradução simultânea para o inglês) Data: 15 de agosto de 2017 (3ª feira)
Português: 10:00 Brasília Inglês: 09:00 Nova Iorque / 14:00 Londres
Números de Conexão: Brasil: +55 11 2188 0155 EUA: +1 646 843 6054 Londres: +44 203 051 6929
Senha: Grupo PardinI
Webcast: www.grupopardini.com.br/ri
CÓDIGO DA AÇÃO: PARD3
Quantidade total de Ações: 130.978.595
Free float: 46.193.096 ações (35,3% do total)
CONTATO: RELAÇÕES COM INVESTIDORES
e-mail: [email protected] site: www.grupopardini.com.br/ri
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Belo Horizonte, 14 de agosto de 2017 – O Instituto Hermes Pardini S.A. (“IHP”), uma das maiores empresas de Medicina Diagnóstica do Brasil, divulga seus resultados operacionais e financeiros referentes ao segundo trimestre de 2017 (2T17) e acumulados do primeiro semestre do ano (2017 6M). Exceto se indicado de outra forma, as informações deste documento estão expressas em moeda corrente nacional (em Reais). As demonstrações financeiras consolidadas da Companhia são elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, baseadas na Lei das Sociedades por Ações e nas regulamentações da CVM.
1. Destaques Operacionais e Financeiros
1.1 Destaques Operacionais no 2T17: Em maio, tivemos o Recorde Mensal de Exames Processados, chegando a 7,3 milhões de testes;
No Projeto Enterprise 2018, concluímos a etapa de RFI (Request For Information) e iniciamos a etapa de RFP (Request for Proposal). Os projetos técnicos serão recebidos até o final de agosto;
No AACC 2017, recebemos duas premiações:
o Primeira colocação em Excelência em Pesquisa na categoria Lipides/Lipoproteínas, em colaboração com a UFMG; e
o Segunda colocação do prêmio de Excelência em Pesquisa (AACC Awards), com trabalho na área de oncologia molecular.
Incluímos 11 Novos Testes no portfólio, como resultado do trabalho desenvolvido pela área de Pesquisa e Desenvolvimento;
Pioneirismo na instalação de totens de autoatendimento em Belo Horizonte, visando trazer agilidade e conveniência aos clientes;
O case “VR Vaccine” do Hermes Pardini, desenvolvido pela agência Ogilvy, ganhou o prêmio Leão de Ouro em Cannes 2017 na categoria Pharma, por conta da iniciativa já disponível em várias de nossas unidades;
No Anuário Valor Inovação Brasil 2017, ficamos entre as 5 empresas mais inovadoras do país no setor de Serviços Médicos.
1.2. Destaques financeiros no 2T17:
Crescimento da Receita Bruta (+24,8%) e do EBITDA Ajustado (+24,6%);
Manutenção de altos níveis de lucratividade: margem EBITDA Ajustada de 23,6% e margem bruta de 33,0% (+50 bps);
ROIC (Retorno sobre o Capital Investido) sem ágio de 30,3%;
Distribuição de Juros sobre Capital Próprio (JCP): finalizado o estudo realizado pela área Financeira;
Processo de Incorporação: conclusão da 1ª etapa, com criação das novas filiais.
1.3. Destaques 2T17 no segmento Lab-to-Lab:
Evolução consistente no volume de exames (+19,5%), na receita bruta por cliente (+9,2%) e na margem bruta (+205 bps);
Estratégia comercial resultou no aumento na base de clientes: mais de 5.090 clientes geraram receita ao longo do 2T17, crescimento de 243 clientes em relação ao trimestre anterior;
Expertise no relacionamento e alto nível de serviço resultaram no crescimento da receita nos mesmos clientes (Same Lab Sales) de 12,6%;
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1.4. Destaques 2T17 no segmento PSC:
Crescimento no volume de exames (+7,2%) e receita bruta (+35,1%), mesmo com a manutenção do cenário econômico desafiador;
Operação no Rio de Janeiro já é responsável por mais de 25% da receita do segmento PSC;
Foco na otimização do uso dos ativos: receita bruta por m² cresceu 21,0%, beneficiado pelo mix do Laboratório Guanabara;
NPS (Net Promoter Score) da marca Hermes Pardini encerrou o mês de julho em 74,0% com expansão de 600bps em São Paulo em comparação com os meses anteriores;
Hermes Pardini ganhou o prêmio Top of Mind em Belo Horizonte, categoria Excelência, segundo levantamento da revista Mercado Comum;
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2. Carta da Administração
É com grande satisfação que apresentamos aos acionistas e ao mercado em geral os resultados do Instituto Hermes Pardini referentes ao segundo trimestre de 2017 (2T17) e acumulados do primeiro semestre do ano (2017 6M).
O segundo trimestre de 2017 foi marcado pela estabilização de alguns indicadores macroeconômicos relevantes, que até então vinham apresentando forte tendência de deterioração. No início de junho, o IBGE informou que o PIB brasileiro cresceu 1,0% no primeiro trimestre, encerrando assim uma sequência de oito quedas consecutivas. Adicionalmente, os números do CAGED sinalizam que no segundo trimestre tivemos criação de 103,9 mil vagas de trabalho no modelo CLT, revertendo assim uma tendência de dez trimestres seguidos de destruição de postos de trabalho. Mesmo assim, a taxa de desocupação permanece num patamar extremamente alto, encerrando o 2T17 ao redor de 13,0%, de acordo com o IBGE (pesquisa PNAD contínua), o que equivale a 13,5 milhões de pessoas desocupadas.
A estabilização dos indicadores econômicos naturalmente teve efeitos sobre o segmento de saúde privada, sobretudo quando avaliamos a quantidade de beneficiários dos planos de saúde. De acordo com a ANS, a quantidade de beneficiários em planos privados de assistência médica aumentou em 25,5 mil ao longo do 2T17, após diversos trimestres seguidos de queda.
Mesmo nesse contexto macroeconômico ainda desafiador, no 2T17 conseguimos apresentar forte evolução nas métricas operacionais e financeiras de ambas as unidades de negócio.
No segmento Lab-to-Lab, no 2T17 continuamos observando um forte ritmo de expansão, assim como já havia ocorrido nos períodos anteriores. No trimestre, executamos cerca de 16,4 milhões de exames, o que representa crescimento de 19,5% em relação ao 2T16. A receita bruta totalizou R$ 172,7 milhões no 2T17, evolução de 17,5% em relação ao mesmo período do exercício anterior. Esses fortes indicadores de crescimento são resultado de uma estratégia comercial direcionada a (i) expandir nossa carteira de clientes e (ii) expandir nosso share of wallet dentro da base atual. Com relação ao primeiro ponto, vale destacar que encerramos o trimestre com 5.090 clientes que geraram receita ao longo do período, espalhados por todo o país, o que representou uma expansão de 7,6% em relação ao mesmo período de 2016. Com relação ao segundo ponto, chamam a atenção a evolução da receita bruta média por cliente, que atingiu R$ 33,9 mil no 2T17 (+9,2% em relação ao 2T16) e o indicador Same Lab Sales, que apresentou crescimento de 12,6% frente ao segundo trimestre de 2016.
Ainda no segmento Lab-to-Lab, nos últimos trimestres vínhamos observando quedas sequenciais no ticket médio como resultado, principalmente, da entrada de novos clientes. Entretanto, no 2T17 tivemos uma reversão desta tendência e o ticket médio aumentou 4,5% em comparação com o trimestre anterior (1T17). Este comportamento está relacionado, principalmente, ao reajuste de preços que foi implementado em meados do segundo trimestre.
Já no segmento PSC, encerramos o trimestre com 5,4 milhões de exames realizados e receita bruta de R$ 140,8 milhões, evolução de 7,2% e 35,1% quando comparados ao 2T16, respectivamente. É importante ressaltar que ambos os indicadores de crescimento foram beneficiados pela incorporação do laboratório Guanabara (RJ), cujo controle foi adquirido no final de 2016.
5 abaixo da média histórica, sobretudo por conta da alta alavancagem operacional, reflexo do mix de receitas que é mais dependente de exames de imagem.
Em Minas Gerais, nossa percepção é que a força da marca Hermes Pardini vem permitindo que nossa operação local apresente estabilidade no valor da receita bruta, mesmo num cenário de retração de mercado. Nossa estratégia vem sendo reforçar os atributos da marca, por meio de melhorias no processo de atendimento e mudança de endereço de unidades relevantes. Enquanto nossos maiores concorrentes optaram por fechar lojas no primeiro semestre, decidimos manter nossas 64 lojas abertas. Como resultado de tal decisão, observamos forte evolução nos exames de imagem. De forma similar, a força da marca Padrão foi fundamental para o crescimento da receita bruta em Goiás observado no 2T17 (+8,5% em relação ao 2T16). Mesmo tendo fechado algumas unidades no segundo semestre de 2016, pudemos observar evolução na volumetria de exames de análises clínicas e vacinas e consequente recuperação das margens operacionais.
No Rio de Janeiro, estamos realizando melhorias em processos e em infraestrutura das unidades, com o objetivo de aprimorar o nível de serviço aos clientes e replicar os padrões adotados pela Companhia. Mesmo num cenário de alto nível de utilização dos ativos, no 2T17 a receita bruta foi um pouco superior à apresentada no 1T17 por conta de crescimento no volume de exames de imagem e análises clínicas. Além disso, em maio inauguramos o NTA (Núcleo Técnico Avançado) no Rio de Janeiro, que será um pilar importante em nossa estratégia, pois deve suportar o crescimento de Análises Clínicas no laboratório Guanabara e fortalecer nossa posição competitiva em Lab-to-Lab na região, ao permitir (i) a oferta de Apoio Total e (ii) menor prazo de atendimento aos clientes em exames de baixa complexidade.
A expansão observada na volumetria de exames em ambas as unidades de negócio colaborou para a expansão da margem bruta consolidada, que encerrou o segundo trimestre em 33,0%, ante 32,5% no 2T16, e da margem bruta do segmento Lab-to-Lab, que passou de 36,6% no 2T16 para 38,6% no 2T17. Por outro lado, a margem bruta do segmento PSC apresentou leve redução por conta, sobretudo, da menor quantidade de dias úteis no mês de abril e da queda de receita observada em São Paulo, passando de 26,2% no 2T16 para 25,7% no 2T17.
O EBITDA Ajustado totalizou R$ 67,7 milhões no segundo trimestre, representando evolução de 24,6% quando comparado ao mesmo período do ano anterior. A margem EBITDA Ajustada permaneceu estável em 23,6% em ambos os períodos.
De forma a otimizar nossa estrutura de capital e reduzir o custo médio ponderado de capital (WACC), no segundo trimestre voltamos a trabalhar com posição de dívida líquida. Encerramos este período com dívida líquida de R$ 91,7 milhões, o que representa um grau de alavancagem financeira, medido pelo indicador dívida líquida / EBITDA LTM, de 0,4x.
Continuamos otimistas com as perspectivas operacionais e financeiras para o Instituto Hermes Pardini. No curto e médio prazos, a queda nas taxas de juros (SELIC) e a perspectiva de observar uma retomada econômica ainda que tímida nos próximos trimestres, fato este já apontado por diversos analistas de mercado, deveriam colaborar para a criação de novas vagas de emprego e, com isso, aumentar a quantidade de pessoas com acesso a planos de saúde. No longo prazo, o setor deve se beneficiar do envelhecimento da população brasileira, dado que existe uma forte correlação entre a quantidade de exames realizados, o ticket médio e a idade do paciente.
6 Companhia continue desenvolvendo novos testes para os clientes, ampliando o portfolio de exames. Finalmente, acreditamos que a tendência de terceirização de exames de análises clínicas deve continuar avançando ao longo dos próximos períodos, sobretudo para testes com maior grau de complexidade. Com relação ao último ponto, gostaríamos de destacar a categoria de Medicina de Precisão, que tem potencial para crescer de forma significativa nos próximos anos. Trata-se de uma nova abordagem para a saúde, em que utilizamos tecnologias e procedimentos avançados (genética, epigenética e exposição ambiental, dentre outras) para determinar padrões específicos de pacientes e doenças. Com os resultados destes exames especializados em mãos, os médicos podem adotar uma conduta personalizada na prevenção ou no tratamento de patologias, auxiliando na utilização de medicamentos de acordo com o perfil de cada paciente. A tabela abaixo traz um resumo da receita bruta obtida na área de Medicina de Precisão em 2017, assim como a evolução em relação ao ano anterior:
Na unidade de negócios PSC, nossa estratégia é otimizar o uso dos ativos nas praças de Belo Horizonte e Goiânia, onde inauguramos uma quantidade significativa de lojas entre 2013 e 2015. O nível de alavancagem operacional deste segmento é maior, dado que uma parcela significativa dos custos pode ser classificada como “fixo”. Desta forma, a potencial retomada da economia nos próximos trimestres poderia ajudar esta unidade de negócios a manter as margens de lucro em patamares mais próximos das médias históricas. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, nossa estratégia passa por buscar oportunidades de crescimento nos próximos trimestres. Esperamos abrir novas lojas em ambos os estados ao longo de 2017.
Por fim, continuaremos trabalhando para manter o Instituto Hermes Pardini entre as empresas mais rentáveis e sólidas do mercado, honrando nossos compromissos corporativos, com ética, responsabilidade e, acima de tudo, rigor técnico, reforçando sempre os pilares de nossa marca: medicina, saúde e bem-estar.
Muito obrigado,
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3. Demonstração de Resultados do Exercício
3.1. Receita Bruta
A receita bruta de prestação de serviços atingiu R$ 310,1 milhões no 2T17, um crescimento de 24,8% em relação ao 2T16. O aumento foi observado tanto no segmento Lab-to-Lab, cuja receita bruta aumentou 17,5% entre os períodos, quanto no segmento PSC, cuja receita bruta aumentou 35,1%, decorrente sobretudo da consolidação do Guanabara nos resultados da Companhia a partir de 23 de dezembro de 2016. No primeiro semestre de 2017, a receita bruta consolidada atingiu R$599,1 milhões, um aumento de 25,9% quando comparado com o primeiro semestre de 2016.
A representatividade do segmento PSC na composição da receita bruta aumentou no 2T17, passando de 41,5% no 2T16 para 44,9% neste trimestre, sobretudo como resultado da incorporação da receita do laboratório Guanabara, no Rio de Janeiro.
As eliminações descritas na tabela acima referem-se principalmente a transações intercompany e são excluídas para fins do cálculo da receita bruta contábil.
R$ MM 2T16 2T17 Variação 2016 6M 2017 6M Variação Lab-to-Lab 147,0 172,7 17,5% 275,2 325,2 18,2%
PSC 104,3 140,8 35,1% 205,6 281,4 36,8%
Eliminações -2,8 -3,4 21,5% -5,0 -7,4 47,6%
8 Receita bruta do segmento Lab-to-Lab
No segmento Lab-to-Lab, a receita bruta totalizou R$ 172,7 milhões no 2T17 ante R$ 147,0 milhões no mesmo período de 2016, representando aumento de 17,5%.
O crescimento da Receita Bruta está diretamente relacionado à evolução na quantidade de exames no segmento Lab-to-Lab, que atingiu 16,4 milhões no trimestre (+19,5% quando comparado com o mesmo período de 2016).
O aumento no número de clientes geradores de receita no Lab-to-Lab, que chegou a 5.090 no 2T17 (+7,6% em relação ao 2T16), reflete a estratégia da Companhia em expandir a sua base de clientes tanto em rotas existentes quanto através da abertura de rotas comerciais estratégicas principalmente nas regiões Nordeste, Sul e Centro Oeste, sem a necessidade de investimentos relevantes em bases operacionais. O crescente volume de exames por cliente (+11,1% no 2T17 em relação ao 2T16) é resultado da estratégia do IHP em introduzir novos exames nos portfolios de seus clientes e uma maior participação no share of wallet dos exames terceirizados pelos mesmos.
9 Em relação à receita bruta por cliente, tivemos evolução de 9,2% no 2T17 quando comparado com o 2T16, passando de R$ 31,1 mil para R$ 33,9 mil por cliente por trimestre. Este aumento foi resultado do ganho de
share of wallet na base atual de clientes do IHP, bem como maior demanda por clientes de serviços com nível
de complexidade mais elevado. Além disso, o aumento de preços aplicado para clientes do segmento Lab-to-Lab ao longo do 2T17 também contribuiu para o aumento da receita bruta por cliente no trimestre.
Receita por cliente calculada como Receita Bruta no período / número de clientes que geraram receita no período.
No conceito de Same Lab Sales , a receita bruta apresentou crescimento de 12,6% no 2T17 quando comparado com o 2T16. A análise do indicador de Same Lab Sales permite inferir que aproximadamente 72% do crescimento em receita bruta apresentado pelo segmento Lab-to-Lab resulta de clientes que já faziam parte da base de clientes ativos do IHP no ano anterior, ou seja, o aumento foi resultado de fatores como ganho de share of wallet, reajuste de preço, aumento da terceirização por clientes e demanda por exames de maior complexidade. 24,4% 23,5% 23,7% 19,0% 17,5% 18,7% 13,7% 16,3% 14,7% 12,6% 2T16 3T16 4T16 1T17 2T17
10 Receita bruta do segmento PSC
No segmento PSC, a receita bruta totalizou R$ 140,8 milhões no 2T17 ante R$ 104,3 milhões no mesmo período de 2016, representando aumento de 35,1%. Excluindo os efeitos do Guanabara, a receita bruta do segmento PSC apresentou aumento de 0,7% no 2T17 ante o mesmo período de 2016.
As lojas de Minas Gerais, onde a Companhia atua através da marca Hermes Pardini, representaram cerca de 52,0% da receita bruta do segmento PSC no 2T17. O Rio de Janeiro, mercado no qual a Companhia atua majoritariamente através das 9 lojas com a marca Guanabara, representou cerca de 25,4% da receita no 2T17. Os outros mercados de atuação da Companhia no segmento PSC, Goiás (marca Padrão) e São Paulo (marca Hermes Pardini), representaram participações de 11,4% e 11,1% da receita bruta no 2T17, respectivamente.
Os mercados de Minas Gerais e Goiás apresentaram aumento da receita bruta quando comparamos o 2T17 com o 2T16. No caso de Minas Gerais, tal evolução decorre principalmente do crescimento observado em exames de imagens. Em Goiás, o aumento na receita bruta decorreu da evolução nos exames de análises clínicas e em vacinas. Por outro lado, em São Paulo observamos redução na receita bruta, quando comparamos o 2T17 com o 2T16, por conta de queda observada no volume de exames de imagem.
Receita bruta incluindo coleta domiciliar e DAE (departamento de atendimento a empresas).
O número elevado de feriados prolongados no 2T17 teve impacto negativo no volume de cliente atendidos nas lojas, sobretudo no mês de abril. Além disso, o cenário persistente de desemprego e baixa atividade econômica continuou limitando o aumento do volume de exames do segmento PSC durante o 2T17. Excluindo Guanabara, o volume de exames no 2T17 se manteve praticamente constante em relação ao mesmo período de 2016, em aproximadamente 5,0 milhões. Incluindo o laboratório Guanabara, o volume de exames atingiu 5,4 milhões no 2T17, aumento de 7,2% em relação ao 2T16, refletindo o desempenho positivo da operação no Rio de Janeiro.
Por sua vez, o ticket médio por exame atingiu R$ 26,1 no 2T17, ante R$ 20,7 no 2T16, um aumento de 26,0% em relação ao 2T16, principalmente como resultado da maior participação dos exames de imagem em Minas Gerais e da aquisição do laboratório Guanabara no Rio de Janeiro. No 2T17 os exames de imagem representaram cerca de 48% da receita bruta do segmento PSC. Mesmo excluindo os efeitos do Guanabara, o ticket médio apresentou aumento de 3,2% no 2T17 ante o 2T16, passando de R$ 20,7 por exame para R$ 21,3 por exame.
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4T16 não inclui volume de exames realizados pelo Guanabara entre 23/12/16 e 31/12/16.
No 2T17 a receita bruta por loja aumentou 36,3% em comparação com o 2T16, atingindo R$ 1.304,2 mil, considerando os efeitos do Guanabara a partir do 1T17.
(*) Receita bruta no período / número de lojas geradoras de receita no período.
Ao final do 2T17 a Companhia possuía um total de 112 lojas, ante 109 no final do 2T16. Em janeiro de 2017 a Companhia inaugurou uma loja com área de atendimento de 800m², sob a marca Guanabara, no município de São Gonçalo, considerado o segundo maior município do estado do Rio de Janeiro em termos de população, com mais de 1 milhão de habitantes. Ressaltamos que apesar do número praticamente constante de lojas entre os dois períodos, durante 2016 a Companhia optou pelo encerramento das atividades de algumas lojas das marcas Hermes Pardini, Padrão e Digimagem que não alcançaram os níveis de lucratividade projetados.
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Número de lojas e área no final dos períodos, incluindo Progenética (RJ) e Diagnostika (SP).
O segmento PSC também apresentou evolução quando analisamos o indicador de receita bruta por metro quadrado. No 2T17 a receita bruta foi de R$ 1,8 mil por m², ante R$ 1,5 mil no 2T16, representando aumento de 21,0% entre os períodos. O avanço considerável no 2T17 reflete principalmente o impacto da incorporação do Guanabara. Excluindo os efeitos do Guanabara, a receita por m² manteve-se praticamente estável entre os períodos, situando-se em R$ 1,5 mil por m².
No conceito de Same Store Sales (SSS), a receita bruta apresentou crescimento de 2,1% no 2T17. Vale mencionar que este indicador foi negativamente impactado pela (i) menor quantidade de dias úteis no 2T17 quando comparado ao 2T16 e (ii) retração observada na receita bruta das unidades em São Paulo, diretamente relacionada à queda no volume de exames de imagem:
Lojas 2T16 2T17 Variação M² (Mil) 2T16 2T17 Variação
MG 66 64 -3,0% MG 50,4 50,2 -0,4%
GO 34 31 -8,8% GO 9,9 9,2 -7,3%
SP 7 6 -14,3% SP 11,6 11,4 -1,4%
RJ 2 11 450,0% RJ 0,5 11,1 2010,7%
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3.2. Deduções da Receita Bruta
As deduções e abatimentos mantiveram-se relativamente estáveis em termos de percentual da receita bruta. No 2T17, os impostos representaram 6,2% da receita bruta, ante 6,0% no mesmo período ao ano anterior. As Provisões para Glosas totalizaram R$ 3,5 milhões no 2T17, ante R$ 3,0 milhões no 2T16, como resultado do aumento da receita bruta, situando-se em 1,1% da receita bruta no 2T17 e 1,2% em 2T16. Entendemos que este patamar de glosas está adequado para o perfil da Companhia. O total das deduções e abatimentos representou 7,6% da receita bruta no 2T17, enquanto que em 2T16 este valor foi de 7,4%.
3.3. Receita Líquida
Em função do crescimento da receita bruta nas unidades de negócios Lab-to-Lab e PSC, conforme descrito anteriormente, a receita líquida da Companhia totalizou R$ 286,4 milhões no 2T17, evolução de 24,6% em relação ao 2T16. No acumulado do ano houve aumento de 25,8% na receita líquida em relação ao mesmo período do ano anterior.
R$ MM 2T16 2T17 Variação 2016 6M 2017 6M Variação
Provisão para glosas (3,0) (3,5) 17,9% (5,6) (6,9) 22,5% Vendas canceladas e outros abatimentos (0,7) (0,9) 33,6% (1,2) (2,0) 67,4% Impostos sobre serviços (14,9) (19,2) 29,5% (28,7) (36,4) 26,9% Deduções + Abatimentos (R$ MM) (18,5) (23,6) 27,8% (35,5) (45,3) 27,6%
% Receita Bruta 2T16 2T17 Variação 2016 6M 2017 6M Variação
Provisão para glosas -1,2% -1,1% +7 bps -1,2% -1,1% +3 bps
Vendas canceladas e outros abatimentos -0,3% -0,3% -2 bps -0,3% -0,3% -8 bps
Impostos sobre serviços -6,0% -6,2% -23 bps -6,0% -6,1% -5 bps
14 No 2T17 o segmento PSC representou 44,8% da receita líquida total, evolução de 3,5 pontos percentuais em relação ao 2T16. Este aumento foi resultado principalmente da aquisição do laboratório Guanabara no Rio de Janeiro, em dezembro de 2016.
3.4. Custo dos Serviços Prestados
Os custos dos serviços prestados totalizaram R$ 191,9 milhões no 2T17, evolução de 23,6% em relação ao 2T16 principalmente como resultado do aumento do volume de exames em ambos os segmentos de atuação e da consolidação dos custos do Guanabara. Apesar do aumento em valor absoluto, os custos dos serviços prestados reduziram como percentual da receita líquida, passando de 67,5% no 2T16 para 67,0% no 2T17.
R$ MM 2T16 2T17 Variação 2016 6M 2017 6M Variação Lab-to-Lab 86,6 98,4 13,7% 161,2 186,5 15,7% PSC 71,0 96,7 36,2% 136,8 185,9 35,9% Eliminações -2,4 -3,2 35,6% -3,9 -6,0 53,2%
15 Os custos no 2T17 foram compostos principalmente por materiais e gastos com pessoal. O gráfico abaixo apresenta os principais custos da Companhia no 2T17 e 2T16:
As principais variações nos custos dos serviços prestados entre o 2T17 e o 2T16 foram:
Pessoal: incremento de 20,5% da receita líquida no 2T16 para 21,8% no 2T17 decorrente de dissídios coletivos, sobretudo no 3T16, e contratação de pessoal para atender o crescimento no volume de exames. Além disso, o mix de receita do Guanabara, com maior participação de exames de imagem, também contribuiu para o aumento dos gastos com pessoal como percentual da receita líquida; Materiais: redução de 25,3% da receita líquida no 2T16 para 23,5% no 2T17 principalmente como
resultado dos esforços nas negociações com fornecedores e do maior mix de imagem nos serviços prestados pela Companhia a partir do 1T17. O aumento de 15,8% no 2T17 em relação ao 2T16, em termos absolutos, ocorreu principalmente como resultado do aumento do volume total de exames no segmento Lab-to-Lab (+19,5%), assim como do efeito da variação de preços de certos materiais; Fretes e carretos: aumento de 20,7% em termos absolutos, como resultado da criação de novas
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3.5. Lucro Bruto
O lucro bruto atingiu R$ 94,6 milhões no 2T17, ante R$ 74,8 milhões no 2T16, representando uma evolução de 26,5%. A margem bruta consolidada no 2T17 foi de 33,0%, cerca de 50 bps superior a margem bruta registrada no 2T16, influenciada por ganhos de margem do segmento Lab-to-Lab.
No segmento Lab-to-Lab, o aumento de 205 bps na margem bruta (38,6% no 2T17 e 36,6% no 2T16) está diretamente associado ao reajuste de preço aplicado ao longo do 2T17 bem como à maturação de clientes que entraram na base do IHP nos últimos trimestres. Com relação a este ponto, vale ressaltar que usualmente os novos clientes iniciam o relacionamento enviando para o IHP exames com menor nível de complexidade e consequentemente tickets médios mais reduzidos. Após a maturação deste cliente na base ativa da Companhia, os mesmos passam a enviar exames com maior nível de complexidade e a oferecer novos exames, os quais passaram a fazer parte do seu portfolio ao estabelecerem relacionamento comercial com o IHP. Ressaltamos, porém, que a estratégia de aumentar a base de clientes ativos permanecerá ao longo dos próximos trimestres e tais novos clientes também deverão atravessar uma curva de maturação antes de atingirem o seu potencial máximo de resultado para a Companhia.
No segmento PSC, a margem bruta foi de 25,7% no 2T17 (-45 bps em relação ao 2T16), impactada pela menor quantidade de dias úteis no mês de abril e pela redução da receita bruta em São Paulo, sobretudo por conta da queda no volume de exames de imagem. Vale destacar que o grau de alavancagem operacional desta regional é alto, uma vez que parcela significativa dos custos pode ser classificada como “fixo”. Portanto, uma eventual retomada no crescimento da economia ao longo dos próximos trimestres, como projetado por analistas de mercado, pode contribuir para o aumento no volume de exames de imagem e, por consequência, para a melhora das margens nesta unidade de negócios.
17 Adicionalmente, observamos queda na margem bruta da nossa operação do Rio de Janeiro, quando comparado ao resultado do 1T17, sobretudo por conta de ajustes contábeis. Neste ponto, é importante ressaltar que o processo de fechamento contábil do laboratório Guanabara passou a ser realizado pelo IHP no 2T17. Desta forma, passamos a adotar as mesmas práticas contábeis já aplicadas nas demais operações sob nossa gestão, o que resultou em reclassificações entre custos e despesas, baixas de ativos e constituição de provisões, com consequente impacto pontual no resultado do 2T17.
3.6. Despesas Operacionais (Vendas, Administrativas e Outras)
As despesas operacionais totalizaram R$ 44,1 milhões no 2T17, aumento de 58,1% quando comparado com o 2T16:
Com relação às Despesas com Vendas, a variação observada entre o 2T16 e o 2T17 decorre, principalmente, dos fatores a seguir:
Despesas do laboratório Guanabara: + R$ 3,6 milhões por conta de despesas com vendas da nova operação (R$ 1,4 milhão), constituição de provisão para Perdas com Pré-faturamento (R$1,1 milhão) e PDD (R$ 0,7 milhão);
Aumentos de despesas com Pessoal: + R$ 1,5 milhão, por conta de dissídios coletivos, contratação de pessoal para atender o crescimento da operação e provisão para pagamento de PLR (programa de participação nos lucros e resultados) dentre outros.
Os principais itens que levaram ao aumento de R$ 10,7 milhões nas despesas gerais e administrativas foram:
Aumentos de despesas com Pessoal: + R$ 3,7 milhões, por conta de dissídios coletivos, contratação de pessoal para atender o crescimento da operação e pagamento de PLR entre outros;
Gastos relacionados ao processo de abertura de capital (IPO) no valor de aproximadamente R$ 5,0 milhões, sendo que o principal item refere-se ao bônus pago aos executivos, conforme aprovação em Assembleia Geral realizada em 28 de abril de 2017;
Gastos relacionados à integração do Guanabara: + R$ 0,5 milhão;
R$ MM % RL R$ MM % RL R$ MM % RL R$ MM % RL
Despesas com vendas 15,9 6,9% 20,8 7,3% 29,2 6,6% 36,2 6,5%
Despesas gerais e administrativas 13,2 5,8% 23,9 8,3% 27,1 6,1% 47,1 8,5% Outras Rec. / Desp. Operacionais -1,31 -0,6% -0,6 -0,2% 3,9 0,9% 2,0 0,4%
Total Despesas Operacionais 27,9 12,1% 44,1 15,4% 60,2 13,7% 85,3 15,4%
2017 6M 2T17
18
Gastos usuais de companhias de capital aberto: + R$ 0,5 milhão por conta de despesas de publicação de balanço, taxas de manutenção, honorários de auditoria.
3.7. Resultado Financeiro
O resultado financeiro no 2T17 ficou negativo em R$ 8,8 milhões, ante positivo R$ 0,1 milhões no 2T16. A principais variações nas Despesas Financeiras ocorreram nas rubricas:
Juros sobre empréstimos e financiamentos: passou de R$ 2,3 milhões no 2T16 para R$ 7,6 milhões no 2T17, refletindo o valor dos juros referentes à captação de recursos no montante de R$ 210,0 milhões feita pela empresa no 1T17 sob a modalidade de debentures simples, não conversíveis em ações.
Atualização compromisso por compra de investimento: totalizou R$ 7,4 milhões no 2T17, por conta da atualização do valor das opções de compra da Diagpar Holding, adquirida em maio.
3.8. IR e CSLL
A taxa efetiva de IR e CSLL foi de 24,1% do LAIR no 2T17. A tabela abaixo traz a evolução da tributação sobre o lucro do exercício:
R$ MM 2T16 2T17 Variação 2016 6M 2017 6M Variação
Resultado Financeiro Líquido 0,1 -8,8 -11677,6% -8,8 -13,3 50,8%
Receitas Financeiras 9,7 8,3 -15,3% 14,6 13,3 -8,7%
Receita de aplicações financeiras 5,1 6,3 23,1% 10,2 10,5 3,6%
Outros 4,6 2,0 -57,8% 4,5 2,8 -36,7%
Despesas Financeiras -10,7 -16,5 53,9% -25,8 -26,4 2,5%
Juros sobre empréstimos e financiamentos -2,3 -7,6 228,3% -4,6 -12,5 172,4%
Juros sobre parcelamentos -1,0 -0,8 -18,7% -2,2 -1,8 -19,1%
Atualização dívida por opção de compra de investimento -3,6 0,0 -100,0% -9,2 -0,3 -97,1%
Atualização compromisso por compra de investimento 0,0 -7,4 n.m. 0,0 -7,4 n.m.
Outras despesas financeiras -3,7 -0,6 -83,6% -9,7 -4,4 -55,1%
Variação Cambial 1,1 -0,5 -151,5% 2,3 -0,2 -109,7%
Receita de Variação Cambial 1,5 0,6 -59,3% 3,4 1,1 -68,7%
Despesas de Variação Cambial -0,4 -1,2 163,2% -1,1 -1,3 18,0%
R$ MM 2T16 2T17 Variação 2016 6M 2017 6M Variação
Lucro Antes do Imposto de Renda (LAIR) 47,0 41,7 -11,2% 77,3 88,9 15,0%
Tributação Esperada (alíquota padrão de 34%) -16,0 -14,2 -11,2% -26,3 -30,2 15,0%
Efeito sobre resultados de controladas tributadas
pelo lucro presumido 0,3 1,9 673,0% 1,1 2,8 148,8%
Outras exclusões (adições), líquidas -0,3 2,2 -736,7% -0,5 1,5 -390,2%
IR/CSLL -16,1 -10,1 -37,3% -25,7 -25,9 1,1%
% LAIR -34,2% -24,1% +1006 bps -33,2% -29,2% +402 bps
Corrente -14,3 -14,0 -2,3% -26,5 -30,5 14,9%
19 A taxa efetiva do 2T17 ficou abaixo do patamar verificado nos últimos períodos em função dos ajustes contábeis realizados no Guanabara no trimestre, já descritos anteriormente, e pelo fato de termos reconhecido somente agora o IR/CSLL diferido ativo oriundo de provisões realizadas no momento da aquisição do laboratório, ocorrida em dezembro de 2016.
A Companhia possui a perspectiva de passar a amortizar o ágio e a mais valia advindos de aquisições de empresas (cerca de R$ 242,0 milhões de ágio, conforme descrito na nota explicativa 10, e R$ 38,0 milhões de mais valia) a partir do quarto trimestre de 2017, o que poderá reduzir a taxa efetiva de tributação. O quadro a seguir traz o cronograma tentativo de amortização do ágio:
3.9. Lucro Líquido
O lucro líquido atingiu R$ 31,6 milhões no 2T17, aumento de 2,4% na comparação com o 2T16, quando foi de R$ 30,9 milhões. A margem líquida foi de 11,0% no 2T17, ante 13,4% no mesmo período de 2016, refletindo o incremento das despesas operacionais e financeiras, conforme explicado anteriormente.
2017 2018 2019 2020 2021 2022 Expectativa de amortização 1,7% 20,0% 20,0% 20,0% 20,0% 18,4%
20
3.10. Medições não contábeis EBITDA Ajustado e EBITDA
O EBITDA Ajustado, excluindo efeitos não recorrentes sobre o resultado, atingiu R$ 67,7 milhões, no 2T17, aumento de 24,6% em relação ao 2T16, quando o EBITDA Ajustado foi de R$ 54,3 milhões. No acumulado do ano o EBITDA Ajustado atingiu R$ 132,2 milhões, ante R$ 105,9 milhões no primeiro semestre de 2016, um incremento de 24,8%. A margem EBITDA ajustada, por sua vez, permaneceu praticamente estável no 2T17 em 23,6% da receita líquida na comparação trimestral, enquanto que no acumulado do primeiro semestre de 2017 a margem EBITDA atingiu 23,9% ante 24,1% no primeiro semestre de 2016.
Os efeitos não operacionais e não recorrentes no 2T17 totalizaram cerca de R$ 6,6 milhões, com destaque para:
Gastos relacionados ao processo de abertura de capital (IPO) no valor de aproximadamente R$ 5,0 milhões, sendo que o principal item refere-se ao bônus pago aos executivos, conforme aprovação em Assembleia Geral realizada em 28 de abril de 2017;
Baixa contábil de projetos de pesquisa e desenvolvimento, no valor de R$ 0,6 milhão;
Despesas relacionadas à integração do laboratório Guanabara, no valor de R$ 0,5 milhão.
R$ MM 2T16 2T17 Variação 2016 6M 2017 6M Variação
Lucro Líquido 30,9 31,6 2,4% 51,6 62,9 22,0%
Resultado Financeiro -0,1 8,8 -11677,6% 8,8 13,3 50,8%
Depreciação e amortização 8,7 10,6 22,1% 17,5 21,0 20,3%
IR/CSLL 16,1 10,1 -37,3% 25,7 25,9 1,1%
(+) Efeitos Não Recorrentes/Não Operacionais -1,3 6,6 -616,8% 2,4 9,0 280,2%
EBITDA Ajustado 54,3 67,7 24,6% 105,9 132,2 24,8%
margem 23,6% 23,6% +1 bps 24,1% 23,9% -20 bps
(+) Efeitos Não Recorrentes/Não Operacionais 1,3 -6,6 -616,8% -2,4 -9,0 280,2%
EBITDA 55,6 61,1 9,9% 103,6 123,2 18,9%
21
4. Balanço Patrimonial e Fluxo de Caixa
4.1. Contas a receber
O saldo de recebíveis da Companhia cresceu 19,2% em relação ao 2T16, sobretudo como resultado do aumento da receita líquida no período. Observamos ligeira redução do Prazo Médio de Recebimento de Clientes, que passou de 74,7 dias no 2T16 para 71,4 dias no 2T17. Tal variação pode ser explicada, dentre outros motivos, por (i) maior participação do segmento PSC na composição da receita bruta, que possui prazo médio de recebimento inferior por conta da dinâmica do negócio, e (ii) por mudanças na política comercial para redução do prazo de faturamento no segmento Lab-to-Lab.
Entendemos que a carteira de recebíveis da Companhia encontra-se num patamar extremamente saudável, dado que existe baixo nível de concentração e já constituímos provisão para a totalidade da carteira de recebíveis vencidos há mais de 120 dias.
4.2 CAPEX
Os investimentos correspondentes a adições ao imobilizado e intangível totalizaram R$ 4,7 milhões no 2T17, ante R$ 4,3 milhões no mesmo período de 2016. No acumulado do ano, o valor do CAPEX é de R$ 15,5 milhões, ante R$ 9,1 milhões no mesmo período do ano anterior.
Os principais investimentos realizados no 2T17 estão relacionados à (i) mudança de endereço de unidades do segmento PSC e (ii) benfeitorias em unidades existentes. Seguem abaixo maiores detalhes:
R$ MM 1T16 2T16 3T16 4T16 1T17 2T17 Recebíveis 202,5 201,1 204,5 212,1 229,6 243,4 Valores a vencer 175,4 171,8 175,9 177,3 203,3 209,9 De 1 a 60 dias 13,9 16,4 18,0 21,2 13,4 16,0 De 61 a 120 dias 3,0 5,5 3,4 2,6 2,6 2,5 Acima de 120 dias 8,0 3,9 5,4 7,4 8,9 10,5
Outros valores a vencer 2,2 3,5 1,7 3,6 1,4 4,5
Provisão para Glosas e PCLD -13,5 -10,4 -7,2 -12,4 -11,5 -16,0
Total 189,0 190,8 197,3 199,7 218,1 227,4
Saldos a vencer / Recebíveis 86,6% 85,4% 86,0% 83,6% 88,5% 86,2%
Saldos vencidos até 120 dias / Recebíveis 8,4% 10,9% 10,5% 11,2% 7,0% 7,6% Provisão / Saldo vencido acima de 121 dias 168,8% 263,7% 131,8% 168,5% 128,9% 153,2%
Receita Líquida 210,3 230,0 234,8 224,3 267,4 286,4
Prazo médio de Recebimento 80,9 74,7 75,6 80,1 73,4 71,4
R$ MM 2T16 2T17 Variação 2016 6M 2017 6M Variação Adições do Imobilizado 2,5 4,5 78,8% 5,6 11,3 99,3% Intangível 1,8 0,2 -88,3% 3,4 4,2 23,0%
22 Abertura de NTA (Núcleo Técnico Operacional) e reforma de unidades do Guanabara no Rio de Janeiro, totalizando R$ 2,2 milhões no 2T17, em linha com nossa estratégia de aumentar a relevância de Análises Clínicas no mix de receitas do RJ e melhorar o nível de serviço oferecido aos clientes; Gastos relacionados à mudança de unidades de Belo Horizonte para novos endereços, com destaque
para as lojas Mangabeiras e Grajaú, totalizando R$ 0,6 milhão no 2T17;
Sistemas e Tecnologia: investimento de aproximadamente R$ 0,4 milhão na aquisição de softwares e hardwares para as áreas técnicas e administrativas. Este montante foi majoritariamente registrado como intangível.
4.3 Endividamento
No encerramento do 2T17, a Companhia apresentou dívida líquida de R$ 91,7 milhões, o que entendemos ser um grau de alavancagem extremamente saudável (Dívida Líquida / EBITDA LTM de 0,4x).
No 2T16 e no 1T17 a Companhia apresentava posição de caixa líquido (R$ 73,5 milhões e R$ 60,7 milhões, respectivamente). A mudança de perfil em relação aos trimestres anteriores deve-se, sobretudo, ao pagamento de dividendos no mês de maio de 2017 no valor de R$ 158,5 milhões. Adicionalmente, a Companhia adquiriu a participação acionária detida pelos sócios minoritários na Diagpar, no montante de R$ 21,6 milhões. Com isso, a Companhia passou a deter 100% da participação societária em tal empresa controlada.
Para os próximos trimestres, a intenção da Companhia é manter posição de dívida líquida, logicamente num grau saudável de alavancagem, com o objetivo de reduzir o custo ponderado de capital e otimizar a estrutura de capital.
R$ MM 2T16 2T17 Variação
Dívida Bruta (Empréstimos e Financiamentos) 106,9 295,4 176,3% Caixa, Equivalentes de Caixa 180,5 203,7 12,9%
Dívida Líquida -73,5 91,7 -224,7%
23 A operação de debenture realizada em março de 2017 (R$ 210 milhões de valor de principal) representava 72,6% da dívida bruta total da Companhia, no encerramento do 2T17. Atualmente, 81,2% da dívida bruta total encontra-se indexada à taxa CDI, o que vem permitindo que a Companhia reduza o custo financeiro a medida em que a taxa básica de juros da economia (SELIC) vem sendo reduzida nos últimos meses pelo Comitê de Política Monetária (COPOM).
24
4.4 Fluxo de Caixa
25
5. ROIC – Retorno sobre o Capital Investido
O ROIC excluindo ágio foi de 30,3% no 2T17
Consolidado (R$ MM) 2016 1T17 2T17
EBIT LTM 151,8 164,3 167,9
NOPAT (EBIT LTM - 34%) 100,2 108,4 110,8 Capital Investido Médio 320,6 351,0 366,0
ROIC sem ágio 31,3% 30,9% 30,3%
26 Instituto Hermes Pardini S.A.
Balanço Patrimonial em 30 de junho Em milhares de reais
Ativos Circulantes Passivos Circulantes
Caixa e equivalentes de caixa 203.668 180.461 Fornecedores 95.903 86.397 Contas a receber de clientes 227.377 190.786 Obrigações fiscais, sociais e trabalhistas 58.467 46.741 Estoques 21.103 22.219 Empréstimos e financiamentos 37.606 31.734 Impostos a recuperar 11.190 8.246 Parcelamentos tributários 9.402 10.869 Outros ativos circulantes 21.795 21.158 Dividendos mínimos obrigatórios 0 17.089 Outros passivos circulantes 2.837 6.567 Total dos ativos circulantes 485.133 422.870
Total dos passivos circulantes 204.215 199.397 Ativos não circulantes
Realizável a longo prazo: Passivos não circulantes
Depósitos judiciais 4.629 5.529 Empréstimos e financiamentos 257.787 75.194 Imposto de renda e contribuição social diferidos 50.609 44.025 Parcelamentos tributários 36.732 36.352 Contas a receber de partes relacionadas 0 51 Provisão para riscos 31.026 10.253 Outros ativos não circulantes 75.018 21.822 Imposto de renda e contribuição social diferidos 9.346 2.695 Obrigações por compra de investimentos 0 27.104 Total do realizável a longo prazo 130.256 71.427 Outros passivos não circulantes 65.452 9.493 Investimentos 552 367 Total dos passivos não circulantes 400.343 161.091 Imobilizado 217.903 197.448
Intangível 285.054 137.061
Total dos passivos 604.558 360.488 Total dos ativos não circulantes 633.765 406.303
Patrimônio Líquido
Capital social 336.074 148.802 Gastos com emissão de ações -8.913 0 Reservas de capital 51.090 51.090 Ajustes de avaliação patrimonial -15.910 4.562 Reserva de lucros 87.398 209.457 Lucros acumulados 63.412 51.798 Patrimônio líquidos dos acionistas da controladora 513.151 465.709 Participação dos não controladores 1.189 2.976 Total dos ativos 1.118.898 829.173
Total do patrimônio líquido 514.340 468.685 Total dos passivos e patrimônio líquido 1.118.898 829.173
30/06/2017
Consolidado Consolidado
27
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Demonstração do resultado - exercícios findos em 30 de Junho Em milhares de reais
2T17 2T16 2016 6M 2017 6M
Receita líquida de prestação de serviços 286.436 229.966 553.862 440.302
Custo dos serviços prestados -191.850 -155.186 -366.399 -294.058
Lucro Bruto 94.586 74.780 187.463 146.244
Receitas (despesas) operacionais
Com vendas -20.795 -15.941 -36.185 -29.176
Gerais, administrativas e outras -23.852 -13.248 -47.119 -27.056
Outras (despesas) receitas operacionais, líquidas 572 1.311 -2.015 -3.945
Resultado antes das receitas e despesas financeiras 50.511 46.902 102.144 86.067
Resultado Financeiro
Receitas Financeiras 8.253 9.739 13.345 14.613
Despesas Financeiras -16.505 -10.726 -26.391 -25.751
Variação cambial, líquida -547 1.063 -226 2.335
Lucro antes do imposto de renda e da contribuição social 41.712 46.978 88.872 77.264
Imposto de renda e contribuição social
Corrente -14.011 -14.334 -30.501 -26.548
Diferido 3.948 -1.728 4.560 887
-10.063 -16.062 -25.941 -25.661
Lucro líquido do exercício 31.649 30.916 62.931 51.603
Lucro líquido atribuível a:
Acionistas da controladora 31.617 30.668 62.881 51.276
Participações não controladoras 32 248 50 327
28 Instituto Hermes Pardini S.A.
Demonstração das mutações do patrimônio líquido Em milhares de Reais
Total
Saldos em 31 de dezembro de 2015 148.802 51.090 13.607 202.482 216.089 5.084 421.065 2.649 423.714
Lucro líquido do período 51.276 51.276 327 51.603
Realização do custo atribuído por depreciação -522 522
Saldos em 30 de junho de 2016 148.802 51.090 13.607 202.482 216.089 4.562 51.798 472.341 2.976 475.317
Saldos em 31 de dezembro de 2016 148.802 51.090 18.747 73.252 129.467 221.466 -15.379 405.979 1.257 407.236
Aumento de Capital 187.272 187.272 187.272
Gastos com emissão de ações -8.913 -8.913 -8.913
Lucro líquido do período 62.881 62.881 50 62.931
Transações com não controladores -118 -118
Realização do custo atribuído por depreciação -531 531
29
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Demonstração dos fluxos de caixa - exercícios findos em 30 de Junho Em milhares de Reais
Fluxo de caixa das atividades operacionais:
Lucro líquido do exercício 31.649 30.916 62.931 51.603
Ajustes para conciliar o resultado do caixa e equivalente de caixa gerados pelas atividades operacionais:
Despesa de imposto de renda e contribuição social reconhecida no resultado do exercício 10.063 16.062 25.941 25.661 Constituição de provisão para créditos de liquidação duvidosa e glosas 1.326 1.985 2.700 2.762
Depreciações e amortizações 10.626 8.705 21.049 17.503
Valor residual de ativos imobilizado e intangível baixados -218 68 1.175 4.750
Despesas de juros de empréstimos, financiamentos e parcelamentos 8.429 3.354 14.300 6.817
Constituição de provisão para riscos fiscais, trabalhistas e cíveis -548 48 1.519 652
Atualização de passivos por compra de investimentos 7.433 3.628 7.703 9.232
68.760 64.766 137.318 118.980
Variação nos ativos e passivos operacionais:
Contas a receber de clientes -12.370 -3.849 -32.191 -73.003
Estoques -960 -4.110 -797 -3.770
Impostos a recuperar -128 -730 -922 2.999
Outros ativos (circulante e não circulante) 452 -7.803 6.665 -3.067
Depósitos judiciais -574 -149 -669 503
Fornecedores -613 3.917 -1.612 10.790
Obrigações fiscais, sociais, salários e parcelamentos -1.370 -5.343 -14.523 -14.963
Outros passivos (circulante e não circulante) 3.424 -365 -481 1.534
Caixa gerado pelas (aplicado nas) atividades operacionais 56.621 46.334 92.788 40.003
Outros fluxos de caixa das atividades operacionais:
Pagamento de juros sobre empréstimos e financiamentos -1.895 -2.478 -8.856 -8.022
Pagamento de riscos fiscais, trabalhistas e cíveis -1.244 -1.080 -1.466 -1.471
Imposto de renda e contribuição social pagos durante o exercício -4.813 -390 -24.974 -12.102
Fluxo de caixa das atividades de investimento:
Aquisição de investimento -21.572 0 -21.572 0
Aquisição de imobilizado e intangível -4.673 -4.250 -15.485 -9.087
Créditos com empresas ligadas 0 59 0 112
Fluxo de caixa das atividades de financiamento:
Aumento de Capital 0 0 187.272 0
Gastos com emissão de ações -7.658 0 -8.913 0
Empréstimos e financiamentos: - Captações -42 0 208.191 0 - Amortizações -14.408 -3.202 -99.149 -13.426 Parcelamentos: - Amortizações -1.153 -2.318 -2.567 -4.247 Dividendos -158.485 0 -225.885 0
Transações com não controladores -118 0 -118 0
Aumento (redução) em caixa e equivalentes de caixa -159.440 32.675 79.266 -8.240
Variação no caixa e equivalentes de caixa
Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício 363.108 147.786 124.402 188.701
Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício 203.668 180.461 203.668 180.461
Aumento (redução) em caixa e equivalentes de caixa -159.440 32.675 79.266 -8.240
Consolidado 2017 6M 2016 6M
57.492 18.408
Fluxo de caixa gerado pelas (aplicado nas) atividades operacionais 48.669 42.386
Consolidado
2T17 2T16
Caixa líquido aplicado nas atividades de investimento -26.245 -4.191
Caixa líquido gerado pelas (aplicado nas) atividades de financiamentos -181.864 -5.520
-37.057 -8.975