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ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO

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Academic year: 2021

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ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO

no campo do álcool, tabaco e outras drogas - ATOD

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ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO

no campo do álcool, tabaco e outras drogas - ATOD

OBJETIVOS:

- impedir ou retardar o início do uso;

e/ou

- diminuir a gravidade e a intensidade das

consequências decorrentes desse uso.

(3)

ANTES DE MAIS NADA...

Ações de prevenção ao uso de substâncias não

precisam, necessariamente, abordar direta e

unicamente questões relacionadas ao álcool e

outras drogas.

Também são estratégias preventivas aquelas que

se dedicam ao aumento do interesse em

atividades escolares, à melhoria da qualidade

de vida na comunidade, ao fortalecimento dos

vínculos familiares e à atenção à saúde física e

emocional da população.

(4)

TIPOS DE PREVENÇÃO

PREVENÇÃO UNIVERSAL;

PREVENÇÃO SELETIVA;

PREVENÇÃO INDICADA.

(5)

TIPOS DE PREVENÇÃO

ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO UNIVERSAL:

- dirigidas à população geral, mais ampla, independente

de o público-alvo apresentar ou não os sintomas que se

pretende evitar ou retardar. Este tipo de prevenção está

presente nas grandes campanhas de informação e

orientação para o público em geral.

Ex1: DSTs

Ex2: CÂNCER DE MAMA:

grandes campanhas divulgadas na mídia (TV, rádio,

outdoors, panfletos em local de grande circulação de

(6)

TIPOS DE PREVENÇÃO

ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO SELETIVA:

dirigidas a subgrupos considerados de maior risco,

previamente selecionados de acordo com sua

vulnerabilidade.

Procuram descobrir os fatores que podem influenciar o

desenvolvimento de comportamentos prejudiciais à

saúde, para então combatê-los.

Ex1: DSTs – manicures, tatuadores, distribuição de

preservativos em “baladas”, saunas, clubes gays, etc...

Ex2: CÂNCER DE MAMA – Exames periódicos em mulheres

do grupo de risco.

(7)

TIPOS DE PREVENÇÃO

ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO INDICADA:

indivíduos que já mostrem indicativos iniciais perigosos em

relação ao problema. Abordam os fatores de risco

individuais e os problemas de comportamento,

procurando deter o progresso das consequências e

problemas decorrentes de atitudes não saudáveis.

Ex1: DSTs – visitas e testagens para profissionais do sexo,

acompanhamento frequente aos “positivos”, etc.

Ex2: CÂNCER DE MAMA - cuidados de saúde nos casos

(8)

GERALMENTE, O AMBIENTE ESCOLAR É PALCO DE AÇÕES

DE PREVENÇÃO SELETIVA

(sub grupo de risco; trabalhar vulnerabilidades)

MAS, SE CONSIDERARMOS A ESCOLA COMO UM

UNIVERSO, PODEREMOS CONTEMPLAR OS 3 TIPOS DE

PREVENÇÃO:

- PREV. UNIVERSAL: mensagens e ações dirigidas a todos

os alunos, indiscriminadamente;

- PREV. SELETIVA: mensagens e ações dirigidas a

determinadas séries / faixa etárias, consideradas como

um sub grupo de maior risco;

- PREV. INDICADA: para aqueles alunos que já

demonstram comportamentos inadequados e/ou outros

Fatores de Risco para o uso de substâncias.

(9)

3 linhas principais de desenvolvimento de Programas

de Prevenção nas Escolas:

a) Aumento do controle social;

b) Educação;

(10)

a) Aumento do Controle Social

Pressuposto: o aumento do uso de substâncias está relacionado à diminuição do controle social exercido pelos adultos, sobre o comportamento dos jovens (Robert Du Pont)3

Principais causas para a diminuição do controle social: desorganização social e no monitoramento inadequado do comportamento dos jovens, possibilitados pela falta de coesão e estrutura nas famílias; ambientes escolar e profissional sem supervisão e vigilância; e vizinhanças desorganizadas (Moss).

Aumento de vínculos com a família, escola, trabalho, instituição religiosa e outros aspectos da sociedade tradicional favorecem o engajamento dos jovens em

comportamentos responsáveis. Quando tais vínculos sociais estão fracos - ou ausentes - é maior a probabilidade de engajamento em comportamentos de rebeldia, como o abuso de ATOD.

Nas escolas: essa proposta defende uma educação mais controlada e busca

estabelecer regras e limites rígidos, relevando a “opinião” dos jovens. O controle social prevê a proibição e a extrema fiscalização do uso nas escolas – e outros comportamentos considerados inadequados neste ambiente.

Apesar das controvérsias que envolvem essa abordagem – considerada limitadora da autonomia das pessoas - ela ainda é muito usada nos EUA.

(11)

A linha de “Educação” pode ser subdividida nos seguintes

modelos:

princípio moral;

amedrontamento;

do conhecimento científico;

da educação afetiva;

do estilo de vida saudável;

da pressão positiva do grupo.

(12)

Modelo do princípio moral: relaciona o uso de ATOD à condenação moral e ética.

Está associado, geralmente, a grupos religiosos ou movimentos políticos.

Atualmente, sua utilidade e pertinência têm sido bastante questionadas, havendo estudos que concluem serem os resultados contraproducentes, na maioria dos casos5.

• Modelo do amedrontamento: campanhas de prevenção divulgadas pela mídia, que expõem somente os aspectos negativos e danos acarretados pelo uso. O uso deste modelo é bastante questionável e tem trazido resultados decepcionantes.

Prováveis razões para o insucesso do modelo (Negrete):

- a tendência de os jovens se sentirem atraídos por comportamentos que envolvam o desafio ao perigo;

- falta de credibilidade nas informações; vários jovens, ao experimentarem os efeitos provocados pelas substâncias, verificam que tais informações

“amedrontadoras” não correspondem a aquilo que sentiram, sendo, portanto, “enganosas”.

(13)

Modelo do conhecimento científico: resposta ao modelo anterior; propõe o

fornecimento de informações legítimas, de modo imparcial e científico.

Pressuposto : bem informados, os jovens poderiam tomar decisões racionais e bem fundamentadas.

Resultados também desanimadores: apesar da informação correta, o consumo de drogas pelos jovens não diminuiu.

Causas prováveis: 1). Para os que já fazem uso, elas oferecem maior conhecimento formal, o que não significa mudança de atitude ou comportamento; 2). Para os que não usam, por temerem seus efeitos, o conteúdo dessas informações pode servir para aumentar a curiosidade e diminuir o medo e a tensão, podendo favorecer o início do uso.

• Modelo da educação afetiva: este modelo busca aprimorar fatores pessoais como auto estima, habilidades de comunicação, de enfrentamento e sociais, bem como os recursos necessários para negarem o uso de ATOD.

A substância não é tratada como questão central, mas apenas mais um dos temas dos programas. Para que o trabalho seja bem-sucedido, os educadores precisam passar por treinamento e estarem dispostos a uma dinâmica diferente na sala de aula e na escola.

(14)

Modelo do estilo de vida saudável: este modelo valoriza

aspectos saudáveis da vida dos jovens, como alimentação

balanceada, controle de peso, do colesterol e da pressão

arterial, prática de esporte, cultura, lazer e outros aspectos

que possam garantir um estilo de vida saudável, em que o

não-uso de substâncias entra como um dos fatores que

garantem a boa saúde do jovem.

• Modelo da pressão positiva de grupo: este modelo se

baseia na “força do grupo”. Líderes jovens, treinados para

tal, podem exercer “pressão” benéfica sobre seus colegas,

no que diz respeito a atitudes saudáveis e afastamento das

substâncias psicoativas.

(15)

Oferecimento de Alternativas

Pressuposto: o abuso de substâncias psicoativas tem origem em problemas

e tensões sociais enfrentados pelos jovens, que recorrem à droga como

escape das frustrações e pressões da vida. A escolha pelo uso de

substâncias depende, em parte, da falta de acesso a outras alternativas,

como o envolvimento em atividades escolares e profissionais, engajamento

religioso e participação em atividades físicas, esportivas, culturais, etc.

Os profissionais envolvidos na proposta de oferecimento de alternativas

procurarão intervir nas condições sociais desfavoráveis que poderiam levar

ao uso de ATOD, incentivando a participação dos jovens em:

• Alternativas culturais, esportivas ou de lazer, nas escolas e na comunidade.

• Formação de grupos de jovens envolvidos com a discussão e atuação em

(16)

O AMBIENTE ESCOLAR É UM DOS MAIS

INDICADOS PARA O DESENVOLVIMENTO

DE AÇÕES DE PREVENÇÃO COM

CRIANÇAS E ADOLESCENTES DE VÁRIAS

IDADES.

PERGUNTA: LEMBRANDO QUE FAZER

PREVENÇÃO NÃO É SÓ FALAR SOBRE

DROGAS, QUE AÇÕES PREVENTIVAS

PODEM SER FEITAS NA ESCOLA DE

(17)

Vale a pena ver (de novo ?)

• PROGRAMA SAÚDE E PREVENÇÃO NAS ESCOLAS.

• http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/education/

preventive-education-on-hiv-and-aids/health-and-prevention-in-schools-project/

• http://unesdoc.unesco.org/images/0022/002218/

221899por.pdf

(18)
(19)

CAPSad Taboão da Serra

Prefeitura Municipal

Coord Munic Saúde Mental

SEMUS

Especialidades: Clínica Médica Psiquiatria Psicologia Enfermagem Terapia Ocupacional Serviço Social Nutrição Artesanato Oficinas Terapêuticas

(20)

“PORTA ABERTA”

(não há necessidade de encaminhamento)

• Acolhimento

• (2ª a 6ªf, das 08:00 às 15:00)

• Processo de Integração

• (grupos semanais, avaliações multiprofissionais)

• Projeto Terapêutico Individual

(21)

GRUPOS DE ORIENTAÇÃO A FAMILIARES

todas as 6ªf,

MANHÃ: das 09:30 às 10:30 h.

TARDE: das 14:00 às 15:00 h.

ABERTO À COMUNIDADE,

MESMO QUE O USUÁRIO/DEPENDENTE

NÃO FREQUENTE O CAPSad.

(22)

CAPS Álcool e Drogas Taboão da Serra

Av. Intercap, 325 – 4787-8558 / 4787-8586

[email protected]

Referências

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