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Academic year: 2021

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO DE COMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO

DEPARTAMENTO DE JORNALISMO

MIRIAM IRINEIA AMORIM DOS SANTOS

Outros Bernardos (Provisório)

Florianópolis Novembro – 2016

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Miriam Irinéia Amorim dos Santos

Outros Bernardos (Provisório)

Projeto de Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Jornalismo, do Centro de Comunicação e Expressão, da Universidade Federal de Santa Catarina, como requisito parcial para a aprovação na disciplina Técnicas de Projetos em Comunicação, ministrada pela Profa. Daiane Bertasso, no segundo semestre de 2016. Orientador indicado: Samuel Lima

Florianópolis Novembro – 2016

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FICHA DO TCC – Trabalho de Conclusão de Curso – JORNALISMO UFSC

ANO 2016

ALUNO Miriam Irinéia Amorim dos Santos

TÍTULO Outros Bernardos (Provisório)

ORIENTADOR Samuel Lima

MÍDIA X Impresso Rádio TV/Vídeo Foto Web site X Multimídia

CATEGORIA Pesquisa Científica Produto Comunicacional

Produto Institucional (assessoria de imprensa)

X Produto Jornalístico (inteiro) Local da apuração: Lages (SC)

Reportagem

livro-reportagem ( )

( ) Florianópolis (X ) Brasil (X) Santa Catarina ( ) Internacional (X) Região Sul País: ____________

ÁREAS Jornalismo; Violência infantil; Crianças; Lages-SC, revista-multimídia

RESUMO Este projeto de trabalho de conclusão de curso é de uma revista com publicação online multimídia sobre violência infantil. Em 2012, o estudo publicado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso) com o titulo Mapa da

Violência – Crianças e Adolescentes listou as principais formas de violência infantil

e as cidades com o maior número de registros pelo Sistema Único de Saúde. A cidade de Lages, na serra catarinense, se destaca nacionalmente como a quarta cidade com maior número de casos notificados de violência física do país e como a primeira do estado. Além disso, nos resultados de violência sexual, Lages é apresentada como a terceira cidade de SC com maior número de casos em 2012. O município de 153. 676 habitantes (IBGE, 2010), possuí 50.285 crianças de 0 a 19 anos (IBGE, 2010). De acordo com o mesmo estudo, Lages registrou 481,3 atendimentos de crianças no SUS, durante o ano de 2011. No entanto, tais dados representam apenas os crimes notificados e denunciados. Outros órgãos nacionais como a rede de Conselhos Tutelares, a Secretaria Especial de Direitos Humanos e o Ministério Público possuem base de dados independentes, que quando analisados em conjunto divergem no número de casos. Assim, tendo como perspectiva tratar a violência infantil no Brasil, a partir de dados e histórias narradas no município de Lages, este trabalho propõe-se a problematizar a agressão física infantil, expondo dados atuais e a realidade a que muitas crianças estão sujeitas.

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EMENTA DO PROJETO

a. Título do projeto: Outros Bernardos (Provisório)

b. Natureza do projeto: IMPRESSO revista/ MULTIMÍDIA reportagem c. Aluna responsável: Miriam Amorim

d. Suporte do projeto: Texto impresso / Internet e. Instituições envolvidas e equipe:

f. Semestre programado para realização:2017 g. Custos e fontes de financiamento:

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RESUMO

Este projeto de trabalho de conclusão de curso é de uma revista com publicação online multimídia sobre violência infantil. Em 2012, o estudo publicado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso) com o titulo Mapa da Violência – Crianças e

Adolescentes listou as principais formas de violência infantil e as cidades com o maior

número de registros pelo Sistema Único de Saúde. A cidade de Lages, na serra catarinense, se destaca nacionalmente como a quarta cidade com maior número de casos notificados de violência física do país e como a primeira do estado. Além disso, nos resultados de violência sexual, Lages é apresentada como a terceira cidade de SC com maior número de casos em 2012. O município de 153. 676 habitantes (IBGE, 2010), possuí 50.285 crianças de 0 a 19 anos (IBGE, 2010). De acordo com o mesmo estudo, Lages registrou 481,3 atendimentos de crianças no SUS, durante o ano de 2011. No entanto, tais dados representam apenas os crimes notificados e denunciados. Outros órgãos nacionais como a rede de Conselhos Tutelares, a Secretaria Especial de Direitos Humanos e o Ministério Público possuem base de dados independentes, que quando analisados em conjunto divergem no número de casos. Assim, tendo como perspectiva tratar a violência infantil no Brasil, a partir de dados e histórias narradas no município de Lages, este trabalho propõe-se a problematizar a agressão física infantil, expondo dados atuais e a realidade a que muitas crianças estão sujeitas.

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SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO... 07 1.1 Justificativa ... 07 1.2 Objetivos... 10 1.2.1 Objetivo Geral... 10 1.2.2 Objetivos Específicos ... 10 2. DESCRIÇÃO ... 11 2.1 Revista... 11 2.2 Multimídia...11 2.3 Reportagens...11 2.4 Fontes...12 3. DESENVOLVIMENTO... 13 4. CRONOGRAMA... 14 5. ORÇAMENTO... 15 6. FINALIDADES... 16 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS... 17 8. BIBLIOGRAFIA... 18

ANEXO A – Termo de Aceite do orientador... 19

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7 1. INTRODUÇÃO

Por ano, seis de cada dez crianças no mundo, entre as idades de 2 a 14 anos, sofrem algum tipo de castigo ou violência física regularmente de seus cuidadores (UNICEF, 2014). De acordo com esta estimativa, podemos afirmar que cerca de um bilhão de crianças são agredidas frequentemente. No entanto, estes dados refletem apenas os casos denunciados e notificados aos órgãos públicos. A situação de vulnerabilidade física e de dependência destas crianças faz com que casos de violência sejam invisibilizados por seus agressores. Fatores históricos, culturais, sociais e econômicos contribuem para o silenciamento de casos, para a falta de denúncias e a perpetuação de práticas de violência como suposto método educativo, ou para o encobrimento de práticas de violência sexual, por exemplo.

Da mesma forma, no Brasil não há uma estimativa real do número de casos de violência infantil, pois a coleta de dados depende de notificações e denúncias. Órgãos como: o Sistema Único de Saúde (SUS); Conselhos Tutelares; Delegacias de Proteção da Criança, Adolescente, Mulher e Idosos; Secretarias de Direitos Humanos; Secretarias de Assistência Social e entre outros, recebem as denúncias e notificações, que são encaminhadas a diferentes sistemas de dados, fragmentando estas informações. Além disso, o acesso e envio de informações ao Sistema de Informações de Agravos de Notificações (SINAN - SUS) ou ao SIPIA (Sistema de Informação para Infância e Adolescência) ainda não ocorre em todos os municípios do país.

O número de habitantes brasileiros entre 0 e 19 anos é de aproximadamente 63 milhões, o que corresponde a cerca de 48% da população, de acordo com o Censo Demográfico divulgado em 2010 pelo IBGE. No ano de 2015, foram registradas 150.723 denúncias de violência doméstica de crianças e adolescentes pelo “Disque 100” da Secretaria Especial de Direitos Humanos. Por outros serviços como o SIPIA (base de dados dos conselhos tutelares do país) foram registrados 24,760 casos de violência (negligência, violência física, violência sexual e violência sexual com exploração comercial) em 2015, no Brasil. Já o Sistema de Informações de Agravos de Notificações (SUS), indica apenas 143 notificações de violência infantil (de 0 a 19 anos) em 2015. No ano anterior foram registradas 63.402 notificações pelo mesmo sistema.

O Mapa da Violência – Crianças e Adolescentes do Brasil publicado em 2012, pelo sociólogo Júlio Jacobo Waiselfisz, indica Santa Catarina como um dos estados que possui as menores taxas de violência física infantil do país, de acordo com os dados coletados e analisados do Sistema de Informações de Agravos de Notificações (SINAN - SUS) no ano de 2011. No entanto, o município de Lages, localizado na serra catarinense, destaca-se nacionalmente como a quarta cidade com maior número de notificações de casos de violência

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física do país. O município catarinense de 153. 676 habitantes que possuí 50.285 crianças de 0 a 19 anos, (IBGE, 2010) registrou 481,3 notificações de violência física em 2011 (SINAN – SUS). Enquanto que pelo Conselho Tutelar da cidade foram registradas apenas 26 denúncias de violência física de crianças e adolescentes no mesmo ano. A diferença entre os dados destes sistemas é resultado da falta de conexão entre os órgãos locais e nacionais, que recebem as denúncias e notificações dos municípios de forma independente. A incoerência entre os dados dificulta a identificação e análise real do problema da violência infantil no Brasil.

1.1 Justificativa

Para Bourdieu1 (1989, p. 133 apud LOCKS, 2016) as práticas culturais de uma comunidade são desenvolvidas por meio de processos históricos e “lutas simbólicas” em espaços sociais. A violência, como tal, tem se manifestado ao longo da história humana como fenômeno social e prática cultural, desenvolvida a partir de diferentes grupos e lutas simbólicas. Há, então, inúmeros fatores que levam ao acontecimento de atos configurados como violentos por membros de uma determinada sociedade. Além disso, a violência não se manifesta apenas de forma física, mas também por agressões psicológicas e omissão.

Em Lages a formação histórica e territorial desenvolvida principalmente a partir de latifundiários e outros pequenos grupos étnicos e raciais, provoca reflexos sobre os atuais aspectos culturais da cidade.

A cultura de fazenda persistiu e continua a orientar muitos aspectos do ethos cultural de indivíduos e grupos sociais. A saber, concepções de mundo, comportamentos sociais, relações de poder, estilos de vida, ritmo de trabalho, visões de mundo, normas, códigos, símbolos, valores oriundos do mundo da grande fazenda. (LOCKS, Geraldo Augusto. 2016. Pg.2)

Além do baixo-desenvolvimento econômico, a falta de oportunidades de trabalho, condições sócio-econômicas, o nível de educação e aspectos culturais são reflexos do processo histórico local e nacional. Como já apresentado, o fenômeno da violência apresenta diferentes fatores, e se manifesta em diferentes comunidades e de diversas formas, não sendo exclusividade do município. No entanto, certos aspectos históricos da região, como os latifúndios e machismo local, favorecem a incidência de um maior número de casos notificados de violência, tanto de 1 BOURDIEU, Pierre. O Poder Simbólico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1979.

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mulheres quanto de crianças e adolescentes.

Em 2012, o sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz publicou um estudo com o titulo Mapa

da Violência – Homicídio contra Mulheres, a partir de dados analisados do Sistema de

Informações de Mortalidade – SIM – da Secretaria de Vigilância em Saúde – SVS – do Ministério da Saúde – MS. A pesquisa apresenta uma lista com os números de homicídios registrados entre 2008 e 2010, onde a cidade de Lages fica classificada em 17º posição do país e a 1º do estado, com o maior número de casos por número de mulheres do município. No mesmo ano da divulgação do estudo, notícias e reportagens abordando o tema passaram a ocupar as manchetes da mídia local, como “Lages é a primeira cidade do Estado” publicada pelo jornal Correio Lageano em nove de maio de 2012.

A partir das publicações, o tema passou a ser debatido por diversas organizações, em escolas, na Câmara de Vereadores e etc. Em 2015, o Mapa da Violência foi atualizado e Lages apresentou uma redução do número de homicídios de mulheres registrados, passando a ocupar a 714º posição do país e a 64º do estado. Percebe-se então, que com a divulgação dos dados sobre homicídios contra mulheres houve uma mobilização pública local para a redução de tais índices. Tais acontecimentos evidenciam aspectos da Teoria do Agendamento (Agenda Setting) proposta por Maxwell McCombs e Donald Shaw, segundo a qual a mídia determinaria os assuntos públicos discutidos pela sociedade a partir da publicação de notícias.

Com isto, é curioso salientar que, no mesmo ano em que a edição do Mapa da

Violência – Homicídios de Mulheres foi publicado, também foi lançado um estudo do mesmo

autor sobre violência infantil, onde Lages se destaca como a 4º cidade do país e a 1º de Santa Catarina, com o maior número de notificações de agressão física contra crianças e adolescentes. No entanto, os dados sobre violência infantil não foram divulgadas pela mídia local, inviabilizando um tema de extrema importância dos debates públicos que poderiam vir a ser discutidos, resultando em uma possível redução do número de casos.

Assim, o tema deste trabalho de conclusão de curso foi escolhido a partir do contato com tais dados e a percepção da invisibilidade do tema em debates públicos e nas mídias tradicionais locais e nacionais. Além disso, por ser natural do município de Lages e ter profundo interesse por questões relacionadas à infância, decidi tratar do tema violência infantil em meu trabalho de conclusão do curso. Também, por acreditar no potencial de transformação social por meio do jornalismo, e entender a gravidade da violência infantil e suas consequências em nossa sociedade, este trabalho tem por objetivo questionar e ampliar os debates públicos sobre os valores culturais e comportamentais relacionados ao tema.

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De acordo com Adelmo (2012:170), as informações jornalísticas estão cristalizadas na singularidade dos fatos, que expressam a particularidade e universalidade dos fenômenos. Assim, tendo como perspectiva tratar da violência infantil no Brasil (questão universal), este projeto de conclusão irá abordar o tema a partir de histórias singulares relatadas no munícipio de Lages, no contexto social e econômico de Santa Catarina.

Cabe destacar que este trabalho não abordará uma das cidades mais violentas do país, e sim, um problema com maior evidência em uma das cidades onde há mais notificações por um dos órgãos responsáveis por promover a proteção dos direitos de crianças e adolescentes. Vale ressaltar ainda que, muitos municípios brasileiros não possuem dados sobre violência infantil ou denúncias ao Conselho Tutelar, ou notificações pelo SUS, o que indica que inúmeros casos estão sendo ocultados em nosso país. Assim, pretende-se trazer ao debate público tais questões a partir da ampla divulgação do material produzido enquanto trabalho de conclusão do curso de jornalismo.

1.2 Objetivos

1.2.1 Objetivo Geral

Problematizar as diferentes formas de violência infantil no Brasil, a partir de dados, entrevistas e histórias relatadas no município de Lages, Santa Catarina. 1.2.2 Objetivos Específicos

 a) Problematizar valores culturais como o uso de violência como método educativo;

 b) Refletir sobre os sistemas de denúncias e notificação de casos, assim como a falta de denúncias dos diversos tipos de violência infantil;

 c) Identificar as diferentes formas de violência infantil que ocorrem no município de Lages;

 d) Elaborar uma revista e um especial multimídia com uma série de reportagens sobre o tema;

 e) Contar histórias de crianças e adolescentes que foram violentados de diferentes formas, relacionando com questões culturais como: a prática da violência, o medo da denúncia e a violência como método educativo;

 f) Tratar as consequências da violência infantil. 2. DESCRIÇÃO

Percebendo a importância da ampla divulgação dos dados obtidos durante a fase de elaboração do projeto de conclusão de curso optou-se pela publicação em dois formatos do

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material produzido:

2.1 Revista

A revista será composta por uma série de reportagens abordando a questão da violência infantil, a partir de dados atuais e relatos singulares de histórias narradas no município de Lages. Além de entrevistas e reportagens, a revista contará com ilustrações e infográficos adaptados do conteúdo produzido no formato multimídia. Não serão utilizadas fotos de crianças, adolescentes ou responsáveis, respeitando o Artigo 17º do Estatuto da Criança e Adolescente, o qual prevê a preservação da imagem e identidade de crianças e adolescentes. Tal formato deverá promover o acesso ao conteúdo em espaços públicos do município e do estado, assim como formular um registro histórico e bibliográfico sobre o tema. Será buscado apoio financeiro para a impressão e distribuição posterior de exemplares da revista.

2.2 Multimídia

O especial multimídia em longform será produzido na plataforma online Readymag, apresentando a mesma série de reportagens do livro impresso, de acordo com as possibilidades de adaptação do conteúdo proporcionadas por ferramentas online. Além de vídeos com especialistas e infográficos interativos, buscará ser desenvolvido um

Newsgame sobre métodos educativos na infância e adolescência, a partir de entrevistas e

pesquisas a serem realizadas sobre o tema. Tal formato permite a aproximação e imersão do leitor, provocando também a reflexão do usuário sobre a temática abordada.

2.3 Reportagens

A partir da leitura do Guia de referência para a cobertura jornalística - Castigos físicos e humilhantes produzido pela ANDI – Comunicação e Direitos (2015), decidiu-se focar o tema das reportagens nos aspectos relacionados à violência física e psicológica. Em 2014, foi aprovada a Lei Nº. 13.010, nomeada Lei Menino Bernardo, em referência a Bernardo Boldrini, de 11 anos, assassinado pelos pais em abril de 2014. A nova lei passou a proibir toda forma de castigos físicos e humilhantes contra

crianças e adolescentes.

Assim, a série de reportagens buscará abordar: - Sistemas de denúncias / Medo de denunciar

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- Investimentos em programas, campanhas e projetos que visem à conscientização da população sobre a questão da violência infantil

- Aspectos culturais e pedagógicos

- A violência infantil familiar manifestada nas instituições de ensino - Alternativas educacionais

2.4 Fontes

Além das diferentes bases de dados dos sistemas de denúncias de acesso livre e obtidos via Lei de Acesso à Informação, para a elaboração das reportagens serão entrevistados especialistas (psicólogos, assistentes sociais, historiadores, professores), fontes oficiais (Conselho Tutelar, Ministério Público, Secretaria de Assistência Social, Secretaria de Educação, Gerência Estadual de Educação, Vigilância Epidemiológica e outros) e fontes não-oficiais (pais, crianças e adolescentes – com a preservação da identidade conforme o estabelecido pelo ECA).

O contato com as fontes não-oficiais, poderá a vir ser mediado pelas fontes oficias, por exemplo, nas escolas e processos do Ministério Público. Outras entrevistas poderão ser realizadas informalmente em espaços públicos da cidade.

3. DESENVOLVIMENTO

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tema. Na última semana no mesmo mês foi realizada uma viagem rápida à Lages quando foram visitadas algumas instituições como o Conselho Tutelar, a Secretaria de Assistência Social no departamento de Vigilância Sócio Assistência e também a Vigilância Epidemiológica.

Durante o mês de setembro foi realizado um primeiro levantamento de dados sobre os números de casos notificados de violência infantil e solicitado via Lei de Acesso à Informação dados atuais do Sistema de Informações de Agravos de Notificações (SUS), assim como o acesso à base dados da Secretaria Especial de Direitos Humanos.

Em 31 de outubro, o pedido de acesso à informação foi respondido. No entanto, foram fornecidos apenas os dados do Disque 100 até julho de 2016. O Sistema de Agravos e Notificações do SUS ainda não foi atualizado. Tais informações devem ser publicadas ao final deste ano. Por isso, decidiu-se realizar nos próximos meses, a análise geral com os dados referentes ao período de janeiro a dezembro de 2016. No entanto, em análise parcial das informações do SINAN, sistema utilizado pelos conselhos tutelares, identificou-se que Lages registrou o maior número de casos de violência física e sexual em 2015, em Santa Catarina.

Em novembro foram realizadas visitas a instituições de ensino e a alguns projetos sociais que fortaleceram a abordagem do tema proposto. Também houve contato com fontes oficiais como: o Hospital Infantil Seara do Bem, que atende crianças e adolescentes de 0 a 15 anos e 11 meses; a Secretaria da Educação e o Ministério Público. A partir destes tem se buscado viabilizar o contato com as fontes não-oficiais.

Conversas informais com professores, durante o período de visitas às escolas, confirmam a falta de preparo e às dúvidas sobre a identificação de casos de negligência e violência física, assim como o medo de denunciar. Outras questões como os protocolos de atendimento e encaminhamento dos casos, assim como o registro dos dados também geram divergências nas instituições.

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2016 2017

OUT NOV DEZ JAN FEV MAR ABR MAI JU

N JUL Entrega versão preliminar do projeto de TCC Entrega final do projeto de TCC Revisão do projeto de TCC Pesquisa e revisão bibliográfica Desenvolvimento parte empírica Redação final do texto Depósito das cópias do TCC para banca Defesa final

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5. ORÇAMENTO

Como minha família reside em Lages, não terei gastos específicos em função do trabalho de conclusão com moradia ou alimentação. Pretendo realizar o deslocamento dentro da cidade usando bicicleta e quando necessário de ônibus, que atualmente custa R$3,50 a passagem. Para o deslocamento de Florianópolis à Lages, tenho utilizado um serviço de caronas pela internet, pagando cerca 70 reais com ida e volta.

Para a produção dos vídeos pretendo emprestar os equipamentos (Câmera DSLR, lentes 55mm/ 18mm55mm e tripé) do Laboratório de Fotografia do Departamento de Jornalismo. Caso não consiga o empréstimo, pretendo alugar ou buscar o apoio com amigos da graduação. Equipamentos mais simples e baratos, como lapela e gravador, devem ser adquiridos ao longo da execução do projeto.

Para a impressão das revistas para apresentação usarei recursos próprios. Para a distribuição em grande escala no município, buscarei apoio financeiro em instituições que trabalhem com a promoção e a proteção dos direitos humanos ou ainda por captação colaborativa de recursos online. Até o momento não há previsão do valor, pois este depende do projeto gráfico e do número de páginas.

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6. FINALIDADES

Pretendo com este trabalho ampliar e aplicar os conhecimentos adquiridos ao longo de quatro anos de graduação no curso de Jornalismo, viabilizados pelos programas de Assistência Estudantil da Universidade Federal de Santa Catarina que permitiram minha permanência e pleno desenvolvimento acadêmico.

Tenho por objetivo a ampla divulgação das informações sobre violência infantil em Lages, Santa Catarina e no Brasil, a fim de provocar debates e transformações culturais no que se refere às denúncias e práticas abusivas contra crianças e adolescentes. E por este propósito reafirmo também a escolha de publicação em dois formatos, tendo como finalidade o registro histórico e bibliográfico, tal como a proposta de agendamento do tema nos debates públicos locais e nacionais.

Desde a elaboração deste pré-projeto, diversos aspectos da produção de grandes reportagens como o planejamento, a análise de dados, o contato com as fontes e a reflexão sobre teorias da comunicação e do jornalismo, têm sido desenvolvidos. A produção de dois formatos também possibilitará o aprimoramento de técnicas de texto, entrevista, abordagem, interpretação de dados, edição, produção gráfica e o aprendizado do uso de novas ferramentas.

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7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANDI, Rede ANDI Brasil - Comunicação e Direitos. Castigos físicos e humilhantes –

Guia de referência para a cobertura jornalística. 2. ed. – Brasília, DF: ANDI , 2015.

Disponível em <

http://www.andi.org.br/publicacao/castigos-fisicos-e-humilhantes-guia-de-referencia-para-cobertura-jornalistica.> Acessado em: 03/10/2016

BRASIL. Estatuto da Criança e do Adolescente. Lei nº 8.069 de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Brasília, DF, 1990.

GENRO FILHO, Adelmo. O segredo da pirâmide: para uma teoria marxista do jornalismo. Série Jornalismo a Rigor. V. 6. Florianópolis: Insular, 2012.

MCCOMB, Maxwell. Um Panorama da Teoria do Agendamento, 35 anos depois de sua formulação. Intercom – Revista Brasileira de Ciências da Comunicação 206 São Paulo, v.31, n.2, jul./dez. 2008. Disponível em <file:///C:/Users/user/Downloads/176-172-1-PB.pdf> LAGEANO, Correio. Lages é a primeira do Estado. Polícia. 09/05/12. Disponível em <http://www.clmais.com.br/informacao/35372/>

Locks, Geraldo Augusto. Cultura de fazenda e persistência do passado em práticas sociais contemporâneas na serra catarinense. Em Povos do campo, educação e natureza. Organizado por Peixer, Zilmar Isabel e Carrato, José Luis. Lages(SC). Grafine, 2016. p.117-127.

Sistema de Agravos e Notificação – Sinan Net. Acessado em 08/10/2016. Disponível em

<http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe?sinannet/cnv/violebr.def>

Sistema de Informação para a Infância e Adolescência. Sipia - Módulo para crianças e

Adolescentes. Acessado em 08/10/16. Disponível em < http://www.sipia.gov.br/>

United Nations Children’s Fund, Hidden in Plain Sight: A statistical analysis of violence against children, UNICEF, New York, 2014. Disponível em < http://files.unicef.org/publications/files/Hidden_in_plain_sight_statistical_analysis_EN_3_Se pt_2014.pdf>

Waiselfisz, Julio Jacobo. Mapa da Violência 2012 – Crianças e Adolescentes do Brasil. Rio de Janeiro, RJ. Flacso Brasil, 2012. Disponível em < http://www.mapadaviolencia.org.br/pdf2012/MapaViolencia2012_Criancas_e_Adolescentes. pdf>

Waiselfisz, Julio Jacobo. Mapa da Violência 2012 – Atualização: Homicídios de Mulheres no Brasil. Rio de Janeiro, RJ. Flacso Brasil, 2012. Disponível em <http://www.mapadaviolencia.org.br/pdf2012/MapaViolencia2012_atual_mulheres.pdf> Waiselfisz, Julio Jacobo. Mapa da Violência 2015 – Homicídios de Mulheres no Brasil.

Brasília, DF. Flacso Brasil, 2015. Disponível em

<http://www.mapadaviolencia.org.br/pdf2015/MapaViolencia_2015_mulheres.pdf> 8. BIBLIOGRAFIA

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ANDI, Rede ANDI Brasil – Comunicação e Direitos: Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. 2.ed. – Brasília, DF: ANDI, 2013. Disponível em

<http://www.andi.org.br/publicacao/exploracao-sexual-de-criancas-e-adolescentes-guia-de-referencia-para-cobertura-0>

ANDI, Rede ANDI Brasil - Comunicação e Direitos. Estatuto da Criança e do Adolescente – Estatuto da Criança e do Adolescente: um guia para jornalistas. 2.ed. – Brasília, DF: ANDI, 2011. Disponível em <http://www.andi.org.br/publicacao/estatuto-da-crianca-e-do-adolescente-um-guia-para-jornalistas-2a-edicao>

ANDI, Rede ANDI Brasil - Comunicação e Direitos. Guia de Referência para o Diálogo com a Mídia Enfrentamento à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes – São Paulo, SP: ANDI, 2008.

Disponível em <http://www.andi.org.br/publicacao/guia-de-referencia-para-o-dialogo-com-midia-enfrentamento-exploracao-sexual-de-criancas-e>

ANDI, Rede ANDI Brasil - JORNALISMO investigativo: Concurso Tim Lopes - Um estudo de caso sobre a atuação da imprensa no enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes - Brasília, DF: ANDI, 2006. 144 p. Disponível em

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ANDI, Rede ANDI Brasil - Comunicação e Direitos. MÍDIA e Violência: A Cobertura da Violência contra Crianças e Adolescentes na Imprensa Latino-Americana – Brasília, DF: ANDI, 2005. Disponível em <http://www.andi.org.br/publicacao/cobertura-da-violencia-contra-criancas-e-adolescentes-na-imprensa-latino-americana>

GRAY, Jonathan; BOUNEGRU, Liliana; CHAMBERS, Lucy. Manual de Jornalismo de Dados. Disponível em <http://datajournalismhandbook.org/pt/index.html>

Referências

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