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Características Geométricas dos Corpos

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Academic year: 2021

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(1)

Professor: Márcio André Araújo Cavalcante

Características Geométricas dos Corpos

Universidade Federal de Alagoas – UFAL

Campus Rio Largo

Engenharia de Energias Renováveis

Mecânica dos Sólidos I

(2)

Principais Objetivos do Assunto

 Apresentar e discutir os seguintes conceitos:

Centro de Gravidade, Centro de Massa, Centróide e

Momento de Inércia de uma Área.

 Mostrar como determinar a localização do

Centro de Gravidade e do Centróide de um corpo

de formato arbitrário.

 Estudar metodologias para a determinação do

(3)

Centro de Gravidade de um Corpo

Definição:

O Centro de Gravidade

G

é um ponto no

qual se localiza o peso resultante de um sistema de

pontos materiais.

Um corpo rígido é composto de um infinito número de partículas com peso dW, formando um sistema de forças aproximadamente paralelo.

(4)

Centro de Gravidade de um Corpo

A resultante deste sistema é o peso total do corpo:

A equivalência de momentos em torno dos eixos x e y leva as seguintes relações:

(5)

Centro de Gravidade de um Corpo

A resultante deste sistema é o peso total do corpo:

A equivalência de momentos em torno dos eixos x e y leva as seguintes relações:

Imaginando um giro de 90° em torno do eixo y, a equivalência de momentos em torno do eixo y resulta em:

(6)

Centro de Gravidade de um Corpo

Desta forma, a localização do Centro de Gravidade pode ser avaliada como segue:

(7)

Centro de Massa de um Corpo

A localização do Centro de Massa Cm torna-se importante no estudo da resposta dinâmica ou de movimentos acelerados do corpo.

Esta localização pode ser determinada fazendo-se dW = g.dm, e admitindo-se

(8)

Centróide de um Volume

Se o corpo é feito de material homogêneo, então a sua densidade

r

será constante.

A localização do centro geométrico do corpo pode ser determinada fazendo-se dm =

r

.dV (onde dV é um elemento de volume infinitesimal).

(9)

Exemplo 1: Localize o centróide do cone de revolução mostrado abaixo.

Centróide de um Volume

(10)

Centróide de uma Área

Para uma área no plano x-y e delimitada pela curva y = f(x), o

centróide pode ser determinado da seguinte forma:

Avaliação do centróide por integrais simples, adotando-se

faixas como elementos infinitesimais de área:

(11)

Centróide de uma Área

Exemplo 1: Determine a coordenada vertical y do centróide da área do triângulo abaixo.

(12)

Centróide de uma Área

(13)

Centróide de uma Linha

Se um segmento de linha se encontra dentro do plano x-y e pode ser descrito por uma linha curva y = f(x), então seu

centróide pode ser determinado por:

(14)

Centróide de uma Linha

Exemplo 1: Localize o centróide da haste dobrada na forma de um arco parabólico mostrada abaixo.

(15)

Centróide de Áreas Compostas

Uma área composta consiste de uma série de áreas com formatos mais simples (retângulos, triângulos, círculos, etc.).

(16)

Centróide de Áreas Compostas

Uma área composta consiste de uma série de áreas com formatos mais simples (retângulos, triângulos, círculos, etc.).

1

2

3

4

(17)

Centróide de Áreas Compostas

Contanto que a área e o centróide de cada uma dessas partes sejam conhecidos, podemos eliminar a necessidade de integração.

Ao invés de um número infinito de áreas infinitesimais, nós passamos a ter somatórias envolvendo um número finito de áreas:

(18)

Centróide de Áreas Compostas

Forma Área Triângulo Quarto de círculo Quarto de elipse Semi-elipse Semi-parábola Parábola Semi-círculo

(19)

Centróide de Áreas Compostas

Exemplo 1: Localize o centróide da área abaixo.

(20)

Centróide de Linhas Compostas

Forma Comprimento

Quarto de círculo

Semi-círculo

(21)

Centróide de Linhas Compostas

Exemplo 2: Localize o centróide do arame dobrado mostrado abaixo.

(22)

Centróide de Volumes Compostos

Forma Volume Forma Volume

Hem is féri o Sem i-el ips ó ide de rev o luçã o P a ra bo ide de rev o luçã o C o ne de rev o luçã o

(23)

Centróide de Volumes Compostos

Exemplo 1: Localize o centróide do volume mostrado ao lado composto por um tronco de cone e um hemisfério. O tronco de cone apresenta um furo cilíndrico com 25 mm de raio.

(24)

Exemplos de Aplicação do Conceito de Centróide

Localização da linha de ação de uma carga concentrada equivalente

de carregamentos distribuídos:

Determinação da excentricidade de cargas concentradas longitudinais:

(25)

Momentos de Inércia de Áreas

Os momentos de inércia de uma área A (no plano x-y) em relação aos eixos x e y são definidos da seguinte forma:

Os momentos de inércia assumem sempre valores positivos, e quantificam o distanciamento da distribuição da matéria em relação aos eixos x e y.

(26)

Momentos de Inércia de Áreas

Quanto maior o momento de inércia da seção transversal de um elemento prismático (viga ou coluna), maior a rigidez à flexão do mesmo.

Desse modo, vigas e colunas mais eficientes são projetadas com a maior parte da seção transversal longe dos eixos principais do centróide da seção. Seções de abas largas com perfis em I, em U, cantoneiras, etc. são melhores que seções maciças e retangulares.

Colunas com seções ocas (como os tubos) são mais econômicas que as maciças.

(27)

Momentos de Inércia de Áreas

Na maioria dos casos o momento de inércia pode ser calculado com uma integração simples.

dA = y.dx dA = x.dy

Oriente o elemento infinitesimal de forma que a comprimento fique paralelo ao eixo em relação ao qual está sendo calculado o momento de inércia.

(28)

Momentos de Inércia de Áreas

Exemplo 1: Determine o momento de inércia para a área retangular em relação ao eixo x’ que passa pelo centróide.

(29)

Momentos de Inércia de Áreas

Exemplo 2: Determine o momento de inércia em relação ao eixo x para a área circular mostrada abaixo.

(solução I)

(30)

Momento de Inércia

Polar

O momento de inércia polar de uma área A (no plano x-y) em relação à origem O do sistema de coordandas é definido da seguinte forma:

O momento de inércia polar assume sempre valores

positivos, e quantifica o distanciamento da distribuição da matéria em relação à origem O do sistema de coordandas.

(31)

Momento de Inércia

Polar

O momento de inércia polar J0 pode ser calculado em termos dos momentos de inércia Ix e Iy , como segue:

Uma vez que:

Tem-se:

(32)

Raio de Giração de uma Área

 Tem-se uma área A com momento de inércia Ix em relação ao

eixo-x.

 Considere uma faixa de área A paralela ao eixo-x com mesmo

momento de inércia Ix.

 O raio de giração em relação ao eixo-x kx é a distância desta faixa ao eixo-x.

(33)

Raio de Giração de uma Área

De forma análoga, pode-se definir os raios de giração ky e k0 :

Pode-se demonstrar que:

Os raios de giração estão presentes na definição dos índices de esbeltez (que são empregados no projeto de colunas).

(34)

Teorema dos Eixos Paralelos

O Teorema dos Eixos Paralelos pode ser usado para encontrar o momento de inércia em relação a um eixo qualquer paralelo a um eixo centroidal (cujo momento de inércia é conhecido).

Tem-se:

Como: Logo:

(35)

Teorema dos Eixos Paralelos

O Teorema dos Eixos Paralelos pode ser usado para relacionar o momento polar de inércia em relação à origem O

do sistema de coordanadas (J0) com o momento polar de inércia em relação ao centróide da área (JC).

Como: Tem-se:

(36)

Momento de Inércia de Áreas Compostas

Uma vez conhecido os momentos de inércia de todas as partes que compõem a área composta em relação a um eixo comum, o momento de inércia da área composta em relação a este eixo será a soma algébrica dos momentos de inércia de todas as partes que a compõem.

Exemplo 1: Determine o momento de inércia da área de seção transversal abaixo em relação ao eixo x.

(37)

Momento de Inércia de Áreas Compostas

Triângulo Retângulo

(38)

Momento de Inércia de Áreas Compostas

Exemplo 2: Determine o momento de inércia em relação ao eixo x para a área composta mostrada abaixo.

(39)

Momento de Inércia de Áreas Compostas

Exemplo 3: Determine os momentos de inércia da seção transversal do componente estrutural mostrado abaixo em relação aos eixos centroidais x e y.

(40)

Referências

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